Câmara dos Deputados aprova PL da Devastação e se une ao Senado para desmontar o controle ambiental e ameaçar o futuro do país
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Câmara dos Deputados aprova PL da Devastação e se une ao Senado para desmontar o controle ambiental e ameaçar o futuro do país
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(Para ser lida com o coração aberto)
Querido(a) vizinho(a),
Você mora em um lugar raro.
Raro não só pela beleza. Mas pelo que ainda resiste em silêncio.
O Park Way não é só onde construímos nossas casas.
É onde a cidade lembra que é natureza.
Aqui, o tempo ainda passa devagar.
O céu ainda se mostra inteiro.
Os animais ainda caminham livres.
E as crianças ainda podem crescer sentindo o cheiro da terra.
Mas tudo isso — tudo o que você sente e talvez nem perceba mais, pode acabar.
Estão tentando transformar o Park Way em algo que ele não é.
Querem trazer o comércio.
Querem mudar a vocação de um bairro que foi pensado, desde o início, como residencial, verde, calmo e humano.
Falam em "desenvolvimento".
Mas como chamar de progresso algo que destrói árvores, afasta os animais e envenena o solo num lugar que nem saneamento básico tem!
Não existe comércio sustentável onde falta estrutura.
Não existe avanço quando se perde o que é insubstituível.
O que está em risco não é um terreno. É o espírito do bairro.
É o canto dos pássaros que acordam com você.
É o ipê que floresce sem ninguém mandar.
É o córrego que corre ao fundo do lote.
É o mico, o lobo-guará, a arara — que não podem assinar petições, mas têm tanto direito de viver aqui quanto nós.
Por isso, estamos aqui para lembrar:
Porque, no fundo, não é sobre hoje. É sobre o que vamos deixar para amanhã.
Seus filhos, seus netos, os filhos dos seus vizinhos, todos merecem crescer em um lugar onde o silêncio ainda existe,
onde o verde ainda vence o cinza,
onde a cidade ainda tem alma.
Você não precisa gritar. Só não pode se calar.
Diga sim à preservação.
Diga sim ao que o Park Way nasceu para ser.
Diga sim à permanência da paz, da sombra, da vida que pulsa sem fazer barulho.
Porque comércio se constrói em qualquer lugar.
Mas um bairro como o Park Way… a natureza levou milhões de anos para criar.
E a responsabilidade de proteger é nossa.
Agora.
Não deixem morrer o que é vivo, só porque não gera lucro!
Com respeito, esperança e coragem,
Guardiões da Natureza do Park Way
Redação do Site Inovação Tecnológica - 25/04/2025

Mundo biológico troca informações
Depois da descoberta histórica de que os seres vivos usam comunicação quântica, já não é mais novidade para ninguém que a vida biológica como um todo - e não apenas os humanos - mantém diversos padrões de comunicação não apenas entre os indivíduos, mas também permitindo que as espécies interajam dentro dos ecossistemas - é o que se convencionou chamar de "internet da natureza".
E parece que essa internet biológica tem ainda mais protocolos de comunicação do que os cientistas suspeitavam.
Ulrich Brose e colegas da Universidade de Jena, na Alemanha, demonstraram agora que as espécies não apenas trocam matéria e energia, mas também compartilham informações vitais que influenciam o comportamento, as interações e a dinâmica dos ecossistemas, revelando características anteriormente ocultas dos ecossistemas naturais.
Tradicionalmente, os estudos ecológicos têm-se concentrado em interações materiais, como alimentação, polinização e dispersão de sementes. No entanto, a equipe agora reuniu evidências que destacam o papel essencial da troca de informações entre espécies.
"Compreender os processos nos ecossistemas naturais sem considerar o fluxo de informações através da internet da natureza seria semelhante a tentar entender para onde e por que as mercadorias são transportadas nas sociedades humanas sem levar em conta a internet," defende Brose.
A integração desses dois fluxos - informações com ligações materiais tradicionais, como teias alimentares - altera a compreensão de como as perturbações se propagam nos ecossistemas e como as comunidades resistem ou se recuperam dessas perturbações.

Camadas de troca de informações na natureza
Os pesquisadores identificaram três tipos de trocas de informação dentro dos ecossistemas: Ligações de informação trófica, ligações de informação pura e ligações de informação ambiental.
As ligações de informação trófica envolvem pistas trocadas entre predadores e presas. Por exemplo, lobos usam trilhas e avistamentos visuais para localizar alces, enquanto alces respondem à presença de lobos agrupando-se e escondendo-se em uma vegetação mais densa.
