segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Preocupação com países emergentes faz moedas nacionais caírem





PARIS, 27 Jan 2014 (AFP) - A preocupação com a situação econômica de vários países emergentes se estendia nesta segunda-feira, causando importantes depreciações em suas moedas nacionais.

"As moedas dos países emergentes se desvalorizaram desde meados de janeiro, mas dois elementos acentuaram as pressões", disse Sébastien Barbe, especialista de economias emergentes no Crédit Agricole: a queda na produção industrial em janeiro na China e a queda do peso argentino na semana passada, "fator que deu um passo a um certo movimento de pânico nos mercados".

As divisas dos países emergentes são vítimas da mudança da política monetária dos Estados Unidos, que está passando de uma extrema flexibilidade, com queda de taxas de juros, a um gradual endurecimento.

Isso provoca nos países emergentes uma fuga de capitais, agora atraídos pelo rendimento dos títulos norte-americanos.
A isso se soma, segundo Barbe, um certo "nervosismo político" em vários países, como Turquia, mas também em outros (Brasil, Índia, África do Sul, Indonésia) onde estão previstas eleições nacionais este ano.

A China completa o panorama. Quando a segunda economia mundial, um dos motores da recuperação mundial, mostra sinais de fragilidade - como a queda de sua produção industrial - crescem as preocupações com as nações emergentes.

O impacto de todos esses fatores foi muito visível nesta segunda-feira nas moedas nacionais.

O banco central turco anunciou uma reunião de urgência para terça-feira de seu comitê monetário, em um momento em que a lira turca (LT) continua em queda livre, alcançando novos mínimos, a mais de 2,38 LT por dólar e 3,26 LT por euro.

A lira padece, além disso, há quase dois meses os efeitos da tempestade política provocada por um escândalo de corrupção que respinga no primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan.

Na África do Sul, o rand sul-africano atingiu nesta segunda-feira um mínimo em cinco anos, afetado pela volatilidade dos capitais que saem dos mercados emergentes, mas também em um contexto particular de greves em suas minas de platina e dificuldades orçamentárias.

A moeda sul-africana chegou a 11,25 rands por dólar na manhã de segunda-feira.

"O rand caiu 25% frente ao dólar em relação a maio passado" destacou Shilan Shah, analista de Capital Economics. "Há risco de que continua caindo mais nos próximos meses" acrescentou.

A África do Sul faz parte do clube dos cinco países considerados frágeis pelos operadores - como Brasil, Índia, Indonésia e Turquia - devido a seus importantes déficits de contas correntes.

O rublo russo também continuava com sua desvalorização nesta segunda-feira, depois de ter alcançado na sexta-feira um mínimo histórico frente ao euro, quando superou o limite dos 47 rublos, batendo seu recorde estabelecido em fevereiro de 2009.

A moeda sofre com a desaceleração da economia da Rússia. Além disso, o banco central deste país decidiu reduzir progressivamente seu arsenal de medidas que sustentam o rublo, para deixá-lo flutuar livremente a partir de 2015.

O temor de um contágio à zona do euro dos riscos à espreita dos países emergentes foi, contudo, descartado nesta segunda-feira pelo presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem.

"Não acredito que haja contágio na zona do euro dos riscos nas economias emergentes", disse Dijsselbloem.

Contudo, as principais praças financeiras mundiais se orientam à queda nos últimos dias pela preocupação gerada pelas economias dos emergentes.

Também preocupa alguns economistas o fim do crescimento "a taxas chinesas" para muitos países emergentes, que entram agora em um período de turbulência sem ter reformado o suficiente suas economias.

A armadilha do PET

Notícias do Rio de Janeiro
 
Norbert Suchanek - Publicado em Quinta, 23 Janeiro 2014 12:22
Foi na última semana, quando uma amiga me enviou uma foto de seu quintal de permacultura, e com orgulho ela escreveu: "Olha estou reciclando garrafas de PET, utilizando no viveiro para as minhas plantinhas." A minha amiga se acha ecologicamente correta e consciente, mas sem querer ela entrou na armadilha da grande indústria do plástico e do petróleo.

Por anos, incontáveis de workshop de reciclagem ensinaram aos brasileiros, criancinhas, adultos, idosos, donas de casa, comunidades carentes e povos indígenas, a maravilha de “reciclar” garrafas PET. As garrafas de PET usadas passam então a servirem para várias coisas. 

