A notícia
de que o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva estaria sendo
investigado por suposto tráfico de influência internacional para
favorecer a construtora Odebrecht com facilidades do BNDES repercutiu no
mundo todo. Vejam uma lista de órgãos de imprensa que trataram do
assunto:
Vejam a introdução da reportagem da edição da Folha deste sábado, assinada por Fábio Maisonnave:
Um acordo com a Bolívia negociado em 2007 pelo então
presidente Luiz Inácio Lula da Silva causou prejuízo de R$ 872 milhões
aos cofres da Petrobras no ano passado, segundo o balanço da empresa. O
rombo equivale a 14% à perda atribuída pela empresa à corrupção (US$ 6,2
bi).
A edição desta semana da revista Época
trouxe como reportagem de capa a revelação de que o Ministério Público
Federal abriu procedimentos para investigar Lula por tráfico internacional de influência:
o ex-presidente estaria usando seu poder sobre o governo federal para
firmar acordos internacionais envolvendo a Odebrecht e dinheiro
emprestado pelo BNDES.
Após
a reportagem de capa da última edição da revista Época informar que o
Ministério Público Federal abriu investigações sobre procedimentos do
ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, um dos procuradores foi atacado
por petistas na internet. Vejam trecho da reportagem do site da revista Época:
O procurador da República no Distrito Federal Anselmo Henrique Cordeiro Lopes usou as redes sociais para se defender de acusações contra ele após a publicação da reportagem de capa de ÉPOCA desta semana. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conforme mostrou a reportagem, é investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) por
ajudar empreiteiras, dentre elas a Odebrecht, a obter contratos de US$
4,1 bilhões com dinheiro do BNDES em países como Gana, República
Dominicana, Venezuela e Cuba.
O núcleo de Combate à Corrupção da Procuradoria da República em Brasília abriu, há uma semana, investigação contra Lula por tráfico de influência internacional e no Brasil. Em sua página no Facebook, Cordeiro Lopes afirma que tem sido alvo de “diversos ataques, injúrias,
calúnias e difamações por parte de defensores do ex-presidente, por
meio de notas em blogs, páginas eletrônicas e perfis da internet, que
estão lançando diversas mentiras” contra ele.
O Fundo de Financiamento Estudantil
(Fies) do governo federal esgotou seus recursos para 2015, de 2,5
bilhões de reais, e novas edições do programa este ano e em 2016
dependem de disponibilidade de verba do Orçamento da União, numa
consequência do forte ajuste fiscal para organizar as contas públicas.
“Não havendo mais recursos seria inútil a
reabertura”, disse o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, a
jornalistas nesta segunda-feira ao ser questionado sobre a continuidade
do Fies.
A crise financeira que se abateu sobre o
país por conta da corrupção tem afetado as contas públicas e nem mesmo
os programas que são vitrines políticas do PT escapam. Milhares de
estudantes serão afetados pelo corte do FIES.
Convidado pela CUT para animar a quermesse do Dia do Trabalho,
Lula primeiro certificou-se de que só haveria na plateia ouvintes
amestrados antes de acionar o serviço de som do palanque ambulante. Os
cabelos convulsionados pelo drible no espelho do banheiro, a vermelhidão
do rosto, cataratas de suor inundando o corpo e a roupa, a voz de
leiloeiro anunciando o último frango assado — tudo no orador denunciava
um forte aquecimento na hora do almoço.
O Exterminador do Plural recomendou muita paciência com Dilma e
nenhuma com a elite golpista, confirmou que os ricos ficaram mais ricos
graças a ele, avisou que é bom de briga, prometeu sair da
clandestinidade para dedicar-se a uma temporada nacional de comícios,
declarou-se vítima de “insinuações”, insinuou que mandou o BNDES ajudar
irregularmente empresas de comunicações e declarou-se em estado de
beligerância contra a imprensa independente.
“Essas revistas brasileiras são um lixo e não valem nada”, berrou no
meio do chilique o único presidente da República que não sabe escrever,
nunca leu um livro e tem azia quando os olhos colidem com um punhado de
vogais e consoantes. “Eu queria dizer que peguem todos os jornalistas da
VEJA e da Época e enfiem um dentro do outro que não dá 10% da minha
honestidade neste país”, repetiu o valentão que foge de entrevistadores
sem medo desde a descoberta da chanchada político-policial que
protagonizou em parceria com Rose Noronha.
Acossado pelo pântano do Petrolão, investigado pelo Ministério
Público Federal por tráfico de influência internacional, sitiado pela
suspeita de ter ajudado a Odebrecht a embolsar contratos bilionários,
Lula escorregou na gabolice — e o que seria apenas uma sugestão boçal
desandou numa constrangedora confissão de culpa. Além dos simplesmente
honestos e desonestos, o maior dos governantes desde Tomé de Souza
descobriu a existência dos meio honestos, dos quase desonestos e dos
classificados por índices (sem margem de erro). Sobretudo, o camelô de
empreiteira também deixou claro que, seja qual for o assunto de que está
tratando, não para de pensar nos 10%.
“Minha honestidade neste país”, relativizam as quatro palavras que
encerram e ampliam o ato falho.
Se a carteirinha de cumpridor da lei só
tem validade em território nacional, Lula não tem motivos para levá-la
nas viagens ao exterior. No momento em que cruza as fronteiras do
Brasil, portanto, cessa o compromisso com a decência. Ele não precisa
agir honestamente na América bolivariana, por exemplo. E pode fazer o
diabo na África.
* Post publicado originalmente em 2 de maio, 00h30
Segundo
Léo Pinheiro, Lula pediu a ele que cuidasse da reforma do “seu” sítio
em Atibaia. A propriedade está registrada em nome de um sócio de Fábio
Luís da Silva, filho do ex-presidente(Jefferson Coppola/VEJA)
O
engenheiro Léo Pinheiro cumpre uma rotina de preso da Operação
Lava-Jato que, por suas condições de saúde, é mais dura do que a dos
demais empreiteiros em situação semelhante. Preso há seis meses por
envolvimento no esquema do petrolão, o ex-presidente da OAS, uma das
maiores construtoras do país, obedece às severas regras impostas aos
detentos do Complexo Médico-Penal na região metropolitana de Curitiba.
