quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Deep learning ajuda cientistas a olharem fogo no Brasil com lupa

 https://ipam.org.br/deep-learning-ajuda-cientistas-a-olharem-fogo-no-brasil-com-lupa/

Deep learning ajuda cientistas a olharem fogo no Brasil com lupa




10.02.2021 • Notícias


Cerrado é o bioma mais ameaçado do Brasil atualmente. 

Um artigo científico publicado nesta semana por pesquisadores do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) e da Universidade de Brasília propõe uma nova abordagem para mapear as marcas do fogo no Brasil. O trabalho, publicado na revista especializada “Remote Sensing Applications: Society and Environment”, utiliza deep learning para facilitar o processamento de imagens sem perda na qualidade e na confiança da informação, e com uma sensibilidade melhor às cicatrizes de queimadas deixadas no solo. Com isso, é possível obter o mapeamento da área queimada com mais detalhe.

Com acurácia de 95%, o novo método detectou 115% mais áreas queimadas no bioma do que o método utilizado pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), e 57% mais área queimada do que o Modis Burned Area, da Nasa. Essa diferença se deve ao uso de todas as imagens disponíveis do Landsat (com resolução de 30 metros e frequência de 16 dias), que ainda têm melhor resolução das obtidas com o sensor Modis (com resolução de 500 metros), e a possibilidade de processar um grande volume de dados em um curto espaço de tempo.

Deep learning é uma forma de “ensinar” máquinas a partir de redes neurais artificiais. Para desenvolver e validar o método, os cientistas usaram imagens do satélite Landsat-8, amostras de treinamento e algoritmos de deep learning, implementados no Google Earth Engine, para avaliar quanto foi afetado por queimadas e incêndios florestais no Cerrado em 2017, além de descobrir onde o fogo aconteceu: em vegetação nativa ou em áreas com atividades agropecuárias.

“O desenvolvimento de uma nova metodologia para mapeamento de áreas queimadas com uso de sensoriamento remoto e aprendizado de máquinas permite um alto potencial para a construção de longas séries temporais de áreas afetadas por fogo”, explica a pesquisadora do IPAM Vera Arruda, que liderou o trabalho. “Essa linha de trabalho pode ser útil para estimar emissões de carbono, impactos ambientais, analisar as interações entre o clima e as causas ecológicas do fogo e desenvolver modelos preditivos de risco de incêndios, fornecendo assim informações espaciais que auxiliam nas políticas públicas, no manejo do fogo e em ações para a conservação.”

A nova abordagem já foi utilizada para calcular a evolução da área queimada no Brasil entre 2000 e 2019, lançada em dezembro pela iniciativa MapBiomas Fogo (http://plataforma.mapbiomas.org). Segundo a análise, nos últimos 20 anos 1,5 milhão de quilômetros quadrados do Brasil, ou cerca de 17,5% de seu território, queimou pelo menos uma vez.


Leia o artigo científico.

 

Especialistas debatem possíveis impactos de acordo comercial com UE

 

https://ipam.org.br/pt

22.02.2021 • Notícias
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O primeiro episódio da série OCAA Webinários (Observatório de Comércio e Ambiente na Amazônia) foi ao ar na última sexta-feira (19) aprofundando o debate sobre as possíveis consequências do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia para a floresta amazônica. O documento, assinado em 2019, após duas décadas de negociações, ainda precisa ser ratificado pelos 31 Estados envolvidos para entrar em vigor. Questões ambientais que envolvem a Amazônia estão entre os principais entraves para sua confirmação.

O programa debateu dois estudos sobre o tema, que chegaram a conclusões diferentes sobre a relação desflorestamento e desenvolvimento econômico — Is the EU Mercosur Agreement Deforestation Proof?, publicado pelo Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), e Sustainability Impact Assessment, da London School of Economics.

Conforme destacou a especialista sênior em análise ambiental da universidade britânica, Stefania Lovo, entre 2003 e 2012, houve uma queda no desmatamento no Brasil. No período seguinte, de 2012 a 2018, foi registrado um leve aumento, enquanto em 2019, o país teve um “aumento significativo” em áreas devastadas.

Ela destacou que a queda foi uma resposta a iniciativas politicas apropriadas e defendeu evidências de que o aumento na produção de soja e carne não está necessariamente atrelado à perdas ambientais.

Lovo salientou que o acordo deve aumentar o crescimento do setor agrícola e que o futuro do meio ambiente no Brasil depende mais de políticas públicas do que do acordo em si. A pesquisadora rebateu críticas de que o país poderia afrouxar regras de sustentabilidade. “Sem o acordo, como seria? Ficaria melhor?”, indagou.

Por outro ângulo

Paulo Barreto, pesquisador sênior do Imazon, uma das organizações membro do OCAA, apresentou o estudo Is the EU Mercosur Agreement Deforestation Proof.

Ele destacou um levantamento que observou aumento significativo no desmatamento em 189 países, três anos após acordos comerciais internacionais serem firmados e entrarem em vigor. O estudo traça uma geografia da perda ambiental, avaliando diferentes cenários e a elasticidade comercial dos produtos comercializados nessas regiões.

Cauteloso sobre os desdobramentos do pacto comercial, Barreto afirmou que “de fato, o Brasil poderia produzir sem desmatar”. Ele acrescentou, porém, que as atuais condições políticas do país indicam um risco real de um efeito contrário, produzindo um aumento no desmatamento.

