quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Calor leva a dois recordes consecutivos no consumo de energia no país De acordo com o operador, os recordes refletem as altas temperaturas.

Calor leva a dois recordes consecutivos no consumo de energia no país

De acordo com o operador, os recordes refletem as altas temperaturas.

Notícias ao Minuto Brasil
Há 12 Horas por Folhapress 

Economia ENERGIA 

O ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) informou que a demanda por eletricidade no país bateu recordes nesta semana, ao alcançar 87.000 MW (megawatts) na tarde desta quarta-feira (16).Na terça (15), já havia batido a marca de 85.800 pela primeira vez na história.

De acordo com o operador, os recordes refletem as altas temperaturas registradas nos últimos dias, que elevam o uso de aparelhos de ar-condicionado.

Até terça, o maior volume já registrado havia sido 85.700, em 5 de fevereiro de 2014.


Em nota, o ONS diz que o elevado consumo ocorre em dias atípicos no país, devido a restrições no sistema de operação.Uma delas é a indisponibilidade da linha de transmissão responsável pelo escoamento da energia de Belo Monte, no Pará. O sistema foi paralisado após a queda de três torres de transmissão no domingo (13). A causa ainda está sendo investigada pela BMTE, empresa responsável pela linha.


O ONS diz que houve relatos de vendaval na região no dia da ocorrência.
Também está fora de operação um dos polos da linha de transmissão das usinas do rio Madeira, em Rondônia, devido a problema técnico na subestação de Porto Velho. O operador diz que a causa do problema está sendo investigada.

"Apesar dessas ocorrências no SIN [Sistema Interligado Nacional], não houve interrupção no fornecimento de energia", disse o ONS.

Em 2014, no dia anterior ao recorde de consumo, um apagão deixou moradores de 13 estados e do Distrito Federal sem energia.

O blecaute ocorreu em um período de grande demanda e, embora o governo tenha descartado na época qualquer relação com falta de água nos reservatórios, especialistas apontaram que o sistema estava sob estresse, com pouca capacidade para reagir a picos de consumo. Com informações da Folhapress.

Defensor da caça comandará Serviço Floresta???!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Tereza Cristina anuncia que ruralista comandará Serviço Florestal

Serviço Florestal tem como principal atribuição o Cadastro Ambiental Rural (CAR), um registro eletrônico obrigatório para os proprietários de imóveis rurais

Tereza Cristina anuncia que ruralista comandará Serviço Florestal
Notícias ao Minuto Brasil
Há 1 Hora por Folhapress
Política nomeação
O deputado federal Valdir Colatto (MDB-SC), membro da bancada ruralista no Congresso, será o novo diretor do Serviço Florestal Brasileiro (SFB).

O anúncio foi feita na noite desta quarta pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina.

O nome de Colatto foi recebido com desapontamento por entidades do agronegócio. Representantes do setor defendiam a permanência de Raimundo Deusdará Filho no comando do órgão.

Responsável pela implementação do CAR até então, ele mantinha diálogo com o setor produtivo e era considerado uma 'ponte' confiável entre ruralistas e ambientalistas.

A esperança do setor é que Colatto, nome de confiança da ministra, divida o comando do órgão com Deusdará -que ainda poderia assumir um cargo de direção adjunta. A reportagem apurou que o Ministério da Agricultura deve agendar uma conversa com Deusdará nos próximos dias.


Funcionários do Serviço Florestal Brasileiro foram pegos de surpresa pela indicação de Colatto durante a visita da ministra ao órgão, no final da tarde.

Para Tereza Cristina, que conversou com a reportagem por telefone, a visita foi satisfatória e sinalizou a conciliação entre produção e preservação. Segundo a ministra, sua indicação para o comando do órgão deve ser confirmada por decreto na semana que vem.

O SBF, que pertencia ao Ministério do Meio Ambiente, passou para a Agricultura na reforma administrativa feita pelo governo Jair Bolsonaro -medida criticada por entidades ambientais.

Criado em 2006 para gerir a concessão de florestas públicas, o Serviço Florestal tem como principal atribuição hoje o Cadastro Ambiental Rural (CAR), um registro eletrônico obrigatório para os proprietários de imóveis rurais e um dos mecanismos para implementar o Código Florestal.