Vasos para plantas, brinquedos, bijuterias, árvores de Natal, móveis ou qualquer coisa inimaginável. Paralelo a isso, foi criado um mercado de roupas com malha PET, identificada como ecologicamente correta. Camisas caríssimas porque salvam o Planeta, diz a propaganda.

Uma mentira que só virou verdade nesta sociedade do século 21, porque foram repetidas milhares vezes. 

A realidade é essa: O uso de uma garrafa PET velha no seu quintal ou em forma de roupa, ou como um “telhado verde”, não é reciclagem e nem preserva o meio ambiente. Reciclagem é quando uma garrafa PET velha vira uma garrafa PET nova, como é feito com as garrafas de vidro. 

Só assim o uso da matéria prima, o petróleo, e o gasto de energia estarão reduzidos. Mas o que acontece com a PET, na realidade, é o contrário disso. A garrafa PET na prática mundial não vira uma nova garrafa PET. A garrafa velha vira um outro produto, um processo que internacionalmente recebeu o nome “Downcycling”.

Ao contrário do vidro, a PET não pode ser reutilizada na linha de produção original e o seu processo de reciclagem de verdade é ainda caro e complicado. Por isso a indústria de embalagens prefere utilizar matéria prima para seus produtos e inventou a propaganda da PET-Recicling.

Novos mercados para o lixo de PET foram assim criados. A "reciclagem" está estimulando a produção de novas garrafas PET à base da matéria prima petróleo. Por exemplo, o novo mercado de Eco-Camisas, Eco-Bolsas ou Eco-mochilas de PET, precisa de produção de novas garrafas de PET à base da matéria prima. E isto é um ato contra a sustentabilidade, contra o meu ambiente e contra a nossa própria saúde.

Pior: ao contrário das fadas da propaganda da indústria química, a produção de PET nem é fácil ou limpa. Além do uso de petróleo, também várias substâncias tóxicas são necessárias ou são criadas durante o processo. Por exemplo, a indústria está usando trióxido de antimônio no processo de fazer PET. 

Mas antimônio é um metal pesado venenoso e pode criar câncer. “A Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC) classifica o trióxido de antimônio no Grupo 2B – possivelmente carcinogênico para o ser humano.”

A substância orgânica Bisfenol-A (BPA) é um outro grande vilão na produção de garrafas de plástico e de outras embalagens. Esta substância de fórmula (CH3)2C(C6H4OH)2 é um estrogênio sintético e pode causar câncer e infertilidade. Já foi provado há anos que o Bisfenol-A pode contaminar os líquidos dentro das garrafas de PET ou de outros plásticos.

Quem compra garrafas de PET e as usam no seu quintal como um viveiro ou quem cria um sofá de PET ou bijuterias, também está responsável pela continuidade ( e até pela promoção) do uso do petróleo, pela mineração de antimônio e seus efeitos danificadores e pela contaminação do meio ambiente com substâncias tóxicas e cancerígenas.

O mundo não precisa de garrafas, camisas ou viveiros de PET. Vidro é o melhor material para guardar qualquer bebida, inclusive a água. As garrafas de vidro podem ser reutilizadas centenas de vezes. E o material de vidro pode ser reciclado sem fim. O próprio vidro é a melhor matéria prima para fazer vidro.

Fonte: EcoDebate.



 

Manual de Guerrilha MST.Será verdade?

Doutrinação Socialista nas Escolas - Crianças doutrinadas pelo MST


Dilma convoca ministros para reunião de emergência sobre protestos anticopa

Josias de Souza


Em viagem ao exterior, Dilma Rousseff convocou uma reunião de emergência para quando retornar ao Brasil. Chamou para o encontro três ministros: José Eduardo Cardozo (Justiça), Celso Amorim (Defesa) e Aldo Rebelo (Esportes). Pretende esboçar uma estratégia para lidar com os protestos contra a realização da Copa do Mundo.

Dilma tomou essa decisão após ouvir relato sobre as manifestações de rua ocorridas no final de semana, informa o Estadão. Num desses protestos, em São Paulo, a PM perseguiu um jovem de 22 anos. Baleado por um policial, o manifestante foi levado para o hospital, onde se encontra em estado grave.