O webinário foi mediado pelo coordenador de comunicação do Observatório do Clima, Claudio Angelo, e pode ser acessado, na íntegra, no canal do OCAA no Youtube.

Para mais estudos como esses e para acompanhar o debate sobre comércio e Amazônia, conheça o site do OCAA.

Controlar el clima mundial para 2035: el objetivo que China ya puso en marcha

 

Controlar el clima mundial para 2035: el objetivo que China ya puso en marcha

China tiene años ensayando cómo provocar o detener lluvias, lo logró en el año 2008 durante la clausura de los Juegos Olímpicos en Pekín para evitar cancelar la ceremonia

Leyenda: China usa aviones cargados con yoduro de plata para bombardear nubes y provocar las lluvias. (Twitter)

Los planes de China para consolidarse como potencia mundial cubren varias aristas. Mucho se ha hablado de su incursión en la tecnología, la política, la economía y la salud, pero otro tema está en marcha sin que se hable demasiado al respecto: el control del clima.

Aunque raya en una película de ficción, el país asiático lo viene practicando desde hace algunos años. El mundo vio un adelanto en los Juegos Olímpicos del 2008 en Pekín. Los meteorólogos alertaban posibles lluvias durante la ceremonia de clausura y para no dañar la fiesta, ocho aviones cargados de químicos despegaron de una base en la ciudad de Zhangjiakou, provincia de Hebei. Al mismo tiempo se lanzaron nueve tandas de cohetes (241 en total) con químicos, según el reporte de EFE. La ceremonia transcurrió sin contratiempos. Ese año Pekín aseguraba que podía provocar lluvia artificial en un tercio de su territorio.

La apuesta se redobla para 2025, cuando el régimen espera cubrir 57 % de su territorio para provocar lluvias o nieve. Si quiere eliminar granizo, podrá hacerlo en 580.000 kilómetros cuadrados.

El año 2035 pinta de otra manera: la modificación del clima desde China debería llegar a un nivel mundial «avanzado» en términos de operación, tecnologías y servicios, según una nota publicada por el Consejo de Estado de ese país.

«Robo de agua»

Aquella nota de EFE detallaba que los químicos utilizados suelen ser diatomita (una sustancia secante) para frenar la lluvia, o yoduro de plata si lo que se desea es acelerar la llegada de precipitaciones.

Una iniciativa similar fue usada por Estados Unidos en el Proyecto Stormfury de 1962 a 1983 para calmar los ciclones tropicales sembrándolos con yoduro de plata hasta que el proyecto fue cancelado. En la misma década de los años 60, China habría comenzado sus propios ensayos.

El régimen chino enumera planes como proteger la agricultura, estimación de desastres como la sequía y caída de granizos o controlar incendios forestales. Pero tal como ocurre con muchos planes de China, las suspicacias están a la orden del día.

Hasta el momento no hay evidencia de «robo de agua» hacia otros países, pero tampoco ha habido «siembras» tan grandes que sean capaces de comprobarlo. Por ello se genera un debate sobre hasta dónde llegará el plan de China. El razonamiento pertenece a Andrea Flossmann, copresidenta del grupo especializado en modificación del clima de la Organización Meteorológica Mundial. «Deberá monitorizarse”, declaró la experta a La Vanguardia.

Flossmann reseña que otros países como Israel también lo hacen. Mientras que Francia, Rusia, Rumania o Moldavi trabajan en programas para la prevención del granizo por el cambio climático.

La amenaza para países vecinos

Desde 2012 a 2017 China había asignado 8800 millones de yuanes (1340 millones de dólares) para apoyar programas de modificación del clima, indicó en ese momento la agencia Xinhua.

La nota de La Vanguardia menciona otro punto para tener en cuenta dentro del plan chino y son las técnicas que está usando incluso en la cordillera del Himalaya, donde nacen sus tres grandes ríos, el Yangtsé, el Mekong y el Amarillo.

En torno al río Mekong gira un problema que tiene años. Las enormes represas chinas limitan la cantidad de agua a las poblaciones vecinas, secan los cauces cercanos dejándolos sin pesca y matan a las especies acuáticas. Un reportaje de The New York Times retrata las penurias de los pobladores.

Esto, sumado a que las lluvias podrían abarcar otros países sin que las necesiten, se convierten en un serio problema hídrico para esa región según Xulio Ríos, director del Observatorio de la Política China que declaró el medio español.

La India es un claro ejemplo de esta situación, el monzón de verano es un evento clave porque pone fin a meses de sequía y es recibida con alegría entre los hindúes. Más lluvias solo podrían traducirse en tragedia.

«Uno de los factores impulsores del monzón es la diferencia de temperatura entre la meseta tibetana y el océano Índico. Así que si realizaras cambios significativos en la meseta tibetana, como están planeando algunos (…), creo que eso sí podría tener efectos bastante drásticos», explicó Dhanasree Jayaram, experta en clima de la Academia Manipal de Educación Superior en Karnataka, en declaraciones a BBC.

Otro problema es la poca claridad de quién está «sembrando de nubes». Lo que sí es evidente es que China apuesta por cubrir todo el planeta para 2035, según el comunicado de sus autoridades emitido en diciembre de 2020.