sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

É complicado acompanhar o funcionamento de um neurônio permanentemente em pane.


08/01/2014-Coluna do Augusto Nunes

O delírio sobre crianças e cachorros ocultos amplia o mistério: como é que um candidato consegue ser derrotado por Dilma Rousseff?

tarja-an-melhores-do-ano-2013
PUBLICADO EM 15 DE OUTUBRO

O que disse a presidente no Dia da Criança, durante a visita ao Rio Grande do Sul, foi tão espantoso que até antigos leitores da coluna ficaram desconfiados: seria alguma brincadeira do jornalista Celso Arnaldo Araújo, o descobridor do dilmês? É tudo verdade, prova o áudio do Implicante. Ouçam o dedilhar da lira do delírio:

Parece mesmo mentira, mas é isso aí, confirma a transcrição do texto publicado pelo Blog do Planalto:

“Se hoje é o Dia das Crianças, ontem eu disse que criança… o dia da criança é dia da mãe, do pai e das professoras, mas também é o dia dos animais. Sempre que você olha uma criança, há sempre uma figura oculta, que é um cachorro atrás, o que é algo muito importante”.

Há sempre alguma lógica por trás de qualquer loucura, certo? Errado, vem reiterando Dilma Rousseff desde 2007, quando virou Mãe do PAC e desandou a falar em público. Seus palavrórios amalucados são apenas coisa de hospício.

Já é estranho enfiar pai, mãe e professoras numa discurseira sobre o Dia da Criança. Se é que deu na telha da, oradora evocar figuras associadas à garotada, por que não incluir parteiras, obstetras, pediatras, babás, Papai Noel,avós, fabricantes de brinquedos e colegas de escola, fora o resto?

Levada às cordas já na abertura da salada retórica, grogue com a entrada em cena da bicharada. a lógica foi nocauteada pela aparição do cachorro oculto.

Por que um cachorro? Por que oculto? Por que atrás da criança, e não à frente, à esquerda ou à direita? Isso só o neurônio solitário sabe. E não vai revelar a ninguém porque, mesmo que quisesse e tentasse, de novo não diria coisa com coisa.

É complicado acompanhar o funcionamento de um neurônio permanentemente em pane.

É muito difícil imaginar o que se passou na cabeça presidencial naqueles 31 segundos inverossímeis. Mais difícil ainda é entender como é que um adversário consegue não ganhar um debate na TV com Dilma Rousseff  ─ e perder a eleição para quem vê, por trás de toda criança, um cachorro. Um cachorro oculto.

E se o Brasil perder na COPA?

O Planalto monitora

Ameaça

Temor de novos protestos durante a Copa

O governo continua monitorando cada ensaio de manifestação desde que foi surpreendido pelo urro das ruas no meio do ano passado. De meados de 2013 para cá, nada preocupante.

Os protestos convocados não levaram mais de um ou outro gato pingado a fazer barulho. Mas e na Copa?

A atenção será redobrada. E Dilma Rousseff e sua equipe torceram como nunca por Luiz Felipe Scolari.

No Palácio do Planalto, até a chave do Brasil e os eventuais cruzamentos foram analisados. E preocupam.

Avalia-se que uma eventual eliminação precoce, nas oitavas ou quartas de final – é bem possível que nessas etapas o Brasil já tope de frente com uma pedreira, como a seleção holandesa, por exemplo – pode entornar o caldo.

O receio é que a revolta pela derrota dê ânimo à população para voltar à rua e criticar os altos gastos com estádios e promessas de melhorias em infraestrutura que não foram entregues.
Por Lauro Jardim

A moda agora é ser Deputado Presidiario (e essa moda pode pegar!!!).

João Paulo tentará inaugurar estilo ‘deputado presidiário’


qua, 08/01/14
por Gerson Camarotti |
categoria Mensalão
 
A determinação de João Paulo Cunha (PT-SP) de não renunciar ao mandato de deputado federal já preocupa integrantes da Mesa Diretora da Câmara.

Isso porque, como Cunha cumprirá pena no regime semiaberto, parlamentares já identificaram que a estratégia dele será a de tentar manter as atividades na Câmara durante o dia e retornar à noite para o presídio da Papuda.

Com isso, seria inaugurado pela primeira vez o estilo “deputado presidiário”. O caso de João Paulo é diferente do de Natan Donadon, porque este cumpre pena em regime fechado.

Diferente dos demais presos no mensalão, João Paulo já tem emprego, o que poderia facilitar essa solicitação ao juiz da Vara de Execuções Penais. Essa condição diferenciada deve funcionar como incentivo para João Paulo enfrentar um processo de cassação, apostam deputados petistas ouvidos pelo Blog.

“Ele não tem mais nada a perder. Por isso, vai enfrentar esse processo de cassação”, observa um interlocutor de João Paulo.

Já para integrantes da Mesa da Diretora da Câmara, a possibilidade da presença diária de um deputado presidiário nos corredores do parlamento pode causar forte desgaste à imagem do Congresso Nacional.

Casas do Minha Casa Minha Vida estão desabando.Parabens SEDHAB!!!

Gastos Públicos

Minha Casa gasta mais do que o Bolsa Família no 4º ano de existência

Blog do Sombra
 
Criado em 2009 e posto em prática no ano seguinte, o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal chegou ao seu quarto ano de atividades superando em gastos o Bolsa Família, principal trunfo do PT em sua administração. ...
Foram mais de R$ 14 bilhões em pagamentos de obras do Minha Casa no ano passado. Mesmo com os valores corrigidos pela inflação, eles superam, de acordo com o blog Dinheiro Público & Cia., da "Folha de S.Paulo", os gastos de seis anos antes com o Bolsa Família, que, proporcionalmente, passariam pouco de R$ 12 bilhões.

Salto

Para efeito de comparação, em 2010, último ano da administração de Luiz Inácio Lula da Silva, o governo destinou R$ 1,6 bilhão ao Minha Casa, Minha Vida.

Já em 2013, o programa habitacional federal superou o orçamento total de 30 dos 39 ministérios da presidente Dilma Rousseff, incluindo algumas pastas tradicionais, como as da Justiça, da Agricultura e do Planejamento.

