terça-feira, 6 de setembro de 2016

5 ª Cãominhada Solidária.


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Cãominhada estimula doação de ração a grupos de proteção​

Animais de estimação também marcarão presença na #ViradadoCerrado com a realização da 5ª Cãominhada SolidáriaSerá dia 11 de setembro, de 9 às 16h, no Parque da Cidade, com concentração no estacionamento 11.

 
A programação vai estimular os tutores de cães a cuidar do bem-estar do seu animal, ter noção da guarda responsável e de como proteger o meio ambiente. Isso, além de apoiar projetos de auxílio a cães e gatos vítimas de maus-tratos e de abandono no Distrito Federal para que eles sejam encaminhados para adoção.


Além da atividade, haverá também estandes dos grupos de proteção animal: Projeto Linda, Projeto Adoção São Francisco, Quintal dos Bichos, Felinos e Projeto Cão Guia de Cegos, exposições e muitas atividades para os pets. Para participar da Cãominhada o tutor deve doar, no mínimo, 1kg de ração para cães ou gatos no dia do evento.


Você pode ajudar também adquirindo antecipadamente um kit solidário por R$ 25, que contém uma bandana do evento para o cão, protetor solar para pets, bebedouro portátil e um calendário. O valor arrecadado será revertido na campanha de Castração Solidária.


Quem não tem animal de estimação, ou não puder participar da Cãominhada, pode entregar a doação de ração no estande do Grupo Cãominhada, no estacionamento 10, onde estarão concentrados os eventos da Virada do Cerrado o dia inteiro.

🐕🐕🐕 Vem pra Virada! 
http://www.sema.df.gov.br/
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Reflorestamentos que produzem alimentos

Projeto tem finalidade de apoiar a diversificação dos cultivos graças à árvore de moju (Brosimumalicastrum), espécie nativa de Petén, bem como proporcionar assessoria técnica no cultivo, na colheita e no consumo da mesma.




Cidade da Guatemala, Guatemala, 25/8/2016 – A incerteza de embarcar em práticas totalmente desconhecidas é um risco que quase ninguém na área rural guatemalteca está disposto a assumir. As atividades agrícolas realizadas nas diferentes comunidades costumam utilizar as mesmas técnicas, e plantar os mesmos cultivos, que os avós. Mas essa tradição não necessariamente se traduz em benefícios para as gerações seguintes.



No sul do departamento de Petén, nas comunidades de San Luis, formadas por 40 a 50 famílias, a maioria se dedica ao plantio de feijão e milho. As monoculturas, bem como o avanço da fronteira pecuária, criaram uma paisagem que contrasta com as frondosas florestas que se vê mais ao sul do departamento. Com o objetivo de reflorestar a área, o Ministério de Agricultura e Pecuária (Maga) idealizou um programa de incentivos florestais para as famílias, sem afetar os cultivos tradicionais.


Pedro May Mez é um camponês e agricultor pertencente à etnia maia q’eqchi’. Quando criança migrou com sua família da comunidade de Alta Verapaz para Aguapaque, em busca de oportunidade de terra. Quando chegou junto com sua mãe, seu pai e o avô, sua tarefa era cortar todas as árvores para poderem semear milho e feijão. “Quando chegamos, fui encarregado de matar a floresta e desde há muito tempo não há nada aqui. Só milho e feijão”, contou.



Há dois anos, o Maga, com apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), iniciou a tarefa de gerar desenvolvimento para as comunidades e incentivar o reflorestamento da região. Com essas ideias em mente, foi iniciada a implantação, em 2014, do projeto de desenho e estabelecimento de Sistemas Agroflorestais, com fundos da TeleFood, impulsionada pelo Maga e pela FAO.



A finalidade do projeto é apoiar a diversificação dos cultivos graças à árvore de moju (Brosimumalicastrum), espécie nativa de Petén, bem como proporcionar assessoria técnica no cultivo, na colheita e no consumo da mesma.Além disso, o pessoal do Ministério realiza um acompanhamento dos participantes durante seis anos, para que suas propriedades sejam certificadas pelo Instituto Nacional de Florestas como terrenos de reflorestamento, e assim estarem em condições de receber um incentivo que chega a cerca de US$ 2,3 mil, por esse mesmo período de tempo.



“Os incentivos florestais funcionam como geradores de desenvolvimento para as famílias, sem tirar produtividade de suas terras”, apontou Aldo Rosales, diretor de Recursos Naturais e Agroturismo do Maga. Esse órgão governamental conta com um viveiro próprio, em Poptún, com inventário de 300 mil plantas de espécies de moju, mogno e cedro, e distribui as mudas entre as famílias participantes do programa.



O primeiro passo do programa é a escolha das famílias, que passam por uma série de capacitações técnicas para poderem integrar os novos cultivos às suas terras. Em seguida recebem 160 mudas que plantam no terreno. A partir daí são dadas palestras e capacitações para mantertodas as árvores em bom estado.Depois de seis anos, a árvore de moju já produz sementes e é nesse momento que pode ser aproveitada pelas famílias participantes, já que é utilizada tanto para consumo humano como de animais como vacas, cavalos e outros.



