segunda-feira, 10 de outubro de 2022

Pequi é a fonte de novo anti-inflamatório e novo protetor solar

22/11/2021

Pequi é a fonte de novo anti-inflamatório e novo protetor solar

Com informações da Agência Fapesp

Pequi é a fonte de novo anti-inflamatório e novo protetor solar
Atualmente, menos de 10% da massa do pequi é aproveitada para a extração do óleo.
[Imagem: Lucinéia dos Santos/Unesp]



 Pequi para a pele

Mais conhecido por suas aplicações culinárias, o óleo de pequi (Caryocar brasiliense), extraído a partir da polpa e da amêndoa do fruto originário do Cerrado, já é utilizado na indústria farmacêutica e de cosméticos.

No entanto, o que sobra após esse processo (cerca de 90% da massa) geralmente é descartado, gerando um desperdício que pode chegar a centenas de toneladas por ano.

Foi esse cenário que motivou pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) a encontrar uma forma criativa, sustentável e barata de aproveitar os restos do fruto.

O resultado são dois novos produtos a partir dos resíduos de pequi: um creme com atividade anti-inflamatória e um protetor solar com propriedades antioxidantes, capazes de retardar o envelhecimento da pele.

As formulações apresentaram resultados promissores em testes farmacológicos. "Tivemos a mesma resposta que produtos já consolidados no mercado, utilizando uma matéria-prima genuinamente brasileira que iria para o lixo," disse a bioquímica Lucinéia dos Santos.

Cremes naturais mais baratos

As novidades já foram patenteadas e estão disponíveis para licenciamento pela Agência Unesp de Inovação. Segundo Lucinéia, para produzir uma bisnaga de 60 gramas do novo creme anti-inflamatório, por exemplo, o custo aproximado seria de R$ 8,10. Atualmente, a mesma quantidade de um creme anti-inflamatório comercial, também feito com ativos naturais, chega a ser vendida por R$ 65,00.

"A indústria farmacêutica não para de buscar novas medicações e soluções estéticas que sejam eficazes, seguras, de baixo custo e que não causem consequências negativas para o organismo. Nós temos esses produtos. Além disso, nossas inovações contribuem para o bem-estar ambiental, econômico e social, agregando valor a um resíduo que normalmente é descartado", afirmou a professora.

Hoje já se sabe que o óleo de pequi previne e faz regredir o câncer e também protege contra doenças cardiovasculares.


O que respiramos na floresta que nos faz tão bem?

 

O que respiramos na floresta que nos faz tão bem?

Redação do Diário da Saúdeprimir
O que respiramos quando na floresta que nos faz tão bem?
Os cientistas acreditam ter encontrado os compostos exalados pelas florestas que nos fazem tão bem - física e psicologicamente.
[Imagem: UAB]
Saúde e áreas verdes

Quando estamos em contato com ambientes naturais, fora da cidade, experimentamos uma série de efeitos benéficos em nossa saúde.

Em geral, esses efeitos ocorrem no nível dos nossos sistemas cardiovascular, imunológico, respiratório e nervoso. E também experimentamos mudanças em nosso bem-estar fisiológico e psicológico.

Essa constatação de que a natureza faz bem à saúde fez aumentar muito o interesse da comunidade científica - e da própria sociedade - em relação ao potencial das florestas e demais áreas verdes naturais como fonte de bem-estar humano.

É claro que os cientistas nunca se contentam apenas com a medição dos efeitos benéficos: Eles também querem saber os mecanismos que ligam o estar em uma floresta com os benefícios fisiológicos que os exames mostram.

As pesquisas mais recentes vêm apontando compostos orgânicos voláteis emitidos pelas plantas, chamados monoterpenos, como os principais determinantes dos efeitos benéficos das áreas verdes naturais sobre a nossa saúde.

As plantas produzem monoterpenos como um mecanismo defensivo contra herbívoros e para se adaptar ao meio ambiente. Entre os efeitos mais estudados, destacam-se as atividades anti-inflamatórias, neuroprotetoras e antitumorigênicas dos monoterpenos. Apesar de seu papel relevante no binômio saúde-floresta, contudo, esses compostos foram pouco estudados até agora no nível do dossel das árvores, onde eles pretensamente interagem com as pessoas para gerar benefícios.

