segunda-feira, 2 de junho de 2014

Cardozo considera “inadmissível” união entre black blocs e PCC. É mesmo, é? Além do palavrório oco, o que mais, ministro?


Cardozo: um paletó no ombro e quantas ideias na cabeça?
José Eduardo Cardozo, da Justiça: paletó no ombro e quantas ideias na cabeça?

Neste domingo, o Estadão publicou uma reportagem em que ouve membros do famigerado grupo dos “Black Blocs”. Eles garantem que estão preparados para, literalmente, botar para quebrar durante a Copa do Mundo. A intenção deliberada, declarada, explícita, é provocar o caos nas cidades que receberão os jogos. 


Se vão ou não conseguir realizar seu intento, não sei. Mas estão se organizando para tanto.


Mas isso ainda é o de menos. A canalha vai mais longe. Diz esperar a colaboração do PCC. Os delinquentes dão a entender que pode haver uma união objetiva com o partido do crime. Um deles chegou a dizer que um black bloc preso foi muito bem tratado na cadeia pela organização criminosa. Assustador, não é?

O Estadão ouviu neste domingo o ministro da Justiça, José Eduardo Cadozo, que é, como todo mundo sabe, uma figura ilustre do petismo. Cardozo afirmou: “É inadmissível que pessoas queiram se associar ao crime para fazer reivindicações”. Ora, não me diga! E emendou o auxiliar da presidente Dilma: “Não toleraremos abuso de qualquer natureza, e as pessoas que praticarem ilícitos responderão nos termos da lei”.

Ora, de qual lei? O governo que Cardozo representa chega à Copa do Mundo sem ter conseguido votar uma legislação que puna com especial rigor o vandalismo e a violência. E só não o fez por razões ideológicas. Os petistas são contra a aprovação de um texto que puna ações de caráter terrorista porque temem que seus amigos dos chamados “movimentos sociais” acabem punidos — aqueles mesmos grupos aos quais Dilma pretende, por meio de um decreto, entregar parte dos destinos da República.

De resto, como esquecer que um deputado estadual petista de São Paulo, Luiz Moura, participou de uma reunião a que compareceram membros do PCC? O objetivo era planejar novos incêndios a ônibus em São Paulo. Todo mundo sabe — e espero que não seja surpresa para o ministro da Justiça — que o partido do crime se infiltrou no sistema de transporte público de São Paulo e de outras capitais do país. Há muito a questão deveria estar sendo investigada pela Polícia Federal. E por que não está?

Em vez disso, figuras de proa do petismo, como o secretário de Transportes da capital, Jilmar Tatto, deputado federal licenciado, e Alexandre Padilha, candidato do PT ao governo do Estado, prestigiam o tal Moura, que pertence ao grupo de Tatto e recebeu Padilha com tapete vermelho numa festança de arromba.

Cardozo acha inadmissível a união entre black blocs e o PCC? Falar é fácil. A questão é saber o que fizeram até agora o ministro e seu partido para combater essa aliança insana. E a resposta, infelizmente, se traduz em uma palavra: nada! Continuamos a rezar para que Deus tenha piedade de nós, já que, ao governo, falta responsabilidade.
Por Reinaldo Azevedo

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