terça-feira, 1 de setembro de 2015

"Para fabricar a Dilma, Lula arrancou uma costela dele ou um pedaço do nosso lombo?"

Prefeito Haddad manda estudar apreensão e multas à exposição pública do boneco Pixuleko - porque irrita Lula



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net


Pintou sujeira, com redundância da palavra, e não é piada da internet. O Prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, pensa, seriamente, em enquadrar o boneco Pixuleko na famigerada Lei Cidade Limpa. Assim, o boneco inflável de 15 metros de altura, que representa o presidiário 13-171, seria enquadrado como lixo que contribui para a poluição visual da cidade excelentemente desadministrada pela petelândia. Haddad parte para ignorância porque o chefão Lula da Silva está traumatizado com os efeitos negativos do "monstro" sobre sua imagem...


O plano genial do Raddard, campeão absoluto na indústria das multas de trânsito, é gerar uma multa pesada para os "donos" do boneco. A Secretaria Municipal das Subprefeituras de São Paulo pediu um parecer à Procuradoria Geral do Município para saber se pode fazer a apreensão do "Pixuleko" com base no uso irregular do espaço público. Petistas avaliam que o ato repressivo é menos violento que a agressão física cometida pela União da Juventude Socialista do PC do B - cujos militantes tentaram assassinar, simbolicamente, o boneco com uma facada que rasgou seu corpo. 

Na repressão ilegítima ao livre direito de protestar, já ficou definido que o gerador que infla o bicho está proibido de operar, nas ruas, pelos fiscais da Prefeitura Petista de São Paulo. Burrocratas petralhas agora querem exigir que o Pixuleko só possa ser exibido se for aprovado pela Comissão de Proteção à Paisagem Urbana - que exige regula, obrigatoriamente, o emprego de infláveis, totens, drones e painéis luminosos. Enfim, quando todos pensam que o PT não pagaria mais mico por causa do Pixuleko, o Haddad consegue a façanha de piorar ainda mais a situação vexaminosa do $talinácio...


Aliás, o pavor deve ter saído do controle... Ainda mais que o juiz Sérgio Moro, no Exame Fórum, em São Paulo, defendeu que a "colaboração premiada" serve para pegar o grande chefe... Já tem magistrado e muito petralha presumindo que já tem decreto de prisão lavrado para muita gente grande... Espera-se que seja o "chefão" - e não meros prepostos subordinados como o envelhecido e desgastado José Dirceu de Oliveira e Silva, forçado pelos advogados a ficar calado, como se fosse um bichinho acuado, e não aquele velho "guerreiro do povo brasileiro" idolatrado pelos puxa-sacos da petelândia...

O grande resumo desta palhaçada toda: a sociedade brasileira já enquadrou o PT e seus dirigentes na simbólica "Lei do País Limpo". A maioria cansou de políticos fichas-sujas no poder. Por isso, quem tem consciência, defende a Intervenção Constitucional, pelo Poder Instituinte do Povo, como a única solução concreta, viável e objetiva para colocar o Brasil nos eixos da civilidade, da cidadania e da Ordem Pública, rumo ao progresso, paz social e efetiva democracia (a Segurança do Direito).
Releia o artigo de Carlos I. S. Azambuja e entenda o comportamento da petelândia: Círculos Bolivarianos no Brasil


Perguntar não ofende
Perguntinha feita no facebook pelo cientista político Bolivar Lamounier:

"Para fabricar a Dilma, Lula arrancou uma costela ou um pedaço do nosso lombo?"

Resposta clínica e cinicamente mais exata: ele arrancou o cérebro da maioria dos eleitores, enquanto devorou, inteiramente, o lombo da maioria...

Rosário do Dirceu
Da atriz Mônica Fraga, no face, sobre o lance dantesco de ontem na CPI da Petrobras, tocada pela petelândia para acabar em pizza:

"A Maria Limão Azedo do Rosário é tão cara de pau, mas tão cara de pau, que foi defender, na CPI da Petrobras, o mensaleiro condenado, enquanto os outros deputados faziam perguntas pertinentes para esclarecimentos dos ilícitos dentro da empresa, embora nenhuma delas tenha sido respondida. Perguntou-se inclusive se ele era líder de organização criminosa, mas a amiguinha de partido estava presente apenas como advogada de defesa de José Dirceu. Que feio, eu teria vergonha".

Recado dado
Do juiz Sérgio Moro, ontem, no Exame Fórum, no Hotel Unique, em São Paulo:
"O policial que descobre o cadáver não é o culpado do homicídio. Por mais que eventual impacto que a Operação Lava-Jato tenha no curto prazo nas decisões de investidores, no longo prazo esse enfrentamento da corrupção sistêmica traz ganhos a todos, às empresas e à economia".

"Vejo com pesar essa situação econômica de recessão e eventualmente alguém faz um comentário de que a investigação dos crimes de corrupção tem uma parcela de culpa nisso. A Lava-Jato não tem a ver com o que aconteceu com a refinaria de Abreu e Lima. (...) Não foi a operação que fez a obra ter seus custos elevados" 

"Se os agentes não têm confiança de que podem concorrer em condições iguais para obter contratos públicos, se existe uma zona sombria de pagamento de propina que traz vantagens a uns, isso gera severo impacto no regular funcionamento do mercado
".

"Como país, não vamos conseguir conviver com esse mundo cada vez mais competitivo. Os custos da corrupção sistêmica fazem a gente andar para trás e esse quadro tende a crescer se não for combatido".


Bem Indicado
O professor Aníbal Bragança, que dirige a editora da Universidade Federal Fluminense (Eduff) foi indicado para receber o prêmio José Marques de Melo 2015.

A solenidade de entrega ocorrerá no Rio de Janeiro, no auditório do Hotel Windsor Plaza, em Copacabana, no dia 5 de setembro, às 18h, no âmbito do XXXVIII Congresso Nacional da Intercom.


Vingança da Nação Rubro-Negra?
Circula nas redes sociais de torcedores do Flamengo metidos a engraçadinhos...
O Guaraviton tirou o patrocínio do Botafogo, e o bota quebrou foi pra segunda.

A Parmalat tirou o patrocínio do Palmeiras, e o verdão quebrou foi pra segunda.

A Samsung tirou o patrocínio do Corinthians, e o curinga quebrou foi pra segunda.

A Petrobrás tirou o patrocínio do Mengão, e a Petrobrás quebrou!!!

- Somos uma nação... isso aqui é Flamengo! E ainda bem que a Dilma não é a nossa presidenta...

Que droga!

Nova Regra do Jogo

Comentário terrível nas redes sociais, depois da estreia da nova novela da Rede Globo, "A Regra do Jogo":

"A vilã Atena tem potencial para roubar a Presidência da Dilma, tirar toda a fortuna do Lula e cinismo de sobra para imitar o José Dirceu nas CPIs"...

Sem espaço

Dilmabomba



Reiterando: Até 2030 planeta pode enfrentar déficit de água de até 40%, alerta relatório da ONU

Publicado em março 24, 2015 por

No Dia Mundial da Água (22 de março), as Nações Unidas afirmaram que uma gestão mais sustentável deste recurso não renovável é “urgente”.


Sistema Cantareira, em São Paulo. Foto: Agência Brasil/EBC

Até 2030, o planeta enfrentará um déficit de água de 40%, a menos que seja melhorada dramaticamente a gestão desse recurso precioso. Essa é a principal conclusão do Relatório das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento de Água 2015: “Água para um mundo sustentável”, lançado na última sexta-feira (20) em Nova Déli (Índia), em celebração ao Dia Mundial da Água (22 de março).


