terça-feira, 6 de outubro de 2015

Mais um golpe na já combalida educação pública brasileira.Para o PT, matar um sistema educacional que não faz parte da sua rede de proselitismo ideológico e, ao mesmo tempo, fragilizar um pouco mais a indústria nacional, é tirar dois obstáculos para os seus planos de poder eterno da frente com uma cacetada só.

O VESPEIRO

Dois coelhos com a mesma bordoada

28 de setembro de 2015 § 42 Comentários
S5
Claudio de Moura e Castro, que vem a ser o mais isuspeitado dos paladinos da luta por um Brasil melhor educado, escreve hoje no Estado para comentar o absurdo que é o corte de 30% das verbas do chamado “Sistema S” de formação profissional, sustentado por uma contribuição de 1% da folha de pagamento das empresas e gerido pela iniciativa privada.


Com o conhecimento de causa que ninguém contesta, ele lembra que, com todas as medições internacionais registrando o esboroamento do sistema brasileiro de educação pública, as poucas universidades estatais da “Pátria educadora” que ainda se mantinham no grupo das melhores do mundo descambando para as profundezas, o analfabetismo formal e funcional crescendo e o número de crianças nas escolas diminuindo, o “Sistema S”, invenção brasileira copiada em vários cantos do mundo, continua marcando golaços nas medições internacionais.


Teve o 1º lugar no World Skills, uma competição que avalia trabalhadores em 50 ofícios diferentes.


S5
Moura e Castro explica que tanta eficiência é consequência da melhor mistura possível de atribuições e competências entre estado e iniciativa privada, que é a do “Sistema S” em que o Estado financia o esquema abrindo mão de uma ínfima parcela de arrecadação e a iniciativa privada, que no final do processo, vai contratar a mão de obra assim formada, é quem gerencia o sistema.


Tudo no Brasil vai, em geral, pelo padrão exatamente inverso: toma-se dinheiro a rodo da iniciativa privada e entrega-se a gestão dos processos ao estado…


A única falha da análise do articulista é o desafio que faz a autoridades: que “visitem 10 escolas do Senai em qualquer estado; aposto que ao término da visita terão mudado de idéia” (sobre cortar os 30%).


S5
Errado, sinto informá-lo, dr. Claudio. O governo petista não está atalhando o Senai por falta de informação sobre a qualidade do serviço. Está fazendo isso por causa dessa qualidade.

O “Sistema S” é uma ameaça à essência parasitária do PT, o partido que trabalha neste momento para comprar de volta a CPMF contra a entrega do Ministério da Saúde, entre outros, para uma quadrilha de assaltantes que só não está na cadeia porque o PT controla o Supremo Tribunal Federal que se colocou ostensivamente entre os ladrões com mandato e o único agente da lei acima de qualquer suspeita deste país. 


Para o PT, matar um sistema educacional que não faz parte da sua rede de proselitismo ideológico e, ao mesmo tempo, fragilizar um pouco mais a indústria nacional, é tirar dois obstáculos para os seus planos de poder eterno da frente com uma cacetada só.S1

No desespero, o PT tenta implantar uma “ditadura constitucional”


Carlos Newton


O governo não existe mais, a economia continua derretendo, os empresários não acreditam em retomada do desenvolvimento a curto ou médio prazo, os investidores, menos ainda – este é o quadro real do país.


No desespero, o governo (leia-se: a presidente Dilma Rousseff, o PT e o Instituto Lula, mas não necessariamente nesta ordem) não se interessam pela grave situação do país, todos os seus movimentos objetivam apenas evitar o impeachment e se fixar no poder até 2018, quando Lula vai tentar o terceiro mandato.


Sem ter condições concretas de administrar o país, Lula, Dilma e o PT (não necessariamente nesta ordem) tentam criar um novo modelo republicano, que funciona da seguinte maneira: o governo pode fazer o que bem entender, descumprir qualquer legislação, especialmente a Constituição Federal, mas todos os seus atos precisam ser considerados válidos, porque teriam sido tomados em favor do povo, sem o governo jamais ter demonstrado intenção de desobedecer as leis.


