segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Mauricio Macri ganha as eleições e será o novo presidente da Argentina


Com 99% das urnas apuradas, Macri vence com 51,4% dos votos contra 48,6% de Scioli

Mauricio Macri fala com a imprensa. / IVAN ALVARADO (REUTERS)

O liberal Mauricio Macri (Cambiemos) será o novo presidente da Argentina, segundo a apuração de 99% das urnas. O opositor se impôs nas urnas ao peronista Daniel Scioli (Frente para la Victoria) com 51,4% dos votos contra 48,6% em um domingo tranquilo de eleições presidenciais. Macri teve uma vitória apertada, menos de três pontos e pouco mais de 700.000 votos em um país com 32 milhões de pessoas aptas a votar. A Argentina viveu este giro radical a centro-direita depois de 12 anos de kirchnerismo com uma inesperada calma. Depois de uma campanha tensa, as eleições foram muito tranquilas. Parecia que tudo já tinha sido decidido no primeiro turno, onde ocorreu a verdadeira reviravolta. Macri se tornou então o favorito e não saiu desse pedestal.
PUBLICIDADE
Assumida a vitória de Macri, a única dúvida que restava era que distância teria de seu rival, um dado importante para saber com que força seu Governo dará a partida em uma situação econômica delicada. Agora se sabe que a margem foi mínima.

O kirchnerismo perdeu, mas resistiu com força depois do desgaste de 12 anos de Governo.


Os macristas acreditam que a campanha do medo promovida por Scioli teve algum êxito, sobretudo nas camadas mais pobres da população. Dessa forma, Scioli ganhou na província de Buenos Aires, a mais sensível a este tipo de mensagens, segundo os macristas.


Consciente dessa limitação, tanto Macri como sua vice-presidenta, Gabriela Michetti, mandaram mensagens conciliatórias aos que não lhes votaram. "Muitos lares humildes estão preocupados. Quero dizer que vocês não têm o que temer", assegurou Michetti. "Peço aos que não nos votaram, que se juntem a essa mudança. Esta Argentina não vai ser fruto de um iluminado que tem todas as soluções. Isso não existe. Minha tarefa é ajudar a encontrar o caminho", disse Macri em um discurso com pouco conteúdo político e centrado na ideia de "unir os argentinos". 


A mudança chegou à Argentina com uma sensação de normalidade absoluta, sem denúncias de fraude, sem tensões, e com um dia ensolarado na capital. Nada a ver com as primárias de agosto, quando se votou depois de uma das piores inundações de que se tem notícia na província de Buenos Aires e houve todo tipo de denúncias. Tudo apontava então para uma vitória da situação. Mas pouco a pouco Macri foi ganhando terreno e Scioli perdendo, em um ambiente de cansaço do kirchnerismo que as pesquisas não conseguiram detectar.


Macri conseguiu forçar o segundo turno em 25 de outubro com um resultado inesperado —37% a 34% em favor de Scioli— e desde então não parou de crescer, enquanto Scioli e a situação mudavam totalmente de estratégia, em desespero, para tentar estimular o voto anti-Macri e convencer os argentinos, sobretudo das classes populares, de que tinham de ir votar para defender seus programas sociais e os direitos adquiridos nestes anos.


Toda a campanha se concentrou na ideia de que com Mauricio Macri viria um cataclisma, mas no dia em que realmente se votou, nada aconteceu. Daniel Scioli, que durante três semanas tentou convencer os argentinos de que seu rival é “um perigo”, inclusive se esqueceu ontem dessa guerra e até tentou retomar sua amizade com Macri. Os dois eram amigos há 30 anos, pertencem ao mesmo círculo de filhos de empresários milionários e são da mesma geração, mas nos últimos dias tudo parecia rompido entre eles.


Scioli se encarregou ontem de relembrar que Macri esteve em seu casamento e que esteve com seu rival poucas horas depois de ter sido liberado de um duríssimo sequestro que sofreu em 1991. Tinham uma amizade estreita. Macri insiste que Scioli foi “uma grande decepção” pela campanha duríssima que protagonizou nos últimos dias. “Está lançando a imagem de que sou uma má pessoa que vai prejudicar seu país”, queixava-se na quinta-feira.


Esta batalha entre dois homens da elite econômica do país, que vêm de mundos alheios à política —Macri do futebol, como presidente do Boca Juniors, e Scioli de um esporte para milionários como as lanchas de corrida— chegou a seu fim e Scioli busca a reconciliação e até falou da relação de suas esposas. “Karina conhece Juliana há muitos anos e essas são as coisas que perduram, a política é uma circunstância”, sentenciou. Scioli tentou usar a seu favor a figura do Papa, próximo ao peronismo, e voltou a citar as palavras de Francisco: “Votem com consciência”.


