sábado, 6 de abril de 2019

Resultados Hora do Planeta 2019: mais de 180 países se unem para dizer que a natureza importa

Cristo antes da Hora do Planeta 2019



01 Abril 2019   |   0 Comments
 
Por Bruna M. Cenço

Indivíduos, empresas e cidades em 188 países e territórios em todo o mundo aderiram à Hora do Planeta para falar sobre a natureza e inspirar ações urgentes para o meio ambiente. Enquanto a Hora do Planeta passava ao redor do globo, milhares de monumentos ou pontos importantes apagavam suas luzes em solidariedade ao planeta.

Por meio do apelo global do maior movimento popular pelo meio ambiente, as hashtags #EarthHour e #Connect2Planet se tornaram trend topics em 26 países, com pessoas em todo o mundo gerando mais de 2 bilhões de impressões para mostrar sua preocupação com a natureza. No Brasil, as hashtags #HoradoPlaneta e #ConectadoNoPlaneta tiveram mais de 800 impressões.

“A participação em massa na Hora do Planeta mostrou que as pessoas demandam globalmente ações urgentes pela natureza”, disse Marco Lambertini, diretor-geral do WWF International.

Do Equador ao Marrocos e à Indonésia, a Hora do Planeta 2019 mobilizou pessoas em todos os continentes para falar sobre questões como estilos de vida sustentáveis, oceanos livres de plástico, desmatamento e conservação da água. Luzes em milhares de monumentos, incluindo a Sydney Opera House (Sydney), Tokyo Skytree (Tóquio), Brandenburg Gate (Berlim), Empire State Building (Nova York), as Pirâmides do Egito (Cairo), Rashtrapati Bhavan (Nova Delhi), a estátua do Cristo Redentor (Rio de Janeiro) e a Torre Eiffel (Paris).

Os impactos da aceleração da perda da natureza e das mudanças climáticas no planeta são sérios, assim como as consequências para a humanidade. Foram várias as personalidades políticas que se pronunciaram a respeito da Hora do Planeta e da importância de proteger a natureza. Entre eles estão: o Secretário-Geral da ONU, António Guterres; Kristalina Georgieva, presidente interina do Banco Mundial; Greta Thunberg, a ativista climática de 16 anos; os cosmonautas da Estação Espacial Internacional; o Primeiro Ministro da Espanha, Pedro Sánchez, além de celebridades como Bear Grylls, Mark Ruffalo, Amitabh Bachchan, Claudia Bahamon, Hebe Tien e Yoko Ono.

A Hora do Planeta no Brasil
O Brasil começou a sediar a Hora do Planeta em 2009 e desde então tem feito isto todos os anos, envolvendo poder público e diferentes setores da sociedade. Em 2019, décima primeira edição do evento no país, foram feitas mais de 1300 inscrições no site oficial da campanha, sendo 147 prefeituras, incluindo todas as capitais; 160 empresas; 71 instituições de ensino, 55 de terceiro setor, 285 inscrições individuais, 20 grupos e 668 grupos de escoteiros. A parceria dos Escoteiros do Brasil envolveu, de acordo com a própria organização, mais de 20 mil crianças e jovens, que promoveram alguma ação para a Hora do Planeta. Entre os monumentos apagados, se destacam o Arco do Anhangabaú (São Paulo), Cristo Redentor e Bondinho (Rio de Janeiro), Congresso Nacional (Brasília), além de diversos outros pontos públicos ou privados.

De acordo com o diretor executivo do WWF-Brasil, Mauricio Voivodic, o grande número de adesões à Hora do Planeta ressalta a importância que a sociedade brasileira dá ao cuidado com a natureza, o que deve fortalecer mais ações ao longo do ano.

“A Hora do Planeta não terminou às 21h30 de sábado. A partir de agora, é importante transformar o apoio em prática: mudar nossos hábitos para diminuir os impactos das nossas ações na natureza”, diz Voivodic. “No dia 5 acontecerá o lançamento do 'Nosso Planeta', nova série da Netflix coproduzida pela Silverback Films em colaboração com o WWF, uma produção fantástica que mostra a riqueza da nossa biodiversidade em todo mundo. Quem puder, assista à série e veja a importância de combatermos as mudanças climáticas e a perda de biodiversidade. Se não agirmos agora, a vida de todo planeta continuará em risco”.

A campanha de 2019 contou com o apoio de jovens da organização Engajamundo e de voluntários, que apoiaram no contato com as prefeituras e no registro das ações no sábado. Celebridades e influenciadores brasileiros também participaram. Além dos cantores Lenine, Ana Rafaela e Gabriel Sater (embaixadores da campanha), a atriz Leandra Leal, a apresentadora Mary Moon, o professor Jubilut e a Turma da Mônica postaram a campanha amplamente em suas redes sociais. Até o momento, já foram quase 500 citações na imprensa.

Outra novidade neste ano foi a realização de cinco eventos pela equipe do WWF-Brasil. Em Brasília, a Hora do Planeta abriu as portas do escritório panda e trouxe mais de mil pessoas para as diferentes atividades, que movimentaram a Asa Sul das 12h às 21h30; em Campo Grande, a pedalada por monumentos históricos reuniu 230 ciclistas; em Rio Branco, foram cerca de 300 pessoas no evento do Palácio Rio Branco; Noronha teve um grupo de 30 crianças envolvidas na atividade de conscientização sobre plástico nas praias e um número semelhante na observação de estrelas à noite. Por fim, São Paulo contou cerca de 100 pessoas presentes no show de luzes na casa Bandeirista (casa histórica, possível de ver de carro na movimentada Av. Faria Lima) e centenas na apresentação da cantora Ana Rafaela (embaixadora da Hora do Planeta) e abertura da banda O Porto no McDonalds da Henrique Schaumann.

Próximos eventos
- Nosso Planeta (série da Netflix): Seguindo os passos da Hora do Planeta, chega a ansiosamente aguardada série Nosso Planeta Netflix, que será lançada em 5 de abril. Os espectadores assistirão a imagens impressionantes e inéditas da vida selvagem e de seus habitats - ao mesmo tempo em que descobrem por que o mundo natural é importante para todos nós e que medidas devem ser tomadas para preservá-lo. Produzido em parceria com a WWF, a série histórica é narrada pelo renomado radialista e historiador natural Sir David Attenborough.