Usa o uniforme de preso, duas peças de algodão azul-claras.
Tem direito a
uma hora de banho de sol por dia, come "quentinhas" na própria cela e
usa o chuveiro coletivo. Na cela, divide com outros presos o "boi", vaso
sanitário rente ao piso e sem divisórias. Dez quilos mais magro,
Pinheiro tem passado os últimos dias escrevendo. Um de seus hábitos
conhecidos é redigir pequenas resenhas e anexá-las a cada livro lido. As
anotações feitas são muito mais realistas e impactantes do que as
literárias.
Léo Pinheiro passa os dias montando a estrutura do que pode
vir a ser seu depoimento de delação premiada à Justiça. Ele foi durante
toda a década que passou o responsável pelas relações institucionais da
OAS com as principais autoridades de Brasília. Um dos capítulos mais
interessantes de seu relato trata justamente de uma relação muito
especial - a amizade que o unia ao ex-presidente Lula.
De todos os empresários presos na Operação Lava-Jato, Léo Pinheiro é o
único que se define como simpatizante do PT. O empreiteiro conheceu
Lula ainda nos tempos de sindicalismo, contribuiu para suas primeiras
campanhas e tornou-se um de seus mais íntimos amigos no poder. Culto,
carismático e apreciador de boas bebidas, ele integrava um restrito
grupo de pessoas que tinham acesso irrestrito ao Palácio do Planalto e
ao Palácio da Alvorada.
Era levado ao "chefe", como ele se referia a
Lula, sempre que desejava. Não passava mais do que duas semanas sem
manter contato com o presidente. Eles falavam sobre economia, futebol,
pescaria e os rumos do país. Com o tempo, essa relação evoluiu para o
patamar da extrema confiança - a ponto de Lula, ainda exercendo a
Presidência e depois de deixá-la, recorrer ao amigo para se aconselhar
sobre a melhor maneira de enfrentar determinados problemas pessoais.
Como é da natureza do capitalismo de estado brasileiro, as relações
amigáveis são ancoradas em interesses mútuos. Pinheiro se orgulhava de
jamais dizer não aos pedidos de Lula. Pinheiro: do trânsito livre ao Palácio do Planalto ao banheiro coletivo na prisão(Beto Barata/VEJA)
Desde que deixou o governo, Lula costuma passar os fins de semana em
um amplo sítio em Atibaia, no interior de São Paulo. O imóvel é equipado
com piscina, churrasqueira, campo de futebol e tem um lago artificial
para pescaria, um dos esportes preferidos do ex-presidente. Fora do
poder, é lá que ele recebe os amigos e os políticos mais próximos.
Em
2010, meses antes de terminar o mandato, Lula fez um daqueles pedidos a
que Pinheiro tinha prazer em atender. Encomendou ao amigo da construtora
uma reforma no sítio. Segundo conta um interlocutor que visitou
Pinheiro na cadeia, esse pedido está cuidadosamente anotado nas memórias
do cárcere que Pinheiro escreve.
Na semana passada, a reportagem de VEJA foi a Atibaia, região de
belas montanhas entrecortadas por riachos e vegetação prístina. Fica ali
o Sítio Santa Bárbara, cuja reforma chamou a atenção dos moradores da
região. Era começo de 2011 e a intensa atividade nos 150 000 metros
quadrados do sítio mudou a rotina da vizinhança. Originalmente, no Sítio
Santa Bárbara havia duas casas, piscina e um pequeno lago.
Quando a
reforma terminou, a propriedade tinha mudado de padrão. As antigas
moradias foram reduzidas aos pilares estruturais e completamente
refeitas, um pavilhão foi erguido, a piscina foi ampliada e servida de
uma área para a churrasqueira.
O que mais chamou atenção, além da rapidez dos trabalhos, é que tudo
foi feito fora dos padrões convencionais. A reforma durou pouco mais de
três meses. Alguns funcionários da obra chegavam de ônibus, ficavam em
alojamentos separados e eram proibidos de falar com os operários
contratados informalmente na região e orientados a não fazer perguntas.
Os operários se revezavam em turnos de dia e de noite, incluindo os fins
de semana. Eram pagos em dinheiro. "Ajudei a fazer uma das varandas da
casa principal. Me prometeram 800 reais, mas me pagaram 2 000 reais a
mais só para garantir que a gente fosse mesmo cumprir o prazo, tudo em
dinheiro vivo", diz o servente de pedreiro Cláudio Santos.
"Nessa época a
gente ganhou dinheiro mesmo. Eu pedi 6 reais por metro cúbico de
material transportado. Eles me pagaram o dobro para eu acabar dentro do
prazo. Eram 20 000 por vez. Traziam o pacotão, chamavam no canto para
ninguém ver, pagavam e iam embora", conta o caminhoneiro Dário de Jesus.
Quem fazia os pagamentos? "Só sei que era um engenheiro que esteve na
obra do Itaquerão. Vi a foto dele no jornal", recorda-se Dário.
O arquiteto contratado para coordenar os trabalhos chama-se Igenes
Irigaray Neto. Ele foi mandado de Dourados (MS) especialmente para tocar
o projeto em Atibaia. Irigaray Neto foi encaminhado pelo empresário
José Carlos Bumlai, que, a exemplo do empreiteiro da OAS, é amigo de
Lula, cuida de seus assuntos pessoais e é personagem recorrente de
várias histórias mal contadas que envolvem poder e dinheiro durante o
governo petista. Bumlai apareceu até no escândalo do petrolão, em que é
acusado de ter indicado um dos diretores corruptos da Petrobras.