A partir do cruzamento de informações autodeclaradas com imagens georreferenciadas, o CAR identifica as áreas de reserva legal e as áreas de preservação permanente das propriedades rurais do país. O cadastro permite aos órgãos ambientais saberem quem tem passivo ambiental e quem está seguindo o que determina a lei. Após isso, a fiscalização entra em cena.
Notícias ao MinutoDeputado federal Valdir Colatto. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil 
Colatto, que não se reelegeu no pleito do ano passado, é um dos mais ativos membros da bancada ruralista e autor de um controverso projeto de lei que busca liberar a caça de animais silvestres, proibida em todo o território nacional desde 1967. Com informações da Folhapress.

ONU adverte sobre o aumento dos níveis de salmoura tóxica na medida em que cresce o número de usinas de dessalinização

ONU adverte sobre o aumento dos níveis de salmoura tóxica na medida em que cresce o número de usinas de dessalinização


As 16.000 usinas de dessalinização do mundo descarregam 142 milhões de metros cúbicos de salmoura por dia – 50% a mais que o estimado anteriormente; Chega em um ano para cobrir a Flórida sob 30,5 cm de salmoura

UNU Institute for Water, Environment and Health*

O número crescente de usinas de dessalinização em todo o mundo – agora quase 16.000, com capacidade concentrada no Oriente Médio e Norte da África – sacia uma sede crescente por água doce, mas também cria um dilema salgado: como lidar com toda a salmoura remanescente de produtos químicos .

Em um documento apoiado pela ONU (The state of desalination and brine production: A global outlook), especialistas estimam a capacidade de produção de água doce das usinas de dessalinização em 95 milhões de metros cúbicos por dia – igual a quase metade do fluxo médio sobre as Cataratas do Niágara.

Para cada litro de produção de água doce, no entanto, as plantas de dessalinização produzem em média 1,5 litros de salmoura (embora os valores variem drasticamente, dependendo da tecnologia de salinidade e dessalinização da água de alimentação utilizada e das condições locais). Globalmente, as usinas agora descarregam 142 milhões de metros cúbicos de salmoura hipersalina todos os dias (um aumento de 50% em avaliações anteriores).

Isso é suficiente em um ano (51,8 bilhões de metros cúbicos) para cobrir a Flórida com menos de 30,5 cm (1 pé) de salmoura.

Os autores, do Instituto Canadense de Água, Meio Ambiente e Saúde da Universidade de Wageningen, na Holanda, e do Instituto de Ciência e Tecnologia de Gwangju, República da Coréia, analisaram um conjunto de dados recém-atualizado – o mais completo já compilado – para rever as estatísticas do mundo sobre plantas de dessalinização.

E eles pedem por melhores estratégias de gestão de salmoura para enfrentar um desafio de rápido crescimento, observando previsões de um aumento dramático no número de usinas de dessalinização e, portanto, o volume de salmoura produzido em todo o mundo.

O documento constatou que 55% da salmoura global é produzida em apenas quatro países: Arábia Saudita (22%), Emirados Árabes Unidos (20,2%), Kuwait (6,6%) e Catar (5,8%). As plantas do Oriente Médio, que operam em grande parte usando a água do mar e as tecnologias de dessalinização térmica, normalmente produzem quatro vezes mais salmoura por metro cúbico de água limpa do que as plantas dominantes nos processos de membranas de água do rio, como nos EUA.

O documento diz que os métodos de descarte de salmoura são em grande parte ditados pela geografia, mas tradicionalmente incluem a descarga direta nos oceanos, águas superficiais ou esgotos, injeção em poços profundos e tanques de evaporação de salmoura.

As instalações de dessalinização perto do oceano (quase 80% da salmoura é produzida dentro de 10 km de um litoral) na maioria das vezes descarregam a salmoura não tratada diretamente de volta ao ambiente marinho.

Os autores citam grandes riscos para a vida oceânica e ecossistemas marinhos colocados pela salmoura elevando consideravelmente a salinidade da água do mar receptora e poluindo os oceanos com produtos químicos tóxicos usados como anti-incrustantes e anti-incrustantes no processo de dessalinização (cobre e cloro são de principal preocupação).