- Desafio das Cidades: Para as cidades, já estão abertas as inscrições para o Desafio das Cidades 2019/2020. A iniciativa, é um projeto internacional capitaneado pelo WWF com apoio do ICLEI e busca incentivar e reconhecer esforços de governos locais rumo a um futuro mais verde e justo. Para esta edição, os temas são eficiência energética em prédios públicos e esforços da cidade para limitar o aquecimento global a 1,5 ºC em média do Período Pré-Industrial.

Hora do Planeta 2020: Para quem já está com saudades, a próxima edição da Hora do Planeta será realizada no sábado dia 28 de março de 2020, às 20h30.

Estudo inédito revela que a Amazônia está perdendo superfície de água



22 Março 2019   |   0 Comments
 
Análise mostra que há uma tendência de perda de corpos hídricos. Em média, foram perdidos 350kmde área coberta por ambientes aquáticos por ano. Alteração nos ecossistemas aquáticos é influenciada por intervenções humanas como desmatamento, obras de infraestrutura e mudanças climáticas

Por Denise Oliveira
Imagens do satélite Landsat coletadas durante 33 anos (1985 a 2017), novas tecnologias de processamento de dados em nuvens de computadores e uma análise dedicada de pesquisadores tornaram possível um novo olhar sobre a Amazônia, agora na perspectiva das transformações que vem ocorrendo nos corpos hídricos da região.
Assim como o Prodes nos mostra anualmente como está a supressão da vegetação natural dos ecossistemas terrestres, o novo estudo teve como objetivo avaliar as dinâmicas de transformação na superfície de água na Amazônia. Esse pode ser o pontapé inicial para um acompanhamento anual e regular sobre o estado dos corpos hídricos – rios, lagos, áreas úmidas inundáveis etc.
Mas os resultados obtidos não são positivos: A análise realizada pelo WWF-Brasil e Imazon, no âmbito do Projeto MapBiomas, e com apoio do Google Earth Engine, mostra que há uma tendência de redução da superfície hídrica na Amazônia brasileira. Em média foram perdidos 350 km2 de área coberta por ambientes aquáticos por ano.
O resultado da análise foi publicado na terça-feira (19/3) em edição especial da revista científica Water (MDPI) sobre a situação dos recursos hídricos nas Américas, trazendo dados inéditos para o bioma. Esta foi a primeira vez que um estudo dessa magnitude foi realizado na escala do bioma Amazônia.
Vetores e impactos
Bernardo Caldas, analista do Programa de Ciências do WWF-Brasil e um dos autores do estudo, explica que existe uma correlação entre a perda de superfície de água na região Amazônica e a construção de hidrelétricas e desmatamento.
As intervenções humanas como a construção de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), açudes, barramentos de rios por grandes ou pequenas obras, a formação de lagos para piscicultura somadas, assim como as grandes obras de infraestrutura, afetam a dinâmica natural e geram alterações nos corpos hídricos e fluxos de água que impactam todo o sistema. A faixa onde estão mais evidenciadas essas múltiplas intervenções humanas coincidem com o chamado arco do desmatamento, na porção sul da Amazônia.

O barramento de rios (interrupção de seu curso natural) afeta o pulso de inundação. Os efeitos cumulativos de muitos barramentos podem levar o curso d’ água a entrar em colapso e, assim, subsequentemente, interferir na dinâmica e serviços ecológicos da bacia hidrográfica como um todo. 

As áreas mais afetadas com essa perda de superfície são as áreas de inundação (várzeas) e lagoas que se formam com o pulso de cheias e vazantes dos rios. A bacia Amazônica forma uma rede de ecossistemas aquáticos, diferenciados e interligados. Esses ecossistemas são fundamentais para a biodiversidade, a reprodução de peixes e outras espécies aquáticas.

“A perda desses habitats dinâmicos, que são influenciados pelo bombeamento natural e pelos fluxos de água, coloca em risco espécies como os botos, peixes, incluindo os ornamentais, os quelônios, entre muitas outras espécies que dependem desses locais para se reproduzirem. Ou seja, estamos perdendo os berçários da vida na Amazônia. Consequentemente, as comunidades que dependem dessa biodiversidade também serão afetadas”, explica Bernardo Caldas.

Bernardo Caldas, do WWF-Brasil, lembra que a água não respeita barreiras político-administrativas estaduais ou mesmo federais. A unidade é a bacia hidrográfica, o sistema de rios e os fluxos naturais de água.

“É necessário um macroplanejamento ambiental estratégico que considere não só as grandes infraestruturas, mas também o impacto de um conjunto de milhares de pequenas obras que cumulativamente pode afetar os serviços ambientais prestados por determinada bacia hidrográfica. Entre esses serviços estão o abastecimento de água para a população local, a dessedentação de animais, a produção agropecuária, a segurança alimentar de comunidades, o turismo e a própria necessidade dos ecossistemas de terem espaço e tempo para sua auto-manutenção”, completa.

Desafios
Os principais desafios para a realização do estudo foram a escala e complexidade da região e o extenso período histórico analisado. Carlos Souza, pesquisador do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), explica que esse estudo só foi possível por conta dos recentes avanços técnicos para o processamento de grandes volumes de dados que estão disponíveis atualmente. “Utilizamos o Google Earth Engine e seus servidores de computadores espalhados pelo mundo para processar um volume impressionante de imagens de satélites. O que seria uma tarefa quase impossível há alguns anos atrás”, comenta.

Próximos passos
Este estudo faz parte de uma série de trabalhos que vem sendo conduzidos pelo WWF-Brasil e que incluem uma análise sobre a fragmentação dos rios da Amazônicos e os impactos decorrentes. Realizada em conjunto com diversos parceiros na região, essa análise visa integrar aspectos hidrológicos e de biodiversidade em uma visão transfronteiriça. 

O conjunto de estudos possibilitará o desenvolvimento de estratégias públicas e privadas que garantam o desenvolvimento sustentável da região.

Uma Amazônia ecologicamente saudável, que possa continuar fornecendo produtos e serviços dos ecossistemas terrestres e aquáticos para todos, localmente e globalmente, é imprescindível. Os estudos desenvolvidos pelo WWF-Brasil e parceiros contribuem para a compreensão e conservação desse complexo sistema natural.