Dono de uma loja de decoração, o empresário Matuzalem Clementoni
conheceu Lula durante o trabalho de decoração do sítio. Matuzalem
costuma tomar café com o "patrão", como ele se refere ao ex-presidente. O
ex-governador de Mato Grosso do Sul Zeca do PT já até pescou no novo
lago. "Eu que ensinei o Lula a pescar. Ele é bom de pesca, mas no sítio
dele os peixes são criados para que só ele consiga fisgá-los." Lula
encomendou ao amigo da OAS a reforma do sítio, que os amigos e políticos
identificam como sendo do ex-presidente.
No cartório da cidade, porém, a
escritura de posse está em nome dos empresários Jonas Suassuna e
Fernando Bittar - ambos sócios de Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho
do ex-presidente. Suassuna e Bittar compraram o sítio em agosto de
2010, quatro meses antes de Lula deixar o cargo. Pagaram 1,5 milhão de
reais pela propriedade. Lulinha mora em um prédio de luxo, localizado
numa das áreas mais nobres de São Paulo, cujos apartamentos são
avaliados em 6 milhões de reais. O apartamento onde Lulinha mora
pertence a Suassuna. Procurados por VEJA, os empresários beneméritos da
família Lula da Silva não quiseram se pronunciar.
Léo Pinheiro fez um segundo favor ao ex-presidente no ramo
imobiliário. O empreiteiro conta que, a pedido do ainda presidente Lula,
a OAS incorporou prédios inacabados da Cooperativa dos Bancários
(Bancoop), entidade ligada ao PT que, em 2006, deu o golpe em 3 000
mutuários em São Paulo. Durante anos, dezenas de famílias que pagaram
fielmente suas mensalidades à Bancoop tiveram seu suado dinheirinho
desviado para as campanhas eleitorais do PT. Sem uma mãozinha da OAS,
poderia dar cadeia o golpe da Bancoop, um ensaio geral para a roubança
generalizada que marcaria mais tarde as gestões petistas.
Cadeia para
quem? Para João Vaccari Neto, tesoureiro do PT que, aliás, está preso
por envolvimento no escândalo da Petrobras. Fiel ao amigo Lula, a OAS de
Léo Pinheiro concluiu no início do ano o edifício Solaris, da Bancoop,
que fica na praia do Guarujá. Por que o Solaris foi concluído, enquanto
centenas de outros lesados pela Bancoop esperam em vão pela construção
das unidades que compraram? Bem, o fato de Lula e Vaccari terem
apartamentos no luxuoso Solaris explica as prioridades da OAS. Aos
amigos, tudo. O tríplex de cobertura do ex-presidente no edifício
Solaris, do Guarujá, tem 297 metros quadrados e elevador interno.
O
espaço é suficiente para construir quase cinquenta celas iguais à que
hoje serve de residência a Léo Pinheiro na penintenciária em Pinhais.
Em suas memórias do cárcere, o sócio da OAS anotou um terceiro favor
feito a Lula, mas já na condição de ex-presidente. Em 2012, a Polícia
Federal desmantelou uma quadrilha que vendia facilidades no governo. No
topo da organização apareceu uma figura pouco conhecida. Ex-secretária
de sindicato, Rosemary Noronha era chefe do escritório da Presidência da
República em São Paulo. Os investigadores descobriram que ela
aproximava autoridades de empresários em troca de propinas.
A questão é
que Rosemary não era uma corrupta qualquer. Amiga íntima de Lula desde
os tempos das greves do ABC paulista, Rose era tratada no governo como
uma primeira-dama informal. Em viagens internacionais, quando a
primeira-dama não podia ir, ela era incluída na comitiva presidencial.
Em viagem a Roma, hospedou-se na embaixada brasileira, que lhe reservou o
melhor quarto do Palazzo Pamphili, a especialíssima sede da nossa
representação diplomática na Itália. Caída em desgraça, e sentindo-se
abandonada, Rose ameaçou revelar seus segredos. Léo Pinheiro entrou em
cena para ajudar o amigo.
"A gente precisa ajudar o Lula nisso", ouviu
de um interlocutor. Logo, João Batista de Oliveira, marido de Rosemary,
conseguiu um bom emprego. A ex-secretária teve à disposição uma banca de
38 advogados para defendê-la na Justiça. Procurada, Rosemary Noronha
disse que não iria falar sobre isso.
Foi com base no conteúdo das anotações de Léo Pinheiro que VEJA
pautou a reportagem que aparece nestas páginas. Foi possível confirmar a
maior parte das suspeitas que as anotações do preso levantam. A
reportagem fica como registro indelével no caso de Léo Pinheiro,
eventualmente beneficiado por um habeas corpus do Supremo Tribunal
Federal (STF), sair da cadeia, voltar a ser apenas o amigo de Lula,
renegando o que anotou e contou.
Diz um dos assessores mais próximos do
empreiteiro: "A única coisa que impediu o Léo até agora de colaborar com
a Justiça é a perspectiva de sua libertação, que alguns advogados
asseguram que vai ocorrer em breve". Em situação semelhante encontra-se
Ricardo Pessoa, da UTC, empreiteiro preso, que também deixou escapar
pistas dos danos que pode causar a Lula e outros poderosos. Em troca de
redução da pena, ele se compromete a revelar o esquema de financiamento
de campanhas do PT e de políticos do partido.
Léo Pinheiro e Ricardo Pessoa estão colocados diante de um
interessante dilema. Primeiro, se propuserem e for aceita sua delação
premiada, eles receberão pena bem menor, como já aconteceu com Paulo
Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef (veja a reportagem na pág.
58). Segundo, se optarem por não fazer a delação premiada, o mais certo é
que recebam, em alguns casos, penas dilatadas de algumas dezenas de
anos.
