domingo, 9 de julho de 2023

Organizações entregam carta às autoridades de países amazônicos exigindo participação dos povos da floresta na Cúpula da Amazônia

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Organizações entregam carta às autoridades de países amazônicos exigindo participação dos povos da floresta na Cúpula da Amazônia

Organizações de países amazônicos entregam carta às autoridades exigindo participação dos povos da floresta na Cúpula da Amazônia

Mais de 140 organizações dedicadas à proteção da Amazônia enviaram uma carta às autoridades brasileiras e dos outros países amazônicos – Peru, Bolívia, Equador, Colômbia e Venezuela – pedindo participação efetiva dos povos indígenas, comunidades tradicionais e afrodescendentes e da sociedade civil na Cúpula da Amazônia, que acontecerá em Belém, no Pará, de 8 a 9 de agosto, para debater ações climáticas.

Leia a carta em português e espanhol.

O documento é dirigido aos presidentes dos países amazônicos, à Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), à Assessoria Internacional da Presidência da República do Brasil e aos Ministérios das Relações Exteriores dos países, e é assinada por organizações como a Coordenadoria das Organizações Indígenas da Bacia Amazônica (COICA), a Rede de Informações Socioambientais Georreferenciadas da Amazônia (RAISG), a Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM), o Instituto Socioambiental (ISA), o Greenpeace Brasil, o WWF-Brasil, a Fundação Amazônia Sustentável (FAS), Fundação Avina, Oxfam e Projeto Saúde e Alegria (PSA).

IV Reunião de Presidentes dos Estados Partes do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) ocorrerá em um contexto em que, segundo evidências científicas, o desmatamento e a degradação combinados da Amazônia chegam a 26%.

No documento, que convida a unir esforços para a construção de medidas conjuntas para a proteção socioambiental da Amazônia, são pedidos três pontos principais:

  • Organização de espaços de participação ativa e efetiva nas discussões dos governos presentes à Cúpula da Amazônia;
  • Garantia de participação de representantes de povos indígenas, comunidades tradicionais e afrodescendentes e da sociedade civil; e
  • Consideração de suas recomendações nas decisões.

As organizações afirmam que é fundamental a articulação e a participação dos povos indígenas, comunidades tradicionais e afrodescendentes e suas organizações, tendo em vista que seus territórios ocupam grande parte da Amazônia e que suas práticas ancestrais, saberes e contribuições no manejo florestal possibilitaram a conservação desse bioma de importância mundial.

Essas populações também são diretamente afetadas pelas pressões e ameaças sobre os territórios, como o desmatamento, a grilagem e o garimpo – além de serem os maiores prejudicados pela crise climática, estimulada pela destruição da Amazônia.

Igualmente são importantes as contribuições da sociedade civil, por sua experiência no monitoramento, investigação e apresentação de soluções para os problemas socioambientais na região amazônica.

Diálogo direto e frequente

As organizações que assinam a carta afirmam, ainda, que, para garantir a efetiva implementação e monitoramento das ações de proteção da Amazônia planejadas na Cúpula da Amazônia, um dos resultados da reunião deve ser direcionado à criação ou reativação de mecanismos permanentes de participação multinível.

Isso para que se possa institucionalizar o diálogo direto e frequente entre povos indígenas, comunidades tradicionais e afrodescendentes e sociedade civil, com os diferentes governos, organizações e órgãos da região.

Para Julio César López Jamioy, coordenador-geral da Organização Nacional dos Povos Indígenas da Amazônia Colombiana (OPIAC), “é fundamental que as autoridades de todos os países, ao tomar decisões, considerem o conhecimento dos povos indígenas amazônicos, que, como já demonstrado, têm contribuído para a conservação da biodiversidade do bioma amazônico”.

Por sua vez, Adriana Ramos, assessora do Instituto Socioambiental (ISA) do Brasil, assegura que “estamos em um momento decisivo para que o conhecimento científico e indígena se unam na construção de alternativas que resguardem a Amazônia. É precisamente disso que trata o pedido e o apelo que fazemos aos governos com vista à realização desta cúpula”.