O Ministério também proporciona capacitação às famílias para aprenderem como incorporar omoju à dieta familiar.Além disso, incentiva-se a plantação de outros cultivos como moringas, com uma carga proteica de 24%, que são aproveitados como suplementos alimentareseficazespara essas famílias com recursos limitados. “As ramas têm até 23% de valor proteico. Isso é mais de 20% que o pasto normal. As famílias podem fazer acordos com os pecuaristas locais para realizar atividades de colheita das folhas de moju”, explicou Rosales.



Após anos cortando árvores para dar lugar ao milho e ao feijão, dom Pedro vê esse projeto como uma nova oportunidade para ele e sua família de recuperar algo que todos necessitamos: árvores. “É um projeto muito bom. Faz muito calor, não temos sombra e não há água. Agora em minhas terras teremos de tudo, até madeira. Antes existia a tentação de ir roubar madeira. Mas agora contaremos com nossas próprias árvores e não faremos coisas ruins”, ressaltou.



Rosales assegurou que um dos objetivos, que se contrapõe ao conceito tradicional de reflorestamento, é recuperar uma espécie nativa, como o moju, que gere sustento para as 13 famílias que atualmente integram o programa. “Estamos implantando um programa de reflorestamento que gera alimentos. A ideia é aproveitar o solo ao máximo”, indicou o especialista. No terreno de dom Pedro pode-se ver milho, feijão, moringa e cacau ao lado das árvores de moju com um ano de crescimento.



Durante os seis anos pelos quais se estende o programa, será dividido o valor deaproximadamente US$ 2,4 mil,em pagamentos anuais proporcionais. No final de 2015, os participantes receberam seu primeiro incentivo florestal, de US$ 1 mil. A quantia vai diminuindo paulatinamente até completar a totalidade do incentivo.



Ricardo May Ché, filho de dom Pedro, também faz parte do programa. Tem uma área ao lado da de seu pai e já investiu o dinheiro em objetos de benefícios para sua família. “Compramos sapatos para meus filhos, um painel solar, que nos ajuda a carregar os telefones e dar um pouco de eletricidade às nossas casas, e uma vaca, que em caso de necessidade podemos vender no mercado”, contou. Seu pai comprou um touro para poder ter sua própria criação de gado e assim aumentar a produção de seu trabalho cotidiano.



Outro fator a ser considerado é que são os próprios camponeses que cuidam da fertilização e do solo com seus próprios meios. Em geral, utilizam mato como fertilizante e um sistema de irrigação natural.



Fonte: Envolverde

G20 perderá meta de Paris, diz relatório





Cortes propostos são “longe do suficiente” e devem ser seis vezes mais expressivos até 2030 para impedir um aquecimento global além de 2ºC, reporta estudo na véspera da reunião do G20.

Enquanto os líderes do G20 se preparam para reafirmar seus compromissos com o Acordo de Paris neste fim de semana na China, um relatório informa que as promessas de cortes na emissão de carbono precisam ser seis vezes mais significativas para impedir um aquecimento global acima de 2ºC.


O grupo das nações mais ricas do mundo se reunirá no próximo domingo em Hangzhou, onde se espera que a China e os Estados Unidos sejam os primeiros a ratificar o acordo. Enquanto os compromissos de Paris limitam o aquecimento a “bem menos que 2ºC”, um relatório da rede Climate Transparency afirma que a meta não será atingida a não ser que todos os membros do G20 realizem cortes mais expressivos em suas emissões.



Os compromissos atuais com o acordo estabelecem diminuição de 15% das emissões projetadas até 2030, mas o relatório aponta que a ambição está “longe do suficiente”: um limite de 2ºC exigiria um corte seis vezes maior no mesmo período.



Apesar de sinais positivos, as mudanças ainda estão demorando a acontecer. Quando se fala em alterações climáticas, o G20 é o grupo de nações mais importante do mundo, responsável por 3/4 das emissões de gases de efeito estufa. Apesar de o crescimento dessas emissões estar desacelerando, elas ainda não estão caindo.



“Apesar do fim do crescimento de emissões globais ser uma possibilidade, ainda não existe a dinâmica necessária para transformar a economia baseada em combustíveis fósseis em uma economia verde”, afirmou Alvaro Umaña, co-presidente do Climate Transparency, e ex-Ministro de meio ambiente e energia da Costa Rica, pioneira em energia renovável.



Essa diminuição está se dando, em parte, por uma revolução renovável. O uso de energia limpa cresceu 18% dentro do G20 desde 2008. Os países mais atraentes para investimentos em energia renovável são China e Índia, grandes emissores de carbono.



“Este é um bom sinal”, afirmou Jan Burck, do Germanwatch, um dos autores do relatório. “Essas são as economias cujas transições terão maior impacto no clima global.”



Mas o encorajamento para investidores não foi geral, afirmou. “A dependência francesa da energia nuclear está barrando a emergência das fontes solares e eólicas, e o corte na energia renovável proposto pela Alemanha é preocupante.”


Além disso, os cortes prematuros aos subsídios pelo governo do Reino Unido causaram uma perda de empregos significativa na indústria solar, de mais de metade de seus funcionários. O governo australiano está tentando aprovar leis que permitam o corte de US$ 1 bilhão de seu fundo de inovação renovável.