O Relatório é publicado pelo Programa Mundial de Avaliação dos Recursos Hídricos (World Water Assessment Programme, em inglês), liderado pela UNESCO por meio da ONU-Água, mecanismo interagencial das Nações Unidas para assuntos relacionados à água e questões de saneamento. O Relatório enfatiza a necessidade urgente de mudar a forma como nós usamos e gerenciamos esse recurso vital, no momento em que as Nações Unidas preparam a adoção de novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Os recursos hídricos são um elemento-chave nas políticas de combate à pobreza, mas por vezes são ameaçados pelo próprio desenvolvimento. A água influencia diretamente o nosso futuro, logo precisamos mudar a forma como avaliamos, gerenciamos e usamos esse recurso, em face da sempre crescente demanda e da superexploração de nossas reservas subterrâneas. Esse é o apelo feito pela edição mais recente do Relatório Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento de Recursos Hídricos.


“As observações do Relatório são oportunas, porque a comunidade internacional precisa elaborar um novo programa de desenvolvimento para substituir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio”, diz a diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova.


“Já existe um consenso internacional de que água e saneamento são essenciais para que muitos dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio sejam atingidos. Eles estão indissoluvelmente ligados a questões como mudança climática, agricultura, segurança alimentar, saúde, energia, equidade, questão de gênero e educação. Agora, devemos olhar para a frente, com vistas à mensurabilidade, ao monitoramento e à implementação”, diz Michel Jarraud, presidente da ONU-Água e secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM).


Demanda crescente
Em 2000, a Índia tinha quase 19 milhões de poços mecanizados ou por tubos, em comparação a menos de um milhão em 1960. Essa revolução tecnológica teve um papel importante nos esforços do país em combater a pobreza, mas o consequente desenvolvimento da irrigação resultou, por sua vez, em um estresse hídrico significativo em algumas regiões do país, tais como Maharashtra e Rajastão.


Esse exemplo ilustra as relações complexas entre o acesso à água e o desenvolvimento. A água é essencial para o crescimento da economia e para o combate à pobreza, e também é diretamente afetada pelo desenvolvimento econômico. Para encontrar uma solução para esse desafio, devemos buscar um equilíbrio entre o suprimento e a demanda da água.


Porém, não estamos nem perto disso. Apesar do progresso considerável que tem sido realizado recentemente, 748 milhões de pessoas ainda não têm acesso a fontes de água potável de qualidade. E aqueles mais afetados são as pessoas de baixa renda, os desfavorecidos e as mulheres.


Ao mesmo tempo, o planeta nunca esteve tão sedento. Para responder às necessidades de uma população em constante crescimento, os setores de agricultura e energia precisam continuar a produzir cada vez mais. De agora até 2050, a agricultura, que consome a maior parte da água, precisará produzir mundialmente 60% a mais de comida, 100% em países em desenvolvimento.


A demanda por bens manufaturados também está aumentando, o que, por sua vez, impõe maior pressão sobre os recursos hídricos. Entre 2000 e 2050, estima-se que a demanda da indústria por água crescerá até 400%.


Enquanto a demanda por água aumenta exponencialmente – espera-se um aumento por volta de 55% até 2050 – e 20% das fontes mundiais de água subterrânea já estão sendo superexploradas, ainda não há um gerenciamento sustentável dos recursos. A irrigação intensa de plantações, a liberação descontrolada de pesticidas e produtos químicos em cursos d’água e a ausência de tratamento de esgoto – que são o caso para 90% das águas residuais em países em desenvolvimento – são provas dessa situação.


Pressões do desenvolvimento sobre os recursos hídricos
O custo ambiental de práticas como essas é muito alto, o que resulta em poluição em larga escala da água e desperdício significativo. Na Planície do Norte da China, a irrigação intensa causou uma queda de mais de 40 metros do lençol freático. O custo ambiental também tem sido notado em termos de danos às vezes irreversíveis a muitos ecossistemas por todo o mundo, especialmente em pântanos e áreas costeiras, o que reduz substancialmente suas capacidades para executar os serviços essenciais dos ecossistemas, como purificação e armazenamento de água.


A mudança climática aumenta ainda mais essa pressão. A maior variação na precipitação e a elevação das temperaturas causam mais evaporação e transpiração por parte da vegetação. Além disso, a elevação do nível do mar ameaça os lençóis freáticos nas áreas costeiras. Assim como em Calcutá (Índia), Xangai (China) e Daca (Bangladesh), outras cidades encontram suas reservas de água subterrânea contaminadas pela água salgada.


O cenário é o mesmo nas Ilhas do Pacífico de Tuvalu e Samoa, cujos habitantes dependem cada vez mais de água importada para satisfazer suas necessidades, já que seus lençóis freáticos se tornaram salgados.


Segundo os autores do relatório, essa pressão crescente sobre os recursos hídricos provavelmente também levará a mais disputas entre os setores da economia, bem como entre regiões e nações.
Portanto, está na hora de mudarmos a forma de avaliar, administrar e utilizar esse recurso, destaca o relatório, apontando para falhas na nossa gestão da água.


A água é muito barata, se comparada a seu real valor, e raramente é levada em consideração quando são tomadas as decisões relativas à energia e à indústria. Em geral, as decisões que determinam como será utilizada a maior parte dos recursos hídricos são tomadas por um número limitado de atores (estatais, paraestatais e privados) e seguem uma lógica ditada por objetivos de curto prazo mais do que por preocupações ambientais.


O círculo virtuoso do desenvolvimento sustentável
O relatório enfatiza o papel das autoridades públicas para influenciar as escolhas estratégicas que garantirão um futuro duradouro para os nossos recursos hídricos. Recomenda, particularmente, limitar o desenvolvimento de usinas de energia térmica, que atualmente produzem 80% da nossa eletricidade e consomem grandes quantidades de água. Essa limitação pode ser alcançada, por exemplo, pela garantia de subsídios para energias renováveis, como a eólica e a solar, que ainda são relativamente caras.


Isso também poderia significar o oferecimento de recompensas aos agricultores que utilizarem métodos eficientes de irrigação. Por exemplo, em um país árido como Chipre, os subsídios como esses têm levado a uma importante mudança das atitudes dos agricultores em relação a técnicas de irrigação e à imposição de técnicas que consomem menos água.


A transição para modelos mais sustentáveis de produção tem um custo, mas, como o relatório aponta, tais investimentos são parte de um círculo virtuoso. De fato, os estudos mostram que para cada dólar investido na proteção de uma área de captação, até 200 dólares podem ser economizados no tratamento de água.


Portanto, enquanto são necessários 235 mil dólares anuais para aperfeiçoar o tratamento de esgoto com o objetivo de manter ecologicamente intactos os pântanos de Nakivubo em Uganda, esse ecossistema fornece um serviço de purificação de água para a capital, Kampala, cujo valor é estimado em 2 milhões de dólares por ano. Em Nova York, a gestão das áreas de captação faz a cidade economizar um valor estimado de 300 milhões de dólares por ano.


Os esforços realizados por alguns países mostram que são possíveis uma melhor governança e um uso mais cuidadoso da água, inclusive em países em desenvolvimento. As autoridades na área de gestão dos recursos hídricos em Phnom Penh (Camboja) são um caso a ser apontado.