Monoterpenos

Albert Bach e uma equipe da Universidade Autônoma de Barcelona (Espanha) decidiram estudar a variabilidade desses compostos químicos em uma floresta de azinheiras, uma árvore muito comum na região do Mediterrâneo.

Os resultados demonstraram uma forte variabilidade da concentração de monoterpenos, dependendo da estação e da hora do dia. As maiores concentrações foram medidas no início da manhã (das 6 às 8 da manhã) durante o início do verão, e no início da tarde (das 13 às 15 horas), no mesmo período.

Os resultados também mostram como os monoterpenos estão fortemente conectados à temperatura, à radiação solar e à umidade relativa do ar.

Esses picos nas concentrações não foram identificados no restante dos meses do ano, quando as emissões dos compostos aumentaram com a radiação solar, atingindo seu pico por volta das 14h, coincidindo com o pico diário de temperatura.

A lição a se levar para casa - ou para a floresta - é que, se os cientistas estiverem corretos de que são os monoterpenos os responsáveis pelos efeitos benéficos das áreas verdes sobre os seres humanos, então você irá tirar o maior proveito possível indo para lá logo de manhã no verão.

Checagem com artigo científico:

Artigo: Human Breathable Air in a Mediterranean Forest: Characterization of Monoterpene Concentrations under the Canopy
Autores: Albert Bach, Ana Maria Yáñez-Serrano, Joan Llusià, Iolanda Filella, Roser Maneja, Josep Penuelas
Publicação: International Journal of Environmental Research and Public Health
DOI: 10.3390/ijerph17124391

Interior da Terra tem seis vezes mais água que os oceanos

 

Interior da Terra tem seis vezes mais água que os oceanos

Redação do Site Inovação Tecnológica - 29/09/2022

Água no interior da Terra é seis vezes maior que a dos oceanos
A pista para a água do interior da Terra está dentro de inclusões encontradas no diamante - as inclusões podem ser de um mineral sólido ou conter líquidos ou gases.
[Imagem: Tingting Gu et al. - 10.1038/s41561-022-01024-y]

Oceano no interior da Terra

No clássico Viagem ao Centro da Terra, Júlio Verne imaginou todo um novo mundo abaixo de nossos pés, incluindo um oceano nas profundezas da Terra.

Agora, usando experimentos científicos, geólogos alemães demonstraram que a ideia de o interior da Terra ter tanta água quanto os oceanos na superfície não é assim tão estapafúrdia.

"Neste estudo, nós demonstramos que a zona de transição não é uma esponja seca, mas contém quantidades consideráveis de água. Isso também nos aproxima da ideia de Júlio Verne de um oceano dentro da Terra. A diferença é que não há um oceano lá embaixo, mas rochas hidratadas," disse Frank Brenker, da Universidade Goethe.

Na verdade, embora pareça haver muita água lá embaixo, essas rochas não apenas não pingariam água, como sequer pareceriam molhadas ao toque.

Mas o volume de água que elas podem conter em sua estrutura cristalina é tão grande que elas poderiam teoricamente absorver o equivalente a seis vezes a quantidade de água de todos os oceanos da Terra, segundo o cálculo dos geólogos.

Água no interior da Terra é seis vezes maior que a dos oceanos
Detalhe de uma das inclusões estudadas pela equipe.
[Imagem: Tingting Gu et al. - 10.1038/s41561-022-01024-y]

Zona de transição

A zona de transição a que o pesquisador se refere é o nome dado à camada que separa o manto superior da Terra e o manto inferior. Ela está localizada a uma profundidade de 410 a 660 quilômetros.

A imensa pressão - de até 23.000 bar - faz com que o mineral verde-oliva olivina, também conhecido como peridoto e que constitui cerca de 70% do manto superior da Terra, tenha sua estrutura cristalina alterada.

No limite superior da zona de transição, a cerca de 410 quilômetros de profundidade, a olivina converte-se em um mineral mais denso, chamado wadsleyíta; e, a 520 quilômetros, ela se metamorfoseia na ainda mais densa ringwoodita - a wadsleyíta foi batizada em homenagem a Arthur David Wadsley (1918-1969), e a ringwoodita homenageia Alfred E. Ringwood (1930-1993).

"Essas transformações minerais dificultam muito os movimentos das rochas no manto," explica o Prof. Brenker. Por exemplo, as plumas do manto - colunas ascendentes de rocha quente do manto profundo - às vezes param diretamente abaixo da zona de transição. O movimento de massa na direção oposta também pára, criando um gigantesco depósito de material.

