segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Precisamos manter a vegetação nativa do Cerrado


WWF

Precisamos manter a vegetação nativa do Cerrado



11 Setembro 2018   |   0 Comments
Por Letícia Campos com colaboração de Maria Fernanda Lino

O bioma é fundamental para a sobrevivência de milhares de animais e plantas, e a nossa própria vida


Berço de três bacias hidrográficas que abastecem de água praticamente todo o país, a maior savana da América do Sul cobre 25% do território brasileiro e abriga 30% da biodiversidade brasileira, mas vem sofrendo com a perda de sua vegetação nativa. Nos últimos dez anos, o Cerrado obteve as maiores taxas de desmatamento do País. A cada minuto é desmatada uma área equivalente a quase dois campos de futebol (7.408 km²/ano, Prodes Cerrado, 2017). Apesar de vários alertas, esse cenário demorou a ser visto como um problema.

O desmatamento ganhou escala na década de 1970, quando a ocupação da região passou a ser incentivada pelo governo e com o desenvolvimento de tecnologias adaptadas ao contexto do Cerrado. Com muitas áreas planas, estrategicamente localizadas no coração do país e vendidas a preços atrativos, o bioma foi sendo visto como ideal para a expansão da agropecuária, rumo ao norte-nordeste do país.

O avanço sob a vegetação natural, sobretudo da pecuária e da soja, movido pela demanda crescente dessas commodities e pelas oportunidades de ganhos futuros da especulação imobiliária, continua, principalmente, no Mato Grosso e na região denominada MATOPIBA, na confluência dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

A região de MATOPIBA viu aproximadamente 2,08 milhões de hectares de Cerrado desaparecer e dar lugar à soja que obteve um crescimento de 253% entre 2000 e 2014 nesses estados, segundo o relatório “A expansão da soja no Cerrado - Caminhos para a ocupação territorial, uso do solo e produção sustentável” da Agroicone/INPUT, publicado em 2016. O documento aponta que a maior parte dessa expansão ocorreu sobre vegetação nativa, contrário do restante do Cerrado onde a maior parte da expansão ocorreu em áreas já abertas anteriormente.

Patrimônio dos brasileiros

Não faltam elementos para reconhecer a importância e a urgência de proteger o Cerrado, por outro lado, ele está em desvantagem. Sem o título de Patrimônio Nacional pela Constituição Federal, como já obtido por outros biomas do Brasil, as políticas de conservação do Cerrado são menos protetivas, permitindo que uma grande parte da vegetação remanescente ainda possa ser desmatada.

A vegetação do Cerrado é diversificada e marcada por diferentes estruturas de vegetação, como os campos naturais, formações arbustivas e com regiões de mata fechada. Por não ser composto apenas por sistemas florestais, a importância ambiental do bioma é muitas vezes negligenciada. Apesar de termos legislações de proteção de florestas desde o início do século passado, foi a partir do Código Florestal de 1965 que o termo ‘vegetação natural’ passou a ser usado. E, ainda, no novo Código Florestal, aprovado em 2012, o Cerrado continua menos protegido que outros biomas. Esta lei exige uma área de 20% a 35% de área nativa em propriedades rurais do Cerrado, enquanto a regra é de 80% para o bioma Amazônico.

Recente pesquisa do IBOPE Inteligência encomendada e divulgada pelo WWF-Brasil sobre o que o brasileiro pensa sobre as áreas protegidas e o meio ambiente mostra que, em 2018, o desmatamento e a poluição das águas continuam sendo vistos como as principais ameaças ao meio ambiente, com 27% e 26% de menções, respectivamente. Segundo a pesquisa, nove entre dez brasileiros acreditam que a natureza não está sendo protegida de forma adequada, com 91% dos entrevistados demonstrando essa percepção.

Soluções

Parte do sucesso na diminuição do desmatamento da Amazônia aconteceu graças ao sistema de monitoramento oficial do desmatamento por satélite. E a boa notícia é que em junho deste ano, o Ministério do Meio Ambiente e o Ministério da Ciência e Tecnologia/INPE lançaram uma ferramenta similar – o Prodes Cerrado. O bioma passa a ser acompanhado periodicamente, com divulgação oficial de dados do desmatamento anual.

O coordenador do programa de Agricultura e Alimentos do WWF-Brasil, Edegar Rosa, lembra que no caso da Amazônia, os dados oficiais viabilizaram que diversas organizações da sociedade civil e de empresas ligadas à produção agropecuária implantassem compromissos de não desmatamento, como o Compromisso Público da Pecuária e a Moratória de Soja. Ele defende os dados oficiais, agora disponíveis para o Cerrado, são essenciais para repensar o modelo de desenvolvimento para o Cerrado e frear o desmatamento. E há caminhos para isso.

Rosa acredita que um desses caminhos está nas mãos do mercado e a mensagem é clara: “é preciso que as empresas cujas matérias-primas vem de biomas ameaçados como o Cerrado, assim como os investidores que atuam nesses setores, adotem políticas e compromissos eficazes para eliminar o desmatamento e desvincular suas cadeias produtivas de áreas recentemente desmatadas”.

Edegar Rosa lembra, ainda, que todas as informações disponíveis hoje comprovam que podemos atender a demanda crescente por commodities (em especial carne e soja, que usam a maior área do bioma para produção) sem converter novas áreas de vegetação nativa.

“Temos um estoque de áreas de pastagens degradadas no bioma que precisam ser melhor utilizadas. Estas áreas subutilizadas, perdendo solo, contaminando rios e emitindo mais gases do efeito estufa precisam ser reabilitadas para a produção, e não seguir convertendo novas áreas desnecessariamente”, declara. “É fundamental ampliar políticas públicas como o Programa ABC (Agricultura de Baixo Carbono) e desenvolver outros incentivos para que os produtores melhorem o uso das áreas já abertas. Não precisamos de mais desmatamento para atender a demanda crescente de produção esperada da agricultura brasileira”.

Por isso, o WWF-Brasil dialoga com a sociedade, o governo e o setor privado de maneira a engajá-los no Pacto pelo desmatamento zero do Cerrado.

“O que desejo para esse 11 de setembro, Dia do Cerrado, é um compromisso claro entre todos os atores das cadeias de produção e consumo que impactam o bioma, principalmente da soja e da carne. A expansão agropecuária no Cerrado não pode continuar acontecendo a partir da destruição de ecossistemas naturais. A savana mais biodiversa do planeta, motor de um dos pilares da economia do Brasil, tem que sair da invisibilidade. Ainda há tempo de salvar o Cerrado, mas precisamos agir agora”, finaliza Edegar Rosa.