Entre notícias mais encorajadoras, o comércio de carbono tem despontado a níveis nacionais e provinciais, contrariando a crença de que não obteria sucesso fora de um quadro de políticas globais específico (apesar de seu preço ser geralmente baixo demais).
De um modo geral, a intensidade energética e de carbono das economias do G20 estava em declínio, porém não o suficiente para compensar o crescimento econômico, o que significa que a poluição por carbono continuou a crescer.



Como já foi observado, milhares termelétricas a carvão em diversos estágios de planejamento ou construção espalhadas pelo G20 são simplesmente incompatíveis com o Acordo de Paris.


O G20 é responsável por 93% do uso de carvão, de acordo com o Carbon Brief. Niklas Höhne, do New Climate Institute e coautor do relatório afirmou: “Se os países do G20 se livrassem de sua dependência do carvão, isso impactaria significativamente suas possibilidades de aumentar seus compromissos com o clima e diminuir suas emissões no caminho para a meta de menos que 2ºC”.


Porém, ao invés de focar seus esforços em diminuir a dependência de carvão, petróleo e gás natural, os países do G20 continuam investindo dinheiro público em subsídios a combustíveis fósseis. Estes chegaram a aproximadamente US$ 70 bilhões entre 2013 e 2014, de acordo com o relatório.



Muitos países investem significativamente mais nessas indústrias do que em alternativas renováveis, apesar do compromisso do G20 em diminuir esse apoio. Espera-se, com incredulidade, que a reunião na China resulte em um prazo claro para o fim aos subsídios.



Fonte: Envolverde

Obama pede ação contra mudança climática

sexta-feira, 2 de setembro de 2016


Barack Obama, destacou a urgência de se enfrentar a mudança climática, em um discurso aos líderes dos Estados insulares do Pacífico, no Havaí,seu Estado natal.


Por Guy Dinmore, da IPS – 
Honolulu, Estados Unidos, 2/9/2016 – “Nenhum país, nem mesmo um tão poderoso como os Estados Unidos, está imune à mudança climática”, ressaltou o presidente dos Estados Unidos – Barack Obama, no dia 31 de agosto, na Conferência de Líderes das Ilhas do Pacífico, no Centro Leste-Oeste da Universidade do Havaí.


O mar “já engole aldeias” no Alasca e as geleiras derretem a um ritmo “sem precedentes”, recordou o mandatário. Ao destacar os esforços de seu governo para combater a mudança climática com políticas energéticas, afirmou que “não há conflito entre uma economia saudável e um planeta saudável”.


A ameaça incomum que se abateu esta semana sobre o Havaí, por meio de dois furacões que se aproximavam, realçou a mensagem do presidente justamente quando esse Estado insular recebe o Congresso Mundial da Natureza, organizado pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). Cerca de 8.300 delegados de mais de 180 países participam desse encontro, entre eles chefes de governo e de Estado, organizações e empresários.


Entretanto, as reiteradas advertências de Obama em matéria de mudança climática foram ignoradas pela mídia nacional, totalmente voltada à eleição de seu sucessor e concentrada nas declarações sobre imigração do candidato do opositor Partido Republicano, Donald Trump, no México. Nesse contexto, as advertências de tempestade ocuparam lugar somente nos informes sobre o clima.


A UICN informou que Obama não participaria da cerimônia de abertura do Congresso em Honolulu, mas previa visitar as ilhas Midway em sua primeira viagem ao maior santuário marinho do mundo, bastante ampliado pelo decreto do executivo da última semana de agosto. Depois, o presidente partirá para a China, para o encontro do Grupo dos 20 (G-20) países industrializados e emergentes.


Obama quadruplicou o tamanho do Monumento Nacional Marinho de Papahanaumokuakea para mais de 582 mil milhas quadradas de terra e mar no entorno das ilhas de Sotavento, no noroeste dessa ilha. O santuário foi criado durante o governo de George W. Bush (2001-2009) e as autoridades da UICN esperavam que a escolha do Havaí como sede do Congresso, que acontece a cada quatro anos, permitiria a Obama ampliar o alcance da decisão de Bush em seu Estado Natal.

A aposta deu resultado, mas a escolha de Honolulu não esteve livre de controvérsia, pois os membros da UICN se mostraram descontentes com a pegada de carbono dos milhares de delegados que tiveram que voar e percorrer longas distâncias até chegarem a essa cidade. Um pequeno grupo de manifestantes também cobrou dos Estados Unidos a remoção das bases militares do Havaí.


A UICN considera o Congresso como “o maior e mais inclusivo fórum de decisões do mundo em matéria ambiental”, que procura definir o caminho a seguir para a conservação da natureza nos próximos anos.“O Congresso fixará o rumo a ser percorrido para soluções baseadas na natureza, a fim de tirar milhões de pessoas da pobreza, criando uma economia mais sustentável e restabelecendo uma relação saudável com nosso planeta”, ressaltou o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim


Por sua vez, o ministro das Finanças da Nigéria, Ngozi Okonjo-Iweala, afirmou: “Estamos todos juntos nisso. É hora de sermos audazes. É hora de agir. Não há tempo a perder, por isso vamos fazer com que no Havaí valha a pena”.Sob o lema Planeta na Encruzilhada, o Congresso busca destacar que a conservação da natureza e o progresso humano não são um jogo de soma zero.