As ligações de informação pura capturam interações entre espécies não diretamente envolvidas na alimentação, como aquelas que compartilham um predador ou recurso comum. Por exemplo, quando uma hiena observa um abutre circulando, ela observa atentamente o comportamento do abutre para inferir a possível presença de uma carcaça próxima.
As ligações de informação ambiental permitem que as espécies adaptem seus movimentos e comportamentos em resposta a sinais do ambiente, incluindo pistas climáticas ou variações de temperatura. Exemplos incluem mariposas respondendo à luz à noite, aranhas construindo suas teias perto de fontes de luz e camaleões mudando sua camuflagem e cores em resposta ao ambiente.

Compreendendo a interconexão dinâmica
Aí entramos nós. Os pesquisadores deram atenção especial a perturbações causadas por atividades humanas, como luz artificial, ruído e aroma, conhecidas como poluição sensorial. Essas perturbações podem alterar paisagens de informação, remodelando o comportamento e a dinâmica ecológica.
Mudanças no meio pelo qual as espécies se comunicam podem interromper a transmissão de sinais e a troca de informações, potencialmente dificultando a capacidade das espécies de se comunicar, encontrar recursos ou se adaptar ao ambiente, ressaltando a necessidade de estratégias de conservação que mitiguem a poluição sensorial.
"O tráfego rodoviário e as estruturas industriais não só poluem o ar, como também interferem nos sinais vibracionais que as formigas, por exemplo, usam para coordenar suas atividades," explica a professora Myriam Hirt. "Este é apenas um exemplo de como as atividades humanas podem interromper a comunicação vibracional e feromonal essencial para a reprodução, alimentação e coesão social dos insetos."
A equipe pede uma priorização de mais pesquisas científicas sobre essas redes de fluxo de informações, incluindo a identificação dos remetentes e receptores dos sinais, a compreensão da capacidade sensorial e das taxas de decaimento e a coleta de dados por meio de ferramentas, como paisagens sonoras naturais e perfis de vibração.
"A contabilização da internet da natureza mudará nossa percepção de como animais, plantas e micróbios agem no mundo vivo, de um conceito de movimento passivo de partículas, como na física ou na química, para uma ênfase mais realista nos seres vivos que produzem e usam informações," acrescenta Brose. "As consequências dessa mudança vão além do campo de jogo da teoria ecológica e terão um impacto substancial em como protegemos não apenas os habitats das espécies, mas também seus caminhos de informação através do meio."
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A área sob alertas de desmatamento na Amazônia teve alta de 91% em maio, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (6/6) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O sistema de monitoramento Deter indicou a derrubada de 960 km² (área equivalente a quase uma Belém), contra 502 km² em maio de 2024. O resultado é o segundo maior para o mês da série histórica iniciada em 2016. Ficou abaixo apenas do recorde de 1.390 km² em maio de 2021. É a segunda alta consecutiva deste ano: em abril, os alertas já haviam aumentado 55%. Se considerados os últimos dez meses (agosto a maio), período que será contabilizado na taxa de desmatamento de 2025, houve aumento de 9,7% (3.502 km², ante 3.191 km²). O Deter emite alertas diários para apoiar a fiscalização realizada por agentes do Ibama e do ICMBio. Trata-se de um indicativo de tendência da taxa de desmatamento, que é medida sempre de agosto de um ano a julho do ano seguinte por outro sistema do Inpe, o Prodes, que usa imagens de satélites mais precisas. Sem reversão da tendência em junho e julho, o Brasil poderá chegar à COP30 com alta na devastação – a taxa de desmatamento em geral é divulgada antes da conferência anual da ONU sobre mudança do clima, que será realizada em novembro na capital do Pará. O secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, atribuiu o aumento em maio ao que classificou de situação “dramática” provocada pelo agravamento de incêndios florestais. “A perda de floresta em maio de 2025 se deu em maior quantidade em função de incêndios florestais, mudando uma trajetória histórica que até hoje não conhecíamos”, declarou Capobianco. Segundo dados apresentados pelo secretário, mais da metade (51%) do desmatamento foi registrado em áreas de floresta incendiada. Essa proporção era de 6,6% em média nos meses de maio no período de 2016 a 2022, afirmou Capobianco, e chegou a 32% em maio de 2023, 21% em