Essa organização, anteriormente acusada de corrupção e à beira da falência, tornou-se, no período de uma década, uma das mais eficientes empresas do mundo em suprimento de água. Ela reduziu os desperdícios de água de 60%, em 1998, para 6%, em 2008, o que equivale a todo o suprimento de água de Cingapura.


Na ocasião em que as Nações Unidas se preparam para aprovar os novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para 2030, o relatório aponta para a necessidade de se dedicar um objetivo inteiramente aos recursos hídricos. O documento argumenta que o foco deve ser estendido da água potável e do saneamento – como foi o caso dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio – para a gestão mundial de todo o ciclo da água.


Assim, os ODS propostos considerariam questões relativas a governança, qualidade da água, gestão de águas residuais e prevenção de desastres naturais. Os ODS serão finalizados no segundo semestre de 2015, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas.


O Relatório Mundial das Nações Unidas para o Desenvolvimento dos Recursos Hídricos é o resultado da colaboração de 31 agências do Sistema da ONU e de 37 parceiros internacionais que compõem a ONU-Água. Ele é produzido pelo Programa Mundial de Avaliação de Recursos Hídricos (World Water Assessment Programme – WWAP), liderado pela UNESCO.


O relatório apresenta uma descrição exaustiva da situação dos recursos hídricos no mundo e, até 2012, ele foi publicado a cada três anos. Desde 2014, ele passou a ser uma publicação anual dedicada a um tema específico. Seu lançamento em 2015 coincide com o Dia Mundial da Água, cujo tema também é o mesmo do relatório.

Fonte: ONU Brasil
Publicado no Portal EcoDebate, 24/03/2015

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Estudos epidemiológicos apontam relação entre consumo de agrotóxicos e câncer. Entrevista com Karen Friedrich

Publicado em agosto 25, 2015 por

“Dependendo do tipo de intoxicação que ocorre, o tratamento é apenas sintomático, e dificilmente se reverte uma intoxicação, porque são poucos os agrotóxicos que têm ‘antídotos’. Muitas vezes esses danos podem continuar se manifestando de forma silenciosa até o fim da vida, tendo como resultado, por exemplo, o aparecimento de um câncer”, alerta a toxicologista.
Foto: Fernando Frazão (ABr)


Quando o assunto é agrotóxico e saúde, a discussão tem de ser feita a partir da perspectiva da “prevenção para evitar que um dano à saúde se estabeleça”, diz Karen Friedrich à IHU On-Line. Além da prevenção, frisa, “seria importante incentivar iniciativas como o incentivo às práticas agroecológicas”, já que o Brasil é considerado o campeão de uso de agrotóxicos há sete anos.


Na entrevista a seguir, concedida por telefone, Karen explica que alguns fatores contribuem para que agrotóxicos já banidos em outros países continuem sendo utilizados nas lavouras brasileiras.


 Entre eles, ela menciona a forma como esses produtos são analisados no Brasil, individualmente, sem considerar que durante a aplicação nas lavouras há umuso combinado de vários tipos de agrotóxicos.


Além disso, destaca, a estrutura dos órgãos de vigilância e fiscalização é “precária”, o que impede o acompanhamento das populações expostas, para verificar quais são os riscos do contato com essas substâncias. “Outras ações importantes deveriam ser feitas a partir do Estado, para melhorar a capacitação dos médicos e profissionais da saúde, possibilitando o diagnóstico das pessoas contaminadas e, consequentemente, o tratamento, quando possível”, sugere.


Apesar da resistência brasileira em banir esses produtos, Karen informa que instituições nacionais, a exemplo do Instituto Nacional do Câncer – INCA, desenvolvem campanhas e parcerias com o Instituto Internacional de Pesquisa em Câncer – IARC da Organização Mundial da Saúde – OMS, que faz “avaliações e revisões sistemáticas sobre alguns agrotóxicos”.


 “Os estudos feitos pelo IARC mostram que os agrotóxicos que usamos no Brasil apresentam enorme potencial de desenvolvimento de câncer em seres humanos. Dentre eles, o glifosato foi classificado como carcinógeno humano, assim como o malathion, que é muito usado também em campanhas de saúde pública [pulverizado em campanhas de combate ao mosquito da dengue], e o herbicida 2,4-D, que foi classificado como possível carcinógeno humano”, alerta.


Karen Friedrich possui graduação em Biomedicina pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO, mestrado e doutorado em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz. Atualmente é servidora pública do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde – INCQS da Fundação Oswaldo Cruz e professora assistente da UNIRIO.


É presidente da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural – AGAPAN e coordenadora do GT de Agrotóxicos e Transgênicos da Associação Brasileira de Agroecologia.



Ontem, 24-08-2015, às 9h, Karen ministrarou a palestra “Uso combinado de Agrotóxicos e o impacto na saúde”, na abertura do Seminário Agrotóxicos: Impactos na Saúde e no Ambiente, que aconteceu na Sala Ignacio Ellacuría e Companheiros – IHU, na Unisinos. A programação completa da atividade está disponível aqui. Na oportunidade também será lançado o Dossiê Abrasco: um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde.



Confira a entrevista.


Foto: Fiocruz
IHU On-Line – Que discussão é importante ser feita quando se trata da relação entre agrotóxicos e saúde?
Karen Friedrich – Da ótica da saúde, sempre temos de trabalhar com a prevenção para evitar que um dano à saúde se estabeleça.


Só que a estrutura dos órgãos de vigilância e fiscalização das populações expostas é precária, e por isso temos poucas iniciativas bem-sucedidas que trabalham com a prevenção e com a promoção da saúde no que se refere aos agrotóxicos.


Então, o ideal é que sempre se evite o uso de agrotóxicos, porque deste modo estamos protegendo a população trabalhadora do campo, aqueles que residem no campo e aqueles que consomem alimentos que foram produzidos com agrotóxicos. Portanto, no caso da prevenção, essa deveria ser a medida principal.


Na questão da promoção da saúde, seria importante incentivar iniciativas como o incentivo às práticas agroecológicas, para buscar a produção de alimentos sem o uso de venenos e visando também uma lógica de justiça ambiental e social nos sistemas produtivos. Nesse sentido, a reforma agrária é uma política importante que deve ser fortalecida no país, pois desse modo restringiremos modelos de produção dependentes do uso de agrotóxicos.



A outra vertente, que diz respeito ao tratamento daqueles que já estão intoxicados e que foram expostos ao agrotóxico, deveria se voltar às ações para fortalecer os centros de notificação de agrotóxicos, para poder mapear os locais onde existem maiores casos ou maior propensão ao aparecimento de casos de intoxicação.


Por isso, é importante fortalecer as estruturas de vigilância. Nesse sentido, outras ações importantes deveriam ser feitas a partir do Estado, para melhorar a capacitação dos médicos e profissionais da saúde, possibilitando o diagnóstico das pessoas contaminadas e, consequentemente, o tratamento, quando possível.


Sabemos que, independentemente do tipo de intoxicação que ocorre, o tratamento é apenas sintomático, e dificilmente se reverte uma intoxicação, porque são poucos os agrotóxicos que têm “antídotos”. Muitas vezes esses danos podem continuar se manifestando de forma silenciosa até o fim da vida, tendo como resultado, por exemplo, o aparecimento de um câncer ou um dano hepático renal bastante grave.