“Existem opções factíveis e acessíveis que podem promover o bem-estar geral, ao mesmo tempo apoiando e ampliando os valores naturais do planeta”, segundo a UICN, que reúne 1.300 organizações.Entre os principais assuntos em debate no encontro, destacam-se tráfico de vida silvestre, conservação dos oceanos, soluções baseadas na natureza para mitigação e adaptação ao aquecimento global, e investimento privado na conservação.


“Espera-se a adoção de cem moções nesse congresso ambiental único de governos e ONGs, que depois se tornarão resoluções ou recomendações da UICN, e que chamarão terceiros a tomarem medidas”, afirmou a entidade.As moções da agenda incluem promover a conservação da diversidade biológica em áreas fora de toda jurisdição nacional, mitigar os impactos da expansão da palma na biodiversidade, terminar com o uso do chumbo nas munições, proteger as florestas primárias e antigas, bem como as áreas de grande biodiversidade, das danosas atividades industriais e do desenvolvimento de infraestrutura em grande escala.


Além disso, no dia 4, o Congresso divulgará uma atualização da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da UICN, considerada a maior fonte de informação sobre o status da conservação da flora e da fauna mundiais. E, no dia seguinte, será publicado um informe sobre Alerta de Oceanos.Dois delegados europeus, que pediram para não serem identificados, disseram que o debate e a pressão nos bastidores podem chegar a ser intensos, pois os governos e os empresários buscam proteger seus estreitos interesses dos grupos ambientalistas de pressão.


Fonte: Envolverde

A Política Nacional Do Meio Ambiente Completa 35 Anos E Com Ela A Responsabilidade Ambiental

uarta-feira, 31 de agosto de 2016

, Artigo De Renata Franco De Paula Gonçalves Moreno

No dia 31 de agosto de 2016 a Lei nº 6.938/81, que trata sobre a Política Nacional do Meio Ambiente completará 35 anos de vigência, sendo considerada um marco regulatório para a legislação ambiental no Brasil.

A lei (i) define os princípios e objetivos da Política Nacional de Meio Ambiente (o que deve ser buscado); (ii) estabelece os mecanismos de aplicação e penalidades (como deve ser implementado) e (iii) cria o Sistema Nacional de Meio Ambiente SISNAMA (quem deve implementar).


Como órgão que representa um marco de institucionalidade da Política e do SISNAMA – Sistema Nacional de Meio Ambiente, o Conama ao longo desses 35 anos destaca-se como uma instituição democrática, integrada por setores e esferas de governo, empresariado e sociedade civil, além de manter-se permanentemente ativa. O Conselho, que possui competência normativa, é responsável pelo estabelecimento de padrões, normas e critérios ambientais que devem necessariamente ser observados pela União, estados, Distrito Federal e municípios.

Além disso, o § 1º, do artigo 14 dispõe que; “sem obstar a aplicação das penalidades previstas neste artigo, é o poluidor obrigado, independentemente de existência de culpa, a indenizar ou reparar os danos causados ao meio ambiente e a terceiros, afetados por suas atividades. O Ministério Público da União e dos Estados terá legitimidade para propor ação de responsabilidade civil e criminal por danos causados ao meio ambiente”, instituindo assim, a responsabilidade objetiva no direito ambiental.

Nesses anos, ocorreram no país mudanças expressivas, entre as quais: a Constituição Federal de 1988 que ampliou a visão sobre a política ambiental e a responsabilidade em matéria ambiental;

o Ministério Público tornou-se um ator relevante, cobrando dos governos e dos empresários para que exerçam suas responsabilidades;

os governos locais e estaduais passaram a encarar suas responsabilidades na ação sustentável; as ONGs se multiplicaram, desde aquelas com ações locais e pontuais até as que se tornaram representantes desse segmento nos conselhos municipais, estaduais e no Conselho Nacional do Meio Ambiente;

os conflitos e disputas em torno da apropriação dos recursos naturais se exacerbaram devido aos padrões insustentáveis de consumo;


e o meio ambiente passou a mobilizar, cada vez mais, interesses conflitantes no Governo, nas empresas e no terceiro setor, interesses que precisam ser levados em conta na tomada de decisões da política ambiental.

Observa-se assim, a consolidação da responsabilidade objetiva por dano ambiental no direito brasileiro. Nossos tribunais têm adotado a tese da responsabilidade objetiva e solidária pelos danos causados ao meio ambiente e à natureza, e a irrestrita legitimidade da Administração Pública para a imposição de multas e penalidades, inclusive com a interdição de estabelecimento ou atividade.

Nos Tribunais Regionais Federais, há um maior aprofundamento nas questões, desvendando mais amplamente a extensão da controvérsia ambiental, inúmeros aspectos que os Tribunais superiores deixam de considerar ou não chegam a examinar pela exclusão ou preclusão processual.