E, no entanto, apesar desta aparente tranquilidade em um país de longa tradição democrática interrompida por várias ditaduras no século XX, a virada que a Argentina dá é notável. Sem solução de continuidade, passou-se de 12 anos de kirchnerismo, nos últimos tempos voltado à esquerda, e com uma política econômica heterodoxa concentrada em um claro protecionismo para manter a indústria local e os empregos e um controle férreo da venda de dólares, a um candidato como Macri, alheio ao peronismo e ao radicalismo que vem da direita e defende posições liberais, ainda que agora se defina como “desenvolvimentista”.


O entorno de Macri afirma que ele sabe que país vai enfrentar e não fará uma virada de 180 graus, mas manterá um certo protecionismo e fará as reformas muito devagar, respeitando os sindicatos. Mas a verdade é que no mundo econômico se assume que virão curvas nos próximos meses.


Macri optou neste domingo por sua habitual mensagem otimista sem entrar em muitos detalhes. “É uma enorme alegria, sinto que estamos em um dia histórico, que vai mudar nossas vidas. Espero que comece uma nova fase na Argentina. Viemos com tranquilidade e esperamos que hoje seja uma festa. Quero dizer muito obrigado a todos. Sinto uma enorme alegria e estamos todos sabendo que é um dia histórico que vai mudar nossas vidas”, afirmou pouco depois de votar.


Terceiro na disputa, o peronista dissidente Sergio Massa, que ficou fora do segundo turno e cujos 5,2 milhões de votos eram cobiçados por todos, também quis ser otimista, ainda que claramente oposto a Macri: “Para além do resultado, hoje termina uma etapa e começa uma nova. Será preciso arregaçar as mangas e trabalhar por uma Argentina melhor”. O país entra assim em uma nova etapa que nunca tinha explorado, um governo alheio ao radicalismo e ao peronismo que dominaram os últimos 70 anos, apesar de Macri ter alguns componentes de ambos em sua equipe.

Fim de festa.Os populismos que governam Argentina, Brasil e Venezuela atravessam uma profunda crise


Maduro e uma simpatizante em Cumaná (Venezuela). / HANDOUT / PALACIO DE MIRAFLORES (REUTERS)

O kirchnerismo argentino entrou no em seu ocaso. Seja qual for o resultado da eleição de domingo, a onipotência dessa vertente pessoal do peronismo chegou ao final. Só a derrota da eleição para governador da província de Buenos Aires, que representa 38% do eleitorado nacional e seu bastião histórico, é um sinal de uma nova era.

PUBLICIDADE
A condição de favorito que o governador de Buenos Aires, Daniel Scioli, tinha até recentemente, mudou de sinal. Com a mesma firmeza com que as pesquisas davam sua vitória como certa, agora preveem a de Mauricio Macri, que parece abençoado pelos deuses quando até o Boca Juniors, a equipe que presidiu por 12 anos, voltou a vencer o campeonato de futebol argentino.
Paradoxalmente, Scioli, com a primeira maioria (36,8%) parece derrotado, enquanto Macri (com 34,3%) e Sergio Massa (21,3%) parecem vitoriosos. Acontece que esses números expressam uma rejeição clara ao continuísmo.

 É possível sentir um cansaço das 46 intermináveis redes nacionais que a presidenta ocupou este ano com sua retórica tensa e barroca; da forma autoritária de lidar seu partido como um absolutismo monárquico; sua agressividade constante contra a imprensa e uma situação econômica que já não tem a possibilidade esbanjar o que o comércio exterior fornecia até recentemente, com os melhores preços da história em produtos agrícolas.

No segundo turno que se aproxima, Macri é a esperança de uma mudança; Scioli é uma dupla resignação: da presidenta, que o aceitou como candidato sem querer e do eleitorado kirchnerista que não o considera um dos seus.


A outra eleição que se aproxima, a de 6 de dezembro na Venezuela, também marca outro formidável fracasso dos regimes populistas. A Venezuela vive hoje a maior crise de sua história. Seu PIB caiu da 4ª para a 7ª posição na América Latina, com o anúncio de outro declínio acentuado este ano. A inflação, muito difícil de estimar, é a maior do mundo, e se o Governo fala em 85%, economistas independentes estimam em 200%, com uma perspectiva hiperinflacionária. 




