Da Agência Ambiente Energia -
Um projeto ousado e gigantesco de captação de energia através do sol
entrará em operação, em breve, no Marrocos. O país pretende usar áreas
inexploradas do deserto para se tornar uma superpotência global na geração de energia solar.
As autoridades marroquinas estão finalizando um complexo de quatro enormes usinas de energia solar
interligadas na cidade de Ouarzazate, que fica no norte do Marrocos, e é
conhecida popularmente como “as portas do Saara”, devido a sua
proximidade com o famoso deserto africano.
A partir desse mês, a primeira usina do complexo, chamada Noor 1 (Luz
1, em árabe), entrará em operação já sendo considerada a maior usina
solar do mundo. Ela terá 500 mil painéis solares dispostos em forma de
lua crescente, que se curvarão conforme a posição do sol.
Quando todas as quatro usinas estiverem finalizadas, o complexo terá
uma área de cerca de 117 km², mesmo tamanho da cidade de Rabat, a
segunda maior do Marrocos, e capacidade de gerar 580 megawatts de
energia. Somente Noor 1, tem capacidade de geração de 160 megawatts.
Os painéis usados no projeto são os mais complexos e caros do que os
utilizados em usinas atualmente. Uma das principais vantagens do
material é a de que ele tem capacidade de continuar a produzir energia
mesmo após o pôr do sol.
Conteúdos Relacionados:
Chile terá maior usina de energia solar do mundo O
governo do Chile autorizou a construção da maior usina solar do mundo. O
empreendimento fornecerá 260 megawatts ao Sistema Interconectado
Central e será construído em uma das regiões mais áridas e ricas em
minerais do planeta...
Cassar a outorga de mineração da Samarco, a única responsável pela
maior tragédia ambiental da história do Brasil. É o mínimo que o
senhores, na condição de diretor-geral do DNPM e ministro das Minas e
Energia, podem fazer para compensar a própria negligência na missão
que a sociedade brasileira lhes transmitiu: a de fiscalizar e zelar pela
racionalidade da extração mineral. O desastre de Mariana, o maior da
história do país, não foi fatalidade não ! Foi pura negligência tanto do
DNPM e do Ministério das Minas e Energia quanto da empresa outorgada.
Esta é a punição merecida ! Só através de uma punição assim,
drástica, o setor de mineração do país acordará para a necessidade de
cuidar do meio ambiente e conduzir suas atividades de modo sustentável,
ou seja, extrair o minério, mas levar compensações à toda a comunidade
local e sem degradar o meio-ambiente além do estritamente necessário.
A Samarco perdeu toda a dignidade para continuar como outorgada de
um recurso que pertence à sociedade brasileira: basta sabermos que ela,
resultado de uma composição societária entre a belga BHP Billiton (51%)
e a Vale do Rio Doce (49%), lucrou no ano passado US$ 2,5 bilhões de
dólares, usou migalhas desse dinheiro para “corromper” parlamentares de
Minas Gerais e do Espírito Santo (osobreviventeavc.blogspot.com.br) e
não instalou sequer um alarme para avisar a população à jusante do
rompimento de suas barragens.
Sou jornalista há mais de 40 anos e nunca havia presenciado tanto
horror como nas imagens que a televisão nos mostra sobre a tragédia de
Mariana. Um AVC que me atingiu durante uma cirurgia de revascularização
há quase três anos jogou-me em cadeira de rodas creio que
definitivamente. Os horrores de Mariana tornaram meu corpo e a própria
cadeira mais pesados pela carga de revolta e indignação. Só a justiça me
proporcionará alívio. A população ribeirinha perdeu toda alegria em
olhar para o Rio Doce e a Samarco não tinha o direito de matar essa
alegria. Façam justiça !
[EcoDebate] Belo Monte
acaba de ser autorizada a operar. Já pode transformar a volta grande do
Xingu em um lago degradado, com substituição das espécies nativas e
piora da qualidade de água, em troca de 4.500 MW médios. Se torna,
assim, o grande símbolo do legado petista em nível federal, em especial o
de Dilma.
Belo Monte simboliza o quanto a presidente é truculenta, incapaz e
mal intencionada.
Sem pudor a então ministra Dilma afirmou em uma
reunião, filmada e hoje disponível no youtube, que o projeto engavetado
durante a ditadura “sairia e no menor horizonte temporal possível”,
ignorando todas vidas em jogo com o projeto.
Posteriormente, produziu
insanidades como “não se pode estocar vento” e “você não quer ficar sem
ver novela” na tentativa de defender o inacreditável planejamento
energético sendo aplicado no seu governo, incompatível com este século.
E, sem nenhuma disposição para o diálogo, fez o projeto andar apesar de
sua comprovada inviabilidade econômica, social e ambiental.
Belo monte simboliza o quanto o petismo não entende nada de
desenvolvimento na Amazônia: foram 13 anos de massacre direto e indireto
a povos indígenas, 9 deles sentidos na pele pelos indígenas do Xingu;
de desenvolvimentismo baseado em projetos megalomaníacos de mineração,
agronegócio e hidrelétricas, como Belo Monte e Belo Sun; e a declaração
de guerra ao modo de vida tradicional da região com base em um conceito
deturpado de pobreza, medidos em censo de televisão e geladeira per
capita, que levou à extinção os povos ribeirinhos da volta grande do
Xingu, agora abandonados em casa de alvenaria vagabunda na periferia de
Altamira.
Em sua página no facebook, há alguns dias, a presidente chegou
a afirmar, com todas as letras, que “ao construirmos e tornarmos
milhões e milhões de pessoas consumidores, ao terem acesso a serviços e
bens, essas pessoas passam a ter de fato a plena cidadania”.
Nada pode
ser mais elucidativo – e mais assustador.
Belo Monte simboliza o quanto o petismo tem o modus operandi
antidemocrático e de vale-tudo-pelo-objetivo-traçado tradicionais da
política brasileira, com o enfraquecimento dos órgãos de controle e
defesa de direitos humanos de Altamira pra arrefecer a resistência –
destaque para a FUNAI e o Ministério Público;
invenção de uma licença
parcial não prevista por nenhuma lei brasileira pra evitar a paralisação
das obras com base nas leis vigentes;
aprovação de licenças com uso de
influência política apesar do posicionamento contrário dos
servidores-analistas que têm o conhecimento técnico para tal;
muito
orçamento em propaganda e greenwashing e uma enxurrada de dinheiro
público, crédito subsidiado e – suspeita-se – propina com as
empreiteiras de sempre, financiadoras das campanhas eleitorais do
partido.
A licença de operação, inclusive, foi aprovada antes do
cumprimento das condicionantes – que deveriam condicionar a licença,
como a língua portuguesa indica – e a presidente do Ibama afirmou que
estas “foram integralmente cumpridas, exceto 10%, que vão ser cumpridas
depois”.