O grande aporte de dinheiro não garantiu boa qualidade das residências. Em Niterói (RJ), por exemplo, dois prédios de um condomínio do Minha Casa que custou R$ 22 milhões não puderam nem ser inaugurados porque corriam o risco de desabar. Também no Rio, 300 casas foram inundadas em dezembro, em Queimados, na Baixada Fluminense.

Já no interior da Bahia, casas foram inauguradas, também no ano passado, sem água.

Com financiamento da Caixa Econômico Federal e subsídio do Tesouro Nacional, o programa Minha Casa, Minha Vida foi lançado em 2009, em meio aos efeitos da crise econômica internacional, a fim de conceder crédito para casa própria a famílias com até três salários mínimos de renda.

A meta é de fechar este ano com 3 milhões de casas e o governo tem esse número de obras contratadas, mas, em quatro anos, não se construiu nem metade.

Fonte: Jornal Destak - Brasília - 10/01/2014

Mais invasões e grilagens feitas por servidor do GDF!Parabens PT!

Área Pública

 

 

Servidor do GDF é preso por demarcar lotes em área pública em Samambaia

00:14:00

 

Presos em regime semiaberto estavam com ele e também foram detidos. Secretaria de Transportes diz que aguarda notificação para se manifestar.

 

 

Um servidor público da Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB), cedido à Secretaria de Transportes do Distrito Federal, foi preso na manhã desta quinta-feira (9) suspeito de demarcar lotes em área pública, para venda posterior, nas quadras 603 e 605, em Samambaia Norte. Na mesma ação, foram detidos quatro presos beneficiados por um programa de inclusão social – que permite trabalhar fora do presídio durante o dia e retornar ao local à noite. ...
A Secretaria de Transportes informou que aguarda uma notificação oficial para se manifestar sobre o assunto.
A TCB é uma empresa pública de transportes do DF. Entre as atribuições da companhia está o gerencimento dos ônibus do grupos Amaral e Viplan. As duas empresas sofreram intevenção do GDF recentemente.
Segundo o delegado-chefe da Delegacia do Meio Ambiente (Dema), Richard Valeriano Moreira, os policiais identificaram os suspeitos depois de constatar a presença de uma caminhonete com timbre do GDF no local. O veículo oficial também foi apreendido.
“Nossa equipe verificou durante a diligência que um servidor da TCB estava demarcando os lotes com a ajuda dos beneficiados da Funep [Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso]. O servidor desviou a finalidade os quatro presos, que estão sendo autuados. Já enviamos um comunicado ao juiz, que pode determinar uma regressão de pena”, diz Moreira.
 
Caso o juiz decida por reavaliar a condenação dos detentos, eles podem perder o benefício e ter de cumprir a pena dentro do presídio em regime fechado. O servidor preso pode ser liberado após pagamento de fiança.
A área invadida pertence a Terracap e mede o equivalente o três campos de futebol, de acordo com avaliação preliminar da polícia. Em alguns trechos, muros e casas já estão sendo erguidos. O local tem até nome: “Condomínio Renascer”.
Segundo Moreira, a ocupação fugiu do controle dos primeiros invasores, que estavam parcelando a área para venda.
 
“As pessoas que iniciaram o processo das vendas perderam o controle. Outras pessoas estão entrando espontaneamente para demarcar lotes, ou seja, estão acontecendo novas invasões”, diz o delegado.
 

Fonte: Portal G1 - 10/01/2014

Quem pariu Sarney que o embale...


Blog do Sombra

Opinião

Quem pariu Sarney que o embale…

10:12:28
 
Maranhão é prova solar de como miséria e violência se retroalimentam. Sob influência da família Sarney há quase meio século, o Maranhão disputa com Alagoas os piores indicadores sociais do país. 

O Maranhão tem o segundo pior índice de desenvolvimento humano do Brasil.

O Maranhão tem o segundo maior índice de mortalidade infantil, é um desastre na Educação, um campeão no analfabetismo, e tem o segundo maior déficit habitacional do país…
Não faltam índices, histórias e história. Presos degolados são a face mais visível e chocante nesse quadro de horror e dor.

Sarney é um símbolo. Mas não apenas do poder, injustiça e miséria no Maranhão. Sarney é símbolo, representação e representante de um certo Brasil.

Sarney é do PMDB. Ele nasceu para a política há 60 anos. Nasceu no velho PSD, mas logo pulou para a UDN. Sarney foi da Arena e foi do PFL.

Sarney presidia o PDS quando rompeu com a ditadura e pulou na Arca da Nova República, de Tancredo Neves. No dia do rompimento, em junho de 1984, foi à reunião, em Brasília, com um revólver na cintura.

Sarney tomou posse da presidência bancado pelo general Leônidas da Silva, o ministro do Exército no governo que substituiria a ditadura. E tomou posse com apoio de tantos que temiam Ulysses Guimarães.

Dono de um império de Mídia, como tantos outros do mesmo grupo, o Sarney presidente distribuiu mais de mil concessões de rádio e TV.

Com a farta distribuição de emissoras, ganhou mais um ano na presidência.

Com as concessões, Sarney inflou e consolidou poderosos grupos regionais. Grupos que se renovam ao se alimentar da simbiose entre mídia e política, política e mídia.
Isso com apoio decisivo de ACM, o Antonio Carlos Magalhães. E de tantos que só depois descobririam que Sarney é… Sarney; ACM que presidiria o Congresso e seria homem forte da Era Fernando Henrique Cardoso.

Sarney presidiu o Congresso no governo de Fernando Henrique. Sarney presidiu o Congresso nos governos de Lula e Dilma, dos quais segue aliado.

Sarney defendeu, e cabalou votos, para tornar Fernando Henrique seu colega; como membro da Academia Brasileira de Letras.

Os degolados de São Luis são uma metáfora da Era Sarney no Maranhão. O Maranhão é, têm sido dos Sarney. Mas Sarney não é só do Maranhão, ou do Amapá.
Sarney é símbolo, representa estruturas de poder enraizadas no Brasil há décadas. Senão há séculos.

Quem pariu Sarney que o embale. Ou desembale, nas urnas.

Fonte: Terra - Bob Fernandes - 10/01/2014


Para Roseana , onda de violência ocorre porque Maranhão está mais rico.

