domingo, 13 de julho de 2014

Seleção Brasileira se despede da Copa do Mundo com péssimo futebol e é goleada pela Holanda

BRASIL X HOLANDA

Na disputa de 3º lugar, equipe de Scolari leva 3 a 0 dos holandeses, em Brasília

postado em 12/07/2014 18:54 / atualizado em 12/07/2014 19:26
AFP PHOTO / DAMIEN MEYER
Uma despedida melancólica da Seleção Brasileira nesta Copa do Mundo. Em Brasília, a pobreza do futebol da equipe de Scolari ficou evidente mais uma vez. Neste sábado, coube à Holanda aproveitar os erros crassos, vencer com facilidade, por 3 a 0 (Robin van Persie, Daley Blind e Wijnaldum), e garantir o terceiro lugar do Mundial.

Com outra atuação pífia, caem por terra as estapafúrdias explicações da comissão técnica, durante essa semana, de que a humilhante derrota para a Alemanha, no Mineirão, por incríveis 7 a 1, foi fruto de um “apagão de alguns minutos”.



Se repetiu a desorganização em campo vista em Belo Horizonte. Mesmo mexendo (Maxwell, Paulinho, Ramires, William e Jô entraram como titular), Felipão não conseguiu corrigir as muitas falhas do time. A defesa desnudou ainda mais sua fragilidade. Os espaços e os buracos em campo facilitaram a vida dos holandeses, que não contaram com o carrasco Sneijder, que sentiu dores musculares ainda no aquecimento e deu lugar a Jonathan de Guzman.

No primeiro gol da Holanda, logo aos dois minutos, Robin van Persie acionou Robben, nas costas da defesa. O camisa 11 saiu na cara de Julio Cersar, mas foi deslocado por Thiago Silva fora da área. O árbitro, contudo, errou e marcou pênalti. Van Persie não desperdiçou a penalidade máxima e colocou os holandeses na frente: 1 a 0.

Chamou atenção a liberdade que Robben teve em campo. O melhor jogador da Holanda, que em tese deveria ser o mais visado pela marcação, teve espaço de sobra. Com a qualidade que tem, ele soube aproveitar. O craque holandês iniciou a jogada do segundo gol. Aos 15 minutos, ele abriu o jogo para De Guzmán, na direita, que cruzou com liberdade. Em mais uma falha da defesa, David Luiz cortou muito para o meio da área. Daley Blind dominou com tranquilidade e chutou forte com a canhota para vencer Julio Cesar: 2 a 0.



O meio campo, por sua vez, foi um deserto de ideias. A primeira oportunidade do Brasil nasceu em uma jogada individual de Oscar aos 21 minutos. O meia conduziu a bola pelo meio, tirou os defensores e chutou para a defesa de Cillessen.

No segundo tempo, Hernanes, Fernandinho e Hulk entraram. Pouca coisa mudou. O Brasil chegou muito mais pela vontade e pelas jogadas individuais do que pelas tramas coletivas. A síntese de um time sem organização. A Holanda, por sua vez, administrou o resultado e se expôs pouco. Defendeu com sabedoria e, muitas vezes, se poupou. No fim do jogo, ainda marcou o gol derradeiro, com Wijnaldum. Ele recebeu cruzamento da direita e, com muito espaço, finalizou de primeira: 3 a 0.

A nota positiva foi o comportamento do torcedor. Na maior parte do tempo, os 68.034 presentes no estádio Mané Garrincha apoiaram os comandados de Luiz Felipe Scolari, mesmo com uma atuação ruim nesta despedida da Copa do Mundo.
REUTERS/Ueslei Marcelino


BRASIL 0 X 3 HOLANDA

BRASIL
Julio Cesar, Maicon, Thiago Silva, David Luiz e Maxwell; Luis Gustavo (Fernandinho), Paulinho (Hernanes), Ramires (Hulk), William, Oscar e Jô
Técnico: Luiz Felipe Scolari

