terça-feira, 22 de novembro de 2022

Pesquisador dá pulos de alegria ao encontrar espécie de ave avistada pela última vez em 1882 e até então considerada extinta

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Pesquisador dá pulos de alegria ao encontrar espécie de ave avistada pela última vez em 1882 e até então considerada extinta

Pesquisador dá pulos de alegria ao encontrar espécie de ave avistada pela última vez em 1882 e já considerada extinta

pombo-faisão-de-nuca-preta (Otidiphaps insularis) era uma ave muito procurada. Com seu rabo longo e largo, ela faz mais lembrar um faisão, daí o seu nome popular. Endêmica da ilha de Fergusson, localizada no arquipélago de Papua Nova Guiné, na Oceania, a espécie, chamada localmente de Auwo, foi avistada pela primeira há 140 anos, em 1882, e desde então nunca foi mais foi observada. Pouquíssimo se sabe sobre ela. E ela nunca havia sido fotografada.

Mas um grupo de cientistas e pesquisadores que participaram da expedição “Em Busca das Aves Perdidas” conseguiu, finalmente, reencontrar o pombo-faisão-de-nuca-preta. Com a instalação de armadilhas fotográficas na ilha, eles conseguiram documentar imagens e vídeos da ave.

Todavia, talvez o que mais tenha chamado a atenção durante a descoberta foi a reação de extrema alegria de um dos pesquisadores ao constatar que as câmeras tinham registrado o animal tão elusivo.

O vídeo abaixo, compartilhado pela organização Wild Birds of New Guinea, mostra o momento em que Doka Nason e Jordan Boersma, com a câmera de uma armadilha fotográfica em mãos, se dão conta, em seu último dia na ilha de Fergusson, que a imagem era de um pombo-faisão-de-nuca-preta.

“Quando coletamos as armadilhas fotográficas, percebi que havia menos de um por cento de chance de obter uma foto do pombo-faisão-de-nuca-preta”, contou Boersma, pesquisador de pós-doutorado do Laboratório de Ornitologia da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, e co-líder da expedição. “Então, enquanto eu percorria as fotos, fiquei chocado com essa ave passando por nossa câmera.”

“Passamos um mês procurando por essa espécie criticamente ameaçada e, na época, potencialmente extinta, e nunca vimos a ave. Ver fotos desse pássaro indescritível, quase mítico, passando por nossa câmera foi a experiência mais surreal e gratificante que poderíamos imaginar”, afirmaram os pesquisadores.

Durante todo o mês, a expedição que contou com o apoio da American Bird Conservancy, a organização Re:wild e a BirdLife International, percorreu a ilha, entrevistando moradores locais para tentar colocar as armadilhas fotográficas em pontos onde fosse possível capturar a imagem de um pombo-faisão. Os cientistas acreditam, entretanto, que a população da espécie seja muito pequena.

A câmera que documentou a imagem da ave havia sido colocada em um cume a 1.000 metros de altura, perto do rio Kwama. A imagem foi feita dois dias antes da equipe deixar a ilha.

Expedições anteriores já tinham tentando reencontrar o pombo-faisão, mas sem sucesso, por isso acreditava-se que ele estava extinto.

O projeto “Em Busca das Aves Perdidas” tem como foco redescobrir algumas das aves mais raras do planeta.

*Com informações e entrevistas divulgadas pela Re:wild

Foto de abertura: Doka Nason/American Bird Conservancy

Mamãe e filhote de chimpanzé se encontram pela primeira vez dois dias após parto cesárea: “um milagre!”, dizem tratadores e veterinários ( O video do reencontro é emocionante!!)

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Mamãe e filhote de chimpanzé se encontram pela primeira vez dois dias após parto cesárea: “um milagre!”, dizem tratadores e veterinários

Mahale entrou em trabalho de parto por volta das 8h30 da terça-feira, 15 de novembro. Devin Turner, uma das tratadoras do Zoológico do Condado de Segdwick (Segdwick County Zoo), em Wichita, Kansas, nos EUA, estava acompanhando a chimpanzé e percebeu que ela dava sinais de exaustão e sofrimento. “Fiquei preocupada e vi ela ficar cada vez mais cansada”, contou.

Com a ajuda de colegas, Turner sedou Mahale e a levou para o centro cirúrgico. Ao confirmar a necessidade de fazer uma cesariana de emergência, a diretora de saúde animal do zoológico, Dra. Heather Arens, convidou ginecologistas para participarem do parto. 