IHU On-Line – Qual é a relação entre o consumo de agrotóxicos e as causas de câncer?
Karen Friedrich – Estudos experimentais científicos tanto com animais de laboratório como com populações expostas, realizados em outros países, mostram uma relação clara entre o uso de agrotóxicos e o aparecimento de câncer.


 Instituições que têm conhecimento na área de pesquisa de câncer, como o Instituto Internacional de Pesquisa em Câncer – IARC da Organização Mundial da Saúde – OMS, fizeram avaliações e revisões sistemáticas sobre alguns agrotóxicos, e esses estudos mostram que os agrotóxicos que usamos no Brasil apresentam enorme potencial de desenvolvimento de câncer em seres humanos.



Dentre eles, o glifosato foi classificado como carcinógeno humano, assim como o malathion, que é muito usado também em campanhas de saúde pública [pulverizado em campanhas de combate ao mosquito da dengue], e o herbicida 2,4-D, que foi classificado como possível carcinógeno humano. Portanto, temos estudos científicos de organismos internacionais e nacionais, como o Instituto Nacional do Câncer – INCA, que estão se posicionando quanto ao risco do uso dos agrotóxicos desenvolverem câncer.

“No dia a dia o ser humano é exposto a uma mistura de vários agrotóxicos”


IHU On-Line – Como o agrotóxico ainda é permitido, mesmo depois do resultado dessas pesquisas?
Karen Friedrich – Quando se registra um produto, se coloca a questão de por que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa permite que se use agrotóxicos que causam câncer. Na verdade, quando a Anvisa libera o registro de um agrotóxico, ela faz essa avaliação a partir dos estudos que são apresentados pelas empresas.


Então, são estudos experimentais, bem conduzidos, os quais acreditamos serem idôneos, mas que têm suas limitações.


A primeira limitação é que eles expõem um único agrotóxico naquele estudo, enquanto no dia a dia o ser humano é exposto a uma mistura de vários agrotóxicos. Por isso os estudos epidemiológicos, que têm sido realizados nos Estado Unidos e Canadá, estão apontando a associação entre agrotóxicos e câncer, porque eles estão estudando o agrotóxico na sua realidade de uso, que considera justamente uma mistura de agrotóxicos.


IHU On-Line – Além do câncer, que outros impactos o uso e a exposição aos agrotóxicos causam à saúde?
Karen Friedrich – Existem aqueles efeitos mais imediatos, que podem ocorrer logo após a exposição. Então, em geral o trabalhador do campo, que está mais exposto ao produto, faz relatos frequentes de intoxicações agudas, que causam dor de cabeça, vômitos, diarreia e até o óbito. Além disso, existem os efeitos mais tardios, que são o câncer, alterações hormonais, alterações reprodutivas, que são relacionadas, cientificamente, ao uso de agrotóxicos.



IHU On-Line – Como o Dossiê da Abrasco está repercutindo entre os setores de saúde e vigilância sanitária no país? Como essa discussão acerca da relação entre consumo de agrotóxico e implicações à saúde tem sido discutida no país?
Karen Friedrich – O Dossiê foi lançado no final do mês de abril, e várias instituições, como o Ministério Público e Fóruns Estaduais, têm demandado da Abrasco o lançamento e a divulgação do Dossiê. Para nós, essa tem sido uma surpresa, especialmente quando percebemos que pessoas que trabalham com a área da saúde ou que são representantes do Estado têm poucas informações sobre os danos dos agrotóxicos.



Então, o Dossiê traz, de um lado, alguns estudos científicos para contribuir com informações para essas pessoas que trabalham na área da saúde, ressaltando que esses estudos não estão esgotados, porque existem mais estudos apontando os prejuízos dos agrotóxicos. Essas informações podem ser úteis para que os órgãos do Estado tomem ações não só em nível federal, mas também os municípios e os estados possam tomar ações para coibir alguns agrotóxicos em seus territórios.



De outro lado, o Dossiê também traz uma discussão sobre a fragilidade do processo de registro dos agrotóxicos no Brasil e em outros países, apresentando dados de contaminação por agrotóxicos na água, na água da chuva, no leite materno — muitas pessoas não têm conhecimento disso, porque, às vezes, essas informações estão publicadas apenas em artigos científicos. Além disso, o Dossiê também traz uma abordagem muito interessante sobre os territórios que estão suscetíveis aos danos dos agrotóxicos, e aí há depoimentos de pessoas que falam sobre os impactos que elas têm sentido e identificado.


“Alguns agrotóxicos já foram proibidos em vários países, mas ainda são comercializados no Brasil”

IHU On-Line – Como o debate sobre o uso de agrotóxico na agricultura e os riscos à saúde tem sido feito em outros locais do mundo?
Karen Friedrich – O Brasil é o maior consumidor mundial e tem uma grande fragilidade regulatória em relação aos agrotóxicos. Por isso sabemos que há fragilidade nos laboratórios analíticos, fragilidade em relação ao número de pessoas que trabalham nos órgãos de Estado para darem conta do volume de trabalho.



De fato, a situação do Brasil é a pior no cenário internacional em relação ao uso de agrotóxicos. Mas, ainda assim, em outros países existem organizações, até análogas à campanha permanente contra os agrotóxicos, e existem organizações e grupos de pesquisadores que têm se posicionado contra alguns agrotóxicos como, por exemplo, o glifosato, que apresenta riscos à saúde.



Alguns agrotóxicos já foram proibidos em vários países, mas ainda são comercializados no Brasil. Esse é um fato importante, porque mostra que as autoridades regulatórias internacionais já reconheceram os danos à saúde e proibiram o uso dessas substâncias, enquanto nós continuamos usando esses agrotóxicos.


Por Leslie Chaves e Patrícia Fachin


(EcoDebate, 25/08/2015) publicado pela IHU On-line, parceira editorial da revista eletrônica EcoDebate na socialização da informação.


[IHU On-line é publicada pelo Instituto Humanitas Unisinos – IHU, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos, em São Leopoldo, RS.]

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Enquanto os nossos lideres desfilam em carros de luxo, moram em triplex na praia, vejam quanto ganha o POVO QUE OS SUSTENTA!!!


Diz qualquer coisa para proteger os bilhões que roubou da gente.

Em discurso, Lula se irrita com críticos de Dilma e os compara com Hitler perseguindo os judeus


Lula parece não decidir em que barco navegar. Antes defensor da política de governo a presidente, (obra criada pelo próprio Lula), depois repetidamente à criticou, agora, em ultimo discurso na posse da diretoria do Sindicato dos Bancários do ABC, em Santo André, ele disse que está cansado das críticas contra Dilma.
Em seu discurso, Lula comparou Dilma aos judeus perseguidos por Hitler,
“Quero dizer para vocês que estou cansado de mentiras e safadezas, estou cansado de agressões à primeira mulher que hoje governa esse país. Estou cansado com o tipo de perseguição e criminalização que tentam fazer à esquerda desse país. Parece os nazistas criminalizando o povo judeu e romanos criminalizando os cristãos”.
É aquela velha história pregada por ele e sua turma do nós contra eles. Uma guerra que tentam fazer com que o povo confronte o próprio povo e eles permaneçam sempre por cima da ‘carne seca’.