Para Roseana, onda de violência ocorre porque Maranhão está mais rico

Governadora, que se disse surpreendida com atrocidades, participou de reunião com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo
Juntos, eles anunciaram transferência de presos para unidades federais, criação de comitê de gestão e mutirão da Defensoria Pública

CHICO DE GOIS (O GLOBO) – ENVIADO ESPECIAL
Reunião entre José Eduardo Cardozo e Roseana Sarney Hans von Manteuffel / O Globo
Reunião entre José Eduardo Cardozo e Roseana Sarney Hans von Manteuffel / O Globo

SÃO LUIS – O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, reuniu-se nesta quinta-feira com a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, para discutir uma ação conjunta para tentar amenizar a situação nos presídios do estado, onde foram registradas 60 mortes de detentos.

Em sua primeira aparição pública em entrevista depois que criminosos atearam fogo em ônibus, causando a morte de uma menina de seis anos, a governadora disse que foi pega de surpresa pelas atrocidades e fez uma análise curiosa para justificar o aumento da violência no estado e nos presídios: para ela, isso vem ocorrendo porque o Estado, um dos mais pobres do país, está ficando rico.

- O Maranhão está atraindo empresas e investimentos. Um dos problemas que está piorando a segurança é que o Estado está mais rico, o que aumenta o número de habitantes – justificou a governadora.

Roseana disse que em 2012 foram registradas quatro mortes no sistema penitenciário maranhense e, até setembro do ano passado, 39.

- Até setembro estava dentro do limite que se esperava – declarou, argumentando que as mortes ocorreram apenas em uma unidade do complexo de Pedrinhas, onde duas facções disputam o domínio do tráfico e da cadeia, matando seus rivais, inclusive decepando cabeças.

De acordo com a governadora, sua administração investiu em novas unidades prisionais e na melhoria ao atendimento ao preso.

- Nosso sistema de saúde é muito bom para os presos – afirmou, para complementar: – Nosso presídio feminino é um exemplo para todo o Brasil.(!!)

Roseana, assim como o ministro da Justiça, fizeram questão de lembrar que outros estados, como Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Alagoas e Rio Grande do Sul também enfrentaram uma onda de violência comandada por detentos e que o governo federal ajudou os outros governadores.

Segundo a governadora, apesar das mortes, seu governo não cometeu nenhum ato contra os direitos humanos. A ONU, porém, pede uma investigação sobre o assunto.

- Não cometemos nenhum crime de direitos humanos por parte do governo. Mas temos de ser mais atentos – admitiu.

Ao ser perguntada sobre a intenção do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de pedir a intervenção no Estado por conta da violência, Roseana afirmou que não acredita nessa hipótese e passou a enumerar uma série de obras e ações que sua gestão tem feito.

- Eu não acredito que ele vá pedir a intervenção porque estou cumprindo meu dever. O Maranhão está indo muito bem. Talvez seja o único estado do Brasil que vai ter todas as suas cidades interligadas por asfalto.

Ela se irritou quando uma repórter perguntou ao ministro José Eduardo Cardozo por que a presidente Dilma Rousseff e mesmo ele não haviam se manifestado até o momento sobre os problemas no estado administrado pelo clã Sarney.

José Eduardo disse que o governo se manifesta de forma concreta e procura ajudar Estados administrados pela oposição e por políticos que apoiam o governo. Mas Roseana, exaltada, disse que não é certo falar em família.

- Não existe família. Eu sou a governadora. Quem manda aqui não é a família, sou eu. Vocês querem penalizar a família, mas eu, Roseana, sou a responsável pelo que acontece no Maranhão – afirmou, sendo aplaudida por parte da mídia que apoia seu governo.

As ações anunciadas pelo ministro da Justiça e pela governadora, porém, não têm um impacto imediato – exceto pela transferência de presos para penitenciárias federais, que José Eduardo recusou-se a dizer quando se dará, quantos serão transferidos e para onde.

Entre as ações está prevista a criação de um comitê de gestão, comandado por Roseana, mutirão da Defensoria Pública para ver os presos que podem deixar os cárceres, interligação do sistema de inteligência, criação de um núcleo de atendimento prisional, melhoramento no atendimento à saúde, capacitação de policiais e implantação de alternativas penais e monitoramento eletrônico.



Apesar da intervenção da ONU o Governo do Maranhão continua gastando mais com comida do que com segurança:

BRASÍLIA - Mesmo tendo adiado a compra de gêneros alimentícios, que incluía 70 quilos de lagosta fresca, para abastecer a despensa da governadora Roseana Sarney (PMDB), o cerimonial da chefe do Executivo realizará na sexta-feira, 17, uma licitação para contratar uma empresa para organizar eventos e serviços de buffet para atos públicos em todo o Estado ao longo de 2014. Com custo estimado em R$ 1,4 milhão, o pregão prevê pagar R$ 103,61 por convidado em almoços e jantares e exige, em um dos cardápios, servir canapé de caviar.

Os gastos com a despesa do cerimonial do governo maranhense são superiores, por exemplo, ao que o Ministério da Justiça, através do Fundo Penitenciário Nacional, investiu em três presídios federais no ano passado: Catanduvas (PR), R$ 1,2 milhão; Mossoró (RN), R$ 1,1 milhão; Porto Velho (RO), R$ 1,3 milhão. 

A gestão Roseana Sarney está sob pressão desde que foi revelado o descalabro na Penitenciária de Pedrinhas, a cadeia da capital maranhense onde foram registradas 60 mortes de presos no ano passado, inclusive com decapitações de detentos. A Organização das Nações Unidas e a Anistia Internacional cobram a atuação do Estado brasileiro diante das atrocidades.

Na quarta-feira, 8, o governo estadual adiou, sem prazo para relançar, duas licitações, que ocorreriam hoje e amanhã, para a compra de alimentos para as residências oficiais. Estimadas em R$ 1,1 milhão, as concorrências listavam, entre os itens para aquisição, 2,4 toneladas de camarão, 80 quilos de lagosta fresca, 750 quilos de patinha de caranguejo, 50 potes de foie gras e 300 unidades de panetone.

