terça-feira, 25 de maio de 2021

Pagar por serviço ambiental para conservar a Amazônia (so') será eficaz se invasões de terra acabarem, dizem especialistas

 



Pagar por serviço ambiental para conservar a Amazônia será eficaz se invasões de terra acabarem, dizem especialistas

LEI SANCIONADA QUE CRIA A POLÍTICA NACIONAL DE PAGAMENTO POR SERVIÇOS AMBIENTAIS DEPENDE DE REGULAMENTAÇÃO. PAGAMENTO CONSISTE EM TRANSAÇÃO VOLUNTÁRIA, QUANDO ALGUÉM PAGA PARA SE COLOCAR EM PRÁTICA ATIVIDADES QUE AJUDEM A RECUPERAR, MELHORAR E MANTER O ECOSSISTEMA EM FUNCIONAMENTO.

Floresta amazônica vista do alto da torre, em São Sebastião do Uarumã, na Amazônia — Foto: Bruno Kelly/Reuters

Financiar a preservação da Amazônia através do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) é visto por especialistas como uma importante ferramenta para que produtores e fazendeiros usufruam de uma economia verde mantendo a floresta em pé.

Porém, o chamado PSA faz parte de uma equação maior de projetos de conservação, sendo que de nada adiantará se as invasões de terra e as atividades grileiras no bioma continuarem.

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“Um público prioritário deve ser os povos indígenas e os nativos da floresta, quilombolas e extrativistas, pois sabem como usar muito bem a floresta. Vivem da floresta, já conhecem, têm capacidade de colher produtos novos, e, portanto, já fazem serviços ambientais e sabem como fazer. Mas nada disso vai adiantar se continuar havendo invasão dentro dessas terras indígenas. São atividades incompatíveis. Para parar a invasão da terra não é PSA, mas sim aplicação da lei. Precisamos dosar mecanismos de punição com de indução, de premiação à atividade correta”, explicou Raul Valle, diretor de Justiça Socioambiental da WWF Brasil.

Inserido no Código Florestal Brasileiro em 2012, o pagamento por serviços ambientais ganhou força este ano ao ser sancionada a lei federal nº14.119/2021, que designa a Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais (PNPSA) e trata da implementação de uma política de incentivo à preservação. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vetou alguns artigos do então projeto de lei, mas foram derrubados no Congresso Nacional. A lei ainda depende de regulamentação.

Esse tipo de pagamento, conforme a norma, consiste em uma transação voluntária, pois a pessoa paga para alguém colocar em prática atividades coletivas ou individuais com objetivo de recuperar, melhorar e manter o ecossistema em contínuo funcionamento.

Para André Guimarães, diretor executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), o PSA ajuda a criar incentivos para impulsionar a produção agropecuária sem perdas econômicas, estimulando, em paralelo, a conservação do meio ambiente.

PSA ajuda a criar incentivos para impulsionar a produção agropecuária sem perdas econômicas, diz diretor executivo do IPAM. — Foto: Reuters/Amanda Perobelli

‘”Assim, você harmoniza melhor as atividades humanas com a natureza para permitir que se continue, no futuro, promovendo aquela atividade na mesma região com o mesmo regime de chuva, qualidade de solo e produtividade”, disse.

“(O PSA) é um arcabouço jurídico que cria incentivos para que os usuários da terra continuem utilizando de forma racional as áreas já abertas, mas que também invistam e se dediquem a conservar os ativos ambientais que ainda existem”, reforçou André Guimarães.

O diretor executivo do IPAM avalia a derrubada dos vetos pelo Congresso Nacional como positiva, um marco legal. Esse novo passo, segundo ele, permite que os debates sobre PSA ganhem maiores escalas e pulso jurídico, o que auxiliará, por exemplo, na expansão do serviço entre empresas de estados diferentes ou de um grupo do exterior com um brasileiro.

“A oferta existe, mas há pouca demanda por causa da falta desse arcabouço jurídico. Não é que não existam pessoas, países que queiram investir nos serviços ambientais, mas não temos estrutura jurídica que torne essas transações mais transparentes e formalizadas. Vejo esse processo legislativo com muita esperança, de que não será só uma lei, mas sim grande alavanca para que os negócios dos serviços ambientais tomem proporção e que saiam da escala de projeto ou ações pontuais para uma escala nacional”, complementou André.

