quinta-feira, 21 de julho de 2022

‘Órfãos do Leite’: caso das búfalas de Brotas inspira curta-metragem que revela impacto devastador da indústria de laticínios nos animais

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‘Órfãos do Leite’: caso das búfalas de Brotas inspira curta-metragem que revela impacto devastador da indústria de laticínios nos animais

Há cerca de três meses, muita gente pelo Brasil – e fora dele – se comove diariamente com a história das búfalas de Brotas e seus filhotes, encontrados em estado de completo abandono – com fome, sede e sem assistência veterinária – na fazenda São Luís da Água Sumida. Alguns mortos, outros agonizando, e a maioria em estado de inanição.

O caso é considerado por especialistas como um dos maiores massacres de animais do país – eram mais de mil fêmeas e filhotes! – e, desde novembro de 2021, tem mobilizado voluntários e autoridades comprometidos em salvar os animais e fazer Justiça (veja as reportagens que publicamos, indicadas no final deste post).

Neste cenário, a comunicação incansável de todas as ações, vitórias e perdas desta história tão comovente – nas redes sociais e na imprensa – tem sido uma grande aliada para ampliar a consciência a cerca do sofrimento dos animais na produção de laticínios. 

E, hoje, a Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), que acompanha o caso desde a denúncia e tem contribuído efetivamente com essa divulgação, escreve mais um capítulo importante desta história ao lançar o curta-metragem Órfãos do Leite, inspirado nas búfalas e filhotes de Brotas.

O documentário apresenta a realidade cruel desses animais e faz um apelo pelo veganismo. 

“Ele é voltado para a ética animal, mas vai além de propor que evitemos o sofrimento de mães e filhotes”, conta Larissa Maluf, coordenadora de comunicação da organização, que trabalhou como voluntária em Brotas e é responsável pelo roteiro, direção e apresentação do filme.

“No final, traz uma mensagem da Alessandra Luglio, nutricionista e colaboradora da SVB, que explica que é possível e benéfico ser vegano. Não adianta a gente dizer isso e não dar ferramentas pra pessoa fazer a mudança”.

O vídeo tem 13 minutos e foi produzido com imagens captadas pelos voluntários, desde a época da denúncia e do resgate, mas também profissionais, produzidas pela videomaker Natália Moraes.

Foi lançado hoje em live às 18h30. E já está disponível no YouTube da organização, com legendas em português, inglês e espanhol.

“Só interessa o leite da mãe”

“A gente quis fazer um recorte sobre a temática do queijo a partir desse caso. Independente da maneira como as fêmeas são tratadas nessa indústria – muitos produtores falam ‘ah, mas respeitamos o bem-estar animal’ –, elas sempre são mães! Sempre há filhotes que são privados do contato com a mãe, de viver ao lado da mãe e que, muitas vezes, são descartados: abatidos ou abandonados para morrer”, conta Larissa.

“Existem santuários, como o Vale da Rainha, que abrigam bezerros que os produtores deixam para morrer. Para eles, não compensa manter o animal vivo, só interessa o leite da mãe, por isso, os abandonam. Isso não é legal, claro, mas é comum”, completa. 

A ideia de se produzir um filme é da Larissa, e aconteceu durante uma reunião virtual da qual ela e os colegas da SVB, que a acompanhavam em Brotas, participaram com Ricardo Laurino e Mônica Buava, respectivamente presidente e diretora executiva da organização.

“A Mônica lembrou que, em 2015, por causa de um acidente no Rodoanel, a SVB se uniu à Mercy for Animal para lançar o Desafio 21 dias sem Carne, que continua ativo e tem um site. Foi uma maneira de fazer com que as pessoas tivessem o ímpeto de mudar hábitos. E ela comentou que precisávamos pensar em algo para que o caso de Brotas não caísse no esquecimento”.

Larissa sugeriu a produção de um curta-metragem e, como título, a expressão órfao do leite, que não saia de sua cabeça desde que a usou no texto do vídeo gravado para o perfil das búfalas, no Instagram, com o filhote Tupi. É ele que ilustra o pôster do documentário e este post.

Ao final da reunião, a ativista ainda ouviu Alex Parente, diretor da ONG ARA, que detém a tutela desses animais e também aprovou a ideia.

