segunda-feira, 7 de julho de 2014

PSDB vai voltar à Justiça Eleitoral contra Dilma


247 – Os tucanos planejam voltar à Justiça Eleitoral na próxima segunda-feira 7 contra a presidente Dilma Rousseff. O PSDB, presidido pelo candidato a presidente Aécio Neves, acusa Dilma de utilizar a máquina pública para se promover. Desta vez, a ação se refere a um discurso feito no Espírito Santo pela petista na última quarta-feira 2. A notícia é da coluna Painel, da Folha de S. Paulo, deste sábado 5.

No estado, onde ela participou de formatura de alunos do Pronatec e entregou moradias do programa Minha Casa Minha Vida, Dilma anunciou nova licitação para o aeroporto de Vitória, edital para duplicação da BR-262 e ainda para ampliação do Porto de Vitória. A presidente anunciou ainda ampliação e continuidade de programas federais como o Mais Médicos e o PAC.

Na terça-feira, outra ação será levará pelo PSDB ao Tribunal Superior Eleitoral, desta vez contra evento promovido por Dilma na quinta-feira 3. A presidente entregou na ocasião mais de cinco mil moradias em dez cidades de sete estados, simultaneamente e com a participação de um ministro em cada município beneficiado. A cerimônia, que ocorreu em Paranoá, a 20 quilômetros de Brasília, marcou o lançamento da terceira etapa do programa, que prevê a contratação de mais três milhões de moradias a partir de 2015.

No dia 11 de junho, um dia antes do início da Copa, o PSDB disse que o discurso da presidente no rádio e na TV lembrava a propaganda do regime militar e que "mais uma vez" a petista lançava mão de "um instrumento de Estado, pago pelo contribuinte, para fazer acintosa e ilegal campanha eleitoral". Antes, o partido conseguiu tirar do ar, recorrendo ao TSE, propaganda do PT que alertava para a volta dos "fantasmas do passado", em referência ao governo do PSDB, de Fernando Henrique Cardoso.

No início do ano, uma acusação mais grave: de acordo com o partido, Dilma praticou abuso de poder e promoção pessoal ao enviar mensagem de fim de ano aos servidores públicos federais e ao fazer pronunciamento em cadeia nacional. Por isso, os tucanos protocolaram pedido no TSE pela cassação do mandato da presidente e para que ela permanecesse inelegível pelos próximos oito anos.

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