quinta-feira, 3 de junho de 2021

Menor porco do mundo, que já foi considerado extinto, volta a viver na natureza

 


Menor porco do mundo, que já foi considerado extinto, volta a viver na natureza

A POPULAÇÃO DO TÍMIDO PORCO-PIGMEU, ANIMAL COM CERCA DE 25 CENTÍMETROS DE ALTURA E QUE FOI “REDESCOBERTO” EM 1971, APRESENTA UM CRESCIMENTO CONSTANTE DEVIDO À CRIAÇÃO EM CATIVEIRO NA ÍNDIA, SUA TERRA NATAL.

Porco-pigmeu criado em cativeiro no Centro de Criação de Porcos-Pigmeus, na cidade de Guwahati, na Índia.
FOTO DE JOEL SARTORE, NAT GEO IMAGE COLLECTION

MUMBAI, ÍNDIA Nas pradarias altas e espessas do sopé das montanhas do Himalaia vive o porco-pigmeu, uma espécie ameaçada de extinção e tão pequena que seus filhotes cabem no bolso de uma peça de roupa. Com cerca de 25 centímetros de altura, o tímido animal perambulava pelas fronteiras da Índia, Nepal e Butão, à procura de insetos e tubérculos.

Mas um século de degradação e destruição do habitat — especialmente a transformação das pradarias em terras para uso agrícola — devastou a população de porcos-pigmeus e, até sua “redescoberta” em 1971, muitas pessoas acreditavam ser provável que o animal estivesse extinto.

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Em meados da década de 1990, conservacionistas capturaram alguns porcos selvagens, criaram-nos em cativeiro e, depois, os soltaram na natureza, na região de Assam, um estado no nordeste da Índia onde uma minúscula população selvagem havia sobrevivido.

Segundo os especialistas, 25 anos depois, essas iniciativas para conservar a espécie geraram resultados: ao todo, entre 300 e 400 animais ainda vivem na natureza, 76 estão em cativeiro e a espécie parece estar prosperando.

O sucesso do primeiro programa deu origem a outros projetos. Entre os anos de 2008 e 2020, cientistas soltaram 130 porcos-pigmeus em dois parques nacionais, o Manas e o Orang, e em dois santuários de animais silvestres, o Barnadi e o Sonai Rupai — todos eles no estado de Assam.

Há planos para soltar pelo menos mais 60 porcos em Manas ao longo dos próximos cinco anos, revela Parag Deka, diretor de projetos do Programa de Conservação do Porco-Pigmeu, cuja sede é em Guwahati, capital de Assam.

“É muito importante para mim continuar trabalhando para salvar essa espécie da extinção”, reflete Deka. “Todos nós devemos buscar um propósito na vida. Quando me envolvi nesse projeto, percebi que ele poderia ser meu propósito.”

Um porco especial

Há 17 espécies de porcos selvagens no mundo, e quase todas estão ameaçadas de extinção. Mas, o que torna o porco-pigmeu tão especial (além de seu tamanho diminuto), é a sua singularidade evolutiva: é a única espécie do gênero Porcula, explica Matthew Linkie, coordenador da União Internacional para Conservação de Porcos Selvagens na Ásia.

Segundo ele, “se essa espécie fosse extinta, perderíamos um gênero inteiro e milhões de anos de evolução”.

O programa de conservação proporciona à espécie “mais do que uma chance de sobrevivência”, acrescenta Linkie, que elogiou os esforços recentes da equipe para proteger as populações de porcos-pigmeus em cativeiro de doenças como a febre suína africana, uma doença viral que surgiu na região em 2020, na mesma época em que a covid-19.

Ele conta que os conservacionistas do porco-pigmeu implementaram medidas rígidas de biossegurança para funcionários, veículos e equipamentos que entram na área de criação.

“Embora o vírus da febre suína africana tenha um impacto econômico grande na indústria suína doméstica, para porcos-pigmeus e outras espécies ameaçadas, ela pode representar o início do caminho para a extinção”, afirma Johanna Rode-Margono, presidente do Grupo de Especialistas em Porcos Selvagens da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês).

