quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Veronika faz algo que nenhuma outra vaca no mundo faz, e isso pode mudar a forma como tratamos os bovinos

 

Veronika é uma vaca marrom suíça, que vive em uma idílica vila nas montanhas da zona rural da Áustria. Ela não é criada para produção de carne ou leite, mas como um animal de estimação, quase um membro da família de Witgar Wiegeleagricultor orgânico e padeiro. E há pelo menos uma década, faz o que somente mamíferos da espécie primataeram capazes, de acordo com a ciência: usava gravetos para se coçar. 

Com o tempo, ela se aperfeiçoou e passou a utilizar também cabos de madeira e ancinhos – que eram colocados por Wiegel em seu caminho – com o mesmo objetivo.

Wiegele a observava, considerava esse comportamento curioso, mas não imaginava que pudesse interessar a pesquisadores, como objeto de estudo. Até o dia em que, no ano passado, gravou um vídeo de Veronika em plena coçação e compartilhou com Alice Auersperg, bióloga cognitiva e professora da Universidade de Medicina Veterinária de Viena, especializada na evolução da inteligência em aves. 

Sua pesquisa concentra-se na cognição física, comportamento lúdico, resolução de problemas e habilidades de fabricação de ferramentas em papagaios e corvídeos, mas ela havia lançado um livro sobre o
uso de objetos por animais. Desde então, não teve mais sossego: recebia milhares de mensagens de pessoas que contavam as experiências de seus animais. Mas o e-mail de Wiegele chamou sua atenção e ela logo se interessou pela vaquinha habilidosa.

“Quando vi as imagens, ficou imediatamente claro pra mim que se tratava de um exemplo significativo de uso de ferramentas por uma espécie raramente considerada sob uma perspectiva cognitiva”, declarou ela à GoodNews Network.

“Parecia muito interessante! Tínhamos que dar uma olhada mais de perto”, contou à National Geographic. E foi assim que Auersperg e Antonio Osuna-Mascaró, pesquisador de pós-doutorado da mesma universidade, foram conhecer a vaca Veronika e se encantaram com ela.

“Escolhas consistentes e funcionalmente apropriadas”

Logo começaram os testes com Veronika – foram 70, sistemáticos –, uma série de ensaios controlados e, entre eles, uma experiência muito interessante com uma escova, colocada na grama em uma orientação aleatória. 

Os pesquisadores observavam que extremidade da escova Veronika escolhia para tocar que partes do corpo e descobriram que suas escolhas eram “consistentes e funcionalmente apropriadas”, classificou Osuna-Mascaró. “Ela aplica técnicas diferentes conforme o formato da ferramenta e a região do corpo”.

A vaca austríaca preferia usar a extremidade com cerdas (da escova) para coçar partes amplas e firmes do corpo, como as costas por exemplo. Nas mais sensíveis e macias – como úbere ou região anal –, escolhia a
extremidade lisa do cabo “e dava leves empurrões para frente, mirando precisamente no alvo”.

Além disso, foi fácil de perceber que, ao coçar a parte superior do corpo, ela fazia movimentos amplos e vigorosos; já na parte inferior, adotava movimentos cuidadosos e lentos.

Veronika escolhia a parte da escova e ajustava a forma de manuseá-la conforme seu objetivo, muitas vezes utilizando a mesma parte do objeto para alcançar diferentes resultados. 

Versatilidade, antecipação e precisão motora

A pesquisa confirmou que seu comportamento, ao usar ferramentas, se encaixa na definição clássica – “manipulação de um objeto externo para atingir um objetivo por meios mecânicos” –, mas vai além, visto que ela as utiliza de forma flexível e multifuncional. 

“Como ela está usando a ferramenta em seu próprio corpo, isso representa uma forma egocêntrica de uso, que geralmente é considerada menos complexa do que o uso de ferramentas direcionado a objetos externos”, explicou o Dr. Osuna-Mascaró.

Ele ainda destacou que, ao mesmo tempo em que era muito habilidosa com as ferramentas, Veronika também enfrentava limitações ao ter que manipulá-las com a boca. “O que impressiona é como ela compensa essas limitações, antecipando o resultado de suas ações e ajustando sua pegada e movimentos de acordo com a situação”.

Seu comportamento foi além das previsões, demonstrando versatilidade, antecipação – as mudanças de pegada sugerem essa característica, que está associada ao uso inovador de ferramentas em primatas e corvídeos – e precisão motora. 

Sua cognição física é altamente sofisticada, o que, até agora, parecia impossível identificar num bovino. Isso, certamente devido à forma como os vemos esses animais, subestimando-os por seu papel utilitário. 

“Apesar de mais de 10 mil anos de domesticação, a pesquisa sobre a cognição bovina permanece escassa e restrita a contextos aplicados como produtividade e bem-estar”, acrescentam os pesquisadores.