A lista de exigências para contratar os serviços do cerimonial não difere das concorrências públicas que foram adiadas. Cobram-se cinco tipos diferentes de buffet de almoços e jantares, dois de coquetel, um de coffee break e um de brunch. Neles, têm de ser servidos como bebidas uísque escocês 12 anos, vinho importado "de primeira qualidade", tendo de ser francês, italiano, chileno, espanhol ou português, e champagne também de primeira qualidade. Os copos e taças, todos, precisam ser de cristal.

No cardápio de almoços e jantares, constam como entradas canapés de caviar, salmão ou presunto, patinhas de caranguejo e, como pratos principais, bacalhau com natas, pato com laranja, cabrito ao vinho, risoto de camarão, lagosta e caranguejo. Nos eventos classificados de "alta importância", a empresa terá de servir Roseana e os convidados com réchauds e talheres de prata. A governadora e os demais convidados vão se sentar em cadeiras de madeira estilo Tiffany, Dior ou similares e as mesas precisam ser forradas com toalhas novas de linho e de fibras sintéticas.

Os eventos de visita aos municípios terão de contar com ampla estrutura de organização, semelhante à de campanhas eleitorais. Somente com os almoços e jantares, os 6 mil convidados devem consumir R$ 622 mil. O edital prevê ainda gastos de R$ 43 mil com mestre de cerimônias, R$ 21,5 mil com recepcionista bilíngue, R$ 51 mil com cantores e outros R$ 46 mil com músicos.

Na justificativa para a licitação, a Casa Civil do governo maranhense, responsável pela concorrência, disse que cabe a ela assistir "direta e imediatamente" a governadora no desempenho das suas funções.

"Em sua estrutura administrativa, a Casa Civil conta com o Cerimonial do Governo que dentre suas atribuições está a de organizar e agendar os eventos públicos e políticos além das cerimônias em que participará a governadora e o vice-governador, tanto na capital quanto no interior do Estado", afirmou.

Humor

A arte de Antonio Lucena



Quando crescer quero ser garçon do Senado para ganhar 14,6 mil por mes!

Congresso vai gastar R$ 12 mil por mês com lanches para parlamentares No último dia de 2013, a Casa assinou um contrato para que uma empresa forneça nos próximos quatro meses 20 gêneros alimentícios aos senadores em uma copa que funciona ao lado do plenário

Estado de Minas
Publicação: 09/01/2014 15:56 Atualização:
 

O ano ainda não começou no Congresso Nacional, que só volta a funcionar no início de fevereiro, mas o Senado não descuidou da alimentação dos parlamentares durante as votações. No último dia de 2013, a Casa assinou um contrato para que uma empresa forneça nos próximos quatro meses 20 gêneros alimentícios aos senadores em uma copa que funciona ao lado do plenário. A expectativa é gastar no período R$ 47,6 mil com os itens, quase R$ 12 mil por mês.

O edital anterior, revogado em junho, previa um gasto 62% maior, de R$ 32,1 mil mensais. O contrato antigo foi revogado em junho pela diretoria-geral após matérias na imprensa apontarem o gasto. Na época, a própria diretoria alegou que o certame era “inviável em termos orçamentários”. O novo edital cortou nove dos 29 itens, entre outros, suco de goiaba e de acerola, queijo tipo lanche, chá sabores mate com limão e boldo, adoçante (tamanhos pequeno e médio), achocolatado e café solúvel.

Mas os parlamentares ainda terão a seu dispor, além da água e do tradicional cafezinho, objetos de outros contratos, 1.680 pacotes de biscoito de dois tipos, 3.340 caixinhas de quatro tipos de chás, 2.500 caixinhas de cinco tipos de suco, cerca de 1 mil litros de leite integral e leite em pó, 670 pacotes de pão de forma, outros 670 de torrada “levemente salgada”, 400 quilos de presunto magro, 340 unidades de manteiga, 600 quilos queijo mussarela e 500 unidades de requeijão cremoso.

Pela licitação, a empresa tem 24 horas para fornecer as quantidades requeridas pela administração Senado. Na justificativa constante do edital, a Casa defende a compra dos alimentos: “Trata a presente aquisição de gêneros alimentícios, para uso diário, comprometido com o bom desempenho das atividades do plenário do Senado Federal”.

Garçons

O cafezinho funciona todos os dias, sempre durante as sessões, deliberativas ou não. Pelo espaço, cheio de poltronas e mesas redondas, circulam senadores, assessores, jornalistas e convidados, todos servidos por garçons.

Outras reportagens publicadas no ano passado revelaram que garçons do Senado ganhavam até 20 vezes o piso da categoria em Brasília. Sete deles recebiam entre R$ 7,3 mil e R$ 14,6 mil e todos teriam sido nomeados por atos secretos editados em 2001 pela diretoria-geral da Casa. Logo em seguida, o Senado divulgou nota em que negou a existência dos atos secretos, ressaltando que todos os atos de nomeação estão “devidamente regularizados e publicados”.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Um Brasil tão ocupado com passeatas que não presta atenção a escândalos.

Manifestantes de olhos vendados

Se você, seu distraído, ainda não entendeu o que dizem as ruas, aqui vai, numa palavra: nada

GUILHERME FIUZA
Época

Agora o recado das ruas está claro. O 7 de Setembro trouxe uma nova onda de protestos às capitais brasileiras, e ninguém mais pode dizer que paira alguma dúvida sobre o que essas manifestações vieram dizer ao Brasil, olhos nos olhos. Se você, seu distraído, ainda não entendeu o que as ruas estão dizendo, aqui vai um resumo numa palavra: nada.

O destino épico do gigante adormecido não falha. Justamente na semana em que celebra sua Independência, o país viu estourar o novo escândalo do Ministério do Trabalho. Se bem que, quanto a isso, pairam dúvidas. Não sobre o escândalo (que é cristalino), mas sobre o fato de que o país o tenha visto. O Brasil anda muito ocupado com passeatas para ficar prestando atenção a escândalos.

Vamos insistir mais um pouco, por pura teimosia. Afinal, os revolucionários das ruas também devem ir de vez em quando ao dentista. Vai que algum deles abre a revista na sala de espera e, por puro tédio, começa a ler esta coluna? Sonhando com essa incrível coincidência (sonhar não custa nem 20 centavos), contemos aos heróis modernos, sem anestesia, o que acontece neste exato momento no Brasil.