“A lei vai aproximar quem esteja precisando de uma brigada de incêndios para proteger mais a sua área com alguém que está buscando projetos para investir em ações dessa natureza. A economia verde passa por essa valorização de serviços e ativos e em formas extrativistas que protegem a floresta”, declarou o advogado Rômulo Sampaio, da Fundação Getúlio Vargas.

Conforme Rômulo, o pagamento por serviços ambientais pode ser visto como um instrumento adicional para corrigir uma falha de mercado. Ou seja, quando se produz algo que causa impacto em um terceiro que não faz parte dessa relação de produção.

“O típico caso de danos ambientais. Quando uma indústria se desenvolve, precisa utilizar o meio ambiente para processar os seus resíduos. Então, joga fumaça no ar, joga reagentes tratados no rio e isso precisa ser controlado, senão causa essa falha de mercado”, disse.

Iniciativas de mercado

Um dos exemplos de PSA é o mercado de crédito de carbono. Com a premissa de diminuir os impactos ambientais e mitigar as mudanças climáticas por meio da compensação dos gases de efeito estufa, esse tipo de mercado pode ser mais uma soma a favor da conservação dos ecossistemas, pois conta com repasse econômico para que se haja uma atitude positiva ao meio ambiente, como sequestrar carbono ou deixar de desmatar.

Porém, na prática, ainda não é regulamentado no Brasil e segue uma linha voluntária no país. Os debates sobre uma possível regulamentação estão previstos para ocorrer na 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP 26) em novembro deste ano, na Escócia, quando representantes das nações se reunirão para tentar chegar a um consenso sobre o artigo sexto do Acordo de Paris.

Fumaça das queimadas na Amazônia. — Foto: João Laet/AFP

O mercado de crédito de carbono funciona assim: uma organização que emite os gases paga outra que gera créditos para neutralizá-los. Assim, o carbono emitido é compensado. A cada uma tonelada métrica de CO2 não emitida é gerado um crédito. As regras desse mercado, entretanto, dependem da gestão de cada país.

“O Brasil tem todas as possibilidades de ser um dos principais beneficiários de um mercado de carbono internacional. Se bem estruturado, pode sim ser uma ferramenta importante e positiva para se reduzir desmatamento e induzir a restauração florestal”, explicou Raul Valle, da WWF Brasil.

Outra frente de iniciativa ao mercado de pagamento de serviços ambientais é o desenvolvimento de projetos para reduzir as emissões oriundas da degradação ambiental em áreas de preservação. O instrumento que reúne tais projetos é chamado de Redução de Emissões do Desmatamento e Degradação Florestal (REDD +).

A ideia é o pagamento por resultado. Países em desenvolvimento detentores de florestas tropicais fazem a redução das emissões e, em troca, recebem compensação financeira internacional. Além do recuo das emissões, o REDD+ trabalha com a condição de aumentar as reservas florestais de carbono, além de promover a gestão sustentável das florestas e mantê-las de pé.

“O Brasil é um país dependente de serviços ambientais para o sucesso econômico. Praticamente todos os nossos grandes ciclos econômicos, desde o pau-brasil, no século XVI, passando pelo cacau, borracha, café e agora no ciclo recente do agronegócio, são todos ciclos econômicos que dependem dos serviços ambientais. Dependem da chuva, da qualidade do manejo do solo, de se fazer uma boa gestão dos recursos naturais”, reforçou André Guimarães, diretor executivo do IPAM.

Papel do governo federal

Com intuito de consolidar o pagamento por serviços ambientais no Brasil e fomentar o conceito de uma nova economia verde, o programa “Floresta+”, do governo federal, foi instituído em julho do ano passado. A ideia é que o projeto consiga abranger todos os biomas brasileiros, com primeiro passo dado nos estados que compõem a Amazônia Legal. O foco é em áreas de vegetação nativa e engloba terras indígenas, unidades de conservação, assentamentos e propriedades privadas.