A influência do modo de vida de Veronika

Auersperg e Osuna-Mascaró também destacaram no artigo publicado na revista científica Current Biology, em 19 de janeiro (com destaque na capa, veja foto à esquerda), que as circunstâncias em que vive Veronika – ambiente externo e aberto, contato com humanos que a tratam bem, autonomia para ir e vir, oportunidade de interagir com objetos manipuláveis e uma linda e rica paisagem para observar, além de longa expectativa de vida –, certamente criaram condições para que seu “comportamento exploratório e inovador” se manifestasse.

Por isso, os pesquisadores desejam ampliar a pesquisa para identificar que condições sociais e ambientais podem levar ao surgimento de comportamentos como esse em animais de criação e se há casos semelhantes ao de Veronika, que podem ter passado despercebidos. 

“Suspeitamos que essa habilidade possa ser mais difundida do que documentada, por isso, convidamos todos (leitores do Conexão Planeta incluídos) a observarem vacas e touros e registrarem aqueles que usam objetos para explorar e desenvolver esse tipo de comportamento”, destacam os cientistas. Quem aceitar o convite e fizer registros, pode enviá-los para a Dra. Alice Aersperger no e-mail: alice.auersperg@vetmeduni.ac.at

A seguir, assista ao vídeo produzido por Witgar Wiegele e enviado para a bióloga Alice Auersperger, que culminou com a pesquisa:

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Perfuração da Petrobras na Foz do Amazonas continua suspensa até que causas de vazamento sejam esclarecidas

 

Conexão Planeta

Duas semanas após o vazamento de cerca de 15 mil litros de fluido de uma sonda de perfuração da Petrobras na Foz do rio Amazonas, a aproximadamente 175 km da costa do Amapá, as operações do controverso projeto continuam paralisadas. O acidente foi notificado pela empresa em 04/01, que suspendeu imediatamente o trabalho. Segundo a estatal, o fluido é “à base de água, biodegradável, atende aos limites de toxicidade permitidos e não oferece risco ao meio ambiente ou à população”.

 

Todavia, a Petrobras precisa entregar um relatório detalhado sobre o caso, considerado uma “ocorrência técnica” e não um “acidente”, para a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). No documento, a estatal terá que detalhar as causas imediatas do incidente, impactos sobre as barreiras de segurança e ações de mitigação adotadas.

A ANP determinou que a perfuração só poderá ser retomada após seu aval. A Petrobras tem 90 dias para enviar o relatório. Medidas adicionais podem ser solicitadas à empresa depois da análise do documento.

 

Embora a Petrobras tenha garantido que “não há problemas com a sonda ou com o poço, que permanecem em total condição de segurança e me riscos à segurança da operação de perfuração”, organizações da sociedade civil e lideranças indígenas vieram a público reforçar a preocupação com os riscos envolvidos na exploração na região. Para a Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Amapá e Norte do Pará (Apoianp) e o Conselho dos Caciques dos Povos Indígenas do Oiapoque (CCPIO), o vazamento de fluido confirma os “piores temores” das populações tradicionais.

Ações na justiça tentam paralisar exploração na Foz do Amazonas

 

Em novembro, duas semanas antes do início do COP30 de Belém, Conferência da ONU sobre a Mudança do Clima, o governo Lula ignorou alertas e liberou a licença ambiental para a exploração de petróleo na chamada Margem Equatorial brasileira.

O projeto é extremamente criticado por ambientalistas, não apenas por causa da descoberta dos corais na região, mas também devido à eventualidade de um possível acidente nesse ecossistema tão frágil, próximo à Amazônia, e ainda, pela insistência na continuidade de investimentos em uma economia baseada em combustíveis fósseis.

 

Logo após o sinal verde do Ibama para o início das operações da Petrobras na região, oito organizações entraram com um processo na justiça, apontando graves problemas no licenciamento. Elas alegam quehá três vícios fundamentais de licença de operação: direitos de indígenas e comunidades tradicionais foram desrespeitados; licenciamento tem falhas graves de modelagem que põem em risco a biodiversidade e impactos climáticos do projeto foram ignorados.

No início de dezembro, o Ministério Público Federal (MPF) também entrou com uma ação na Justiça Federal do Pará pedido a anulação ou suspensão da licença de operação da Petrobras no bloco FZA-M-59, devido a falhas estruturais nos estudos ambientais apresentados pela estatal e a ausência de um Plano de Compensação da Atividade Pesqueira (PCAP) para a fase exploratória. 

