quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Meio ambiente Emissões brasileiras de gases estufa aumentaram 7,8% em 2013

VEJA

Novo estudo constatou que as mudanças de emissões estão relacionadas ao desmatamento e à geração de energia, com o maior uso de termelétricas

dióxido de carbono


O dióxido de carbono liberado pela queima de carvão, petróle e gás natural é um dos principais gases do efeito estufa — e um dos causadores do aquecimento global (Thinkstock/VEJA) 

 
As emissões brasileiras de gases do efeito estufa aumentaram 7,8% em 2013, comparado ao ano anterior. Os dados, divulgados nesta quarta-feira, são do Seeg (Sistema de Estimativa de Emissões de Gases do Efeito Estufa), sistema paralelo ao do governo federal. Isso significa que a quantidade emitida aumentou de 1,45 bilhão de toneladas de CO2 equivalente (medida usada para comparar emissões de gases do efeito estufa, com base no dióxido de carbono) para 1,56 bilhão.


O novo estudo constatou que as mudanças de emissões estão relacionadas ao desmatamento e à geração de energia, com o maior uso de termelétricas, que necessitam de combustíveis fósseis. O total de emissões por pessoa atingiu 7,8 toneladas de CO2, ante 7,5 toneladas em 2012.


Na divisão por Estado, o Pará é o líder das emissões, com 175,8 milhões de toneladas de CO2 equivalente, a maior parte vinda do desmatamento da Amazônia. Em segundo lugar ficou o Mato Grosso, com 147 milhões de toneladas, também decorrentes principalmente pela destruição da vegetação.

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Congresso Maioria dos integrantes da CPI recebeu doação de empreiteiras investigadas

VEJA

33 dos 58 membros da comissão obtiveram recursos eleitorais das construtoras alvo da Lava Jato. Líderes petistas foram os mais beneficiados

Gabriel Castro, de Brasília
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Executivos presos na sétima fase da Operação Lava Jato, são liberados pela Polícia Federal, na noite desta terça-feira (18/11), na sede da Polícia Federal em Curitiba





Executivos presos na sétima fase da Operação Lava Jato, são liberados pela Polícia Federal, na noite desta terça-feira (18/11), na sede da Polícia Federal em Curitiba - Junior Pinheiro/Folhapress


Levantamento do site de VEJA mostra que 33 dos 58 integrantes da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras já receberam doações de campanha de empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato da Polícia Federal. A impressionante engrenagem financeira atingida pelas investigações expôs a estreita ligação entre grandes contrutoras e políticos. De acordo com os investigadores, parte dos valores desviados da Petrobras era doada legalmente durante as campanhas. E, embora a simples doação não signifique que o político contemplado tenha cometido alguma irregularidade, a dimensão da lista de parlamentares beneficiados pelo setor chama a atenção.



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Mais do que contabilizar o valor doado, o levantamento tem como objetivo mensurar a influência das empreiteiras entre os que integram a comissão que tem a missão de investigá-las. Por isso, a tabela priorizou os dados de 2014. No caso dos parlamentares que não foram beneficiados por uma dessas empresas na eleição deste ano, foi feita uma segunda checagem: a das finanças da campanha que garantiu a eles o atual mandato - em 2010 ou, no caso de alguns senadores, 2006.



A conclusão é essa: dezessete dos 31 titulares e dezesseis dos 27 suplentes da CPI receberam recursos dessas companhias. É uma bancada suprapartidária. Mas dois petistas parecem ser os preferidos das grandes construtoras. O senador José Pimentel (PT-CE) obteve 1 milhão de reais da Camargo Correa na eleição que lhe garantiu o atual mandato, quatro anos atrás. O parlamentar é líder do governo no Congresso. Também em 2010, o atual líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), recebeu 1 milhão de reais da Camargo Correa, 500.000 reais da OAS e 30.000 reais da Galvão Engenharia. São os maiores valores dentre todas as doações compiladas pelo site de VEJA.