Em tradução simultânea, o triunvirato PT, Lula e Dilma (não necessariamente nesta ordem) tenta implantar uma “ditadura constitucional”, de estilo culposo e não doloso, como se isso fosse possível.



REPETIÇÃO DA LADAINHA      
Esta estranha deformação político-administrativa está diante de nós, mas passa despercebida à maioria da população, que ainda se deixa iludir pela repetição de uma espécie de ladainha, nos seguinte termos:


1) a corrupção não é só petista e sempre existiu;
2) não existe nenhuma prova que envolva diretamente a presidente Dilma Rousseff ou Lula;
3) o impeachment é uma tentativa de golpe na ordem constitucional.


A chamada realidade dos fatos, porém, é exatamente inversa, porque a corrupção sempre existiu, mas foi o governo do PT que a “institucionalizou”, ao estabelecer a cobrança de percentual fixo e desestabilizando a empresa que representava o maior orgulho do país e dilapidando outras estatais. Já existem provas abundantes de crimes de responsabilidade e crimes eleitorais contra o PT, Lula e Dilma. E a ordem constitucional é que foi inteiramente subvertida nos governos petistas e agora precisa ser restabelecida.


CRIMES DE RESPONSABILIDADE
Os crimes de responsabilidade, que justificam impeachment, são abundantes:


1) grande número de pedaladas fiscais, maquiando ilegalmente as prestações de conta do governo, a tal ponto que a própria Caixa Econômica Federal está processando a União;
2) emissão de dez decretos inconstitucionais, assinados por Dilma para o governo fazer despesas não autorizadas pelo Congresso;
3) legislar por decreto para modificar lei complementar, conforme denúncia do jurista Jorge Béja, aqui na Tribuna da Internet (Decreto 8535, de 2 de outubro de 2015, e que já se encontra em vigor, alterando ilegalmente a Lei de Responsabilidade Fiscal):
4) tentar usar recursos do chamado Sistema S, desrespeitando expressamente norma constitucional, segundo denúncia do jurista Ives Gandra Martins em O Globo.



CRIMES ELEITORAIS
Há, ainda os crimes eleitorais, passíveis de cassação de mandato, já configurados na condenação do ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e numa série de depoimentos colhidos na operação Lava Jato, que confirmam o uso de recursos da propina do esquema da Petrobras nas campanha eleitorais que elegeram Lula em 2006 e Dilma em 2010 e 2014, inclusive com prática de chantagem pelo hoje ministro Edinho Silva, já sob investigação do Supremo Tribunal Federal.


Apesar de tudo isso, a ladainha continua, repetindo-se que a corrupção não foi criada pelo PT, não existem provas contra Lula e Dilma, e por isso pedir impeachment seria uma atitude golpista. Até agora, tem dado certo a estratégia, mas é um castelo de cartas que não tarda a desmoronar.

Uma verdadeira endemia.Sérgio Moro tem razão.Sérgio Moro projeta caminhos para reduzir a corrupção

Sérgio Moro projeta caminhos para reduzir a corrupção

Pedro do Coutto


Num magnífico artigo publicado na edição de domingo de O Globo, tão magnífico quanto excelente tem sido sua atuação na Lava-Jato, o juiz Sérgio Moro traçou caminhos adequados (e possíveis) para reduzir a corrupção no país, da mesma forma que destinados a tornar a Justiça mais rápida e assim evitar as constantes impunidades através da prescrição de prazos.


Ele disse reduzir, não zerar, já que isso é impossível, uma vez que infelizmente, todos reconhecemos, ela pertence à natureza humana. Mas Sérgio Moro separa a utopia, que frequentemente conduz ao escapismo, da corrupção sistêmica, cuja repetição leva a uma verdadeira endemia, já que falar em epidemia poderia parecer um exagero. A corrupção sistêmica atinge fortemente o sentimento de autoestima de um povo. E um povo que paga propina, disse ele, e aceita como normal, digo eu, é um povo sem dignidade.