Enquanto isso, o documento destaca as oportunidades econômicas para usar salmoura na aquicultura, irrigar espécies tolerantes ao sal, gerar eletricidade e recuperar o sal e os metais contidos na salmoura – incluindo magnésio, gesso, cloreto de sódio, cálcio, potássio, cloro, bromo e lítio.

Com uma tecnologia melhor, um grande número de metais e sais no efluente da usina de dessalinização poderia ser extraído. Estes incluem sódio, magnésio, cálcio, potássio, bromo, boro, estrôncio, lítio, rubídio e urânio, todos usados pela indústria, em produtos e na agricultura. As tecnologias necessárias são imaturas, no entanto; a recuperação desses recursos é economicamente pouco competitiva hoje.

O crescimento da dessalinização
O crescimento da dessalinização – A partir de algumas instalações, em sua maioria, do 
Oriente Médio, na década de 1970, hoje, 15.906 usinas de dessalinização operacionais 
são encontradas em 177 países. Dois terços dessas fábricas estão em países de alta renda.

Referência:
The state of desalination and brine production: A global outlook
Edward Jones,Manzoor Qadir,Michelle T.H. van Vliet,Vladimir Smakhtin,Seong-mu Kang
Science of The Total Environment
Volume 657, 20 March 2019, Pages 1343-1356
https://doi.org/10.1016/j.scitotenv.2018.12.076

* Tradução e edição de Henrique Cortez, EcoDebate
in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 15/01/2019
"ONU adverte sobre o aumento dos níveis de salmoura tóxica na medida em que cresce o número de usinas de dessalinização," in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 15/01/2019, https://www.ecodebate.com.br/2019/01/15/onu-adverte-sobre-o-aumento-dos-niveis-de-salmoura-toxica-na-medida-em-que-cresce-o-numero-de-usinas-de-dessalinizacao/.

[CC BY-NC-SA 3.0][ O conteúdo da EcoDebate pode ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, à EcoDebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]

O mercúrio nas veias da Amazônia


O mercúrio nas veias da Amazônia
14/08/2018 18:30
Por Sucena Shkrada Resk*

Quem dera que falar sobre “mercúrio” fosse um assunto somente de interesse da pauta astronômica? Voltando à realidade do planeta Terra, se trata dos impactos da contaminação pelo metal, altamente letal, um tema ainda subnotificado, que mexe em uma ferida aberta, em especial, na região amazônica, que vem se agravando ao longo dos anos e confirmado por exames e pesquisas realizadas em peixes, ribeirinhos e em povos indígenas. São populações que fazem parte desse ecossistema que sofre pressão de garimpos e, inclusive, de efeitos indiretos de hidrelétricas. O comprometimento com esta pauta ainda é incipiente na agenda das políticas públicas e, com isso, os problemas de saúde ambiental e de direitos humanos que representa podem ser muito maiores, pois estão interligados com outras agendas do mercado comercial e industrial internacionais.

O tema tem exigido uma ação multidisciplinar de vários entes governamentais, que já revelam o grande desafio pela frente. Entre alguns dados recentes, no mês de junho, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) divulgou o Inventário Nacional de Emissões e Liberações de Mercúrio no Âmbito da Mineração Artesanal e de Pequena Escala no Brasil.  Tratam-se de informações coletadas em garimpos nos estados do Amapá, Bahia, Mato Grosso e Pará. A pesquisa construiu cenários de emissões e liberações de mercúrio que se basearam na mineração oficialmente declarada e estimativas de ouro produzido de forma ilegal. Esses cenários originam perdas de mercúrio para o meio ambiente que vão de 18,5 a 221,5 toneladas.

O exemplo de Minamata
Quantas pessoas podem estar contaminadas e sequer têm noção do que está acontecendo? Quem se responsabiliza pela segurança alimentar e saúde dessas pessoas e de todo o meio ambiente? Como os efeitos cumulativos da contaminação podem aparecer após anos, é como se fosse uma bomba-relógio. Essa é uma herança pesada que recebemos apesar de o Brasil ter ratificado em 2017, a Convenção Internacional de Minamata sobre Mercúrio, cujo texto foi aprovado quatro anos antes no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU). O nome Minamata não é por acaso, pois foi nesta cidade japonesa, onde uma empresa química lançava no mar dejetos com a substância, desde 1930,  em que houve muitas vítimas, ao longo de décadas. Estima-se que mais de 700 pessoas morreram em decorrência da contaminação.