Especificamente sobre o Tribunal paulista, a responsabilidade ambiental é considerada pelos magistrados como hipótese de responsabilidade objetiva, independente da culpa do agente e particularmente pela omissão deste e que o exercício do poder de polícia desempenhado pela autoridade administrativa é formalmente adequado ao controle da proteção e da tutela do meio ambiente e seus recursos.

O judiciário tem se mostrado favorável às causas socioambientais, sendo que em 50% dos casos propostos em 1º instância foi acolhido o pedido do autor integralmente e 17,5% o pedido foi acolhido parcialmente, muitas vezes modificando apenas o valor da indenização.


Nos tribunais, a situação é semelhante, onde 80% dos casos julgados procedentes em primeira instância são confirmados pelos TJ’s e TRF’s. Por fim, em 63% dos casos em que houve pedido liminar ou antecipação de tutela, o mesmo foi deferido.

Em geral, a justiça e seus representantes veem adotando uma postura mais protecionista ao meio ambiente, sendo que diante da dúvida o princípio da precaução tem sido constantemente evocado.


Ainda, as atividades industriais são sempre consideradas vilãs do meio ambiente, muito embora as demandas contra pessoas jurídicas representem um número pouco expressivo se comparado com as demandas de desmatamento, imóveis tombados ou com valor histórico ou paisagístico, infraestrutura, dentre outras.

Diante desses dados, os últimos 35 anos representam o amadurecimento, consolidação e crescimento do direito ambiental no país.

Dra. Renata Franco de Paula Gonçalves Moreno é sócia do escritório Finocchio & Ustra Sociedade de Advogados

Fonte: EcoDebate

Relatório Do PNUMA Destaca Avanços Na Despoluição Do Tietê, Mas Afirma Que O Rio ‘Continua Altamente Poluído’

quinta-feira, 1 de setembro de 2016


Relatório publicado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) destacou os avanços na despoluição do Tietê, em São Paulo, nas últimas décadas, mas afirmou que o rio “continua altamente poluído” e que sua recuperação requer investimentos de longo prazo.



Mesmo com os avanços registrados nas últimas décadas, o rio Tietê continua “altamente poluído”, destacou relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) publicado na terça-feira (30).


Segundo o documento, a poluição do rio disseminava-se por 260 km da região metropolitana de São Paulo em 1992, número que passou para 100 km em 2014. A melhora contribuiu para que peixes voltassem a habitar alguns pontos do rio, segundo o relatório.
“Apesar dos avanços, o Tietê continua altamente poluído e a recuperação total é um processo longo, que depende de investimentos nos próximos anos”, disse a agência da ONU no relatório.


Citando dados do governo do estado, o PNUMA lembrou que, desde 1992, o nível de tratamento de esgoto doméstico despejado no rio aumentou de 24% para 84% em 2014, enquanto a coleta de esgoto aumentou de 70% para 87% no mesmo período.


Em relação à indústria, em 1992, 1.250 companhias eram responsáveis por 90% da poluição industrial do rio. Essas companhias foram obrigadas a implantar sistemas de tratamento e, em 2008, houve redução de 93% da poluição industrial orgânica e de 94% da inorgânica, segundo dados da CETESB citados pela agência.


De acordo com o PNUMA, o programa de despoluição do rio iniciado em 1990 está atualmente em sua terceira fase, que deve se encerrar este ano. Uma quarta fase foi planejada com um total de 1,9 bilhão de dólares em investimentos, com o objetivo de universalizar a coleta e tratamento de esgoto nas áreas atendidas pela empresa de saneamento SABESP.


Poluição dos rios sobe em América Latina, Ásia e África
O relatório também apontou que um em cada sete rios está poluído nos países de América Latina, Ásia e África. A agência da ONU estima que 25 milhões de pessoas enfrentem riscos de contrair doenças infecciosas por conta dessa situação na América Latina, 164 milhões na África e 134 milhões na Ásia.


“Isso apresenta um crescente risco à saúde pública, à segurança alimentar e à economia, enquanto promove a desigualdade ao afetar principalmente os pobres, mulheres e crianças”, disse o então diretor-executivo do PNUMA, Achim Steiner.

A causa imediata da poluição dos corpos d’água é o crescente despejo dejetos nos rios e lagos. Outras causas são crescimento populacional, intensa atividade econômica, expansão da agricultura e esgotos sem tratamento.


Risco e cólera e febre tifoide
A poluição da água aumentou nos países de Ásia, África e América Latina, colocando centenas de milhões de pessoas sob risco de contrair graves doenças como cólera e febre tifoide, alertou o PNUMA. O preocupante aumento da poluição da água também ameaça danificar fontes vitais de alimentos e prejudicam as economias dos continentes.


Segundo o PNUMA, a poluição patogênica e orgânica subiu mais de 50% nos rios entre 1990 e 2010 nos três continentes, enquanto a poluição por salinidade subiu em um terço dessas regiões. A poluição patogênica severa, cujo aumento está ligado a sistemas que despejam esgoto nos rios, afeta cerca de um quarto dos rios latino-americanos, até 25% dos rios africanos e metade dos rios asiáticos.