Seu corpo é sua internet - E ela pode ser hackeada

Seu corpo é sua internet - E ela pode ser hackeada

Seu corpo é sua internet - E ela pode ser hackeada
Um dispositivo mantém os sinais de comunicação dentro do corpo, para que ninguém possa invadir equipamentos médicos, como os marcapassos. [Imagem: Debayan Das et al. - 10.1038/s41598-018-38303-x]


Internet do corpo
Desde que aparelhos médicos - como marcapassos, desfibriladores, bombas de insulina etc. - começaram a incorporar a tecnologia de transmissão de dados sem fios, especialistas em segurança da informação vêm alertando sobre o risco de interceptação desses dados e, eventualmente, do controle dos aparelhos por pessoas mal-intencionadas.
Ainda não há registro de que isso tenha acontecido na vida real - nos laboratórios há várias demonstrações.
Antes do primeiro crime, contudo, pesquisadores da Universidade Purdue, nos EUA, reforçaram a segurança dessa nascente "internet do corpo".
Os fluidos corporais transportam sinais elétricos muito bem. Até agora, as chamadas "redes de área corporal" têm usado a tecnologia Bluetooth para enviar sinais ao redor do corpo. Essas ondas eletromagnéticas podem ser captadas a até 10 metros de uma pessoa.
A nova tecnologia consiste em manter os sinais de comunicação dentro do próprio corpo.
Seu corpo é sua internet - E ela pode ser hackeada
A tecnologia consiste em não deixar que os sinais viajem muito além da superfície da pele. [Imagem: Purdue University image/Erin Easterling]
Rede corporal
Debayan Das e colegas desenvolveram uma maneira de manter a comunicação a no máximo um centímetro da pele, e usando 100 vezes menos energia do que a comunicação Bluetooth tradicional.
Isto foi possível por meio de um dispositivo que conecta sinais na faixa eletro-quasistática, que é muito mais baixa no espectro eletromagnético.
A demonstração, feita com um protótipo de relógio, envolveu a recepção de sinais de qualquer parte do corpo, desde as orelhas até os dedos dos pés. A espessura da pele ou do cabelo também não fazem diferença na qualidade do sinal.
"Nós mostramos pela primeira vez um entendimento físico das propriedades de segurança da comunicação do corpo humano para permitir uma rede corporal secreta, para que ninguém possa bisbilhotar informações importantes," disse o professor Shreyas Sen.
O grupo já está trabalhando com financiamento do governo e parceria com a indústria para incorporar essa tecnologia em um circuito integrado ultraminiaturizado.
Bibliografia:

Enabling Covert Body Area Network using Electro-Quasistatic Human Body Communication
Debayan Das, Shovan Maity, Baibhab Chatterjee, Shreyas Sen
Nature Scientific Reports
DOI: 10.1038/s41598-018-38303-x

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Relatório oficial do Canadá sobre as mudanças climáticas revela severos impactos, agora e no futuro


Relatório oficial do Canadá sobre as mudanças climáticas revela severos impactos, agora e no futuro



Canadá: Cenários estimam ondas de calor, acidez do oceano, diminuição do gelo marinho e cobertura de neve sazonal, e o risco de escassez de água

Canada’s Changing Climate Report*

Canada’s Changing Climate Report

O clima do Canadá aqueceu e vai aquecer ainda mais no futuro, impulsionado pela influência humana. As emissões globais de dióxido de carbono da atividade humana determinarão em grande parte quanto o aquecimento do Canadá e do mundo experimentará no futuro, e esse aquecimento é efetivamente irreversível. {2,3, 3,3, 3,4, 4,2}

O aquecimento passado e futuro no Canadá é, em média, o dobro da magnitude do aquecimento global . O norte do Canadá se aqueceu e continuará aquecendo a mais que o dobro da taxa global. {2.2, 3.3, 4.2}

Os oceanos que cercam o Canadá se aqueceram, tornaram-se mais ácidos e menos oxigenados, o que é consistente com as mudanças oceânicas globais observadas no último século. O aquecimento dos oceanos e a perda de oxigênio se intensificarão com novas emissões de todos os gases de efeito estufa, enquanto a acidificação dos oceanos aumentará em resposta às emissões adicionais de dióxido de carbono. Essas mudanças ameaçam a saúde dos ecossistemas marinhos. {2.2, 7.2, 7.6}

Os efeitos do aquecimento generalizado são evidentes em muitas partes do Canadá e prevê-se que se intensifiquem no futuro . No Canadá, esses efeitos incluem mais calor extremo, menos frio extremo, estações de crescimento mais longas, estações de cobertura de neve e gelo mais curtas, fluxo de pico de primavera mais cedo, geleiras mais finas, descongelamento de permafrost e aumento do nível do mar. Como algum aquecimento adicional é inevitável, essas tendências continuarão. {4.2, 5.2, 5.3, 5.4, 5.5, 5.6, 6.2, 7.5}

Prevê-se que a precipitação aumente na maior parte do Canadá, em média, embora as chuvas de verão possam diminuir em algumas áreas. A precipitação aumentou em muitas partes do Canadá, e houve uma mudança para menos neve e mais chuvas. Prevê-se que a precipitação anual e de inverno aumentará em todo o Canadá no século XXI. No entanto, as reduções nas chuvas de verão são projetadas para partes do sul do Canadá sob um cenário de alta emissão no final do século. {4.3}


A disponibilidade sazonal de água doce está mudando, com um aumento do risco de escassez de abastecimento de água no verão. Os invernos mais quentes e o derretimento de neve mais cedo se combinarão para produzir fluxos de inverno mais altos, enquanto que os snowpacks menores e a perda de gelo de geleiras durante este século se combinarão para produzir vazões de verão mais baixas. Verões mais quentes aumentarão a evaporação das águas superficiais e contribuirão para reduzir a disponibilidade de água no verão no futuro, apesar de mais precipitação em alguns lugares. {4.2, 4.3, 5.2, 5.4, 6.2, 6.3, 6.4}

Um clima mais quente intensificará alguns extremos climáticos no futuro. Temperaturas quentes extremas tornar-se-ão mais frequentes e mais intensas. Isso aumentará a gravidade das ondas de calor e contribuirá para o aumento dos riscos de secas e incêndios florestais. Enquanto as inundações no interior resultam de múltiplos fatores, chuvas mais intensas aumentarão os riscos de enchentes urbanas. É incerto como as temperaturas mais quentes e os snowpacks menores se combinam para afetar a freqüência e a magnitude das inundações relacionadas à neve derretida. {4.2, 4.3, 4.4, 5.2, 6.2}

