terça-feira, 13 de maio de 2014

Manifestações estão marcadas para esta quinta (15) em todo o Brasil



Atos contrários à Copa do Mundo estão previstos em todas as cidades-sedes do Mundial. Os protestos estão também sendo articulados em outros países
 

jessica.brito@jornaldebrasilia.com.br


Protestos dos Comitês Populares da Copa estão marcados, em todas as cidades-sedes, para esta quinta-feira (15). O comitê organiza o "Dia Internacional de Lutas contra a Copa" e irá protestar contra a realização do torneio, além de supostas violações dos direitos humanos cometidas em nome do Mundial. 
 
O objetivo do movimento é retomar as manifestações de rua, da forma como aconteceram em junho de 2013, durante a Copa das Confederações. Os protestos também ocorrerão em outros países. Cidades como Paris, Londres, Madri estão programadas para receber os atos. Em nota divulgada à imprensa, um dos manifestantes afirma que direitos constitucionais estão ameaçados. "A principal bandeira de luta do dia será a garantia da liberdade de manifestação antes, durante e depois da Copa. Os organizadores entendem que este direito constitucional está ameaçado por uma série de leis anti-manifestação e pelo recrudescimento das forças policiais", explica.
 
Dentre as principais razões dos protestos, estão a remoção forçada de 250 mil pessoas por conta de obras, a violência cometida contra moradores de rua, a elitização dos estádios, a privatização do espaço público e a morte de oito trabalhadores na construção das arenas. Em São Paulo, a manifestação está marcada para às 17h, na praça do Ciclista, Av. Paulista, com destino ao estádio do Pacaembu. 
 
Direito de manifestar
 
Em entrevista nesta terça-feira (13), a presidente Dilma Rousseff disse que está garantido o direito de quem quiser manifestar, desde que ocorram de forma pacífica, sem prejuízos à Copa. “O Brasil é um país democrático. Se as pessoas quiserem protestar, podem, perfeitamente, mas democracia não significa vandalismo nem, tampouco, prejuízo para o conjunto da população”, disse.
 
Ela ainda garantiu a segurança reforçada durante o mundial. “Vamos garantir a segurança. A conjunção de forças como as Forças Armadas, a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, as polícias Militares, a Força Nacional de Segurança, tudo isso vai assegurar que seja feita pacificamente. Quem quiser manifestar, pode, mas quem quiser manifestar não pode prejudicar a Copa", afirmou a presidente. 
 
 
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

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