De acordo com a Convenção, até 2020, deve haver o banimento de produtos com mercúrio adicionado, como por exemplo, alguns tipos de lâmpadas fluorescentes, pilhas e baterias. Além disso, processos industriais listados pela Convenção terão de fazer a substituição por tecnologias livres de mercúrio, o que infere os processos de extração mineral e na siderurgia, entre outros.

Esta preocupação não se restringe à Amazônia brasileira, pois é uma questão que aflige toda Pan-Amazônia, e há estudos que são de longa data, desde os anos 90. Há um índice que pode ser consultado na plataforma https://www.researchgate.net/publication/311482596_A_EXPOSICAO_AO_MERCURIO_E_OS_EFEITOS_DA_EXPOSICAO_EM_SERES_HUMANOS_NA_PAN-AMAZONIA, que traz  esta historicidade e importância do problema de saúde ambiental.

Ação multidisciplinar
Como os estudos são pontuais por alguns institutos e pesquisadores da academia e órgãos governamentais, não se tornaram uma prática constante incorporada na gestão pública como um todo. O que se vê é um quadro incipiente relacionado à prevenção e mitigação (redução de danos), que infere a necessidade de ação de diferentes órgãos, desde a fase de licenciamento dos empreendimentos que utilizam este minério. O que isso quer dizer? O governo federal, no bojo de seus ministérios, agências e autarquias têm uma responsabilidade muito grande sobre o desenrolar desses casos. Essa responsabilidade se estende aos legisladores e, de certa forma, aos cientistas. As externalidades são tantas, que fica difícil mensurar os impactos nos próximos anos e décadas, além dos atuais já deflagrados.

Ao se levantar pesquisas sobre esta pauta, uma das mais recentes foi divulgada em março deste ano, na revista Ecotoxicology and Environmental Safety, uma análise de equipe de pesquisadores brasileiros e espanhóis coordenada pela bioquímica María Elena López, do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Pará (UFPA).

Os cientistas fizeram uma análise de fios de cabelo de 37 ribeirinhos da região de Caraipé, no lago Tucuruí, nos arredores da Usina Hidrelétrica de Tucuruí. O resultado é alarmante. Eles encontraram a quantidade de mercúrio (em sua forma mais tóxica) sete vezes maior que a tolerável – 10 microgramas por grama de cabelo. Esse padrão de tolerância é recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Essa exposição pode desencadear quadros graves de saúde, entre elas, a doença de Minamata, que é uma síndrome neurodegenerativa, que pode levar à morte, como também deformações fetais em gestantes. O que gera apreensão é que, por muitas vezes, os sintomas levam anos a aparecer, ou seja, é uma doença silenciosa.

O processo de intoxicação se dá pela ingestão de peixes contaminados. De acordo com os pesquisadores, neste caso, ao se apurar os dados históricos da região, o que se constatou foi que essa situação é um efeito indireto decorrente do funcionamento da hidrelétrica. Segundo a bioquímica, como o reservatório se formam lagoas (como bolsões de água), onde o líquido fica retido até por 130 dias ao ano. Isso pode gerar com as chuvas e invasão da floresta, a mistura de decomposição de matéria orgânica que com a incidência de luz solar resulta no final, na liberação de mercúrio inorgânico ingerido por peixes e outros . Esse, por sua vez, sofre a ação de bactérias anaeróbicas e se transforma em metilmercúrio. O que é mais surpreende neste processo é que outros estudos já têm alertado para este tipo de problema, e não é de hoje. Entre eles, do biólogo Philip Fearnside, há duas décadas.

Há dois anos, foi exposta mais uma análise que levantou contaminação por mercúrio na Amazônia. Pesquisadores da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) analisaram em 2014 amostras de fios de cabelo de 239 indígenas yanomami e ye’kuana , no estado de Roraima. Em algumas regiões, 92% da população estava contaminada. O contexto, neste caso, era de ação garimpeira ilegal na região, uma pressão que os indígenas já têm alertado há anos e exigem uma ação do poder público. Para a extração do ouro, eles utilizam o mercúrio para poder identifica-lo, o separando dos demais sedimentos. A pesquisa foi feita em parceria com o Instituto Socioambiental (ISA). Os resultados foram encaminhados aos órgãos competentes, como também à relatoria especial sobre Direitos Indígenas da Organização das Nações Unidas (ONU).