Surpreendida pelo ronco de junho do ano passado, uma espécie de sorvo de gigante que levou embora quase metade de sua popularidade, a presidente agora se esforça para antever os fatos, esvaziando-os. Tenta evitar que as ruas voltem a ferver durante a Copa. Parece intuir que o prejuízo eleitoral pode ser grande.

'Crescimento de 2% não é otimismo', diz presidente do BC



O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, disse nesta segunda-feira que não está otimista com a situação da economia brasileira neste ano, mediante perspectivas de crescimento de cerca de 2% com a atual inflação próxima ao teto da meta.

"Eu não estou otimista com a situação. Eu acho que estes são tempos de desafios para todos, pois estamos em uma transição", disse Tombini em uma palestra a estudantes em Londres.

Após uma apresentação sobre perspectivas da economia brasileira para 2014, em que destacou números positivos de geração de empregos e de queda de custos de energia e de produção, ele foi questionado por uma integrante da plateia se sua visão não seria "otimista demais".

"Na minha visão, eu não sou otimista. O Brasil crescendo a 2% não é nada otimista. Inflação [flutuando] acima da meta não é nada otimista. O que estou passando é uma mensagem realista sobre onde estamos, o que estamos fazendo e quais são os focos da nossa ação daqui para frente."

Ele disse que, neste momento, é necessário fazer um diagnóstico claro da situação e reagir de forma adequada. Tombini afirmou que, para segurar a inflação, o Brasil reagiu aumentando os juros em 325 pontos da taxa Selic.

A previsão mais recente do FMI é de que a economia brasileira crescerá 2,3% em 2014.

Tombini disse que a inflação brasileira em janeiro deve ficar por volta de 5,7%, mostrando uma desaceleração em relação a dezembro e se mantendo abaixo do teto da meta do governo, de 6,5%.

Produtividade

Em sua exposição, o presidente do Banco Central disse que o Brasil, mesmo crescendo abaixo do potencial nos últimos três anos, conseguiu gerar 4,5 milhões de emprego com inclusão social. Para Tombini, o desafio agora é aumentar a produtividade dos trabalhadores brasileiros, com programas voltados para a educação acadêmica e técnica dos trabalhadores.

Ele falou que a confiança dos industriais brasileiros na economia aumentou de forma marginal nos últimos meses, mas que ainda é "preciso fazer mais" para estimular novos investimentos na criação de fábricas.

Sobre o cenário internacional, Tombini falou que o momento exige "muita cautela" das economias avançadas, que estão retirando estímulos financeiros que beneficiaram os índices de crescimento em países emergentes nos últimos anos.

Tombini disse que, de maio a setembro do ano passado, os rumores sobre o fim do programa americano de estímulos financeiros provocaram grande volatilidade do real.

Mas ele viu uma "melhora na comunicação" por parte das autoridades americanas a partir de dezembro. Desde então, segundo ele, mesmo com o anúncio formal do começo do fim dos estímulos, os mercados já não tiveram tanta volatilidade.

Criminosos tentam roubar retroescavadeira em obra de viaduto

Local é o mesmo onde morreu afogado um rapaz de 20 anos e uma criança em um ônibus no ano passado
 
Thatyane Nardelli
thatyane.nardelli@jornaldebrasilia.com.br


Na madrugada desta segunda-feira (27), bandidos tenaram roubar a retroescavadeira da obra do viaduto da QNM 5/7, em Ceilândia. 

De acordo com o responsável por manusear a máquina, os vidros foram quebrados. Os assaltantes tentaram levar, ainda,  o computador de bordo da retroescavadeira, no entanto, apenas uma garrafa d'água foi levada.

O local está em obras desde a última terça-feira (22), quando um rapaz de 20 anos morreu afogado dentro de um carro. No momento em que o veículo ficou preso no viaduto, a água chegou a atingir dois metros de altura. 

Problema antigo

Em outubro de 2013, um ônibus escolar do GDF ficou preso no mesmo viaduto durante uma tempestade. A menina Geovana Moraes Oliveira, de 6 anos, ficou presa no cinto e morreu afogada. Outras quatro crianças foram encaminhadas para o Hospital de Ceilândia e se recuperaram. 