 

*Com informações adicionais do portal de notícias G1

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Unidas, venceremos: plantas que crescem tocando outras são mais resilientes ao estresse

 

Diversos estudos já demonstraram que existe um processo de comunicação complexo entre as plantas – elas se comunicam no subsolo através de suas raízes, por meio de micróbios ou formando redes com fungos – e ainda, pela emissão de sons. Agora, um grupo de pesquisadores internacionais revela que plantas que crescem tocando outras podem sinalizar às demais sobre possíveis riscos à sobrevivência do grupo.

“Plantas que se tocam fisicamente acima do solo são mais resistentes ao estresse, e esse fenômeno depende da capacidade das plantas de trocar sinais elétricos, de cálcio e de espécies reativas de oxigênio entre si”, afirmam os autores do estudo, publicado na plataforma científica biorXiv

Os cientistas, liderados pela bióloga María Ángeles Peláez-Vico, da Universidade de Missouri (EUA), cultivaram em laboratório dois grupos da planta Arabidopsis thaliana – um deles elas estavam sozinhas e no outro, juntas, tocando umas às outras.

Quando expostas à uma iluminação intensa, aquelas que estavam isoladas sofreram grande deterioração, enquanto aquelas que estavam unidas, conseguiram suportar bem o estresse. “Nosso estudo demonstrou que essas últimas estabelecem uma rede de sinalização aérea que abrange toda a comunidade, aumentando sua resiliência coletiva ao estresse”, afirmam os pesquisadores.

Para analisar essa reação ao estresse, os cientistas monitoraram a resposta genética das plantas. Os testes apontaram que, apenas uma hora após a exposição à luz, as plantas cujas folhas se tocaram ativaram mais de 2.000 genes de resposta ao estresse, entre os quais, aqueles que as ajudam a lidar com a luz, o frio, o excesso de água, o sal e lesões. “Em comparação com as plantas que se tocaram, aquelas cultivadas em isolamento apresentaram níveis mais elevados de danos celulares e acumularam mais pigmentos relacionados ao estresse”.

Segundo o grupo, a comunicação entre as plantas acima do solo pode ocorrer ainda por substâncias químicas transportadas pelo ar, que alertariam outras plantas sobre ataques de herbívoros, por exemplo. “As plantas também podem transmitir sinais elétricos umas às outras através de suas folhas, formando uma rede conectada pelo toque”, suspeitam.

*Com informações adicionais dos sites The Guardian e ScienceNews

Homem compra ilha deserta, planta 16 mil árvores e recusa fortuna bilionária

 DIÁRIO MAIS


Homem compra ilha deserta, planta 16 mil árvores e recusa fortuna bilionária

Como um britânico transformou ilha degradada em santuário que protege espécies ameaçadas para sempre



AGÊNCIA DIÁRIO


Publicado em 07/01/2026 às 15:04


Atualizado em 22/01/2026 às 11:09


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Homem que dedicou vida inteira cria paraíso ecológico ao recusar milhões por preservação / Reprodução/Youtube



Um britânico dedicou integralmente sua existência a restaurar um território natural degradado, replantando floresta inteira e criando ecossistema seguro onde espécies ameaçadas prosperam livremente, recusando ofertas bilionárias para preservar a integridade de seu legado ambiental.


Brendon Grimshaw adquiriu a Île Moyenne nas Seicheles em 1962 e trabalhou solitariamente, apoiado apenas pelo amigo René Antoine Lafortune, construindo ao longo de décadas um dos exemplos mais notáveis de preservação ambiental bem-sucedida do planeta.


A trajetória mostra como respeito genuíno à vida selvagem e determinação pessoal conseguem reverter degradação ambiental. O trabalho realizado transformou um espaço vazio em modelo universal que inspira movimentos de conservação em todo o mundo há gerações.


Localizada no arquipélago de Seychelles, Moyenne Island é conhecida por sua rica biodiversidade, trilhas naturais e pela história de preservação ambiental que transformou a pequena ilha em um santuário ecológico aberto à visitação / Hansueli Krapf/Wikimedia Commons


Vista panorâmica de Mahé Island, a maior ilha de Seychelles, famosa por suas praias de águas cristalinas, relevo montanhoso e por concentrar a capital do país, Victoria, além de grande parte da vida cultural e econômica do arquipélago / Camera Eye/Wikimedia Commons


Moyenne Island, no arquipélago de Seychelles, é um pequeno paraíso ecológico conhecido pela preservação ambiental, fauna diversa e trilhas naturais que atraem visitantes interessados em turismo sustentável / Camera Eye/Wikimedia Commons


Vista da porção sudoeste de Moyenne Island, em Seychelles, destaca a vegetação preservada, o mar de tons azul-turquesa e o perfil natural que transformou a ilha em referência de conservação ambiental / Jean-Francis Martin/Wikimedia Commons


Painel informativo em Moyenne Island, em Seychelles, apresenta aos visitantes dados históricos / Xjschx/Wikimedia Commons



Solos degradados e silêncio animal marcavam a ilha no início

Quando Grimshaw chegou à Île Moyenne em 1962, deparou-se com desolação. Os solos estavam erodidos pela falta de cobertura vegetal, a fauna havia desaparecido, as áreas de proteção não existiam.