Líderes agrícolas anunciam compromissos para combater a mudança climática-Manifesto do Cerrado

WWFLíderes agrícolas anunciam compromissos para combater a mudança climática



14 Setembro 2018   |   0 Comments
São Francisco, CA - Durante uma sessão oficial da Cúpula Global de Ação Climática (GCAS) nesta sexta-feria, 14 de setembro, foram anunciados 17 compromissos para melhorar a gestão do território, com o objetivo de manter as metas do Acordo de Paris sob nosso alcance.

Os anúncios estão relacionados ao Desafio Floresta, Alimentação e Terra 30x30 (que pede ações para melhorar a produção e o consumo de alimentos, melhor conservar florestas e habitats e usar o solo de forma mais eficiente e sustentável para fornecer até 30% das soluções climáticas necessárias até 2030) e foram feitos por fazendeiros, pequenos produtores, engenheiros florestais, chefes de cozinha, povos indígenas, líderes empresariais e autoridades eleitas.

Juntos, eles representam mais um passo rumo aos compromissos relacionados à terra e devem inspirar maior ambição globalmente.

"Os compromissos de hoje são boas notícias para o nosso planeta", afirmou Manuel Pulgar-Vidal, líder global do WWF para Clima e Energia.

“Agricultura, silvicultura e outros usos da terra contribuem com mais emissões de gases do efeito estufa do que todos os carros, caminhões, aviões e navios no mundo, mas as soluções de mudanças climáticas orientadas para a terra recebem apenas 3% do financiamento climático. Hoje, nos comprometemos a tomar as medidas necessárias para preencher essa lacuna. Com a próxima rodada de negociações climáticas da ONU acontecendo em breve, os países devem avançar mais nessas conversas para estabelecer metas baseadas na ciência e desenvolver soluções com base na terra que ajudarão a mitigar os piores efeitos da mudança climática”, comentou Pulgar-Vidal.

A seguir, uma amostra dos anúncios de gestão de território feitos no GCAS, incluindo alguns relacionadas ao Brasil:

Campeões do Desafio 30x30
Por meio do Desafio Florestas, Alimentos e Terra, mais de 100 ONGs, empresas, governos estaduais e municipais e comunidades indígenas e locais se uniram para criar uma plataforma nova e mais unificada de ação sobre a terra e o clima. Juntos, eles definirão uma agenda comum de floresta, alimentos e terra a fim de elevar a ambição de ação climática baseada na terra entre todos os atores até 2020. Para solidificar e operacionalizar ainda mais essa agenda e assegurar um propósito comum contínuo além do GCAS, a coalizão anunciou formação de um Grupo de Líderes para servir como catalisadores da conquista do Desafio 30x30 no futuro. Esse grupo de visionários representará a amplitude do setor da terra - tanto em termos de suas áreas temáticas centrais quanto de grupos de atores-chave - e, por meio de suas vozes influentes, eles devem continuar a ampliar o alcance do desafio. Juntos, esse grupo definirá, priorizará e elevará oportunidades, resultados e marcos claros para impulsionar a ambição.

Cadeias de suprimentos e governança transparentes
Manifesto do Cerrado

Investidores com US $ 5,6 trilhões em ativos juntaram-se a uma coalizão de apoio à conservação do Cerrado brasileiro, a savana mais biodiversa do mundo. Representando mais de 100 empresas de alimentos e financeiras, a coalizão é hoje o maior grupo empresarial focado na proteção do Cerrado, que perdeu cerca de metade de suas florestas nativas e pastagens, principalmente para a produção de gado e soja. Organizado pela FAIRR, os investidores que se juntam à coalizão incluem APG, Legal and General Investment Management e Green Century Capital Management.

Abordagens Jurisdicionais para Cadeias de Suprimento
O Walmart anunciou o desenvolvimento de uma plataforma que facilitará seus fornecedores a se engajar em abordagens jurisdicionais como parte de seu trabalho sobre florestas, apoiando sua Meta Baseada na Ciência para o clima de Alcance 3. Essa plataforma será desenvolvida em colaboração com as quatro ONGs que as assessoram em abordagens jurisdicionais (WWF, CI, TNC e EDF) - que priorizarão jurisdições de alto risco e ajudarão a identificar esforços legítimos nessa área. Como exemplo de como a plataforma funcionará, a Unilever - parceira principal e fornecedora do Walmart - está se comprometendo a apoiar a certificação de agricultores em 60 mil hectares, bem como a restauração nas bacias dos rios Sugut, Kinabatangan e Tawau em Sabah, na Malásia, para aumentar o abastecimento em uma área que eles possam garantir que não está causando desmatamento. Este trabalho de restauração complementará o trabalho da iniciativa jurisdicional mais ampla na região, trabalhando com produtores de óleo de palma e celulose e proteção florestal - avançando tanto o desmatamento quanto os objetivos climáticos. O exemplo de Sabah é apenas o início de um maior envolvimento nas principais jurisdições florestais que estão comprometidas em se tornar livres de desmatamento sob a Declaração de Nova York sobre Florestas.

Iniciativa Pró-Amazônia
O Comitê Interinstitucional do Equador sobre o Óleo de Palma Sustentável busca equilibrar o crescimento econômico, a produtividade e a conservação e preservação das florestas. Para isso, o Comitê trabalhará buscando aumentar a produção de óleo de palma nas áreas de cultivo existentes, implementando práticas agrícolas sustentáveis ​​baseadas na legislação nacional e nos padrões internacionais, incluindo a Mesa Redonda para o Óleo de Palma Sustentável (RSPO); diminuindo assim a pressão sobre as florestas remanescentes no país e fortalecendo as capacidades dos pequenos produtores no manejo sustentável. Essas ações combinadas contribuirão para o avanço do Equador no combate ao desmatamento, utilizando uma abordagem setorial jurisdicional, com a visão de reduzir e eliminar o desmatamento da produção de óleo de palma na Amazônia até 2025, bem como atingir o desmatamento zero do setor até 2030, em todo o país.