HOLANDA
Cillessen (Vorm), Vlaar, De Vrij, Martins Indi, Blind (Daryl Janmaat), Van Persie, Jonathan de Guzman, Robben, Kuyt, Clasie (Veltman), Wijnaldum
Técnico: Louis Van Gaal

Gols:
Robin van Persie, Daley Blind e Wijnaldum
Cartão Amarelo:
Thiago Silva, Fernandinho e Oscar pelo Brasil. Robben e Jonathan de Guzman pela Holanda
Local: Mané Garrincha, em Brasília (DF)
Data: sábado, 12 de julho de 2014
Árbitro: Djamel Haimoudi (Argélia)
Assistentes: Redouane Achik (Marrocos) e Abdelhak Etchiali (Argélia)
Público: 68.034

Ex-jogadores criticam a Seleção Brasileira: "Apagão durou cinco dias e não cinco minutos"

Ex-craque inglês Gary Lineker disse que o "Brasil jogou como um time amador"

12/07/2014 21:35
REPRODUÇÃO
A Seleção Brasileira mais uma vez voltou a apresentar um péssimo futebol neste sábado, na disputa de terceiro lugar, em Brasília. A equipe de Luiz Felipe Scolari perdeu, por 3 a 0, da Holanda, e se despediu de forma melancólica. Nas redes sociais, ex-jogadores criticaram o futebol apresentado pelo selecionado pentacampeão do mundo.
Juninho Pernambucano, hoje comentarista, não poupou a péssima campanha brasileira e ironizou o técnico Scolari. “É, o apagão durou 5 dias e não 5 minutos. Na coletiva, a imprensa deveria mostrar os números ao Felipão, 7 jogos, 3 vitórias, 2 empates e 2 derrotas”, disse, em referência às justificativas da comissão técnica pelas más atuações. “Futebol não é tão importante assim, eu sei, mas foi a maior vergonha da história. Não foi o acaso. Vimos um grupo movido à lavagem cerebral”, completou Juninho.

Artilheiro da Copa do Mundo de 1986 e hoje comentarista da BBC, Gary Lineker conseguiu ser ainda mais sagaz: “O Brasil joga como um time amador”, publicou.

O polêmico Neto também criticou: “Nossa Seleção tá morta com farofa!”, publicou. O ex-zagueiro Edmilson, que trabalhou com Felipão em 2002, pediu Pep Guardiola na Seleção: “#VemPepGuardiola”.

Por sua vez, Edmundo comparou o Brasil com o Vasco rebaixado em 2013: “Nem o Vasco com Diogo Silva e Felipe Bastos no time toma tanto gol como essa seleção brasileira”.

Aécio diz que erário agradece não criação da Futebrás

Depois de criticar a intenção do governo de intervir no futebol e receber resposta da presidente Dilma Rousseff, o candidato do PSDB ao Planalto, Aécio Neves, ironizou as declarações da adversária por meio de sua página no Facebook. Segundo Aécio, a notícia de que o governo não pretende criar uma estatal para cuidar do futebol é boa para os cofres públicos, mas não para os "companheiros" de Dilma.
 
"A presidente Dilma nos informou hoje, pelo Twitter, que não vai criar a 'Futebras'. Talvez isso entristeça alguns de seus companheiros, mas traz enorme alívio para milhões de brasileiros. Afinal, seria a 14ª estatal criada pelo governo do PT, a sétima só no seu governo. Os cofres públicos agradecem!", ironizou Aécio.

A discussão teve início ontem quando Aécio acusou o governo de oportunismo ao anunciar a intenção de uma maior interferência estatal no futebol. Hoje pela manhã, Dilma rebateu o tucano em seu Twitter dizendo que "os que queriam transformar a Petrobras em Petrobrax, desvirtuam, agora, nossa posição de apoiar a renovação do nosso futebol". Quando a presidente fala em Petrobrax, se refere a um processo iniciado no governo Fernando Henrique Cardoso para mudar o nome da estatal brasileira de petróleo.