O arquipélago das Seicheles possuía dezenas de ilhas mais atrativas e com potencial econômico visível. Ninguém havia reconhecido possibilidade de restaurar um território aparentemente condenado à deterioração permanente.


Grimshaw reconheceu o desafio e abraçou-o pessoalmente. Juntamente com René Antoine Lafortune, iniciou jornada de restauração que exigiria dedicação integral durante toda sua vida.


Manualmente abriram trilhas, identificaram espécies vegetais apropriadas e planejaram estratégia ecológica que transformaria progressivamente cada aspecto da ilha.


Floresta ressurge através de plantio estratégico e persistente

A restauração florestal não era processo aleatório. Grimshaw estudou sistematicamente quais espécies funcionariam como fundação do novo ecossistema. Mogno foi escolhido pela resistência estrutural.


Palmeiras foram selecionadas pela capacidade de criar abrigo e oferecer alimento. Cada uma das dezesseis mil árvores plantadas cumpria função ecológica específica na recomposição.



O impacto acumulativo foi progressivo e extraordinário. Conforme a cobertura florestal adensava, os solos recuperavam nutrientes, a humidade atmosférica normalizava-se e as condições para retorno de fauna selvagem estabeleciam-se organicamente. A floresta regenerada tornou-se estrutura de suporte para toda transformação subsequente.


Animais em extinção encontram habitat restaurado e seguro

A reintrodução de fauna na Île Moyenne seguiu princípio revolucionário: liberdade total. Grimshaw trabalhou para que tartarugas-gigantes das Seicheles, espécie criticamente ameaçada, pudessem habitar a ilha.


Pássaros retornaram conforme as árvores amadureciam. Insetos proliferaram criando cadeia alimentar completa que sustentava ecossistema vertebrado.



Nenhum animal estava aprisionado, cercado ou controlado. O santuário funcionava como território livre onde fauna selvagem reencontrava autonomia completa.


A abordagem derrotou modelos convencionais de zoológicos ao demonstrar que proteção autêntica exigia apenas restauração do habitat e ausência de predação humana.


Ofertas estratosféricas não alteraram prioridades do preservacionista

À medida que a Île Moyenne ganhava reconhecimento internacional como projeto bem-sucedido de conservação, investidores imobiliários apareciam continuamente com propostas de compra em cifras extraordinárias.


Os valores oferecidos poderiam transformar qualquer proprietário em pessoa bilionária, financiando vidas de luxo incomparável. A tentação financeira era estratosférica e constante.


Grimshaw permaneceu inabalável em sua recusa. A venda significaria destruição certa do que havia construído laboriosamente. Ecossistemas restaurados seriam substituídos por concreto.


Fauna selvagem seria eliminada ou realocada. O santuário seguro se converteria em complexo turístico exploratório. Nenhuma quantidade de dinheiro compensava essa perda irrevogável.



Continuidade garantida para trabalho que atravessará séculos

Grimshaw permaneceu na Île Moyenne até falecer em 2012, completando sessenta anos de dedicação integral. Sua existência tornou-se inseparável do projeto de conservação, criando símbolo vivo de compromisso genuíno com responsabilidade ambiental. O território que havia encontrado degradado transformara-se em ecossistema vibrante funcionando autonomamente.


Após sua morte, a incorporação oficial da Île Moyenne ao Parque Nacional Marinho das Seicheles perpetuou o legado através de proteção legal. O governo assumiu responsabilidade de manter a visão de Grimshaw, garantindo que futuras gerações não pudessem monetizar ou comprometer o refúgio. A transição para gestão institucional criou continuidade que superaria qualquer vida individual.


A experiência da Île Moyenne oferece lição profunda sobre conservação verdadeira. Demonstra que dedicação pessoal genuína, recusa de ganhos materiais e respeito sincero à vida conseguem transformar territórios degradados em refúgios permanentes para fauna e flora ameaçadas.



O legado deixado por Grimshaw permanece como validação definitiva de que ações individuais motivadas por valores autênticos alteram paisagens de forma irreversível, criando impactos que perduram indefinidamente através dos séculos.




Leia mais em: https://www.diariodolitoral.com.br/diario-mais/homem-compra-ilha-deserta-planta-16-mil-arvores-e-recusa-fortuna/210163/

sábado, 8 de novembro de 2025

Paul McCartney pede à presidência da COP30 que cancele o cardápio de carne, que destrói o planeta: “Não me decepcionem!”

 

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