sexta-feira, 2 de maio de 2014

Wagner Moura tem como herói um psicopata assassino

02/05/2014
às 13:24 \


Quero ganhar mais alguns milhões no capitalismo defendendo terroristas comunistas…


O ator Wagner Moura deu uma longa entrevista a Folha hoje, falando sobre seus projetos e, claro, sobre sua ideologia política. Um de seus projetos preferidos à frente é o filme sobre o terrorista comunista Marighella. Para enaltecer o assassino comunista, a produção vai gastar R$ 10 milhões, de olho no lucro bem capitalista, já que ninguém é de ferro.

O filme será filmado em Cuba, lugar bem adequado, pois além de baratinho para a produção, representa a realidade miserável criada pelos sonhos de gente como Marighella. É o que o Brasil seria hoje se os comunistas tivessem vencido.

Moura elogia a disposição de sacrifício dessa geração: ”Sem querer parecer piegas, havia um comprometimento com o coletivo nos anos 1960, 1970, especialmente dos jovens, que não faz muito sentido hoje. Os caras iam para a clandestinidade, muitos morriam, eram torturados, abdicavam de vida pessoal, de carreira, filhos, porque acreditavam numa coisa”.

Detalhe bobo ignorado pelo ator: essa “coisa” em que acreditavam foi responsável pela morte e escravidão de milhões de pessoas. Os nazistas também acreditam numa “coisa” e estavam dispostos a matar ou morrer por ela (mais matar do que morrer, assim como os comunistas). Para Wagner Moura isso não importa: o importante é crer em algo e apertar o gatilho!

O ator engajado acrescenta: ”É um filme sobre sacrifício. Ele tinha uma visão aguçada do futuro, com muita lucidez, um dos únicos a entender, antes do golpe, que a chapa ia esquentar muito. O herói que eu gosto de ver é esse, o que caminha para um destino trágico com altivez”. Visão do futuro? Lucidez? O que o homem tinha era uma incontrolável sede por sangue e violência, assim como seu ídolo Che Guevara. A chapa esquentou justamente por gente como ele.

Como o sujeito precisa dar pitaco sobre tudo, sempre com seu viés socialista (mas o Francisco Bosco jura que ele defende o modelo social-democrata moderado!), Wagner Moura falou sobre a morte do torturador Paulo Malhães: “Um cara diz publicamente que matou, torturou, fez o diabo e, no mês seguinte, morre? É queima de arquivo, mostra como as forças conservadoras são atuantes”.

Forças conservadoras atuantes? E falam que o Olavo de Carvalho é que gosta de teoria conspiratória! Reinaldo Azevedo dá a resposta para antas desse naipe:

A morte provocou certa histeria na imprensa, que decretou “queima de arquivo”. Nessa hipótese, ter-se-ia formado, creio, um bando de velhinhos torturadores – o facínora júnior teria uns 70 e poucos; o sênior, mais de 90– para exterminar “traidores” da causa, ainda que tal designação não coubesse exatamente ao coronel. Afinal, ele afirmou ter praticado, sim, coisas horríveis, mas pôs tudo na conta do dever cumprido. Também não citou nomes.

Por que “os porões reagiriam”? Ainda que os vovozinhos da tortura não executassem pessoalmente a tarefa, teriam de estar notavelmente organizados para, com um braço ágil e operativo, partir para a ação direta. Ora, se estão estruturados o bastante para matar um dos seus, por que não, então, para eliminar alguns dos inimigos de antes? A hipótese era ridícula de saída. E ousei escrever isso desde o primeiro dia, o que me rendeu as simpatias costumeiras dos pistoleiros das palavras.

O exame do corpo constatou que Malhães não morreu sufocado, mas de ataque cardíaco. O caseiro da chácara confessou que organizou o assalto em companhia dos irmãos. Queriam as armas que o coronel colecionava. Os que viram no caso mais uma evidência de que a direita pré-Jango (Deus do Céu!) estava se reorganizando não se deram por vencidos. Como é que os fatos ousam desafiar a interpretação conveniente, aquela que põe no seu devido lugar moral os atores de… 1964?

Claro, esses “jornalistas” não gostam dos fatos, assim como Wagner Moura. Se gostasse não diria que o terrorista comunista tinha visão aguçada do futuro e muita lucidez. O que Wagner Moura gosta, de verdade, é de acumular uma boa fortuna vendendo socialismo no modelo capitalista para idiotas, e ainda posando de humanitário engajado e preocupado com os mais pobres. Uma delícia de hipocrisia!


Rodrigo Constantino

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