Recentemente, por exemplo, um novo eixo do programa entrou em vigor. Batizado de “Floresta+ Empreendedor”, o objetivo é conectar pagadores e prestadores desses serviços. Para colocar em prática trabalhos como orientação técnica aos interessados em aderir ao mercado de pagamento por serviços ambientais, o governo federal firmou cooperação com o Sebrae.

O secretário da Amazônia e Serviços Ambientais, do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Joaquim Leite, explicou que o maior desafio é fazer com que o programa seja relevante aos que protegem a floresta, especialmente produtores rurais.

“O desafio é fazer com que a gente crie e consolide o mercado de serviços ambientais em um país onde 67% do território é preservado com a floresta nativa. O desafio do programa é que atualmente há uma grande possibilidade de que esse mercado seja relevante para todo mundo que protege floresta, tanto aos que protegem floresta em áreas rurais, especialmente áreas rurais, produtores rurais com um volume de área de aproximadamente 218 milhões de hectares de remanescente de vegetação nativa nas propriedades e esses produtores rurais prestam essas atividades e deveriam ser reconhecidos e remunerados”, explicou o secretário.

No contexto do programa, as atividades de serviços ambientais incluem reflorestamento com árvores nativas, conservação de solo, água e biodiversidade, combate e prevenção de incêndios, entre outros. Parcerias com órgãos e entidades, sejam eles públicos ou privados, nacionais ou estrangeiros, poderão ser firmados para desenvolver essas iniciativas.

“O programa Floresta+ inspirou a lei brasileira de pagamentos por serviços ambientais e é um dos caminhos para que a gente possa receber recursos de países estrangeiros mesmo antes de que o artigo sexto do Acordo de Paris esteja regulamentado. Já é uma forma do Brasil receber recursos e essa forma pode ajudar muito não só na preservação da floresta amazônica, mas de todos os nossos biomas”, reforçou o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

O advogado Rômulo Sampaio cita que o governo federal está disposto a aceitar outros mecanismos para conseguir atingir objetivos que ajudem a preservar o meio ambiente. “Esses instrumentos já vinham sendo usados por países desenvolvidos e o Brasil anda agora mais nessa direção. O Floresta+ é um programa muito curto em que o governo diz que estamos dispostos a ir para esse caminho de valorar serviços ambientais proporcionados por essa floresta com um novo conceito de economia verde, partindo de um pressuposto de que se precisa levar dinheiro à floresta, porque tem pessoas que vivem lá”.

Fonte: G1

Saiba como ver o eclipse da “Superlua de Sangue” aqui do Brasil

 


Saiba como ver o eclipse da “Superlua de Sangue” aqui do Brasil

Nesta quarta-feira (26) acontece a última, e maior, superlua de 2021. E ela vem com um bônus: o único eclipse total da Lua neste ano, que infelizmente não será visível a olho nu aqui do Brasil.

Mas temos as maravilhas da tecnologia para nos salvar de situações como esta. Vários telescópios ao redor do mundo vão acompanhar o evento em tempo real, transmitindo as imagens ao vivo para internautas do mundo todo.

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Durante o eclipse, a Lua terá uma aparência avermelhada devido à sombra da Terra projetada sobre ela, o que lhe dá o apelido de “Lua de Sangue”. O observatório Griffith, de Los Angeles, irá transmitir o evento ao vivo a partir das 5h45 (horário de Brasília), pouco antes da Lua chegar à Penumbra, até as 10h, quando o eclipse termina.

Já o observatório Lowell, localizado na cidade de Flagstaff, no Arizona, começará sua transmissão às 6h30 (horário de Brasília) e terminará às 8h25. A instituição planeja usar múltiplos telescópios, como o Planewave de 14″ e telescópios portáteis Vixen.

Além disso, “educadores irão discutir a ciência dos eclipses, ensinar as melhores formas de observá-los, falar sobre a história do observatório Lowell com a Lua e muito mais”.

O Virtual Telescope Project, baseado na Itália, pretende transmitir imagens de câmeras na Austrália, Nova Zelândia e Américas a partir das 7h (horário de Brasília). O projeto também fará uma segunda transmissão, às 16h, mostrando a superlua sobre os céus de Roma.