Uma ONG acusada de desviar a merreca de R$ 400 milhões do Ministério do Trabalho – do dinheiro que o revolucionário, o dentista e o colunista entregam para o governo governar – foi milagrosamente anistiada. Numa manobra montada nos altos escalões do ministério (se é que usina parasitária tem alto escalão), a tal ONG, chamada Instituto Mundial de Desenvolvimento e Cidadania, foi reabilitada para voltar a receber verbas do governo, apesar dos indícios de malversação de recursos encontrados em suas operações.

A manobra foi descoberta e, com uma coleção de flagrantes da cópula entre o ministério e a ONG, provocou a exoneração do secretário executivo do ministério (o segundo na hierarquia) e a decretação da prisão de um assessor direto, que trabalhava no gabinete do ministro Manoel Dias. O ministro, é claro, não sabia de nada. Várias outras prisões foram feitas pela Polícia Federal nessa quadrilha montada entre o governo e a ONG. Nada, até aí, é importante a ponto de cansar a beleza do manifestante que espera pacientemente sua vez na cadeira do dentista.

Nosso bravo revolucionário não poderia ter perdido de vista é que essa quadrilha é velha. As peripécias do Instituto Mundial foram reveladas em 2011, no escândalo que culminou com a queda do então ministro Carlos Lupi. Na ocasião, já era grave, muito grave, que Dilma Rousseff tivesse tentado segurar Lupi no cargo, mesmo depois de divulgadas as denúncias. E mesmo depois de ele próprio declarar que só sairia do cargo a bala.
Pois bem: a proteção presidencial ao ministro suspeito se tornou insustentável quando a própria Comissão de Ética da Presidência da República recomendou seu afastamento. Dilma demitiu Lupi cobrindo-o de elogios publicamente. Logo que o assunto esfriou, ela bombardeou a Comissão de Ética – mandando embora o membro que relatara o parecer contra o ministro. Para completar a sinfonia, manteve o Ministério do Trabalho nas mãos de Lupi – no início dissimulada, depois escancaradamente. O ministro Dias obedece ao líder irremovível do PDT, Lupi, que mora no coração de Dilma.

Prezado manifestante revoltado, peça a seu dentista exemplares antigos desta revista (eles às vezes demoram a jogar fora). Você lerá neste mesmo espaço a constatação óbvia: que Dilma Rousseff atuou em defesa da boquinha (suja) dos companheiros do PDT, que lhe dão sustentação política. Você lerá que Dilma, a faxineira, a dona da vassoura contra os malfeitos, era cúmplice – repetindo, caso você tenha cochilado: cúmplice – de um esquema parasitário que continuaria assaltando os cofres públicos, com seus convênios de capacitação do nada, e sua tecnologia de institutos mundiais da empulhação.

E aí está. O novo escândalo do Ministério do Trabalho é o velho escândalo do Ministério do Trabalho. Acalentado ao longo dos anos pelo governo popular, o mesmo que acaba de enterrar a CPI da Copa, do mesmo partido que omitiu repasses do esquema de Valério para o segurança pessoal de Lula.

Nada disso aparece no “recado das ruas”. Esses dentistas devem estar exagerando na anestesia.

O Brasil tá enchergano muito bem!!!

Aprovação a Dilma mostra que o Brasil "encherga" bem

Moradias do programa Minha Casa Minha Vida oferecem como bônus minhas goteiras, minhas rachaduras na parede

GUILHERME FIUZA



Há uma grita injustificada no caso das provas semianalfabetas do Enem. Não dá para entender tanta indignação. Há anos o governo popular vem preparando o Brasil para a grande revolução educacional, pela qual a norma culta se norteará pelo português falado nas assembleias do PT. 

Como se sabe, depois de uma blitz progressista da presidente Dilma Rousseff e do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, livros didáticos passaram a ensinar que é certo escrever “nós pega o peixe”, entre outras formulações revolucionárias. Alguns especialistas teriam argumentado que o certo seria “nós rouba o peixe”, mas isso já é discussão interna deles.

Numa das redações que levaram nota máxima no Enem, o candidato escreveu “enchergar” – com “ch” em vez de “x”. Não há reparo a fazer, está perfeito o critério. Depois de três anos deixando o Enem à mercê dos picaretas, pois estava muito ocupado com sua agenda eleitoreira, Haddad elegeu-se prefeito.

Um fenômeno desses jamais aconteceria num país que enxerga – só num país que “encherga”. Está corretíssima, portanto, a observação por parte do estudante da nova norma culta.

Os que veem algum erro nisso não sabem acompanhar as velozes mudanças da língua, comandadas pela nova elite. O relato de Dilma Rousseff sobre seu encontro com o papa Francisco também mereceria nota máxima no Enem. Contou a presidente: “Ele estava me ‘dizeno’ que espera uma presença grande dos jovens (na Jornada da Juventude), na medida em que ele é o primeiro papa, ele é várias coisas primeiro”. Os corretores progressistas do Enem só dariam nota 1.000 a uma construção dessas porque não existe 1.001.

O novo recorde de aprovação que acaba de ser batido pelo governo e pela “presidenta” só comporta duas explicações possíveis: ou o Brasil está “enchergando” bem, ou o Brasil está “enchergano” bem.

Qualquer das duas hipóteses, porém, garante imunidade total à “presidenta” (que também é várias coisas primeira). Ela pode passear de helicóptero sobre as enchentes de Petrópolis e depois pousar, como uma enviada do Vaticano, para rezar pelas vítimas.

Os desabrigados de dois anos atrás na mesma região continuam sem as casas prometidas pelo governo popular. Há famílias morando em estábulos. Alguns quilômetros serra abaixo, casas oferecidas pelo governo popular para removidos de áreas de risco foram inundadas pelas últimas chuvas. Moradias do programa Minha Casa Minha Vida oferecem como bônus minhas goteiras, minhas rachaduras na parede.

O povo deve estar “enchergano” tudo isso, porque acolhe o helicóptero de Dilma como um disco voador em missão turística e reza com ela na igreja local, pedindo proteção a não se sabe quem. 

A aprovação popular ao estilo governamental de Dilma é comovente.