As áreas canadenses dos oceanos Ártico e Atlântico experimentaram condições mais longas e mais generalizadas de gelo marinho. Estima-se que as áreas marinhas canadenses do Ártico, incluindo o Mar de Beaufort e a Baía de Baffin, tenham períodos extensos livres de gelo durante o verão de meados do século. A última área em todo o Ártico, com o gelo do mar no verão, é projetada para o norte do Arquipélago Ártico Canadense. Esta área será um importante refúgio para espécies dependentes do gelo e uma fonte contínua de gelo potencialmente perigoso, que irá derivar para as águas canadenses. {5.3}

Espera-se que as inundações costeiras aumentem em muitas áreas do Canadá devido à subida do nível do mar local. Mudanças no nível do mar local são uma combinação da subida do nível do mar global e subsidência da terra local ou elevação. Prevê-se que o nível do mar local aumente, e aumente as inundações, ao longo da maior parte das costas do Atlântico e do Pacífico, no Canadá, e da costa de Beaufort, no Árctico, onde a terra está a diminuir ou a ser lentamente edificante. A perda de gelo marinho no Ártico e no Canadá Atlântico aumenta ainda mais o risco de danos à infraestrutura costeira e ao ecossistema como resultado de ondas e tempestades maiores. {7.5}

A taxa e a magnitude da mudança climática sob cenários de alta versus baixa emissão projetam dois futuros muito diferentes para o Canadá. Cenários com aquecimento grande e rápido ilustram os profundos efeitos no clima canadense do crescimento contínuo das emissões de gases do efeito estufa. Cenários com aquecimento limitado só ocorrerão se o Canadá e o resto do mundo reduzirem as emissões de carbono para perto de zero no início da segunda metade do século e reduzir substancialmente as emissões de outros gases de efeito estufa. Projeções baseadas em uma gama de cenários de emissão são necessárias para informar a avaliação de impacto, o gerenciamento de riscos climáticos e o desenvolvimento de políticas. {todos os capítulos}

* Nota: para acessar o relatório oficial clique aqui.

* Tradução e edição de Henrique Cortez, EcoDebate.

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 04/04/2019

"Relatório oficial do Canadá sobre as mudanças climáticas revela severos impactos, agora e no futuro," in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 4/04/2019, https://www.ecodebate.com.br/2019/04/04/relatorio-oficial-do-canada-sobre-as-mudancas-climaticas-revela-severos-impactos-agora-e-no-futuro/.

[CC BY-NC-SA 3.0][ O conteúdo da EcoDebate pode ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, à EcoDebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]

Nos EUA, lideranças denunciam ataque aos povos indígenas


Nos EUA, lideranças denunciam ataque aos povos indígenas-por Greenpeace


Durante a visita de Bolsonaro aos Estados Unidos, lideranças brasileiras alertam para o desmonte da política indígena

Resista Banner in front of the White House in Washington D.C. © Tim Aubry / Greenpeace
Em frente à Casa Branca, ativistas cobram proteção às florestas e aos direitos indígenas
© Tim Aubry / Greenpeace
Na semana em que o presidente Jair Bolsonaro faz sua primeira visita oficial aos Estados Unidos e se reúne com Donald Trump, lideranças denunciam o “ataque brutal” que o novo governo brasileiro, assim como o norte-americano, tem promovido contra os direitos indígenas.

Em artigo publicado no jornal Washington Post, Joênia Wapichana, primeira mulher indígena eleita como deputada federal, escreve: “Entre os muitos paralelos entre suas administrações, Bolsonaro e Trump estão tomando medidas extremas para tirar os direitos duramente conquistados pelos povos indígenas em benefício das indústrias extrativas e do agronegócio. Estas políticas apresentam ameaças às nossas comunidades, à integridade dos ecossistemas e à estabilidade do clima”.

À voz de Joênia, soma-se a da também líder indígena Sônia Guajajara, da APIB (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil), que em entrevista publicada pelo The New York Times, também nesta semana, declarou: “Em apenas 50 dias de governo Bolsonaro houve um retrocesso de 30 anos dos nossos progressos. Estamos tendo que lutar para manter tudo que temos construído desde então”.

Desde que assumiu a presidência, Bolsonaro vem enfraquecendo os órgãos e as políticas de proteção do meio ambiente e dos povos indígenas. Entre outros retrocessos, o novo governo já defendeu a exploração de terras indígenas para mineração, a redução da fiscalização ambiental, o afrouxamento das regras de licenciamento ambiental e a redução da atuação de ONGs em defesa da floresta.

“O objetivo parece claro: abrir áreas protegidas, especialmente na Amazônia, para a extração de minérios e expansão do agronegócio. São terras da União, de todos os brasileiros, e que podem ser entregues a empresas estrangeiras”, afirma Márcio Astrini, coordenador de Políticas Públicas do Greenpeace.

Vale lembrar que no início deste mês, o ministro das Minas e Energia, Bento Albuquerque, anunciou, diante de uma plateia de investidores e executivos de mineradoras no Canadá, que o país planeja permitir a atividade de mineração em Terras Indígenas e em zonas de fronteira.

Além de essenciais para a sobrevivência dos povos tradicionais, as Terras Indígenas são fundamentais para a preservação da biodiversidade, rios e solo. Entre 2004 e 2014, o desmatamento na Amazônia foi reduzido em 80%, devido principalmente à criação de áreas protegidas e a ações de controle e repressão ao crime coordenadas pelo Ibama – o que comprova que as áreas protegidas desempenham um papel determinante na contenção do desmatamento e das mudanças climáticas.

Credibilidade jogada na lama

Credibilidade jogada na lama-por Greenpeace





Falta de transparencia no licenciamento e fiscalização de barragens faz aumentar medo de pessoas que vivem próximas a empreendimentos minerários como o de Brumadinho
Barragem desativada na comunidade de Casa Branca, em Brumadinho.
Barragem desativada na comunidade de Casa Branca, em Brumadinho, provoca medo na população 
do entorno. © Nilmar Lage/ Greenpeace

Dois meses se passaram desde o rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, deixando mais de 300 pessoas mortas. Dois meses em que a população de Minas Gerais convive com o medo de que outras barragens se rompam a qualquer momento. 

A tragédia em Brumadinho nos mostra que a forma como as barragens de mineração vêm sendo licenciadas e fiscalizadas é extremamente frágil e equivocada no país, fazendo aumentar a desconfiança e o medo das populações que vivem próximas a esses empreendimentos.