Fundo de Jornalismo da Floresta Tropical
O Centro Pulitzer de Relatórios de Crise anunciou a criação do Fundo de Jornalismo da Floresta Tropical, apoiado por uma doação de 5,5 milhões de dólares por cinco anos da Iniciativa Clima e Floresta Internacional da Noruega. Esta iniciativa procurará aumentar a quantidade e a qualidade dos relatórios sobre florestas tropicais, financiando cerca de 200 projetos de relatórios originais, juntamente com conferências regionais anuais destinadas a elevar o nível de relatórios sobre questões da floresta tropical global, como o desmatamento, seus impulsionadores e seus efeitos sobre as mudanças climáticas. O Fundo também fornecerá treinamento em ambiente hostil e primeiros socorros para 75 jornalistas que operam em regiões de floresta tropical durante o curso da concessão. O Pulitzer Center irá cooperar estreitamente com a Amazônia, a África Central e o Sudeste Asiático. Uma ênfase será dada ao apoio ao trabalho de jornalistas de dentro de cada

Financiamento e Tecnologia
Compromisso financeiro da Global Environment Facility (GEF)

O GEF anunciou meio bilhão de dólares para um novo Programa de Alimentos, Uso da Terra e Impacto da Restauração do GEF. Trabalhando com governos, o setor privado e outros parceiros, essa nova iniciativa criará múltiplos benefícios, inclusive para a mitigação climática. O programa é projetado em uma interseção das abordagens da paisagem e da cadeia de valor e é construído como parte de uma iniciativa com várias partes interessadas.

Sistemas Alimentares Saudáveis ​​e Responsáveis
Cool Food Pledge

O Cool Food Pledge é uma nova plataforma global para ajudar empresas, universidades, hospitais e cidades a oferecer alimentos atraentes e saudáveis, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa (GEE) em 25% até 2030. O compromisso ajudará os signatários a acompanhar o impacto climático dos alimentos que servem, desenvolver planos para vender pratos deliciosos com pegadas climáticas menores e promover suas conquistas como líderes em um movimento crescente. No GCAS, um grupo de fornecedores de alimentos que atende mais de 60 milhões de refeições anualmente anunciou seu compromisso com o Cool Food Pledge. O Compromisso é uma iniciativa do Instituto de Recursos Mundiais, ONU, Aliança de Cidades Neutras de Carbono, Saúde Sem Dano, Prática de Greenhealth e Climate Focus e tem o prazer de ter a Sodexo como apoiadora, ajudando a promover as atividades do Compromisso com as empresas de refeições que atende.

FoodShot Global
Um consórcio de treze líderes globais em alimentação, incluindo fundos de risco, bancos, corporações, fundações, ONGs e universidades, comprometeu-se a investir e acelerar avanços científicos e tecnológicos que melhorarão a saúde do solo em grande escala. Um sistema operacional saudável do solo levará a alimentos mais nutritivos, redução de insumos agroquímicos, maior rendimento, maiores lucros dos agricultores e ecossistemas terrestres e aquáticos mais saudáveis. Ao armazenar carbono, o solo também é uma ferramenta fundamental no combate à mudança climática. O solo saudável define a estrutura de um sistema alimentar capaz de produzir de forma sustentável alimentos saudáveis ​​e densos em nutrientes, acessíveis a todos. O Desafio inaugural da FoodShot Global, Innovating Soil 3.0, concederá até US $ 10 milhões em títulos e até US $ 20 milhões em financiamento para negócios inovadores, enquanto US $ 500.000 em capital filantrópico serão concedidos a pesquisadores, empreendedores sociais e defensores.

Pacific Coast Collaborative
A Pacific Coast Collaborative (PCC), representando os estados americanos da Califórnia, Oregon, Washington e da província canadense de British Columbia, foi formada em 2008 quando os líderes dos estados e províncias concordaram em trabalhar juntos nas áreas de energia, clima e saúde oceânica e outras questões, como uma região. A PCC também está colaborando com as principais cidades ao longo da Costa Oeste para reduzir as emissões de carbono e alinhar a eficiência dos setores de construção, transporte, energia renovável e sistemas de resíduos orgânicos. Juntos, estamos construindo uma economia próspera e inovadora que combate a mudança climática e beneficia todos os residentes, investindo em energia limpa, eficiência energética e redução da poluição de carbono. O PCC representa a quinta maior economia do mundo, uma região de 55 milhões de pessoas com um PIB combinado de US $ 3 trilhões de dólares. O progresso deles é detalhado no Boletim deste ano.

Restauração, Conservação e Resiliência
Cities 4 Forests

A iniciativa “Cities 4 Florests” visa catalisar um movimento que constrói apoio político, social e econômico entre os governos municipais e seus cidadãos para alcançar a conservação, a restauração e o manejo sustentável das florestas. Trabalhando com prefeituras, a Cities 4 Forests é uma coalizão voluntária que envolve prefeitos (e seus escritórios) de todo o mundo (de regiões desenvolvidas, de renda média e em desenvolvimento), bem como grupos da sociedade civil, universidades, empresas, serviços públicos e instituições especializadas em florestas, comunicações e políticas. Ela oferece às cidades influentes três níveis para engajar suas florestas mais importantes: as florestas internas (árvores das cidades), florestas próximas e florestas distantes. As 45 cidades aderiram à Cities 4 Forests e o governo da Noruega prometeu US $ 5 milhões nos próximos cinco anos.
Subsídios para Grupos de Trabalho dos Governadores para Clima e Floresta (GCF).

A Força-Tarefa do GCF, que inclui nove governadores do Brasil, Indonésia e Estados Unidos, anunciou a primeira rodada de beneficiários subnacionais de doações do Fundo GCF de US $ 25 milhões com ênfase nos compromissos que os estados estão assumindo para receber esses fundos. A Força-Tarefa do GCF está liderando esforços subnacionais para construir programas jurisdicionais robustos e eficazes para proteger e restaurar florestas e melhorar os meios de subsistência rurais. Os Governadores do GCF estão trabalhando na implementação de planos de uso de terra de baixo carbono e sustentável no nível jurisdicional, contribuindo para os esforços globais de redução de emissões por desmatamento e degradação florestal. Um exemplo é através do Acordo de Sustentabilidade 2018 para a Península de Yucatan no México, parcerias público-privadas para restaurar e proteger paisagens degradadas e sub-gerenciadas na realização de iniciativas de cadeia de fornecimento sustentável, incluindo esforços para envolver povos indígenas e comunidades locais na gestão sustentável da paisagem.