Ao tornar o acesso à água de qualidade mais difícil, a poluição também ameaça ampliar as desigualdades, atingindo mais os segmentos vulneráveis — mulheres, crianças e os pobres.
“A crescente quantidade de dejetos sendo jogada nas águas é profundamente preocupante”, disse Jacqueline McGlade, cientista-chefe do PNUMA. “O acesso à água de qualidade é essencial para a saúde e o desenvolvimento humano. Ambos estão em risco se falharmos em acabar com a poluição”.


“Com sorte é possível começar a restaurar rios que já foram fortemente poluídos e não há clareza se há tempo para evitar que mais rios sejam contaminados. É vital que o mundo trabalhe junto para combater essa ameaça.”


Em alguns países, mais de 90% da população depende dos rios como fonte de água potável. Essas águas, também utilizadas para a preparação de alimentos, para irrigar plantações e para a recreação, representam uma grave ameaça à saúde humana quando contaminados.


Cerca de 3,4 milhões de pessoas morrem todos os anos de doenças associadas a patogenias na água, como cólera, tifoide, hepatite infecciosa, pólio, cryptosporidiosis, ascariasis e doenças diarreicas. Muitas dessas doenças ocorrem devido à presença de fezes humanas na água.


“Não há dúvida de que temos as ferramentas necessárias para combater esse crescente problema”, disse McGlade. “É hora e usar essas ferramentas para combater o que está se tornando uma das maiores ameaças à vida humana e ao desenvolvimento”.


Fonte: EcoDebate

Um prédio literalmente verde, Universidade Tecnológica de Nanyang



Isso é que é prédio verde — literalmente verde. Trata-se do edifício de cinco andares que abriga a Escola de Arte, Design e Comunicação da espetacular Universidade Tecnológica de Nanyang, em Cingapura.

Os telhados revestidos de grama, além de sua função decorativa, de integrar o edifício no verde abundante no campus, servem a vários propósitos: as rampas suaves permitem que sejam considerados uma espécie de jardim, e ponto de encontro para estudantes; o revestimento natural ajuda no equilíbrio térmico; sendo de grama, o telhado absorve água da chuva, canalizada em seguida para reservatórios que permitem sua utilização para a limpeza do próprio campus, veja as fotos abaixo.










Vista geral do campus da Universidade Tecnológica de Nanyang

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Nasa adverte que seca na Amazônia pode ser histórica em 2016




podcast

Por Ariane Póvoa, da Radiogência Nacional


A seca na região amazônica pode bater recorde histórico neste ano. A conclusão é de pesquisadores da Nasa, a Agência Espacial Norte-Americana.


A estiagem de 2016 deve ser ainda mais severa do que a seca registrada na Amazônia nos anos de 2005 e 2010.


O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento divulgou que o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou, nos últimos dois anos, chuvas abaixo do normal em quase todos os estados brasileiros, em especial na região amazônica.


O agravamento da falta de chuva é provocado pelo El Niño, fenômeno climático que causa o aquecimento das águas da superfície do Oceano Pacífico.

Com isso, a Amazônia está com menos umidade e as árvores se tornam mais vulneráveis às queimadas. Na região amazônica as precipitações da estação chuvosa verificadas no último trimestre de 2005 diminuíram cerca de 50% comparadas a média normal.

Este cenário de redução da intensidade da chuva não era registrado desde 2002.


in EcoDebate, 05/09/2016

[CC BY-NC-SA 3.0][ O conteúdo da EcoDebate pode ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, à Ecodebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]

China sugere que população coma menos carne; Clima agradece


MUNDO


Vanessa Barbosa - EXAME.com - 15/06/2016
China Photos / Stringer
Venda na China: nível atual de consumo de carne tem impacto sobre a saúde da sociedade e do meio ambiente.

São Paulo - O governo chinês lançou um novo conjunto de orientações alimentares que, se seguidas, têm o potencial de reduzir consideravelmente o consumo global de carne naquele país e, segundo ambientalistas, gerar efeitos positivos para o meio ambiente.

O Ministério da Saúde chinês aconselha que os cidadãos limitem a ingestão mínima de carne a 40 gramas por dia, 10 gramas a menos que sugerido na edição anterior do guia alimentar, de 2007.

Os limites máximos não mudaram. Os dois guias recomendam consumo máximo de proteína animal de 75 gramas por dia. Ao todo, ambas as orientações sugerem limitar a ingestão de carne, aves, peixe, ovos e produtos lácteos a 200 gramas por dia. Atualmente, o consumo chinês desses propdutos está na casa de 300 gramas por dia, bem acima do recomendável.

As novas diretrizes foram desenvolvidas pela Sociedade de Nutrição chinesa com o objetivo de reduzir as taxas de obesidade entre os seus cidadãos. Mas além do benefício para a saúde, se as reduções ocorrerem de fato, o meio ambiente também vai lucrar.

Reduzir o consumo de proteína animal em 10 gramas pode não parecer muito, especialmente porque os limites máximos recomendados não mudaram, mas se todos os chineses (1,3 bilhão de pessoas) seguirem as orientações, seria possível alcançar uma redução de 1,5% das emissões globais de gases efeito estufa, vilões do aquecimento global, segundo estimativas da WildAid, instituição que protege animais silvestres ao redor do planeta.

