Esta postagem também foi publicada no blog “Mundo Analista“, bem neste link.

Olá, pessoal! Hoje vou ensinar-lhes como destruir em pedacinhos a educação de um país. Eis o passo a passo:
(1) Estimule o surgimento de famílias desestruturadas. Como fazer
isso? Há vários caminhos. Um deles é incentivar a promiscuidade. A
promiscuidade gera a objetificação das pessoas. Cada indivíduo começa a
enxergar o outro como apenas um meio de prazer próprio. Um meio
descartável. Assim um usa o outro e depois se descartam mutuamente como
um pedaço de papel de bala.
A promiscuidade também gera a banalização do sexo e das relações
humanas. Mas o principal: a promiscuidade aumenta o número de pais
egoístas, irresponsáveis e até mesmo de pais que não gostam do fato de
terem tido filhos. Aqui está o pulo do gato.
Quanto mais pais assim,
mais filhos problemáticos teremos. E quanto mais pais ruins e filhos
problemáticos tivermos, mais famílias desestruturadas teremos. Haverá
brigas, ódios, rancores, falta de limites, falta de respeito mútuo,
falta de valores morais e, claro, falta de educação. Quando esses filhos
entrarem na escola, já serão verdadeiras pestes. E quando se tornarem
pais, provavelmente serão péssimos pais também. Assim criamos um ciclo.
(2) Procure incentivar culturas, músicas e danças que ensinem as
pessoas a serem promíscuas, maldosas, egoístas, rancorosas, vingativas,
materialistas, desrespeitosas, viciadas em drogas, traficantes e etc. Se
as crianças tiverem acesso a isso, melhor ainda! Funk proibidão deve
tocar em festa de criança. Não intervenha nisso de forma alguma, mesmo
que esteja em lei.
A sociedade precisa aceitar a destruição da inocência
das crianças. Isso é ótimo para destruir a educação. Se possível até
estimule os pais a introduzirem seus filhos nessas coisas.
(3) Retire toda a autoridade do professor dentro e fora de sala de
aula. Como fazer? Use o discurso de que a educação deve ser menos
“repressora” e o aluno precisa ser mais livre. Limites apenas
traumatizam crianças e adolescentes. Elas precisam ser donas de si
mesmas e escolher o que querem fazer. Não se preocupe se você não
acredita nessa baboseira.
Finja que acredite. Você contará com o apoio
de uma horda de psicólogos, psiquiatras, antropólogos e sociólogos que o
ajudarão a implementar isso. E com esta medida você deixará o professor
refém dos alunos.
Os alunos o verão como um “bundão” que não tem
autoridade para nada e passarão a aula inteira conversando, quebrando
cadeira, afrontando o professor, brigando com o colega e etc.
(4) Lembre-se que quando tiramos a autoridade do professor e não
damos limites aos alunos, a tendência é que os bons alunos se tornem
desestimulados. Afinal, os maus alunos irão atrapalhá-los a estudar. E
todas as besteiras que fizerem serão aceitas.
Assim, o bom aluno não
verá diferença alguma entre ser estudioso e respeitoso, ou desleixado e
abusado. Faça de tudo para manter esse quadro! Os bons alunos precisam
ser os mais desestimulados possíveis para que seu número diminua.
(5) Infelizmente, você não conseguirá transformar todos os bons
alunos em maus. Paciência! Não se desespere! Eles são um perigo sim,
pois provavelmente irão para faculdade e lá influenciarão muita gente.
Mas há como contê-los. Sabe como?
Doutrinando-os desde os ensinos
fundamental e médio a acreditarem que todos os problemas sociais devem
ser resolvidos com a ação do Estado. Ele precisa aprender que quanto
maior a ação do Estado, melhor. Se há algum problema, o Estado deve ser
mais presente.