Ao optar por ser delator, porém, o preso renuncia ao direito de
recorrer da pena e tem de começar a cumpri-la imediatamente. Ao optar
por não delatar, a pena será altíssima, mas o preso tem direito a
recorrer aos tribunais superiores em liberdade e só cumprir a pena
quando vier a sentença definitiva, o que pode demorar até oito ou dez
anos.
É mais compensador começar a cumprir um ano em regime fechado e
depois sair livre, caso do delator Paulo Roberto Costa? Ou não fazer
delação, pegar uma pena gigantesca, mas não cumpri-la um único dia até
que venha a condenação definitiva. Para um preso com 63 anos de idade e
saúde frágil, como é o caso de Léo Pinheiro, talvez seja mais vantajoso
pessoalmente esperar um habeas corpus que o tire da prisão preventiva
dentro de alguns dias e, depois, seja qual for a sentença recebida,
recorrer em liberdade, mesmo que com desonra.
Se consultar sua
consciência, porém, Pinheiro poderia optar por contar tudo o que sabe,
cumprir um breve período na prisão como delator e deixar às gerações
futuras de brasileiros um legado positivo, que ele sonegou à atual.
A Casa da Dinda era a casa de campo de Fernando Collor de Mello.
A reforma dos jardins teria custado US$ 2,5 milhões, pagos pelo esquema PC Farias.
A matéria da VEJA de 09/09/1992, “As Floridas Cachoeiras da Corrupção“,
informava o povo brasileiro sobre o suntuoso jardim de marajá que
Collor havia construído para si mesmo, com suas “cascatas e fontes
luminosas”, como escreveria anos depois Carlos Heitor Cony.
A reforma da casa de campo de Lula, paga pela OAS (em dinheiro vivo a operários não registrados), também tem cascata.
Diz a VEJA deste fim de semana:
“A piscina foi ampliada e servida de uma área para a churrasqueira.
As estradas lamacentas do sítio receberam calçamento de pedra e grama.
Um campo de futebol surgiu entre as árvores. O antigo lago deu lugar a
dois tanques de peixes contidos por pedras nativas da região e
interligados por uma cascata”.
De todas as cascatas de Lula, esta é a que mais bem o interliga à corrupção que ele fingiu combater.
A casa do dindo Lula: o rei das cascatas
Comentarios:
Natanael Saulo
-
28/4/2015 às 10:48
Vamos ficar de olho em Teori, essa é a hora que o padrinho mágico
do Lula começa a agir na surdina (para soltar quem ameaça explodir).
Julio Silva
-
28/4/2015 às 0:56
Pedro L. stábulo e Bulourótos da vida, chamem seus exércitos para
invadir… os vizinhos de painho, é claro. Afinal, os vizinhos são ricos.
Ele É O Cara de Paul
-
27/4/2015 às 19:12
Esta foto aérea me deixou indignado. Eu tenho um sítio (comprado
com o meu dinheiro) no sul de Minas. Procurei o IEF para pedir
autorização para a construção de um lago de peixe,sem fins comerciais,
somente para o lazer. Escolhi um local respeitando os 50m de distância
da mata e do ribeirão que corta a propriedade. Praticamente tive o meu
pedido negado, pois se eu fosse atender todas as exigências e restrições
impostas, o projeto seria inviável. E vendo esta foto, eu me pergunto
como os órgãos ambientais permitiram a construção de uma mansão e de
dois lagos artificiais dentro de uma mata fechada.Mas como ele ‘é o
cara’, pode tudo,né?
KID PANÇA
-
26/4/2015 às 19:05
E aí, Stédile!, a tua cambada não vai se aproveitar para fazer
uma “reforma a agraia” neste sítio? Como ele advém de forma obscura,
comprovadamente sem qualquer declaração à Receita Federal, aproveitem.
Só tem uma coisa: não serve para fazer piquenique e nem para servir de
festerê.
Williams
-
26/4/2015 às 13:53
Até quando esse Apedeuta terá blindagem do governo petista? Desde
o escândalo do mensalão, esse verme já tinha que ter ido preso.
Será que agora vai?
O Brasil poderia dar um exemplo para os países civilizados que punem com
rigor seus governantes corruptos, mas infelizmente essa raça petralha
comanda desde a polícia até o Supremo.
O povo tinha que tirar essa raça maldita no voto. Quem sabe na próxima eleição. Senão estamos ferrados.
Ademir Azevedo Dias
-
26/4/2015 às 13:11
Esses canalhas para alcançar o poder, fingira-se como os mais
virtuosos dos cidadãos. Hoje cai a máscara e vemos a podridão ao redor
deles. Corrupção, roubos e todas as espécies de falcatruas. O pior é
imaginarmos que nada os atingirá e permanecerão impunes, isso em função
do que sempre aconteceu no Brasil.
carlos eduardo barneze
-
26/4/2015 às 13:07
Prezados senhores (as) da revista Veja, aproveito a oportunidade
para agradecer o esclarecimento dado a todos, sobre os bastidores da
política, sem estas reportagens nunca saberíamos o que está ocorrendo, e
obviamente como querem os esquerdopatas, o cerceamento à divulgação de
todas as informações servirão para que hajam desvios ainda maiores e não
teríamos como saber. Muito obrigado, continuem a nos informar e peço
que nos ajudem a combater este crime de lesa pátria, dos petistas e
defensores deste governo hipócrita e inescrupuloso. Que o destino da
nação, esteja nas mãos de homens de bem, verdadeiramente compromissados
com o povo e não com o poder. abraços a todos
Zilda Mara
-
26/4/2015 às 12:51
Uma casinha de sape para um homem que finge humildade.A máscara do lula vai cair e vai revelar a face nefasta do mesmo.
Fabio
-
26/4/2015 às 12:40
Ah, essa elite branca…
Edinor J. Lima
-
26/4/2015 às 11:36
Diante de tantas evidencias onde Lula aparece sempre envolvido, o
que está faltando para o MPF enquadra-lo como líder dessa quadrilha que
saquearam o Brasil?