PASSOU A SER PRAXE
Em nosso país, a corrupção cristalizou-se como algo insuperável e até almejado por muitos. Como sair desse quadro? – indaga o juiz de Curitiba. A matéria tornou-se extremamente complexa, uma vez que ser honesto não é mais uma qualidade essencial às pessoas, em particular, e à sociedade de modo geral. A corrupção transformou-se numa fonte de negócios materialmente bem sucedidos para alguns e predatórias para algo em torno de 97% da população.


Os corruptores, corruptos e os lobistas, bem como os intermediários das propinas e dos termos aditivos que acrescentam somas muitas vezes bilionárias a contratos, como sucedeu na Petrobrás, zombam da honestidade e consideram os honestos verdadeiros trouxas. Para eles, os ladrões pertencem ao universo dos espertos, os que dão a volta por cima, corrompendo e se deixando corromper. Ladrões de casaca, desprezam as pessoas que atuam corretamente.


A corrupção encontra-se, atualmente, na raiz do processo político. Passou a se constituir num fim em si mesmo.



REFORMA PÍFIA
Vejam os leitores, acentuo eu, a reforma ministerial concluída ontem como a posse dos escolhidos para novos endereços na esplanada de Brasília. Entre eles, alguns sem a menor afinidade para os postos a que foram designados. Assim, o que podem de fato representar? Os interesses do país é que não. Representam, isso sim, objetivos de poder. Entre eles certamente objetos subjetivos.


Na medida em que se trocam nomeações por votos no Legislativo, está se praticando um tipo de desvirtuamento da função pública e, indiretamente, pelo menos, alimentando-se a corrupção. Não que a participação multipartidária nos governos signifique um aviltamento da face política de um país. Longe disso. Mas é preciso que tal representação seja revestida de objetivos construtivos de interesse público, de interesse legítimo da população.


O poder não pode estar circunscrito a um exercício de narcisismo, ou, o que é pior, de um meio de enriquecimento particular. Neste plano, ele se desvirtua. Passa de instrumento coletivo para um equipamento de enriquecimento pessoal e grupal.


GRANDE CONTRADIÇÃO
Os governos e governantes que se prezam não podem aceitar a corrupção, é uma contradição completa, uma submersão de valores. Além do mais, um retrocesso que freia o desenvolvimento e leva à concentração ilícita da riqueza. Em vez de distribuir a renda ao povo, retira o mercado de emprego do país, rebaixa a moral, rouba os valores do trabalho. 

Um desastre. Sérgio Moro tem razão.

VemPraRua pela rejeição das contas de Dilma Rousseff.

Estamos acordados

O Antagonista também está de vigília com o VemPraRua pela rejeição das contas de Dilma Rousseff.

O velório do governo petista

A pedra no caminho.

O pior cenário

Dilma Rousseff, depois de se render a Lula e ao PMDB, pode contar com o apoio de 238 deputados, segundo os cálculos dos parlamentares consultados pelo jornal Valor.

Ela tem, portanto, os votos para barrar o impeachment.

Ao mesmo tempo, não pode governar, porque não tem a maioria absoluta da Câmara dos Deputados.

É o pior cenário possível para o Brasil.

Nossa, é uma invasão!!De nada adianta expulsar José Dirceu do PT, porque há um José Dirceu dentro de cada petista, e um Lula dentro de cada José Dirceu, e um Marcelo Odebrecht dentro de cada Lula.

Há um José Dirceu dentro de cada petista


Gilberto Carvalho, o “seminarista” que transmitia as ordens de Marcelo Odebrecht a Lula, deu uma entrevista ao Valor.

O Antagonista concorda com tudo o que ele disse.
Por exemplo:

"O que adianta expulsar o Zé Dirceu do partido nessa hora em que ele está penalizado com a vida sofrida que está levando? Quando tudo passar, a gente pode ter uma conversa com ele e dizer: 'Olha, Zé, você errou nisso. Veja o que quer fazer'. Se ele vier a se desfiliar, tudo bem”.

E também:
“Não é expulsar esse ou aquele do partido. Precisamos expulsar de dentro da gente, de dentro da cultura partidária essa pratica nefasta que eu insisto em dizer que contaminou nossas relações internas”.

Gilberto Carvalho está certo.
De nada adianta expulsar José Dirceu do PT, porque há um José Dirceu dentro de cada petista, e um Lula dentro de cada José Dirceu, e um Marcelo Odebrecht dentro de cada Lula.