Tupi, o órfão símbolo de resistência

Assim que ganhou o nome Tupi, o filhote se livrou dos brincos que o identificaram durante o tempo de maus tratos / Foto: Larissa Maluf

Em novembro, o filhote identificado pelo número 1709 foi encontrado sozinho no pasto, sem a mãe, que estava morta: “ele chamava por ela e comoveu a todos nós”, conta Larissa.

Tupi resistiu bravamente aos maus tratos devido ao tratamento e à atenção que recebeu dos voluntários. Mas partiu esta semana, na quarta-feira, 21/2.

“Ele nunca se recuperou, de fato. Provavelmente, ficou sem a mãe logo que nasceu, não deve ter mamado o colostro. Não resistiu, apesar de todos os cuidados”, lamenta a publicitária. 

Tupi com sua mãe adotiva, Iracema / Foto: Larissa Maluf

Um tempo depois que a ONG ARA assumiu os cuidados do rebanho, que pode andar livremente por uma ampla área na fazenda, Tupi foi adotado por Iracema, uma das búfalas mais velhas do rebanho, e ganhou um irmãozinho, Guarani, também acolhido por ela. Os três estavam sempre juntos.

Que benção ele ter tido a oportunidade de ser bem cuidado e amado, antes de partir. 

Um convite ao veganismo

O movimento por uma alimentação sem produtos de origem animal só cresce no Brasil. Em boa parte devido à informação de qualidade que circula e à forma como essa comunicação é feita. Mas ainda é uma luta espinhosa, também quando o objetivo é reduzir o consumo de laticínios.  

“É mais difícil as pessoas deixarem de comer queijo do que carne”, revela Larissa. E o caso de Brotas tem sido um grande aliado na transformação dessa realidade.

“Eu recebia muita mensagem das pessoas que acompanham as búfalas por causa da Carequinha. Muitas diziam: ‘depois de ver a cena dela no pôr-do-sol, eu não consigo mais comer queijo. Mussarela de búfala, então…’. A reação foi muito instantânea. No supermercado de Brotas, uma atendente contou que a mussarela de búfala não estava saindo mais. As pessoas pararam de comprar”. 

(Carequinha era idosa e foi a primeira búfala a falecer no hospital de campanha – como contamos aqui – montado na fazenda, depois de apresentar melhoras e ser flagrada, em vídeo, contemplando o sol)

Larissa conta que tornou-se vegetariana em 2013 e não via necessidade de tornar-se vegana, até o dia em que assistiu a um vídeo, que mostrava o momento em que uma vaca paria e o bezerrinho era imediatamente tirado dela. 

“Naquele momento eu fiz a conexão: meu deus, ela é uma mãe! Não consumi mais queijo. E, agora, fazer parte deste projeto do curta é como se eu dissesse ‘aconteceu comigo’. O que falta é as pessoas fazerem essa conexão, principalmente as mulheres”.

Nem cara, nem inacessível

Larissa Maluf também revela que, para tocar as pessoas, é imprescindível evitar dizer o que não podem comer.

“Quando você diz o que ela tem que tirar, é mais difícil. Na SVB, a gente diz tudo que as pessoas podem comer e não o que não podem! E abrimos o leque de opções vegetais, que é a comida que a gente compra no hortifrutti, é o arroz e feijão, as frutas, as castanhas, tudo que é fácil de encontrar em qualquer cidade”. 

Ela ainda acrescenta que os argumentos de quem resiste ao veganismo, em geral, focam no preço – “ah, é muito caro!” – e na dificuldade de encontrar os alimentos – “na minha cidade não tem comida vegana!”. Mas todos caem por terra assim que as pessoas entendem que comida vegana é a comida do seu dia a dia, que pode ser acrescida de outros alimentos menos comuns, enriquecendo o cardápio.

Para a nutricionista Alessandra Luglio, “uma alimentação 100% à base de vegetais, que exclui todos os alimentos de origem animal, não somente é possível como também é comprovadamente uma das formas mais efetivas de você cuidar da saúde”.

A Sociedade Vegetariana oferece, em seu site, uma série de receitas gostosas. E, para completar sua missão, mantém um projeto de capacitação para profissionais de saúde, com o qual visa transformá-los em aliados e multiplicadores.

