sexta-feira, 9 de maio de 2014

Querem falar com a Dilma?É só sair por aí quebrando e pichando tudo!Aí rola um papinho!

O Planalto se torna a mão que balança o berço da desordem

Quase 500 ônibus depredados no Rio de Janeiro. É o saldo de uma ação organizada por uma ala dissidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus, liderada por sujeito ligado a Anthony Garotinho, que contou com o apoio dos black blocs, de partidos de extrema esquerda e de outros desocupados da cidade, cuja tarefa é, na sua cabeça perturbada ao menos, “libertar os oprimidos”, não sem antes transformar a sua vida num inferno.


É claro que se trata de uma manipulação política absurda, escancarada, arreganhada, sem medo de parecer o que é. A confusão é do interesse objetivo de Garotinho, ainda que ele possa dizer que não comanda as vontades de seu aliado. Os extremistas de esquerda sempre acharam — é histórico — que o caos é seu aliado. É assim que eles entendem a política, e não há muito o que fazer a respeito. A teoria revolucionária leninista sempre acha que esses movimentos, que a turma avalia como “disruptivos”, fazem avançar a luta.


O nome disso? É claro que é impunidade. Atenção! Algo da mesma natureza aconteceu em São Paulo, ficando apenas alguns graus abaixo do que se viu no Rio. O MST (Movimento dos Sem Terra) e o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) promoveram a invasão e a pichação da sede de empreiteiras. Tudo com a brutalidade de sempre. E o que fez a presidente Dilma, que estava na capital paulista para inaugurar o inacabado Itaquerão? Ora, marcou um papinho com os líderes da baderna.


Se, para falar com a presidente, ou é preciso ser magnata ou é preciso sair por aí botando pra quebrar, então por que não botar pra quebrar? Já deu certo com o MST em Brasília e agora em São Paulo, em companhia dos “sedizentes” sem-teto, que sem-teto não são.


Se o crime passa a compensar e a ser uma forma de chegar perto da presidente da República, apresentando-lhe pessoalmente as reivindicações, é claro que se tonará um método consagrado de ação política.


Na segunda-feira, está previsto o início de mais uma greve política, aí sob o comando inequívoco do PSOL: dos professores das redes municipal e estadual do Rio. Acusam, de forma confusa, o não cumprimento de acordos firmados pelo Estado e pela Prefeitura. Ainda voltarei a esse assunto, mas fica claro que estão forçando a barra porque o período, as vésperas da Copa do Mundo, é convidativo.


Dilma não vai falar com eles também? E se saírem por aí quebrando e pichando tudo? Aí rola um papinho? 


Por Reinaldo Azevedo

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