Não conheço Marilene Ramos, mas estaria admirado pelo seu otimismo se
não soubesse que é a mão mal intencionada de Dilma em sua cabeça, como
que manejando um ventríloquo, que a faz afirmar em tom tipicamente
petista: “atrasar a LO de Belo Monte é punir o Brasil”.
Belo Monte está autorizada a matar uma grande parte do rio Xingu
mesmo contra a opinião pública nacional e internacional, mesmo contra um
incontável conjunto de leis brasileiras e tratados internacionais
assinados pelo país que versam sobre meio ambiente, responsabilidade
fiscal, corrupção e direitos humanos, mesmo contra a opinião consensual
de servidores dos órgãos de controle do país, mesmo contra o modelo de
desenvolvimento sustentado em discursos por políticos em todos os
níveis.
Belo Monte é a obra que nem os militares da ditadura conseguiram
fazer passar. É do PT. É de Lula e é de Dilma. É o maior símbolo de como
somos impotentes diante do poder econômico de grandes empresas e da
vontade política de gente que ocupa cargos que nunca deveriam ter
ocupado.
Belo Monte se eterniza como um dos maiores equívocos da história do Brasil. Como o Partido dos Trabalhadores.
André Aroeira Pacheco
Biólogo. MSc em Ecologia, Conservação e Manejo da Vida Silvestre.
www.bolapramata.blogspot.com
andrearoeirap@gmail.com
O Natal, que antes era uma festa pagã, de louvação ao Senhor, se transformou em uma festa de consumo, quase uma orgia do “compra, compra” que responde bem à sociedade de consumo criada para alimentar o mercado capitalista.
Mas você pode mudar essa realidade, levando a sério a necessidade do consumo consciente, da menor geração de resíduos, do reaproveitamento de bens,
que são princípios fundamentais para a preservação dos recursos
naturais terrestres você pode até fazer um Natal divertido para seus
filhos com a prática da troca.
Nossa, como está cheio esse armário!
Quando a gente olha o armário de brinquedos dos nossos filhos levamos um susto - e cada vez o susto aumenta mais, com o aumento da quantidade de brinquedos. O problema, quantidade excessiva de brinquedos, tem também a ver com os apelos, frenéticos e constantes, da publicidade, que inunda nossos lares através da televisão.
Você já pensou em doar uma parte desses brinquedos?
Seria essa uma boa prática, educativa inclusive, pois ensina os
pequenos o valor de compartilhar com quem não tem, o muito que temos
nós. Também ensina a solidariedade, a mão estendida, o carinho pelo outro. Enfim, uma prática de ensinar a amar, muito importante.
BrincouTrocou, uma solução prática
Bom, para começar com essas modificações na sua casa, na sua vida, foi inventado um app, para android e ios, que te liga a um site de trocas de brinquedos. É o BrincouTrocou,
onde você poderá se inscrever, colocar fotos atualizadas dos brinquedos
que pretende enviar, marcar os brinquedos que pretende receber, indicar
os endereços para onde deverão ser encaminhados, etc.
No site você deverá adquirir o valor do
envio, em moedas de prata, que será feito por Sedex. Cada brinquedo que
você cadastrar tem um valor que gera as moedas de prata necessárias ao
envio. No seu cadastro você deverá adquirir uma moeda de ouro, como
contribuição para a manutenção do site. Este sistema facilita as trocas e aumenta a liberdade dos trocadores já que não requer o contato entre interessados - a troca é feita internamente pelo site.
Doação para quem não tem?
E se o seu filho tem brinquedos
realmente em demasia, porque não ensiná-lo a doar aqueles com os quais
já não brinca e que ainda estão em bom estado?
Para isso, uma solução prática é a Campanha Papai Noel dos Correios.
Vá até uma agência de correios próxima de sua casa e retire algumas
cartas de crianças que pedem presentes - as crianças que as escrevem, em
geral, não recebem presentes de Natal então, você poderá fazer a parte
do Papai Noel, enviando brinquedos que ao seu filho já sobram, não é?
Expectativa
de algumas das principais bancas do país era a de que os empreiteiros
seriam liberados em massa porque, segundo as defesas, não havia mais
risco de continuarem cometendo crimes. Tribunal discorda e mantém
empresários na cadeia
Por: Laryssa Borges, de Brasília - Atualizado em
'Saidão de Natal' é frustrado e executivos como Marcelo Odebrecht vão passar as festas de fim de ano na cadeia(Vagner Rosário/VEJA.com)
Nos
últimos dias, os advogados mais importantes do país lotam o plenário
das sessões da 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) na
expectativa de que o recém-empossado ministro Ribeiro Dantas, que
assumiu a relatoria dos processos da Operação Lava Jato, convencesse os
demais ministros de que existem argumentos capazes de interromper os
quase cinco meses de cadeia de figurões como o ex-presidente do Grupo
Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e de permitir que os executivos das
maiores empreiteiras do país passem o Natal em casa.
Na última semana,
ouviram do próprio Dantas, ministro apadrinhado pelo presidente do
Senado Renan Calheiros (PMDB-AL), o diagnóstico de que as prisões no
maior escândalo de corrupção do país representavam um "julgamento de
exceção". Desde então, conforme revelou VEJA, cada ministro que julgaria
os casos da Lava Jato passou a estar sob a maior pressão de suas
carreiras, com ameaças de dossiês e promessas de boicotes em indicações.
O voto de Ribeiro Dantas, permeado por um rosário de críticas às
decisões do juiz Sergio Moro, deu esperanças - ou a quase certeza - de
que o STJ iria sucumbir e liberar em massa empreiteiros da Lava Jato
presos desde junho. O entendimento do relator, contrário às evidências
colhidas pela Força-tarefa da Lava Jato, era o de que personagens do
escândalo do petrolão, como o próprio Odebrecht, poderiam ser colocados
em liberdade por não haver risco de cometerem crimes e nem de
continuarem a atuar no bilionário esquema de fraudes em licitações na
Petrobras.
Mas o esperado "saidão de Natal" dos empresários não se
consolidou. E em boa medida por causa dos votos do ministro Félix
Fischer.
Na sessão desta quinta, depois de Ribeiro Dantas ter votado pela
liberdade do executivo Rogério Araújo, ligado à construtora Odebrecht,
Fischer pediu vista e adiou a conclusão do processo que poderia levar à
liberdade do empresário.
A concessão do habeas corpus a Araújo era
interpretada como a senha para que, na sequência, Marcelo Odebrecht
também pudesse ir para casa. Os dois foram presos no mesmo dia, 19 de
junho, por razões semelhantes: suspeitas de envolvimento no desembolso
de propina a ex-dirigentes da Petrobras e fraude em contratos na
estatal.