"As placas subductoras também carregam sedimentos do fundo do mar para o interior da Terra. Esses sedimentos podem conter grandes quantidades de água e CO2. Mas até agora não estava claro o quanto entra na zona de transição na forma mais estável de minerais hidratados e carbonatos - e, portanto, também não estava claro se grandes quantidades de água realmente são armazenadas lá".

As condições prevalecentes lá embaixo certamente seriam propícias a isso. Os minerais wadsleyíta e ringwoodita podem (ao contrário da olivina em profundidades menores) armazenar grandes quantidades de água - tão grandes que a zona de transição teoricamente seria capaz de absorver seis vezes a quantidade de água em nossos oceanos.

"Então, sabíamos que a camada limite tem uma enorme capacidade de armazenamento de água," disse Brenker. "No entanto, não sabíamos se esse era realmente o caso."

Água no interior da Terra é seis vezes maior que a dos oceanos
Este é o pequeno diamante brasileiro usado no estudo de 2014, que era pequeno demais para que as conclusões pudessem ser generalizadas.
[Imagem: D. G. Pearson et al. - 10.1038/nature13080]

Inclusões no diamante

Em 2014, Brenker fez parte de uma equipe analisou um diamante encontrado no Brasil, na cidade de Juína (MT), e comprovou a existência de ringwoodita rica em água incrustada no diamante. Mas, na ocasião, a equipe reconheceu não ser possível demonstrar que a ringwoodita presente no diamante era representativa da zona de transição porque o diamante era pequeno demais, com cerca de três milímetros.

Ele prosseguiu nessa linha de pesquisa, analisando agora um diamante maior, encontrado em Botswana, na África, que se formou a uma profundidade de 660 km, bem na interface entre a zona de transição e o manto inferior, uma região quase totalmente tomada pela ringwoodita.

Diamantes dessa região são muito raros, mesmo entre os diamantes raros de origem super-profunda, que representam apenas um por cento dos diamantes já encontrados na superfície.

As análises revelaram que a pedra contém inúmeras inclusões de ringwoodita - que apresentam alto teor de água. Além disso, os pesquisadores conseguiram determinar a composição química da pedra: É quase exatamente a mesma de praticamente todos os fragmentos de rocha do manto encontrados em basaltos em qualquer lugar do mundo, comprovando que o diamante definitivamente veio de um pedaço normal do manto da Terra.

E as inclusões no diamante de 1,5 centímetro de Botsuana, que a equipe investigou agora, eram grandes o suficiente para permitir que a composição química precisa fosse determinada, e isso forneceu a confirmação final dos resultados preliminares de 2014.

Água no interior da Terra é seis vezes maior que a dos oceanos
Além de mostrarem que a atmosfera terrestre era propícia para a vida há bilhões de anos, as inclusões já permitiram até mesmo encontrar água líquida dentro de um meteorito.
[Imagem: Michael Broadley]

Zona de transição dinâmica

Um alto teor de água na zona de transição tem consequências de longo alcance para o comportamento dinâmico do interior da Terra, permitindo que os geólogos criem modelos totalmente novos.

A equipe propõe, por exemplo, que as plumas quentes vindas do manto abaixo, que ficam presas na zona de transição, aquecem a zona de transição, o que, por sua vez, leva à formação de novas plumas menores, que absorvem a água. Se essas plumas menores do manto, ricas em água, agora migram para cima e rompem a fronteira para o manto superior, a água contida nas plumas do manto é liberada, o que diminui o ponto de fusão do material emergente.

Esse material então derrete imediatamente, e não apenas antes de atingir a superfície, como geralmente acontece. Como resultado, as massas rochosas nessa parte do manto da Terra não são mais tão resistentes como se acreditava, o que dá mais dinamismo aos movimentos de massa.

A zona de transição, que de outra forma atuaria como uma barreira para a dinâmica, de repente se torna um motor da circulação global do material no interior do planeta.