O desabastecimento é generalizado e o autoritarismo já é exibido sem pudor, a tal ponto que o Governo nem sequer reconhece que a Corte Interamericana de Direitos Humanos sentenciou o Governo a devolver aos proprietários a Radio Caracas Televisión. No meio desse panorama, o promotor no julgamento ao líder da oposição Leopoldo López, condenado a 13 anos de prisão, foi para os EUA, escapando da “imensa pressão” que era vítima para validar as “provas falsas” que o Governo exibia.


Macri é a esperança de uma mudança; o eleitorado kirchnerista não considera Scioli um dos seus
Frente a essas circunstâncias, o presidente Maduro mostra grosseiramente sua intenção e anuncia que, no caso de uma derrota parlamentar, “não vai entregar a Revolução” e “que vai governar com o povo”, em uma “união cívico-militar” (a mesma expressão que, naquele momento, usou a ditadura uruguaia). Mais que uma ameaça é uma expressão de que haverá fraudes, a qualquer custo.



No Brasil, por sua vez, a situação continua piorando. A economia está indo para outro ano recessivo e os escândalos de corrupção ligados à Petrobras são inigualáveis. Os números são tão grandes quanto o território brasileiro e estão presos os principais empresários da construção e as principais figuras do Governo de Lula. A presidenta Dilma Rousseff administra o país sem o menor consenso nacional, em meio a um clima de descrédito moral que envolve seu partido e o governo.



É muito significativo que isso ocorra simultaneamente em três países muito importantes que até recentemente eram vistos como bem-sucedidos, conduzidos por líderes populares acima do bem e do mal.


A estrela de Lula é eclipsada pelos escândalos de seu Governo, a de Maduro desce para uma exposição grosseira de arbitrariedade e Cristina Kirchner sofreu o colapso de seu projeto de continuidade hegemônica.


Como o Brasil vai terminar não está claro, mas – como disse Fernando Henrique Cardoso – se a presidenta não agir com grandeza, seu regime vai se desgastar até chegar à paralisia. No caso da Venezuela, a pergunta é até onde e quando continuarão resistindo os civis e militares aos que impõe sobre eles os pesados deveres da arbitrariedade. Somente na Argentina parece se abrir o panorama esperançoso iluminado pelo triunfo de Macri.

O que está claro é que a festa populista está em seu ocaso. Na América do Sul, o sol não sai só para o Pacífico.

Julio Maria Sanguinetti foi presidente do Uruguai.

Covardia!Lula pede para neta defendê-lo.Só falta agora tirar foto com cachorrinho e posar de defensor da natureza!

23/11/2015

‘É muito fácil bater só em meu vô, ele é um só’, diz neta de Lula que defende José Dirceu, veja entrevista completa…

Neta mais velha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a estudante de psicologia Maria Beatriz da Silva Sato Rosa, de 20 anos, foi uma das que gritaram "Fora Cunha" e "Fora Levy" no 3.º Congresso da Juventude do PT, encerrado neste domingo, em Brasília. Bia, como é conhecida, quer ingressar na carreira política, defende o ex-ministro José Dirceu, preso em Curitiba, diz que a presidente Dilma Rousseff não é culpada pela crise e vê injustiça no ataque a Lula. "É muito fácil bater só em um", afirma.


Ela acha que os jovens precisam ir às ruas para defender o partido, mas também para pedir mudanças no governo. “Se o PT continuar com baixa aprovação, não conseguiremos eleger o próximo candidato”, prevê Bia, que é filha de Lurian.

A seguir, os principais trechos da entrevista:

As investigações da Lava Jato afetam a confiança dos jovens no PT?
São nesses momentos difíceis que vemos os verdadeiros petistas. Pode ter enfraquecido, sim, mas ainda somos muitos e permaneceremos na guerra. Se desistirmos, tudo vai piorar. Se o PT continuar com baixa aprovação, não conseguiremos eleger o próximo candidato. Apesar de o governo do PT ter sido o que mais fez pelos jovens, ainda tem muito a melhorar. A gente tem que ir para a rua. Não fugiremos à luta. Precisamos vestir a camisa e não ter vergonha de andar com uma estrela no peito.

Como o seu avô reage às denúncias?
Eu acho que ele já levou tanta porrada na vida que está acostumado. Mas é muito fácil ser de direita. Em São Paulo, por exemplo, as escolas estão fechando e ninguém fala nada porque é mais importante falar do filho do Lula, contra o qual nem se tem provas. Eu acho que o que mais afeta é mexer com os filhos e com os netos, porque a gente não tem culpa da figura política que ele é. É muito injusto o que fazem, porque é muito fácil bater só em um. Vejo isso como medo, para tentar enfraquecê-lo. Têm medo de que ele volte.