Anderson Almeida
-
26/4/2015 às 5:07
Tenho fé, os bravos guerreiros do Paraná, vão vencer este jogo. Acreditem.
Marina
-
25/4/2015 às 17:51
Felipe, tente descobrir se ele não mora em área de preservação ambiental? tem muita mata que parece nativa…
MARIA DE JESUS VIANA
-
25/4/2015 às 16:36
SE A GENTE DEIXA DE PAGAR IMPOSTO E O GOVERNO DESCOBRE A GENTE
PAGA DUAS VEZES O VALOR QUE DEVERIA DE JUROS. SE UM FILHO DA P… DESSE
ROUBA BILHÕES E DEVOLVE UNS POUCOS MIL, JA ESTÁ TUDO BEM. SÓ NO BRASIL
MESMO… E TEM MAIS, NÃO ACREDITO NA PRISÃO DESSE LADRÃO.
Toninho Malvadeza
-
25/4/2015 às 16:01
E os idiotas dos militontos da CUT,recebendo lanche de mortadela para defender o…reizinho.
Pra cima DELE,Sergio Moro.
Dr. Daredevil
-
25/4/2015 às 12:01
Não estou vendo um heliponto; se até no prédio SAFRA ia de helicóptero…
MST expulsa Stedile e invade sitio do ex-presidento Lula
-
25/4/2015 às 11:00
Foi só um sonho que tive agora: o MST expulsa o Stedile e, antes
de extinguir o seu movimento (perceberam que sempre foram manipulados),
invadem todas as propriedades ‘improdutivas’ do PT, inclusive esse sitio
ai do ex-presidento Lula.
jose eduardo diniz
-
25/4/2015 às 9:54
Uma vez sugeri a publicação por algum blog , do Lula Way of Life .
A marca do vinho que ele toma , a suite do Copacabana Palace que ele frequenta ,
o jatinho que ele embarca para seus deslocamentos , as fotos de seu triplex na
praia , agora esta imagem do sítio , tudo junto e misturado para divulgação
constante , diária , principalmente nos seus (dele) redutos .
Como seria a reação dos bolsas/dependentes ?
José Pereira
-
25/4/2015 às 9:53
Lula é o maior cascateiro da iftória def paif!!!
Ô bicho mentiroso…!!
Aprendiz
-
25/4/2015 às 9:38
Já sabemos onde o MST pode iniciar suas ocupações.
Mirian
-
25/4/2015 às 9:33
Boa,Felipe,mandou bem .Espirituoso.Tarda mas não falha: no final, todos acabam sendo pegos por suas cascatas!
Costa
-
25/4/2015 às 9:02
E tem gente que ainda acredita no molusco corrupto.
Mais não percam por esperar o dia de todo malandro um dia chega, pode até demorar mais um dia a casa cai.
Amanhã,
terça-feira, dia dia 5 de abril, o PT, leva ao ar o seu programa
eleitoral às 20:30, antes do Jornal Nacional. Dilma se escondeu de novo e
não gravou participação, segundo informa oBlog do Coronel.
No seu lugar vai Lula, agora sob investigação do Ministério Público
Federal por tráfico de influência para favorecer seus principais
clientes: as empreiteiras corruptas do Petrolão, com destaque para a
Odebrecht.
Todos os brasileiros estão convidados a ir à janela com uma panela e fazer o mais simples: bater e gritar "Fora, PT".
Você está convidado. Ou melhor: convocado. Organize o seu prédio.
Convoque seguidores nas redes sociais. Curta e compartilhe este convite.
Amanhã, portanto,o povo brasileiro promoverá um panelaço inesquecível para esta quadrilha de gafanhotos vermelhos que está destruindo o Brasil.
Coleta de esgoto para todos, só daqui a 45 anos
((o))eco - 03/05/15
Essa gente também é moradora do DF.Não teria sido melhor deixá-los nos respectivos estados de origem do que traze-los para essa miséria?Não seria melhor dar condições aos migrantes, de modo a que possam permanecer nas locais de origem, onde se identificam e têm laços familiares, do que atraí-los para as grandes cidades, onde vivem em condições sub humanas?
Andam a passos de tartaruga as obras para a ampliação das redes de
coleta de esgoto. Nesse lento ritmo, a universalização do acesso à
coleta de esgoto no Brasil só ocorrerá em 2060, e o da água em 2036,
concluiu um relatório apresentado no final de abril (25) pelo Tribunal
de Contas da União (TCU).
O relatório é derivado da auditoria feita pelo TCU em convênios
celebrados entre o Ministério das Cidades e municípios com mais de 50
mil habitantes para a execução física e financeira de obras de
saneamento. O trabalho verificou os investimentos feitos em 2011 e, com
esta base, fez a estimativa.
Ao todo, 35,5 milhões de residências não têm acesso a coleta de
esgoto e 3,1 milhões de residência não têm acesso a água tratada. De
acordo com o Plano Nacional de Saneamento Básico, o custo estimado para
universalizar o saneamento até 2033 é de 500 bilhões.
Ao todo, o TCU avaliou 491 contratos, num total de R$ 10,4 bilhões,
do programa de governo “Serviços Urbanos de Água e Esgoto”. Somente 43
dos 262 contratos de repasse firmados em 2007, ano de início do
programa, tiveram as obras concluídas, o que representa menos de 17% do
total.
Dos 491 contratos fiscalizados, 283 foram considerados não adequados
(atrasados, paralisados ou não iniciados). O TCU também considerou como
baixo desempenho problemas relacionados às licitações, execução dos
contratos e a indisponibilidade das áreas necessárias para as obras.
“Os problemas não têm causa preponderante na insuficiência de
recursos alocados às ações do programa, mas em outras áreas que têm
dificultado a aplicação dos recursos destinados à área de saneamento”,
afirma o ministro-substituto Weder de Oliveira, relator da auditoria, em
nota publicada na página oficial do Tribunal na internet.