Bibliografia:

Artigo: Hydrous peridotitic fragments of Earth’s mantle 660-km discontinuity sampled by a diamond
Autores: Tingting Gu, Martha G. Pamato, Davide Novella, Matteo Alvaro, John Fournelle, Frank E. Brenker, Wuyi Wang, Fabrizio Nestola
Revista: Nature Geoscience
Vol.: 507, pages 221-224
DOI: 10.1038/s41561-022-01024-y

Artigo: Hydrous mantle transition zone indicated by ringwoodite included within diamond
Autores: D. G. Pearson, F. E. Brenker, F. Nestola, J. McNeill, L. Nasdala, M. T. Hutchison, S. Matveev, K. Mather, G. Silversmit, S. Schmitz, B. Vekemans, L. Vincze
Revista: Nature
DOI: 10.1038/nature13080

Morre Pocha, elefanta que foi trazida com a filha da Argentina para o Santuário de Elefantes Brasil

 https://conexaoplaneta.com.br/blog/morre-pocha-elefanta-que-foi-trazida-com-a-filha-da-argentina-para-o-santuario-de-elefantes-brasil/


Morre Pocha, elefanta que foi trazida com a filha da Argentina para o Santuário de Elefantes Brasil

Morre Pocha, elefanta que foi trazida com a filha da Argentina para o Santuário de Elefantes Brasil

Que notícia mais devastadora. Muito triste mesmo. No sábado, 08/10, o Santuário de Elefantes Brasil usou suas redes sociais para anunciar que Pocha havia falecido. Contamos aqui no Conexão Planeta, em várias reportagens a história dessa elefanta e sua filha, Guilhermina. Mãe e filha, de 55 e 24 anos, eram duas elefantas asiáticas que viviam num “recinto” de um ecoparque em Mendoza, na Argentina: na verdade, um fosso, totalmente de concreto, sem vegetação alguma. Guille, como é carinhosamente chamada, nasceu ali e nunca tinha estado num ambiente ao ar livre.

Após muitas negociações, em maio, após cinco dias de viagem, mãe e filha chegaram ao Santuário de Elefantes Brasil, no Mato Grosso. Ao longo dos últimos meses, elas demonstraram uma excelente adaptação ao novo lar, aprendendo a explorar a natureza, e apreciar a companhia de outras companheiras da mesma espécie, Maia, Rana, Lady, Mara e Bambi.

Mas infelizmente, nos últimos dias, os cuidadores perceberam uma leve modificação no comportamento de Pocha.

“Nós notamos que ela estava exigente com seu feno, embora ainda estivesse pastando e desfrutando de todas as frutas e legumes que lhe foram dados. Depois de uma dose de vitamina na noite passada, ela parecia mais resplandecente e, mesmo ainda cansada, seus olhos pareciam mais brilhantes. No entanto, quando voltamos para checá-la um tempo depois, descobrimos que ela havia falecido”, escreveu o santuário.

Ainda não se saber a causa da morte de Pocha e uma autopsia será realizada para descobrir o que poderia provocado seu falecimento.

“Embora este seja um momento difícil, e possa ser difícil processar essa perda, sentimos gratidão a Pocha pelo amor e estabilidade que ela foi capaz de proporcionar a Guillermina por 24 anos. Uma vez que as duas estavam no santuário, ela pôde ver sua filha experimentar a verdadeira alegria e começar a construir relacionamentos com outros elefantes – algo que pode ter sido apenas um sonho para Pocha… Também temos uma grande sensação de alívio em saber que ambas fizeram a viagem para o santuário antes do falecimento de Pocha, assim Guillermina não está processando sua dor sozinha, ela agora tem outros elefantes a quem recorrer. Talvez Pocha tivesse um senso que seu tempo aqui era curto e encorajou Guille a se aventurar, aproveitar a vida com as amigas, explorar a natureza e descobrir verdadeiramente como a vida de um elefante deve ser. Em poucos meses, ela foi capaz de lembrar que o mundo era mais do que apenas um muro de concreto na frente dela. Na realidade, a vida poderia ser grande, bela e cheia de oportunidades e ela também foi capaz de dar essa grande vida a sua filha com amor e um sentimento de imenso orgulho”, acredita a equipe do santuário.

Morre Pocha, elefanta que foi trazida com a filha da Argentina para o Santuário de Elefantes Brasil

Pocha tinha cerca de 55 anos

A morte da elefanta foi sentida por todos os outros animais, especialmente, sua filha. Guillermina, que estava dividindo os recintos perto do galpão com a mãe, deu longos estrondos para alertar o grupo. Em uma longa e detalhada postagem, o santuário relatou o comportamento das integrantes da manada após o falecimento de Pocha.