Princípios Indígenas - Força-Tarefa Climática e Florestal dos Governadores
A Força-Tarefa do GCF divulgou “Princípios Orientadores para a Colaboração e Parceria Entre Governos Subnacionais, Povos Indígenas e Comunidades Locais”. Como resultado de vários anos de trabalho, esses Princípios demonstrarão os compromissos dos governos subnacionais de trabalhar em parceria com povos indígenas e comunidades locais. Estes Princípios fornecem orientação sobre os termos de compromisso acordados e servem como ponto de partida para esta colaboração.

Iniciativa de Terras Naturais e de Trabalho da Aliança Climática dos EUA
Os membros da aliança estão se comprometendo a trabalhar no sentido de ter terras naturais que sirvam como sumidouros de carbono. Este trabalho utilizará as emissões de inventário do uso e gerenciamento da terra, instituirá as melhores práticas para aumentar o sequestro, identificar os caminhos da política e definir metas potenciais de sequestro de carbono. Incluído neste compromisso está um sequestro de carbono integrado à política e um modelo de redução de GEE desenvolvido por várias ONGs parceiras em colaboração com a Aliança Climática. Este será o primeiro de seu tipo de ligação direta entre essa modelagem e os compromissos com as metas de sequestro de carbono, e a primeira proposta de estrutura política para o sequestro de carbono e reduções de GEE de uso e manejo da terra para os Estados dos EUA.

Quanto Vale o Verde: A Importância Econômica das Unidades de Conservação Brasileiras

WWF Quanto Vale o Verde: A Importância Econômica das Unidades de Conservação Brasileiras



03 Agosto 2018   |    
 
A publicação traz resultados de estudo sobre a contribuição que a proteção das áreas verdes pode trazer para a economia nacional a partir dos benefícios dos bens e serviços oferecidos efetiva ou potencialmente pelas UCs brasileiras, considerando todas as regiões e biomas, no período entre 2006 e 2016. Entre eles estão os produtos florestais, o uso público das áreas protegidas, o estoque de carbono, a produção de água, proteção dos solos e a geração de receita tributária para municípios.

Coordenado pela Conservação Internacional (CI-Brasil) em parceria com as Universidades Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), o livro foi financiado pelas organizações ambientais: CI-Brasil, FUNBIO, Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, Fundação SOS Mata Atlântica, Instituto Semeia e WWF-Brasil. A publicação também é apoiada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora).

Meio Ambiente volta à pauta do STF


Meio Ambiente volta à pauta do STF



17 Setembro 2018   |   0 Comments
 
 
Por Rafael Giovanelli e Warner Filho
 
Neste mês de setembro, o Supremo Tribunal Federal (STF) poderá definir importantes marcos para a política ambiental brasileira. Provocado por quatro ações diretas de inconstitucionalidade (ADIs), a Corte decidirá o futuro de unidades de conservação, do licenciamento ambiental, das áreas de preservação permanente e da dispersão química para controle sanitário.
 
Na próxima quarta (19/9), o plenário do STF deve iniciar o julgamento de três ações da Procuradoria-Geral da República (PGR). A ADI 5475, ajuizada em 2016, visa à declaração de inconstitucionalidade de Lei Complementar do Estado do Amapá, que afastou a exigência de Estudo Prévio de Impacto Ambiental e estabeleceu uma licença ambiental única para a implantação e desenvolvimento de atividades agrossilvopastoris.

De acordo com a PGR, como a Constituição Federal exige estudo ambiental para atividades com potencial de impacto e como a legislação federal exige a obtenção de licença prévia, licença de instalação e licença de operação, a lei amapaense não poderia ter simplificado o licenciamento ambiental do agronegócio.
A Advocacia-Geral da União manifestou-se favoravelmente ao pedido da PGR. A relatora do caso é a ministra Cármen Lúcia.

Também está na pauta da próxima quarta a ADI 4998, ajuizada em 2013, que visa à declaração de inconstitucionalidade de lei do estado do Tocantins que autoriza supressão de vegetação em área de preservação permanente (APPs) para pequenas construções. Para a PGR, a legislação estadual flexibiliza a regra estabelecida pelo Código Florestal (lei federal), diminuindo a proteção ao meio ambiente, o que seria vedado pela Constituição. A Advocacia-Geral da União manifestou-se contrariamente ao pedido da PGR. O relator do caso é o ministro Alexandre de Moraes.
 
Outra ação da área ambiental do dia é a ADI 5592, ajuizada em 2016. Trata da dispersão de substâncias químicas por aeronaves para a contenção das doenças causadas mosquito aedes aegypti. Segundo a PGR, “a pulverização aérea de produtos químicos, além de não contribuir de maneira eficaz para combater o aedes aegypti, provoca importantes malefícios à saúde humana", além de estudos indicarem a "ineficácia e periculosidade da dispersão de produtos químicos por aeronaves". A medida atentaria contra a saúde pública e o meio ambiente ecologicamente equilibrado. A Advocacia-Geral da União manifestou-se contrariamente ao pedido da PGR. A relatora do caso é a ministra Cármen Lúcia.
 
No dia 27, o plenário do STF deve iniciar o julgamento da ADI 3646. Essa ação, ajuizada em 2005 pelo então governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira (falecido em 2015), tem um duplo objetivo: invalidar os Decretos que criaram o Parque Nacional das Araucárias e o Parque Nacional da Serra do Itajaí; e declarar inconstitucional o artigo 22 da Lei 9.985/2005, que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação – SNUC.

Com a pretensa inconstitucionalidade desse artigo, os poderes executivos estaduais e federal ficariam impossibilitados de ampliar os limites de unidades de conservação já criadas, bem como de transformar unidades de uso sustentável em de proteção integral. A Procuradoria-Geral da República e a Advocacia-Geral da União se manifestaram contrariamente aos pedidos do ex-governador. O relator é o ministro Dias Toffoli.

De acordo com Michel Santos, coordenador de políticas públicas do WWF-Brasil, as decisões tomadas pelo STF poderão influenciar positivamente os debates que vêm sendo travados no Congresso Nacional, representando um freio para iniciativas de desmantelo do atual arcabouço jurídico de conservação ambiental e desenvolvimento sustentável. “Os temas que serão objeto de julgamento pelo Supremo Tribunal Federal são constantemente debatidos, tanto na Câmara, quanto no Senado. Infelizmente, existe um forte movimento parlamentar para fragilizar o licenciamento ambiental, enfraquecer o SNUC, flexibilizar o Código Florestal, liberar agrotóxicos que foram banidos em outras partes do mundo. As decisões do STF podem apontar um norte para os debates legislativos, indicando que nem todos os desejos de certos setores do mercado são compatíveis com a Constituição”, disse.

