quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

MPF constata que Pizzolato está muito bem 'acomodado' E ele falava mal da Papuda para tentar permanecer na Itália

Condições adequadas

Publicado: 20 de janeiro de 2016 às 16:57 - Atualizado às 18:21
Francine Marquez


O ex-diretor do BB porém solicitou uma alimentação mais saudável Foto Antonio Cruz/ ABr
Cumprindo o compromisso assumido com a justiça itália o Ministério Público Federal (MPF) esteve nesta terça-feira (19) no Centro de Detenção Provisório (CDP) para verificar se o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil (BB) Henrique Pizzolato está preso em condições adequadas.
 Os membros do MPF verificaram as condições das celas e do pátio destinado aos banhos de sol e a prática de exercícios dos detentos. Fotos foram feitas para ser anexado ao relatório que será enviado a justiça itáliana e as demais autoridades envolvidas na execução penal.
Pizzolato, que tem 63 anos, está na ala de vulneráveis, onde ficam os idosos e presos que correm risco em outras alas. O ex-diretor do BB disse que está satisfeito com a assistência médica, porém solicitou uma alimentação mais saudável.
Mensaleiro
Em 2012 Henrique Pizzolato foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no processo do Mensalão, por lavagem de dinheiro, corrupção passiva e peculato. Para escapar da prisão, no ano seguinte ele fugiu para a Itália usando o passaporte falso de seu irmão morto.

Após dois anos, em 5 de fevereiro de 2014, Pizzolato, que era declarado foragido, foi preso pela Interpol por uso de documento falso na cidade itaiana de Maranello. Em outubro ele foi solto.

Começou então a 'novela Pizzolato', o Brasil fez várias tentaivas de extradição do réu, que foi negada na primeira instância pela Corte de Apelação de Bolonha, mas a Procuradoria-Geral da República recorreu. Entretanto em fevereiro de 2015, a Corte de Cassação de Roma decidiu conceder a extradição.Em abril o governo italiano autorizou a extradição de Pizzolato para cumprir a pena do Mensalão. A defesa apelou, mas o Conselho de Estado da Itália negou o pedido e determinou a extradição.

O mensaleiro chegou ao Brasil em outubro de 2015 e foi conduzido para o Complexo da Papuda onde está detido desde então.

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