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

Dilma inaugura, em Cuba, porto financiado pelo BNDES

Obra custou US$ 957 milhões
 
A presidente Dilma Rousseff vai inaugurar nesta segunda-feira, dia 27, a primeira etapa do Porto de Mariel, a 45 quilômetros de Havana, capital de Cuba. O porto é a grande aposta do país de regime comunista para mudar sua economia. Custou US$ 957 milhões e, deste total, US$ 682 milhões foram financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).


Da quantia financiada pelo BNDES para a construção de Mariel, pelo menos US$ 80 milhões serão gastos no Brasil na compra de bens e serviços comprovadamente brasileiros, de acordo com informações do governo.

Por causa desse acordo, empresas brasileiras se dispuseram a participar do empreendimento, mediante a exportação dos serviços que prestam e dos bens fabricados no Brasil.

Companhias italianas, espanholas e francesas também devem se instalar no porto, que terá uma Zona de Desenvolvimento Especial, como na China, com 265 quilômetros quadrados.

A responsável pela obra é a empreiteira Odebrecht. Dilma desembarcou neste domingo em Havana, onde foi recepcionada no aeroporto José Martí pelo ministro de Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro, Rodrigo Malmierca. Depois de inaugurar a primeira parte do Porto de Mariel, ela participará, na terça-feira, 28, da abertura da II Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).

O encontro da Celac marca o retorno de Cuba aos organismos de integração regional. Suspenso da Organização dos Estados Americanos (OEA) em 1962, o país é anfitrião da cúpula, que vai reunir 33 chefes de Estado e de governo e tem como tema a redução da pobreza e o combate às desigualdades regionais. A defesa da paz, do multilateralismo e o desarmamento nuclear também estão na agenda da cúpula.

Fonte: Agencia Estado

Ministro do Trabalho será chamado a depor em inquérito sobre desvio de verbas para o PDT.

A Polícia Federal vai chamar o ministro do Trabalho, Manoel Dias, para depor em inquérito que investiga desvio de verbas do ministério para o PDT. 

A decisão foi tomada após John Sievers Dias, ex-dirigente do diretório pedetista em Santa Catarina, confirmar em depoimento o teor de entrevista concedida em setembro ao jornal 'O Estado de S.Paulo'. O ex-dirigente disse que Manoel Dias montou um esquema para que funcionários do partido recebessem, sem trabalhar, salários de uma entidade que mantinha convênios com a pasta.

Na delegacia da Polícia Federal em Itajaí (SC), Sievers reiterou na semana passada ter sido chamado por Dias, ou "Maneca", a uma reunião em 2008. 

No encontro, conforme o depoimento, o agora ministro acertou com representantes da Agência de Desenvolvimento do Vale do Rio Tijucas e Rio Itajaí Mirim (ADRVale) pagamentos mensais pelos serviços que Sievers prestava, na prática, à Universidade Leonel Brizola, braço do partido para a formação de militantes. 

Na época, Dias presidia o PDT-SC, era secretário-geral da sigla e comandava a universidade.
Sievers entregou cópias de extratos bancários aos investigadores. Segundo o ex-dirigente, duas transferências de R$ 1,3 mil cada foram feitas pela ADRVale - que mantinha convênios com o Ministério do Trabalho. Em outras duas ocasiões, o dinheiro lhe teria sido entregue pelo próprio Dias.

Procurado pela reportagem neste domingo, 26, o ex-dirigente do PDT em Santa Catarina confirmou as declarações à Polícia Federal: "Repeti lá o que havia dito antes".

Questionado pela reportagem ontem, 25, Dias disse "jamais" ter feito acerto para que pedetistas recebessem pela agência. Ele não quis fazer mais comentários a respeito.

Foro

A PF já identificou outros dois supostos funcionários fantasmas da entidade, que pretende ouvir nas próximas semanas. Por ser ministro, Dias tem foro privilegiado e não é obrigado a prestar o depoimento no inquérito que corre em Itajaí. Ele só pode ser investigado com autorização do Supremo Tribunal Federal. A PF aposta, no entanto, que o ministro do Trabalho não vai se recusar a colaborar com as investigações.

A partir dos novos depoimentos, o delegado Annibal Gaya, que conduz o inquérito, decidirá se pede à Justiça Federal que remeta o caso ao STF para investigação específica sobre o ministro. Além da folha de fantasmas, o inquérito apura outras irregularidades na execução de convênios pela ADRVale.