Quem distribui as verbas federais contra enchentes é o ministro da Integração, Fernando Bezerra Coelho – aquele que mandava cerca de 80% do dinheiro para Pernambuco, por acaso seu domicílio eleitoral.

As enxurradas podem levar casas e povoados inteiros, mas nada arranca Bezerra do cargo. A cada nova intempérie, é ele quem surge para rechear os comícios chorosos de Dilma com cifras voadoras, que servem basicamente para drenar as manchetes. Ainda de Roma, a chefa suprema da nação declarara que tomará “medidas drásticas” para remover os teimosos que insistem em morar em áreas de risco. O Brasil merece isso tudo.

A população culta também está “enchergano” bem. Todos chocadíssimos, batendo panela contra o pastor acusado de homofobia – nomeado para presidir a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Quem manda na Câmara? Quem fica caçando votos dos evangélicos, distribuindo vantagens a seus líderes, como o famigerado Ministério da Pesca? “Nós pega o peixe e entrega ao pastor”, reza a norma culta do governo popular. Quanto maior o rebanho, melhor a boquinha. Comissão de Direitos Humanos é troco.

Evidentemente, uma redação do Enem que enxergasse, com “x”, que o Brasil e suas instituições estão emprenhados de ignorância pela indústria do populismo levaria nota zero. A revolução petista não tolera esses arroubos elitistas. Prefere receita de miojo.  

Brasil mata os americanos de medo!!!!

Dilma foi à ONU e acabou com Barack Obama. Lendo com fúria o discurso terceiro-mundista que algum Marco Aurélio Garcia ajuntou para ela, deixou os yankees apavorados. Falando sobre espionagem digital, a presidente brasileira deu uma lição de direito e democracia aos americanos, com sua autoridade de aliada de Cuba, Irã, Síria e Venezuela. E Dilma fez mais: cancelou a visita que faria neste mês aos Estados Unidos. A maior potência mundial talvez não resista a esse golpe.

Obama inventou uma briguinha com o Congresso e fez seu governo parar de funcionar – tudo para ganhar tempo e pensar o que fará sem Dilma. A Casa Branca estaria tentando negociar pelo menos a substituição dela por outra grande líder do Brasil transparente – como Erenice Guerra ou Rosemary Noronha –, mas o Planalto estaria irredutível.

A ética petista não transige com espiões, não tolera governos que abusam de seu poder para fins de dominação política. Tanto que a espionagem do sigilo bancário do caseiro Francenildo foi feita sem qualquer invasão de privacidade – a conta era num banco estatal, e as estatais, como se sabe, são deles, e ninguém tem nada com isso. Inclusive, Marcos Valério levava tranquilamente sacos de dinheiro do Banco do Brasil para o PT, tudo em casa. Agora os Estados Unidos aprenderão com Dilma a respeitar o que é dos outros.

Alguns críticos neoliberais, elitistas e burgueses andaram dizendo que o discurso de Dilma na ONU foi uma bravata pueril, uma lambança diplomática. Disseram que Oswaldo Aranha e o Barão do Rio Branco se reviraram nas catacumbas com a transformação da assembleia da ONU em assembleia do PT, onde o que vale é rosnar contra o “inimigo” para excitar a militância e descolar uns votos. Esses críticos acham que a gritaria de Dilma em Nova York e o cancelamento de sua visita aos EUA fazem bem ao PT e mal ao Brasil. São uns invejosos.

Quando o assunto é espionagem e manipulação de dados protegidos, o governo popular sabe do que está falando. Uma de suas obras-primas na matéria foi o vultoso Dossiê Ruth Cardoso – uma varredura em registros contábeis sobre a ex-primeira-dama. Na ocasião, o primeiro escalão do governo Lula era denunciado por uso abusivo dos cartões corporativos. O material sobre as despesas de Dona Ruth não trazia nenhuma irregularidade, mas virou um “banco de dados” nas mãos da “inteligência” aloprada, acostumada a envenenar informação e jogar no ventilador.

O Dossiê Ruth Cardoso foi montado na Casa Civil pela ainda desconhecida Erenice Guerra. Sua chefe se chamava Dilma Rousseff – essa mesma que agora ensina Obama a não futricar a vida alheia.

Ela pode ensinar, porque entende de invasão. Segundo a ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira, a então ministra chefe da Casa Civil Dilma Rousseff – a quem Lina não era subordinada – ordenou-lhe que desse cabo de um processo envolvendo o companheiro Sarney. Após a denúncia, Lina aceitou ser acareada com Dilma, que dessa vez preferiu não se meter com ela.

Na campanha presidencial de Dilma em 2010, funcionários de seu comitê invadiram o sigilo fiscal da filha de seu adversário eleitoral. Era mais uma tentativa de dossiê, traficando dados protegidos por lei. Que Obama compreenda de uma vez: ou para de espionar os outros ou se filia ao PT, que aí não tem problema.


Enquanto Dilma lia seu panfleto na ONU, o Brasil registrava o primeiro deficit nas contas públicas desde 2001. O mês de agosto de 2013 passa à história como um marco do governo popular: após dez anos zombando das metas de inflação e de superavit, os pilares da estabilidade econômica, torrando dinheiro público com sua Arca de Noé ministerial e o dilúvio de convênios piratas, o PT conseguiu levar o Brasil de volta ao vermelho.

Mas está tudo bem. Basta olhar para os manifestantes nas ruas, ninjas, black blocs, sindicalistas e arruaceiros light para entender que o negócio hoje é brincar de revolução. Nessa linha, nada mais excitante que a “presidenta-mulher falando grosso” com os imperialistas. O Brasil entrega as calças, mas não admite acordar desse conto de fadas. Feliz 2019. 

Guilherme Fiuza- Revista Época

PAQ no lugar de PAC

A mãe do PAQ

O Brasil vive um programa de aceleração da queda. Só quem vê crescimento é a mãe coruja

RUTH DE AQUINO
05/11/2013 07h00

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A troca do C pelo Q não é erro de revisão. O Brasil vive um Programa de Aceleração da Queda (PAQ). Só quem vê “crescimento” é a mãe coruja, Dilma Rousseff, o pai, Lula, e o padrinho, Mantega. O objetivo não é afogar o leitor em números e porcentagens. Bilhões são um conceito tão remoto para nós quanto a moda ridícula dos desfiles “fashion”.