Suprema humilhação para os brasileiros:Lula em 2018

O Seminarista lança Lula em 2018



Gilberto Carvalho disse ao Valor:

"Sem Lula, para nós seria muito difícil ganhar a eleição em 2018. Nós vamos fazer de tudo para que ele volte ".


Ele disse também que o PT deve fazer um mea culpa e reconhecer seus erros, mas “que não seja para autoflagelo só, que isso não leva a nada. E que não seja também na ilusão de que ao fazer isso nós vamos ganhar credibilidade".


Quem tem de ganhar credibilidade, Seminarista, é o Brasil, prendendo Lula e extinguindo o PT.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Presidente do TCU acha difícil adiar julgamento de contas de Dilma


Dimmi Amora
Folha


O presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), ministro Aroldo Cedraz, vê poucas chances do tribunal adiar o julgamento das contas de 2014 do governo Dilma Rousseff.
Para Cedraz, a decisão dos ministros do tribunal vai depender do tipo de pedido que será apresentado pela AGU. Mesmo assim, o ministro ponderou que vê pouca chance dessa ação mudar a data do julgamento.


O governo alega que, durante entrevistas que se intensificaram em setembro, Nardes manifestou uma tendência contra o governo, mostrando que estaria disposto a fazer história na análise do caso antes mesmo da fase de produção do processo ter sido concluído e ter recebido ainda representantes de movimentos que defendem o impeachment da presidente.


SUSPEIÇÃO
Se o TCU negar a suspeição do ministro, o Planalto deve ir à Justiça, eventualmente ao STF (Supremo Tribunal Federal) para discutir a situação.


Segundo a coluna Painel, da Folha, Nardes considera que foi atacado porque o governo não consegue responder tecnicamente seu parecer.


Doze irregularidades que contrariam a Constituição, a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Lei Orçamentária levarão o TCU (Tribunal de Contas da União) a recomendar ao Congresso, pela primeira vez em 80 anos, a rejeição das contas de um presidente da República.


Dentro do órgão, os problemas nas contas do governo são considerados tão graves que a maior probabilidade é de que a reprovação seja unânime -apesar de o governo pressionar ministros para que ao menos um deles aceite os argumentos da presidente e dê início a um voto revisor.

O RELATOR
Alvo da nova ofensiva do governo para tentar adiar o julgamento das contas de 2014 do governo Dilma, o ministro Augusto Nardes afirmou neste domingo (4) que não se sente impedido para atuar no caso, uma vez que não vazou nem antecipou seu voto, no qual defendeu a rejeição do balanço.

O espelho de Gleisi


Gleisi Hoffmann, investigada no STF, usou a tribuna do Senado para chamar Augusto Nardes de golpista. Ela disse que seu comportamento se soma "aos esforços de grupos e partidos que militam pelo afastamento da presidente".

"Só há um lugar na história para o ex-deputado Augusto Nardes: ao lado de golpistas que conspiram contra a democracia. Menos, ex-deputado Nardes, menos entrevistas e mais responsabilidade."

Gleisi discursa diante do espelho.

Ministro do TCU prevê que pedido de suspeição vai atrasar julgamento de contas


  • 05/10/2015 21h57
  • Rio de Janeiro
Cristina Indio do Brasil - Repórter Agência Brasil
 
O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, previu hoje (5), no Rio de Janeiro, que o exame do pedido de arguição de suspeição relator das contas do governo federal em 2014, ministro Augusto Nardes, vai atrasar o julgamento das contas pelo plenário do órgão, marcado para esta quarta-feira (7): “Quem estabelece que há exceção de suspeição e suspende o processo é o Código de Processo Civil e o Regimento Interno; então não seria desarrazoado afirmar que haverá suspensão do processo”.