Os frequentes atrasos nas obras são falhas decorrentes no processo de
contratação de empresas para execução dos empreendimentos. Segundo o
TCU, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) é um dos responsáveis
pela falha, ao incentivar que estados e municípios apresentassem
propostas de obras às pressas, o que leva a projetos sujeitos a
múltiplas revisões durante o período das construções.
O tribunal determinou ao Ministério das Cidades que produza um plano e
cronograma de ação para mitigar as causas de atrasos e paralisações das
obras de saneamento básico custeadas com recursos já repassados pelo
governo federal.
A falta de saneamento básico é um dos principais problemas ambientais
do país. A ausência de coleta e tratamento do esgoto faz com que o
esgoto seja dispersado em rios e mares, que viram esgotos a céu aberto.
Na América do Sul, o Equador está no topo dos países com maior rede
de coleta e tratamento de água e esgoto, seguido do Chile e da
Argentina. O Brasil, por sua vez, apresenta um Índice de Desenvolvimento
de Saneamento do Brasil pior que o do Paraguai e abaixo da média dos
países da América do Sul.
Carlos Fernando do Santos Lima (MPF), juiz Sérgio Moro e Deltan Dallagnol(MPF): cerco aos corruptos.
Segundo o Estadão, a decisão do Supremo Tribunal Federal de tirar os empreiteiros do Petrolão da cadeia e
transferir para prisão domiciliar
não vai criar obstáculos ao ritmo dos processos da Lava Jato conduzidos
pelo juiz federal Sérgio Moro. Esta é a avaliação da força-tarefa responsável pelas
investigações. Pelo cronograma, a partir de junho começam a ser
expedidas as primeiras sentenças nas cinco ações penais que têm os
executivos como réus.
Esta semana a Justiça Federal em Curitiba dará início aos
interrogatórios dos 25 dirigentes e funcionários de seis empreiteiras -
Camargo Corrêa, Engevix, Galvão Engenharia, Mendes Júnior, OAS e UTC -
das 16 apontadas como integrantes de um cartel nos contratos da
Petrobrás dentro desse primeiro pacote de processos criminais.
Na opinião dos investigadores, os executivos das empreiteiras têm pouca
chance de escapar da condenação pelos crimes de corrupção ativa e
lavagem de dinheiro em primeira instância. Alguns respondem ainda por
formação de organização criminosa e por uso de documentos falsos.
As acusações tratam da corrupção e dos desvios comprovados pela
força-tarefa em contratos apenas da Diretoria de Abastecimento - que era
a cota do PP no esquema. Contra eles, foi reunida farta documentação de prova material e técnica,
como quebras de sigilos fiscal, bancário e telefônico, que somadas às
confissões de delatores e às provas produzidas pela própria Petrobrás -
dentro de suas apurações administrativas - servirão como base para o
julgamento de Moro.
O coordenador da força-tarefa, procurador Deltan Dallagnol, sustenta
que há “uma guerra contra a corrupção” em curso. “Esse é apenas um
pacote das várias denúncias que virão. Estamos em uma guerra contra a
impunidade e a corrupção.”
Os executivos e as empresas serão acusados formalmente ainda por
formação de cartel, fraudes em processo licitatório, itens ainda não
inclusos nesse primeiro pacote. “As empresas simulavam um ambiente de
competição, fraudavam esse ambiente e em reuniões secretas definiam quem
iria ganhar a licitação e quais empresas participavam de qual
licitação. Temos aí um ambiente fraudado com cartas marcadas”, afirma
Dallagnol.
A Petrobrás - tratada como vítima do esquema - reforçou os trabalhos de
investigação no mês passado, quando oficialmente passou a integrar o
polo ativo dos processos. Com isso, ela virou acusadora formal dos réus,
ao lado do Ministério Público Federal.
Por causa da corrupção, que desviou verba destinada ao atendimento medico e dentário do povo brasileiro fiquei assim.Tampouco sei ler e/ou escrever.Não recebo bolsa família porque não pude pagar pelos documentos.Não tenho emprego e vivo de biscates.Também não tenho futuro e meu presente é muito triste.E vocês querem que eu... perdoe???
A cara de pau do senhor Emílio Odebrecht (foto), presidente do Conselho
de Administração do Grupo Odebrecht, é do tamanho da corrupção que se
alastrou pela máquina pública brasileira e da qual as suas empresas são
as maiores beneficiárias. Ele publica um artigo na Folha de São Paulo, hoje, onde faz esta afirmação:
Não, não pensem que o cinismo acabou. Leiam mais isto:
O dono da Odebrecht quer enterrar o passado e o presente, como se fossem
canos de esgoto por onde corre a corrupção que as empreiteiras
instalaram no país, em conluio com a máquina petista que destruiu as
nossas estatais e a economia nacional.
Abandono, sujeira, doença, tristeza...E querem que os brasileiros ...perdoem? Esqueçam?
Meu presente é duro e não vejo como melhorá-lo.Os políticos que deveriam me representar tem triplex na praia mais badalada de São Paulo, aviões, mansões e sítios maravilhosos.Eu não tenho nada.Não sei como vou continuar vivendo nessas condições.Provavelmente não durarei muito. E vocês querem que eu.... perdoe?
Quer enterrar a investigação
sobre os empréstimos do BNDES recebidos com a interveniência de Lula,
acusado pelo MPF por tráfico de influência, justamente por favorecer o
Grupo Odebrecht em obras no exterior. É mais do que cara de pau. É
cinismo misturado com certeza de impunidade. Quer enterrar o passado e o
presente, senhor Odebrecht? Faça uma delação premiada com o Juiz Sergio
Moro.