E você acha que ele deve concorrer em 2018?
Sim, porque será a única oportunidade de eu votar nele. Antes eu era menor de idade.

Você será candidata na eleição municipal do ano que vem?
Na próxima eleição não vou me candidatar, mas na outra vocês devem ouvir falar mais de mim. Sou secretária da Juventude do PT em Maricá (RJ) e estou me preparando para isso. Já me disseram que o que eu mais puxei do meu avô foi a política.

Qual é o peso de ser neta do ex-presidente?
Muito grande, porque as pessoas têm uma visão muito errada e acham que eu sou algo que não sou. Elas confundem e não sabem separar a Bia da neta do Lula. Então, muita gente que não gosta do PT ou não gosta do meu avô me critica. Da mesma forma que existem bons políticos no PSDB, existem bons políticos no PT e eu não vou tratar alguém mal só porque é de outro partido. Em 2011, eu fiz uma peça de teatro e o pessoal começou a divulgar ofensas na internet. Mas eu sempre soube lidar com isso. A vida me ensinou.

Como é a avaliação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), entre a nova geração do PT?
O Cunha não me representa. Nem a mim e acho que a quase ninguém do PT. Acredito fortemente que ele deveria renunciar, mas não acho que ele é homem suficiente para isso.

É preciso romper a aliança com o PMDB?
O PMDB é um forte aliado nosso e a gente não tem como romper, até porque o vice-presidente (Michel Temer) é do PMDB. Eu espero que um dia a gente consiga se desvincular, mas hoje a gente precisa do PMDB. Agora, Cunha não, nunca. No caso do “PL do aborto” (como ficou conhecido o projeto de lei de autoria de Cunha, dificultando o aborto legal, em caso de estupro), acho que a mulher é dona do corpo dela. Ela sabe o que faz, não tem nada a ver. Cunha tem que cuidar dos projetos dele, da vida dele, das contas na Suíça…

O Congresso da Juventude do PT defendeu o ex-ministro José Dirceu, que está preso. Você também o apoia?
Nosso companheiro Dirceu foi condenado sendo inocente, assim como muitos do nosso partido. O que mais me deixa indignada é como tudo foi e é conduzido. Não existem provas concretas. Além do mais, Dirceu ajudou, e muito, na construção do PT e do governo Lula e tenho certeza de que ele foi fundamental para muitos projetos. Sou uma eterna defensora dele e do companheiro Genoíno. São presos políticos, infelizmente.

Por que o “Fora Levy”?
A mudança pode ser uma solução, até porque o Levy (Joaquim Levy, ministro da Fazenda) não tem uma política condizente com a nossa, que é voltada para o povo. A gente pode ver, sim, o Meirelles (Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central) como uma solução, mas não sem uma estratégia. O desemprego aumentou, mas é uma crise mundial. A gente não pode culpar a Dilma por tudo. Agora, é como o meu avô falou: não adianta só a gente vir com um cartaz  de “Fora Levy” e não trazer propostas de como mudar.

Comentário

Claro que ela quer ser política!Viu o quanto o avô enriqueceu roubando e enganando o povo brasileiro e aprendeu a mentir e a enganar no colo do avô.Vai ser mais uma política corrupta e manipuladora que colocará a culpa na "crise mundial" para seus fracassos econômicos ou quando roubar tanto que o PIB do país despenque.Como seu avô está fazendo.Neta de corrupto corrupta é.

Anônimo

(Via estadão e agências)

LULA e filhos, PF está no rastro de suas fortunas, o que poderá terminar na Papuda, entenda o caso…

23/11/2015


Há poucos dias, o órgão de inteligência do Ministério da Fazenda, o Coaf, divulgou que o ex-presidente movimentou mais de R$ 52 milhões em sua conta. Os dados são investigados pela Polícia Federal no âmbito da operação Zelotes, que já comprovou o envolvimento do filho de Lula, Luis Claudio Lula da Silva, no esquema de vendas de medidas provisórias. O caçula confirmou que recebeu R$ 2,5 do amigo de seu pai, Mauro Marcondes, preso na operação.

Mas a fortuna pessoal de Lula possui origens diversificadas. Além de empresas de fachada que contrataram suas palestras na Angola (leia aqui), e das empreiteiras que assaltaram a Petrobras, Lula recebeu dinheiro de outras empresas suspeitas.

