sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Caçadores expõem matança de animais silvestres no Facebook e YouTube

Caçadores expõem matança de animais silvestres no Facebook e YouTube


Enquanto o governo federal toma medidas para facilitar o acesso da população a armamentos, caçadores de animais silvestres têm recorrido a grupos no Facebook e a canais no YouTube para compartilhar cenas de caçadas e dicas sobre a atividade que, exceto nos casos da caça a javalis, é ilegal.

Grande parte das comunidades foi criada a partir de 2019, quando o presidente Jair Bolsonaro publicou uma série de decretos reduzindo as restrições aplicadas a colecionadores de armas, atiradores esportivos e caçadores — grupo conhecido pela sigla CACs.

Os decretos, porém, não alteraram o status da caça de animais silvestres, considerada crime no Brasil exceto quando praticada por comunidades que dependem dela para sobreviver, como povos indígenas e quilombolas.

O único animal passível de ser caçado legalmente no Brasil é o javali, uma espécie exótica que ameaça ecossistemas nacionais.

Caçadas com cachorros

No Facebook, um grupo fechado criado em julho de 2019 e chamado "Caçadores de paca" conta com 74 mil membros de todas as regiões do Brasil


Abaixo-assinado pede demissão e prisão de servidor público que ...

Do crime de caça e novo Decreto Federal

Do crime de caça e novo Decreto Federal


Canal Ciências Criminais, Estudante de Direito
ano passado
757 visualizações

Por Rodrigo Urbanski
A Constituição Federal de 1988 protege o meio ambiente, considerado-o de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, conforme art. 225. A doutrina classifica o meio ambiente como um direito humano fundamental.
Diante da essencialidade do meio ambiente, o poder público e a coletividade tem o dever de proteção, garantido sua preservação para as atuais e futuras gerações.
No Brasil, não há um código único que regulamenta o direito ambiental, mas vários diplomas legais.
Por sua vez, a lei 9.605/1998 estabelece diversas sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, por exemplo, condutas típicas contra a fauna, a flora, a poluição.

Do crime de caça

O crime de caça, previsto no art. 29 da lei 9.605/1998, na seção dos crimes contra a fauna, prevê:
Art. 29. Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida:
Pena - detenção de seis meses a um ano, e multa.
[...] § 5º A pena é aumentada até o triplo, se o crime decorre do exercício de caça profissional.
Os núcleos verbais são autoexplicativo: quem matar, perseguir, caçar ou apanhar alguma espécie sem a devida permissão, licença ou autorização do IBAMA ou órgão estadual de proteção à natureza, responde pelo crime.
A jurisprudência é pacífica no sentido de que apenas um animal morto ou que seja objeto de caça já permite a configuração do crime.
Mesmo a caça esportiva sem autorização configura o crime.
Frise-se que este tipo é exclusivamente doloso, não admitindo modalidade culposa.

Proibição da caça desde 1967 e novo Decreto Federal

A caça de animais silvestres nunca deixou de existir no Brasil e acreditasse que seja um do principais fatores que levam à extinção de espécies ameadas.
Vale lembrar que a única espécie animal cuja caça é permitida por lei hoje no Brasil é a do javali. Ainda assim, sob a premissa de controle populacional.
Recentemente, Jair Bolsonaro, presidente da república, assinou um decreto que permite que atiradores esportivos, caçadores e colecionadores de armas possam andar com armas de fogo carregadas.
O texto ampliou o limite de compra de munição de 50 cartuchos por ano para 1.000.
Mesmo que não haja de fato a regulamentação ou a legalização da caça, a possibilidade de adquirir mais munições estimula a atividade.
O controle de espécies ameaças é precário, não podendo confiar na boa-fé de todos caçadores de Javali.
O raciocínio é básico: se existe a possibilidade de ter mais munições, possivelmente haverá mais caça. Não há garantias que haverá mortes apenas de Javalis, mas também o risco de extinguir novas espécies de animais.
Fonte: Canal Ciências Criminais

SOS Floresta do Camboatá - Diga Não Ao Autódromo no Rio de Janeiro

Para: Marcelo Crivella Prefeito do Rio de Janeiro

SOS Floresta do Camboatá - Diga Não Ao Autódromo no Rio de Janeiro

SOS Floresta do Camboatá - Diga Não Ao Autódromo no Rio de Janeiro
Impedir de todas as formas a destruição de uma reserva ambiental fabulosa, com inúmeras espécies árvores, animais e plantas, em extinção inclusive.

Por que isso é importante?

 

 

Precisamos da ajuda de todos que amam a natureza, pois não queremos autódromo nessa região de Deodoro, vim hoje aqui para lhe pedir uma grande ajuda, eu e meu grupo ecológico, mais outras pessoas de outros grupos, estamos completamente envolvidos a favor de uma floresta que representa muito para nós. E como existem outras áreas do exército próxima a Deodoro mesmo que já foram degradadas anteriormente, desde o PAN AMERICANO em 2008 que pode ser utilizadas para a construção do autódromo e que não ira causar tanto impacto. Nós, humanos e os animais, já estamos sendo muito atingidos com a poluição do ar, poluição sonora e com a alteração do clima, onde nota-se nitidamente a elevação da temperatura causada pelo desmatamento.