Bruno Dantas esclareceu, ainda, que agora o TCU vai ter que determinar como se dará a tramitação do pedido de arguição de suspeição: primeiro, com a distribuição do processo; depois com a definição do relator do caso e como será a instruída a ação. Para ele, a entrada do pedido do governo não vai alterar a forma de exame das contas por parte do Tribunal.
O ministro participou hoje (5) do seminário 20 anos da Lei de Concessão, organizado pelo Centro de Estudos em Regulação e Infraestrutura da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ceri), em Botafogo, zona sul do Rio. Dantas destacou, que em 2014, o governo realizou atrasos, classificados por ele de sistemáticos, no valor de R$ 40 bilhões, enquanto o custo com o Bolsa Família era de R$ 18 bilhões. Para ele, não cabe comparações com o que ocorria em anos anteriores porque os valores eram menores.


“O que se verificava em anos anteriores eram valores absolutamente reduzidos, que funcionavam, muitas vezes, para viabilizar operação do sistema. Deixar a conta da Caixa Econômica Federal atrasar R$ 30 milhões é bem diferente de deixar a conta durante um ano atrasar em R$ 3 bilhões”,  disse o ministro do TCU.


De acordo com ele, o TCU não pode ser uma ilha isolada da realidade, justamente quando o país atravessa uma situação de falta de confiança. “Os investimentos não estão sendo feitos, é um dilema terrível. Na medida em que as concessões estão chegando ao fim, os investimentos secam, porque não há mais tempo de reabrir. Tudo isso precisa ser considerado pelo órgão que a constituição incumbe de realizar o controle”, afirmou.


* Colaborou Alana Gandra, repórter da Agência Brasil

PGR pede ao Supremo abertura de inquérito para investigar senador Agripino Maia.O senador Agripino Maia disse que a acusação é absurda, inverídica e descabida.



  • 05/10/2015 22h13
  • Brasília
Andre Richter – Repórter da Agência Brasil
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu hoje (5) ao Supremo Tribunal Federal (STF) abertura de inquérito para investigar o senador José Agripino Maia (DEM-RN) pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. De acordo com a procuradoria, o parlamentar é acusado de receber dinheiro da empreiteira OAS nas obras da Arena das Dunas, em Natal, estádio construído para Copa do Mundo de 2014.




Senador José Agripino Maia durante convenção nacional do Democratas (DEM), em Brasília (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
De acordo com a PGR, o senador José Agripino Maia (DEM-RN) é acusado de receber dinheiro da empreiteira OAS nas obras da Arena das Dunas, em NatalArquivo/Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil



As suspeitas surgiram em depoimentos de investigados na Operação Lava Jato, mas a PGR pediu que o inquérito não seja remetido ao ministro Teori Zavascki, relator dos processos oriundos da operação no Supremo.  Para a procuradoria, as acusações não estão relacionadas com os desvios de recursos da Petrobras, principal linha de investigação da Lava Jato.


Após ser informação do pedido de abertura de inquérito, o senador Agripino Maia disse que a acusação é absurda, inverídica e descabida. O parlamentar se colocou à disposição do Judiciário para prestar esclarecimentos. A Agência Brasil entrou em contato com a OAS, mas as ligações não foram atendidas.


Edição: Aécio Amado

Comentário

Por falar nisso gostaria de saber o estado de conservação do estádio  de futebol construido em Manaus.Já virou oca?Rs....

Anonimo 

Adams entrega pedido de suspeição de Nardes no processo de contas de 2014


  • 05/10/2015 18h19
  • Brasília
Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil
O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, entregou hoje (5), no Tribunal de Contas da União (TCU), o pedido de arguição de suspeição do relator das contas de 2014 do governo federal, ministro Augusto Nardes. Adams chegou por volta das 18h para entregar o pedido ao presidente do tribunal, ministro Aroldo Cedraz. A análise das contas do governo está marcada para a próxima quarta-feira (7).
Ontem (4), Adams criticou Nardes por, supostamente, ter revelado seu voto à imprensa indicando a rejeição das contas de 2014 do governo federal. Em entrevista coletiva, ao lado dos ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e do Planejamento, Nelson Barbosa, Adams informou que pediria a suspeição de Nardes no processo. Um pedido de suspeição, se aceito, significa o afastamento do relator do processo, sob a alegação de que ele não agiria de forma imparcial.