Após o constrangimento causado pela revelação de que recebeu alguns milhões das empreiteiras investigadas na Lava Jato. Lula ordenou que seu Instituto divulgasse uma lista de outras empresas que também contrataram suas palestras.

A idéia era demonstrar que nem todo o dinheiro que recebeu era de origem suja. O tiro saiu pela culatra e a iniciativa acaba levantando novas suspeitas sobre a prática de tráfico de influência.

Entre as outras empresas que contrataram palestras de Lula, algumas levantam mais suspeitas “embaraçosas”, uma vez que o ex-presidente não é nenhum especialista na área energética. Veja alguns exemplos abaixo:

– O SINAVAL é a instituição que representa os estaleiros brasileiros instalados em diversas regiões do país. Todos os estaleiros possuem contratos com a Petrobras.

– BTG Pactual é um banco de investimento que participou da compra de ativos da Petrobras na África. Segundo especialistas do setor de petróleo, e funcionários da própria Petrobras, o BTG Pactual pagou pouco para participar como sócio da extração de preciosas reservas no continente africano.

– Centro de Estudos Estratégicos de Angola. Lula é investigado pelo Ministério Público, acusado de influenciar governantes daquele país a assinar contratos bilionários com a construtora Odebrecht com dinheiro do BNDES.

– Endesa, empresa espanhola que atua na distribuição de gás natural e na geração e distribuição de energia elétrica. A empresa também tem negócios com a Petrobras e Eletrobrás.

– Gas Natural Fenosa, empresa espanhola que controla a Ceg, Ceg Rio, Gas Natural Fenosa em São Paulo e recentemente comprou da Petrobras 40% da empresa na distribuidora estatal mineira de gás Gasmig por R$ 600 milhões.

– Iberdrola é uma empresa espanhola que atua na distribuição de gás natural e na geração e distribuição de energia elétrica que também tem negócios com a Petrobras nas áreas de gás e energia de termelétricas.

– GDF Suez, empresa francesa do setor de energia GDF Suez é controladora da Tractebel, que vende energia no Brasil e que doou R$ 1.5 milhões à campanha de Dilma e ao PT.

A GDF Suez foi a empresa líder do consórcio para construção da Usina Hidrelétrica de Jirau, em Rondônia, uma das maiores obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

A GDF Suez tem como acionista o bilionário Alfred Frére, que controla a Astra Oil por meio da Transcor Astra Group. Para quem não se lembra, a Astra Oil era a dona da refinaria de Passadena, no Texas. A refinaria que Dilma deu aval para a Petrobras comprar, o que ocasionou um prejuízo bilionário ao Brasil.

– Grupo Petrópolis, o empresário Walter Faria, dono da Cervejaria Itaipava e amigo de Lula e de João Vaccari. Faria conseguiu empréstimos milionários para a expansão de seus negócios e retribuiu doando alguns milhões ao PT e contratando palestras de Lula.
(Via agências)

Deputados que irão investigar a tragédia de Mariana receberam R$ 2 milhões da VALE durante campanha

23/11/2015


A tragédia até o momento contabiliza sete mortos identificados, 18 desaparecidos e centenas de desabrigados, além de danos ambientais a rios de Minas Gerais e do Espírito Santo.


Três comissões parlamentares de inquéritos foram criadas para acompanhar o rompimento das barragens de mineração na região de Mariana, em Minas Gerais

As comissões dividem o fato de que seus integrantes tiveram a campanha eleitoral paga por doações de empresas do grupo Vale, mineradora que, com a BHP Billiton, é dona da Samarco, empresa diretamente responsável pela operação das barragens em Mariana.

As doações dirigidas às campanhas dos membros titulares dessas comissões somam R$ 2,6 milhões.
Na Câmara dos Deputados, 13 dos 19 membros da comissão externa instalada nesta quinta-feira (12) para “acompanhar e monitorar os desdobramentos do desastre ambiental” foram beneficiados por doações de empresas ligadas à Vale, em valores que vão de R$ 465 a R$ 500 mil.


Na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, cinco dos nove membros titulares da comissão extraordinária criada na quarta-feira foram beneficiados com doações do grupo Vale, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). As contribuições de campanha aos integrantes da comissão somam R$ 368 mil.


Já na Assembleia Legislativa do Espírito Santo, estado afetado pela enxurrada de lama que atingiu o rio Doce, as empresas do grupo Vale doaram R$ 428 mil a sete dos 15 membros da comissão representativa criada para acompanhar os impactos ambientais da tragédia.