“As equipes fazem tudo o que podem para proteger as populações que estão em cativeiro ou na natureza.”

“Redescoberta”

Descrito pela primeira vez pela ciência ocidental em 1847, o porco-pigmeu foi avistado raras vezes no século seguinte, devido ao seu tamanho e comportamento arisco. No livro lançado em 1964,  The Wild Life of India(A Vida Selvagem da Índia, em tradução livre), o naturalista Edward Pritchard Gee relatou que estava “esforçando-se muito para descobrir se o porco-pigmeu ainda existe”.

Consequentemente, não havia detalhes sobre o estilo de vida e comportamento do animal: os porcos-pigmeus adultos, que pesam entre seis e 10 quilogramas, usam as pradarias para se protegerem de predadores, como cobras pítons e corvos, e também como um espaço seguro para procurar alimentos e coletar materiais para construir seus abrigos.

Os porcos usam grama para construir telhados para seus ninhos, que são feitos em depressões no solo. Uma família de porcos-pigmeus geralmente é constituída por três a cinco indivíduos, uma combinação de fêmeas e filhotes; os machos, em geral, permanecem apenas por alguns meses, durante a época de acasalamento.

Em 1971, muito tempo depois da última vez em que foi avistado, um trabalhador de uma plantação de chá capturou um grupo de porcos-pigmeus que estavam fugindo de uma queimada controlada perto do santuário Barnadi (um tipo de área protegida), em Assam. Pouco tempo depois disso, o gerente de uma plantação de chás chamado Richard Graves comprou 12 porcos do trabalhador em um mercado local.

O chefe de Graves, John Yandel, informou o naturalista Gerald Durrell, fundador do Fundo de Conservação de Animais Silvestres Durrell sobre o ocorrido. Cientistas de confiança foram até Assam para pesquisar os porcos, mas o lançamento do Programa de Conservação dos Porcos-Pigmeus demorou mais duas décadas para acontecer, quando começou a capturar porcos selvagens para procriação em 1996.

Quando os leitões criados em cativeiro atingem os seis meses de idade, são transferidos para um centro de pré-soltura ao ar livre em Potasali, perto do Parque Nacional de Nameri. Durante cerca de mais seis meses, os porcos jovens exploram e se adaptam ao habitat na pradaria. Após serem soltos, são monitorados com o uso de câmeras camufladas, transmissores de rádio e por verificações em campo.

Deserto verde

A criação de porcos é apenas parte da solução: eles também precisam de áreas de pradaria saudáveis. Ao avaliar possíveis lugares para soltar os animais, a equipe busca solos aluviais (terra rica em depósitos minerais trazidos por rios), certas espécies de gramas e plantas nativas e um espaço de cerca de cinco quilômetros quadrados de habitat.

Mas é difícil encontrar essas áreas: as pradarias de Assam estão fragmentadas, degradadas e diminuindo de tamanho. Barnadi, o santuário onde os porcos foram encontrados em 1971, tinha uma área de cerca de 10 quilômetros quadrados de pradaria, que foi reduzida a menos de 1,5 quilômetro quadrado.

No passado, a queima ilegal e indiscriminada de pradarias para criar espaços abertos e forragem fresca para o gado ameaçava os suínos, especialmente durante as épocas de acasalamento e procriação dos porcos. As queimadas constantes também propiciam o crescimento de ervas daninhas — que se espalham com facilidade em ambientes perturbados — que crescem e deslocam gramas nativas.

“A área é muito verde, mas eu a chamo de deserto verde, porque nada consegue crescer no local”, afirma Deka.

É por isso que a equipe de conservação trabalha em conjunto com as comunidades locais e autoridades florestais para entender como reduzir essas pressões sobre as pradarias e desenvolver melhores práticas de gestão de habitat.

“Durante as patrulhas, cortamos espécies como a erva-do-sião e paineira-vermelha-da-índia, que ameaçam as pradarias”, conta Arjun Kumar Rabha, guarda florestal do Parque Nacional de Manas, e que trabalhou com os conservacionistas de porcos-pigmeus por seis anos. “A queima de pradarias não costumava ser monitorada devido a questões sociopolíticas na região. Agora praticamos a queima controlada.”