(O Globo) A corrupção, a ineficiência e a queda no preço do barril do petróleo
fizeram a Petrobras liderar (e de longe) as perdas no ano passado em
relação às grandes petroleiras globais que repassam seus dados à
Securities and Exchange Commission (SEC), órgão que regula o mercado de
capitais dos Estados Unidos. Em 2014, a estatal contabilizou baixas
contábeis (chamadas no jargão financeiro de impairments) de R$
44,6 bilhões, mais que o dobro da segunda colocada, a britânica BP, com
“ajustes” de R$ 22,094 bilhões. A conclusão faz parte de um levantamento
feito pela consultoria Ernst & Young (EY) a pedido do GLOBO. Ao
todo, foram analisados os dados de seis empresas de óleo e gás com
atividades integradas de exploração e refino, conhecidas no setor como majors.
Na lista estão ainda a francesa Total e a anglo-holandesa
Royal Dutch Shell, com perdas de R$ 21,194 bilhões e R$ 18,548 bilhões,
respectivamente. Petrobras, Total e Shell têm volume de reservas provadas
similares, com 13,12 bilhões de barris de petróleo, 11,52 bilhões e 13 bihões,
respectivamente.As americanas Chevron e ExxonMobil optaram por não registrar
baixas em seus balanços no ano passado. As baixas contábeis ocorrem quando uma
empresa precisa ajustar o valor de seus ativos devido a fatores como mudança no
câmbio, na cotação do petróleo ou, no caso da Petrobras, a má gestão.
Amanhã, o PT, partidos dos
trambiques ou partido dos tesoureiros, leva ao ar o seu programa
eleitoral.
Às 20:30, antes do Jornal Nacional. Dilma se escondeu de novo
e não gravou participação.
No seu lugar vai Lula, investigado pelo MPF
por tráfico de influência para favorecer seus principais clientes: as
empreiteiras corruptas do Petrolão.
Todos os brasileiros estão
convidados a ir à janela com uma panela e fazer o mais simples: bater e
gritar "Fora, PT". Você está convidado. Ou melhor: convocado.
Organize o seu prédio. Convoque seguidores nas redes sociais. Curta e
compartilhe este convite.
Amanhã vamos fazer um panelaço inesquecível contra essa quadrilha que está acabando com o país.
(Estadão) Apesar da alta da taxa básica de juros Selic na semana
passada, para o mercado o ciclo de aperto monetário não está perto do
fim. O mercado financeiro elevou a previsão para a Selic no fim deste
ano para 13,50% ao ano, contra projeção anterior de 13,25% ao ano. Na
semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa
básica de juros de 12,75% ao ano para 13,25% ao ano.
Há um mês, a estimativa observada no Relatório de Mercado Focus,
divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira, 4, também era de que a
Selic encerrasse 2015 em 13,25% ao ano.
Para o fim de 2016, a mediana das projeções foi mantida em 11,50% ao
ano. Esta é a décima oitava semana consecutiva em que a taxa fica
estacionada neste patamar.
Inflação e PIB.
Pela terceira semana consecutiva, os analistas ouvidos pelo BC elevaram a
previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano. A
expectativa é que o índice oficial de inflação encerre 2015 em 8,26%,
contra 8,25% na semana anterior. Há um mês, essa projeção estava em
8,20%. O próprio Banco Central, responsável pela divulgação do Focus,
espera uma inflação de 7,9% este ano.
Quanto ao crescimento da economia, analistas projetam uma queda de 1,18%
do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015.
Na semana anterior, a retração esperada para este ano era de 1,10%.
A mediana das projeções para a queda na produção industrial este ano se manteve em 2,50%, na comparação com a semana passada.
Para 2016. Em relação ao próximo ano, a previsão para o IPCA foi mantida em 5,60%, mesmo número de quatro semanas atrás.
De acordo com o Relatório Trimestral de Inflação do BC divulgado em
abril, a taxa ficará em 4,9% pelo cenário de mercado - que considera
juros e dólar constantes - ou em 5,1%, levando-se em consideração as
estimativas da Focus imediatamente anterior ao documento.
Os economistas mantiveram em 1% a projeção para a queda do PIB em 2016
e, quanto à produção industrial, a previsão de um avanço de 1% também
permaneceu inalterada em relação à semana anterior.
Câmbio. As previsões para o comportamento do câmbio neste e no
próximo se mantiveram estáveis. A mediana das estimativas para o dólar
no encerramento de 2015 seguiu em R$ 3,20, mesmo valor da semana
passada. Já para 2016, a cotação final seguiu em R$ 3,30 há quatro
semanas.
Em
discurso para a CUT no ultimo dia 1º, Lula parece ter perdido o
controle e, aparentemente incomodado com a investigação aberta pelo MP
do DF contra sua pessoa por tráfico internacional de influência passou a
atacar, como sempre, a tal elite, que segundo ele tem medo de que ele
volte ao poder.
Lula
aproveitou para atacar a mídia, que vem divulgando informações que tem
mexido com os ânimos do ex-presidente. Afinal de contas fazer o povo
saber que ele está sendo alvo de investigação em possível ligação com
corrupção da Petrobras não é bom para sua popularidade, não é?
O
fato é recente, porém não atual, mas aconteceu a alguns meses e vale a
pena ser visto com atenção a entrevista do sequestrador sobre como
conseguiu informações da vítima para planejar e executar o crime.
Tudo
indica que o PSDB — ou senadores do PSDB, para ser mais preciso — estão
prestes a fazer uma grande besteira. E não seriam poucos os leitores
que ousariam dizer: “Mais uma!”.
A que me refiro? Tucanos do Senado
estão dispostos a referendar o nome de Luiz Edson Fachin, um homem com
ideias de extrema esquerda, para o Supremo Tribunal Federal.
Não sei
quantos podem fazê-lo por convicção, não sei quantos estariam apenas
sendo simpáticos ao senador paranaense Alvaro Dias, que decidiu adotar o
advogado nascido no Rio Grande do Sul e fez carreira no Paraná.