Uma das formas de levá-lo a pensar dessa forma é criando
um material didático que apresente o capitalismo como algo ruim e o
marxismo como algo bom. Também é importante que os livros de história
falem de Jean-Jacques Rousseau e Karl Marx, mas nunca de Ludwig von
Mises, Friedrich Hayek e Eugen von Bonh-Bayerk, Erik Voegelin (que
refutaram Rousseau, Marx e outros revolucionários).
Não os deixe saber
da existência desses homens! No máximo fale de Adam Smith, mas deixe
claro que o liberalismo econômico é algo que não deu certo, que só causa
pobreza e desgraça e que todo mundo hoje em dia sabe disso. E faça-o
pensar que só quem defende o liberalismo econômico e o capitalismo são
os grandes empresários, que querem massacrar os trabalhadores.
Fazendo isso, esses bons alunos entrarão na faculdade já com uma
mentalidade pró-intervenção estatal. Lá suas cabeças serão totalmente
moldadas pelos professores marxistas que lá existe. Ah, isso é
importante! Tire a autoridade de professores de ensino fundamental e
médio, mas não a dos professores universitários.
Por que? Porque o
objetivo é formar pessoas burras e ignorantes no fundamental e médio.
A
universidade é para pegar os inteligentes que escaparam para
transformá-los em pessoas que vão lutar pela manutenção de um Estado
gigante e poderoso. Eles se tornarão professores no futuro e poderão dar
continuidade à obra de doutrinação ideológica nas faculdades.
6) Tire autoridade dos bons pais. Um grande problema para você pode
ser os bons pais. Eles ensinarão tão bem os seus filhos que os mesmos
crescerão com valores morais, cívicos e religiosos, além de muito
inteligentes.
Isso os impedirá de aceitar qualquer tolice que você
tentar ensinar. E isso coloca em risco o seu poder. Por isso, você
precisa ser estratégico. Sabe a ideia de dar liberdade às crianças e
adolescentes nas escolas? Comece a trabalhar nisso no âmbito caseiro.
Crie gradualmente uma cultura que puna os pais que educam bem aos seus
filhos. Você deve atacar tanto o conteúdo do que eles ensinam aos seus
filhos como a forma como eles passam esse conteúdo.
Use rótulos. Chame o
conteúdo e a forma deles de ensinar de retrógrada, fascista,
repressora, inadequada, ultrapassada, traumatizante, ditatorial,
fanática, exploradora e etc.
Lembre-se: o Estado precisa se intrometer
na educação que o cidadão dá ao seu filho. Faça os cidadãos entenderem,
aliás, que eles não devem e não podem fazer nada sozinhos. O Estado é a
única autoridade competente para dizer como os pais devem educar aos
seus filhos.
7) Centralize o poder das escolas nas mãos do governo. Não deixe que
cada unidade escolar tenha autonomia. Nada disso! Quem manda na escola
não são os professores e quem está de frente com os desafios diários.
Quem manda são burocratas que nunca entraram numa sala de aula e ficam
atrás de um gabinete o dia inteiro dando canetadas.
8) Jamais isole adolescentes criminosos da sociedade. Eles precisam
ser “reeducados”. kkkkkkkkkkkkkk. Desculpa, não me contive. Mas eles
precisam ser reeducados, da mesma forma como foram educados na escola…
kkkkkkkkkkkkk. Sim, é muito efetivo. Com isso, você vai gerar nos
adolescentes a impressão de que vale mais à pena cometer crimes do que
estudar. O que é verdade. :D
9) Desestimule valores morais e religião. Tudo o que servir de freios
para as pessoas, desestimule. Crie militâncias nas faculdades contra
qualquer ideia conservadora que venha impedir as pessoas de darem vazão
aos seus desejos mais sórdidos.
10) Sempre, eu disse, sempre se lembre de fixar na mente das pessoas
que a culpa da educação estar ruim é do capitalismo, do conservadorismo,
da religião. Use e abuse da palavra capitalismo. Ela se tornou uma
palavra tão elástica, que é possível você colocar qualquer mal na conta
do capitalismo e depois relacionar capitalismo com qualquer coisa que
você não goste. Fascismo também.