Conexões com um mercado exterior também fazem parte da cadeia desta problemática. Em maio deste ano, houve a apreensão de mais de 1,7 tonelada de mercúrio pela Receita Federal e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), em Santa Catarina. Este material era proveniente da Turquia e seguiria para garimpos na Amazônia.

O que se vê é uma cadeia de âmbito internacional, que exige profundidade de ações, que já têm retaguarda jurídica e legal para tanto. Deixar de dar o devido peso a esta agenda pode ter um custo muito alto para o país, que se intitula um país em desenvolvimento, com protagonismo na política internacional.  



Sucena Shkrada Resk é jornalista, formada há 26 anos, pela PUC-SP, com especializações lato sensu em Meio Ambiente e Sociedade e em Política Internacional, pela FESPSP, e autora do Blog Cidadãos do Mundo – jornalista Sucena Shkrada Resk (https://www.cidadaosdomundo.webnode.com), desde 2007, voltado às áreas de cidadania, socioambientalismo e sustentabilidade.

Relatório Brundtland – Nosso Futuro Comum, de 1987, da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Humano.



    

The General Assembly,


      Concerned about the accelerating deterioration of the human environment and natural resources and the consequences of that deterioration for economic and social development,

      Believing that sustainable development, which implies meeting the needs of the present without compromising the ability of future generations to meet their own needs, should become a central guiding principle of the United Nations, Governments and private institutions, organizations and enterprises,

      Recognizing, in view of the global character of major environmental problems, the common interest of all countries to pursue policies aimed at sustainable and environmentally sound development,

      Convinced of the importance of a reorientation of national and international policies towards sustainable development patterns,



      Recalling that, in its resolution 38/161 of 19 December 1983 on the process of preparation of the Environmental Perspective to the Year 2000 and Beyond to be prepared by the Governing Council of the United Nations Environment Programme, it welcomed the establishment of a special commission, which later assumed the name World Commission on Environment and Development, to make available a report on environment and the global problematique to the year 2000 and beyond, including proposed strategies for sustainable development,

      Recognizing the valuable role played in the preparation of the report of the World Commission by the Intergovernmental Inter-sessional Preparatory Committee of the Governing Council of the United Nations Environment Programme, as envisaged by the General Assembly in its resolution 38/161,

      Recalling that in resolution 38/161 it decided that, on matters within the purview of the United Nations Environment Programme, the report of the Commission should in the first instance be considered by the Governing Council of the Programme, for transmission to the General Assembly together with the comments of the Council and for use as basic material in the preparation, for adoption by the Assembly, of the Environmental Perspective, and that on those matters which were under consideration or review by the Assembly itself, it would consider the relevant aspects of the report of the Commission,

      Taking note of Governing Council decision 14/14 of l9 June l987 transmitting the report of the Commission to the General Assembly,

      Noting that the Environmental Perspective to the Year 2000 and Beyond has taken account of the main recommendations in the Commission's report,

      Recognizing the instrumental role of the Commission in revitalizing and reorienting discussions and deliberations on environment and development and in enhancing the understanding of the causes of present environmental and development problems, as well as in demonstrating the ways in which they transcend institutional frontiers and in opening new perspectives on the interrelationship between environment and development as a guide to the future,

      Emphasizing the need for a new approach to economic growth, as an essential prerequisite for eradication of poverty and for enhancing the resource base on which present and future generations depend,

      1.   Welcomes the report of the World Commission on Environment and Development entitled "Our Common Future";

      2.   Notes with appreciation the important contribution made by the Commission to raising the consciousness of decision-makers in Governments, intergovernmental and non-governmental international organizations, industry and other fields of economic activity, as well as of the general public, in regard to the imperative need for making the transition towards sustainable development, and calls upon all concerned to make full use in this regard of the report of the Commission;

      3.   Agrees with the Commission that while seeking to remedy existing environmental problems, it is imperative to influence the sources of those problems in human activity, and economic activity in particular, and thus to provide for sustainable development;

      4.   Agrees further that an equitable sharing of the environmental costs and benefits of economic development between and within countries and between present and future generations is a key to achieving sustainable development;