O Trabalho firmou seis parcerias com a entidade, que era dirigida por pedetistas, repassando R$ 11,3 milhões. Todas são do período em que Carlos Lupi (PDT-RJ), aliado de Dias, comandava a pasta. Lupi deixou o cargo em 2011 em meio a suspeitas de corrupção no ministério, durante a "faxina" da presidente Dilma Rousseff. Dias foi nomeado no início do ano passado, numa costura para manter o partido na aliança de Dilma em sua campanha à reeleição, este ano.

Uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU), revelada pela reportagem, diz que a ADRVale repassou dinheiro a pelo menos 55 militantes do PDT sem comprovar se, de fato, eles prestaram serviços à entidade. Ao menos 17 são ou eram filiados ao partido em Santa Catarina. Entre eles, constam auxiliares de Dias no Trabalho.

A ADRVale nega irregularidades. De acordo com a entidade, os contratados para a execução dos convênios trabalharam, de fato, tendo ou não vínculo partidário. 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Agencia Estado


PT acredita que haverá segundo turno nas eleições

Cenário tem sido traçado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
 
O cenário econômico ruim e a expectativa do retorno dos protestos populares durante a Copa do Mundo fazem com que o governo federal, o PT e partidos aliados deem como certo que a eleição presidencial deste ano só será decidida no 2.º turno.

Somam-se a esses fatores o desgaste da máquina do governo, que vai completar 12 anos sob o comando petista, além do surgimento de novas candidaturas nunca antes testadas pelo eleitor em nível federal, como as do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e a do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).

"A disputa será muito difícil. Não temos expectativa de vencer no primeiro turno. Por isso, o patamar dessa campanha é vencer a eleição", afirmou o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, em recente reunião para tratar da campanha petista.


O presidente nacional do PT, Rui Falcão, por intermédio de sua assessoria, foi na mesma linha de Gilberto Carvalho: disse que não trabalha com a possibilidade de vitória no primeiro turno. O cenário também tem sido traçado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas conversas que vem mantendo com a direção do PT e aliados.

O mesmo declarou o vice-presidente da Câmara, deputado André Vargas (PT-PR). "O PT trabalha com o 2.º turno. Mesmo quando o governo Lula deslanchou, em 2006, houve 2.º turno, o que se repetiu na eleição da presidente Dilma Rousseff. O natural é que haja 2.º turno".

Muito diferente, portanto, do levantado pelo marqueteiro João Santana, em outubro, em entrevista à revista Época. Na ocasião, ele previu uma vitória fácil da presidente porque, segundo ele, "ocorrerá uma antropofagia de anões". Procurado pela reportagem para falar sobre a possibilidade de vitória de Dilma no primeiro turno, por telefone e por e-mail, Santana não respondeu se suas previsões ainda se confirmavam.

É justamente esse cenário indefinido que faz com que Lula tenha orientado Dilma a, desde já, amarrar as alianças políticas, por meio da reforma ministerial e da concessão de espaço nos Estados, para que nenhum dos atuais aliados possa trocar o PT pelas candidaturas adversárias. Nos últimos dias, Rui Falcão pegou a estrada para resolver pendências em Brasília, Recife, Natal, João Pessoa e Vitória.

Os aliados também já preveem a disputa em dois turnos. "Não acredito em vitória no primeiro turno. O exemplo está aí nas três últimas eleições", disse o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ). "Acho que vai ter 2.º turno", declarou o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI).

Oposição. Principais candidatos da oposição, Aécio e Campos fizeram pacto de não agressão como estratégia para levar a disputa ao 2.º turno. O alvo de ambos será único: Dilma. "Vamos conversar sempre. Não existe entre nós a possibilidade de uma briga. Ninguém vai ousar mais do que recomenda a disputa saudável", disse Campos à reportagem.

Ele disse ainda ter feito acordo com a ex-ministra Marina Silva para enquadrar todas as alas da Rede, que se abriga no PSB, e que, vez por outra, ameaçam uma crise na coligação. Na quinta-feira, 23, Marina desautorizou a ala mineira da Rede que atacou a aliança com o PSDB.