A seguir, assista ao curta-metragem e também à live promovida pela SVB para lançar o documentário. A conversa reuniu Ricardo Laurino, Larissa Maluf e Patrícia Marin, da SVB, e Eveline Paludo, que integra a equipe de advogados responsáveis pelo processo das Búfalas de Brotas. Foi um encontro muito agradável e esclarecedor, vale muito assistir.

Leia também:
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– Fazendeiro acusado de maus-tratos a mais de mil búfalas e 72 cavalos, em Brotas, é preso no litoral de São Paulo!
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Foto (destaque): Natália Moraes

Com apenas 300 indivíduos na vida selvagem, nascimento de três filhotes da mais rara subespécie de tigre do mundo é muito celebrado

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Com apenas 300 indivíduos na vida selvagem, nascimento de três filhotes da mais rara subespécie de tigre do mundo é muito celebrado

Com apenas 300 indivíduos na vida selvagem, nascimento de três filhotes da mais rara subespécie de tigre do mundo é muito celebrado

Um dos mais icônicos animais da vida selvagem, o tigre (Panthera tigris) é também o maior felino da natureza. Estima-se que nos dias atuais restem entre 4 mil a 4,5 mil indivíduos ainda vivendo livremente, em alguns países asiáticos, como Índia, Nepal, Butão, Rússia e China.

Existe apenas uma espécie de tigre, mas a ciência reconhece outras nove subespécies desses animais, três das quais já estão extintas. As seis restantes incluem os tigres de Bengala, Indo-Chinês, do sul da China, Amur e Sumatra.

E foi justamente dessa última subespécie, a menor e mais rara de todas elas, que nasceram três filhotes no começo de julho no ZLS London Zoo, o mais importante zoológico da Inglaterra e um renomado centro de reprodução em cativeiro e conservação de espécies ameaçadas de extinção.

O nascimento aconteceu no dia 27 de junho e foi acompanhado pelos veterinários da instituição através de câmeras instaladas no recinto da mãe Gaysha. A fêmea, que tem dez anos, passou tranquilamente pelo parto e em seguida, começou a limpar e cuidar de suas novas crias. O pai, Asim, também estava presente.

“Estávamos confiantes de que Gaysha estava grávida e estimamos aproximadamente quanto tempo ela estava – quando observamos seu estômago crescer visivelmente nas últimas semanas, sabíamos que ela estava se aproximando do termo. Preparamos para ela uma toca interna especial, enchemos com palha macia para conforto e começamos uma vigília noturna – monitorando seu progresso remotamente na tela”, contou Kathryn Sanders, cuidadora dos tigres do ZLS London Zoo.

Desde então, a família tem sido monitorada apenas por vídeo para não perturbar a interação entre pais e filhos neste importante primeiro momento. Os filhotes estão sendo amamentados e têm demonstrado boa saúde e desenvolvimento normal. Eles só serão batizados após os três meses, quando receberem as primeiras vacinas e aí poderá ser confirmado o sexo dos três.

Hoje o zoológico britânico compartilhou as primeiras fotos dos novos moradores. Simplesmente irresistíveis! Os pequenos aparecem ao lado da mãe e rolando pelo chão.

Com apenas 300 indivíduos na vida selvagem, nascimento de três filhotes da mais rara subespécie de tigre do mundo é muito celebrado

Nos últimos dias, por causa das altas temperaturas registradas em Londres, Gaysha e os filhotes foram vistos se aventurando para fora do recinto, onde até então estiverem “escondidos” desde o nascimento.

Com somente aproximados 300 tigres de Sumatra na natureza, especialistas ressaltam a importância de se manter uma população geneticamente diversa em cativeiro.

Confira abaixo o vídeo que mostra os primeiros momentos de vida dos novos filhotes de tigre:

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Cerrado tem alta de 20% no desmatamento e maior área derrubada de uma única vez

 








Cerrado tem alta de 20% no desmatamento e maior área derrubada de uma única vez

18.07.2022 • Notícias
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Queimada na região do Matopiba. Foto: Thiago Foresti/IPAM

Por Bibiana Alcântara Garrido*

O Relatório Anual do Desmatamento agrega dados sobre o total desmatado no Brasil em 2021 e confirma o avanço da atividade no Cerrado em publicação divulgada nesta segunda, 18, pela iniciativa MapBiomas. O segundo maior bioma brasileiro teve alta de 20,2% no desmatamento, foram 500.537 hectares desmatados contra 416.556 em 2020. No Cerrado também está a maior área de vegetação derrubada de uma única vez no último ano: 4.977 ha, desmatados em uma propriedade rural no município de Jaborandi (BA), uma área mais de oito vezes maior que a reserva do Parque das Dunas, na capital baiana Salvador.

