quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Na surdina, o GDF privilegia invasões em detrimento do meio ambiente.Viva a criminalidade!

Senhores Jornalistas,
Por um toque de mágica, o atual governo do DF conseguiu, na surdina e na maladragem, colocar no texto da LUOS _ Lei de Uso e Ocupação do Solo, de autoria do Executivo, que está em tramitação na CLDF, o fim do Parque Urbano e Vivencial do Gama. Logo no ano de 2014, onde a ÁREA PÚBLICA de 592.000 metros quadrados completa 30 anos de parque que não é parque. 
 Pelo projeto, no mesmo local será construída as quadras 3 e 4 do Setor Norte, com moradias para o MORAR BEM, com sobradinhos e casas germinadas. Enganaram o povo até onde dava, chegando a fazer um lindo projeto em 2012. 
 Os atuais ocupantes do Buriti esquecem que uma cidade ou bairro como o Gama, precisa de um lugar de preservação ambiental, lazer, recreação e práticas desportivas. 
Não pode haver apenas construções, concretos ou asfalto por todo o lado. Os moradores do Gama são obrigados a sair daqui para levar suas famílias para o centro de Brasília ou para outros bairros que tem parques. 
 
Além de ser um grande absurdo dos políticos locais e visitantes, é um crime contra a luta de mais de 30 anos dos moradores do Gama. Não importa o governo. Não importa os políticos e seus partidos. Temos a obrigação e a disposição de lutar até o fim!
Obrigado.
ALEX RIBEIRO
 
PARQUE URBANO E VIVENCIAL  DO GAMA

Definição
O Parque Urbano e Vivencial do Gama – PUVG, área pública de 590.000 metros quadrados, localizado no Setor Norte do Gama, formado por fauna e flora típicas do Cerrado brasileiro, com brejos e murunduns, e um grande potencial de recursos hídricos.

História
Até 1984, a área pública seria destinada a construção das quadras 3,4 e 5 do Setor Norte, mas devido a estudos técnicos feitos pela CODEPLAN a pedido da extinta SEMATEC, foi constatado que o terreno é impróprio para edificações urbanas. Devido à essa catalogação, criou-se uma APA, que em 1989, através de decreto foi criado o PARQUE URBANO NORTE, que voltou a nomeado para PARQUE URBANO E VIVENCIAL DO GAMA pela Lei Distrital 1.959/98 e pela LEI COMPLEMENTAR 728/06 (PDL do GAMA).

Situação
Como toda área pública não cercada e vigiada, a situação do PARQUE URBANO E VIVENCIAL DO GAMA está invadido por chacareiros, igrejas, loja maçônica e dois centros de idosos.  

Cercamento
Em 2008, foi começado um cercamento que foi parado devido a pressão dos invasores que impediram que o IBRAM concluísse a cerca, que vem sendo furtada, batida e deteriorada.

Concurso SEDHAB
O atual governo do Distrito Federal realizou um concurso nacional para escolher um projeto para o PARQUE URBANO E VIVENCIAL DO GAMA. Mesmo com esse projeto, a NOVACAP fez um estacionamento em uma área irregular, ao lado de um amplo, asfaltado e iluminado estacionamento, que não constava no projeto vencedor, apenas para beneficiar os fiéis da IGREJA ASSEMBLÉIA DE DEUS, que não queriam andar um pouco mais de 10 metros.

Reivindicação
Os moradores do Gama, que hoje chega próximo à 140.000 habitantes, que não têm um local para práticas de lazer, esportes e recreação,  precisam levar suas famílias para outros bairros, principalmente o Plano Piloto, distante à 35 Km, onde se concentra a maioria dos parques do DF, querem que o GDF faça a implantação do PARQUE URBANO E VIVENCIAL DO GAMA, fazendo da ÁREA PÚBLICA, um local de uso coletivo e comunitário, com área de preservação ambiental e de uso múltiplo, valorizando a terra, os recursos hídricos e o Cerrado brasileiro.

5º Ato
O evento é uma realização do Movimento Acorda Gama, uma iniciativa do Conselho Comunitário do Setor Norte do Gama – CCSN-GAMA, com a participação do Portal Gama Cidadão e das entidades: Instituto Comunitário do Gama – ICG, do Fórum Comunitário do Gama, do Parlamento Popular Independe do Gama, do Conselho Comunitário da Ponta Alta e do Grupo Pedala Gama.


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