Com informações: FCS

Reiterando: Berço das águas, Cerrado precisa de proteção para garantir abastecimento no país

Publicado em março 20, 2015 por


Ribeirão João Leite que abastece Goiânia. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O bioma que ocupa um quarto do território brasileiro não tem rios de grande vazão, mas concentra nascentes que alimentam oito das 12 grandes regiões hidrográficas brasileiras. Especialistas consideram o cerrado como o berço das águas, já que nele estão localizados três grandes aquíferos – Guarani, Bambuí e Urucuia –, responsáveis pela formação e alimentação de importantes rios do continente. Para esses pesquisadores, a preservação da vegetação do cerrado é fundamental para a manutenção dos níveis de água em grande parte do país.


“O cerrado é como uma floresta ao contrário, as raízes são profundas, maiores que as copas. Elas são responsáveis por absorver a água da chuva e depositá-la em reservas subterrâneas, os aquíferos”, explica o professor da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) e diretor do Instituto do Trópico Subúmido, Altair Sales Barbosa.


Segundo o especialista, com o desmatamento e a diminuição da vegetação nativa, responsável por levar a água para regiões mais profundas, os aquíferos chegaram ao nível de base, ou seja, deixaram de abastecer diversas nascentes.


“A quantidade de água existente nesses aquíferos já chegou ao seu nível mínimo. É como se fosse uma caixa d’água com vários furos. Os furos são as nascentes. Quando ela está cheia, a água sai por muitos furos. Conforme vai esvaziando, vai saindo nos furos mais inferiores, até chegar ao último furo e há um momento em que não sai mais. Estamos em um momento em que [a água] está saindo, mas de maneira muito rudimentar, menor do que saía há 20, 40 anos”, diz o especialista.


Segundo ele, cerca de dez rios desaparecem na região anualmente.


O professor ressalta que, uma vez degradado, o cerrado não se recupera totalmente. Também é difícil cultivá-lo. Das 13 mil espécies vegetais catalogadas, apenas 180 são produzidas em viveiro.


“O cerrado é diferente da Amazônia e da Mata Atlântica, por exemplo. Enquanto esses biomas têm 3 mil e 7 mil anos, o cerrado tem mais de 45 milhões de anos que se completou totalmente. Como ele é muito antigo, evolutivamente já chegou ao seu clímax. Uma vez degradado, não se recupera jamais na plenitude de sua biodiversidade”.


De acordo com dados disponibilizados pela organização não governamental (ONG) WWF Brasil (sigla em inglês para Fundo Mundial para a Natureza), o cerrado é a segunda maior formação natural da América do Sul e concentra cerca de 5% da biodiversidade do planeta e 30% da biodiversidade do Brasil. Metade da vegetação nativa do cerrado foi eliminada e menos de 3% está protegida de forma integral.


“A ocupação dessa região se deu de forma acelerada nos últimos 60 anos e isso trouxe problemas. Ambientes importantes foram perdidos ou estrangulados por cidades, plantações e hidrelétricas”, diz o coordenador do Programa Cerrado Pantanal do WWF Brasil, o engenheiro florestal Julio Cesar Sampaio.


Para agravar a questão da reserva de água, o regime de chuva tem mudado na região nos últimos 20 anos.

Para o pesquisador da área de hidrologia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Cerrados, Jorge Werneck, os períodos de chuva têm ficado mais curtos e os de seca, mais longos. A média pluviométrica em determinadas estações caiu de 1,5 mil milímetros para 1,2.


“Isso muda bastante o ciclo hidrológico, faz com que nossos solos fiquem mais secos, os lençóis freáticos desçam, sejam rebaixados e isso afeta diretamente todo o regime de vazão dos nossos rios”, explica.


A coordenadora de Monitoramento da Qualidade Ambiental do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), Vandete Inês Maldaner, reforça os prejuízos com a mudança no regime de chuva. “Anteriormente, tínhamos uma estação chuvosa, com distribuição ao longo do dia nos meses de dezembro e janeiro, e tínhamos uma chuvinha bem distribuída. Hoje temos períodos grandes de veranico e chuvas torrenciais, que não contribuem para o abastecimento dos lençóis freáticos. Batem no solo e escorregam, causando o assoreamento dos rios”, diz.


Para Werneck, não é possível dizer se a causa da diminuição da chuva é a ação do homem, nem se essa redução será permanente. Barbosa diz ser inegável a influência da ação do homem e da ocupação desordenada nos grandes centros urbanos, responsáveis pela formação de ilhas de calor que impedem a chegada de massas úmidas.


O coordenador do curso de engenharia ambiental e sanitária da Universidade Católica de Brasília, Marcelo Gonçalves Resende, acredita que a ação do homem é a grande responsável pela diminuição da chuva.


“A meu ver, tudo está relacionado. O grande problema é a má gestão do uso e da ocupação do solo, seja em áreas urbanas ou rurais. É possível que haja ocupação, desde que seja feita de forma sustentável, existem técnicas, claro que tem que ter agricultura, criação de gado, indústria, moradia. Mas isso tem que ser feito de forma sustentável. Existem técnicas, mas o ser humano esquece, pela ganância, pela vontade de obter lucro fácil. O último ponto que leva em consideração é a questão ambiental.”


Por Mariana Tokarnia, da Agência Brasil.


Publicado no Portal EcoDebate, 20/03/2015

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A verdade por trás dos ataques dos indios!!Denúncia do CIMI: ruralistas atacam e matam líder Guarani-Kaiowá no Mato Grosso do Sul

Publicado em agosto 31, 2015 por



Após uma semana de preparativos, ruralistas atacaram famílias indígenas Guarani e Kaiowá, do tekohá Nhanderu Marangatu, e assassinaram uma de suas lideranças, na tarde deste sábado, 29 de agosto, em Antônio João, no Mato Grosso do Sul.


Nhanderu Marangatu é sabidamente uma terra indígena tradicional Guarani e Kaiowá. Foi reconhecida e homologada pelo Governo Federal em meados de 2005. No entanto, a suspensão dos efeitos da homologação, seguido por uma ordem de despejo proveniente do Poder Judiciário, destinou quase mil pessoas ao peso impagável de mais de uma década de beira de estrada, mortes e a obrigatoriedade de suportar condições sub-humanas de vida. 

Estas centenas de pessoas passaram a viver, desde então, em menos de 150 dos 9.500 hectares homologados. Cansados de sofrer, os indígenas decidiram retomar sua área originária há exatamente uma semana.


No início desta manhã, uma professora de Nhanderu Marangatu, tentava, de todas as formas, meios de sair de sua terra para buscar o rumo de Brasília, na esperança de garantir a paz e a segurança de sua comunidade. Porém, a professora foi impedida em seu direito de ir e vir e de exercer livremente sua cidadania por conta do bloqueio das estradas e pelas ameaças de morte, ambas ações realizadas pelos fazendeiros e sindicatos rurais que promoveram cerco sobre os indígenas por mais de três dias. Desesperada, a professora, que conhece de perto a brutalidade dos fazendeiros da região desde que seu próprio pai foi por eles assassinado, relatava que se podia “sentir no ar o clima de morte”.


Enquanto isso, da mesma forma que nos ataques realizados contra famílias Guarani e Kaiowá da Terra Indígena de Kurusu Ambá, município de Coronel Sapucaia, MS, ocorrido há exatos dois meses atrás (http://www.cimi.org.br/site/pt-br/?system=news&action=read&id=8182), ruralistas e políticos se reuniram dentro de um sindicato rural, desta vez o de Antonio João, abandonaram a Justiça, os fóruns do Estado e a legalidade, armaram-se, vestiram coletes a prova de balas e decidiram atacar deliberadamente e criminosamente as famílias indígenas de Nhanderu Marangatu. A ordem de ataque foi proferida, segundo notícias locais, pela presidente do sindicato, Roseli Maria Ruiz

(http://www.douradosnews.com.br/noticias/cidades/revoltada-presidente-de-sindicato-deixa-reuniao-e-diz-que-vai-retomar-terra-invadida).