O caso específico do presidente do Grupo Odebrecht não foi
pautado hoje porque havia pedidos de vista feitos há mais tempo, como o
relativo ao publicitário Ricardo Hoffmann, ligado ao deputado cassado e
ex-petista André Vargas.
O destino de Marcelo Odebrecht pelas mãos do STJ deve ser analisado
na próxima terça-feira, 15, mas agora com parcas chances de êxito. No
caso de Rogério Araújo, apenas o relator Ribeiro Dantas votou por
conceder a liberdade.
Ainda que Dantas tenha afirmado com todas as
letras que "inexiste elemento concreto a indicar a presença de risco de
reprodução delitiva", a tendência é que os ministros da 5ª Turma atestem
que Odebrecht deve continuar atrás das grades por ainda oferecer risco
às investigações sobre o propinoduto que sangrou os cofres da Petrobras e
pelo fato de o executivo, em liberdade, poder usar empresas da holding
para camuflar indícios e provas do esquema de formação de cartel, fraude
em licitações e corrupção de agentes públicos.
Um último argumento, já aventado pelo juiz Sergio Moro, pode reforçar
por fim o entendimento de ministros do STJ favoráveis à manutenção da
prisão do executivo: o de que o herdeiro do Grupo Odebrecht tem
influência política e recursos suficientes para inibir novos flancos de
investigação e potenciais delações premiadas.
A se repetir a larga maioria firmada hoje para manter presos o
presidente da Andrade Gutierrez Otávio Marques de Azevedo, o executivo
Elton Negrão e o publicitário Ricardo Hoffmann, o Superior Tribunal de
Justiça confirmará o que o próprio ministro Félix Fischer disse na tarde
desta quinta-feira sobre o propinoduto da Operação Lava Jato: "Não são
crimes comuns, são casos gravíssimos que deixam sociedade inteira
perplexa. E crimes como esses da Lava Jato exigem firme atuação do
Judiciário".
O
Tribunal de Contas da União (TCU) abriu investigação para apurar
indícios de irregularidades na edição de seis decretos de liberação de
recursos assinados pela presidente Dilma Rousseff entre 27 de julho e 20
de agosto deste ano. As autorizações, que totalizam 95,9 bilhões de
reais, são um dos três motivos do pedido de impeachment da petista em
análise na Câmara.
O relatório no qual o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ),
justifica a abertura do processo também cita as "pedaladas fiscais" e
suposta responsabilidade de Dilma nos "desmandos" da Petrobrás.
Em despacho assinado anteontem, o ministro José Múcio Monteiro
autorizou inspeção na Presidência da República e no Ministério do
Planejamento para apurar se Dilma descumpriu a lei orçamentária ao
permitir as liberações. Os auditores pretendem checar a regularidade de
todos os decretos de mesma natureza editados ao longo do ano, inclusive
os assinados pelo vice-presidente Michel Temer em períodos de
interinidade na Presidência.
Temer é signatário de cinco decretos no valor de 10,2 bilhões reais.
"Em que pese a eventual corresponsabilidade de outros agentes públicos
do Poder Executivo Federal relativamente aos indícios de irregularidades
ora evidenciados, a presente representação envolve a Excelentíssima
Senhora Dilma Rousseff, que assinou os seis decretos", escreveram
técnicos do TCU.
O pedido de investigação foi feito pelo Ministério Público de Contas,
que atua no TCU. A representação, do procurador Júlio Marcelo de
Oliveira, também embasa o pedido de impeachment dos juristas Hélio
Bicudo, Miguel Reale Jr. e Janaína Paschoal admitido por Cunha.
Os decretos de Dilma liberaram recursos após o governo enviar ao
Congresso projeto para reduzir a meta fiscal, ou seja, diminuir a
economia que o governo faz todos os anos para pagar os juros da dívida
pública. Para o Ministério Público de Contas, houve aumento de despesas
num cenário de queda de arrecadação que o próprio Planalto admitia na
proposta legislativa. O órgão diz que só haveria margem para mais gastos
com a revisão da meta, mas deputados e senadores ainda não a haviam
alterado - isso somente ocorreu neste mês.
O procurador afirma que Dilma descumpriu a Lei Orçamentária e, no
impeachment, os juristas advogam que isso infringiu também a Lei dos
Crimes de Responsabilidade, o que permitiria a cassação. Os decretos
liberaram recursos em créditos suplementares para diversos órgãos do
governo, do Legislativo e do Judiciário. Esse dinheiro veio, segundo as
justificativas oficiais registradas nos decretos, de anulações parciais
de outros gastos que estavam previstos no Orçamento e foram cancelados,
além de "excessos de arrecadações" pontuais e do superávit financeiro de
2014.
Inspeções na Presidência da República são raras. Inicialmente, os
auditores vão oficiar ao Planalto requerendo dados e documentos, entre
eles análises e notas técnicas que subsidiaram a edição dos decretos. O
trabalho deve ser concluído até abril, pois servirá para a análise das
contas de 2015 do governo, também sob relatoria de José Múcio.
Acordo
prevê a criação de um fundo anual de US$ 100 bilhões, financiado pelos
países ricos, a partir de 2020, para limitar o aquecimento global a
1,5°C
- Atualizado em
O
presidente da França, François Hollande, o chanceler francês, Laurent
Fabius e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, aplaudem após anúncio
da proposta final da Conferência do Clima (COP21) em Le Bourget, norte
de Paris - 12/11/2015(Miguel Medina/AFP)
Representantes
de 195 países reunidos na Conferência do Clima (COP21), em Paris,
aprovaram o acordo final sobre a redução de emissões de gases de efeito
estufa. O acordo histórico prevê a criação de um fundo anual de 100
bilhões de dólares, financiado pelos países ricos, a partir de 2020,
para manter o aquecimento global "bem abaixo de 2°C, com esforços
contínuos para limitar o aumento em 1,5°C".
"Estou olhando a sala, vejo que a reação é positiva, não ouço
objeções, o acordo de Paris para o clima foi adotado", declarou,
bastante comovido, Laurent Fabius, presidente da 21ª Conferência da ONU
para o Clima e ministro das Relações Exteriores da França, batendo o
martelo no púlpito. Uma longa salva de palmas tomou conta da sala de
conferências, seis anos após o fiasco da COP15 de Copenhague, que
fracassou em selar um acordo parecido.
O Acordo de Paris, como foi chamado o documento final da 21ª
Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), entrará em
vigor em 2020. A cada cinco anos, os países deverão prestar contas sobre
as ações desenvolvidas para evitar que a temperatura global não aumente
mais de 2 graus Celsius.