Por fim, o site Time and Date terá uma transmissão a partir das 6h30, que promete imagens ao vivo de várias câmeras ao redor do mundo. O site também hospeda um blog que traz mais informações sobre o eclipse e conta as aventuras de seus fotógrafos em busca do “local perfeito” para observá-lo.

Porque a “Lua de Sangue” é vermelha?

Durante um eclipse total a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua, impedindo que a luz da estrela atinja diretamente a superfície de nosso satélite. Mas ainda assim a Lua é iluminada indiretamente pela luz refratada por nossa atmosfera.

Diagrama de um eclipse lunar. Evento ocorre quando a Lua passa pela sombra da Terra, chamada umbra. Imagem: Time and Date.

Mas essa luz não passa por nós intacta. Partículas em suspensão na atmosfera, menores que a frequência de onda da luz, “espalham” ela em múltiplas direções.

As cores entre o azul e violeta são as mais afetadas, por isso nosso céu parece azul ao olho nu. A luz vermelha, entretanto, é a menos afetada e chega à Lua, “pintando” a superfície do astro com um tom entre o vermeho e o laranja, que lembra o planeta Marte. 

Fonte: Olhar Digital

segunda-feira, 24 de maio de 2021

Estado de Rondônia abre caminho para danos irreversíveis no meio ambiente

 

Estado de Rondônia abre caminho para danos irreversíveis no meio ambiente

É gravíssima a notícia sobre da sanção do PLC 080/2020 hoje, dia 21/05/2021, pelo Governador do Estado de Rondônia, Coronel Marcos Rocha, que prevê a redução do tamanho da Reserva Extrativista do Rio Jaci-Paraná e do Parque Estadual Guajará Mirim.

Os danos ambientais e para a garantia dos direitos humanos dos moradores da região podem ser irreversíveis, avalia Anistia Internacional Brasil.

“Na contramão das boas práticas ambientais e possibilitando o aumento de violações de direitos humanos, o Governador do Estado de Rondônia, promove a maior redução de áreas protegidas já aprovada por um parlamento estadual no Brasil. A decisão contraria parecer da Procuradoria-Geral do Estado. A Anistia Internacional Brasil alerta para mais uma medida que coloca o país num retrocesso ambiental e de garantia de direitos humanos que poderá ser irreversível “, critica Jurema Werneck, diretora-executiva da Anistia Internacional Brasil.

Em 15 de julho de 2020, a Anistia Internacional Brasil lançou o relatório “Da Floresta à Fazenda: gado bovino criado ilegalmente na Amazônia brasileira encontrado na cadeia de fornecimento da JBS” . Com base na análise de documentos oficiais de controle sanitário animal e imagens de satélite, o relatório analisou o impacto da pecuária ilegal em áreas protegidas do estado de Rondônia. De maneira mais específica, debruçou-se sobre violações de direitos humanos das populações residentes no território indígena Uru-Eu-Wau-Wau, na Reserva Extrativista do Rio Jaci-Paraná e na Reserva Extrativista do Rio Ouro Preto.

Dentre as recomendações feitas no relatório, destaca-se uma direcionada à Assembleia Legislativa de Rondônia, que deveria abster-se de “aprovar qualquer lei que reduza os limites e a proteção da Reserva Extrativista do Rio Jaci-Paraná.”

O PLC 080/2020 reduzirá o referido território em cerca de 89%, de forma a praticamente extingui-lo. Além disso, também alterará significativamente os limites do Parque Estadual de Guajará-Mirim. Ao todo, as áreas serão reduzidas em 219 mil hectares – o equivalente à soma dos territórios dos municípios de São Paulo e Salvador. Ao abrir mão dessas extensas áreas protegidas, o Estado de Rondônia poderá impactar diretamente as Terras Indígenas Uru-Eu-Wau-Wau, Karipuna, Igarapé Lage, Igarapé Ribeirão e Karitiana, além de outras populações tradicionais extrativistas. Há ainda risco para o ecossistema de uma região já duramente afetada pelo desmatamento, pela grilagem de terras, pela pecuária ilegal e pelo agronegócio.