Fizeram doações as empresas Vale Energia, Vale Manganês, Salobo Metais, Minerações Brasileiras Reunidas e Mineração Corumbaense, todas ligadas ao grupo Vale. A Samarco não fez doações eleitorais.

Ao todo, nas últimas eleições, o grupo Vale gastou R$ 80 milhões em doações, que beneficiaram três candidatos a presidente, 18 a governador, 19 a senador, 261 a deputado federal e 599 a deputado estadual. As doações beneficiaram políticos de 27 partidos. O país possui, hoje, 35 legendas em atividade.

(informações do Jornal do Estado / Espírito Santo)

Brasil contamina o Oceano Atlântico!

23/11/2015

Brazil dam toxic mud reaches Atlantic via Rio Doce estuary

A wave of toxic mud travelling down the Rio Doce river in Brazil from a collapsed dam has reached the Atlantic Ocean, amid concerns it will cause severe pollution.


The waste has travelled more than 500km (310 miles) since the dam at an iron mine collapsed two weeks ago.

Samarco, the mine owner, has tried to protect plants and animals by building barriers along the banks of the river.

Workers have dredged the river mouth to help the mud flow out to sea fast.

The contaminated mud, tested by the water management authorities, was found to contain toxic substances like mercury, arsenic, chromium and manganese at levels exceeding human consumption levels.

Samarco has insisted the sludge is harmless.

In an interview with the BBC, Andres Ruchi, director of the Marine Biology school in Santa Cruz in Espirito Santo state, said that mud could have a devastating impact on marine life when it reaches the sea.

He said the area of sea near the mouth of the Rio Doce is a feeding ground and a breeding location for many species of marine life including the threatened leatherback turtle, dolphins and whales.


“The flow of nutrients in the whole food chain in a third of the south-eastern region of Brazil and half of the Southern Atlantic will be compromised for a minimum of a 100 years,” he said.


The magazine Chemistry World quotes Aloysio da Silva Ferrao Filho, a researcher at the respected Oswaldo Cruz Foundation, as saying that the impact has been severe in the river itself.

“The biodiversity of the river is completely lost, several species including endemic ones must be extinct.”

Samarco has erected 9km of temporary floating barriers similar to those used at sea during oil spills in the river to try to hold back the mud from river banks and to protect flora and fauna from the mud.
One concern is that because the mud is high in iron ore and silica it will set hard as concrete when it dries out.

At the mouth of the river, the company has been using heavy equipment to remove sand banks and dredge so that the mud, when it reaches the sea, can flow out as fast as possible and be diluted quickly.

It is the fish and turtle breeding season at this time of year. Local people have been helping get fish into tanks and have been collecting turtle eggs to incubate.

In the meantime, Samarco says it is doing repairs on two other dams it uses to hold waste water which is says are at risk of collapsing.

Eleven people were killed and 12 are missing – presumed dead – in the disaster.

Samarco is owned by mining giants, Vale, from Brazil, and the Anglo-Australian company, BHP Billiton.

It has agreed to pay the Brazilian government 1bn (£170m; $260m) compensation.

The money will be used to cover the initial clean-up and to offer compensation to families.
(Via BBC)

Inversão de valores típica do PT: Criminosos ganham aumento,brasileiros honestos não ganham nada.Quem mandou ser honesto??

23/11/2015

Mamãe Dilma concede reajuste de 11% para auxílio-reclusão, e para aposentados nada!

A presidente Dilma Roussef resolveu reajustar em 11% os chamados auxílios-reclusão, valores pagos aos familiares de presos brasileiros.


O benefício, que era de R$ 915,00, irá para R$ 1.157,00. Segundo o G1, de O Globo, o Brasil tinha cerca de 615 mil presos; de acordo com o Boletim Estatístico da Previdência Social – Vol 20 – nº 8, referente a agosto de 2015, 37.038 famílias receberam o auxílio-reclusão, num valor médio de R$ 825,4 pasra cada uma.




Para os presidiários, na maioria assassinos, estupradores, etc, o aumento. Para os aposentados nada!!!

LULA É UM MENTIROSO … AFIRMA O ESTADÃO EM ÁCIDO EDITORIAL…

23/11/2015


Luiz Inácio Lula da Silva é realmente um prodígio na nem sempre delicada arte de sofismar, que os dicionários definem como o exercício de “raciocínio vicioso, aparentemente correto e concebido com a intenção de induzir em erro”. Haverá quem prefira substituir o verbo sofismar por outro mais contundente: mentir.