Fonte: Estadao Conteudo

Comentario


Chacall Originall

Uma vergonha. O governo quer corrigir a todos, e esquece os da sua própria casa. Do que adianta você varrer a casa e jogar toda a sujeira debaixo do tapete. Pra falar dos defeitos dos vizinhos primeiro você corrigem os defeitos com bons exemplos. Moralmente, o Governo e CBF não são bons exemplos e perderam a credibilidade com seu público

Volta, Lula está descartado desde sempre, diz Dilma



A presidente disse também que as vaias que recebeu no jogo de abertura da Copa do Mundo, em São Paulo, eram predominantemente da elite branca
 
A presidente Dilma Rousseff disse ontem que não há, nem houve antes, hipótese de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ser o candidato do PT às eleições de outubro.

 "Ninguém vai diminuir a força de minha relação com ele. O ‘volta, Lula’ está descartado desde sempre", afirmou a presidente em entrevista exibida ontem à noite no canal Globonews.

A presidente disse também que as vaias que recebeu no jogo de abertura da Copa do Mundo, em São Paulo, eram predominantemente da elite branca. "Quem compareceu aos estádios, não podemos deixar de considerar, foi quem tinha poder aquisitivo pra pagar o preço dos ingressos da Fifa. 


Isso é, dominantemente, uma elite branca," Ela descartou com um comentário - "isso é a opinião dele" - a avaliação feita na época, pelo secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, de que não era apenas elite branca. Apesar do risco de mais vaias, a presidente já anunciou que vai entregar a taça à seleção vencedora, amanhã, no Maracanã.

Dilma voltou a defender uma reforma no futebol brasileiro, destacando que a presença de craques no País deve atrair público às arenas e assim evitar que algumas delas se transformem em elefantes brancos.

A presidente respondeu também a questões de economia, dizendo que o País está "no processo de reconstrução de retomada". Mas advertiu que "há que ter a reforma do Estado", pois "sem isso não daremos o salto necessário". E definiu o pessimismo sobre a economia como "uma incompreensão do mundo em que estamos vivendo". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Fonte: Estadão Conteúdo  Jornal de Brasília



Comentarios

Chacall Originall

E o trabalhador honesto cada vez mais pobre. Mais usado como massa de manobra, papagaios de pirata apenas repetem o que escutam sem ter noção da situação do país. É frustrante trabalhar pra pagar tantos impostos e se sentir abandonado, enganado, lesado em todos os sentidos por um poder público que não te dá absolutamente nada em troca. Sempre destina os recursos sociais da nação em benefício de interesses próprios. Chegou a hora de mudar, mudar é bom e faz bem para o Brasil

Chacall Originall

Enquanto isso falta escolas e hospitais de qualidade pros pobres brasileiros!!!... e vai rolando copa do Mundo no Brasil, todos felizes, só festa com cachaça,muitos torcedores no coma alcoólico,lindos estádios a custos faraônicos;LUGAR ONDE POBRE NÃO VAI.. ESTA MÚSICA DEVIA SER A MÚSICA DA COPA. Não me convidaram Pra esta festa pobre Que os homens armaram Pra me convencer A pagar sem ver Toda essa droga.... por segurança pobres ficam a 2km dos estádios no dia do futebol. BRASIL MOSTRA A TUA CARA

Para CBF, governo deveria dar atenção à escola pública


O presidente eleito da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Marco Polo Del Nero, disse nesta sexta que existem "limites" para eventual participação do Estado na organização do futebol, como havia sugerido na véspera o ministro do Esporte, Aldo Rebelo.

 Ao mesmo tempo, Del Nero cobrou "prioridade para o esporte na rede pública".


Anteontem, Aldo chegou a falar em "intervenção indireta" na modalidade, propondo mudanças em "áreas de interesse público". 


Ontem, o ministro voltou ao assunto e disse que a "intervenção" a que se referiu no dia anterior não era na CBF.


"A participação do Estado é sempre bem-vinda, dentro dos limites do que se pode fazer", disse Del Nero, que vai assumir o comando do futebol nacional em 2015. Segundo ele, o governo federal já engavetou projetos apresentados pela entidade.
A CBF foi sempre refratária a um envolvimento do Estado em suas funções, o que exigiria, de um lado, maior transparência nas contas, mas também a justificativa de resultados.