A professora e ambientalista Vera Baumfeld é uma das pessoas que se sentem ameaçadas. Moradora de Brumadinho, ela tem participado desde o ano passado das discussões sobre licenciamento e fiscalização das barragens no estado, e atesta: há um acordo de cavalheiros entre os políticos locais e as mineradoras, impedindo a participação da sociedade no processo e garantindo a manutenção de um sistema assassino, pouco preocupado com a segurança da população.  

Como membro do Movimento Águas e Serras de Casa Branca, Vera participou ativamente dos capítulos que precederam o fatídico 25 de janeiro de 2019, na tentativa de evitar o pior — sem sucesso. Mesmo com diversos grupos alertando para os riscos, o Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam), a pedido da Vale, aprovou em dezembro licença para que as minas Córrego do Feijão e Jangada, estruturas vizinhas, tivessem sua capacidade produtiva ampliada. Além disso, a classificação de risco do empreendimento foi rebaixada de 6 para 4 e o licenciamento foi autorizado em uma só fase, quando o correto é que seja realizado em três fases. “Nos vimos absolutamente oprimidos pelas mineradoras que atuam aqui”, ela diz.
A professora Vera Baumfeld, moradora de Brumadinho, no Parque Estadual da Serra do Rola-Moça
A professora Vera Baumfeld, moradora de Brumadinho: “É possível não ter esse passivo, esse rejeito 
para nós? Sim, mas isso custa um pouco mais caro, diminui o lucro da empresa, e eles não querem”. 
© Nilmar Lage/ Greenpeace

Vera conta que, em uma das audiências na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, foi dito que a barragem de Córrego do Feijão romperia cedo ou tarde. “Não é uma questão assim, ‘pode ser que’. Pela forma como são feitas, o resultado é que, em algum momento, as barragens de rejeito irão romper”, ela diz. “A tristeza é saber que a gente pode estar prestes a enfrentar tudo isso de novo. A gente sente que a sociedade civil não tem voz, não tem vez. Nós falamos, escrevemos, pedimos, gritamos e não fomos ouvidos”. 

Para piorar a vida da população de Brumadinho, a mineradora MGB vem tentando reativar a Mina Casa Branca, também situada na zona de amortecimento do Parque Estadual da Serra do Rola Moça, entre Brumadinho, Nova Lima e Belo Horizonte. O parque garante 40% do abastecimento hídrico da capital mineira e é refúgio de vida silvestre de muitas espécies ameaçadas do Cerrado. Se as duas barragens dessa mina romperem, Casa Branca, a comunidade que mais recebe turistas na região, será totalmente consumida, e a bacia do Rio Paraopeba será novamente afetada, com a lama invadindo os ribeirões Casa Branca e Catarina. 

O comerciante Wander Alves, morador de Casa Branca, também está preocupado com essas barragens. “Meu medo é de ser atingido também, pego de surpresa. A lama que descer vai pegar nossos dois córregos, que é a parte mais baixa da nossa comunidade. É onde tenho meu comércio. Assim como pegaram gente almoçando em Córrego do Feijão, pode pegar pessoas se divertindo, turistas dentro do meu estabelecimento”.
Wander Alves na frente da Barragem da Mina Casa Branca.
Wander Alves, comerciante de Casa Branca, teme uma nova tragédia em Brumadinho. 
© Nilmar Lage/ Greenpeace

Lucro acima de tudo
Após o rompimento da barragem da Vale em Mariana, em 2015, a sociedade civil se mobilizou e apresentou o projeto de iniciativa popular Mar de Lama Nunca Mais (PL nº 5.316/2018), que prevê o descomissionamento (fechamento) de barragens de forma segura para a população do entorno. As organizações locais batalharam junto a deputados para que o projeto fosse aprovado. “A  gente vem trabalhando muito para que o fechamento de minas seja feito responsavelmente, ou seja, para que a gente não fique com uma barragem de rejeitos sobre nossas cabeças”, ela conta. “Mas nos deparamos com o engavetamento e desconstrução desse projeto por parte de alguns deputados, que parece que trabalham para as mineradoras de uma forma irresponsável”. 

Embora evidências provem o contrário, a Vale segue afirmando que não havia nada de errado com a barragem de Córrego do Feijão, e manipula as informações para que o que aconteceu seja entendido como um “acidente”. Ao lavar suas mãos para esse crime, prova que o lucro vem em primeiro lugar. Agindo assim, como podemos confiar que outras barragens não tirarão mais vidas?

“A Vale é uma empresa poderosa, emprega um número de pessoas muito grande. Gera recursos, trabalho, emprego e renda, mas ao mesmo tempo destrói o meio ambiente, traz um passivo horroroso, termina com os lugares de moradia e deixa as cidades sem alternativa de sobrevivência quando vai embora”, lamenta Vera. “O lucro vai embora e a gente fica com os buracos, as barragens, a dor e a lama”. 

Wander concorda: “Valeu tirar o minério daqui? Será que vale a pena fazer esse estrago todo?  Eu acho que não vale não.”

Participando do abaixo-assinado: https://act.gp/2SU3Eip
#ParemAVale

Liberação de agrotóxicos em ritmo inédito mantém país na trilha do veneno

Três meses de veneno-por Greenpeace



Liberação de agrotóxicos em ritmo inédito mantém país na trilha do veneno

Em menos de 100 dias do novo governo, a liberação de agrotóxicos já têm espaço garantido e inédito no executivo brasileiro. Até o momento, 121 novos produtos foram aprovados e 241 novos pedidos de registro acatados. Apesar de se apoiar em um discurso de que o setor busca modernidade e priorização da segurança, os fatos mostram o contrário: cerca de 41% dos novos produtos são classificados como altamente ou extremamente tóxicos.

Em apenas 3 meses, o governo Bolsonaro libera mais agrotóxicos do que qualquer outro na última década, como mostra a comparação abaixo apurada pelo Greenpeace:

Apesar de pouca novidade no cardápio dos novos produtos, ele é vasto, bem como os impactos que pode causar. Há novos produtos contendo glifosato, que segue como o veneno mais utilizado no país e que tem sido ligado à casos de câncer na Corte Americana. O glufosinato de amônio também é um dos ingredientes presentes em alguns dos novos produtos e e em alguns países é considerado como tóxico para reprodução humana.

Atrazina e acefato, que são banidos na Europa, também estão entre as autorizações – o primeiro foi associado a impactos no sistema reprodutivo em população de sapos, e o segundo foi associado à impactos na fertilidade masculina. Ingredientes que podem ameaçar as abelhas, como o Sulfoxaflor, Fipronil e neonicotinóides, também fazem parte do pacote.  

