sábado, 24 de outubro de 2026

Em apenas 24 horas, mais de 1 mil pássaros ficam feridos e morrem em colisões contra prédios em Chicago

 


Em apenas 24 horas, mais de 1 mil pássaros ficam feridos e morrem em colisões contra prédios em Chicago
Foto: reprodução Facebook Chicago Bird Collision Monitors

Durante somente um dia – ou seja, em apenas 24 horas – voluntários da organização Chicago Bird Collision Monitors contabilizaram mais de 1 mil pássaros feridos ou mortos após colisões com janelas e vidraças de prédios na cidade norte-americana.

Segundo a plataforma do Laboratório de Ornitologia da Universidade de Cornell (EUA), na sexta-feira (16/10), mais de cinco milhões de aves foram impulsionadas pelo vento favorável de uma frente fria e sobrevoavam a região de Chicago. É época de migração, quando os pássaros rumam ao sul em busca de clima mais quente. Mas no seu caminho encontram a morte.

No sábado e no domingo, os voluntários encontraram centenas e centenas de animais feridos e sem vida no entorno de prédios. “Encontrávamos uma ave perto de um prédio, dávamos a volta nele e, logo em seguida, encontrávamos outra”, contou Annette Prince, diretora da Chicago Bird Collision Monitors, em entrevista ao Chicago Sun-Times. “Havia aves colidindo contra as janelas de vidro bem acima de nossas cabeças.”

Em apenas 24 horas, mais de 1 mil pássaros ficam feridos e morrem em colisões contra prédios em Chicago
Algumas das aves encontradas mortas pela organização durante o trágico final de semana
Foto: divulgação Chicago Bird Collision Monitors

Segundo Annette, esta é apenas uma mínima fração da mortalidade que acontece todos os anos, e poderia ser evitada. A organização defende a construção de prédios que sejam planejados para evitar a colisão dos pássaros, e ainda, o desligamento das luzes durante a noite. Aves podem ficar confusas e serem atraídas pela iluminação artificial.


Declínio de aves na América do Norte

A cidade de Chicago fica localizada no chamado Mississippi Flyway, um corredor migratório usado anualmente por aves que viajam entre a América do Norte, Central e do Sul. Durante a jornada, algumas espécies podem atingir velocidades que chegam a 50 km/h, o que pode ser fatal durante a colisão com uma janela.

Nos Estados Unidos como um todo, estima-se que aproximadamente 1 bilhão de aves morram, anualmente, devido a choques contra vidros.

Um estudo publicado na revista Nature, em 2025, apontou que, de 500 espécies de aves analisadas na América do Norte, 3/4 delas estão em declínio em suas áreas de ocorrência, sendo que, do total, 2/3 apresentam uma redução significativa.

Em apenas 24 horas, mais de 1 mil pássaros ficam feridos e morrem em colisões contra prédios em Chicago
As aves encontradas vivas são encaminhadas para reabilitação
Foto: reprodução Facebook Chicago Bird Collision Monitors

*Com informações da Smithsonian Magazine

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Areia do deserto vira areia viva para agricultura

 

Areia do deserto vira areia viva para agricultura

Redação do Site Inovação Tecnológica - 23/10/2026

Areia do deserto vira areia viva para agricultura
Imagens de microscopia (esquerda) revelam como as fibras de biopolímero mantêm os grãos de areia unidos. À direita, o geotêxtil em teste.
[Imagem: Khalifa University]


Areia viva

Há uma matéria-prima abundante em todo o mundo para a qual não temos nenhuma utilidade: A areia do deserto. Ela não vai bem na construção civil porque não serve para a fabricação do concreto usando cimento tradicional, e vai ainda pior na agricultura.

Mas é justamente neste último aspecto que pesquisadores de Abu Dhabi e da Suíça fizeram um progresso marcante: Eles descobriram um meio de usar a areia do deserto não apenas como meio de cultura para microrganismos, mas também tirar proveito desses próprios microrganismo, abrindo caminho para o uso da areia biologicamente tratada como solo agrícola.

O que acontece é que as bactérias e os fungos selecionados pela equipe secretam biopolímeros que tornam a areia mais resistente à erosão e diminuem a velocidade com que a água se infiltra. Isso permite o crescimento de mais microrganismos e, eventualmente, de plantas.

Esses biopolímeros, que são moléculas naturais constituídas por longas cadeias, semelhantes aos plásticos, criam uma rede microbiana ao permear a areia. "Isso cria uma espécie de material compósito natural," disse o professor Gustav Nystrom, dos Laboratórios Federais Suíços de Ciência e Tecnologia de Materiais (EMPA).

Areia do deserto vira
É uma biotecnologia relativamente simples e de fácil implantação.
[Imagem: Shahna Manakat Vakeri et al. - 10.1016/j.carbpol.2025.124361]

Cultivando a areia

Os pesquisadores incubaram amostras de areia do deserto de Abu Dhabi com diferentes microrganismos em uma solução nutritiva e, em seguida, verificaram sua resistência mecânica e permeabilidade à água.