      5.   Concurs with the Commission that the critical objectives for environment and development policies which follow from the need for sustainable development must include preserving peace, reviving growth and changing its quality, remedying the problems of poverty and satisfying human needs, addressing the problems of population growth and of conserving and enhancing the resource base, reorienting technology and managing risk, and merging environment and economics in decision-making;

      6.   Decides to transmit the report of the Commission to all Governments and to the governing bodies of the organs, organizations and programmes of the United Nations system, and invites them to take account of the analysis and recommendations contained in the report of the Commission in determining their policies and programmes;

      7.   Calls upon all Governments to ask their central and sectoral economic agencies to ensure that their policies, programmes and budgets encourage sustainable development and to strengthen the role of their
 environmental and natural resource agencies in advising and assisting central and sectoral agencies in that task;

      8.   Calls upon the governing bodies of the organs, organizations and programmes of the United Nations system to review their policies, programmes, budgets and activities aimed at contributing to sustainable development;

      9.   Calls upon the governing bodies of other relevant multilateral development assistance and financial institutions to commit their institutions more fully to pursuing sustainable development in establishing their policies and programmes in accordance with the national development plans, priorities and objectives established by the recipient Governments themselves;

      10.  Requests the Secretary-General, through the appropriate existing mechanisms, including the Administrative Committee on Co-ordination, to review and co-ordinate on a regular basis the efforts of all the organs, organizations and bodies of the United Nations system to pursue sustainable development, and to report thereon to the General Assembly through the Governing Council of the United Nations Environment Programme and the Economic and Social Council;

      11.  Stresses the essential role of the United Nations Environment Programme, within its mandate, in catalyzing the sustainable development efforts of the United Nations system, while fully taking into account the co-ordinating responsibilities of the Economic and Social Council, and agrees with the Commission that that role should be strengthened and that the resources of the Environment Fund should be substantially enlarged, with greater participation;

      12.  Considers that the Governing Council of the United Nations Environment Programme, within its mandate and with participation, when appropriate, at the ministerial level, should examine on a periodic basis the long-term strategies for realizing sustainable development, and should include the results of its examinations in its reports to be submitted to the General Assembly through the Economic and Social Council;

      13.  Agrees that the catalytic and co-ordinating role of the United Nations Environment Programme in the United Nations system should be reinforced in its future work on environmental and natural resource issues;

      14.  Reaffirms the need for additional financial resources from donor countries and organizations to assist developing countries in identifying, analysing, monitoring, preventing and managing environmental problems in accordance with their national development plans, priorities and objectives;

      15.  Reaffirms the need for developed countries and appropriate organs and organizations of the United Nations system to strengthen technical co-operation with the developing countries to enable them to develop and enhance their capacity for identifying, analysing, monitoring, preventing and managing environmental problems in accordance with their national development plans, priorities and objectives;

      16.  Invites Governments, in co-operation with the regional commissions and the United Nations Environment Programme and, as appropriate, intergovernmental organizations, to support and engage in follow-up activities, such as conferences, at the national, regional, and global levels;

      17.  Calls upon Governments to involve non-governmental organizations, industry and the scientific community more fully in national and international activities to support efforts towards sustainable development;

      18.  Invites the governing bodies of the organs, organizations and programmes of the United Nations system to report, as appropriate, through the Economic and Social Council, to the General Assembly, not later than at its forty-fourth session, on progress made in their organizations towards sustainable development, and to make such reports available to the Governing Council of the United Nations Environment Programme at its next regular session;

      19.  Also invites the Governing Council of the United Nations Environment Programme to provide comments on matters concerning progress on sustainable development that fall within its mandate, on the above-mentioned reports and on other developments, for submission to the Economic and Social Council at its second regular session of 1989 and to the General Assembly at its forty-fourth session;

      20.  Requests the Secretary-General to submit to the General Assembly at its forty-third session, through the Economic and Social Council, a progress report on the implementation of the present resolution and to the Assembly at its forty-fourth session a consolidated report on the same subject;

      21.  Decides to include in the provisional agenda of its forty-third session a sub-item entitled "A long-term strategy for sustainable and environmentally sound development" under the agenda item entitled "Development and international economic co-operation".