sábado, 31 de outubro de 2015

Comandanta Dilma manda Exército minimizar exoneração, por Aldo Rebelo, de General que a criticou


Posted: 30 Oct 2015 02:25 AM PDT

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

As Forças Armadas do Brasil ficarão desmoralizadas completamente, se o Exército aceitar, passivamente, sem ao menos algum "ato simbólico", a exoneração do General Antônio Hamilton Martins Mourão do cargo de Comandante Militar do Sul. Não é justo nem legítimo que o oficial de quatro estrelas e membro do Alto Comando da força terrestre tenha sido punido por dois motivos: por causa de crítica feita à Presidenta Dilma Rousseff, em ambiente fechado, durante palestra a oficiais da reserva, ou em função de uma homenagem pública que prestou ao em memória do recém falecido Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra - carimbado pelas gestapos e SSs da esquerda tupiniquim como "violador dos direitos humanos".

Agora, com uma crise militar claramente escancarada (mesmo que seja oficialmente negada pelos porta-vozes da caserna), tende a se agravar o impasse institucional brasileiro - fenômeno que alguns idiotas ou oportunistas fingem não existir, mas que é tão concreto quanto a desgovernança do crime organizado no Brasil. A "questão militar" ganha tons simbólicos porque a detonação de Mourão foi tomada pelo Ministro da Defesa Aldo Rebelo. O ilustre membro do PC do B obedeceu à ordem da "Comandanta-em-chefa" Dilma e também ouviu os clamores dos militantes comunistas, que vem propagandeando na mídia a campanha "Não ao golpe". Será que os "camaradas" ficaram assustados com as recentes falas dos militares advertindo sobre perigos da crise social?

Nada custa recordar que, no último dia 9 de outubro, o comandante do Exército, General Eduardo Villas Bôas, já tinha advertido, em videoconferência para oficiais da reserva, sobre o risco de uma "crise social" que afetaria a estabilidade do País: 



"Estamos vivendo situação extremamente difícil, crítica, uma crise de natureza política, econômica, ética muito séria e com preocupação que, se ela prosseguir, poderá se transformar numa crise social com efeitos negativos sobre a estabilidade. E aí, nesse contexto, nós nos preocupamos porque passa a nos dizer respeito diretamente".

Por pressão direta de Dilma e do PC do B, o General Mourão foi "promovido" para a "geladeira". Ficará completamente afastado da tropa, por ter sido burocraticamente atirado na Secretaria de Economia e Finanças do Exército. A punição era previsível. O Alerta Total havia antecipado na edição de 20 de outubro que Dilma Rousseff pediria a cabeça dele por causa do teor explosivo, que vazou na imprensa, da palestra dada no CPOR de Porto Alegre, em 17 de outubro. Além de ter usado nos slides expressões como "sobrevida", "Renovação", "queda controlada" e "caos", o General analisou: "A mera da Presidenta da República não trará uma mudança significativa no status quo (...) A vantagem da mudança seria o descarte da incompetência, má gestão e corrupção".

O novo Comandante Militar do Sul é o General de Cavalaria Edson Leal Pujol, promovido este ano a quatro estrelas, que comandou a Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti, entre março de 2013 e o mesmo mês de 2014. O militar é considerado um dos "intelectuais" do Exército, pois foi primeiro de turma na Academia das Agulhas Negras, na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais e na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, fazendo jus à raríssima Medalha Marechal Hermes (aquele de prata, com três coroas douradas). Pujol é quem agora tem a nada fácil missão de cuidar da "Elite do Combate Convencional" - como seu comando de área é qualificado internamente no EB.  

Oficialmente, a transferência de Mourão será tratada como um ato de rotina burocrática do Exército. Tanto que ontem o Centro de Comunicação Social do Exército publicou e veiculou a edição 36 do famoso Infomex, comunicando a promoção e movimentação de oficiais generais. Além de Mourão, também foi exonerado o Comandante Militar do Norte, General Oswaldo de Jesus Ferreira, que foi designado para a chefia do DEC (Departamento de Engenharia e Construção) do Exército. Os dois apenas encabeçam a enorme lista de uns 70 generais e coronéis que mudam de postos - uma rotina na Força Terrestre.