A redução do aquecimento pretende evitar
fenômenos extremos como ondas de calor, seca, cheias, ou subida do nível
do mar.
Trata-se do primeiro acordo sobre clima desde a assinatura do
Protocolo de Kyoto (1997) e o primeiro a ter um compromisso de todos os
países, não apenas dos mais desenvolvidos, em relação à redução de
emissões.
Com a aprovação, o desafio das nações será equilibrar as emissões de
gases tóxicos gerados pela ação do homem e os níveis suportados pela
natureza. Os países que assinam o documento definiram que as reduções de
emissões de gases devem atingir o limite o mais rápido possível, mas
não definiram quando o resultado deve ser alcançado. Na conferência, os
representantes reconheceram que as nações em desenvolvimento deverão
levar mais tempo para atingir as metas definidas.
"Temos um acordo equilibrado, ambicioso, durável, juridicamente
obrigatório e justo, respeitando as diferenças de capacidade e
responsabilidade", declarou Laurent Fabius. "É um documento histórico,
estabelece ao mundo um novo caminho", disse Ban Ki Moon,
secretário-geral da ONU. O Acordo de Paris terá força de lei
internacional.
Conheça os principais acordos climáticos assinados desde 1992
1 de 4
Agenda 21
Ano: 1992
Quem assinou: 178 países
As metas: diminuir o buraco na camada de ozônio e
destinar parte do PIB de países desenvolvidos a países pobres, para
ajudá-los a se tornar sustentáveis
O que não saiu do papel: somente Dinamarca,
Luxemburgo, Holanda, Noruega e Suécia honraram o compromisso de
financiar países pobres. Mas há uma boa notícia: a diminuição da
destruição da camada de ozônio foi alcançada
2 de 4
Protocolo de Kyoto
Ano: 1997
Quem assinou: 191 países
A meta: reduzir a emissão de gases de efeito estufa em 5,2% até 2012
O que não saiu do papel: ocorreu o oposto, já que houve aumento de 50% na emissão de dióxido de carbono
3 de 4
Copenhague
Ano: 2009
Quem assinou: 141 países
As metas: criação do Fundo Verde do Clima (GCF) e
corte de 30% nas emissões de gases como o CO2 pela União Europeia e de
17% pelos Estados Unidos, até 2020
O que não saiu do papel: o Fundo Verde foi criado e
bateu a meta de capitalização inicial de 10 bilhões de dólares, a União
Europeia cortou o CO2 em 19%, mas as emissões americanas voltaram a
crescer em 2013, a uma taxa anual de 2%
4 de 4
Declaração de Nova York sobre Florestas
Ano: 2014
Quem assinou: 28 países
A meta: promover o "desmatamento zero" no mundo até 2030
O que não saiu do papel: será impossível cumprir o
acordo, já que o Brasil, que abriga a maior floresta tropical do mundo, a
Amazônia, não ratificou o documento
Neste 13 de dezembro, estarão de volta às praças e avenidas de
centenas de cidades os milhões de indignados que expressam a vontade do
país que presta. É hora de sair de casa e engrossar a multidão
inconformada. O fim da era da canalhice, convém insistir, começa pelo
impeachment de Dilma Rousseff. E a presidente só será afastada do cargo
que desonrou pela voz rouca das ruas.
No dia 16, os devotos de ditaduras bolivarianas voltarão a investir
em tubaína, gorjeta e mortadela para que manifestações de apoio ao
governo desgovernado não pareçam procissão de vilarejo. Devem ser
desmoralizados já no domingo pela demonstração de força da resistência
democrática, que será acompanhada com lupa por deputados, senadores e
ministros do Supremo.
É preciso mostrar-lhes que o Brasil decente exige o imediato despejo dos farsantes no poder.
Confira o local e o horário de início das manifestações convocadas pelo Vem pra Rua e pelo Movimento Brasil Livre:
ACRE
- Rio Branco ─ Em frente ao Palácio do governo – 15h
ALAGOAS
- Maceió – Alagoinhas – 18h
AMAPÁ
- Macapá – Praça da Bandeira ─ 10h
AMAZONAS
- Manaus – Escola IEA / Praça do Congresso ─ 14h
BAHIA
- Salvador – Farol da Barra ─ 10h
- Feira de Santana – Avenida Getúlio Vargas ─ 10h
- Vitória da Conquista – Praça Guadalajara ─ 10h30
CEARÁ
- Fortaleza – Praça Portugal / Avenida Dom Luís ─ 16h
DISTRITO FEDERAL
- Brasília – Em frente ao Congresso – 10h
MARANHÃO
- São Luís – Rua dos Holandeses, em frente ao curso Wizard ─16h
MATO GROSSO
- Cuiabá – Praça Alencastro – 16h
MATO GROSSO DO SUL
- Campo Grande – Avenida Afonso Pena – 16h
MINAS GERAIS
- Araxá – Estádio Fausto Alvin – 10h
- Belo Horizonte – Praça da Liberdade – 13h
- Ipatinga – Parque Ipanema – 10h
- Juiz de Fora – Praça de São Mateus - 10h
- Uberaba – Praça dos Correios ─ 13h
- Uberlândia – Praça Tubal Vilela – 10h
- Varginha – Conha Acustica – 10h
PARÁ
- Belém – Praça da República / Teatro Paz – 9h30
PARAÍBA
- Campina Grande – Tropeiros Borborema – 15h
- João Pessoa – Busto de Tamandaré ─ 15h
PARANÁ
- Apucarana – Praça Rui Barbosa – 16h
- Cascavel – Catedral Nossa Senhora Aparecida – 13h
- Curitiba – Praça Santos Andrade – 13h
- Dois Vizinhos ─ Praça da Amizade ─ 15h
- Londrina – Colégio Vicente Rijo – 15h
- Maringá – Catedral de Maringá – 14h
- Pato Branco – Praça Presidente Vargas ─ 16h
- Ponta Grossa – Praça dos Polacos – 15h
- Rio Negro – Em frente à Afroba ─ 10h
PERNAMBUCO
- Recife – Marco Zero ─ 10h
PIAUÍ
- Teresina – Ponte Estaiada (Avenida Raul Lopes) ─ 16h
- Parnaiba – Balão do Mirante em frente à UFPI – 17h
RIO DE JANEIRO
- Cabo Frio – Praça Porto Rocha – 15h
- Rio de Janeiro – Orla de Copacabana, Posto 5 – 13h
- Niterói – Praia de Icaraí em frente a Reitoria da UFF – 10h
RIO GRANDE DO NORTE
- Natal – Midway Mall – 15h
- Lajes – Praça da Catedral ─ 13h
RIO GRANDE DO SUL
- Caxias do Sul – Praça Dante Aliguieri – 16h
- Porto Alegre ─ Praça da Redenção ─ 15h
- Imbé – Ponte Tramandaí ─ 18h
- Novo Hamburgo – Em frente ao Shopping Bourbon ─ 16h