5 bichos fofos ameaçados de extinção que você deveria conhecer

5 bichos fofos ameaçados de extinção que você deveria conhecer

16/09/2018 - 11H09/ atualizado 11H0909 / por Redação Galileu
Puffin (Foto: Wikimedia Commons)
Os puffins, também conhecidos como papagaios-do-mar ou fradinhos, estão desaparecendo. Desde os anos 2000, os pássaros que vivem no Atlântico Norte, principalmente na Islândia, têm sentido as consequências da caça, das mudanças climáticas e da poluição.
Em 2015, passaram a ser listados como vulneráveis pela União Internacional de Conservação da Natureza, o que significa que apresentam alto risco de extinção. Só na Islândia, a população caiu de cerca de 7 milhões para 5,4 milhões. Saiba mais sobre os puffins e outros animais fofos com risco de extinção:
Puffin
Com cerca de 30 centímetros e 400 gramas, essas aves têm dedos unidos por uma membrana adaptada para nadar e penas à prova d'água. Eles são excelentes nadadores, mas péssimos voadores. Em alto-mar, são altamente sociáveis e se juntam em grandes grupos para acasalar, mas em terra costumam viver sozinhos ou em pares. Cada puffin vive em média 20 anos.
Puffin (Foto: Wikimedia Commons)
Leia também:
+ Maior colônia de pinguins-rei do mundo perdeu 88% de sua população
+ Lhamas: tudo o que você precisa saber sobre os animais
Pangolim
O mamífero de zonas tropicais da Ásia e da África é solitário, noturno e se enrola em uma bola quando se assusta. Seu corpo coberto de escamas, mais ou menos do tamanho de gatos domésticos, inspirou personagens em atrações de TV. Os mais famosos provavelmente são os Pokémons Sandslash e Sandshrew.
Pangolim (Foto: Wikimedia Commons)
Axolote mexicano
Seu nome asteca significa "monstro aquático", mas essas salamandras têm uma carinha tão amigável que é difícil sentir medo. O axolote é uma espécie que não se desenvolve na fase de larva e conserva brânquias externas por toda a vida. Nem por isso é simples: o genoma do animal é o maior já sequenciado, com 32 bilhões de pares de bases, dez vezes maior que o genoma humano. Eles medem em média 23 centímetros e são encontrados somente em um lago próximo à Cidade do México, em Xochimilco. Estima-se que a população atual não passe de mil exemplares.
Axolote (Foto: Flickr/Creative Commons)
Axolote (Foto: Wikimedia Commons)
Ili pika
O mamífero pequeno, que parece um ursinho de pelúcia, vive nas montanhas Tian Shan, na região de Xinjiang, na China. Em 2014, foi fotografado pela primeira vez em mais de 20 anos pelo conservacionista Weidong Li, que descobriu a espécie.
Ili Pika (Foto: Weidong Li/Divulgação)
Lontra-marinha
Viver é uma batalha para as simpáticas lontras que habitam o norte e o leste do Oceano Pacífico. Entre 1741 e 1911, tiveram a população praticamente dizimada pela caça, caindo de 300 mil para somente mil. Esforços de conservação e recuperação fizeram a população aumentar, mas a vulnerabilidade a derrames de petróleo faz com que elas ainda sejam consideradas ameaçadas.
Lontra-marinha (Foto: Wikimedia Commons)
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Barbra Streisand clonou seus dois cachorros: saiba como isso é possível

Barbra Streisand clonou seus dois cachorros: saiba como isso é possível

01/03/2018 - 15H03/ atualizado 15H0303 / por Redação Galileu
Barbra Streisand (Foto: Wikicommos)
Cantora, compositora, atriz, diretora e produtora cinematográfica, a norte-americana Barbra Streisand, 75 anos, já venceu dois Oscar, 15 Grammy, seis Prêmios Emmy, além de tantas outras condecorações. Entre as estatuetas colecionadas em sua casa, passeiam dois cachorrinhos clonados: em revelação à revista Variety, Streisand afirmou que seus animais de estimação foramcriados a partir de células da boca e do estômago de uma antiga cadela da atriz, Samantha, que morreu ano passado, aos 14 anos.
“Senhorita Violet e Senhorita Scarlett [as pets de Streisand] têm personalidades diferentes. Estou esperando elas ficarem mais velhas para conferir se elas terão os olhos e a seriedade da Samantha”, contou a atriz à Variety. As cadelas são da raça Coton de Tuléar, que tem tamanho médio de 30 centímetros.
Leia mais:
+ Conheça as primatas clonadas com a técnica da ovelha Dolly
+ Como foi a clonagem da ovelha Dolly

