terça-feira, 8 de julho de 2014

Que exemplo é esse que Dilma dá ao país, destruindo 8.500 empregos na Petrobras?




Não há explicação. 

A Petrobras planeja demitir 8.500 funcionários até 2016, cerca de 10% do seu quadro de pessoal.  Até agora 3.194 já aceitaram a demissão, em troca de milionárias indenizações. É gente da área de produção, na sua maioria, praticamente ninguém da área administrativa, financeira, jurídica, distantes da atividade-fim.  

Se a Petrobras está com excesso de pessoal, é mais uma prova do aparelhamento da maior estatal brasileira pelo PT, ocorrido, principalmente, nos oito anos em que a caneta mais poderosa por lá era de Dilma Rousseff. 

Se a Petrobras não está com o quadro funcional inchado, o que está ocorrendo é um corte de custos, decorrente da má gestão que transformou a companhia na estatal mais endividada do mundo, fazendo com que ela perdesse metade do valor de mercado nos últimos três anos.

A empresa planeja economizar R$ 13 bilhões até 2018, com o corte destes 4.500 funcionários. Para isso vai torrar, em 2014, R$ 2,4 bilhões, já provisionados no primeiro trimestre, reduzindo em R$ 1,6 bilhão o lucro da companhia.

A pergunta é: se a moda pega? Se as grandes empresas brasileiras, em nome de redução de custos, em vez de buscar novos mercados, criar novos produtos, obter ganhos de produtividade, optarem por simplesmente demitir funcionários? O que o governo do PT vai poder dizer, tendo em vista que esta é a receita aplicada pela  Petrobras?

Nos últimos 5 anos, as ações da Petrobras caíram 37%, enquanto as suas concorrentes tiveram um ganho de 70%. A maior estatal brasileira está na contramão do mercado. E até mesmo do próprio governo petista, que propagandeia ser tão zeloso com a geração de empregos. Com a palavra a presidente Dilma Rousseff, a maior responsável pelos escândalos de Pasadena, pelo superfaturamento de Abreu e Lima, pelos escabrosos negócios com plataformas de petróleo e, como se não bastasse, pela destruição de 8.500 empregos qualificados na Petrobras. 
 

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