Nomear como Ministra da Agricultura Tereza Cristina, antiga presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, membro da Bancada Ruralista e conhecida como “musa do veneno” por ter liderado a aprovação do chamado Pacote do Veneno (PL nº 6.299/2002) na Comissão Especial da Câmara dos Deputados, mostra que o novo governo fez sua escolha: envenenar mais ainda o Brasil e nos deixar cada vez mais distantes de uma agricultura mais saudável e sustentável para as pessoas e para o país, como provam os números.

Ao invés de intoxicar ainda mais a população brasileira, o governo deveria ouvi-la. Em 2018, a sociedade se mobilizou contra o Pacote do Veneno. Com a impopularidade do projeto, a hoje ministra da Agricultura tem encontrado outros caminhos, via Poder Executivo, para enfiar goela abaixo o PL, repartindo-o em “pílulas”. Atualmente, são mais de 1,5 milhão de pessoas dizendo não ao PL e apoiando a Política Nacional de Redução dos Agrotóxicos (PNaRA, PL nº 6.670/2016). A PNaRA, que também tramita na casa, pode ser entendida como um primeiro passo de uma transição para uma agricultura mais saudável, diminuindo a quantidade de veneno no campo de forma gradual e responsável, promovendo uma agricultura mais justa pra quem planta e para quem consome e democratizando o acesso à alimentação saudável.

#ChegaDeAgrotóxicos

Amazônia: a maior riqueza do Brasil está por um fio

Amazônia: a maior riqueza do Brasil está por um fio-por Greenpeace


A Amazônia é um ecossistema fundamental para o planeta e para o clima e está sob grave ameaça. Nos últimos anos, o desmatamento e a destruição da floresta continuam acontecendo de forma criminosa. Uma área correspondente a dois campos de futebol da floresta amazônica brasileira é desmatada a cada minuto.

Trata-se de um patrimônio de todos os brasileiros que está sendo destruído. Apenas entre agosto de 2017 a julho de 2018, foram derrubadas cerca de 1.185.000.000 (um bilhão, centro e oitenta e cinco milhões) de árvores.

Por isso, no início desta semana, ativistas do Greenpeace recepcionaram o presidente Jair Bolsonaro, durante sua primeira visita a Israel, com um grande banner de 140 m², em frente ao hotel onde ele estava hospedado, com a mensagem, em inglês: “Bolsonaro, pare com a destruição da Amazônia”.

A proteção da Amazônia é urgente e nós vamos lembrar o atual presidente da importância da floresta amazônica a todo momento, onde ele estiver. Trata-se de um patrimônio de todos os brasileiros que está sendo destruído.

Exigimos que o Governo Bolsonaro assegure a proteção da Amazônia, pois ela é fundamental não só para o equilíbrio climático global, assegurando as chuvas que garantem a produção de alimentos, como também é importante para nossa economia. Consumidores de todo o mundo, empresas e governos já deixaram bem claro que não querem produtos contaminados por desmatamento.
Proteger a floresta, portanto, é proteger a vida, o clima, a economia e o emprego de milhões de pessoas. Por isso, o Greenpeace sempre protestou contra todos os governos para pressioná-los a adotar políticas que preservem a Amazônia, um dos maiores patrimônios dos brasileiros.

Manejo florestal

Manejo florestal


Ao contrário da crença popular, a floresta francesa está crescendo a 0,7% a cada ano desde 1985. Se a floresta pode viver sem intervenção humana, o trabalho dos silvicultores é permitir que ela se expanda, para conservar sua biodiversidade e para armazenar carbono enquanto produz os recursos necessários para o setor. Muitas vezes criticada, a colheita de madeira é, no entanto, um ato primordial no manejo florestal. De fato, quando a floresta envelhece, torna-se frágil e se torna mais sensível às doenças e ao mau tempo. Quando uma árvore morre, ela rejeita o carbono armazenado por toda a sua vida. O corte de madeira é um processo necessário , pois permite que a floresta mantenha suas características ambientais. Se a floresta se regenera naturalmente, o reflorestamento realizado pelos silvicultores aumenta sua velocidade de extensão e perpetua o recurso florestal.
Entre as missões dos engenheiros florestais, o desbaste é uma operação importante porque permite que árvores de melhor qualidade se desenvolvam sem estar em competição com outras.
O trabalho de marcação antes da limpeza é realizado na presença do proprietário ou gerente do estande.

I - A floresta privada

Para serem auxiliados no manejo sustentável de suas florestas, os proprietários de florestas privadas podem se beneficiar da experiência dos Centros Regionais de Propriedade Florestal (CRPF).
O Estado tornou obrigatório que os engenheiros florestais implementem um plano de manejo simples para parcelas florestais com uma área superior a 25 hectares. O objetivo do plano de manejo simples é permitir que o proprietário conheça melhor sua madeira ou floresta, defina os objetivos da floresta e planeje um programa específico de colheita e trabalho florestal.
O CRPF (ou CNPF, no nível nacional) tem três missões principais:
  • orientar a gestão de florestas privadas através da produção de documentos de gestão sustentáveis ​​ao longo de 10 a 20 anos;
  • aconselhar e treinar realizando estudos e experimentos na floresta;
  • agrupar a propriedade privada, que é muito fragmentada, para realizar projetos de serviços, mobilizar a madeira e reagrupar os locais de exploração.
Para saber mais sobre o National Forest Ownership Center, visite www.cnpf.fr
Os proprietários de florestas também têm a possibilidade de convocar especialistas em florestas, que fornecem gerenciamento independente de ativos florestais, realizam avaliações de especialistas e auditorias. Eles realizam estudos sobre as políticas setoriais e florestais.
 
Para saber mais sobre a rede Forest Experts of France, visite foret-bois.com
O território francês conta com 19 cooperativas florestais que reúnem 120 mil proprietários florestais para 2 milhões de hectares de florestas manejadas. A cooperativa florestal é formada por iniciativa dos proprietários florestais que desejam reunir seus recursos. O objetivo dos ativos e técnicas comuns é otimizar e melhorar o manejo florestal, a fim de promover as florestas dos membros da cooperativa. O agrupamento também permite que eles acessem mercados de massa, como recuperação de energia em papel, painel, serraria ou madeira.
 