Se você ficou interessado com a possibilidade de clonar um cachorro, fique tranquilo, você não precisa ser alguém do meio artístico hollywoodiano para tanto. Você só precisar desembolsar, no mínimo, US$ 50 mil (cerca de R$ 163 mil).
Clonar cães?
Lembra da ovelha Dolly, clonada em 1996? De lá para cá, cientistas já realizaram processos semelhantes com mais de 20 espécies diferentes de mamíferos, como vacas, veados, cavalos, coelhos, gatos, ratos e cachorros.
A primeira clonagem de um cão aconteceu na Coreia do Sul, em 2005. Durante cerca três anos de estudo e pesquisa com mais de 1 mil óvulos, cientistas da Universidade Nacional de Seul deram origem a um macho da raça Galgo afegão.
Em 2008, uma empresa californiana se associou a um laboratório da Coreia do Sul para clonar outros cinco cachorros. No mesmo ano, o jornal New York Times anunciou que um trio canino nasceu no país asiático.
Já em 2015, a ciência foi ainda mais longe. Outro laboratório sul-coreano alegou ter clonado mais de 600 cães.
Quanto custa?
Segundo reportagem do Business Insider que narra o processo de clonagem de mais de 600 animais, o laboratório asiático gastou cerca de US$ 100 mil (R$ 326 mil) para realizar todo o processo. Uma outra companhia no Texas, nos Estados Unidos, diz cobrar US$ 50 mil (R$ 163 mil) para fazer uma clonagem e US$1,6 mil (R$ 5.216 mil) para preservar os genes do seu pet.
Ainda segundo o site da empresa norte-americana, o processo todo demora cerca de 60 dias.
Durante a reportagem da revista Variety, Barbra não menciona qual empresa realizou o procedimento de clonagem.
Cachorro (Foto: Pixabay)
O cão clonado vai ser idêntico ao outro?
Depende. De acordo com o laboratório sul-coreano Sooam Biotech, é possível clonar qualquer cão, independentemente de sua idade, tamanho ou raça. Porém, eles afirmam que os animais não são clones exatos dos cães originais.
“Cães e gatos criados a partir de clonagem têm os mesmos genes de seus doares e terão a maior semelhança possível com eles. A melhor definição é dizer que são gêmeos idênticos nascidos em épocas diferentes”, alega a empresa de clonagem ViaGen em seu site.
“O ambiente interage com a genética e impacta em diversos traços, como personalidade e comportamento”, informam eles.
É seguro?
A clonagem é um processo baseado na coleta de uma amostra celular do animal, depois na análise do conteúdo e na infusão desse material em um óvulo. Eventualmente, o óvulo irá se desenvolver e virar um embrião. Depois, ele é inserido em uma fêmea cobaia que deverá parir o animal.
Segundo o laboratório Sooam Biotech, o processo funciona em cerca de 33% a 40% dos casos, visto que é possível que a ‘mãe’ sofra um aborto espontâneo.
No Brasil, ainda não existem empresas que façam clonagens de animais domésticos. Por isso, aproveite seu pet sempre que estiver perto dele.

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Conheça as primatas clonadas com a técnica da ovelha Dolly

Conheça as primatas clonadas com a técnica da ovelha Dolly

25/01/2018 - 14H01/ atualizado 14H0101 / por Redação Galileu
Zhong Zhong e Hua Hua (Foto: Qiang Sun e Mu-ming Poo/ Chinese Academy of Sciences)
Uma nova conquista para a ciência aconteceu no Instituto de Neurociência da Academia Chinesa de Ciências, em Xangai. Foi ali que nasceram, a partir de uma cesariana, duas macacas fêmeas da espécie cinomolgo (comum no Sudeste Asiático), criadas pelo processo de clonagem que deu origem à ovelha Dolly há 20 anos.

Nomeadas de Zhong Zhong e Hua Hua, as duas primatas já estão com oito e seis semanas de vida, respectivamente. Como foram gestadas por mães de aluguel diferentes, os animais nasceram também em períodos diferentes.

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O mérito desse trabalho é dos pesquisadores Qiang Sun e Mu-ming Poo, que lideraram os estudos sobre os clones no Instituto de Neurociência da Academia Chinesa de Ciências. Segundo os cientistas, a pesquisa biomédica irá se beneficiar muito das clonagens de macacos no futuro. “Muitas questões da biologia dos primatas podem ser estudadas por esse modelo. É possível produzir macacos clonados com o mesmo material genético, exceto por genes específicos que se deseje manipular. Isso levará a modelos precisos de doenças cerebrais de base genética, câncer, doenças imunes, além de permitir testar o funcionamento de drogas antes do uso clínico”, afirmou Sun no anúncio da pesquisa.

Transferência nuclear de célula somática
Zhong Zhong e Hua Hua não são os primeiros primatas clonados: esse título vai para Tetra, uma macaca que nasceu em 1999 por meio de um método conhecido por separação embrionária. Porém, as duas macacas nascidas em Xangai sãos as primeiras originadas a partir do processo de transferência nuclear de células somáticas, mesmo método que deu vida à ovelha Dolly, há 20 anos.
A transferência nuclear de células somáticas é um método em que pesquisadores separam óvulos, removem seus núcleos e os substituem por núcleos de outras células diferenciadas. Assim ocorre a origem de um clone, que é o crescimento de uma célula com um núcleo substituto.
No caso das macacas, os cientistas coletaram células de fetos de cinomolgo ao mesmo tempo em que extraíram óculos de macacas doadoras. Quando o núcleo dos óvulos foi retirado, grande parte do material genético foi eliminado. Então, as células de feto são inseridas nos óvulos “vazios”, que vão dispostas no útero das mães de aluguel. Assim, o embrião começa a crescer a partir do DNA do feto coletado, tornando-se um clone dele.
Para realizar esse processo, os pesquisadores coletam muitos óvulos e células de feto, pois é complicado se chegar a um filhote passível de se desenvolver e crescer – muitos acabaram morrendo.

Isso acontece, em grande parte, porque os núcleos de células diferenciadas dos macacos, ao serem inseridos no óvulo, apresentam dificuldades de voltar à condição de embrião recém-fecundado.
Sun e seus colegas de pesquisa conseguiram driblar essa dificuldade ao introduzir moduladores epigênicos capazes de “reiniciar” a programação do DNA da célula do feto inserido e possibilitar que o embrião consiga originar todas as partes necessárias para crescer.

O grupo pretende fazer mais estudos para aperfeiçoar a técnica de clonagem e continuar monitorando as macaquinhas, avaliando o desenvolvimento intelectual e físicos delas. Por enquanto, elas estão sendo alimentadas com mamadeiras de leite e estão crescendo normalmente como macacos da idade delas.


O laboratório do Instituto de Neurociência da Academia Chinesa de Ciências está seguindo as normas do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos para realizar os estudos com os animais. Além disso, os pesquisadores propõem que a comunidade científica discuta o que deve ser permitido ou não no estudo das clonagens de primatas.

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Cientistas tentam trazer de volta da extinção cavalo morto há 40 mil anos

Cientistas tentam trazer de volta da extinção cavalo morto há 40 mil anos

06/09/2018 - 15H09/ atualizado 15H0909 / por Redação Galileu
Potro de 40 mil anos que os cientistas tentam clonar.  (Foto: Michil Yakovlev/SVFU)
Em meados de outubro, um grupo de pesquisadores encontrou um tipo extinto de cavalo em estado quase perfeito de preservação, com crina, cauda e órgãos internos. Com cerca de 40 mil anos de idade, o cavalo foi morto quando ainda era filhote, se mantendo preservado pelo gelo siberiano, na cratera Batagai em Yakutia, a região mais fria da Rússia.