“Uma vez que abrimos os portões para que as outras meninas pudessem entrar, Bambi, Mara e Rana estavam lá esperando para estar com Guille. Rana se aproximou de Pocha com Guillermina por alguns minutos e depois voltou com as demais. A seguir, Bambi se aproximou, mas ficou à distância, com os olhos um pouco arregalados e parecendo preocupada. Depois de Bambi voltar para as outras meninas, Mara veio e ficou com Guille e Pocha. Depois disso, uma por uma, as outras meninas voltaram, desta vez Bambi se aproximou de Pocha, cheirando-a e acariciando seu rosto. Pouco depois da meia-noite, todas elas estavam em lados diferentes de Pocha, em silêncio e relaxadas, tendo um daqueles momentos de elefante que só eles entendem. Pouco antes das 4 da manhã, Maia também veio ficar com Guilhermina. Cada menina ficou por perto, algumas por mais tempo que outras, observando o corpo de Pocha com respeito. Os elefantes têm uma habilidade inata de se comunicar uns com os outros de maneira que nunca entenderemos, e é isso que parecia estar acontecendo entre este grupo de companheiras de manada.

Com todos os nossos anos trabalhando com elefantes, nunca vimos esse nível de apoio da manada dado a outro durante uma passagem. O apoio delas está se mostrando muito mais familiar por natureza do já presenciamos no Santuário no passado e, embora triste, também há algo incrivelmente bonito sobre o que está acontecendo. Como está começando a entender o que aconteceu com Pocha, Guillermina tem sido muito gentil com a mãe dela. Ela a toca, a cheira e a acaricia com sua tromba, parecendo sentir que sua mãe não está mais aqui. Enquanto Guille não se posicionou completamente sobre o corpo da mãe (o que os elefantes às vezes fazem), ela manobrou muito gentilmente suas patas sobre as patas dianteiras de Pocha e ficou lá por um tempo”.

Abaixo um dos últimos vídeos feitos de Pocha, durante um dia chuvoso:

O Santuário de Elefantes Brasil é o sexto santuário de elefantes do mundo e primeiro da América Latina. É fruto da parceria de duas organizações internacionais – a Global Sanctuary for Elephants (GSE), do Tenessee, nos Estados Unidos, e a ElephantVoices – ambas dirigidas por renomados especialistas.

A iniciativa se deve também à paixão por elefantes de uma brasileira, Junia Machado. Ela representa a ElephantVoices no Brasil e se uniu à Scott Blaiss – que tem mais de 20 anos de experiência no manejo de elefantes africanos e asiáticos em zoos, circos e em santuários e é o fundador da GSE – para tocar o projeto.

A reserva não é aberta ao público, pois não é um zoológico. Ela tem como única missão proteger, resgatar e prover um santuário de ambiente natural para elefantes em cativeiro.

Fotos: reprodução Facebook Santuário de Elefantes Brasil

Em risco de extinção, tartaruga de espécie raríssima da Índia, se reproduz com sucesso após mais de 20 anos

 Bichos  


Em risco de extinção, tartaruga de espécie raríssima da Índia, se reproduz com sucesso após mais de 20 anos

Em risco de extinção, tartaruga de espécie raríssima da Índia, se reproduz com sucesso após mais de 20 anos

A tartaruga de carapaça de cabeça estreita indiana, também conhecida como tartaruga de carapaça de cabeça pequena (Chitra indica), é uma espécie de tartaruga de carapaça mole encontrada nos rios do subcontinente indiano. É considerada em risco de extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês). Como o próprio nome diz, ela possui uma cabeça bem pequena, todavia, seu corpo é muito grande – sua carapaça pode passar de um metro de comprimento. Esse réptil, encontrado no fundo de rios e córregos profundos no norte da Índia, Bangladesh e Nepal, é usado por cientistas como um importante indicador da saúde do ambiente ao seu redor.

Entre as principais ameaças à espécie estão o tráfico de animais silvestres, a poluição dos rios e a caça para consumo de sua carne. Não se tem uma ideia exata do número de sua população na vida selvagem.

Além de todos os fatores acima, seu processo de reprodução é demorado, já que ela pode levar até dez anos para atingir sua maturidade sexual. Pois após mais de duas décadas de muita espera, pela primeira, tartarugas indianas colocaram ovos e recentemente 41 filhotes nasceram no San Diego Zoo, nos Estados Unidos, um importante centro de conservação e reprodução em cativeiro de espécies em perigo.