Mapa do bioma Cerrado com os alertas de área desmatada registrados em 2021 (Fonte: IPAM/MapBiomas)

Mapa do bioma Cerrado com os alertas de área desmatada registrados em 2021 (Fonte: IPAM/MapBiomas)

A concentração de área desmatada segue nos Estados do Matopiba. Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia tiveram 73% de toda a área desmatada no Cerrado brasileiro – percentual que foi de 69% no relatório anterior. Em relação a 2020, Tocantins foi o único Estado do Matopiba que desmatou menos, com uma redução de 1,5%. Nos demais Estados, desmatamentos de grandes áreas ocorreram em Minas Gerais (que teve aumento de 89% em relação a 2020, com 31.115,43 ha desmatados em 2021), Mato Grosso do Sul (83% de aumento, com 28.356 ha desmatados), Bahia (43%, com 95.907 ha), Goiás (35%, com 31.323 ha) e Piauí (18%, com 57.613 ha).

“O Cerrado é o segundo bioma mais afetado pelo desmatamento, e também aquele com maiores áreas contínuas desmatadas, ocorrendo principalmente na região do Matopiba, onde a expansão de grãos transforma o território e compete pela água com as comunidades tradicionais. O avanço desordenado do desmatamento no local ameaça a porção mais preservada desse bioma”, completa a diretora de Ciência no IPAM e coordenadora do MapBiomas Cerrado e do MapBiomas Fogo, Ane Alencar.

Dos dez municípios com maiores desmatamentos de Cerrado, cinco estão na Bahia, quatro no Maranhão e um no Piauí. O primeiro é São Desidério (BA), que registrou 17.839 ha em área desmatada e ocupa a 12a posição na classificação de cidades que mais desmataram todos os biomas no Brasil. Formosa do Rio Preto (BA), com 15.114 ha derrubados, e Jaborandi (BA), com 13.534 ha, municípios com segunda e terceira maior área de Cerrado desmatada, respectivamente, ocupam a 15a e 19a posição na lista nacional.

Municípios em que ocorreram os maiores desmatamentos do Cerrado em 2021 (Fonte: IPAM/MapBiomas)

Municípios em que ocorreram os maiores desmatamentos do Cerrado em 2021 (Fonte: IPAM/MapBiomas)

A agropecuária é o principal vetor de pressão para o desmatamento do bioma, que ocorre, principalmente, no segundo trimestre de cada ano. No relatório, pesquisadores calculam que 98% da área desmatada no Cerrado em 2021 foi destinada a esse uso. Ainda 35.772 ha foram derrubados dentro de unidades de conservação, sendo a maioria (99%) em Áreas de Proteção Ambiental, com desmatamento também em Unidades de Proteção Integral – essas tiveram 443 ha desmatados. Em terras indígenas no bioma o desmatamento subiu 79%, totalizando 3429 ha.

“O Cerrado está tão ameaçado quanto a Amazônia e não pode ser mais desmatado. Temos só cerca de 50% do bioma ainda vivo e esses remanescentes devem ser preservados”, diz a pesquisadora no IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) e coordenadora científica no MapBiomas Brasil, Julia Shimbo.

 

*Jornalista e analista de Comunicação no IPAM.

Em São Paulo, IPAM promove campanha sobre a preservação das florestas

 https://ipam.org.br/em-sao-paulo-ipam-promove-campanha-sobre-a-preservacao-das-florestas/



Em São Paulo, IPAM promove campanha sobre a preservação das florestas

18.07.2022 • Notícias
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Iniciativa é realizada em parceria com o Grupo CCR nas estações de metrô e trem metropolitano da capital paulista. Foto: Olivia Zerbini/ IPAM

Por Ana Carolina Moraes*

Para marcar o Dia Nacional de Proteção às Florestas, comemorado em 17 de julho, o IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) realiza nesta semana a campanha presencial “Floresta Preservada” em estações de metrô e trem da cidade de São Paulo. A iniciativa é realizada em parceria com a ViaQuatro e ViaMobilidade, concessionárias responsáveis pela operação e manutenção das linhas 4-Amarela e 5-Lilás de metrô e 8 e 9 de trens metropolitanos da capital paulista.