A equipe também incentiva a criação de proteções corta-fogo entre blocos de pradarias para garantir que as chamas não se propaguem, além de fazer algumas semanas de pausa entre as queimadas, permitindo que nova vegetação floresça em outras áreas para as quais os porcos e outras espécies dependentes das pradarias possam migrar.

A meta é restaurar pelo menos 28 quilômetros quadrados de área de pradaria no Parque Nacional de Manas até 2025, conta Deka. Por fim, os porcos devem conseguir repovoar a terra e prosperar, ele conclui.

Fonte: National Geographic Brasil

Biden suspende contratos de exploração de petróleo no Ártico

 


Biden suspende contratos de exploração de petróleo no Ártico

PRESIDENTE REVERTE DECISÃO DE TRUMP PARA EXPLORAR PETRÓLEO NO REFÚGIO NACIONAL DE VIDA SELVAGEM DO ÁRTICO. ANÚNCIO É FEITO APENAS DIAS DEPOIS DE ELE MANTER OUTRO PROJETO DO EX-PRESIDENTE REPUBLICANO NO ALASCA.

O Refúgio Nacional de Vida Selvagem do Ártico tem quase 80 milhões de quilômetros quadrados e é habitat natural de inúmeros animais

O governo do presidente Joe Biden suspendeu nesta quarta-feira (02/06) os contratos de exploração de petróleo e gás numa área protegida do Alasca conhecida como Refúgio Nacional de Vida Selvagem do Ártico.

Uma ordem do Departamento do Interior reverteu um programa de perfuração aprovado pelo governo do ex-presidente Donald Trump e reativou assim uma luta política por uma região remota dos EUA que, além de abrigar ursos polares e outros animais selvagens, possui uma grande reserva de petróleo.

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A decisão é um revés para o governo do Alasca, republicano, que tenta recuperar sua decadente indústria petrolífera. O governador Mike Dunleavy criticou duramente a suspensão e afirmou que os contratos continuam válidos e não podem ser retirados pelo governo federal.

Ambientalistas saudaram a decisão, mas ressalvaram que ainda há muito a ser feito, pois os contratos de exploração não foram cancelados, mas apenas suspensos enquanto é feita uma revisão do estudo de impacto ambiental.

Na semana passada, Biden havia desapontado os ambientalistas ao manter um outro projeto de exploração de petróleo no Alasca, a cargo da empresa ConocoPhillips, na região Encosta Norte do Alasca, também outorgado no governo Trump.

Moratória no primeiro dia de mandato

A ordem de suspensão do Departamento do Interior foi dada após uma moratória sobre as atividades de exploração de petróleo e gás imposta por Biden no seu primeiro dia de mandato.

Em 20 de janeiro, o presidente dos EUA sugeriu que é necessário um novo estudo de impacto ambiental para resolver possíveis falhas legais no programa de perfurações da administração de Trump, aprovado pelo Congresso em 2017.

O Departamento do Interior “identificou falhas no registro de decisão subjacente às explorações, incluindo a falta de análise de um conjunto considerável de alternativas” exigidas pela lei de política ambiental.

Em 6 de janeiro, duas semanas antes da tomada de posse de Biden, o Departamento do Interior cedera o direito de exploração da planície costeira do refúgio e, uma semana depois, assinara contratos de exploração para nove áreas, num total de 1.740 quilômetros quadrados.

O leilão despertou menos interesse do que o esperado. Companhias petrolíferas alegaram que estavam se voltando para as energias renováveis, e vários bancos comunicaram que não iriam financiar a exploração petrolífera na área.

Como consequência, o leilão arrecadou menos do que o esperado, e a maioria dos contratos ficou com a empresa estatal do Alasca.

Republicanos e democratas em lados opostos

O Refúgio Nacional de Vida Selvagem do Ártico, de quase 80 milhões de quilômetros quadrados, é habitat natural de ursos polares, renas, corujas da neve e outros animais selvagens, incluindo aves migratórias de seis continentes.