- Pelotas – Praça Coronel Pedro Osorio – 14h
- Santa Cruz do Sul – Praça da Bandeira– 15h
- Santa Maria – Largo da Biblioteca Pública ─16h
RONDÔNIA
- Porto Velho – Praça das 3 Caixas D’Água – 15h
RORAIMA
- Boa Vista – Praça do Centro Cívico – 16h
SANTA CATARINA
- Balneário Camboriú - Praça Almirante Tamandaré – 14h
- Blumenau – Em frente à prefeitura – 15h
- Chapecó – Praça Central – 10h
- Criciúma – Em frente à rodoviária – 15h
- Florianópolis – Trapiche da Beira-Mar – 13h-
- Itapema – Praça da Paz – 15h
- Jaraguá do Sul – Praça Ângelo Piazeira – 13h
- Joinville – Centro Eventos Cau Hansen ─ 15h
- Lages – Praça da Catedral ─ 13h
- Mafra – Em frente à Afroba ─ 10h
SÃO PAULO
- Americana – Praça do Trabalhador – 15h
- Araçatuba – Praça João Pessoa – 15h
- Araras – Paraça Barão de Araras – 9h
- Campinas – Largo do Rosário – 14h
- São Paulo – 14h – Av. Paulista
- Araraquara – Parque Infantil ─ 15h
- Bauru – Praça Portugal ─ 13h
- Botucatu – Largo da Catedral ─ 13h
- Fernandópolis – Avenida dos Arnaldos ─ 10h
- Guarulhos – Getúlio Vargas ─ 11h
- Indaiatuba – Pq. Ecológico, Pastel Feira – 9h30
- Itapetininga – Virgílio de Rezende ─ 13h
- Itu – Praça da Matriz ─ 16h
- Jundiaí – Avenida 9 de Julho – 10h
- Ribeirão Preto – Praça Carlos Gomes – 10h
- Santos – Praça Independência Gonzaga ─ 13h
- São José do Rio Preto – Em frente a Praça Shopping ─ 13h
- Sertãozinho – Praça 21 de Abril ─ 10h
- Sorocaba – Praça do Canhão – 13h
- Ubatuba – Pista do Skate – 13h
SERGIPE
- Aracaju – Calçadão da praia 13 de julho ─ 15h
Enquanto a
grande mídia brasileira continua mentindo pela televisão, jornais e
rádios, como a deletéria CBN aqui de Florianópolis que chama deputado
petista para ser entrevistado defendendo o indefensável, cresce a
mobilização nacional para a mega manifestação deste domingo, dia 13,
pró-impeachment da Dilma.
Mas esta
mobilização não se dá apenas no Brasil. É internacional. A comunidade
brasileira e hispânica nos Estados Unidos que não é pequena também está
se mobilizando. Leitora brasileira deste blog que vive em New York há
quase 30 anos, enviou o banner que ilustra este post, convocando a
galera para uma manifestação na famosa Times Square, o centrão
novaiorquino onde acontecem as manifestações mais importantes nesta que é
considerada uma das metrópoles mais agitadas do mundo.
É claro que
os jornalistas brasileiros que vivem no bem bom dos Estados Unidos, são
todos esquerdinhas caviar e boicotam a informação. São todos petistas
de carteirinha, portanto, mentirosos, manipuladores da opinião pública.
Tal prática no jornalismo é crime. Essa gente portanto é criminosa. No
passado eram agentes da KGB, na atualidade trabalham para o Foro de São
Paulo, a organização comunista fundada por Lula e Fidel Castro e que tem
o apoio do esquerdismo bundalelê de New York.
Há pouco
ouvia no meu carro o noticiário da CBN, emissora da Rede Globo. O
locutor empostou a voz para noticiar que o índio cocaleiro do narco
Estado da Bolívia, acusa os movimentos democráticos brasileiros de
golpistas. A Rede Globo e seus jornalistas penas alugadas do PT
continuam tentando de qualquer jeito de desqualificar os protestos deste
domingo 13. E não é apenas a Globo, é a maioria esmagadora da grande
mídia nacional.
A rádio CBN
de Florianópolis, veiculada pela RBS é vergonhosa. É tão vergonhosa que
seus jornalistas já nem têm coragem de dar as caras na rua. E isto não
acontece apenas aqui na capital catarinense, mas em todas as cidades.
Os jornais
locais de Florianópolis se transformaram em panfletos do PT. Seus
jornalistas, além de ignorantes, incompetentes e analfabetos funcionais
mentem o tempo todo. A sorte é que esses jornalecos têm seus dias
contados pois estão sendo destruídos pela ação corrosiva da internet,
sobretudo das redes sociais e dos blogs independentes como este aqui.
Quem lastima o desaparecimento dos jornais e revistas são pessoas que
possuem cães e gatos, já que utilizam esses periódicos para seus animais
defecarem em cima.
As rádios
terão o mesmo fim já que com o passar do tempo serão massacradas por
rádios e televisões online pela internet. Aliás, essas rádios já
existem, como a Rádio Vox, mas tendem a se ampliar em plataformas que
contemplarão também a cobertura por imagens.
Como diz o
velho adágio, "quem viver verá". Verá esses vermes vermelhos que
infestam os veículos de comunicação serem dizimados. Não sem antes serem
vaiados e hostilizados nas ruas, nos restaurantes, shoppings e demais
espaços públicos..
Ninguém
suporta mais esses andróides psicopatas incuráveis. A psicopatia não tem
cura. O diabo é que há alguns anos fecharam os hospícios em função das
campanhas levadas a efeito justamente pelo esquerdismo e psicanalistas
bundalelês.
Por isso
hoje esses psicopatas e malucos de todos os gêneros estão por aí, em
todos os lugares, nas rádios, televisões, jornais e até mesmo no
Parlamento e na Presidência da República.
A reação popular, acreditem, está apenas começando...
Na véspera da mega manifestação pró-impeachment da Dilma que acontece amanhã, domingo 13, em praticamente todo o Brasil, o site O Antagonista
fez uma postagem excelente. Destaca trecho de uma entrevista à TV
Gazeta, da advogada e jurista Janaína Paschoal, que juntamente com os
juristas Hélio Bicudo e Miguel Real Jr., assina a petição do impeachment
que já tramita na Câmara dos Deputados.
Anota O Antagonista:
Ontem,
foi o dia de ouvirmos mais alto a cacofonia criada por Luiz Edson
Fachin, o Chacrinha do impeachment. Para esconder os crimes de Dilma
Rousseff, ele quer confundir o distinto público e mudar de maneira
inconstitucional o rito do impeachment.