A FLORESTA DE CAMBOATÁ EM DEODORO é o último lugar de MATA ATLÂNTICA DE ÁREAS PLANAS do Município do Rio de Janeiro com nascentes e áreas úmidas onde no período de cheias ressurgem os peixes rivulídeos, conhecidos como peixes das nuvens, porque reaparecem com as chuvas.


Trata-se de uma região ÚNICA COM UM ECO-SISTEMA equilibrado e que MORRERÁ se sofrer as intervenções necessárias para se instalar ali o autódromo.

Por isso, por ser ÚNICO, este paraíso ecológico, pedra preciosa, tesouro ambiental precisa ser PRESERVADO.

Quem afirma isso é uma equipe de pesquisadores do Instituto Jardim Botânico que conhecem bem o local porque desde a década de 80 iam para lá desenvolver pesquisas e coletar sementes de espécies nativas raras de MATA ATLÂNTICA para enriquecer a diversidade ambiental do próprio Jardim Botânico com PLANTAS RARAS DE MATA ATLÂNTICA COM AMEAÇA DE EXTINÇÃO.

O refúgio de pássaros no Rio que o governo quer transformar em autódromo


A ave saíra-sapucaia vive a maior parte do tempo no sul do país, mas costuma migrar para o sudeste no inverno. 

Um dos lugares onde pode ser vista nessa época do ano é na floresta do Camboatá, na zona oeste do Rio de Janeiro, uma espécie de ilha de vegetação no subúrbio da cidade.
Mas nos próximos anos, é possível que a saíra-sapucaia e outros animais não tenham mais esse espaço para invernar.

Isso porque a floresta do Camboatá pode ser derrubada para dar lugar a um autódromo.

A ideia da construção de um novo circuito no terreno da floresta vem desde pelo menos 2011, dizem membros do Movimento SOS Floresta do Camboatá, organização criada naquele ano em reação aos primeiros sinais de interesse das autoridades em tomar o espaço.

SOS Floresta do Camboatá - Diga Não Ao Autódromo no Rio de Janeiro 
 21616-170

Proteina Bíblica!

https://www.msn.com/pt-pt/noticias/portugal/gafanhotos-passam-de-praga-b%C3%ADblica-a-prote%C3%ADna-moderna/vp-BB17yYfD

Gafanhotos passam de praga bíblica a proteína moderna

A praga do Egito chegou à Rússia. Uma nuvem de gafanhotos, de proporções bíblicas, atacou plantações do sul do país. As culturas foram pulverizadas com pesticidas, mas os prejuízos ultrapassam os 11 milhões de euros em colheitas devastadas. Foi declarado o estado de emergência em várias zonas da república República da Kalmykia. 
A oitava praga do Egito foi narrada na Bíblia em tom de maldição, no Livro do Êxodo, mas estas invasões de gafanhotos não foram provocadas pela ira divina, mas sim pelo desiquilíbrio ecológico e pela seca severa. É uma praga que sobrevoa o imaginário coletivo, desloca-se aos milhões, salta de país em país e assusta pessoas de todas as religiões. Da tradição judaico-cristã até à budista, em alturas de aflição reza-se por uma solução. 
Os monges também pedem chuva a uma força maior e perguntam-lhe como acabar com a praga. A solução chega da Terra Santa: a praga acaba no prato. A empresa de Israel "Hargol" - que significa gafanhoto em hebraico - quer colocar os insetos no menu mundial e cultivá-los à escala comercial a partir das Colinas de Golã. 
A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação considera estas nuvens de gafanhotos como uma “ameaça” à segurança alimentar planetária . 
No futuro, a criação de animais como vacas galinhas e peixes será cada vez mais insustentável e o inseto é uma fonte de proteína mais saudável. 
Mas é preciso ultrapassar a barreira da repulsa. A estratégia de marketing foi religiosamente pensada . 
As embalagens destes gafanhotos ostentam o slogan “Proteína Bíblica”.

 

Por que até hoje a humanidade não 'solucionou' as pragas de gafanhotos

Por que até hoje a humanidade não 'solucionou' as pragas de gafanhotos

  • 5 julho 2020



Na Bíblia, os gafanhotos, a oitava das dez pragas, devastam árvores e campos no Egito. Nos registros do historiador romano Plínio, o Velho (23-79), 800 mil pessoas morreram de fome por causa de nuvens do inseto na região que hoje engloba Líbia, Argélia e Tunísia. A partir do fim do século 19, há registros de infestações no sul do Brasil por décadas seguidas — em Santa Maria (RS), conta-se até que uma nuvem de gafanhoto escureceu o dia, de tão densa. 

Atualmente, uma espécie de gafanhoto (Schistocerca gregaria) consome plantações no leste da África, no Oriente Médio e no sul da Ásia, ameaça a segurança alimentar de 10% da população mundial e é considerada a praga migratória mais perigosa do planeta.