Enquanto o agrobanditismo se organizava e preparava o ataque, que levaria a morte de mais um Guarani e Kaiowá, destacamentos da Força Nacional, que possuíam determinação para atuar no caso e deveriam estar no local, encontravam-se a mais de uma hora da região, na cidade de Ponta Porã, há 70 km, mesmo com a possibilidade latente e iminente do ataque de fazendeiros. Duas horas antes da investida ruralista, funcionários da Funai e o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara de Deputados, Paulo Pimenta, buscaram sem êxito, junto ao Ministério da Justiça, o deslocamento da Força Nacional para as imediações de Nhanderu Marangatu. A Força Nacional somente começou a se movimentar após o anúncio de que o ataque ruralista havia começado.


Bem mais próximos dos fazendeiros, o que não é de se estranhar, estiveram destacamentos do D.O.F (Departamento de Operação de Fronteira). Apesar de não ter participado propriamente da ação, não impediu o armamento, nem o deslocamento dos fazendeiros armados, com intenções bem determinadas. O DOF deveria ter dado ordem de prisão à milícia rural. No entanto, em sua conivência e prevaricação, simplesmente assistiu ao ataque das forças paramilitares dos ruralistas sul mato-grossenses.


Sem nenhum impeditivo ou barreira, mais de 40 veículos invadiram as terras indígenas retomadas. Segundo líderes indígenas, dentre os fazendeiros estavam deputados e vereadores. Os criminosos dispararam de maneira franca e para matar. Aterrorizaram famílias inteiras em nome da continuidade do esbulho de seu território originário e ancestral. Depois de muitos disparos conseguiram por fim manchar de sangue novamente o solo sagrado de Nhanderu Marangatu. Já na presença da Força Nacional dentro do território indígena, Simião Vilhalva, irmão de uma liderança tradicional, tombou como Marçal e Hamilton Lopes, defendendo seu território, na esperança de um futuro menos dramático para seu povo.


Denúncia do CIMI – Conselho Indigenista Missionário, in EcoDebate, 31/08/2015

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É tudo ou nada


26 de agosto de 2015 § 20 Comentários
cart3Artigo para O Estado de S.Paulo de 26/8/2015
Tendo passado a ser inaplicável porque, de uma maneira ou de outra, todo mundo está “fora” dela, a lei converte-se de instrumento de garantia da paz em arma de guerra.


Relatórios trocados entre as instâncias do Judiciário a que estão afetos os brasileiros “especiais” dão conta de que há pelo menos 52 políticos com mandato investigados no “petrolão”, isso sem contar a presidente da Republica que presidiu o Conselho de Administração da Petrobras ao longo de todo o período em que ela foi saqueada e o seu antecessor.


Aqui no mundo dos mortais, a Operação Lava-Jato já vai pela 18a rodada, com nomes até então tidos como poderosos sendo impiedosamente “arrastados pela Medina”. Dois anos de pressões surdas do populacho, da imprensa, da Polícia Federal e dos “lobos solitários” do Poder Judiciário não foram suficientes, porém, para que a incolumidade dos integrantes da lista dos “de cima” fosse nem de leve arranhada enquanto todos se mantiveram em silêncio sobre o que sabem uns sobre os outros.
cart2Mas bastaram uns poucos gestos de desafio ao governo e à hegemonia da velha guarda da banda mais podre do Congresso que lhe dá sustentação para que, em menos de duas semanas, o rebelde passasse, de “nunca mencionado” a diretamente denunciado por um delator e a réu formalmente acusado pela promotoria por corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e o mais que é habitual no pacote.


Não existe, é verdade, qualquer indício por leve que seja, de que ele esteja menos incurso nesses crimes que todos os demais membros da lista dos 52 e tantos outros que nem chegaram a entrar nela. Mas ainda assim é impossível negar, pela sequência dos acontecimentos, que esta nunca tenha sido a razão para ele abrir solitariamente a fila dos “arrastados pela Medina” da turma “de cima”.
É esta a síntese do paradoxo brasileiro: quando o Brasil honesto cogita festejar uma “vitória da justiça” o outro comemora mais uma vitória do crime … e os dois estão certos. É o vácuo institucional absoluto.
cart4
Dois artigos publicados nesta página na semana passada compõem o pano de fundo. Em “Corrupção como forma de poder”, Jose Arthur Giannotti retraçava o reto alinhamento do PT com a tradição leninista de conquista do poder desde o assassinato de Celso Daniel até este ponto, conquista esta que se dá, na releitura do lulismo, pelo recurso sistemático à arma da corrupção (mas não só a ela).


E isto para concluir que a situação chegou a tal ponto que a ação dos “lobos solitários” que animam a Operação Lava-Jato e seus apoiadores ganhou os contornos de “um movimento político” que congrega todos quantos, dentro ou fora do âmbito do estado, por terem profissões ou modos de vida dependentes da existência de instituições democráticas, sentem que elas desaparecerão para sempre se o PT conseguir levar a cabo o seu projeto.


O que o professor esqueceu de mencionar com a devida ênfase é que a mesmíssima asserção é verdadeira para o lado contrário: a vitória final da corrupção é um imperativo de sobrevivência para os mestres de um estilo de “fazer política” e uma vasta pletora de modos de viver e “vencer na vida” aqui fora que desaparecerão para sempre ou mofarão na cadeia se caminharmos em direção ao Império da Lei sem mais exceções ou adjetivos. E não há que subestimá-los porque são estes — os de dentro e os de fora do universo estatal — que estão no poder.
cart2Não é, portanto, apenas a ameaça de enfrentar a tiros a massa dos brasileiros indignados feita pelo presidente da CUT de dentro do Palácio de Dilma Rousseff que confirma a radicalidade dessa aposta sem volta. A sequência de acontecimentos que leva até esta primeira “vitória da lei” contra um integrante da lista dos “de cima”, que não pode ser explicada senão com a mistura e a alternância nos papeis de “mocinho” e “bandido” de personagens até então tidos como “acima de qualquer suspeita”, indica que gente muito mais poderosa que esta que vocifera nas ruas vestida de vermelho sabe que está jogando tudo nesta parada.


A mesma manobra que faz justiça a Eduardo Cunha põe fora do alcance dela o famigerado Renan Calheiros, o único brasileiro com certificação de corrupto passada por uma das quatro grandes agências internacionais de auditoria.


A sequência de reuniões secretas no Porto entre réus e juízes do “petrolão”; a recondução por uma presidente ameaçada de impeachment do titular do posto máximo da promomotoria pública; a súbita recuperação de memória de um delator; o “leite-de-pato” do TCU nas “pedaladas” presidenciais; a elevação de Renan Calheiros, que já tinha sido salvo uma vez em troca da desmontagem da Lei de Responsabilidade Fiscal, à função de porteiro do impeachment, agora também pelo STF; o engavetamento da impugnação das contas de campanha do PT pelo TSE; a nomeação para o STJ do apadrinhado do senador que relatará os processos do núcleo político do “petrolão” não é uma mera série estatisticamente trilionária de coincidências, é o “mapa” das forças inimigas.
cart1
Modesto Carvalhosa, em artigo publicado também nesta página, alertou a nação para o fato de que a mesma quadrilha que seguiu impávida assaltando o país de dentro das prisões e de cima dos bancos dos réus do “mensalão” e do “petrolão”, acaba de apresentar projeto de lei na Câmara, a ser votado até o final deste mês, que altera a Lei Anticorrupção para permitir que as 29 empreiteiras e fornecedoras do “petrolão” voltem a contratar com a Petrobrás e demais entes públicos.