Agora, os pesquisadores da Rússia e da Coreia do Sul planejam clonar o animal e trazer a espécie de volta à vida. "Felizmente, os tecidos musculares do animal não foram danificados e foram bem preservados, por isso conseguimos obter amostras dessa descoberta única para pesquisa em biotecnologia", disse o pesquisador Semyon Grigoriev.


A maior dificuldade, contam os pesquisadores, é encontrar uma célula cuja integridade foi preservada ao longo do tempo, já que os cristais de gelo causam o rompimento das paredes celulares. Eles já obtiveram sucesso em resgatar uma célula de um cachorro morto e congelado para depois cloná-lo, e agora esperam repetir o processo com o cavalo.

“Estamos tentando fazer uma cultura primária usando esse cavalo bebê, que foi descoberto há algumas semanas. Se conseguirmos células vivas deste antigo cavalo bebê, é uma promessa maravilhosa para as pessoas em termos de clonagem", disse o especialista em clonagem sul-coreano Hwang Woo Suk, ao Siberian Times.

Os embriões clonados seriam depois colocados no útero de uma égua moderna, que daria a luz ao cavalinho pré-histórico. "Depois de fazer o embrião clonado com este cavalo bebê, podemos facilmente transportá-lo para a mãe substituta”, contou Suk. “Existem os tipos de cavalos que são muito próximos do antigo."

O plano de clonar os cavalinhos, no entanto, é só uma parte de um plano muito maior. O potro foi encontrado quando os pesquisadores procuravam por algum exemplar de um mamute-lanoso, um dos últimos tipos de mamute a andarem sobre a terra. Trazer de volta o cavalo seria um aprendizado para fazer o mesmo com os mamutes.

Neste caso, a missão seria muito mais complicada, afinal a distância dos cavalos antigos para os modernos é bem menor que dos elefantes, que seriam utilizados para a gestação, para os mamutes.


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Produtos de limpeza podem contribuir com a obesidade infantil, diz estudo-Componentes alteram a presença de bactérias na flora intestinal de bebês, que podem apresentar sobrepeso quando crescerem

Produtos de limpeza podem contribuir com a obesidade infantil, diz estudo

17/09/2018 - 09H09/ atualizado 09H0909 / por Redação Galileu
Produtos de limpeza aumentam as bactérias no organismo de bebês (Foto: Pixabay/Congerdesign/Creative Commons)
Pesquisadores canadenses apontam que os produtos de limpeza domésticos podem alterar a microbiota intestinal de crianças, contribuindo para o excesso de peso delas.
Publicada na revista Canadian Medical Association Journal, a pesquisa analisou a flora intestinal de 757 bebês quando tinham entre 3 e 4 meses, e depois o peso dos pequenos quando tinham entre 1 e 3 anos de idade.
A observação focou na exposição a desinfetantes, detergentes e produtos ecológicos. Os dados foram coletados do Canadian Longitudinal Development Development (CHILD), centro canadense para o desenvolvimento infantil, e comparados com gráficos de crescimento e Índice de Massa Corporal (IMC) da Organização Mundial da Saúde (OMS).
A alteração na flora intestinal foi detectada nos recém-nascidos que conviviam com o uso frequente de desinfetantes domésticos, como limpadores multiuso. Eles apresentaram níveis baixos das bactérias Haemophilus (causa meningite) e Clostridium (provoca colite), e índice mais alto de Lachnospiraceae.
Os estudiosos também encontraram aumento nas bactérias Lachnospiraceae nos casos em que a limpeza utilizava muito desinfetantes. A mesma associação não foi observada nas situações em que detergentes ou produtos ecológicos eram usados.
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"Descobrimos que bebês que vivem em domicílios onde desinfetantes são usados, ​​pelo menos duas vezes por semana, tinham níveis mais altos dos micróbios intestinais Lachnospiraceae entre os 3 e 4 meses", disse Anita Kozyrskyj, professora de pediatria da Universidade de Alberta. "Quando eles tinham 3 anos, o IMC era maior do que de crianças que não foram expostas ao uso doméstico intenso de desinfetantes quando bebês."
Segundo a análise, os recém-nascidos que viviam domicílios que usavam produtos ecologicamente corretos tinham microbiota diferente e eram menos propensos a ter sobrepeso quando um pouco maiores.
"As crianças que crescem em lares com uso intenso de limpadores ecológicos tinham níveis muito mais baixos dos microrganismos intestinais Enterobacteriaceae", falou Kozyrsky. "No entanto, não encontramos evidências de que essas alterações no microbioma intestinal tenham causado a redução do risco de obesidade."
Para a professora, o uso de produtos ecológicos pode estar ligado a estilos de vida e hábitos alimentares mais saudáveis, contribuindo, por sua vez, para os microbiomas intestinais e o peso de bebês mais saudáveis.

"Produtos de limpeza antibacterianos têm a capacidade de alterar o microbioma ambiental e alterar o risco de excesso de peso infantil", escrevem os pesquisadores no relatório. "Nosso estudo fornece novas informações sobre o impacto desses produtos na composição microbiana do intestino infantil e nos resultados do excesso de peso na mesma população".


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ABC (Espanha) – Vuelven a rechazar la creación de un santuario para las ballenas en Atlántico Sur

ABC (Espanha) – Vuelven a rechazar la creación de un santuario para las ballenas en Atlántico Sur


La Comisión Ballenera Internacional (CBI), reunida esta semana en la ciudad Brasileña de Florianópolis, volvió a rechazar la propuesta de Brasil de crear un santuario para ellas en el Atlántico Sur.

En la votación realizada en la plenaria del martes, la propuesta Brasileña tuvo el respaldo de 39 miembros de la organización que regula internacionalmente el tratamiento a las ballenas, con lo que logró el 58,2% de los apoyos. Pero necesitaba el acuerdo, al menos, de las tres cuartas partes.

La creación del santuario de ballenas de 20 millones de metros cuadrados en el Atlántico Sur recibió 25 votos en contra, además de tres abstenciones y dos ausencias.

En la última cita de la CBI, hace dos años en la ciudad eslovena de Portoroz, la iniciativa liderada por Brasil y apoyada por Sudáfrica, Argentina, Uruguay y Gabón, y por varias ONG, como Greenpeace y WWF, obtuvo 35 votos favorables.

La propuesta del santuario ha sido rechazada en diferentes ocasiones desde que Brasil la expuso por primera en el seno de la CBI en 2001, aunque cada vez va ganando más respaldo.