A América do Sul vive hoje um misto de devastação e tensão por causa do inseto. Gafanhotos da espécie Schistocerca cancellata passaram por um processo natural no qual deixam de ser solitários e passam a viver juntos. Em maio e junho, consumiram plantações no Paraguai e na Argentina. Agora, há expectativa de que eles possam voar para o Brasil ou o Uruguai ou mesmo se dispersarem.

O governo argentino tem conseguido reduzir o tamanho da nuvem, mas condições climáticas e a dificuldade de acesso ao lugar onde os insetos estão reunidos prejudicam o monitoramento diário.

Ainda sem saber se será atingido ou não, o Brasil decretou situação de emergência previamente e publicou portaria com diretrizes e agrotóxicos recomendados para o combate da praga. O plano de ação cabe a cada Estado.

O fenômeno de explosão populacional de gafanhotos tem milênios, mas até hoje o homem enfrenta sérias dificuldades para contê-lo.

O projeto rodoviário que ameaça uma das áreas mais conservadas da Amazônia

O projeto rodoviário que ameaça uma das áreas mais conservadas da Amazônia

  • 6 agosto 2020

Uma rodovia federal de 885 quilômetros construída entre 1968 e 1973, abandonada em 1988, está no centro de uma polêmica ambiental. Trata-se da BR-319, estrada que liga Manaus a Porto Velho, em plena Floresta Amazônica. 

Em junho, o Diário Oficial da União publicou o edital para a pavimentação de um primeiro trecho previsto pelo governo para recuperar a via.

O Ministério Público Federal questionou a legalidade, argumentando a falta de estudos ambientais. Nesta quinta, a revista Science traz uma carta assinada por dois cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) denunciando a situação para a comunidade internacional.

Em conversa com a BBC News Brasil, o biólogo e ecólogo Lucas Ferrante, um dos autores do texto, ressaltou que um estudo de modelagem realizado pelo INPA indica que o desmatamento na região entre os rios Madeira e Purus, justamente por onde passa a trajeto, aumentaria em 1.200% — em relação aos dados de 2011 — com a obra de recuperação da pista.

"Temos plena compreensão do que essa estrada vai gerar nessa área", comenta. "E os impactos são perturbadores. O carbono emitido por conta do desmatamento e das queimadas [no trajeto e no entorno] tem capacidade para alterar ainda mais o clima global."

Vertebrados herbívoros podem enfrentar maior risco de extinção




pesquisa
Herbívoros com maior risco de extinção entre mamíferos, aves e répteis

 

 Gayle Fairbanks with her pet iguana Eugene. Eugene! Iguanas seem ...

Os herbívoros – não predadores – podem enfrentar um risco maior de extinção entre mamíferos, aves e répteis, de acordo com um novo estudo com mais de 44.000 espécies vivas e extintas.


Os resultados sugerem que os herbívoros sofreram consistentemente a maior ameaça de extinção nos dias atuais, no passado recente e no final do Pleistoceno – mais do que as espécies de qualquer outra posição na cadeia alimentar. Embora haja fortes evidências de que os grandes vertebrados são os mais afetados pela atual onda de extinções, os cientistas se basearam principalmente em evidências e correlações com características de espécies que estão ligadas ao risco de extinção para entender qual grupo trófico enfrenta a maior ameaça de extinção.

Como os predadores têm extensas áreas domésticas e baixas taxas de crescimento populacional – e porque pesquisas anteriores frequentemente se concentram em predadores específicos – muitos pesquisadores assumiram que os predadores correm maior risco de extinção.

“Existem tantos dados por aí e às vezes você só precisa de alguém para organizá-los”, diz Trisha Atwood, a primeira autora do estudo. “Vasculhamos a literatura científica e coligimos as informações da dieta para mais de 44.600 espécies de animais vivos e extintos. Isso nos permitiu finalmente construir um conjunto de dados para que pudéssemos determinar qual nível trófico está em maior risco de extinção”.

Os pesquisadores examinaram primeiro os padrões de risco de extinção modernos entre herbívoros, onívoros e predadores, comparando padrões de ameaças em mamíferos, aves e répteis pertencentes a diferentes grupos tróficos de todo o mundo. Em seguida, eles exploraram como as extinções passadas podem ter moldado os padrões modernos, examinando as proporções de mamíferos, aves e répteis recentemente extintos e os mamíferos extintos do Pleistoceno tardio em cada grupo trófico. Finalmente, Atwood et al. examinaram como o tamanho corporal e o grupo trófico juntos afetam o status de ameaça em 22.166 espécies.

Os pesquisadores observam que os predadores que vivem em habitats marinhos enfrentam um risco elevado de extinção, sugerindo que os predadores oceânicos podem estar enfrentando pressões existenciais maiores do que predadores em terra
Referência: Herbivores at the highest risk of extinction among mammals, birds, and reptiles
BY TRISHA B. ATWOOD, SHALEY A. VALENTINE, EDD HAMMILL, DOUGLAS J. MCCAULEY, ELIZABETH M. P. MADIN, KAREN H. BEARD, WILLIAM D. PEARSE
SCIENCE ADVANCES05 AUG 2020 : EABB8458
DOI: 10.1126/sciadv.abb8458
in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 06/08/2020
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