O resultado foi que as amostras misturadas com bactérias, em particular, mostraram-se significativamente mais resistentes do que a areia pura e reduziram a permeabilidade à água em até seis vezes.

Juntamente com os microrganismos, a retenção de água pode fazer a diferença para o uso de solos arenosos para agricultura - a areia permite que a água se infiltre rápido demais, resultando em uma demanda muito alta por irrigação. Além disso, a areia normalmente não contém nutrientes orgânicos que possam sustentar microrganismos ou plantas, e os grãos de areia não se aglomeram, o que torna os solos arenosos especialmente suscetíveis à erosão.

O que aconteceu foi que os micróbios atuaram diretamente nas amostras de areia. Mas os pesquisadores foram além, utilizando os microrganismos - especificamente bactérias que secretam nanocelulose - para produzir os chamados geotêxteis, autênticos tapetes de celulose, que foram então combinados com a areia para formar estruturas em camadas. Esse processo apresentou os melhores resultados em termos de estabilidade e permeabilidade à água, que foi reduzida em 28 vezes.

Areia do deserto vira
Amostras dos geotêxteis em formatos para teste de laboratório.
[Imagem: Shahna Manakat Vakeri et al. - 10.1016/j.carbpol.2025.124361]

Testes de campo

"Esta abordagem nos permite introduzir matéria orgânica e água na areia e estabilizá-la um pouco," comentou Nystrom. "Em termos ideais, isto permitirá o crescimento de mais microrganismos e plantas, iniciando assim o processo de tornar o solo mais resistente e fértil".

Mesmo com a adição dos biopolímeros, a areia não compactou excessivamente, o que poderia inibir o desenvolvimento das plantas.

"A implantação destes microrganismos não é ficção científica: O deserto está lá, e os nutrientes estão prontamente disponíveis, por exemplo, açúcares provenientes de resíduos alimentares e nutrientes complexos em resíduos verdes municipais," acrescentou o professor Blaise Tardy, da Universidade Khalifa.

Os experimentos com a areia de deserto em laboratório foram apenas o primeiro passo. O próximo será usar os biopolímeros em estudos de campo controlados e em estufas, para ver que efeito eles têm no crescimento das plantas e qual é o potencial real da tecnologia para a agricultura.

Notícias sobre tecnologia

Bibliografia:

Artigo: Living sand: Microbial nanocellulose and chitin-rich mycelia enhance granular material properties
Autores: Shahna Manakat Vakeri, Ashutosh Sinha, Luiz G. Greca, Mohamed Hamid Salim, Ghanim Mabrook, Zainuddin Ziyan, M-Haidar A. Dali, Faisal Abdulla AlMarzooqi, Srinivas Mettu, Gustav Nyström, Blaise L. Tardy
Revista: Carbohydrate Polymers
DOI: 10.1016/j.carbpol.2025.124361

sábado, 3 de outubro de 2026

COMUNIDADE DO PARK WAY CONTRA O USO COMERCIAL e INDUSTRIAL DENTRO DAS RESIDENCIAS DO PARK WAY.

 

O problema

COMUNIDADE DO PARK WAY CONTRA O USO COMERCIAL e INDUSTRIAL
DENTRO DAS RESIDENCIAS DO PARK WAY.

Moradores do Park Way,

O GDF quer incluir na LUOS (Lei de Uso e Ocupação do Solo) a implantação de atividades comerciais e industriais dentro das residências do Park Way. Assim, nosso bairro cujos condomínios eram para uso familiar exclusivo poderá ser alterado para uso misto, aberto para a instalação de fabricas, lojas e indústrias dentro das residências.

São mais de 500 as Atividades que podem ser enquadradas como Micro Empreendimentos Individuais (MEI) , entre elas açougue, abatedouros, britador, serralherias, carpintarias, conserto de motos, mecanico de automoveis que poderão ser instaladas dentro dos condominios.

A CONVENCÃO DE CONDOMINIO NÃO CONSEGUIRÁ IMPEDIR!

O micro empreendedor pode contestar a proibição na justica e o processo se arrastará por anos  enquanto a empresa ou a industria continuará funcionando e perturbando os vizinhos..

Defenda sua qualidade de vida

Se essa proposta for aprovada e incluída na LUOS nossa segurança e qualidade de vida poderão ficar seriamente comprometidas com a entrada e saída de caminhões trazendo insumos e mercadorias, com o barulho das maquinas funcionado, a circulação de pessoas estranhas ao condomínio, o cheiro das tintas, o congestionamento, a ocupação das áreas verdes com deposito e material para utilização nas fabricas.