Qualquer dos verbos cai como uma luva para definir o desempenho de Lula em entrevista televisiva de 40 minutos concedida ao jornalista Roberto D’Ávila, na qual se definiu como “o mais republicano dos presidentes que este país já teve” e negou categoricamente que esteja tentando de algum modo interferir no governo Dilma, nem mesmo no que diz respeito ao ministro Joaquim Levy, ao ajuste fiscal e à política econômica, porque “um ex-presidente tem que ter muito cuidado para não dar palpite”.


Mas foi no capítulo da corrupção que Lula se mostrou um verdadeiro artista. Começou, em tom dramático, definindo-se como um político de formação moral rígida e reputação absolutamente ilibada:

Resultado de imagen para gargalhadas imagens


“Só tenho um valor na minha vida, não são dois, apenas um: vergonha na cara, o que aprendi com uma mãe analfabeta”.


Em relação ao escândalo da Petrobrás – que lhe causou “um susto” –, saiu-se pela tangente afirmando que sempre foi favorável à investigação, repudiando apenas o “vazamento seletivo” de delações premiadas, e lançando a responsabilidade da esbórnia sobre “antigos funcionários” da estatal, que estavam lá “há muito tempo”.



Tentando afastar qualquer suspeita sobre eventual envolvimento seu na devastação da empresa, garantiu, em seu melhor estilo palanqueiro: “Duvido, duvido muito, que algum empresário possa afirmar ter conversado comigo qualquer coisa que não fosse possível de ser concretizada em qualquer lugar do mundo”.



Trata-se de argumento que funciona para quem tem fé inabalável na retidão moral de quem o enuncia.

 Resultado de imagen para gargalhadas imagens

Mais ou menos como a garantia que deu em 2005, de que não sabia da existência do mensalão: “Eu me sinto traído por práticas inaceitáveis, das quais nunca tive conhecimento”. 


 Resultado de imagen para gargalhadas imagens

Depois de ter sido reeleito no ano seguinte, mudou o discurso partindo, como de hábito, do princípio de que o brasileiro é idiota: “O processo do mensalão é uma farsa”. Certamente, um dia dirá o mesmo sobre o petrolão.

domingo, 22 de novembro de 2015

Instituto Royal acusa ativistas de maltratar beagles: 'Nossos cães não são pets'Não devem ser colocados no colo! (Pirou?)


Segundo a bióloga Silvia Ortiz, beagles capturados por ativistas não são pets e não estão acostumados a viver como tal; ela nega maus tratos contra animais

- Atualizado em
Os ativistas arrombaram gaiolas e retiraram dezenas de cães da raça beagle, que foram levados em carros a clínicas veterinárias particulares da região
Bióloga diz que cães da raça beagle levados do Instituto Royal não são pets(Avener Prado/Folhapress/VEJA)
A gerente-geral do Instituto Royal, a bióloga Silvia Ortiz, afirmou nesta quinta-feira que os ativistas que furtaram 178 cães da raça beagle na invasão da sede do instituto em São Roque (SP), na sexta-feira da semana passada, maltrataram os animais. "Os ativistas disseram que retiraram os animais do Instituto Royal por causa de supostos maus-tratos, mas quem cometeu maus-tratos com os cães foram eles", disse.


Segundo a bióloga, se algo causou estresse aos animais foi a "arruaça" promovida durante a invasão. "A quantidade de fezes e de urina que os ativistas relataram lá dentro.... Você imagina que todos os animais estavam dormindo em uma condição de temperatura, iluminação e umidade controladas. De repente entram 150 pessoas fazendo aquela arruaça, aos gritos. É claro que eles urinaram e defecaram. Os animais ficaram estressados", afirmou.


"Mostraram animais tremendo na TV, mas eles não estão acostumados com isso. Nem sequer estão acostumados a ir para o colo. O que as pessoas não entendem é que eles não são pets. Os ativistas dizem que agora eles estão em casa, em uma caminha quente, com uma comidinha. Eles não estão acostumados a comer comidinha. Eles comem ração. Vai dar diarreia nesses animais. Muitos podem não estar nem conseguindo comer", alertou.


Leia também:
Instituto Royal diz que vai retomar testes com animais
"Nenhum país do mundo proíbe pesquisas com animais"
Captura dos animais prejudica investigação, diz promotor


Silvia e o diretor científico do Royal, João Antônio Pegas Henriques, negaram repetidas vezes que houvesse qualquer tipo de maus-tratos aos animais ou que fosse feito no laboratório teste de cosmético nos cães. "Nós testamos cosméticos, mas só em células, in vitro. Nunca em animais. E nem é lá, mas na unidade de Porto Alegre", explica Henriques.