11) Estimule crianças e adolescentes a fazerem muito sexo, desde bem
pequenas. Faça elas pensarem nisso mesmo que não saibam nem fazer conta
de dividir. Distribua camisinhas, incentive novelas e filmes em que
crianças e adolescentes tenham diálogos sobre sexo e a necessidade
perderem logo a virgindade (“com responsabilidade”, usando camisinha.
kkkkk).
12) Você sabe que a coisa mais importante para uma pessoa é
desenvolver apreço pela leitura, saber expressar suas ideias por escrito
e saber fazer contas básicas. Quem domina bem isso, consegue ir bem em
qualquer coisa quando se esforça.
Então, faça de tudo para não debater à
fundo essas questões. A escola não pode criar nenhum projeto efetivo
que leve os alunos a desenvolverem bem essas habilidades.
13) Sempre alguém pode perceber sua estratégia para manter a educação
ruim. Para evitar isso, mostre que você se importa sim. Como? Primeiro,
sempre diga: “Vamos investir mais em educação”. E invista mesmo!
Quanto mais dinheiro você destinar para a educação, melhor.
É mais
dinheiro para você poder desviar. E é mais número para você comparar com
o governo anterior: “Viu? Meu governo investiu mais que o anterior”. As
pessoas caem nisso. É moleza. Segundo, crie sempre “novos” modelos de
educação. Nunca modelos efetivos, claro!
Mas invente algo, consiga apoio
de psicólogos, psiquiatras, pedagogos e antropólogos imbecis por aí e
ponha em prática. Quando as pessoas perceberem que não deu certo, bote a
culpa nos resquícios de educação repressora herdados pela ditadura,
pelo neoliberalismo, pelo imperialismo americano, pelo capitalismo
malvadão, pelo fascismo, pelo nazismo, pelo cristianismo e etc.
Crie políticas afirmativas. Use e abuse delas. Cotas são uma
ótima maneira de fazer as pessoas acreditarem que você está fazendo algo
pela educação sem que você faça nada. Você não resolve o problema e
fica todo mundo feliz com você.
14) Embora seu objetivo seja formar o máximo possível de burros, você
precisa colocar pelo menos uma coisa na cabeça de todos esses burros:
eles precisam do Estado. Mesmo que eles não entendam nada de política e
não saibam quem foi Karl Marx, eles precisam ter isso em mente: se há um
problema, é a presença do governo que irá resolver.
15) Não deixe ninguém perceber que os dois problemas principais da
educação não estão sendo atacados por ninguém: a crise administrativa e a
crise pedagógica. A crise administrativa diz respeito ao fato de que a
sociedade não tem controle de quanto dinheiro o Estado gasta com cada
escola em especifico. Ninguém tem acesso às contas da escola. A crise
pedagógica diz respeito ao fato de que o professor hoje foi transformado
em um “bundão” dentro e fora de sala.
Não deixe ninguém perceber isso,
pois é precisamente por causa da manutenção desses problemas que você
está hoje no poder.
Que benefícios esse passo a passo gera?
Milhares!
As crianças e os adolescentes se tornarão cada vez mais idiotas,
burras, ignorantes, maliciosas, violentas, promíscuas e sem interesse em
estudar. Os professores não poderão ensinar. A maioria dos pais não vai
querer dar educação aos filhos. A minoria que quiser dar educação será
reprimida pelo governo e pela própria sociedade. Assim, a educação vai
para o ralo. E a educação indo para o ralo, faz com que o povo não tenha
capacidade de mudar seus políticos e ache que a resolução de tudo está
em dar mais poder para o Estado.
Em outras palavras, isso faz com que o
seu poder seja garantido por décadas e o seu partido ou posicionamento
ideológico ganhe hegemonia. Seguindo esse passo a passo, você será um
político de esquerda muito próspero e feliz. É isso!
Na próxima aula, ensinarei dicas de como manter a segurança um caos e os benefícios disso.Abraços.