Os "limites" citados pela CBF se referem justamente à regra da Fifa que impede que governos intervenham nas confederações de futebol. Nesta semana, a entidade suspendeu a Nigéria de participação no futebol internacional depois que o governo em Abuja, a capital do país africano, promoveu uma intervenção na federação local e trocou os cartolas da entidade nacional.


Aldo, apesar de considerar que "o Estado não poderia ser excluído da competência de zelar pelo interesse público dentro do esporte", já havia ponderado que sua proposta de ação não era uma tentativa de o governo influir na escolha de presidentes de clubes ou da CBF. O governo sabe que precisa agir dentro das regras da Fifa.


Del Nero sugeriu que a atuação do Estado no esporte teria de ser outra. Para ele, o governo precisa se ocupar da rede pública de escolas antes de falar em intervenção nos clubes brasileiros. Segundo ele, "a escola é a base de tudo". "Onde está o esporte nas escolas brasileiras?", questionou. "O governo precisa dar maior prioridade para o esporte na rede pública. 


É dali que sairão os craques", reforçou. "Os clubes não podem fazer tudo. Parte desse trabalho de base precisa ser construído pelas escolas."

Como exemplo, o presidente eleito da CBF mencionou o desenvolvimento do esporte nos Estados Unidos, baseado sempre na atuação em escolas e universidades.


Futebol feminino
O dirigente ainda observou que propostas para o desenvolvimento do futebol feminino no País, enviadas ao governo pela confederação, estão paradas há anos.

Anteontem, o ministro do Esporte e a Fifa cobraram da CBF medidas para fortalecer o futebol feminino no Brasil e acelerar o seu desenvolvimento. Aldo disse que é o governo federal quem vem estimulando a modalidade, ao apoiar o Campeonato Brasileiro e a Libertadores. Ele indicou que espera iniciativas da CBF em relação ao assunto.


Del Nero, porém, alertou que, quando Orlando Silva era ministro, a CBF encaminhou projeto para o desenvolvimento da modalidade nas universidades. "Os clubes têm dificuldades financeiras para bancar o futebol feminino." Para ele, o modelo deve ser encontrado nas universidades e com o apoio de recursos públicos. Em troca de bolsas de estudos, as mulheres teriam a organização de times e de campeonatos. "Mas o projeto nunca andou depois que Orlando Silva deixou o governo", comentou Del Nero.


Orlando Silva (PC do B), candidato a deputado, deixou o ministério em meio a suspeitas de corrupção e favorecimento de ONGs ligadas ao partido. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Fonte: Estadão Conteúdo  Jornal de Brasília

Mega operação de segurança para final contará com quatro policiais argentinos


Atualizado em  12 de julho, 2014 - 14:17 (Brasília) 17:17 GMT

Reuters
Segundo governo do Rio, final terá 'maior operação de segurança' da história da cidade


Quatro policiais argentinos ajudarão a vigiar os milhares de torcedores do país que já tomam as ruas do Rio de Janeiro para a grande final da Copa do Mundo, no domingo, com a Alemanha. Eles serão parte do que o governo fluminense classifica como a "maior operação de segurança" da história da cidade, com mais de 25 mil homens.


Assim como em Mundiais anteriores, policiais de outros países foram convidados para ajudar no monitoramento das torcidas. No total, foram 205 das 30 nações que disputaram a Copa, mais 45 de outros 15 países que não estavam no torneio.
Em geral, assim como no caso dos argentinos, três ficaram lotados no Centro de Cooperação Policial Internacional (CCPI), em Brasília, e quatro foram deslocados junto com as torcidas, com acesso aos estádios.

"Pedimos aos países que enviassem agentes com dois perfis específicos. Um de inteligência e monitoramento, para ficar no centro em Brasília, e outro com experiência em futebol, e idealmente até contatos prévios com as lideranças das torcidas, para irem aos estádios", disse à BBC Brasil o delegado da Polícia Federal Luiz Eduardo Navajas, que além de coordenar o trabalho do CCPI durante a Copa é chefe da Interpol no Brasil.