La iniciativa Brasileña busca la creación de un santuario en el Atlántico Sur para diferentes especies amenazadas de extinción, con lo que la caza estaría prohibida en la región incluso si la CBI decidiera flexibilizar el veto a la pesca comercial con el que se comprometió hace 30 años.

La región del Atlántico Sur alberga más de 50 especies de ballenas, seis de las cuales son «altamente migratorias».

Además del santuario, la propuesta también prevé la creación de organismos de cooperación y de investigación sobre ballenas entre los países de África y Sudamérica con costas en el Atlántico Sur.

Nueva oportunidad dentro de dos años

Tras la nueva derrota, el Gobierno Brasileño anunció que seguirá luchando por su iniciativa y que volverá a presentarla en la próxima reunión plenaria de la CBI, prevista para dentro de dos años.

«Hace prácticamente dos décadas que presentamos la propuesta y seguiremos insistiendo, porque consideramos que es importante para el cumplimiento de los objetivos de desarrollo sostenible de la ONU», aseguró el director de Conservación y Gestión de Especies del Ministerio de Medio Ambiente de Brasil, Ugo Vercillo.

Japón insiste en derogar la moratoria a la caza comercial de ballenas aduciendo que algunas especies ya no están amenazadas

En la reunión en Florianópolis, que concluye este viernes, aún será votada una propuesta de Japón que prácticamente pone fin a la moratoria a la caza comercial que la Comisión impuso en 1986, con el argumento de que algunas especies ya no están amenazadas.

En la propuesta que presentó el lunes, Japón propone la creación de un comité de caza sustentable que sería responsable de fijar cuotaspara la pesca comercial de ballenas.

Sin embargo, Vercillo considera que los países que defienden la preservación tienen mayoría suficiente para rechazar la propuesta nipona.

BBC (Reino Unido) – Brazil meeting votes to protect world's whale population

MEIO AMBIENTE E ENERGIA


BBC (Reino Unido) – Brazil meeting votes to protect world's whale population


Members of the International Whaling Commission (IWC) have voted to back a Brazilian proposal to give indefinite protection for the world's whale population, following an angry debate.

The non-binding "Florianopolis Declaration" sees whaling as no longer being a necessary economic activity.

The proposal was backed by 40 members with 27 voting against.

Pro-whaling states, including Japan, Norway and Iceland, rejected the resolution.

Instead, they are backing a Japanese counter-proposal that envisages "co-existence" between commercial whaling and conservation.

"Science is clear: there are certain species of whales whose population is healthy enough to be harvested sustainably," the Japanese proposal said.

But environmental campaigners welcomed the commission's decision.

"Instead of the archaic and completely unnecessary hunting of whales, the protection and peaceful and purely non-lethal usage of whales, which includes whale watching, should now be the focus of our efforts," said Nicolas Entrup of Swiss-based NGO OceanCare.

He hailed the decision as "a manifesto for peaceful co-existence between whales and humans".

Patrick Ramage, whale programme director of the International Fund for Animal Welfare, described the declaration as "a big win for whales".

On Wednesday, pro-whaling nations at the IWC's biennial meeting blocked an attempt to create a whale sanctuary in the South Atlantic.

Brazil's Environment Minister Edson Duarte, whose country proposed the sanctuary, said he was "disappointed" but would not be deterred.

The IWC already recognises two whaling sanctuaries - one in the Indian Ocean and the other in the waters of the Southern Ocean around Antarctica.

In 1986 it also agreed to a moratorium on hunting, which eventually became a quasi-permanent ban.

But by using an exception in the ban that allows whaling for scientific purposes, Japan has still killed between 200 and 1,200 whales every year since, including young and pregnant animals.
Commercial whaling in the 19th and early 20th Century brought the giant mammals to the brink of extinction.

Correio Braziliense – Bandeira vermelha até o fim do ano


O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema (ONS), Luiz Eduardo Barata, disse ontem que, até o fim do ano, a bandeira vermelha do setor elétrico continuará acionada, mesmo com o início do período chuvoso em novembro, porque seria temerário desligar termelétricas em um momento de escassez hídrica. Barata afastou qualquer tipo de problema de abastecimento de energia elétrica no país, mesmo com a chegada do verão, já que com o acionamento das usinas termelétricas para poupar os reservatórios das hidrelétricas são suficientes para atender à demanda.

G1 – Bitucas de cigarro, tampas de garrafa, canudinhos: os 10 itens mais encontrados nas praias do Brasil pela ONU

G1 – Bitucas de cigarro, tampas de garrafa, canudinhos: os 10 itens mais encontrados nas praias do Brasil pela ONU

ONU Meio Ambiente realizou a campanha MaresLimpos, que reuniu voluntários em ações de limpeza pelo país. Eles apresentaram um resumo do que foi encontrado no litoral de 10 estados brasileiros.
Foram mais de 23,7 toneladas de resíduos recolhidos por 2,8 mil voluntários mobilizados pela Organização das Nações Unidas (ONU) Meio Ambiente no Brasil. Foram 124 km percorridos em praias de 10 estados brasileiros.
O projeto é uma mobilização da organização internacional no país. A campanha se chama MaresLimpos e cria ações de limpeza no litoral do Brasil. Veja os resíduos recolhidos em maior quantidade na primeira parte da operação, em 2017:
    49.994 bitucas de cigarro
    9.938 garrafas pet
    9.938 canudos
    7.041 garrafas plásticas
    6.782 sacolas plásticas
    5.590 embalagens plásticas
    4.840 copos e pratos plásticos
    2.409 garrafas de vidro
    2.100 pedaços de isopor
    1.313 talheres plásticos
O material foi recolhido por grupos de Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
O resultado mostra que os produtos encontrados são majoritariamente de plástico. A ONU Meio Ambiente lembra que entre 60% e 90% do lixo encontrado nos mares é composto por diferentes tipos de plásticos, em diferentes tamanhos e estágios de degradação. Algumas estimativas apontam que em 2050 teremos mais plásticos do que peixes e que 99% das aves marinhas terão ingerido o material.
Sobre o produto mais encontrado, as bitucas de cigarro, além de poluir o oceano, é o principal causador do câncer que mais mata no mundo: o de pulmão. Um relatório da Organização Mundial da Saúde mostra que, apenas neste ano, morrerão 9,6 milhões de pessoas devido à doença.