Quando,
há cerca de um mês, Rosa Weber e Teori Zavascki suspenderam a
iniciativa de Eduardo Cunha de encaminhar o processo de impeachment de
forma heterodoxa, Maria Lydia, da TV Gazeta, deu aula de jornalismo ao
fazer uma ótima entrevista com Janaína Paschoal, uma das signatárias do
pedido assinado também por Hélio Bicudo e Miguel Reale Jr. Neste momento
em que soa estridente a buzina do Chacrinha do Supremo, a entrevista
com Janaína é ainda mais esclarecedora.
Outro post de O Antagonista
chama a atenção para o parágrafo final do editorial deste sábado do
jornal O Estado de S. Paulo que reforça a importância da manifestação
deste domingo, 13 de dezembro de 2015, para jogar a pá de cal sobre o
funesto desgoverno do PT:
"O
impeachment é um processo essencialmente político e é nesses termos que
precisa se viabilizar. O posicionamento oficial do PSDB é um passo à
frente a favor da medida. Mas a inteira viabilização política do
processo, cumpridos os requisitos mínimos para seu enquadramento legal,
depende essencialmente de apoio popular. Foi assim que aconteceu no caso
do presidente Collor, que já estava debilitado pela ausência de apoio
político-partidário, mas caiu de vez quando os “caras-pintadas” tomaram
as ruas em todo o País exigindo sua deposição. É o que falta agora para o
PT receber cartão vermelho."
MEU COMENTÁRIO:
Se alguém tinha dúvida sobre a importância de ir às ruas neste domingo,
13 de dezembro de 2015, creio que agora dúvida foi desfeita. Não com
mero jogo de palavras, mas com os fatos. E mais ainda, com a lei que vem
sendo pisoteada de forma debochada e criminosa por Lula, Dilma e seus
sequazes.
Vista-se
de verde, amarelo, azul e branco ou com qualquer cor menos o vermelho e
vá às ruas exercer a sua cidadania plena exigindo o imediato
impeachment da Dilma antes que o PT dê o golpe final na democracia e
transforme o Brasil numa republique comunista. Mire-se no exemplo da
Venezuela, onde o povo tem de amargar em filas imensas nos supermercados
para comprar papel higiênico. Não permita que os comunistas vagabundos
destruam o Brasil. IMPEACHMENT JÁ! FORA DILMA! FORA LULA! FORA PT! FORA
COMUNISTAS! FORA FORO DE SÃO PAULO!
A maior
parte da grande mídia continua boicotando a mega manifestação deste
domingo dia 13 de dezembro de 2015. Um dos raros portais que deu uma
matéria e o mapa que está aí acima foi o site do jornal Estadão.
Todavia, o Estadão, escondendo-se em suposta imparcialidade, aquela
história de publicar o que diz o outro lado, tascou uma entrevista com
um desses sociólogos de araque do PT, que tenta livrar a cara da Dilma
do impeachment iminente.
Neste caso,
cabe as seguintes indagações: é justo, ético e responsável veicular a
defesa de transgressores da lei? É justo, ético e responsável defender o
PT e demais partidos esquerdistas quando se sabe que seus objetivos são
implatar uma ditadura comunista no Brasil? É justo, ético e responsável
veicular matérias de partidos esquerdistas e/ou seus defensores
sabendo-se que desejam acabar com a liberdade de imprensa no Brasil, por
trás do eufemístico "controle social mídia"? Chega a ser incrível o
nível de boçalidade desse jornalismo chulé ao defender aqueles pregam a
censura à imprensa!
A
publicação de matéria sobre a manifestação deste domingo 13 pelo site do
Estadão não o isenta de ser um veículo de mídia igual aos outros, ou
seja, dominado pelos jornalistas militantes do PT e/ou de seus homólogos
comunistas.
É
vergonhoso, odioso, ver um jornal como o Estado de S. Paulo publicando
entrevista com um sociólogo de araque metido inclusive a questionar os
termos jurídicos em que a petição do impeachment foi lavrada.
Eu,
além de jornalista, com mais de 40 anos de profissão, sou também
advogado inscrito na OAB, formado pela faculdade de Direito da UFSC onde
também fiz o Mestrado em Direito e minha dissertação, que está
publicada em livro, tem como matriz teórica o jurista e sociólogo alemão
Max Weber que a maioria dos ditos cientistas sociais e políticos
descura quando se depara com as mais de mil páginas de Economia e
Sociedade.
É pedreira pura e por isso contam-se nos dedos no Brasil (e no
mundo!) os intelectuais que se aventuraram pela seara weberiana. Nem
mesmo o célebre ensaio weberiano a A ética Protestante e o Espírito
Capitalismo a maioria entende. E não entende nem mesmo aquilo que o
título sugere.
Portanto, o
Wanderley Guilherme dos Santos, autointitulado cientista político, que
o Estadão entrevistou, entende tanto de Direito quanto eu de física
nuclear. Não tem autoridade para se contrapor ao que é claro como água:
as razões do impeachment.
Não pretendo ser o dono da verdade, assumo as
minhas limitações, mas não abro mão de deplorar esse tipo de jornalismo
que se esconde por trás de suposta imparcialidade para condescender com
aqueles que desejam sepultar a democracia. Isso é desinformação, isso é
pusilanimidade, isso é a forma mais perversa de ludibriar a opiniao
pública pelo deletério relativismo.
A indagação
que eu sempre faço nestes casos é a seguinte: o Estadão e demais
veículos de mídia defenderiam e/ou abririam suas páginas para
entrevistar aqueles que defendem o nazismo e o fascismo? A resposta é
não? Pois bem: qual a diferença entre comunistas, nazistas e fascistas?
A
última novidade da política é que o PT está tramando o fechamento do
Tribunal de Contas da União (TCU).
O governo petista defende este golpe
contra o TCU para salvar empreiteiras da Lava Jato e a própria pele de
Lula e seus sequazes.! Se o Projeto de Lei 3636 for aprovado a vaca vai
para o brejo e as investigações serão paralisadas. E aí? Bom aí o Brasil
se transformará numa farra geral Já imaginaram o esquema do petrolão nas
mãos da CGU e da AGU, comandada pelos cordeirinhos do PT?
Mais uma vez é a jornalista Joice Hasselmann que troca em miúdos o que de fato está rolando no breu das tocas.
Será
que isso será matéria do Jornal Nacional? Claro que não. Os sequazes
dos Marinho nas redações simplesmente irão escamotear o fato ou, no
máximo, lerão um press-release do Edinho Silva.
Não
deixem de ver e ouvir este vídeo da Joice com atenção. Isso também tem
de ser denunciado na mega manifestação pró-Impeachment da Dilma neste
domingo 13 de dezembro de 2015.