 Mas alguns valores e siglas precisam ser exibidos porque, em algum momento, quem pagará o pato é você – ou alguém duvida que a família do PAQ terá ainda mais fome de arrecadação em ano eleitoral? Para cobrir o rombo da saia, todos os impostos – como o IPTU, para citar apenas um – terão de ser aumentados acima da inflação. E outros, como a CPMF, serão relançados sob outro nome, para disfarçar o assalto. Aguentem os próximos parágrafos. Eles justificam os temores de quem sabe a diferença entre crescimento e queda.

 As contas públicas – e isso engloba União, Estados, municípios e estatais – tiveram um deficit de R$ 9,048 bilhões em setembro. O pior resultado em 12 anos, desde 2001. O governo diz que é um resultado “sazonal”, por causa da antecipação do 13o, do aumento do salário mínimo em 9%, da redução de receitas e da alta dos juros. Mas todo ano tem setembro e dezembro. Não se inventou ainda o ano de dez meses.

Como explicar o enorme deficit no Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) num país que comemora a queda no desemprego? Ele deve fechar o ano com menos R$ 7,2 bilhões, o pior resultado desde que foi criado, em 1990. Qual será a solução? O governo exigirá curso de reciclagem a quem quiser sacar o seguro-desemprego. Toma!

Pagamos menos de conta de luz? A redução carinhosa deu um curto-circuito nas contas públicas. A luz mais barata resultou em R$ 2 bilhões a menos nas receitas do Tesouro no mês de setembro. Alguém acha mesmo que o Tesouro ficará assim, mais pobrezinho? O populismo é uma doença autoimune e destrói as defesas do organismo. Ou alguém acha que as autoridades de São Paulo assumirão a caridade com passagens de ônibus? O IPTU existe para que, não é? É o mesmo princípio dos deputados e senadores, que praticam nepotismo cruzado para driblar a proibição de empregar parentes próximos. Os governos, quando acuados, praticam bondades com nosso dinheiro futuro. Já viu contribuinte ganhar alguma coisa na conta final? Toma!
O deficit de R$ 9 bilhões está maquiado pelo desempenho positivo nos Estados e municípios, que tiveram superavit. Se levarmos em conta só as despesas do governo federal com pessoal, programas sociais, custos de administração e investimentos, o rombo é maior. Faltaram R$ 10,5 bilhões no caixa do Tesouro em setembro. O pior resultado desde 1997. O superavit acumulado no ano até setembro é de R$ 27,9 bilhões. No mesmo período do ano passado, foi de R$ 54,8 bilhões. Há metas fiscais para 2013, o governo promete cumprir. Nos últimos quatro anos, a meta foi descumprida três vezes.

Não se amofine, o Brasil está no caminho certo em direção à “neutralidade”, segundo o Banco Central. Como se alguém pudesse ser neutro na história. Essas queixas todas não passam de papo de oposição. O importante é que existem o PAC e a intenção governamental legítima de investir em infraestrutura. É mesmo? O que se investiu nos últimos dois anos em infraestrutura foi pífio. Pouco mais de 2% do PIB. Não se pode culpar só a mãe pela magreza do filho. A família do PAC não se entende sobre coisas básicas, como o menu do almoço, as compras no mercado – ou se o setor privado será convidado.

Podemos achar difícil entender por que o país derrapa tanto na gestão de recursos. É fácil entender que, ao lado da ineficiência, existe a contribuição de ladrões travestidos de fiscais e de políticos. Imaginar que R$ 500 milhões, ou meio bilhão de reais, deixaram de entrar nos cofres públicos exatamente por quem deveria, na prefeitura em São Paulo, fiscalizar as contas e a liberação de grandes empreendimentos... É muito. E foi gente de confiança do ex-prefeito Gilberto Kassab. Eles enriqueceram com propina e fraude. Alguns prosseguiram na prefeitura de Fernando Haddad.
São Black Blocs de terno, gravata e colarinho-branco, que depredam na surdina o patrimônio público e agem sem pudor em todas as esferas governamentais, com o único intuito de surrupiar grana do povo, comprar coberturas de alto luxo e Porsches. Esse pessoal precisa tirar a máscara e ser preso.
Saca essa nova ação integrada das secretarias de Segurança, com o ministro da Justiça, para investigar e impedir agressões e vandalismo nas ruas? Pois é, também saíram de controle os abusos de autoridades e políticos. Eles arrombam cofres, depredam nossa autoestima e vandalizam nossa economia.

O golpe das invasões!!!!

Invasores nem aparecem na invasão

JORNAL DE BRASÍLIA 9/01/2014 


Operando de forma pontual em Brasília, o MTST — Movimento dos Trabalhadores Sem Teto — patrocina hoje uma invasão no bairro do Jardim Ângela, em São Paulo, que em um mês passou a contar com 8mil famílias. 
Há, porém, uma inovação:

Até o MTST reconhece que mais de metade dos ocupantes não reside na área invadida. Têm seus barracos, montados de acordo com um padrão do movimento, mas nem aparecem por lá.

Só figuram na lista para que, na eventualidade de se distribuírem lotes ou apartamentos em conjuntos habitacionais,tirarem a sua lasquinha.

Fica o registro de que o MTST procura agir com seriedade (!!!). Criou uma espécie de folha de ponto. Quem comparece menos tende a ir para o fim da fila

ONU declara serem terriveis as prisões brasileiras.E exige providencias.

ONU pede ação imediata para restabelecer a ordem no Maranhão.Parabéns PT!

08/01/2014 - 12h50
Carolina Sarres
Repórter da Agência Brasil 

Brasília - O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos pediu hoje (8) que as autoridades brasileiras tomem ações imediatas para restabelecer a ordem no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, na capital do Maranhão, São Luís, que tem passado por crise carcerária desde o ano passado, e que foi intensificada nas últimas semanas.

De acordo com o órgão, é lamentável ter de expressar preocupação com o "terrível" estado das prisões no Brasil. Em nota, o Alto Comissariado recomenda a redução da superlotação dos presídios brasileiros - não só no Maranhão - e o provimento de condições dignas aos detentos.