Brasília nasceu planejada e setorizada para oferecer conforto e segurança para todos os moradores. O Park Way foi criado para ser o pulmão do Distrito Federal. Uma ilha verde de silencio e de ar puro. Contém córregos importantes para o abastecimento do Lago Paranoá. Para manter essas características foi declarado área de preservação ambiental, Reserva da Biosfera do Cerrado, APA do Gama Cabeça de Veado.

Vote CONTRA essa iniciativa do GDF de destruir o Park Way e a qualidade de vida dos moradores do DF.

Só assim poderemos preservar e proteger nossa segurança, nosso verde, nossos córregos, nossa tranqüilidade, nossos bichos e nosso ar puro.  

https://www.change.org/p/associa%C3%A7%C3%A3o-park-way-residencial-contra-o-uso-comercial-de-servi%C3%A7os-e-industrial-dentro-das-residencias-do-park-way

Excelentíssima Senhora Governadora Celina Leão,

Excelentíssima Senhora Governadora Celina Leão,


Venho, respeitosamente, manifestar minha preocupação e a de muitos moradores do Park Way diante da autorização para a regulamentação de atividades comerciais no interior dos condomínios da região.


O que causa maior perplexidade não é apenas o conteúdo da medida, mas a forma como ela vem sendo conduzida. Os comerciantes foram ouvidos e tiveram sua reivindicação atendida, enquanto os moradores, diretamente afetados pela mudança, não foram previamente consultados.


Essa ausência de diálogo torna-se ainda mais preocupante diante da existência de um abaixo-assinado que reúne cerca de 60 mil assinaturas de moradores e ambientalistas contrários à inclusão de atividades comerciais dentro das áreas residenciais do Park Way. Trata-se de uma manifestação expressiva da sociedade civil, que demonstra que a questão está longe de representar uma preocupação isolada ou de um pequeno grupo de moradores.


O Park Way não é uma área residencial comum. Suas características urbanísticas e ambientais constituem justamente o motivo pelo qual milhares de famílias escolheram a região para morar e nela investiram suas economias. Muitos adquiriram suas residências considerando a natureza essencialmente residencial do bairro e o padrão de ocupação que historicamente o caracteriza.


Permitir atividades comerciais dentro dos condomínios significa, na prática, introduzir uma nova dinâmica em espaços concebidos para uso residencial. Dependendo da natureza e da intensidade dessas atividades, poderão ocorrer aumento da circulação de veículos e pessoas, pressão sobre a infraestrutura existente, problemas de estacionamento, ruído, impactos sobre a segurança e alteração da tranquilidade que constitui uma das principais características do Park Way.


Há ainda uma preocupação que não pode ser ignorada: o Park Way está inserido em uma área de grande relevância ambiental, com importantes recursos hídricos e áreas de Cerrado, estando relacionado à proteção da Reserva da Biosfera do Cerrado e às áreas de proteção ambiental existentes no Distrito Federal. A ocupação urbana precisa, portanto, ser analisada também sob a perspectiva da preservação dos mananciais e da sustentabilidade ambiental.


Nesse contexto, a ODS 6 da Agenda 2030 da ONU, que trata da garantia da disponibilidade e da gestão sustentável da água e do saneamento para todos, reforça a necessidade de que decisões de ocupação territorial considerem a proteção dos recursos hídricos e a capacidade ambiental da região.


Senhora Governadora, não parece razoável que uma mudança capaz de afetar tão profundamente a vida cotidiana dos moradores seja conduzida a partir da demanda de um segmento interessado na exploração comercial da área, sem que aqueles que residem nos condomínios tenham oportunidade efetiva de participar da discussão.


Os moradores não estão pedindo que suas opiniões prevaleçam automaticamente sobre as demais. O que reivindicam é algo muito mais básico: o direito de serem ouvidos antes que uma alteração dessa magnitude seja implementada em seu local de moradia.


É importante lembrar que os imóveis foram adquiridos sob determinadas condições urbanísticas e com expectativas legítimas quanto à preservação de suas características residenciais. Uma mudança dessa natureza não pode ser tratada como uma simples regulamentação administrativa, pois pode alterar as condições que fundamentaram decisões patrimoniais tomadas por inúmeras famílias.


Por isso, solicito respeitosamente a Vossa Excelência que suspenda a implementação da regulamentação até que seja realizado um processo efetivo de diálogo e consulta aos moradores do Park Way, permitindo que sejam apresentados os impactos e as preocupações da comunidade e que sejam avaliadas alternativas que conciliem os diferentes interesses sem descaracterizar a região.


O Park Way precisa ser tratado não apenas como espaço disponível para novas atividades econômicas, mas como um território residencial, ambientalmente sensível e onde vivem milhares de pessoas que também têm direito a participar das decisões que irão modificar seu modo de vida.


Espero, portanto, que Vossa Excelência possa receber representantes dos moradores e abrir um canal de diálogo antes da consolidação dessa mudança.


quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Especialistas conclamam governos a tornar mais rígidas leis de comércio de anfíbios e répteis