Ou por
outra: Dias vira cabo eleitoral de Fachin por razões meramente
bairristas, e seus colegas de partido o seguem por camaradagem. Ou por
outra ainda: a república dos compadres é mais importante que a República
Federativa do Brasil. Sendo assim, vamos ser diretos na pergunta: por
que o país precisa de tucanos se já tem os petistas?
A um partido
de oposição não basta apenas combater a corrupção. Isso é um imperativo
moral, que deveria independer da escolha política.
A um partido de
oposição não basta apenas apontar os erros do governo.
Isso é um
imperativo administrativo, que também deveria independer da escolha
política.
E essas duas coisas, como sabe o PT dos tempos em que estava
fora do poder, não bastam para conduzir uma legenda à vitória.
Um
partido só se organiza e se prepara para isso quando consegue construir,
consolidar ou capturar valores, tornando-os também seus.
A agremiação
tanto tem de estar atenta às novas demandas que vão surgindo nas ruas
como tem de ter a coragem de propor caminhos.
E, nisso, o PSDB sempre
falhou miseravelmente. Foi eleito duas vezes pelo Plano Real, não porque
tivesse plasmado uma mentalidade.
Ora, o PSDB
vociferar em plenário, em artigos de jornal e em ambientes estritos e
selecionados contra a corrupção é fácil. Só faltava fazer o contrário,
não é? Também não há moleza maior, hoje em dia, do que apontar as
incompetências de Dilma. Isso tudo é meramente reativo. Sim, é
necessário cumprir também esse papel, mas isso não basta. Uma agremiação
que pretenda desbancar outra não se afirma apenas negativamente. Também
tem de se expressar de forma positiva — de construir, em suma, valores.
E isso,
lamentavelmente, o PSDB ainda não percebeu. E é por isso, já adverti em
artigos, que pode ser tragado pelo rescaldo da crise que hoje engolfa o
PT. No fim das contas, há entre os dois uma espécie de pacto de
duelistas, não é? Seria conveniente perceber que parte considerável do
eleitorado já se cansou dessa guerra entre vermelho e azul, entre o Boi
Garantido e o Boi Caprichoso.
O PSDB tem
apenas uma alternativa decente no caso Fachin: votar contra a sua
indicação. E não apenas com o propósito de “reagir” a Dilma, mas de
AFIRMAR QUAIS SÃO OS VALORES DO PARTIDO. E, nesse ponto, pergunto: QUAIS
SÃO? ELES EXISTEM? Em seu editorial crítico a Fachin (ver nesta home), o
Estadão observa ser “natural que a visão de mundo de um magistrado,
necessariamente conformada por suas inclinações ideológicas, influa de
alguma forma em seu julgamento – e isso faz parte da condição humana,
constituindo, portanto, um elemento subjetivo inevitável (…)”. Pois é…
Mas, então,
vamos pensar. Se é natural que a visão de mundo interfira no juízo de um
magistrado, cumpre indagar: qual é a visão de mundo de Fachin?
Resposta: ele é um marxista empedernido, um adversário severo da
propriedade privada, um defensor do confisco de terras sem indenização,
um apologista da desapropriação de áreas produtivas, um defensor de
teses asquerosamente heterodoxas sobre direito de família, que avançam
na defesa da poligamia e da incorporação da figura do amante como parte
da estrutura familiar.
Reportagem
da Folha de domingo diz que as ideias “progressistas” de Fachin estão
criando dificuldades. O jornal emprega a palavra sem aspas, sem nada,
como um dado da realidade. Venham cá: quer dizer que os defensores da
propriedade privada, da legalidade e da família monogâmica são
“regressistas”? Quer dizer que o progresso está com a desapropriação de
terras produtivas? Com o confisco sem indenização de propriedades? A
Folha acha isso progressista só no campo ou defende o mesmo para as
cidades?
Que o PT se
alinhe com esse lixo ideológico, vá lá. Socialista, em sentido estrito, o
partido não é, mas tem muito claro que a destruição de valores
essenciais, que formam a sociedade brasileira, lhe é útil porque serve a
seu projeto autoritário. E o PSDB? Quer o quê?
Um leitor da Folha ficou zangado com a minha colunano
jornal de sexta-feira, que criticou duramente Fachin. Acusa-me
tolamente de não respeitar a democracia, como se eu tivesse a intenção
de proibir Fachin de pensar o que pensa. Eu não! Ele é livre para
defender o que bem entender. Eu exerço o meu direito de achar que ele
não pode levar suas ideias ao Supremo.
Os dez
senadores tucanos não podem, sozinhos, barrar a indicação feita por
Dilma. Mas quem disse que estão sós? A questão é saber se vão ter a
coragem de dizer “não” a Fachin e aos valores que representa, que
agridem o povo brasileiro e a Constituição, ou se vão se dedicar às
mesuras de praxe, que humilham a República.
Uma pergunta
a Aécio Neves (MG), Aloysio Nunes (SP), Antonio Anastasia (MG), Cássio
Cunha Lima (PB), Flexa Ribeiro (PA), José Serra (SP), Lúcia Vânia (GO),
Paulo Bauer (SC) e Tasso Jereissati (CE): vocês vão aderir ao voto do
compadrio ou vão escolher um caminho que reafirma valores que são do
povo brasileiro e da Constituição?
No primeiro caso, endossem o nome do
Fachin e evidenciem por que o PSDB, de fato, não está à altura de
representar os anseios de uma esmagadora maioria do povo brasileiro que
hoje cobra que um partido de oposição vá além da simples crítica aos
corruptos. No segundo caso, há a chance de vocês marcarem um encontro
com os eleitores.
Sei,
reitero, que os tucanos não são os únicos senadores da Casa, mas a sua
passividade no caso de Fachin é dessas coisas irritantes,
incompreensíveis, desastradas, que traem de forma aberta e escancarada o
voto de milhões de brasileiros.
E, notem, se há coisa de que os eleitores já estão com o saco cheio, fiquem atentos, senhores tucanos, é de traidores.