“A Lei Orgânica da Magistratura diz que é vedado ao magistrado manifestar, por qualquer meio de comunicação, opinião sobre o processo pendente. Ele [Nardes] não só fala do processo como também antecipa o que vai fazer. Essa prática reiterada constrange o restante do tribunal em busca de apoio. Deixa de ser magistrado e vira político. Este processo está eivado de politização”, afirmou o advogado da União.


Horas depois, Augusto Nardes manifestou-se em nota publicada no site do TCU. O ministro negou ter divulgado seu voto à imprensa e repudiou as declarações de Adams.
 

“[Nardes] esclarece, em relação à sessão prevista para 7 de outubro, que não antecipou sua opinião final acerca da apreciação dessas contas. Apenas disponibilizou, na quinta-feira passada, minuta de relatório e do parecer prévio aos demais ministros, uma vez que o Regimento Interno do TCU exige que a distribuição dessas peças aos seus pares se faça em até cinco dias antes da data da sessão”, diz a nota do tribunal.


Existem algumas hipóteses sobre o caminho do pedido da AGU. Uma delas é que Cedraz sorteie um relator para analisar o pedido, outra é que a questão seja levada para a própria sessão de apreciação das contas, como uma preliminar. Há ainda a possibilidade de o presidente do tribunal enviar o pedido para o ministro Nardes se manifestar a respeito.


Edição: Nádia Franco


Nardes: Governo tenta intimidar a mim e ao TCU

Augusto Nardes sintetizou a iniciativa dos três patetas contra o TCU:

"O governo está tentando intimidar a mim e ao TCU, mas não vamos nos acovardar. Realizamos um trabalho técnico de forma eficiente e coletiva na análise das contas"

Brasil, pátria educadora padrão PT.

Resultado de imagen para chuva entra dentro da escolaBanheiros das escolas brasileiras padrão PT


Resultado de imagem para escolas brasileiras muito pobres imagensInstalações das escolas brasileiras padrão PT


Resultado de imagem para escolas brasileiras muito pobres imagensEntão Lula, como vai seu triplex?

 http://educacao.uol.com.br/noticias/2013/06/04/menos-de-1-das-escolas-brasileiras-tem-infraestrutura-ideal.htm

Dilma se prepara para recorrer ao Supremo contra o TCU


João Villaverde
Estadão
O governo Dilma Rousseff fez no domingo o penúltimo movimento no tabuleiro do Tribunal de Contas da União (TCU). Como numa partida de xadrez, a jogada do governo pode ter sido uma “pregadura”, nome dado à manobra do xadrez no qual um jogador ataca uma peça que o adversário não pode mover, pois caso mova colocará uma peça de maior valor sob ataque.


Ao questionar ao próprio TCU a postura do relator do processo de análise das contas de 2014, o governo tenta “pregar” Augusto Nardes. Com base nas “pedaladas fiscais”, Nardes recomendou a rejeição do balanço federal aos demais colegas, em parecer enviado na sexta-feira.


Se a jogada do governo fizer com que os demais ministros decidam pela troca de Nardes como relator ou, ainda, que fiquem convencidos a aprovar as contas de Dilma, deixando de seguir o relator, a pregadura terá sido bem sucedida, levando Dilma ao xeque-mate.


A próxima jogada, no entanto, será de Nardes. Ele terá que se pronunciar antes do julgamento, marcado para quarta-feira. Caso ele consiga sustentar a tendência de rejeição das contas que era predominante no TCU até sexta-feira, o governo terá, na realidade, feito uma “pregadura relativa” – a que derruba a Rainha do adversário, mas não a peça mais importante, o Rei.


ÚLTIMA CARTADA
O caso é dramático e Dilma guarda uma última jogada: o governo está preparado para entrar com um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para afastar Nardes do julgamento, alegando que ele antecipou voto (o que é proibido pela Lei da Magistratura, a qual ele está submetido). Dilma, inclusive, já autorizou essa estratégia, que pode ser desencadeada até quarta-feira, dia do julgamento.


Nunca no TCU, desde 1937, sequer um ministro pediu a reprovação das contas presidenciais. Hoje, a Corte tem o relator e o Ministério Público de Contas defendendo a rejeição do Balanço de 2014 do governo, devido, principalmente, ao possível crime de responsabilidade fiscal cometido pela gestão Dilma com as “pedaladas”.

