sábado, 13 de maio de 2023

Rodrigo Pacheco retira ‘PL do Veneno’ do plenário do Senado e envia para a Comissão de Meio Ambiente








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Rodrigo Pacheco retira ‘PL do Veneno’ do plenário do Senado e envia para a Comissão de Meio Ambiente

Desde que o Projeto de Lei nº 1.459/ 2022 – também conhecido como PL do Veneno – foi encaminhado em fevereiro do ano passado, diferentes organizações e movimentos têm se manifestado para solicitar ao presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, que ele tire o texto da pauta do plenário.

Uma das mobilizações mais contundentes (realizada contra um pacote de 7 projetos de destruição) – foi o Ato pela Terra, liderado em 9 de março de 2022 por Caetano Veloso, acompanhado por 40 artistas, chefs de cozinha e outras personalidades, além de mais de 230 organizações e movimentos socioambientais, que reuniu mais de 15 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios.

Antes do show, o grupo visitou o Supremo Tribunal Federal (STF) e esteve com Rodrigo Pacheco e Randolfe Rodrigues no Salão Negro do Senado (abaixo) para fazer reivindicações, entre elas, não deixar o PL ser pautado no plenário. Em junho, Pacheco descumpriu a promessa.

Caetano Veloso com os senadores Rodrigo Pacheco e Randolfe Rodrigues lê manifesto / Foto: Mídia Ninja

Demorou, Pacheco permitiu a tramitação no plenário do Senado, mas, finalmente, em 8 de maio, determinou que o texto seja debatido na Comissão de Meio Ambiente (CMA), presidida pela senadora Leila Barros. 

Hoje, de acordo com tramitação descrita na página do PL, ele está em poder do senador Fabiano Contarato para elaboração de relatório.

O envio do PL do Veneno para a referida comissão é um avanço para o aprofundamento do debate em torno da proposta, Mas o que as organizações socioambientais, entre elas a Campanha contra os Agrotóxicos, defendem é que o texto também passe por outras comissões como as de Assuntos Sociais (CAS) e Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

Em março de 2022, o senador Humberto Costa, apresentou dois requerimentos fazendo essa solicitação e destacou que, “ao flexibilizar e acelerar a liberação de componentes e novas moléculas, o PL 1459/2022, abre brechas e aumenta ainda mais as pressões pelo registro de agrotóxicos, com consequências extremamente danosas para a saúde”.

Em tese, a Câmara dos Deputados foi a casa revisora do PL, portanto, não é atribuição dos senadores e das senadoras alterar a redação. No entanto, segundo nota da Campanha contra os Agrotóxicos, o PL 1459/2022 é completamente divergente do projeto original (PL 526/1999), que tinha a proposta de alteração de apenas um artigo da lei vigente de agrotóxicos. 

“O que está sendo discutido agora é a revogação da legislação em 16 artigos, que não apontam nenhum avanço para a sociedade brasileira, mas, sim, atende aos interesses da indústria agroquímica, contando com apoio de setores do agronegócio”, salienta.

“Por defendermos a vida, seguiremos cobrando que o Pacote do Veneno seja amplamente debatido no Senado Federal e com a sociedade que já não aguenta mais esse modo de produzir que gera adoecimento, insegurança alimentar e tantas outras violências. Cobramos também que o governo federal adote medidas para a urgente redução de agrotóxicos”, finaliza o movimento.

O que propõe o PL do Veneno 

O texto do relator Senador Acir Gurgacz, que agora é apreciado pela Comissão de Meio Ambiente:

– prevê alterações importantes na legislação, inclusive com a revogação da lei atual de agrotóxicos. Ele transfere o poder de decisão de aprovação de um novo agrotóxico para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, tornando praticamente consultivas partes fundamentais do processo de avaliação e aprovação, como Ministério do Meio Ambiente e Anvisa; 
– facilita a liberação de substancias cancerígenas ao considerar que qualquer ingrediente pode ser liberados desde que não apresentem “risco inaceitável”, sem se quer definir o que seria aceitável ou inaceitável, nem quem determinaria isso; 
– muda o termo “agrotóxico” para “pesticida” mascarando a nocividade dessas substâncias; e 
– confere registro temporário sem avaliação para os pesticidas que não forem analisados no prazo estabelecido pela nova Lei.

Resquícios marcantes do tempo do governo Bolsonaro….

A tramitação desde 1999

De autoria do senador Blairo Maggi (PLS 526/99), o projeto tinha, inicialmente, apenas dois artigos e havia sido aprovado na CAS (Comissão de Assuntos Sociais) de forma terminativa em 2002. 

Ficou anos sem movimentação, até que, em 2015, sofreu profundas modificações e foi aprovado na Comissão Especial em 2018, presidida pela então deputada Tereza Cristina (hoje, senadora, integrante da Comissão de Meio Ambiente, entre outras) e sob relatoria do então deputado Luiz Nishimori (que é dono de empresas de agrotóxicos, veja só).