Agora, por cima de tudo, Joaquim Levy passa a ser, oficialmente carta fora do baralho, dispensa-se a diplomacia de Michael Temer e reabre-se a distribuição de dinheiro público a quem for bonzinho com o PT no que resta da economia privada. É o “mapa” das forças auxiliares que se quer cooptar aqui fora.


Não tem mais volta. Escolha o seu lado. Reduzido às proporções que o Brasil pôde medir pelas “manifestações” de 5a feira passada e rolando nos escombros de uma crise que facilita a conflagração do país, o PT dobra a aposta na corrupção e no assalto final às defesas democráticas da nação. Agora é tudo ou nada.
du2


Como chegamos aonde estamos




31 de agosto de 2015 § 7 Comentários
ludil3
O quadro do crescimento do funcionalismo público federal no pé desta matéria é um resumo preciso, visto pela realidade concreta da sua execução nos 10 anos que antecederam o final de 2013, dos objetivos e dos métodos do PT.



Confira os números:
Desenvolvimento social e combate à fome” é o tipo de programa que se encaixa naquela célebre definição do ex-presidente Reagan: “Devemos medir o seu sucesso pelo número de pessoas que deixam de recebê-lo e não pelo número de pessoas que são adicionadas”. O objetivo do PT é precisamente o inverso pelas razões hoje de todos conhecidas.
luladil7


O crescimento em metástase de funcionários da “Presidência da República” é auto-explicativo…
O site oficial do Ministério das “Cidades” (aqui) abre com o texto “O Programa” e segue com “Linhas de Atuação” e eu ofereço aqui e agora um prêmio a quem conseguir encontrar naquele inacreditável “lero” qualquer coisa que se possa concretamente definir e palpar.


Se o item 1 nos fala do pão, o item 4 nos diz do circo, armado, é lógico, por cima do imenso rombo aberto no casco da economia brasileira através do qual, à par da Petrobras e demais estatais e obras públicas, a Copa do Mundo e a Olimpíada ajudaram a drenar o Tesouro Nacional até a situação terminal de hoje.
luladil8
Advocacia Geral da União” e cercanias estão aí nas manchetes, mostrando a que tipo de “acordão” se dedicam, e para quê.


Justiça” (vejam lá o numerão!) é aquela dos juízes de R$ 96 mil por mes que anualmente se auto-outorgam 78% de aumento, especialmente em tempos de crise épica.


E este “Educação“; qual será a que terá conseguido 50% de aumento de quadros: a verdadeira que produz ciência, tecnologia, dúvidas e tolerância ou aquela outra de espírito mais jesuíta?
luladil4
Na curva descendente vem aquilo de que o PT acha que o Brasil não precisa: “Trabalho“, “Ciência e Tecnologia“, “Planejamento”, “Orçamento e Gestão“, “Previdência“, “Agricultura“…


A lista fecha com aquilo que o partido de Lula e Dilma tem trabalhado ostensivamente para destruir: “Saude“, “Defesa“, etc.


Seja como for, tudo que está na área verde — cada um dos funcionários que entrou na folha que você e sua família pagam, estando empregados ou não — não sai dela nunca mais por determinação de suas majestades os próprios beneficiados.


O Brasil não desatola enquanto não nos rebelarmos contra essa submissão insana que faz dos brasileiros os últimos súditos de um sistema feudal.


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Patrimonialismo e conciliação: a desgraça brasileira. Um país de Polianas.


terça-feira, 1 de setembro de 2015



Por que as crises política e econômica se estendem no Brasil? O historiador Marco Antônio Villa responde: porque as classes dirigentes ainda não encontraram uma saída segura. De fato, o patrimonialismo ainda nos aprisiona, e o consensualismo, ao invés do dissenso - que distingue as verdadeiras democracias - trava qualquer mudança. "O velho e o novo":


No Brasil, a construção da democracia e de suas instituições é um longo processo. Isto porque o passado patrimonialista ainda nos aprisiona. Qualquer avanço é fruto de muita luta e de pequenas vitórias. Como não temos tradição de rupturas, a tendência é sempre incorporar o derrotado na nova ordem. Que, obviamente, deixa de ser plenamente nova; pois, ora mais, ora menos, rearranja o poder político mantendo frações do passado no presente. Esta permanência não só dificulta a plena constituição do Estado Democrático de Direito, como impede até que o pensamento crítico se incorpore à vida política nacional.

A tendência histórica à conciliação transformou o aparelho de Estado numa esfera onde os antigos vícios da gestão da coisa pública permaneceram petrificados. O entorno era modificado mas a essência mantinha-se a mesma. Como se a História não se movimentasse. Pior, como até se o processo eleitoral de nada adiantasse, restringindo-se à mera substituição dos gestores, sem alterar seus fundamentos.

Virou lugar-comum afirmar que as instituições de Estado brasileiro estão em pleno funcionamento. As ações de combate à corrupção são demonstrações que reforçam a afirmativa. Contudo, cabe perguntar se a permanência da corrupção em todos os níveis e em todos os poderes da República não representa justamente o contrário. Ou seja, que as instituições funcionam mal, muito mal. Se há tanta corrupção, é porque é fácil instalar uma organização criminosa, político-partidária ou não, no interior dos órgãos estatais. E com a garantia da impunidade ou, no máximo, de suaves punições que estimulam, em um segundo momento, novos atos contrários ao interesse público, como no binômio mensalão-petrolão, onde o núcleo duro é o mesmo, mas em uma magnitude — em termos financeiros e temporais — muito maior.

Identificar a permanência e apontar a necessidade urgente de enfrentá-la não é bem visto no país das Polianas. E haja Poliana. Se a análise se concentrar em Brasília, como símbolo do poder, é possível detectar que, apesar de vivermos uma das mais graves crises da história republicana, não há nenhuma possibilidade de mudança, mudança efetiva. A atual paralisia política é resultado da dificuldade de construir uma saída mantendo os velhos interesses no aparelho de Estado. O resto é pura fraseologia vazia. Como diria o titio Joel Santana: cock-and-bull story.

O petismo, no auge, contou com apoio entusiástico da elite brasileira. Mesmo após as denúncias do mensalão, publicizadas na CPMI dos Correios. Para as classes dirigentes, o projeto criminoso de poder foi visto, apenas, como uma forma de governança, nada mais que isso. Quando Dilma Rousseff iniciou seu primeiro mandato, foi muito elogiada pela forma como administrava o governo e pelo combate — ah, Polianas — aos malfeitos, forma singela como definia a corrupção, marca indelével do seu período presidencial. Quem apontava as mazelas era visto como rancoroso, um pessimista contumaz.


