segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Os métodos medievais utilizados pela Câmara Legislativa quando interesses obscuros estão em jogo.


Moção de Repúdio


A ADUNB e o Centro de Estudos Avançados multidisciplinares –CEAM- tornam público seu repúdio pela violência desferida de forma verbal e física aos professores da Universidade de Brasília dentro da Câmara Legislativa do Distrito Federal, no dia 26 de Novembro deste ano.

O ato vergonhoso de expulsar o Professor Frederico Flósculo dos recintos da CLDF e, de forma covarde e vil, permitir o espancamento de dois outros professores- Dr. José Wilson Correa Rosa e Dra. Mónica Veríssimo dos Santos-sendo um deles uma mulher, que apanhou até desfalecer- remetem a Camara Legislativa à época da inquisição, onde o conhecimento era um objeto a ser combatido a qualquer custo pelo obscurantismo da Igreja Católica.

Os três professores prestam enorme serviço à sociedade do Distrito Federal. Tanto na produção académica quanto no voluntariado. O Professor Frederico Flósculo é um incansável participante e colaborador junto à sociedade civil na formulação de diversos materiais referentes às questões urbanas no Distrito Federal.

O professor José Wilson coordenador do Núcleo GEOCIVITAS do CEAM acaba de apoiar a realização da 1ª Oficina de Arborização Urbana do Distrito Federal, coordenada pelo Conselho de Meio Ambiente do Distrito Federal.

No momento, o GEOCIVITAS lança um projecto cuja chamada é “PROCURA-SE UM CIDADÃO!”. A proposta é trabalhar com alunos universitários voluntários que queiram participar do projecto “Brasília, Património Cultural e Ambiental da Humanidade”. Esse trabalho tem apoio do Fórum das ONGS Ambientalistas do Distrito Federal.

As contribuições desses professores nos debates e audiências públicas dentro da CLDF, referentes ao Projeto de Lei sobre o Uso e Ocupação do Solo no Distrito Federal deveriam ter sido desejadas e valorizadas. Mas, o que se viu nesta semana foram momentos de regresso, desrespeito, revolta e tristeza para a comunidade universitária. Esperemos que os culpados por essa vergonha cometida contra docentes, a ciência e a democracia sejam punidos de forma exemplar.

Não se pode mais uma vez passar à sociedade do Distrito Federal a impressão de que a Câmara Legislativa não cumpre a sua função mais básica que é a de garantir segurança aos cidadãos de terem voz.

Contudo, isso não basta. Ela deve ser necessariamente ouvida, considerada e respeitada. E não cerceada, agredida e eliminada seja por policiais legislativos ou pela truculência de selvagens, travestidos de homens, que não tinham a mínima condição de estarem presentes no principal espaço de transformação democrática da sociedade brasiliense.

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