Há vários anos que a indústria do petróleo tenta explorar o refúgio, rico em petróleo, mas considerado sagrado pelos indígenas Gwich’in.

Em 1995, o então presidente dos EUA, Bill Clinton, vetou um plano do Partido Republicano para permitir perfurações no refúgio e os dois partidos têm, desde então, mantido posições opostas.

Biden se opõe às perfurações na região, e grupos ambientalistas têm pressionado pela implementação de proteções permanentes, também defendidas por Biden durante a campanha eleitoral.

Fonte: Deutsche Welle

quarta-feira, 2 de junho de 2021

Parque Nacional do Iguaçu em perigo! Projeto de estrada que corta a reserva ao meio vai ser votado na Câmara dos Deputados, em 2/6, em regime de urgência

 

Parque Nacional do Iguaçu em perigo! Projeto de estrada que corta a reserva ao meio vai ser votado na Câmara dos Deputados, em 2/6, em regime de urgência


Mais um escárnio!!! Nesta semana, em que celebramos o Dia do Meio Ambiente, a Câmara dos Deputados pode colocar em votação amanhã, 2/6, em regime de urgência, o Projeto de Lei 984/19, de autoria do deputado Vermelho (PSD/PR), que defende a abertura da estrada Caminho do Colono, fechada há mais de duas décadas por decisão judicial.

O pedido foi feito em regime de urgência por “líderes”, a partir do Requerimento 1929/19.

Para rebater o projeto, a primeira atitude que podemos tomar é votar NÃO na consulta pública que está indicada na página do projeto no site da Câmara. A segunda é participando do tuitaço que acontecerá hoje, às 14h: use as hashtags #EstradaDoColonoNão #PL984Não.

Parque Nacional do Iguaçu em perigo! Projeto de estrada que corta a reserva ao meio vai ser votado na Câmara dos Deputados, em regime de urgência

A proposta do Deputado Vermelho – apoiado por Bolsonaro, como já divulgamos aqui – altera a Lei 9.985, de 18 de julho de 2000, criando a categoria de Unidade de Conservação denominada Estrada-Parque e institui Estrada-Parque Caminho do Colono nesse parque nacional.

(O político paranaense conhecido como Vermelho é dono de uma empresa de pavimentação, como contamos aqui)

O projeto propõe cortar ao meio a última grande reserva da Mata Atlântica no interior do país, o Parque Nacional do Iguaçu, no oeste do Paraná. Em outras palavras, atravessa o trecho mais ecologicamente sensível dessa área protegida, habitada por espécies ameaçadas de extinção como a onça pintada, representando mais um severo retrocesso ambiental no país.

Ao contrário do que diz o texto do projeto, se aprovada, a iniciativa promoverá desmatamento da floresta atlântica – já que a mata tomou contra do que, um dia, foi o Caminho do Colono – e causará graves impactos sociais e econômicos porque vai afetar o turismo na região.

Angela Kuczach, diretora executiva da Rede Pró-UC, entre muitos especialistas, está mobilizada para combater esse retrocesso e destaca, indignada:

“Estamos falando do parque nacional mais emblemático do país. Um dos mais emblemáticos do mundo! Detentor de uma das sete maravilhas da natureza, que é Patrimônio Natural da Humanidade

Abrir a Estrada do Colono é condenar a região de Foz do Iguacu e os 14 municípios no entorno do parque à destruição e o Brasil a mais uma vergonha internacional!

A nossa imagem já está tão desgastada no exterior e, agora, na semana do meio ambiente – num momento em que que o ministro do meio ambiente está sendo investigado por facilitar a venda de madeira ilegal da Amazônia e que existem ataques e mais ataques contra a natureza -, é um escárnio a proposta de tramitação em urgência desse projeto que quer rasgar o Parque Nacional do Iguaçu no meio!”.

Angela lembra que a “estrada do colono” foi condenada na Justiça, em todas as instâncias, nos anos 90, e fechada por decisão judicial por facilitar diversas atividades ilegais como desmatamento, caça, contrabando, tráfico de armas e drogas. “Ao abrir a “estrada do colono”, estaremos sangrando o Parque Nacional do Iguaçu”. 