A bióloga rebateu a acusação da apresentadora de TV Luisa Mell, que estava na invasão, de que havia ao menos um animal com a pata quebrada e outros com cicatrizes e tumores:


"A pessoa fala que a cadela estava com calombos, gorda. Mas ela estava prenha. Ela não sabe apalpar e sentir que é um feto. Não tem cicatriz nenhuma. Mostraram um animal sem olho dizendo que era do Royal e depois desmentiram. Também não tem pata quebrada, a não ser que algum animal tenha sido quebrado na retirada", diz.

  • Os representantes do Royal ainda não estimaram os prejuízos financeiros e científicos, mas dizem que "não deve ser pouca coisa". Segundo Henriques, microscópios avaliados entre 80 000 reais e 100 000 reais foram quebrados e equipamentos de laboratório, computadores e materiais de testes, levados.


    "Além de perdermos as pesquisas que estavam em andamento para drogas anticâncer, diabetes, hipertensão, epilepsia, de antibióticos e anti-inflamatórios, ainda desperdiçamos toda a pesquisa para a padronização genética dos cães usados. Foram dez anos para que eles chegassem aos níveis de padrão internacional para testes de fármacos", afirma Henriques.


    Segundo ele, testes do laboratório levaram à aprovação de uma droga antimalária da Fiocruz e de mais outros três medicamentos que estão no mercado. Ele não quis informar, no entanto, quais são os produtos nem de quais farmacêuticas.


    Boas práticas - Apesar de cães serem usados em outros laboratórios, em especial em universidades, Royal é o único do país que tem o reconhecimento de Boas Práticas de Laboratório (BLP) - e por isso outros não fazem testes de fármacos de empresas. O instituto também é o único criador de beagles voltados para pesquisas. Segundo Sílvia, cada filhote custa em torno de 2 400 reais. Fêmeas usadas para procriação são mais caras.
    (Com Estadão Conteúdo)

    Roubo não para “Há muita fraude no Bolsa Família”, afirma relator-geral do Orçamento


    Últimas Notícias, Politica , Vídeos, Saude, Entretenimento e mais

    Ricardo Barros tem a missão de tornar superavitária a proposta enviada pelo Planalto para os gastos e receitas de 2016 e diz que as projeções de arrecadação do governo estão inchadas


    Relator-geral do Orçamento de 2016, Ricardo Barros (PP-PR) diz que o corte de R$ 10 bilhões que propõe ao Bolsa Família só afetará as distorções do programa de transferência de renda do governo. Barros diz que há muita fraude no Bolsa Família e que isso precisa ser corrigido. 


    Em entrevista ao iG, ele diz achar muito difícil atingir o equilíbrio do Orçamento do próximo ano sem novas fontes de arrecadação, ou seja, impostos, mas afirma que aquilo que já tramita hoje no Congresso seria suficiente. Nem conta com a CPMF para 2016 e diz que as projeções de arrecadação do governo estão inchadas.


    roubo- bolsa familia- fraude- governo - dinheiro
    “O defeso é um problema, muita fraude. O Bolsa Família também é um problema, muita fraude. O que o governo precisa é gastar bem o dinheiro que arrecada porque como está sendo exigido um grande sacrifício da sociedade para viabilizar essa arrecadação e o equilíbrio fiscal é preciso que o governo também tenha mão de ferro na gestão dos recursos e é desses excessos que estamos falando nos cortes”, diz Barros, que fala em construir um “Orçamento crível” para recuperar a credibilidade do País.


    Lucio Bernardo Junior/Câmara dos Deputados – 13.10.15
    “Precisamos de uma lipoaspiração no Bolsa Família”, diz deputado Ricardo Barros (PP-PR)

    “Precisamos de uma lipoaspiração no Bolsa Família, que não vai prejudicar quem realmente precisa”, diz ele em mais um capítulo da queda de braço que mantém com a presidente Dilma Rousseff via mídia.


    Dilma tem defendido que não vai aceitar cortes no Bolsa Família. “Estou propondo baseado numa auditoria da Controladoria Geral da União que determina que só 61% fiscalizadas tinha renda compatível com o que a lei autoriza. Então, se há um excesso de cartões, pessoas que não estão enquadradas na lei, é natural que elas sejam excluídas do programa”, defende Barros.

    CURTA SE VOCE LUTA PELO BRASIL