Conforme destaca o jornal americano Washington Post, a agropecuária é um dos principais contribuintes para as emissões globais de gases de efeito estufa - principalmente na forma de metano e óxido nitroso. O jornal americano também destaca que a criação de gado, em particular, é conhecido por ser um dos principais contribuintes para o desmatamento, o que também eleva as emissões globais de carbono.

Recentemente, dois estudos - um do thinkthank britânico Chatham House e outro publicado na PNAS, a publicação oficial da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos - sugeriram que o nível atual de consumo de carne não é sustentável devido ao seu enorme impacto sobre a saúde da sociedade e do meio ambiente.

No mês passado, o Conselho de Ética da Dinamarca recomendou ao governo a criação de um imposto sobre o consumo da carne devido a sua grande pegada de carbono. Segundo o grupo, sem diminuir o consumo de carne, seria impossível atingir a meta do acordo climático de Paris, que busca limitar em 2ºC o aumento da temperatura global até 2100, a fim de se evitar os piores efeitos das mundanças climáticas.

Decreto limitará uso de chumbo presente na pintura de materiais de uso infantil




Tintas: presença de chumbo. Fote: Gilberto Soares/MMA

Presente na pintura de materiais infantis, como lápis de cor e parquinhos, metal pesado causa danos à saúde e ao meio ambiente.
A presença de chumbo em tintas e os riscos que o metal representa para o meio ambiente e a saúde, especialmente das crianças, está mobilizando especialistas do governo, de empresas fabricantes de tintas e da sociedade civil organizada para a regulamentação da lei que está em vigor desde 2008. A legislação limitou a presença de chumbo nos materiais de uso infantil, como brinquedos, material escolar, tintas imobiliárias, vernizes e materiais similares de revestimento utilizadas em locais frequentados por crianças.


Os lápis de cor e as tintas usadas nas aulas de arte que estão no pula-pula, no balanço e no escorregador dos parquinhos, além das tintas de parede e de móveis, são exemplos citados pelos especialistas para defender rigor na aplicação da lei.


As pesquisas mostram que crianças são mais vulneráveis que os adultos à exposição ao chumbo, pois praticam mais atividades que levam a mão à boca, consomem mais alimentos e bebidas, absorvem de quatro a cinco vezes mais o chumbo no estômago e respiram mais ar por quilo de massa corpórea. A exposição pode ainda ocorrer na fase uterina, ocasionando danos irreversíveis durante o desenvolvimento dos órgãos e distúrbios neurológicos.


A lei nº 11.762/08 começou a ser analisada nesta semana pelo Grupo de Trabalho Chumbo em Tintas, da Comissão Nacional de Segurança Química (CONASQ), coordenado pela diretora de Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Letícia Carvalho.


A diretora fez uma avaliação positiva da primeira reunião do grupo. “Enquanto se espera pela regulamentação, que iremos propor via decreto, os próprios fabricantes já estão adotando a autorregulamentação para se adequar à lei”, afirmou Letícia. Durante a reunião, representantes da Associação Brasileira de Tintas (Abrafati) informaram que, hoje, 90% dos produtos comercializados pelas 56 empresas ligadas à associação já estão adequadas ao limite fixado em lei.


CONTROLE
A preocupação maior, segundo a Abrafati, é com as atividades das micro e pequenas empresas, menos fiscalizadas, já que existem hoje cerca de mil CNPJs de fabricantes de tintas espalhados pelo país. “Nessa reunião ficou decidido que o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia – INMETRO – terá o poder de polícia na aplicação da lei e na fiscalização das questões a ela pertinentes”, adiantou Letícia Carvalho.


Caberá ao GT elaborar os regulamentos sugeridos pelo INMETRO para estabelecer a metodologia de avaliação dos agentes e dos produtos da cadeia de tintas imobiliárias, materiais similares e tintas infantis e escolares; as regras específicas da certificação compulsória desses produtos no Brasil e os protocolos de fiscalização, inclusive o controle das importações de formulações e de produtos acabados.


O GT também poderá rever dispositivo da lei de 2008, que não incluiu a limitação de chumbo em vernizes e materiais similares de revestimento de superfícies para uso em equipamentos agrícolas e industriais; estruturas metálicas industriais, agrícolas e comerciais e tratamento anticorrosivo à base de pintura.


Tampouco foram abrangidas pela legislação as tintas usadas na sinalização de trânsito e de segurança; veículos automotores, aviões, embarcações e vagões de transporte ferroviário; artes gráficas; eletrodomésticos e móveis metálicos; tintas e materiais similares de uso exclusivo artístico; e tintas gráficas.


Letícia Carvalho afirmou que o GT deverá concluir o seu trabalho em fevereiro de 2017. “Já são oito anos desde a aprovação da lei. Não podemos procrastinar mais a sua regulamentação”, defendeu.
O secretário de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente (SRHU), Ricardo Soavinski, defendeu a importância de o governo dar uma resposta à sociedade sobre os riscos do chumbo para o meio ambiente e a saúde. “A contaminação pelo chumbo pode afetar, especialmente as crianças, com o cérebro ainda em formação, causando danos permanentes”, alertou.