Titulares

Senadores

Gim Argelo (PTB-DF) 712.500 reais da Andrade Gutierrez, em 2014
Ciro Nogueira (PP-PI) 150.000 reais da Camargo Corrêa, em 2010.
José Pimentel (PT-CE) 1 milhão de reais da Camargo Corrêa, em 2010
Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) 500.000 reais da Camargo Corrêa, em 2010
Humberto Costa (PT-PE) 1 milhão de reais da Camargo Corrêa, 500.000 reais da OAS e 30 000 reais da Galvão Engenharia, em 2010
Antonio Aureliano (PSDB-MG) 40.000 da Odebrecht em 2006, quando se elegeu suplente de Eliseu Resende
Mário Couto (PSDB-PA) 4.874 reais da Queiroz Galvão, em 2014
Jayme Campos (DEM-MT) 25.000 reais da Camargo Corrêa, em 2006

Deputados

Marco Maia (PT-RS) 50.000 reais da Mendes Júnior e 30.000 reais da Galvão Engenharia, em 2010
Sibá Machado (PT-AC) 25.000 reais da OAS e 95.000 da Engevix, em 2014
Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) 732.000 da OAS, em 2014
José Carlos Araújo (PSD-BA) 16.974 reais da OAS, em 2014
Antonio Imbassahy (PSDB-BA) 76.875 reais da UTC e 250.000 da OAS, em 2014
Rodrigo Maia (DEM-RJ) 300.000 reais da UTC, em 2010
Júlio Delgado (PSB-MG) 200.000 reaisda Andrade Gutierrez, 100.000 reais da Queiroz Galvão e 80.000 reais da Odebrecht, em 2014
Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) 2.343 reais da Engevix, em 2014
Enio Bacci (PDT-RS) 50.000 reais da Queiroz Galvão, em 2014

Suplentes

Senadores

Inácio Arruda (PCdoB-CE) 100.000 reais da Camargo Corrêa, em 2006
Ana Rita (PT-ES) 75.000 reais da Mendes Júnior em 2006, quando se elegeu como suplente na chapa de Renato Casagrande
Paulo Paim (PT-RS) 2.000 reais da Queiroz Galvão, em 2010
Wellington Dias (PT-PI) 350.000 reais da OAS e 200.000 da UTC, em 2014.
Flexa Ribeiro (PSDB-PA) 100.000 da Galvão Engenharia, em 2010
Blairo Maggi (PR-MT) 25.000 da Camargo Corrêa, em 2010

Deputados

Iriny Lopes (PT-ES) 190.000 reais da Andrade Gutierrez, 95.000 reais da OAS e 95.000 reais da Queiroz Galvão, em 2014
Eduardo Cunha (PMDB-RJ) 500.000 da Camargo Corrêa, em 2010
Jaime Martins (PSD-MG) 200.000 reais da Andrade Gutierrez, em 2014
Izalci (PSDB-DF) 150.000 reais da Odebrecht, em 2014
José Otávio Germano (PP-RS) 100.000 reais da Queiroz Galvão, em 2014
Onyx Lorenzoni (DEM-RS) 200.000 reais da Andrade Gutierrez, em 2014
João Carlos Bacelar (PR-BA) 3.276 reais da OAS e 2.855 reais da UTC, em 2014
Augusto Coutinho (SD-PE) 30.000 reais da Odebrecht em 2014
Antonio Brito (PTB-BA) 4.437 reais da OAS e 2 855 da UTC, em 2014
Marcos Rogério (PDT-RO) 100.000 reais da Queiroz Galvão, em 2014

'Schumacher está paralisado e em uma cadeira de rodas'

Automobilismo

Ex-piloto de F1 tetraplégico, Philippe Streiff diz que alemão tem dificuldade de fala

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Michael Schumacher em Madonna Di Campiglio, em  janeiro de 2006, na Itália




Michael Schumacher em Madonna Di Campiglio, em janeiro de 2006, na Itália - Alessandro Bianchi/Reuters/VEJA

O ex-piloto francês Philippe Streiff, de 59 anos, disse em entrevista à rádio Europe 1, nesta quarta-feira, que o heptacampeão de F1, o alemão Michael Schumacher, está paralisado. "Schumacher está melhor, mas isso é relativo. Ele não fala, está paralisado e em uma cadeira de rodas. Ele tem problemas de memória e de fala", disse o francês, que ficou paraplégico após sofrer um acidente durante um teste da F1 em Jacarepaguá, há 25 anos.
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Jean-Pierre Clatot/AFP/VEJAEx-piloto Philippe Streiff afirmou na sexta que Michael Schumacher não corria mais risco de vida, durante visita ao alemão internado em Grenoble
O ex-piloto Philippe Streiff
Schumacher, de 45 anos, se acidentou no dia 29 de dezembro de 2013, enquanto esquiava nos Alpes Franceses com a família e amigos. Na parte de fora da pista, o alemão caiu e bateu a cabeça em uma pedra. Da estação de Méribel, ele foi transportado para o Centro Hospitalar de Grénoble, onde recebeu a visita de Streiff. Na época, o ex-piloto francês declarou que Schumacher teria grande chance de ficar paralítico e com problemas para se comunicar.
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No início de setembro, Schumacher apresentou um quadro de saúde mais estável e segue em tratamento em sua mansão na Suíça. O último contato da família foi feito dia 13 de novembro, quando postou uma mensagem no site do piloto, agradecendo pelo apoio dos fãs.