maio de 2024 e ao recorde de 51% em maio de 2025. “Vamos mostrar um fato novo. O impacto dos incêndios florestais ao longo da história foi relativamente baixo sobre a taxa de desmatamento. Mas, agora, com o agravamento das mudanças climáticas, com a maior fragilidade da cobertura florestal, primária inclusive, estamos começando a assistir uma mudança de cenário que comprova os alertas que vinham sendo feitos pela ciência de que a floresta tropical, que é naturalmente imune a grandes incêndios, pela sua umidade, está sofrendo impacto muito grande das mudanças climáticas, reduzindo a sua resistência a incêndios e tornando-se mais vulnerável. Os dados infelizmente começam a aparecer nas estatísticas”, declarou Capobianco. Segundo ele, o “colapso da floresta por incêndio, que decorre de mudança climática dramática, precisa ser entendido como responsabilidade comum de todos os países signatários da Convenção do Clima”. Mato Grosso lidera desmatamentoNo recorte por Estados, a maior alta em maio foi registrada em Mato Grosso: 237%, de 186 km² para 627 km². O ranking de municípios com mais desmatamento em MT é liderado por Feliz Natal, União do Sul e Porto dos Gaúchos. Um dos motores do desmatamento no Estado é o uso do “correntão”, prática devastadora autorizada por decreto legislativo. No Amazonas houve aumento de 22% (de 117 km² para 143 km²) e no Pará, oscilação de 5% (de 138 km² para 145 km²). Há um mês, o governador Helder Barbalho, anfitrião da COP30, acionou o Planalto para tentar reverter embargos do Ibama no que chamou de “áreas produtivas do Pará”. O órgão ambiental havia embargado mais de 70 mil hectares em 5 mil fazendas na Amazônia com o objetivo de conter a alta do desmatamento ocorrida em abril. A ação do Ibama foi a maior já realizada com embargos remotos, por meio do cruzamento de imagens de satélite com dados de autorização para retirada de vegetação. Ocorreu em 23 municípios com mais desmatamento, 11 deles no Pará. A queda expressiva da taxa de desmatamento na Amazônia em 2023 e 2024 é o principal resultado da gestão Marina Silva. O Prodes apontou redução de 46% no período em relação a 2022, último ano do governo Bolsonaro. A meta anunciada pelo presidente Lula é atingir desmatamento zero até 2030. Mas o seu Ministério da Agricultura e Pecuária a considera “fora da realidade e da razoabilidade, sendo de forma prática impossível de ser cumprida”, segundo documentos revelados pela Folha nesta quinta-feira (5/6). “No desmatamento, além das explicações técnicas, existe também o fator político. Na base do governo e até entre ministros, não há apenas divergências, mas fogo amigo contra o meio ambiente. O resultado disso acaba aparecendo em números. A agenda ambiental não tolera duplo comando. Está mais do que na hora de o presidente Lula dar um rumo único ao seu governo nesta área”, disse o secretário executivo do Observatório do Clima, Marcio Astrini. Queda do desmatamento no CerradoNo Cerrado houve queda de 15% do desmatamento em maio na comparação com o mesmo mês de 2024: de 1.040 km² para 885 km². No acumulado dos últimos dez meses (agosto a maio), o Deter indica redução de 22% no bioma (de 5.908 km² para 4.583 km²) em relação ao mesmo período anterior. Fundo AmazôniaO governo federal anunciou nesta semana a destinação de R$ 825,7 milhões do Fundo Amazônia para o Ibama executar um projeto de fortalecimento da fiscalização contra o desmatamento. É o maior aporte da história do fundo, criado em 2008. Trata-se de decisão histórica, reivindicada há anos pela área técnica do órgão ambiental, que continua hoje com os mesmos 700 e poucos fiscais que tinha no início do atual mandato. Foi realizado em abril concurso para 460 novos servidores do Ibama, e cerca de 100 devem ser alocados na fiscalização até o fim deste ano. “A história mostra que, quando a lei é aplicada, o desmatamento cai – basta comparar os dados do Prodes na atual gestão e no governo Bolsonaro, que fez de tudo para impedir a fiscalização ambiental. Para o Ibama fiscalizar, porém, é necessário haver uma legislação que proteja o meio ambiente. É exatamente aí que entra o Congresso, que atua no sentido oposto, tentando acabar com a proteção ambiental, como vimos recentemente na aprovação do projeto de lei que desmonta o licenciamento ambiental, além de outras ameaças no chamado Pacote da Destruição”, disse Astrini. *Texto publicado originalmente no site do Observatório do Clima em 06/06/25 Leia também: Foto de abertura: Cícero Pedrosa Neto/Amazônia Real/Fotos Públicas |
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