terça-feira, 1 de julho de 2014

Dilma levanta o tapete, joga a sujeira para cima e devolve o DNIT aos corruptos.






Repercussão da matéria da Veja. Dilma aparece como a "faxineira".



Aqui a queda do ministro e presidente do PR, Alfredo Nascimento. 

Aqui a promessa de ação contra os malfeitos: tudo mentira. As raposas do PR voltam a mandar no DNIT, comandadas da cadeia pelo mensaleiro Valdemar da Costa Neto.




Há exatamente três anos atrás, Dilma, após uma reportagem da revista Veja, demitiu quatro diretores do DNIT, indicados pelo PR, que dominava o órgão. Quem comandava o Ministério dos Transportes era o mesmo Alfredo Nascimento, presidente do partido, que também seria demitido dias depois. Pois eles, exatamente três anos depois, estão de volta para reinstalar a roubalheira que escandalizou o país, desviando centenas de milhões de reais dos cofres públicos ara os cofres do partido aliado a presidente. 



A mudança feita pela presidente Dilma Rousseff no comando do Ministério dos Transportes para acomodar interesses do PR deve resultar também na troca da direção do principal órgão executor de obras da pasta. O governo deve anunciar ainda nesta semana um novo diretor-geral para o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), responsável pela construção e manutenção da malha viária federal.




O general do Exército Jorge Fraxe deixará o cargo depois de três anos na função, que assumiu após a chamada "faxina" promovida por Dilma no ministério em julho de 2011. As trocas resultaram na saída do então ministro Alfredo Nascimento (PR) e de cinco diretores da pasta, inclusive o responsável pelo Dnit, Luiz Antônio Pagot.



Acusado de participar de um suposto esquema do PR que cobrava propina de empreiteiras em obras federais, Pagot chegou a ir ao Senado e à Câmara para prestar esclarecimentos. Ele negou envolvimento em corrupção.



Fraxe substituiu Pagot em meio à crise moral do órgão por ter experiência com obras do Exército, como a construção da BR-101 no Nordeste. O general já vinha desgastado internamente porque o Dnit ainda não conseguiu voltar ao ritmo de execução de obras do governo Lula. Em sua gestão, Fraxe implantou sistemas para aumentar a transparência e cobrou com mais rigor que as empresas contratadas pelo Dnit cumprissem seus contratos, o que resultou em punições contra empreiteiras.




O órgão, no entanto, teve dificuldade para gastar os recursos destinados pelo Orçamento, o que resultou em queda no ritmo de estradas novas ou duplicadas. Antes do acordo do governo com o PR na semana passada --que resultou na nomeação de Paulo Sérgio Passos como ministro dos Transportes no lugar de César Borges--, o Planalto já cogitava substituir Fraxe por um quadro técnico ligado ao PT.



No entanto, a pressão do PR para forçar mudanças na pasta em troca do apoio à reeleição da presidente Dilma levou o Planalto a deixar na mão do partido a indicação do novo diretor do Dnit. Um nome ainda está sendo escolhido. Pela lei, o indicado à diretoria do órgão precisa de aprovação do Congresso após passar por sabatina.



Após ter conseguido mudar o comando do ministério, a Executiva Nacional do PR anunciou nesta segunda-feira (30) apoio à reeleição de Dilma à reeleição. O partido contribuirá com um minuto no tempo de propaganda eleitoral no rádio e na TV. (Folha de São Paulo)


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