(Com agência Gazeta Press)

Conforme o antevisto aqui, conforme o óbvio, conforme o fatal, conforme o evidente, programa de Fernando Haddad faz crescer a Cracolândia! Ação de prefeito na região é criminosa! Cadê o Ministério Público?



Vejam esta foto:
FOTO FLUXO CLEVELAND 20H 191114
Alguns bobos sugerem que sinto raiva do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT). Eu? Não! Sinto por ele e por suas ideias um profundo desprezo intelectual. Este senhor representa tudo aquilo que mais repudio em política: a transformação da miséria e da abjeção numa categoria de pensamento. Jamais houve um prefeito na cidade tão orientado a atender às demandas dos ricos e descolados como o fanático do ciclofaixismo. Os pobres que se danem. Por que isso?

Leio o seguinte em reportagem de Giba Bergamin Jr. e Apu Gomes, na Folha desta quinta:

“A multidão se amontoa em volta dos 48 barracos em busca das pedras de crack. É a feira de drogas que acontece 24 horas por dia na nova ‘favelinha’ da cracolândia, que cresce no centro paulistano. A aglomeração mostra que, quase na metade de seu mandato, a gestão Fernando Haddad (PT) não conseguiu reduzir o fluxo de dependentes químicos na região. Ao contrário. Deparou-se com o aumento da frequência de usuários e traficantes, mesmo após o lançamento de um programa que dá emprego e moradia a viciados, batizado de Braços Abertos.”


Ah, meus Deus do céu! O arquivo do meu blog está à disposição. Ora, então o prefeito decidiu criar um programa que garante salário e casa aos viciados, sem lhes impor a necessidade de tratamento, e deveríamos nos espantar que isso tenha levado ao aumento do consumo de drogas e de viciados? Ora, o que o sr. Haddad fez foi criar a zona livre para o consumo de droga.

Vejam a foto que abre este post. Ali vocês veem a rua Cleveland, na Cracolândia, na noite desta quarta. Aquele amontoado humano é formado por consumidores de crack. É a feira da droga em plena atividade. Em junho, o príncipe Harry, do Reino Unido, esteve em São Paulo. Haddad, com o ar deslumbrado dos plebeus mixurucas, o levou, cheio de orgulho, para conhecer a Cracolândia.

Sim, ele se orgulhava daquela coisa miserável. Roberto Porto, secretário de Segurança da cidade, um dos queridinhos de certa imprensa, resumiu assim o espírito da visita do príncipe àquele inferno: “Pelo contato que tive, que foi limitado, ele [o prínciope] gostou do que viu. Ele quis saber a lógica de se ter um local monitorado, com as pessoas continuando a venda de crack”. Porto é promotor. Deve conhecer o peso das palavras. A venda de uma substância ilegal se chama “tráfico”; se tal substância é droga, é “narcotráfico”. Dr. Porto diz que o nobre inglês gostou de saber que há um pedaço no Brasil em que não se respeitam a Constituição e o Código Penal.

Sou muito claro e direto: sinto nojo do que pensa essa gente. Isso nada mais é do que uma das formas da expressão da crueldade.

Sempre afirmei neste blog que o programa Braços Abertos era, na prática, uma ação coordenada de incentivo ao consumo de drogas. Talvez Harry tenha ficado mais espantado ainda ao saber que a Prefeitura garante o fluxo de dinheiro a uns 400 e poucos viciados, aos quais oferece moradia gratuita — em nome da dignidade, é claro!

Quando foi informado, se é que foi, de que os dependentes não precisam se submeter a nenhuma forma de tratamento, deve ter pensado: “Como são estranhos esses brasileiros! Na Inglaterra, nós recuamos até das liberalidades que haviam sido criadas para o consumo de maconha”. Ao olhar a paisagem que o cercava, deve ter dado graças aos céus pelo vigilante trabalho dos conservadores no Reino Unido.