Para Carmen Josse, diretora-executiva da Fundação EcoCiencia no Equador, “é fundamental que as organizações que trabalham na Amazônia, que trabalham dia a dia com os povos indígenas, tenham voz para apresentar o que consideram como soluções e questões prioritárias para esta região no âmbito desta cúpula; e que haja espaços organizados de participação e escuta para as diferentes demandas e contribuições que nós da sociedade civil queremos fazer”.

Leia também:
– Brasil propõe cúpula de países da Amazônia em agosto para debater ações climáticas
– Brasil realizará, em agosto, Cúpula Regional sobre Amazônia

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Este texto foi publicado pelo Instituto Socioambiental (ISA) em 21/6/2023

Foto: Neil Palmer/CIAT/Creative Commons/Flickr

Novo recorde de calor no planeta: agora, 4 de julho é o dia mais quente do ano, por enquanto…

 udanças Climáticas  








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Novo recorde de calor no planeta: agora, 4 de julho é o dia mais quente do ano, por enquanto…

Recorde de calor no mundo por dois dias seguidos: agora, 4 de julho é o mais quente do ano, por enquanto...

Por Priscila Pacheco*

A semana começou com o noticiário destacando que a segunda-feira, 3/7, havia sido o dia mais quente já registrado no mundo. A temperatura média global atingiu 17,01°C naquele dia, quebrando o recorde de agosto de 2016, quando o termômetro bateu 16,92°C.

Mas nem bem passaram 24 horas e as manchetes precisaram mudar, pois na terça-feira, 4/7, o número passou para 17,18°C.

Recorde de calor no mundo por dois dias seguidos: agora, 4 de julho é o mais quente do ano, por enquanto...
Imagem do Climate Reanalyzer da Universidade de Maine

elevação da temperatura média global não é nada inofensiva e já tem dado sinais do impacto negativo faz tempo. No México, em menos de 15 dias em junho, mais de 100 pessoas morreram por causa do calor extremo. O país enfrenta a quarta onda de dias quentes e em alguns estados a temperatura passa de 45 ºC. Estados Unidos, China, países do norte da África e do Oriente Médio também padecem por causa do verão fervendo.

Na Groenlândia, a cobertura da neve na Terra de Nares, uma ilha ao norte do país, derreteu em apenas quatro dias, conforme mostram imagens capturadas entre 29 de junho e 3 de julho pelos satélites Copernicus Sentinel-2. A temperatura do ar no território está cerca de 10 ºC acima da média para o período.

No hemisfério sul, a Antártida teve recorde de temperatura e diminuição do gelo marinho em pleno inverno.

Gráfico da agência americana NOAA compara as temperaturas globais em anos de início de El Niños fortes

Especialistas atribuem as altas temperaturas ao El Niño, fenômeno atmosférico-oceânico que deixa algumas regiões mais secas e quentes e outras mais suscetíveis a tempestades, intensificado pelo aquecimento global provocado por ações humanas.

Em entrevista ao jornal The Guardian sobre a temperatura global média de segunda-feira, o pesquisador da Berkeley Earth, Zeke Hausfather, disse que aquele recorde poderia ser apenas o primeiro de uma série influenciada pelas emissões crescentes de gases poluentes junto com o El Niño

Petteri Taalas, secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM), também alertou sobre o aumento da temperatura.

“O início do El Niño aumentará muito a probabilidade de quebrar recordes de temperatura e provocar mais calor extremo em muitas partes do mundo e no oceano”, disse.
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Este texto foi originalmente publicado no site do Observatório do Clima em 5/7/2023

Foto: European Union, Copernicus Sentinel-2 imagery (Imagem de satélite mostra em azul a água escoando do manto de gelo da Groenlândia, que atravessa uma onda de calor)

quarta-feira, 31 de maio de 2023

Registro de comportamento inusitado sugere que polvos podem ter pesadelos

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Registro de comportamento inusitado sugere que polvos podem ter pesadelos

Registro de comportamento inusitado sugere que polvos podem ter pesadelos

Quem não se emocionou ao assistir o premiado documentário ‘Professor Polvo’? Esses animais são realmente impressionantes. E a cada nova pesquisa, mais eles nos surpreendem. Cientistas brasileiros, por exemplo, conseguiram identificar que os polvos apresentam duas fases do sono, de maneira similar ao seres humanos. Agora, um novo estudo fez um registro raro do que sugere ser um comportamento parecido ao da experiência de um pesadelo.