Para Aécio, o 2.º turno é certo. "Quando não há uma convicção clara a favor da manutenção do governo, a população aposta no segundo turno. É o que vai ocorrer. O índice de aprovação do atual governo e aquele que aponta os que querem mudança indicam isso", afirmou à reportagem. 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Agencia Estado

PF investiga contratos públicos que somam R$ 15,6 bi

DF é a Unidade da Federação onde estão sob suspeita contratos que manejam o maior volume de recursos: R$ 5,85 bilhões
 
A Polícia Federal (PF) investiga contratos da administração pública que somam R$ 15,6 bilhões em investimentos do Tesouro por suspeita de fraudes e corrupção.

O acervo de negócios sob investigação com dinheiro da União atingiu marco histórico no desempenho da corporação em 2013. É a primeira vez que a PF divulga o mapeamento das investigações de crimes contra os cofres públicos.

Há 12.870 inquéritos em curso em todo o País que apuram delitos dessa natureza - peculato, desvios, violação à Lei de Licitações por cartéis e outros atos lesivos ao patrimônio público.

Esse número representa quase 12% de todas as investigações da PF, que totalizam 108.822 inquéritos.

A Região Nordeste é a mais afetada pela ação do crime organizado. Ela concentra 5.371 inquéritos, 41,7% dos procedimentos.

A PF atribui essa demanda ao fato de a União destinar mais constantemente um maior volume de verbas para cidades e Estados sob a tutela da carência e da exclusão. "É uma questão de proporcionalidade", afirma a corporação.

O Distrito Federal é onde a PF mantém sob suspeita contratos que manejam o maior volume de recursos: R$ 5,85 bilhões. O argumento é que Brasília aloja a rede de ministérios e autarquias federais, fontes de dinheiro para projetos e programas de toda sorte e natureza que atendem a emendas parlamentares e pleitos de gestores estaduais e municipais.

Na sequência aparecem Rio de Janeiro (R$ 4,5 bilhões) e Goiás (R$ 1,2 bilhão). Em São Paulo, somam R$ 128,82 milhões os recursos aportados em contratos sob investigação. São valores investidos em obras e serviços por meio da grande massa de contratos públicos. Não quer dizer que tudo tenha sido desviado. "Pode ser menor (o desvio), pode ser maior", pondera o diretor-geral da PF, delegado Leandro Daiello.

Meta prioritária

O cerco à corrupção e desvios tornou-se meta prioritária da PF. Desde 2011, a corporação já contabiliza 3 mil inquéritos contra prefeituras por mau uso de dinheiro público federal, principalmente nas áreas da saúde e da educação, destinatárias da maior fatia de valores porque são verbas carimbadas do Orçamento da União. Nesse cenário, os acusados são prefeitos e ex-prefeitos, enquadrados nos chamados "crimes de prefeitos".

A PF informa que estabeleceu há alguns anos sua prioridade de atuação em dois eixos bem definidos: o combate à corrupção e a prevenção e repressão ao tráfico de entorpecentes, notadamente nas regiões de fronteira. "Casos de repercussão nacional e de visibilidade não possuem influência no sucesso de nossas operações nem mesmo pautam a nossa atuação", afirma Daiello.

Em 2013, a PF fez 487 prisões e conduções coercitivas no combate à corrupção. Desse contingente, 31 são servidores públicos. Só não é maior esse número porque recentes mudanças legislativas deram espaço para decisões judiciais que substituem ordens de prisão pelo afastamento cautelar dos servidores de suas atividades.

Estratégia

Das 296 operações especiais deflagradas - até meados de dezembro -, 56 tiveram como alvo crimes contra a gestão pública, ou 19% de todas as missões especiais no ano. Em 2012, a PF efetuou 46 operações contra a corrupção, 15% do total das grandes mobilizações.

A direção da PF tem orientado seus agentes a prepararem inquéritos enriquecidos com provas testemunhais, documentais e periciais.

A estratégia de Daiello, endossada pelo ministro José Eduardo Cardozo (Justiça), é que os inquéritos, os pedidos de prisão e medidas restritivas - como quebra de sigilo, bloqueio de ativos e monitoramento - tenham respaldo cabal da Justiça.

Amparada em inquéritos com esse padrão, a Justiça de Alagoas confiscou no ano passado R$ 344,9 milhões em bens e valores de suspeitos.

Os cartéis também entraram na mira da PF. No Acre, foi desencadeada a Operação G7, com a identificação de 7 empresas da construção civil que atuavam em conluio para fraudar licitações de obras públicas em 5 municípios. Em 6 contratos, no valor de R$ 40 milhões, o prejuízo foi de R$ 4 milhões.