Ela ainda destaca que “existem notas técnicas do Ministério Público Federal mostrando que a ‘estrada do colono’ não melhora o tráfego de veículos na região (que é uma das alegações do projeto) porque, afinal, não vai diminuir tanto o tempo de trânsito entre um município e outro, considerando limites de velocidade, balsa etc

Se aberta, esta rodovia vai condenar a população da região ao esquecimento, não ao desenvolvimento! Essa estrada nunca levou e nunca vai levar desenvolvimento à região. Além disso, estrada-parque não é estrada dentro de um parque!“.

 Por tudo isso, Angela define a proposta do deputado Vermelho como “um engodo, uma enganação, uma deturpação aos olhos da lei” e garante que todos que defendem a proteção do Parque Nacional do Iguaçu vão “brigar na Justiça, se esse projeto passar!”. E denuncia: “O que o deputado está fazendo é pensando nele e na sua empreiteira de asfaltamento. Não na população que vive na região!”.


Time paranaense se engaja na luta pela preservação do maior remanescente contínuo de Mata Atlântica no país

 

CONEXAO PLANETA


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Time paranaense se engaja na luta pela preservação do maior remanescente contínuo de Mata Atlântica no país

Time paranaense se engaja na luta pela preservação do do maior remanescente contínuo de Mata Atlântica no país

Futebol é sinônimo de esporte, diversão e alegria para milhões de brasileiros. Mas ele também tem um importante papel social. E alguns times do país começam a mostrar que sabem dessa responsabilidade. É o caso do Coritiba Foot Ball Club, o Coxa como a torcida o chama, do Paraná. No final de semana, o clube anunciou uma parceria com a Grande Reserva Mata Atlântica, uma iniciativa entre diversas instituições, que trabalha pela preservação e o desenvolvimento sustentável do maior remanescente contínuo do bioma no Brasil.

A ideia é que a parceria entre o Coritiba e a Grande Reserva Mata Atlântica fortaleça ainda mais a proteção de um território, que conta com 2,2 milhões de hectares de floresta tropical contínua (o equivalente a pouco mais de 2 milhões de estádios de futebol) e que possui uma enorme e diversa vida selvagem, montanhas, cavernas, cachoeiras, baías, manguezais e praias do Oceano Atlântico.

Time paranaense se engaja na luta pela preservação do do maior remanescente contínuo de Mata Atlântica no país

O guará-vermelho é uma das muitas espécies encontradas no bioma

As ações da Grande Reserva da Mata Atlântica também têm como objetivo estimular o turismo responsável e favorecer o desenvolvimento socioeconômico local, e ao mesmo tempo respeitar o meio ambiente e a conservação da biodiversidade.

“Essa foi a forma de traduzirmos o verde do nosso escudo em uma ação voltada à proteção da natureza, que é um patrimônio de todos a ser cuidado e zelado. A partir de agora, outros projetos voltados ao fortalecimento da iniciativa serão realizados pelo Coritiba, envolvendo torcedores, sócios, atletas do plantel profissional e das categorias de base”, afirmou o presidente do Coritiba, Renato Follador.

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São 2,2 milhões de hectares de floresta tropical contínua

A Grande Reserva da Mata Atlântica

A Mata Atlântica é uma das florestas tropicais mais exuberantes do planeta, mas infelizmente, uma das mais ameaçadas também. Foi reduzida a menos de 13% de seu tamanho original, aquele com o que os portugueses se depararam quando aportaram no Brasil.

Ao longo de seu maior remanescente contínuo estão localizadas sete cidades históricas, ricas em cultura e tradições populares. Além disso, se abriga em suas matas a única população de mico-leão-da-cara-preta do mundo.

Ou seja, não há dúvida de que precisamos fazer de tudo para protegê-la!

Mapa mostra onde está este remanescente da floresta

Abaixo um vídeo produzido pela iniciativa da Grande Reserva da Mata Atlântica:

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Fotos: Zig Koch