Cientistas da Universidade de Rockefeller, em Nova York, gravaram imagens, em quatro ocasiões diferentes, do que parece ser um polvo agitado durante o sono e depois, acordando como se tivesse tido um pesadelo.

Costello, o nome do polvo, é monitorado durante 24 horas por dia por câmeras instaladas próximas ao seu aquário num laboratório. Nos episódios em que se comporta como se tivesse tendo um sonho ruim ele apresenta reações de estresse e de defesa e ataque diante de predadores.

Por duas vezes, enquanto dormia, Costello soltou na água tinta preta, estratégia usada por polvos para enganar inimigos.

No vídeo abaixo é possível ver algumas dessas cenas. O polvo aparece na parede no canto esquerdo da tela. Após mudar de cor, ele demonstra agitação e por fim, libera a tinta preta. Depois disso acorda e age normalmente.

“Foi realmente bizarro, porque parecia que ele estava com dor; parecia que ele poderia estar sofrendo, por um momento”, contou o pesquisador Eric Angel Ramos ao site Live Science. “E então ele simplesmente se levantou como se nada tivesse acontecido e retomou seu dia normalmente”.

Todavia, os cientistas ressaltam que ainda é cedo para afirmar que polvos realmente têm pesadelos ou sonham de uma maneira parecida como nós. O relato da descoberta do comportamento inusitado foi publicado neste artigo científico.

Se sonham ou não, pode ainda existir dúvidas, mas evidências científicas já comprovaram que os polvos são seres sencientes, ou seja, capazes de sentir emoções, como dor, prazer, fome, sede ou alegria. Tal fato foi reconhecido inclusive, em 2021, pelo governo do Reino Unido. A constatação foi feita após um grupo de pesquisadores da London School of Economics and Political Science (LSE) fazer uma análise, baseada em mais de 300 pesquisas e artigos científicos. A conclusão foi de que os cefalópodes, como os polvos, e também decápodes, como caranguejos, lagostas e lagostins, são sencientes.

Leia também:
Polvos sentem dor não apenas física, mas emocional, sugere novo estudo

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Foto de abertura: Dustin Humes on unsplash

terça-feira, 30 de maio de 2023

Destruição Ambiental . Moradores se posicionam CONTRA a construção de estacionamento em area verde do Park Way.

 Nós, abaixo-assinados, proprietários, moradores e apoiadores do SETOR DE MANSÕES PARK WAY, em Brasília - Distrito Federal e simpatizantes da causa, nos colocamos CONTRA A CONSTRUÇÃO DE ESTACIONAMENTO PARA VEÍCULOS NA ÁREA VERDE PÚBLICA LINDEIRA AO LOTE 01, DO CONJUNTO 02 DA QUADRA 01 DO SMPW, sem que para tal construção sejam convocados os moradores diretamente atingidos e os demais de todo o bairro para se posicionarem em relação às mudanças nas normas de construções e edificações da região, a decisão unilateral da Administração Pública se afigura contrária a todas as boas práticas urbanísticas e ambientais conhecidas, ainda mais se levarmos em conta a urgência, em nossa cidade, de mais, e não de menos áreas verdes. 



Não é razoável que, no momento em que o mundo discute como preservar o ambiente e reverter as políticas de mobilidade centradas no carro particular, a Administração do Park Way decida tomar uma atitude tão afastada do bom senso, ainda mais que o referido estacionamento está sendo construído para dar comodidade aos empresários do Setor de Industrias Bernardo Sayão, que já possui grande quantidade de vagas destinadas aos veículos, não se mostrando razoável tal procedimento. 


DESSE MODO, NÓS, PROPRIETÁRIOS, MORADORES E APOIADORES, EXIGIMOS QUE TAL DECISÃO SEJA REVISTA PARA SER MANTIDA A ÁREA VERDE COMO SE ENCONTRA HOJE.