Andreza Matais, Fábio Fabrini e Carla Araújo - O Estado de S.Paulo
11 Dezembro 2015 | 18h 07
Em nota divulgada nesta
sexta-feira, ex-presidente diz que 'não tem qualquer relação com os
fatos investigados' na Operação Zelotes e que 'MP em questão foi editada
em 2013'; petista foi intimado a depor na Polícia Federal
BRASÍLIA
- O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira,
11, em nota, que ainda não foi intimado pela Polícia Federal a depor no
inquérito que investiga suposta compra de medidas provisórias, mas que
“sempre esteve à disposição das autoridades para contribuir com o
esclarecimento da verdade.” O ex-presidente explicou que “não tem
qualquer relação com os fatos investigados” ao afirmar que “a MP em
questão foi editada em 2013”, quando Dilma Rousseff já era presidente, e
convertida em lei pelo Congresso no mesmo ano.
Lula
Dilma assinou uma das três medidas provisórias que estão sob
investigação na Operação Zelotes, a 627/2013. As demais (471/2009 e
512/2010) foram editadas por Lula. Cabe ao presidente da República
editar MPs e ao Congresso aprovar ou rejeitá-las, convertendo-as em leis
a serem sancionadas pelo chefe do Executivo.
Embora o ex-presidente mencione na nota que “a MP em questão
foi editada em 2013”, a determinação do delegado da PF Marlon Cajado
para que Lula seja ouvido não menciona uma medida provisória específica,
mas “investigação criminal dos fatos relacionados ao lobby realizado
para obter benefícios fiscais”.
Procurado, o Palácio do Planalto informou que não vai comentar
“investigação em andamento” e não se manifestou sobre a afirmação de
Lula. Na nota, assinada pela assessoria de imprensa do Instituto
Lula, o ex-presidente não mencionou as MPs assinadas por ele próprio.
O filho do ex-presidente Lula, Luís Claudio Lula da Silva, é
suspeito de ter recebido R$ 2,5 milhões do esquema de lobby que atuou na
suposta compra das normas justamente pela edição da medida provisória
627, editada em 2013, ano mencionado na nota do petista.
O Estado revelou hoje que a PF decidiu
intimar o ex-presidente para que ele esclareça “fatos relacionados ao
lobby realizado para a obtenção de benefícios fiscais para as empresas
MMC Automotores, subsidiária da Mitsubishi no Brasil, e o Grupo CAOA
(fabricante de veículos Hyundai no Brasil e revendedora das marcas Ford,
Hyundai e Subaru), bem como outros eventos relacionados a essas
atividades”.
A determinação para a intimação é assinada pelo delegado
Marlon Oliveira Cajado dos Santos, responsável pelas investigações da
Operação Zelotes. O ex-presidente ainda não foi intimado porque o
processo não é automático e o petista está em viagem ao exterior. O
mandado de intimação foi expedido no último dia três de dezembro.
O esquema de lobby para a compra de medidas provisórias
envolveu a contratação da consultoria Marcondes & Mautoni que tem
como sócios Mauro e Cristina Marcondes, amigos do ex-presidente Lula. O Estado revelou
que Mauro Marcondes disse em depoimento a um livro que ajudou a tirar
Lula da prisão na época em que o petista era sindicalista em São
Bernardo do Campo. O chefe de gabinete de Lula na presidência, Gilberto
Carvalho, também é ligado a Mauro Marcondes, segundo os investigadores, e
teria atuado em conluio pela edição da MP 471 assinada por Lula.
Veja a íntegra da nota de Lula:
“O ex-presidente Lula não tem qualquer relação com os
fatos investigados. A Medida Provisória em questão foi editada e
aprovada pelo Congresso em 2013, quando ele não era mais presidente da
República. Mesmo sem ter sido notificado oficialmente para depor, Lula
estará, como sempre esteve, à disposição das autoridades para contribuir
com o esclrecimento da verdade.”
Os planos de Maurício
Bumlai para o ano de 2010 eram ambiciosos. Ele queria obter 108 milhões
de reais em empréstimos, faturar pesado no esquema de corrupção na
Petrobras e contava com a eleição de Dilma Rousseff presidente
Veja
Lista na integra dentro da matéria… A família do pecuarista José Carlos
Bumlai tinha planos ambiciosos para 2010, ano da eleição da presidente
Dilma Rousseff. Nas palavras de um de seus filhos, Maurício Bumlai, a
despedida de Lula da Presidência seria “Um ano dourado”. Esse é o título
de uma carta apreendida pelos investigadores da Operação Lava-Jato no
dia em que Bumlai foi preso por envolvimento no petrolão.
No endereço de
Maurício Bumlai, em São Paulo, os agentes localizaram uma carta,
escrita a mão por ele, que demonstra os motivos de tanto otimismo dos
Bumlai. Datada de 1 de janeiro de 2010, a carta é uma espécie de roteiro
dos investimentos e ambições do amigo do ex-presidente Lula e de seus
filhos ao longo daquele ano.
(Reprodução/VEJA)
Escrito em tópicos e códigos, o texto
revela que os Bumlai esperavam muito da presidente Dilma Rousseff. Logo
depois de anotar o nome “Dilma”, o filho de Bumlai escreve “Petrobras”,
cita a empresa Estre, do banqueiro André Esteves, e duas cifras: 1
bilhão seguido de 25 milhões.
Analisado aos olhos de 2015, esse trecho
da carta mostra que o filho de Bumlai, que atuava como representante da
Estre, tinha motivos para ser otimista. Envolvida até o pescoço no
petrolão, a “Estre” faturou em “2010” e ao longo de todo o primeiro
governo “Dilma” quase 1 bilhão de reais em contratos com a… “Petrobras”.
Outro sonho dourado dos Bumlai se
confirmou no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES). Maurício anotou “BNDES 108 000 000” logo nas primeiras linhas.
Era o grande plano. Os Bumlai esperavam embolsar uma bolada de 108
milhões de reais do BNDES para viabilizar a Usina São Fernando Açúcar e
Álcool, que então agonizava por falta de recursos. O banco, mesmo sem
qualquer garantia ante o alto risco de investir nos negócios da família
Bumlai, realizou o sonho de Maurício.
Investimentos na área de produção de
carvão, a conquista de concessões de rodovias e de saneamento, a
celebração de contratos de coleta de lixo em capitais como Manaus e até
negócios de 2,5 bilhões de dólares em Angola, que poderiam render 50
milhões de dólares em propina. A operação descrita na planilha dourada
foi confirmada mês passado pelo ex-diretor da área internacional da
Petrobras Nestor Cerveró, em reportagem publicada pela revista VEJA. Até as cifras são as mesmas.
