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sábado, 10 de janeiro de 2015

Novo presidente da Sabesp diz que crise hídrica pode piorar


Jerson Kelman
Novo presidente da Sabesp, Jerson Kelman, diz que ‘São Pedro tem errado pontaria’
Publicado: 9 de janeiro de 2015 às 16:08 - Atualizado às 16:09

Jerson Kelman Sabesp Foto Sergio Casteo Estadão
Jerson Kelman diz que companhia vai intensificar redução de pressão e diminuir dependência do Sistema Cantareira; novo dirigente também defende regularização em áreas invadidas (Foto: Sérgio Castro/Estadão)



Ao tomar posse, no início da tarde de hoje (9), o novo presidente da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), Jerson Kelman, disse que a crise hídrica que atinge o estado pode se agravar nos próximos meses. “Seria irresponsabilidade no quadro que a gente está hoje, 9 de janeiro, olhar para frente com otimismo. Temos que estar preparados para o pior”, destacou em seu pronunciamento.


Kelman disse que já passou instruções para reduzir ainda mais a retirada de água do Sistema Cantareira, que opera com 6,7% da capacidade dos reservatórios. O novo presidente assumiu que a medida deverá afetar ainda mais os consumidores. “Inescapavelmente, teremos algum tipo de sofrimento pela população”, ressaltou sobre os transtornos causados pela redução da pressão e volume, principalmente para os moradores de locais mais altos.



Segundo ele, a medida é necessária devido à gravidade da crise. Kelman disse que até 2014 o pior cenário enfrentado pelo Sistema Cantareira havia ocorrido em 1953, quando a vazão média de entrada de água no sistema chegou a 56% da média histórica. “No ano passado nós tivemos 25%. Foi menos da metade do pior que já tinha acontecido”, enfatizou.



Por isso, de acordo com o presidente da Sabesp, não havia possibilidade de o Pode Público se preparar adequadamente para o problema. “Nenhum administrador público, de qualquer nível, seria considerado prudente se fizesse um sobreinvestimento tão grande para enfrentar algo que nunca tinha sido observado”, defendeu.


Ontem (8), a Sabesp anunciou a cobrança de sobretaxa de 40% a 100% para os consumidores que superarem a média de gasto de água entre fevereiro de 2013 e janeiro de 2014. Segundo os critérios publicados no Diário Oficial do Estado, se o consumo ultrapassar em até 20% a média do período será considerado para efeito de cálculo um acréscimo de 40%.


Acima de 20%, a quantidade calculada terá adicional equivalente ao dobro. A medida vale para 43 municípios, incluindo a cidade de São Paulo e vários municípios da região metropolitana. (Daniel Mello/ABr)

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