Devido às semelhanças na anatomia dos chimpanzés e dos humanos, a colaboração de médicos humanos, num caso como este, é muito bem-vinda. E esta não foi a primeira vez que médicos humanos ajudaram a dar à luz um macaco. Em 2018, a mamãe de Lily, uma bebê orangotango, também teve dificuldades no parto e precisou de cesariana.

Assim, na companhia de Turner, a Dra. Arens e as obstetras Laura Whisler e Janna Chibry, do College Hill Obstetrics and Gynecology, garantiram a sobrevivência do filhote de Mahale, batizado de Kucheza(koo-CHAY-zuh) que, em suaili, significa brincar (suaíli é a língua oficial de Uganda e da República Democrática do Congo, mas falada por 50 milhões de pessoas no mundo).

Encontro comovente

Kucheza nasceu às 13h, muito debilitado, com dificuldade para respirar. Turner foi a primeira pessoa a segurá-lo. Devido a seu estado de saúde, permaneceu sob cuidados dos médicos enquanto Mahale foi encaminhada para seu recinto, sozinha. 

Kucheza, ainda fraquinho, na enfermaria / Foto: Segdwick County Zoo/divulgação

Imagine o desespero da mãe sem seu filhote! Mas o afastamento, que durou dois dias, foi por uma boa causa. “Ficamos com ele durante a noite e, felizmente, ele melhorou e começou a responder ao tratamento”, contou a tratadora. “Seu nascimento é um milagre!”. 

Kucheza já recuperado / Foto: Segdwick County Zoo/divulgação

O encontro comovente entre Kucheza e Mahale se deu na quinta-feira, 17/11, e foi acompanhado – e filmado! – por tratadores e veterinários do zoológico.

No vídeo, é possível ver a mamãe quieta, sem ação, até avistar uma das mãozinhas do filhote se estendendo para fora de um cobertor azul à sua frente. Ela rapidamente corre até ele, o agarra e o recosta em seu corpo. No vídeo – que viralizou nas redes sociais, claro! (assista no final deste texto) – dá pra ouvir os comentários emocionados de todos que assistiam à cena. 

Mahale se recupera da cirurgia ao lado de Kucheza – agarrado à mãe o tempo todo e aproveitando a abundância de leite que ela oferece – e ambos ficarão afastados da família por mais duas semanas.

Kucheza no colo da mãe: aconchego / Foto: Segdwick County Zoo/divulgação

Todos os envolvidos no parto disseram que estão comemorando o nascimento de Kucheza como uma vitória. 

Para a Dra. Arens, a sobrevivência do filhote é fruto da cooperação entre todos em Segdwick: “O trabalho em equipe, a colaboração com médicos humanos e o apoio da comunidade, acho que é algo que nem todo zoológico tem. Estou muito feliz por fazer parte disso aqui em Wichita”. 

Boas (e más) recordações 

Como em tudo na vida, a tratadora Turner, que está em Segdwick desde 2001, já viveu muitas experiencias felizes junto aos animais, e outras nem tanto. 

À reportagem do site ’12 News’, ela contou que a última gravidez de chimpanzé no zoológico, em 2019, foi muito triste porque o filhote nasceu morto. “Foi de partir o coração ver como a mamãe ficou ao ver seu filhote sem vida”.  

Por outro lado, Turner recorda o último nascimento bem-sucedido, também de um chimpanzé: foi em 2010, quando Audra deu à luz o bebê Mabusu. Ela morreu no ano passado, aos 51 anos. Ele tem 12 anos e é um chimpanzé muito saudável.

Zoológico do Condado de Segdwick é um parque selvagem – a grande atração de Wichita -. credenciado pela AZA – Associação de Zoológicos e Aquários, o que garante o mais alto nível de cuidados para atender às necessidades físicas, emocionais e sociais dos animais.

Em seu Facebook, o zoo declara: “Todos os animais aos nossos cuidados são embaixadores importantes para a sua espécie. Mahale e Kucheza nos lembram que os chimpanzés são animais inteligentes, carismáticos e incríveis. E eles precisam da nossa ajuda! Pequenas ações – como reciclar celulares antigos e utilizar apenas produtos de papel e óleo de palma de origem sustentável (certificado) – podem ajudar a salvar chimpanzés como Mahale e Kucheza na natureza”.

A seguir, assista ao encontro entre Mahale e Kucheza, além de outros momentos emocionantes divulgados pelo zoo desde seu nascimento.

O ENCONTRO