Ele diz que em muitos casos os policiais foram reconhecidos pelos líderes das torcidas e que isso ajudou muito no trabalho. "Alguns já iam cumprimentando, já se conhecem há muito tempo. Isso causa um impacto. O torcedor logo se dá conta de que poderá ser punido também no seu país", explica Navajas.


Polícia Federal
Policiais argentinos acompanham agentes da Polícia Federal durante a Copa


A atuação dos policiais argentinos foi essencial para a prisão e deportação sumária de um dos líderes barras-bravas, a torcida mais violenta do país, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. No Rio, eles terão a missão de ajudar a monitorar os mais de 70 mil argentinos aguardados pela Prefeitura até o domingo na cidade.

Cientes dos desafios de segurança da final, as autoridades previram um esquema com homens da Guarda Municipal, Corpo de Bombeiros, polícias Civil, Militar e Federal, além das Forças Armadas e agentes de inteligência.

No total serão mais de 25.787 homens, e de acordo com o secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, a operação atinge seu ponto máximo a partir das 23h deste sábado, e só termina conforme as circunstâncias após o jogo permitirem.

Preocupações

Entre as maiores preocupações do governo estão brigas e distúrbios entre torcedores, consumo de álcool dentro dos estádios e até o terrorismo.

A chance de grandes protestos marcados para coincidir com a final também elevou a preocupação das autoridades. Na manhã deste sábado, 19 pessoas foram presas no Rio de Janeiro após mandados de prisão temporária, que possibilitam cinco dias de detenção, terem sido expedidos pela 27ª Vara Criminal da Capital.

De acordo com a Polícia Civil, todos os detidos eram investigados por "atos de vandalismo nas manifestações de junho do ano passado". A ativista Sininho foi presa na casa do namorado, em Porto Alegre, e há informações ainda não confirmadas de que o total de mandados expedidos contra pessoas ligadas às manifestações chegaria a 60 em todo o país.

Milhares de torcedores argentinos e alemães, um grande fluxo de outros estrangeiros e brasileiros de outros Estados devem passar pelo Rio no fim de semana. Além disso, a presidente Dilma Rousseff recebe nove chefes de Estado para um almoço no Palácio Guanabara no domingo.


Polícia Federal
Policiais colombianos atuam no Brasil; alguns já tinham contato prévio com torcidas


De lá, todas as comitivas seguem para o Maracanã, onde assistirão à partida. Para o deslocamento, estão previstos helicópteros para a vigilância aérea, batedores, e todo o aparato previsto no protocolo internacional de segurança a líderes de governos estrangeiros.

"Temos, no Rio, a partir deste sábado, a maior operação de segurança que a cidade, talvez o país, já tenha visto", disse Beltrame.

Ao todo o esquema prevê 14.984 homens da Polícia Militar, mil homens da Policia Federal, 800 da Força Nacional, 800 da Polícia Rodoviária Federal, 1.750 bombeiros, 1.032 Guardas Municipais, 505 Policiais Civis e 600 homens da CET-Rio, além de 9.300 das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica).

Vinte e cinco embarcações da Marinha também farão a vigilância da costa.

Bebidas alcoólicas

No entorno do Maracanã, além do forte esquema de segurança para tentar impedir invasões e a prática do cambismo, os bares serão fechados duas horas antes da partida, e a Fifa deve "retardar" o início da venda de bebidas dentro do estádio, a pedido das autoridades de segurança.


Para o coronel Wanius de Amorim, superintendente para Grandes Eventos da Secretaria Estadual de Defesa Civil do Rio de Janeiro, a venda de bebidas alcoólicas dentro dos estádios (proibida pelo Estatuto do Torcedor, mas liberada durante a Copa do Mundo de acordo com as exigências da Fifa) é motivo de preocupação já que muitos torcedores poderão deixar o estádio embriagados após a partida.