Para saber mais sobre a União da Cooperação Florestal Francesa (UCFF), visite ucff.asso.fr
Os silvicultores privados são representados pela "Fédération Forestiers Privés de France". Fransylva defende os proprietários e a floresta privada junto das autoridades públicas francesas e europeias. Fransylva reúne 17 sindicatos regionais, 78 sindicatos departamentais e interdepartamentais, ou seja, 40.000 membros e 2 milhões de hectares de floresta. Fransylva está a serviço dos sindicatos e seus membros para conscientizar e reconhecer as questões florestais e promover uma política florestal ao longo de quatro eixos:
  • Promover o patrimônio florestal
  • Aumentar o número de membros, fortalecer a rede de sindicatos e sindicatos regionais
  • Evolua a imagem do silviculturista
  • Fortalecer a Federação internacionalmente, na Europa e além.
Para saber mais sobre Fransylva, visite fransylva.fr

II - A floresta pública

As florestas públicas cobrem 4,2 milhões de hectares. Eles são divididos em dois tipos: florestas estaduais e outras florestas públicas. As florestas do estado são florestas no domínio privado do estado. Eles representam 1,5 milhão de hectares, ou 9% da área metropolitana, administrada pelo Escritório Nacional de Silvicultura (ONF), de acordo com o Código Florestal.
As quatro principais funções atribuídas a essas florestas são:
  • produção de madeira serrada, madeira industrial e madeira;
  • proteção da biodiversidade e funções ecológicas;
  • a função social (paisagem e recepção pública, recursos hídricos);
  • proteção contra riscos naturais.
Cada floresta estadual está sujeita a um "manejo florestal" que garante seu manejo sustentável e define os objetivos ao longo de 15 a 20 anos. Define, por exemplo, empregos e cortes.
As florestas também podem pertencer a municípios e comunidades. Eles representam 2,7 milhões de hectares, ou 16% da área florestal nacional.
Os agentes do Escritório Nacional de Silvicultura (ONF) asseguram a manutenção, o desenvolvimento e a renovação de florestas comunais de acordo com três objetivos:
  • satisfazer as necessidades dos homens através da produção e colheita de madeira;
  • preservar o meio ambiente;
  • Bem-vindo ao público.
Para saber mais sobre o National Forest Office, visite onf.fr

III - A floresta, um patrimônio a ser valorizado

Muitos profissionais trabalham para promover o patrimônio florestal francês. A Federação Nacional das Comunidades Florestais (FNCOFOR) melhora, desenvolve e melhora a área florestal das 5.000 comunidades que representa para promover uma gestão sustentável e multifuncional. Destina-se a destacar entre os funcionários eleitos locais a importância econômica e societária de suas florestas.
Para saber mais sobre a Federação Nacional de Comuns Florestais, visite fncofor.fr

  IV - Da semente ao uso da terra

O manejo florestal reúne outros profissionais, como empresários locais, viveiros florestais e o Seeds Enhanced Economic Interest Group. Eles intervêm da semente ao trabalho de desenvolvimento florestal.
O Sindicato Nacional de Viveiros Florestais (SNPF) intervém durante as operações de reflorestamento na floresta e fora da floresta. Florestas maiores ou iguais a 25 ha estão sujeitas a um plano de manejo controlado pelo governo que garante sua sustentabilidade. O florestamento e o reflorestamento estão programados após cada colheita de madeira. Os viveiros florestais trabalham desde a semente até as jovens mudas. Eles antecipam as necessidades dos proprietários florestais.
 
Para saber mais sobre o National Union of Nurseries, acesse pepiniereforestiere.com
 
Grupo de Interesse Econômico (EIG) Melhoramento da Semente da Floresta - Vilmorin & ONF
Eles fornecem viveiros florestais com sementes produzidas em seus pomares de sementes para gerar estandes de alta qualidade. O GIE promove o uso de variedades florestais melhoradas e apóia o sistema de controle e rastreabilidade implementado pelas autoridades públicas francesa e européia.
O grupo Reboiseurs, do Sindicato Nacional dos Empreiteiros Paisagistas (Unep), prossegue com o desenvolvimento de estandes seguindo regras específicas.
 
Para saber mais sobre o Agrupamento de Interesse Econômico de Semente Melhorado ( EIG), visite paysdageages.org
 
A Federação Nacional dos Empreendedores do Território (FNEDT) tem 8.400 empresas. Os empreiteiros florestais realizam todos os tipos de trabalho:
  • silvicultura, reflorestamento, poda de árvores;
  • aplicação fitossanitária;
  • abate;
  • derrapando;
  • trituração e venda de aparas de madeira;
  • produção e venda de lenha;
  • manejo florestal.
Para mais informações, visite o site da FNEDT, www.fnedt.org>
Viveiros florestais
Sementes florestais
Empreiteiros florestais
Plantas da floresta

V - certificação PEFC

A certificação do PEFC criada desde 1999 certifica o manejo florestal sustentável. Uma floresta manejada sustentavelmente é aquela cuja biodiversidade é respeitada e mantida, cujos solos e águas são respeitados, que é naturalmente renovado ou plantado e que produz madeira. O PEFC define as regras e critérios de manejo florestal aplicáveis ​​àqueles que cultivam, colhem, processam e comercializam madeira. O PEFC monitora e verifica a aplicação dessas regras.
Alguns compromissos do PEFC na floresta:
  • promover a diversidade de espécies;
  • garantir a renovação regular da floresta por meio de regeneração natural e / ou plantio;
  • preservar solos, vida selvagem, flora, habitats e zonas húmidas;
  • não use fertilizantes ou fitofármacos;
  • não use OGMs;
  • monitorar a saúde e a vitalidade da floresta;
  • durante os cortes e obras, para informar e informar seus prestadores de serviços sobre a sensibilidade dos motivos e tomar as medidas necessárias para preservá-los.
Primeira certificação florestal na França, o PEFC representa mais de 8,2 milhões de hectares de florestas certificadas na França metropolitana e na Guiana, mais de 69.000 proprietários, mais de 3.000 empresas no setor de papel-madeira e 1/3 das a floresta francesa certificada.
A força do PEFC depende, tanto internacionalmente quanto localmente, do envolvimento de todas as partes envolvidas no manejo florestal sustentável: do proprietário da floresta ao distribuidor, aos processadores e usuários florestais. ou as ONGs de proteção da natureza

 
Para saber mais sobre a certificação PEFC, visite pefc-france.org
O Centro Nacional de Propriedade Florestal é uma instituição pública estatal a serviço dos proprietários florestais. Colocado sob a supervisão do Ministério da Agricultura e Alimentação, suas principais missões são: orientar a gestão das florestas privadas / aconselhar e treinar os proprietários / grupo de propriedade privada. O CNPF é sócio da France Bois Forêt . Vá para www.cnpf.fr >