"Pedimos que as autoridades brasileiras conduzam investigações imediatas, imparciais e efetivas sobre esses eventos, processem os responsáveis e tomem as medidas apropriadas para colocar em vigor o Sistema Nacional de Prevenção e Combate à Tortura promulgado no ano passado", declarou o Alto Comissariado, sobre as mortes no presídio maranhense.

Em dezembro de 2013, a presidenta Dilma Rousseff assinou o decreto presidencial que instituiu o Sistema Nacional de Prevenção e Combate à Tortura. No momento da assinatura, Dilma disse que o Estado brasileiro não aceita nem aceitará práticas de tortura contra qualquer cidadão. Ontem (7), a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) divulgou nota repudiando a violência no Maranhão.

Nesta semana, o Ministério Público do Maranhão defendeu que o governo maranhense peça reforço de forças federais para controlar a situação no estado, enquanto o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, avalia se vai pedir intervenção do governo federal nos presídios maranhenses.

Após o agravamento da situação do Maranhão, a organização não governamental (ONG) Anistia Internacional também manifestou preocupação com a crise carcerária. Hoje (8), o caso repercutiu negativamente na imprensa internacional, que considera desumana a situação dos presídios brasileiros.
Edição: Davi Oliveira

Sorria, voce está sendo roubado.

Política

Sorria, você está sendo roubado. 

Guilherme Fiuza, O Globo

O “Financial Times” disse que o jeitinho brasileiro chegou ao comando da política econômica. O jornal britânico se referia à solidariedade entre os companheiros Fernando Haddad e Guido Mantega, num arranjo para que a prefeitura de São Paulo retardasse o aumento nas tarifas de ônibus, ajudando o Ministério da Fazenda a disfarçar a subida da inflação.

A expressão usada pelo “Financial Times” é inadequada. Os britânicos não sabem que esse conceito quase simpático de malandragem brasileira está superado. O profissionalismo do governo popular não mais comporta diminutivos.

No Brasil progressista de hoje, os números dançam conforme a música. E a maquiagem das contas públicas já se faz a céu aberto: o império do oprimido perdeu a vergonha.

No fechamento do balanço de 2012, por exemplo, os companheiros da tesouraria acharam por bem separar mais 50 bilhões de reais para gastar. Faz todo o sentido. Este ano as torneiras têm que estar bem abertas, porque ano que vem tem eleição e é preciso irrigar as contas dos aliados em todo esse Brasil grande. A execução do desfalque no orçamento foi um sucesso.

Entre outras mágicas, o governo popular engendrou uma espécie de “lavagem de dívida” para fabricar superávit. Marcos Valério ficaria encabulado.

O Tesouro Nacional fez injeções de recursos em série no BNDES, que por sua vez derramou financiamentos bilionários nas principais estatais, e estas anteciparam sua distribuição de dividendos, que apareceram como crédito na conta de quem? Dele mesmo, o Tesouro Nacional — o único ente capaz de torrar dinheiro e lucrar com isso.

Ao “Financial Times”, seria preciso esclarecer: isso não é jeitinho, é roubo.

A “contabilidade criativa” — patente requerida pelos mesmos autores dos “recursos não contabilizados” que explicavam o mensalão — não é vista como estelionato porque o brasileiro é um amistoso, um magnânimo, deslumbrado com seu final feliz ao eleger presidente uma mulher inventada por um operário. Não fosse isso, era caso de polícia.

A falsidade ideológica nas contas do governo Dilma rouba do cidadão para dar ao governo. Ao esconder dívidas e “esquentar” gastos abusivos, a Fazenda Nacional fabrica créditos inexistentes — que serão pagos pelos consumidores e contribuintes, como em toda desordem fiscal, através de impostos invisíveis. O mais conhecido deles é a inflação.

Em outras palavras: o jeitinho encontrado pelo companheiro-ministro da Fazenda para maquiar a inflação é um antídoto contra o jeitinho por ele mesmo usado para aumentar a gastança pública.
O maior escândalo não é a orgia administrativa que corrói os fundamentos da estabilidade econômica, tão dificilmente alcançada. O grande escândalo é a passividade com que o Brasil assiste a isso, numa boa.

Se distrai com polêmicas sobre “pibinho” ou “pibão”, repercute bravatas presidenciais sopradas por marqueteiros, e não reage ao evidente aumento do custo de vida, aos impostos mais altos do mundo que vêm acompanhados, paradoxalmente, por recordes negativos de investimento público. A bandalheira fiscal é abençoada por um silêncio continental. Nem a ditadura conseguiu esse milagre.

No auge da era da informação, o Brasil nunca foi tão ignorante. Acha que as baixas taxas de desemprego — fruto de um ciclo virtuoso propiciado pela organização macroeconômica — são obra de um governo com “sensibilidade social”.

Justamente o governo que está avacalhando a estabilização, estourando a meta de inflação e matando a galinha dos ovos de ouro. Esse Brasil obtuso acha que as classes C e D ascenderam ao consumo porque o que faltava, em 500 anos de história, era um governo bonzinho para inventar umas bolsas e distribuir dinheiro de graça(!!!)

Esse mal-entendido pueril gera uma blindagem política invencível. Os passageiros que assaram no Galeão e no Santos Dumont, no vergonhoso colapso simultâneo de dezembro, são incapazes de relacionar seu calvário ao caso Rosemary — a afilhada de Lula e Dilma que protagonizou o escândalo da Anac, por acaso a agência responsável pela qualidade dos aeroportos.

O governo popular transforma as agências reguladoras em cabides para os companheiros e centrais de negociatas, e o contribuinte sofre com a infraestrutura depenada como se fosse uma catástrofe natural, um efeito do El Niño. Novamente, nem os generais viveram tão imunes à crítica.

Com a longevidade do PT no Planalto, o assalto ao Estado vai se sofisticando. A área econômica, que era indevassável à politicagem, hoje tem a Secretaria do Tesouro devidamente aparelhada — um militante do partido com a chave do cofre. E tome contabilidade criativa.

Definitivamente, o Brasil não aprendeu nada com a lição do mensalão. Os parasitas progressistas estão aí, deitando e rolando (de tão gordos), rumo ao quarto mandato consecutivo.
Não contem para o “Financial Times”, mas a conta vai chegar.

Guilherme Fiuza é jornalista