Uma inédita rejeição das contas seria o início formal do processo de impeachment no Congresso, por parte da oposição e parte rebelada da base aliada de Dilma. O pedido de afastamento da presidente feito pelos juristas Helio Bicudo e Miguel Reale Jr. está sustentado justamente nas “pedaladas fiscais”.

Na quarta-feira, o tabuleiro do TCU terá o xeque-mate: os reflexos do julgamento (ou de sua postergação, caso o governo seja bem sucedido na troca de Nardes) serão sentidos no mercado financeiro, nas contas públicas e, principalmente, na delicada luta política que envolve a presidente.


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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Os oposicionistas podem ficar tranquilos. A presidente Dilma Rousseff é um fenômeno pelas avessas, tudo o que ela faz dá errado. Os ministros do TCU estão recebendo esse posicionamento de Dilma como uma afronta. E na verdade é mesmo uma afronta. (C.N.)

Oposição silencia sobre Cunha para não inviabilizar impeachment


Débora Álvares
Folha

Fiel escudeira do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a oposição tem preferido o silêncio sobre as denúncias que pesam contra o peemedebista, temendo que manifestações contrárias a ele inviabilizem um eventual processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.


Cunha tem total controle sobre o andamento dos pedidos de afastamento da petista do cargo. Nesta semana, ele arquivou cinco dos 14 que estavam sob sua mesa e afirmou, nesta sexta-feira (2), que espera decidir sobre os demais nos próximos dias.


A oposição firmou, há semanas, um acordo velado com Cunha sobre o rito do impeachment. Para não arcar sozinho com o ônus político da decisão, ele rejeitaria o pedido do ex-petista Hélio Bicudo, chancelado pelos oposicionistas, que entrariam com um recurso ao plenário para o processo então seguir tramitando.


Criticar Cunha pelas denúncias, seria arriscar quebrar esse acordo, na avaliação feita ao longo dessa semana. Integrantes dos maiores partidos de oposição, contudo, afirmam estar “entre a cruz e a espada”.


SEM RENÚNCIA
“Se o abandonamos e apoiamos publicamente a renúncia da presidência ou a cassação do mandato dele, acabamos com qualquer possibilidade de impeachment, porque, a não ser que um oposicionista assumisse a presidência, o que é impossível ocorrer, nenhum outro parlamentar dará sequência ao impeachment”, afirmou um deles.


Os deputados, contudo, concordam que, frente à opinião pública, a postura de afastamento dos fatos pode ser vista com ressalvas e até como apoio.


“Não posso falar ‘em off’, como estou falando com você, com meu eleitor e explicar isso. Sei que ele quer o impeachment, mas ele não entenderia o processo que é complexo”, avaliou outro oposicionista.


CLIMA PESADO
As discussões sobre a situação de Cunha, que mesmo para os aliados próximos está “próxima do insustentável”, foram retomadas semana passada com as notícias de que o presidente da Câmara teria contas bancárias na Suíça em seu nome e de familiares.


Após a divulgação das informações, aliados afirmam que o “clima ficou pesado e Cunha tem andado preocupado”. Avaliam, ainda, que as próximas semanas devem ser “quentes” e os demais partidos devem começar a se posicionar com mais veemência.


Cunha nega as acusações. Em nota divulgada nesta sexta (1), Cunha reiterou afirmações que deu na CPI da Petrobras, em março, quando negou a existência de contas suas em outros países.


QUESTIONAMENTO
Essa semana, na quinta (1), durante sessão no plenário, Eduardo Cunha foi questionado pelo deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) sobre as denúncias. Virado de costas para o deputado, o presidente ignorou o discurso e não comentou o assunto, como tem feito quando questionado em entrevistas à imprensa.


Apesar do silêncio público da oposição, um grupo de 15 deputados de 5 partidos – PSOL, Rede, PSB, PT e PMDB – apresentou um requerimento na quinta com questionamentos formais à Cunha sobre as denúncias atribuídas a ele. Regimentalmente, não há prazos para a resposta ser dada, assim como o presidente não tem obrigação de fazê-la.