Silvicultores da França (EFF anteriormente CNIEFEB) Associação sindical de especialistas em silvicultura. O especialista florestal, especialista em florestas e árvores: fornece gerenciamento independente do patrimônio florestal, conduz perícias, auditorias e avaliações, conduz estudos sobre o setor florestal e políticas, é mandatado na França e no exterior, independência garantida para proteção perfeita do consumidor, profissionalismo garantido por obrigações de treinamento, responsabilidade coberta por seguro específico. Vá para www.foret-bois.com >
A União da Cooperação Florestal Francesa (UCFF) Assume um papel de representação das cooperativas florestais que intervêm no manejo sustentável das florestas e na valorização dos produtos florestais dos silvicultores em direção a diversos estabelecimentos: madeira serrada, madeira de esmagamento e energia de madeira. Vá para www.ucff.asso.fr >
Representa e defende os proprietários florestais e a floresta privada junto das autoridades públicas francesas e europeias, parceiros do setor florestal madeireiro e organizações não-governamentais envolvidas no setor florestal madeireiro. A federação reúne: 18 sindicatos regionais, 78 sindicatos departamentais ou interdepartamentais ou 40.000 membros e 2,5 milhões de hectares (1/5 da superfície de florestas privadas). Vá para www.fransylva.fr>

O Escritório Nacional de Florestas, um importante participante do setor de madeira e florestas, reúne cerca de 10.000 profissionais que trabalham na gestão de 11 milhões de hectares de florestas públicas, tanto na França continental quanto no exterior. Diariamente, os engenheiros florestais cuidam da manutenção, desenvolvimento e renovação desses espaços. Sua gestão permite conciliar três objetivos inseparáveis: atender às necessidades dos homens através da produção e colheita de madeira, preservando o meio ambiente e acolhendo o público. O NFB é um membro da France Bois Forêt.
Vá para www.onf.fr >
Federação Nacional das Comunidades Florestais da França (FNCOFOR) Com 6.000 comunidades associadas, uma rede de 50 associações departamentais e 11 sindicatos regionais, a Federação Nacional de Municípios Florestais está se mobilizando para o reconhecimento de territórios na política florestal nacional. Criado em 1933, seus objetivos são melhorar, desenvolver e melhorar o patrimônio florestal das comunidades para promover o manejo sustentável multifuncional e colocar a floresta no coração do desenvolvimento local. Além do treinamento de funcionários eleitos, ele implementa políticas específicas para reconhecer o papel dos eleitos como promotor da terra e prescritor público. Vá para www.fncofor.fr >
Sindicato Nacional de Viveiros Florestais (SNPF), filiado ao FNB
Os viveiros florestais franceses estão reunidos no SNPF (National Union of Forest Nurseries). Esta associação do tipo "lei 1901" reúne viveiros que produzem mudas florestais (com raizes nuas ou em baldes), bem como produtores de álamos. Globalmente, essas empresas representam 80% da produção francesa de mudas florestais (71 milhões em 2012-2013). Sua missão, estritamente supervisionada pelo Código Florestal, e controlada pelo serviço florestal da floresta e DRAF dependente de madeira. Agricultura e Silvicultura), consiste na disseminação de material de reprodução florestal (MFR) que são mudas florestais, sendo o SNPF filiado à Federação Nacional da Madeira (FNB). Vá para www.pepiniereforestiere.fr >
Grupo de Interesse Econômico - Divisão Árvore de Sementes
Criado em 1998, o Grupo de Interesse Econômico "Improved Forest Seeds" (GIE SFA) reúne os dois operadores franceses de sementes envolvidos no setor florestal: a FLORESTAS NACIONAIS (La Joux) e a empresa VILMORIN. A principal missão da GIE SFA é a gestão de pomares de sementes, colheita e comercialização de produtos desses pomares.
União Nacional dos Empreiteiros da Paisagem - UNEP Reboiseur
A Unep é a única organização profissional que representa as 28.000 empresas paisagistas reconhecidas pelo poder público. Suas missões são defender e promover os interesses da profissão, e informar e ajudar seus membros (70% deles têm menos de 10 empregados) em sua vida empresarial. Sua organização em sindicatos regionais permite manter relações estreitas com seus membros. Assim, a Unep representa tanto empresas de paisagismo especializadas em florestamento e atividades florestais correlatas, quanto outras que realizam essa atividade mais ocasionalmente. Um Grupo Técnico de Profissão Existem ambientes naturais e florestais dentro do Unep, compostos por dois grupos distintos: Reboiseur e Génie Végétal. Reúne-se duas vezes por ano e trabalha nas ações a serem realizadas, nos tópicos de notícias relacionados à profissão e organiza uma reunião anual de consulta com as partes interessadas da floresta. Vá para www.softwearcompanies.org >
A Federação Nacional dos Empreiteiros Territoriais (FNEDT) é a organização profissional que representa os 21.000 negócios agrícolas, florestais e rurais, empregando 81.000 funcionários permanentes e sazonais. Defende os interesses dessas empresas prestadoras de serviços para autoridades públicas, instituições e atores profissionais no setor de madeira-floresta. Com base em suas comissões, incluindo a Comissão Florestal e seus três grupos de trabalho (lenha, derrapagem por cabos aéreos, florestamento e reflorestamento), a Federação também apóia seus membros desenvolvendo serviços adaptados a suas empresas.
As 8000 empresas madeireiras realizam em nível nacional 70% do trabalho de silvicultura-reflorestamento e 80% do trabalho em favor dos proprietários florestais, indústria da madeira, municípios, cooperativas ... Alguns empresários também oferecem serviços de manejo florestal e de lascas de madeira. Vá para www.fnedt.org >
PEFC France
Pioneira na certificação florestal na França, onde foi criada em 1999, a PEFC France agora representa mais de 7,6 milhões de hectares de florestas certificadas. A PEFC France tem entre seus membros 52.000 proprietários de florestas e cerca de 3.000 empresas no setor de papel para madeira (agricultores, serrarias, processadores, construtores, comerciantes, artesãos, distribuidores, fabricantes de papel, impressores, editores ...). Juntos, eles fornecem ao consumidor a garantia de que um produto com a marca PEFC faz parte de uma abordagem responsável para o manejo sustentável da floresta. Vá para www.pefc-france.org >