Em 2021, enquanto o projeto estava parado no Congresso, Bolsonaro acelerou o processo de liberação de agrotóxicos via decreto, em um texto que permitia a liberação dos pesticidas caso exista um “limite seguro de exposição” e que criava um rito de “tramitação prioritária” para aprovação de novos produtos. 

Em fevereiro de 2022 foi votado e aprovado no plenário da Câmara dos Deputados e retornou ao Senado Federal. Tramitou a partir de junho e foi despachado por Rodrigo Pacheco exclusivamente para a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA). Lá foi aprovado sem passar por um debate ampliado e voltou para o plenário, onde foi rejeitado em dezembro de 2022. 

Foto: 342Artes e 342Amazônia

Desafio da Natureza Urbana recebe mais de 1,8 milhão de imagens incríveis, que revelam a vida selvagem nas cidades

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Desafio da Natureza Urbana recebe mais de 1,8 milhão de imagens incríveis, que revelam a vida selvagem nas cidades

Desafio da Natureza Urbana recebe mais de 1,8 milhão de imagens incríveis que revelam a vida selvagem nas cidades

Em apenas quatro dias, mais de 1,8 milhão de fotos, de 57.200 espécies de animais e plantas foram enviadas para o City Nature Challenge, o Desafio da Natureza Urbana, iniciativa internacional realizada há quase duas semanas. São imagens incríveis e inusitadas, como este flagrante acima, de uma doninha com sua presa ainda na boca, enviada por Adam Olsen.

Criado em 2016 como um desafio entre as cidades norte-americanas de São Francisco e Los Angeles, como contei nesta outra reportagem, o projeto se tornou global e a cada ano envolve mais pessoas e países. Nesta edição de 2023, foram cerca de 65 mil participantes, em 450 cidades, incluindo algumas brasileiras.

Este ano a grande campeã do desafio foi La Paz, na Bolívia, com mais de 126 mil observações de fauna e flora.

A “competição”, que visa estimular uma melhor interação entre seres humanos e natureza nos centros urbanos, bem como promover a chamada ciência cidadã, em que cidadãos comuns ajudam pesquisadores no trabalho de proteção e identificação da fauna e da flora do planeta, é promovida pela Academia de Ciências da Califórnia e o Museu de História Natural de Los Angeles.

“Fico sempre muito feliz de ver novas cidades participando do City Nature Challenge”, diz Alison Young, codiretora de Ciência Comunitária da Academia e cofundadora do Desafio. “Este ano, ficamos entusiasmados em receber participantes de Baku, no Azerbaijão, Maputo, em Moçambique, Nairóbi, no Quênia, bem como várias cidades da Índia, Ruanda e Tailândia”.

Dos 1,8 milhão de registros feitos, 2.500 eram de espécies raras, em risco ou ameaçadas de extinção.

Entre os destaques do Desafio da Natureza Urbana 2023 estão uma raia elétrica gigante com albinismo ou leucismo perto da Ilha Socorro, no México, um golfinho jubarte do Indo-Pacífico na costa de Hong Kong, uma espécie criticamente ameaçada de extinção, o buchu, na África do Sul, e um corpulento sapo-com-chifres-do-Pacífico, no Equador.

“Desacelerar e realmente ver quantas espécies diferentes estão ao seu redor, não importa onde você esteja – talvez até mesmo encontrar algo que você não fazia ideia que vivia ao seu redor – ajuda a construir uma apreciação mais profunda do mundo natural”, acredita Alyson.

Abaixo algumas dessas images que foram consideradas como destaque:

Desafio da Natureza Urbana recebe mais de 1,8 milhão de imagens incríveis que revelam a vida selvagem nas cidades

Uma garça-real-de-coroa-amarela
(Foto: Joe Manthey)

Desafio da Natureza Urbana recebe mais de 1,8 milhão de imagens incríveis que revelam a vida selvagem nas cidades

Bolor limoso cor-de-rosa, que mais faz lembrar um algodão doce
(Foto: Ryan Person)

Desafio da Natureza Urbana recebe mais de 1,8 milhão de imagens incríveis que revelam a vida selvagem nas cidades

A raia elétrica branca fotografada no México
(Foto: Hector Hernandez)

O sapo-de-chifres-do-Pacífico
(Foto: Mario Muñoz)

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terça-feira, 9 de maio de 2023

Cães com demência apresentam perturbações no sono similares a de humanos

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Cães com demência apresentam perturbações no sono similares a de humanos

Cães com demência apresentam perturbações no sono similares a de humanos

Infelizmente, nossos companheiros peludos envelhecem como nós e enfrentam diversos problemas de saúde à medida que chegam a uma certa idade. E um novo estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Estadual da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, revela que cães com demência apresentam perturbações no sono iguais a de seres humanos na mesma condição.

Para chegar a essa conclusão, os cientistas submeteram um grupo de cães mais velhos a alguns testes de monitoramento das ondas cerebrais. Os exames demonstraram que eles dormem menos e possuem mais interrupções durante o sono do que animais mais jovens.