A imprensa, com raras exceções, apoiou o programa porra-louca e cruel de Fernando Haddad, o Coxinha do Ciclofaixismo. Eis aí o resultado. O prefeito ousou desafiar as leis de mercado: resolveu criar, indiretamente, todas as precondições para aumentar a oferta de drogas na Cracolândia e inventou que a medida levaria a uma diminuição do consumo. Ocorreu o óbvio: o consumo, o tráfico e a miséria humana aumentaram.

Mantenho a opinião que sempre tive sobre o programa Braços Abertos, de Haddad: eu o considero criminoso. E me espanta muito que o Ministério Público, até agora, não tenha resolvido evocar as leis contra tamanha irresponsabilidade.

Querem saber como é um país em que todas as drogas são livres? Visitem a Cracolândia! É ali o reino da liberdade imaginada pelos irresponsáveis.

Por Reinaldo Azevedo

R$ 1 bi a menos Falta de chuvas faz lucro do setor elétrico cair 30%



Empresas analisadas totalizaram R$ 2,4 bi no 3º trimestre
Publicado: 20 de novembro de 2014 às 10:37 - Atualizado às 10:40
energia
Resultado de 17 empresas analisadas totalizou R$ 2,4 bilhões no 3º trimestre, R$ 1 bilhão a menos do que no mesmo período de 2013

A escassez de chuvas desde o início do ano e a necessidade de acionamento das térmicas para compensar a menor geração hídrica pressionaram o balanço do setor elétrico no terceiro trimestre. Diante da necessidade de comprar energia para honrar contratos firmados, grandes geradoras tiveram papel determinante para a queda de 29,3% no lucro do período, na comparação com o intervalo entre julho e setembro de 2013.

O resultado consolidado de 17 empresas analisadas pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado totalizou R$ 2,4 bilhões, contra R$ 3,4 bilhões de 2013. Mantidas as condições atuais, é possível que o mesmo efeito de queda do lucro se repita no quarto trimestre deste ano.
Os números refletem o momento delicado pelo qual passa o setor. Grandes geradoras hídricas têm sido vítimas do déficit de geração em função da falta de chuvas. Para evitar queda mais acentuada no nível dos reservatórios, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) tem dado prioridade ao uso das térmicas.

A contrapartida desse movimento é o déficit hídrico e a elevação dos custos da energia no mercado de curto prazo. Os dois movimentos têm impacto direto no resultado das geradoras, que precisam desembolsar mais recursos para compra de energia para revenda.
O levantamento elaborado pelo Broadcast inclui números das empresas AES Tietê, AES Eletropaulo, Celesc, Cemig, Cesp, Copel, CPFL Energia, CPFL Renováveis, Cteep, EDP Energias do Brasil, Eneva, Equatorial, Light, Neoenergia, Renova, Taesa e Tractebel.

Não está incluso, portanto, o prejuízo de R$ 2,7 bilhões reportado pela Eletrobrás, que distorceria os números consolidados e levaria o setor de energia a um prejuízo de aproximadamente R$ 300 milhões, contra lucro de R$ 2,5 bilhões no terceiro trimestre de 2013.

A perda consolidada do setor energético já era esperada e reflete um cenário de deterioração dos resultados operacionais, a despeito da elevação da receita. O Ebitda consolidado das 17 empresas pesquisadas encolheu 16,7% e totalizou R$ 6,272 bilhões no trimestre. A pressão veio principalmente de empresas como Cemig e CPFL Energia, cujos balanços foram afetados pela necessidade de compra de energia para revenda. O custo da CPFL com energia elétrica, por exemplo, cresceu 36,6% no terceiro trimestre e atingiu R$ 2,661 bilhões.

A receita consolidada do setor, por outro lado, cresceu 20% na comparação entre terceiros trimestres e atingiu R$ 28,573 bilhões neste ano. O resultado foi impulsionado pelos reajustes das tarifas de energia aplicadas pelas distribuidoras e pela elevação do custo da energia.

Distribuição. As distribuidoras, vilãs do setor elétrico no primeiro semestre, apresentaram balanços menos adversos no decorrer do terceiro trimestre. A explicação está na contabilização dos recursos repassados ao setor, decorrentes do empréstimo bancário de R$ 6,6 bilhões concedido às distribuidoras expostas ao mercado de curto prazo. O empréstimo foi oficializado apenas em agosto, por isso os balanços do segundo trimestre não trouxeram a contabilização desses recursos. (André Magnabosco/AE)