segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Estavam todos lá, no fim das contas, para se manifestar contra o impeachment. Se, para isso, for preciso perseguir fetos, por que não?


Milicianos, feticidas e esquerdistas os mais variados vão as ruas contra Cunha, o ajuste fiscal e… os fetos!

No fim das contas, o que se viu mesmo foi um bando de caras-de-pau que usavam essas outras bandeiras para disfarçar o “Fica, Dilma!”

Por: Reinaldo Azevedo

Neste domingo, uma tal Frente Povo Sem Medo convocou uma manifestação, na Avenida Paulista, contra o PL 5.069, que disciplina alguns procedimentos legais sobre o aborto e que, segundo a esquerda perturbada, cria dificuldades para a interrupção da gravidez quando se exclui o crime: risco de morte da mãe, estupro e anencefalia — nesse último caso, por decisão do Supremo, embora não haja lei a respeito. Bem, lembre-se sempre: trata-se de uma mentira. Já escrevi a respeito.


Organizado o protesto para tratar do PL, é claro que o ato acabou virando uma manifestação em favor da cassação de Eduardo Cunha e contra o ajuste fiscal. Essa tal frente reúne 30 movimentos de esquerda. Por que se chama “Povo Sem Medo”? Não tenho a menor ideia. Medo de quê? Eu, sim, fico receoso quando eles saem às ruas porque acho que estão sempre querendo tungar meu dinheiro.


Um dos comandantes da manifestação, que reuniu 600 pessoas, segundo a Polícia Militar — os manifestantes, claro!, falam em 20 mil, o que é piada — foi Guilherme Boulos, o chefe do MTST, aquela milícia que invadiu há dias  o acampamento dos manifestantes pró-impeachment para distribuir algumas porradas.


Boulos, que chamou Eduardo Cunha de “sem-vergonha”, é um dos principais esbirros do petismo hoje, em São Paulo, e, claro!, quer Cunha fora da Presidência da Câmara, e Dilma, dentro da Presidência da República. E ele acha que sem-vergonha é só o outro.


O deputado Ivan Valente (SP), do PSOL, cada vez mais uma mera linha auxiliar do petismo — o partido volta à sua natureza —, também estava lá. Um dos destaques da patuscada era a CUT, o braço sindical do PT.


Que fique claro: esquerdistas das mais variadas tendências, abortistas fanáticas, que posam para fotografias com aquele ar de que carregar um útero é uma danação da natureza, milicianos como Boulos e esquerdistas à moda Valente nada mais são, a esta altura, do que serviçais do comando petista, que decidiu rivalizar com os movimentos que hoje pedem a saída de Dilma e que expressam crescente ojeriza à pauta das esquerdas.


Houve manifestações semelhantes de meia-dúzia de gatos pingados em pelo menos nove capitais.


Muita gente estava de cara pintada, mas a turma não passa mesmo é de uma bando de cara-de-pau. 

Estavam todos lá, no fim das contas, para se manifestar contra o impeachment. Se, para isso, for preciso perseguir fetos, por que não?

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