“Este é um momento emocionante para nós e um passo incrível na conservação desta espécie”, comemorou Kim Gray, curador de herpetologia e ictiologia do Zoológico de San Diego. “Estamos focados em cuidar dessas tartarugas há muito tempo, e parte desse cuidado é entender melhor a história natural da espécie. Com o conhecimento que adquirimos aqui , podemos ajudar melhor nossos parceiros na Índia a ajudar essa espécie essencial a prosperar em seu habitat nativo”.

Ao descobrir os ovos há alguns meses, a maioria deles foi deixada em seu recinto, mas outros foram levados para uma incubadora artificial para se ter certeza do nascimento de pelo menos alguns filhotes.

Além da reprodução em cativeiro, nos Estados Unidos, a San Diego Zoo Wildlife Alliance também realiza um trabalho em parceria com a Turtle Survival Alliance (TSA), principalmente com a equipe dessa organização na Índia, de educação ambiental com as comunidades locais.

“Nosso trabalho destaca as parcerias de longo prazo necessárias para ajudar a salvar espécies insubstituíveis como essas tartarugas. Tal como acontece com toda a vida selvagem, esta é uma espécie única com uma história incrível e importante para contar”, ressalta Nadine Lamberski, diretora de conservação e saúde da vida selvagem da San Diego Zoo Wildlife Alliance.

Em risco de extinção, tartaruga de espécie raríssima da Índia, se reproduz com sucesso após mais de 20 anos

Uma tartaruga de carapaça de cabeça pequena adulta
(Foto: Shailendra Singh, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons)

*Com informações do San Diego Zoo

Leia também:
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Fotos: divulgação San Diego Zoo


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https://conexaoplaneta.com.br/blog/em-risco-de-extincao-tartaruga-de-especie-rarissima-da-india-se-reproduz-com-sucesso-apos-mais-de-20-anos/

sexta-feira, 7 de outubro de 2022

Austrália pretende reservar 30% do território para proteger espécies ameaçadas de extinção até 2030; vídeo

 


Austrália pretende reservar 30% do território para proteger espécies ameaçadas de extinção até 2030; vídeo

SEGUNDO RELATÓRIO DIVULGADO POR TANYA PLIBERSEK, MINISTRA DO MEIO AMBIENTE, PAÍS É CAPITAL MUNDIAL DA EXTINÇÃO DE MAMÍFEROS.

Austrália pretende reservar 30% do território para proteger espécies ameaçadas de extinção

A Austrália terá como meta ter “zero novas extinções” em uma tentativa de proteger plantas e animais no continente insular, que é famoso por ter espécies que não podem ser encontradas em nenhum outro lugar do mundo.

Em um plano anunciado nesta terça-feira (4) por Tanya Plibersek, ministra do Meio Ambiente, o governo federal se comprometeu a “proteger 30% de nossas terras e 30% de nossos oceanos até 2030”, reservando pelo menos 30% da massa terrestre da Austrália para conservação.

De acordo com a ministra, 110 espécies e 20 locais serão priorizados e um total de 50 milhões de hectares serão somados à área já conservada. O plano de 10 anos será revisto em 2027.

“Ao proteger mais habitat, podemos proteger as casas dessas plantas e animais preciosos e as paisagens que significam muito para os australianos”, afirmou Plibersek, em coletiva de imprensa.

Um relatório quinquenal divulgado em julho de 2022 pelo governo australiano mostrou que o país perdeu mais espécies de mamíferos do que qualquer outro continente e que tem uma das piores taxas de declínio de espécies entre os países mais ricos do mundo.

“Nosso plano de ação para espécies ameaçadas é um plano ambicioso e específico para impedir novas extinções na Austrália. Aprendemos com o Relatório do Estado do Meio Ambiente, que publiquei há alguns meses, que o estado do meio ambiente australiano é ruim e está piorando. Somos a capital mundial da extinção de mamíferos. Vimos cerca de 100 espécies perdidas no tempo desde a colonização e absolutamente temos que mudar isso”, disse a ministra. “Se continuarmos fazendo o que estamos fazendo, continuaremos obtendo os mesmos resultados.”

Fonte: G1