"No ano passado, num amistoso entre Brasil e Inglaterra, fizemos 57 atendimentos por uso excessivo de álcool dentro do estádio. No jogo entre Uruguai e Colômbia, na Copa, o número subiu para 880, com a mesma média de público, de 70 mil pessoas", explica Amorim.

Melancolia e provocações a argentinos marcam despedida da seleção


Atualizado em  12 de julho, 2014 - 21:00 (Brasília) 00:00 GMT

Torcida no Mané Garrincha (BBC Brasil)
Torcedoras levaram faixa de apoio à seleção em sua despedida da Copa


A julgar pelo comportamento dos torcedores brasileiros em frente ao estádio Mané Garrincha neste sábado, o Brasil não entraria em campo para enfrentar a Holanda na disputa pelo terceiro lugar na Copa, mas sim a Argentina.


Cantos que debochavam da maior rival da seleção – que disputará a final do Mundial neste domingo, contra a Alemanha – eram mais frequentes até mesmo que o popular "Eu sou brasileiro…", mantra da torcida brasileira no torneio.
Um torcedor levou um caixão com as cores da bandeira argentina e a data do "sepultamento" do adversário: 13/7/2013, dia da grande final, no Rio.


"Se a Argentina for campeã, para mim vai ser uma tragédia ainda maior que ter perdido daquele jeito da Alemanha", disse à BBC Brasil a professora Fernanda Lima, referindo-se à vitória dos alemães sobre os brasileiros na terça, por 7 a 1.


"Imagina como eles vão se achar se forem campeões do mundo lá no Maracanã?"
As provocações aos rivais não impediam que brasileiros pedissem para tirar fotos com pequenos grupos de torcedores argentinos presentes no estádio.


"Nossa rivalidade é só dentro de campo, fora eles são gente boa", disse o vendedor Jason Soares, após se fotografar com um casal vindo de Buenos Aires.


Torcida em Brasília
Um torcedor levou um caixão com as cores da bandeira argentina

Baque dos 7 a 1

A derrota para a Alemanha ainda reverberava em boa parte dos torcedores. Mas seguia em circulação, fora do estádio, a bandeira gigantesca que já percorreu milhares de quilômetros pelo mundo e tem milhares de assinaturas de brasileiros.


Quem passava era convidado a assinar a bandeira e deixar um recado para a seleção. Mensagens de solidariedade ("força", "estamos juntos", "vamos dar a volta por cima") eram as mais comuns.


Um grupo de torcedoras exibia uma faixa que jurava amor à seleção e dizia: "Somos brasileiras com muito orgulho, com muito amor."


Outra faixa afirmava que "Cem anos de orgulho não se apagam em um dia".


A maioria dos presentes, no entanto, parecia pouco disposta a manifestações mais efusivas. Os torcedores passavam rápido pela barreira policial em volta do estádio e logo subiam para as arquibancadas. Quarenta minutos antes do jogo, a maioria já havia entrado no Mané Garrincha.


Estudante se disse frustrado com o enfraquecimento das manifestações durante o Mundial


Do lado de fora ficaram torcedores famosos – como os sósias do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e do jogador brasileiro Hulk, também presentes em outros jogos -, grupos de missionários e manifestantes avulsos.


O estudante de psicologia Eric von Behr carregava uma faixa com uma pergunta: "Podemos voltar às ruas agora?"


Behr se disse frustrado com o enfraquecimento das manifestações durante o Mundial, mas esperançoso de que o fim do torneio impulsionasse os atos.


"Agora que a festa acabou é hora de pegar toda essa energia e se dedicar ao que realmente importa."


Ao fim do jogo – e de mais uma derrota da seleção –, o clima geral entre os torcedores era de desânimo e melancolia.


"A Copa foi ótima, mas não precisava ter terminado assim", disse o funcionário público Leonardo das Neves. "Espero que tirem uma lição e reformem o futebol brasileiro, porque desse jeito vamos continuar passando vergonha. Só restou secar a Argentina amanhã."