No momento que Fernando Collor renunciou à Presidência da República, já tinha ocorrido uma recomposição de forças, desde o mês anterior à autorização para a abertura do processo de impeachment pela Câmara dos Deputados, a 29 de setembro de 1992. Ou seja, a movimentação em torno de Itamar Franco, vice-presidente, permitiu que o bloco político-empresarial estabelecesse e garantisse as condições de governabilidade, que tinham sido afetadas desde o início do mandato, um ponto fora da curva entre os períodos presidenciais desde 1945. A queda de Collor — sem nenhuma sustentação social ou no Congresso Nacional — pode ser compreendida, então, mais como um rearranjo do bloco político-empresarial, redefinindo interesses no interior do aparelho de Estado, do que uma vitória das ruas, dos caras-pintadas. As ruas — mesmo sem o querer — acabaram permitindo uma saída confiável no interior de uma ordem política intrinsecamente antirrepublicana.

As acusações que pesam contra Dilma Rousseff são incomparavelmente mais graves do que aquelas imputadas a Fernando Collor. Os atos de corrupção, a desastrosa gestão econômica e o controle da máquina estatal por uma organização criminosa com tentáculos nos Três Poderes não têm paralelo na nossa História. Mas por que a crise política se estende? Por que a crise econômica parece não ter fim? Porque não foi encontrada uma saída segura para a classe dirigente, porque Michel Temer não é Itamar Franco, porque Dilma Rousseff não é Fernando Collor, porque o Partido dos Trabalhadores não é o Partido da Reconstrução Nacional e porque as crises político-econômica de 2015 é mais complexa que a de 1992.

A principal dificuldade para ser encontrada uma saída política nos moldes da (triste) tradição brasileira deve-se principalmente à sociedade civil. Hoje, com todas as limitações, ela vem se organizando e se mobilizando de forma independente do Estado e de seus braços, como os partidos políticos. As três grandes manifestações — de 15 de março, 12 de abril e 16 de agosto — não têm paralelo na História do Brasil. Um acordo pelo alto, costurado pelos velhos interesses, é muito difícil — e pode ter vida curta. É necessário ir mais fundo. Não basta a simples troca de presidente. O receio maior de Brasília é ter de enfrentar o Brasil real. Aquele que não quer mais ver a corrupção impregnando as ações de Estado, tenebroso método de gestão e de desqualificar a política, “fazendo-a descer ao plano subalterno da delinquência institucional”, como bem escreveu o ministro Celso de Mello. (O Globo).


Quem aguenta um governo que não precisa de oposição?Ele próprio se destrói!




Tudo o que Dilma faz dá errado

Valdo Cruz

Folha

A imprudência e o voluntarismo do governo Dilma em seu primeiro mandato quebraram o Estado. A tal ponto que, numa atitude inédita, o Orçamento da União de 2016 é enviado ao Congresso Nacional com previsão de déficit.

Fica difícil, neste momento, avaliar o que teria sido pior. Fazer mágicas para tapar o rombo previsto no orçamento do ano que vem ou admitir que o governo não tem dinheiro para bancar todas as suas despesas.

No ano passado, a equipe de Dilma optou pelas pedaladas fiscais, uma maquiagem para tentar esconder o buraco nas contas públicas. Não deu. Fechou 2014 sendo obrigada a se endividar para pagar seus débitos. E nem pagou todos.

O fato é que Dilma adora um gasto para chamar de seu. A presidente é adepta do Estado forte, intervencionista, dono e agente direto dos rumos da economia. Ela não se satisfaz em dar apenas as diretrizes.


IMPREVIDÊNCIA
Deu no que deu. Imprevidente, gastou mais do que arrecada. Estimulou o aumento de alguns gastos e não tomou nenhuma medida para segurar outros. Torrou o colchão de poupança deixado para ela por Lula.

Numa atitude de desespero, lançou de última hora a ideia de ressuscitar a CPMF, o imposto do cheque. A operação foi tão atrapalhada, com oposição à ideia vindo de dentro do próprio governo, que durou meros três dias. Teve vida curtíssima.


Resultado, o governo Dilma tem hoje estreita margem de ação para: combater uma recessão que deve durar dois anos, uma inflação acima de 9% e um desemprego em alta.

TUDA DÁ ERRADO
Aí, para tentar respirar, inventa não só a volta da CPMF como diz que vai cortar dez ministérios, no timing errado, na dose errada, espalhando medo e paralisia na sua equipe.

Enfim, este é um governo que não precisa de oposição. A ponto de um aliado muito próximo de Dilma Rousseff desabafar: “Deste jeito, não sei se vamos aguentar. Se a gente quer destruir o nosso governo, estamos no caminho certo”.


(artigo enviado pelo comentarista Wilson Baptista Jr.)

Palmas para ele

O ANTAGONISTA

Gilmar Mendes, entrevistado pelo Estadão, chamou de “ridículo” o parecer de Rodrigo Janot sobre a VTPB.

Palmas para ele.

Chamou-o também de “infantil” e “pueril”.

Ainda mais palmas para ele.


Aplausos para Gilmar Mendes

Haddad contra Pixuleco

O ANTAGONISTA

O petista Fernando Haddad tentou proibir Pixuleco de desfilar por São Paulo.
Sua primeira manobra, segundo a Folha de S. Paulo, foi acusar Pixuleco de violar a Lei Cidade Limpa. A prefeitura chegou a pedir um parecer jurídico sobre o assunto. Em seguida, os petistas pensaram em apreender o boneco inflável por uso irregular do espaço público.


Ontem o instituto Paraná divulgou uma pesquisa dizendo que, para 84,2% dos brasileiros, Lula sabia do Petrolão. E para 83,5% dos entrevistados Dilma Rousseff também sabia.


A Lei Cidade Limpa deveria proibi-los de desfilar por São Paulo.


Pixuleco ganhou

Presidente-bomba

O ANTAGONISTA

A China está derrubando a economia mundial.


A bolsa de Londres perde, neste momento, 2,41%. A de Frankfurt, 2,72%. A de Paris, 2,55%.

Enquanto isso, Dilma Rousseff reúne-se com os líderes da base aliada e entrega o equilíbrio das contas públicas nas mãos de José Guimarães, Leonardo Picciani e Jandira Feghali.

O Brasil foi da pauta-bomba à presidente-bomba.


Quem precisa da China se tem Jandira Feghali?

Levy perdeu a dignidade---Queimaram Joaquim Levy.

O ANTAGONISTA

 

Joaquim Levy já era



Leia o relato de O Globo:
"De fiador do segundo mandato de Dilma, Levy se transformou num mal ainda necessário. Com a credibilidade arranhada no Congresso, no mercado e no governo, ele segue no comando porque pior agora seria substitui-lo.


Integrantes do governo relataram que, internamente, há decepção com o desempenho de Levy. Esperava-se que o ministro conseguisse 'blindar' o governo da avaliação ruim das agências de risco e emplacar medidas austeras com mais habilidade".

Joaquim Levy continua agarrado à poltrona, fazendo de conta que ainda não percebeu, mas Nelson Barbosa já tomou seu lugar no governo.


O velho ministro da Fazenda, Levy, e o novo, Barbosa

Levy perdeu a dignidade

Estadão:
"Derrotado nas discussões que culminaram com a apresentação de um projeto escancarando a previsão de desequilíbrio fiscal, Joaquim Levy pretendia sair da reunião desta segunda-feira, no Planalto, e viajar para São Paulo, onde faria palestra no Fórum Exame. O anúncio do Orçamento de 2016 seria feito apenas por Nelson Barbosa. Mas Dilma Rousseff não autorizou a saída 'à francesa' de Levy, que foi obrigado a cancelar o compromisso".


Sergio Moro, no Fórum Exame, disse: "Perdemos a dignidade". 


Pena que Joaquim Levy não estivesse lá para ouvi-lo.


Indignidades