Avaliação que a
empresa de rating faz da capacidade do país de cumprir seus compromissos
passou a ter perspectiva negativa; se corte ocorrer, será a segunda
agência a tirar selo de bom pagador do Brasil
Nesta
quarta-feira, a agência de classificação de risco Moody’s colocou em
perspectiva negativa a avaliação que ela faz sobre a capacidade do
Brasil de cumprir seus compromissos. Hoje, o Brasil tem nota “Baa3” na
escala da Moody’s, a última dentro da lista de bons pagadores (ou investment grade).
Segundo a Moody’s, a revisão é
consequência da acelerada deterioração das condições macroeconômicas e
das tendências fiscais do país. Em comunicado, a agência citou ainda,
entre outras coisas, o risco de paralisia política.
Em setembro, o Brasil perdeu o selo de
bom pagador na escala de outra agência de rating, a Standard &
Poor’s. Muitos investidores internacionais, entre eles bilionários
fundos de pensão com recursos alocados mundo afora, preveem em seus
estatutos que seus administrados só podem investir em países e empresas
que recebem o selo de bom pagador em pelo menos duas das três principais
agências de classificação de risco (a outra é a Fitch).
Assim, se o Brasil for rebaixado pela
Moody’s como já foi pela S&P, a tendência é de fuga compulsória de
muitos recursos que hoje estão alocados no país. Nota em perspectiva
negativa sugere que o rebaixamento pode ocorrer em prazos que, em geral,
vão de 18 a 24 meses.
Em nota divulgada hoje (11), o PSDB
respondeu à presidenta Dilma Rousseff, afirmando que ela está equivocada
ao responsabilizar os tucanos pelo processo de impeachment
em discussão na Câmara dos Deputados. “A presidente da República
equivoca-se mais uma vez ao transferir ao PSDB a responsabilidade
exclusiva sobre o processo de impeachment. Na base do impeachment não está um partido político, mas a voz de milhões de brasileiros”, acrescentou o documento.
Na nota, a direção do partido afirma que o pedido de impeachment
da presidenta, aceito semana passada pelo presidente da Câmara,
deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), “tem fundamento”. “Ao contrário do que
o PT fez no passado, ao propor o impeachment dos
ex-presidentes Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso, agora, o
pedido em discussão na Câmara dos Deputados tem fundamento.”
O
PSDB informou ainda que a posição externada ontem (10), durante reunião
das principais lideranças do partido, em Brasília, “parte da constatação
de que a presidente efetivamente cometeu crime de responsabilidade”.
“Já
é hora de a presidente dedicar-se à defesa das graves acusações que lhe
são imputadas e deixar de lado a inócua retórica política, com a qual
tem buscado se defender e terceirizar responsabilidades”, destacou a
nota.
De acordo com o documento, o pedido de impeachment
tem como sustentação um crime de responsabilidade. "O pedido
sustenta-se no cometimento de um crime de responsabilidade pela
presidente. As pedaladas fiscais violaram a Constituição e se
constituíram em mais uma ferramenta para enganar a população e vencer as
eleições, já que serviram para esconder do país a real situação das
contas públicas.”
Edição: Armando Cardoso
Presidente Dilma “Totalmente abatida” diz que a culpa do Impeachment é do PSDB
A presidente Dilma Rousseff afirmou
nesta sexta-feira (11) que a base do pedido de abertura do processo de
impeachment aceito pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é
o PSDB. Dilma deu a declaração após participar da 21ª edição do Prêmio
Direitos Humanos, no Palácio do Planalto.
Nesta quinta (10), após reunião entre
integrantes da alta cúpula do PSDB, o ex-presidente Fernando Henrique
Cardoso afirmou que há “razão consistente” para o impeachment de Dilma.
No encontro, os tucanos fecharam acordo para unificar o discurso em
torno da defesa do processo de impedimento da presidente.
Apesar de integrantes do PSDB, maior
partido da oposição ao governo de Dilma, virem se posicionamento
favoravelmente ao impeachment, FHC ainda não havia defendido o processo
publicamente. Nesta quinta, FHC ponderou que, mesmo com razões para
impeachment, é preciso ter “clima político” favorável ao processo.
“Não é nenhuma novidade. Não é possível
que os jornalistas aqui presentes tenham ficado surpreendidos. Aliás, a
base do pedido [de impeachment] e das propostas do presidente da Câmara é
o PSDB, sempre foi. Ou alguém aqui desconhece esse fato?”, questionou
Dilma, ao ser indagada sobre o posicionamento do PSDB.
Sobre o mesmo tema, o ministro da
Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que o PSDB busca desde o primeiro
dia após o resultado das eleições de 2014 “construir um processo de
questionamento” do resultado das urnas.
“Buscam recontagem dos votos, dizem que
máquinas não funcionaram, tentam encontrar fatos para o impeachment,
fazem um pedido, substituem por outro, não vejo nenhuma novidade na
posição que o partido oposicionista vem tendo neste momento”, afirmou
Cardozo.
“O que eu lamento, apenas, é que algumas
pessoas que historicamente ajudaram a construir a democracia no Brasil e
que têm uma biografia na luta, na defesa do estado de direito, parece
que esqueceram do que defenderam no passado e agora, por questões
momentâneas e episódicas, abrem mão de princípios para se somar a uma
situação de busca de impeachment que não tem a menor base
constitucional, não tem a menor justa causa”, defendeu o ministro.
Relação com Temer e PMDB
Durante a entrevista, a presidente foi questionada sobre a reunião que
teve na última quarta com o vice-presidente Michel Temer. Na ocasião, os
dois afirmaram – ela em nota oficial e ele, em entrevista –, que
manterão, de agora em diante, uma relação “institucional”.
A relação entre os dois piorou nos últimos dias após Temer enviar a
Dilma uma carta na qual abordou suposta desconfiança dela em relação a
ele e ao PMDB. Naquele mesmo dia, em entrevista no Planalto, ela havia
reforçado que não desconfia dele “nem um milímetro”.
Nesta quinta, Dilma relatou que teve um diálogo “pessoal e
institucionalmente muito rico”.
A presidente foi questionada ainda sobre
um suposto pedido de Temer para que ela não interferisse na disputa
pela liderança do PMDB na Câmara. Segundo o Blog do Camarotti, o vice-presidente advertiu que isso poderia ter desdobramentos políticos sérios para o governo.
“O vice-presidente Michel Temer, presidente do PMDB, eu entendo que
ele tenha considerações a respeito do PMDB. Agora, o governo não tem
nenhum interesse em interferir nem no PT, nem no PMDB, nem no PR. Mas o
governo vai lutar contra o impeachment”, ressaltou Dilma.