“Cessar as violações de direitos humanos das comunidades e povos tradicionais que vivem em preservam a floresta deve ser a preocupação principal do gestor público, cuja obrigação maior é proteger pessoas. A resposta para solucionar o problema das ocupações ilegais e dos conflitos fundiários que ocorrem nos territórios mencionados pelo PLC não pode ser o retrocesso na legislação que corretamente protege as Unidades de Conservação. Ao sancionar o projeto, o Governador do Estado de Rondônia parece escolher beneficiar grileiros e demais agentes interessados na venda ilegal de terras públicas, o que coloca em risco grave a proteção da floresta e dos povos que dela dependem e que nela vivem”, explica Jurema Werneck.

Fonte: Anistia Internacional Brasil

 

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 21/05/2021

 

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Agora plástico é considerado resíduo tóxico no Canadá




Agora plástico é considerado resíduo tóxico no Canadá

Agora plástico é considerado resíduo tóxico no Canadá

Primeiro foi a proibição de plásticos descartáveis, aqueles que são utilizados uma única vez, como sacolas, canudos, embalagens de comida e talheres, como contamos aqui nesta outra reportagem. Agora o Canadá toma uma decisão ainda mais rígida contra este tipo de material, que tem um impacto gigante sobre o meio ambiente, principalmente os oceanos do planeta: o país acaba de declarar resíduos plásticos como “tóxicos“.

O governo canadense incluiu os “produtos industrializados de plástico” na Classificação 1 da Lei Canadense de Proteção Ambiental, que lista substâncias tóxicas e prevê o gerenciamento desses resíduos considerando os potenciais riscos associados à poluição ambiental.

O que a legislação faz, na prática, é proibir que resíduos plásticos tenham como destino aterros sanitários e incineradores, e obviamente, o meio ambiente.

Diversas organizões da área ambiental comemoraram a notícia.

“Essa decisão nos aproxima um pouco mais do fim do fluxo fatal de plástico que chega aos nossos oceanos. O governo federal precisa usar todas as ferramentas à sua disposição para acabar com o crescente desastre do plástico, incluindo uma forte proibição de itens de plástico descartável”, afirma a bióloga Ashley Wallis, da Oceana Canadá. “95% dos canadenses estão preocupados com o impacto da poluição por plástico sobre nossos oceanos e 86% apoiam a proibição dos plásticos de uso único. A hora de agir é agora”.

Pressione o governo brasileiro! Chega de plástico!

Se você acha que é hora do Brasil se juntar a tantos outros países e ter uma legislação mais moderna e sustentável, faça a sua parte!

Quase 130 países do mundo já têm leis com restrições e a cada ano, esse número só aumenta. Infelizmente, o Brasil não está entre eles. Os dados são de um estudo internacional, elaborado pela ONU Meio Ambiente, em parceria com o World Resources Institute (WRI).

Apesar disso, já existe um projeto de lei (PL) tramitando no Congresso Nacional sobre a questão, todavia ele está paralisado no Senado por causa de pressão da indústria desde 2019!

Agora plástico é considerado resíduo tóxico no Canadá

O Brasil é maior produtor de plásticos da América Latina e despeja 325 mil toneladas desse lixo no oceano todos os anos, segundo estudo da Oceana

O Projeto de Lei 263/2018 pede a proibição e a distribuição de sacolas e canudos plásticos e o uso de microplástico em cosméticos no Brasil. Mesmo tendo sido aprovado na Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado, com parecer favorável e algumas emendas, há dois anos a proposta está na gaveta do senador Luis Carlos Heinze (PP/RS), na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

O autor da ideia legislativa que se tornou o PL 263 denuncia que houve lobby da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul contra o projeto.

“Sem mudanças imediatas na maneira como a sociedade está submetida ao uso do plástico descartável, a quantidade desse resíduo que entra no ambiente marinho triplicará nos próximos 20 anos causando ainda mais danos ambientais, sociais e econômicos”, alerta o diretor-geral da Oceana, o oceanólogo Ademilson Zamboni.

Então, vamos pressionar? Vote a favor da proposição na página do Senado neste link.

Participe, compartilhe, chame outras pessoas a se engajar neste movimento para proteger o meio ambiente.

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Fotos: reprodução Facebook Oceana