No Maranhão, onde a PF investiga contratos no valor total de R$ 115,85 milhões, a Justiça bloqueou R$ 5,15 milhões no âmbito da Operação Cheque em Branco - que flagrou 7 prefeituras em desvios de recursos destinados a hospitais e ao ensino básico. Os gestores utilizavam-se das contas públicas para emitir cheques e formulários de saque em branco, em garantias a agiotas de valores tomados emprestados para custeio de campanhas políticas.

Em razão dos acordos e das dívidas os prefeitos favoreciam empresas dos mesmos agiotas, contratando-as para fornecimento de bens e serviços. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Agencia Estado

Anvisa suspende comércio e uso do antibiótico Claritromicina.


  • 24/01/2014
  • Brasília
Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil Edição: Valéria Aguiar
 
Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicada hoje (24) no Diário Oficial da União determina a suspensão da distribuição, do comércio e do uso, em todo o território nacional, do lote 438569 do antibiótico Claritromicina 250mg/5ml grânulos para suspensão oral, fabricado pela empresa EMS S/A.
De acordo com o texto, laudo da Fundação Ezequiel Dias apresentou resultado insatisfatório em análise de teor de princípio ativo no medicamento. 

A Anvisa determinou ainda que a empresa promova o recolhimento do estoque existente no mercado relativo ao lote em questão.

A resolução entra em vigor a partir de hoje.

Em nota, a EMS informa que já havia iniciado o recolhimento de forma voluntária do lote do produto em 24 de outubro de 2013. Disse ainda que o laboratório está realizando todos os procedimentos cabíveis nos órgãos regulatórios em relação ao recolhimento.

Defesa Civil reconhece situação de emergência causada por desastres naturais em 26 municípios


  • 27/01/2014 10h47
  • Brasília
Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil Edição: Talita Cavalcante
Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

Portaria do Ministério da Integração Nacional publicada hoje (27) no Diário Oficial da União reconhece situação de emergência em 26 municípios atingidos por desastres naturais. As cidades ficam nos estados de Alagoas, Minas Gerais, Santa Catarina, da Bahia, Paraíba, do Espírito Santo, Maranhão e do Rio Grande do Sul.

De acordo com o texto, dez dos 26 municípios sofrem com a seca ou estiagem, seis, com chuva intensa e dez, com enxurradas, inundações e deslizamentos. O reconhecimento é necessário para que os municípios recebam ajuda federal de assistência às vítimas e outras ações emergenciais.

Números de celulares terão um dígito a mais em cinco estados


    Ana Cristina Campos - Repórter da Agência Brasil Edição: Denise Griesinger

    Os números de telefone celular dos estados do Amazonas, Pará, Maranhão, Amapá e Roraima terão um dígito a mais a partir de 2 de novembro. O dígito 9 deve ser incluído antes dos números com DDD 91, 92, 93, 94, 95, 96, 97, 98 e 99. O aviso foi publicado hoje (27) no Diário Oficial da União.
    Celular
    Usuários de celular no Norte do país terão de acrescentar o dígito 9 para completar chamadasAntônio Cruz/Agência Brasil
    Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), após 2 de novembro, as ligações feitas com oito dígitos ainda serão completadas por tempo determinado, para adaptação das redes e usuários. As pessoas receberão mensagens com orientações sobre a nova forma de discagem. Após o período de transição, as chamadas com oito dígitos não serão mais completadas.

    Além das adequações técnicas por parte das prestadoras de serviço de telecomunicações, a medida vai demandar adequações em equipamentos e sistemas privados como, por exemplo, equipamentos de PABX e agendas de contato.

    No final de outubro, os números de telefone celular do Rio de Janeiro e do Espírito Santo sofreram a alteração. O dígito 9 foi acrescentado antes dos números que têm DDD 21, 22 e 24, 27 e 28. O DDD 11, da cidade de São Paulo, passou pela mudança em julho de 2012 e, em agosto do ano passado, foi a vez dos demais DDDs do estado (12, 13, 14, 15, 16, 17, 18 e 19). A Anatel informou que o nono dígito será implementado em todo o país até o fim de 2016.

    Fraudes no Minha Casa Minha Vida lideram ranking de investigações no MP