Participaram da avaliação 28 cães, 17 fêmeas e 11 machos. Para determinar se eles já sofriam com demência, seus tutores responderam a um questionário anteriormente, que determinava certos fatores para comprovar o diagnóstico da demência canina.

Os cães não foram sedados e o método utilizado foi não invasivo – somente alguns eletrodos foram colocados sobre a pele -, para que não houvesse comprometimento do resultado devido a fatores de estresse.

Foram medidos quatro estágios do sono: vigília, sonolência, NREM e REM. NREM, ou não-REM, é um estado de sono profundo anterior ao REM, que significa movimento rápido dos olhos e está associado ao período quando ocorre o sonho.

“No NREM, o cérebro elimina toxinas, incluindo as proteínas beta-amilóides que estão envolvidas em doenças como Alzheimer”, explica Alejanda Mondino, pesquisadora de pós-doutorado da North Carolina State University. “O sono REM é quando os sonhos acontecem, e esta fase é muito importante para a consolidação da memória”.

Segundo o estudo, quanto maior o estágio da demência do cão, menos tempo ele permanece em sono NREM e REM.

“Além do menor tempo gasto dormindo, quando olhamos para os exames, vimos que a atividade cerebral durante o sono era mais parecida com a vigília. Em outras palavras, quando eles conseguem dormir, seus cérebros não estão realmente dormindo”, destaca Alejandra.

De acordo com os pesquisadores, a descoberta é importante para o diagnóstico mais precoce do problema em cães e a escolha sobre possíveis tratamentos para minimizar o impacto desse declínio cognitivo.

Os resultados dos exames podem auxiliar ainda no desenvolvimento de novas terapias também para os seres humanos com Alzheimer.

*Com informações da North Carolina State University

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Foto: Couleur por Pixabay/creative commons

Crueldade animal. Sete cavalos morrem em Kentucky Derby, mais famosa competição de corrida desses animais nos EUA

 

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Sete cavalos morrem em Kentucky Derby, mais famosa competição de corrida desses animais nos EUA

Sete cavalos morrem em Kentucky Derby, mais famosa competição de corrida desses animais nos EUA

Um total de sete cavalos morreram no hipódromo de Churchill Downs, em Louisville, nos Estados Unidos, nos dias que antecederam e durante a realização do Kentucky Derby, a mais famosa competição de corrida desses animais naquele país. Outros cinco ficaram feridos.

“À luz desses fatos, é chocante que a corrida tenha sido disputada. Vidas estão em jogo: a Lei de Integridade e Segurança das Corridas deve ser totalmente implementada e aplicada imediatamente. Qualquer pessoa que pretenda adiar tais proteções para cavalos não se importa com o bem-estar desses animais”, declarou em nota a organização Humane Society.

O cavalo Chloe’s Dream, de apenas três anos, foi sacrificado após ter se machucado durante uma corrida no sábado. E em outra disputa, Freezing Point teve uma lesão no tornozelo, que também fez com que veterinários decidissem pela eutanásia.

Na sexta-feira, 05/05, um dos treinadores que participava do evento foi suspenso do Kentucky Derby após dois dos cavalos que ele cuidava terem morrido.

Durante anos a Humane Society dos Estados Unidos trabalhou pela implementação de uma lei que garantisse a segurança e o bem-estar dos cavalos nesse tipo de corrida. Em 2020, finalmente, entrou em vigor o chamado “Horseracing Integrity and Safety Act”, mas parece que ele ainda está longe de assegurar algum tipo de proteção a esses animais.

“Nenhuma outra corrida atrai o público e a audiência do Kentucky Derby, a primeira das três corridas de cavalos anuais conhecidas como Triple Crown. Apesar de toda a pompa e circunstância associadas ao esporte, as corridas de cavalos e o Derby têm uma dimensão bem menos glamorosa”, diz a organização.

A Humane Society cita ainda outra competição de turfe que aconteceu no estado de Maryland e onde 13 cavalos morreram. De acordo com a ONG, o doping é um dos principais responsáveis pelas quedas e mortes de cavalos. Ilegalmente, treinadores dão substâncias ilegais aos animais para que eles corram mais rápido.

Além de criminalizar o doping, a nova lei restringiu o uso de chicotadas nos cavalos. Todavia, algumas associações de criadores tentou bloquear a legislação na justiça.

“Embora alguns continuem a lutar contra as reformas que tornam as corridas mais seguras para os cavalos, sabemos que, a longo prazo, esses indivíduos e organizações perderão. Isso porque o público americano está cada vez mais humano e menos propenso a tolerar um esporte que trata os animais como meras mercadorias, rotineiramente vê seus atletas morrerem na pista e menospreza suas mortes como um custo a mais desse ‘negócio'”, afirma a Humane Society.

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Foto de abertura: Jeff Griffith on Unsplash