Assim, fica muito mais fácil e conveniente se a Velhinha de Taubaté preferir acreditar que não existe qualquer "crise militar", no momento em que a classe política ratifica sua falência moral... Um dos atestados disto é a Resolução do Partido dos trabalhadores. O documento "Construindo um Novo Brasil" denuncia uma "sabotagem" contra o ex-Presidente Lula. No entanto, se omite, gravemente, sobre qualquer proposta de saída do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, cuja permanência foi defendida por Lula, em troca da aprovação do pacote fiscal do governo Dilma. O texto também não fale em "fora, Levy", mas apenas pede uma mudança na política econômica tocada pelo "Ministro da Fazenda do Bradesco" (aspas pronunciadas pelas más línguas petralhas)...

Por tudo isso, a crise estrutural brasileira vai longe, sem previsão de que seja contida pacificamente... O quadro, já tenso, tende a se agravar... Militares e Militantes não querem um conflito aberto. A fonte das incertezas é a radicalização, sobretudo pela irresponsabilidade política de uma esquerda completamente sem noção e que tratou de se locupletar durante a gestão PT-PMDB... Os irresponsáveis Círculos Bolivarianos operam a pleno vapor no Brasil. Os Generais sabem, observam e não estão gostando nada...

Exatamente por isso, qualquer imagem do camarada Aldo "passando a foice comunista" em um General, mesmo que no formato de piada de caserna, causa tanto rebuliço...

Reveja a polêmica militar: General prega que vantagem de mudar Dilma seria "o descarte da incompetência, má gestão ecorrupção"

Releia também o artigo: Onde vai parar o cerco à família Lula?


Versão saideira

Nos bastidores do Forte Apache, circula uma outra versão para a saída do Mourão.

Como o General já sabia que mudaria de função, rotina no Exército, aproveitou a situação para "carregar nas tintas" na palestra aos oficiais da reserva, cujo conteúdo "vazou" (ou foi propositalmente vazado?).

Na avaliação dos militares, o desgoverno Dilma precisava receber um duro recado vindo de dentro da caserna...

Não foi calado...


Do Relações Públicas Ney Sucupira, experiente analista de assuntos estratégicos e profundo conhecedor da área de inteligência militar, sobre a ida do General Mourão para a "geladeira":

"A exoneração foi uma promoção. Agora temos um líder castrense de opinião exposto oficialmente, catalisador de ostensivas  e silenciosas angústias em defesa da honra da Pátria. Merece nosso respeito e serena apreciação, diante do grave momento de desconforto da administração pública pela corrupção oficial , decadência do Parlamento Nacional, deboche das Leis e desafio da honra do Judiciário, sob governo desmoralizado internacionalmente. Mourão foi apenas movimentado, mas não calado, e a sua instituição sai fortalecida pela ressonância de suas palavras que ressoam em proveito do fortalecimento  do esprit de corp de aguerridas energias latentes".

Bispo Macedo x Lula?

Perguntinha que circula nos bastidores do Senado: Será que Lula invadiu o Templo do Rei Salomão e deu um chute na Arca da Aliança?

A indagação serve para ironizar a abrupta mudança editorial do jornalismo da Rede Record, cujo "proprietário" é o Bispo Edir Macedo, líder máximo da Igreja Universal do Reino de Deus, contra o até então "santificado" companheiro $talinácio.

Ainda no infame cafezinho do Congresso Nacional, há quem jure que a ordem dada por Macedo para marretar Lula é uma inspiração divina vinda, diretamente, do Olimpo do Palhasso do Planalto, onde Dilma é uma deusa em desgraça...

Trituração

A Record adotou a estratégia de detonar Lula indiretamente, batendo pesado na facilmente questionável velocidade da fortuna angariada pelos filhos dele, Luis Claudio e Fábio Luiz, em duas reportagens pesadísimas:

Jornal da Record mostra que Operação Zelotes da Polícia Federal faz buscas na empresa de um dos filhos do ex-Presidente Lula


Jornal da Record mostra polêmica trajetória profissional de Lulinha, filho mais velho de Lula


Protegido


Sabotagem

As cinco páginas de resolução petista, que ainda pode sofrer modificações de conteúdo, atestam que o PT experimenta de seu próprio veneno nazicomunofascista:

“Vazamentos seletivos, prisões abusivas, investigações plenas de atropelos e denúncias baseadas em delações arrancadas a fórceps e sem provas comprobatórias revelam a apropriação de destacamentos repressivos e judiciais por grupos subordinados ao antipetismo, que atuam com o intuito de difamar o principal partido da classe trabalhadora, seus dirigentes e o maior líder popular da História brasileira. O PT considera essas situações como abomináveis e destinadas à sabotagem política”.


Aldo detona



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