De 18 a 22 de julho, o IPAM estará com uma árvore real (Camélia) nas estações, com metade florida e saudável – em referência à preservação dos ecossistemas naturais – e com outra metade podada e com aspecto seco – uma alusão à destruição das florestas. “Nossa intenção é mostrar, de forma prática e visual, que a floresta preservada é essencial para nossa qualidade de vida, para atrair investimentos para o Brasil e garantir um futuro sustentável”, explicou o diretor executivo do IPAM, André Guimarães.

Ana Carolina Morais no primeiro dia da iniciativa do IPAM na estação 

de metrô do Capão Redondo. Foto: Olivia Zerbini/IPAM

O objetivo é chamar a atenção do público para a importância da preservação dos biomas brasileiros, apresentando as consequências práticas do desmatamento para o meio ambiente, a sociedade e a economia, além de indicar soluções possíveis para manter a floresta preservada. Por isso, a árvore também estará decorada com cartões pendurados nos galhos que trazem mensagens sobre as ações que podem contribuir para a preservação e sobre os riscos da degradação ambiental.

Junto com a instalação da árvore, nossa equipe estará presente nas estações de metrô e trem para conversar com o público sobre o trabalho do IPAM e o futuro das florestas brasileiras. A campanha conta ainda com a distribuição de adesivos informativos, com mensagens curtas sobre a importância de preservar as florestas, proteger os povos originários, a fauna e a flora, combater o desmatamento e incentivar o desenvolvimento sustentável.

Conversa com os passageiros sobre a Campanha Floresta 

Preservada. Foto: Olivia Zerbini/IPAM

 Confira o cronograma da campanha:

– Segunda-feira, 18 de julho
Estação Capão Redondo (Linha 5-Lilás), das 10h às 16h

– Terça-feira, 19 de julho
Estação Capão Redondo (Linha 5-Lilás), das 10h às 16h

– Quarta-feira, 20 de julho
Estação Lapa (Linha 8-Diamante), das 10h às 14h

– Quinta-feira, 21 de julho
Estação Vila Sônia (Linha 4-Amarela), das 10h às 16h

– Sexta-feira, 22 de julho
Estação Vila Sônia (Linha 4-Amarela), das 10h às 16h

Florestas Preservadas

Celebrada em 17 de julho, a data tem como objetivo destacar a importância da preservação das florestas para a qualidade de vida da humanidade.

Responsável por serviços ambientais e ecológicos, as florestas em pé garantem a qualidade do solo, o abastecimento de água e a manutenção do equilíbrio climático. Desta forma, elas são fundamentais para o bem-estar humano e também contribuem com a segurança alimentar e energética.

Árvore metade florida – em referência à proteção dos biomas brasileiros, 

e com a outra metade podada – uma alusão à destruição das florestas. 

Foto: Olivia Zerbini/IPAM

No Brasil, a floresta amazônica (Amazônia Legal) corresponde a 58,9% do território do país e está presente em nove Estados. Mas, desde o começo do ano, a Amazônia tem registrado recordes consecutivos de desmatamento: nos seis primeiros meses de 2022, 3.988 km foram derrubados no bioma – a maior área de desde 2016, segundo os dados do sistema Deter (Detecção de Desmatamento em Tempo Real), do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), divulgados no começo de julho. A análise de pesquisadoras do IPAM revela que a média de área desmatada em 2022 é 80% maior do que o índice registrado em 2018.

O desmatamento da Amazônia gera impactos socioambientais, climáticos e econômicos em âmbitos nacional e global, como a perda da biodiversidade e a liberação de grandes quantidades de carbono, que agrava a crise climática.

Serviço:

Campanha Floresta Preservada
De 18 a 22 de julho, a partir das 10h, nas Estações de Metrô Capão Redondo (Linha 5-Lilás) e Vila Sônia (Linha 4-Amarela) e na Estação Lapa (Linha 8-Diamante da CPTM).

*Jornalista e especialista em mídias sociais no IPAM.