No meio ambiente, o chumbo causa contaminação do solo e da água, além de gerar impactos negativos nos animais, incluindo mudanças comportamentais, alterações neurológicas, desordens renais, reprodutivas e até morte. A bioacumulação de chumbo ocorre principalmente na biota que se alimenta de presas ou pequenas partículas contaminadas com chumbo.


“A orientação do ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, é para que haja sempre um amplo diálogo com todos os setores envolvidos, quando se trata de deliberar sobre questões que envolvam riscos como é o caso do chumbo”, afirmou o secretário.


SAIBA MAIS:
Danos causados pelo chumbo
Além dos riscos representados pelas tintas, o chumbo pode entrar no corpo humano por diversas rotas de exposição. As principais são os encanamentos contendo ligas metálicas com chumbo, tintas com chumbo, gasolina com chumbo, meio industrial, soldas contendo chumbo, cerâmicas esmaltadas com chumbo e cosméticos e medicamentos diversos. As principais vias de exposição são a água, o ar, comida, solo e poeira.


No corpo humano o chumbo se liga às células vermelhas e é distribuído aos tecidos moles e aos ossos. Nos ossos o chumbo tem uma meia-vida longa entre 10 e 25 anos, estabelecendo um equilíbrio com a concentração sanguínea. O chumbo presente nos ossos pode também ser remobilizado durante a gravidez e lactação, criando-se novas vias de exposição fetal e para crianças em fase de amamentação.


Entre os principais efeitos do chumbo no organismo humano estão os danos ao sistema nervoso; problemas de audição e de fala; problemas de aprendizado; danos renais; problemas digestivos; anemia; aumento da pressão arterial; e problemas reprodutivos.

Fonte: MMA


in EcoDebate, 05/09/2016

Acusado de maior abate de felinos já registrado pelo Ibama é preso e multado no Pará



Onças são apreendidas em operação do Ibama - Divulgação/Ibama
Onças são apreendidas em operação do Ibama. Foto: Divulgação/Ibama
 
 
Após ter sido preso em flagrante por crimes ambientais e posse ilegal de armas, o caçador Júlio César da Silva foi multado em R$ 494 mil pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).


As buscas de policiais militares e agentes ambientais resultaram na maior quantidade de grandes felinos já encontrada em uma operação, de acordo com o órgão.



Júlio César da Silva e mais duas pessoas foram presas no último dia 26 em Curionópolis (PA), que fica na Amazônia Legal, durante uma investigação que apurava a posse ilegal de armas. O acusado armazenava cabeças, crânios, couros e patas de onças, jaguatirica e um jacaré, e mantinha sob cativeiro sete aves silvestres, que levaram à aplicação da multa.


Os agentes ambientais suspeitam de que o crime esteja relacionado ao tráfico de fauna, mas a polícia também investiga outras atividades irregulares, já que nas residências localizadas atrás de uma serralheria foram encontrados materiais ilegais, como 50 espingardas e munições.


Júlio César da Silva foi autuado por ter cometido as infrações de matar, mutilar e manter animais silvestres em depósito. De acordo com o Ibama, pelo menos 20 animais foram abatidos: “16 onças (Panthera onca), duas suçuaranas (Puma concolor), uma jaguatirica (Leopardus pardalis) e um jacaré (Caimam sp.)”.

Nos próximos dias, exames genéticos serão feitos nos corpos dos animais para determinar as espécies e, após a perícia, a destinação final das apreensões será definida.


Por Paulo Victor Chagas, da Agência Brasil, in EcoDebate, 05/09/2016

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O Distrito Federal enfrenta uma das maiores crises hídricas de sua história, mas o GDF continua destruindo nossas florestas!

Brasília corre risco de racionamento de água

Sede do Fórum Mundial da Água,e autoridades já discutem a adoção de medidas drásticas para evitar o desabastecimento da população, mostra a Revista Congresso em Foco





Pedro França/Ag. Senado
Pesquisa mostra diferença entre consumo de água de morador de região nobre e de localidade de população de baixa renda. Governo faz campanha para incentivar o uso consciente dos recursos

hídricos

Brasília sediará a 8ª edição do Fórum Mundial da Água, o mais importante evento internacional sobre o tema. Holofotes do mundo inteiro estarão voltados em 2018 para a cidade, que venceu a acirrada disputa contra Copenhague, capital dinamarquesa ícone da sustentabilidade.

Mas, enquanto se prepara para receber cerca de 30 mil pessoas, entre cientistas, autoridades, ativistas, empresários e pesquisadores de cerca de 70 países, o Distrito Federal se depara com um dos maiores desa os de sua história: a ameaça de faltar água para sua população, hoje próxima dos 3 milhões de habitantes.

Técnicos da área classificam o risco como iminente e já discutem a necessidade de adotar medidas como redução de consumo, aumento de tarifas e racionamento caso as chuvas não elevem os níveis dos reservatórios que abastecem a região. “É necessário alertar a população quanto à necessidade de economizar água. Estamos numa situação de, no mínimo, quase escassez. Se chover abaixo dos níveis, como ocorreu no ano passado, só teremos água para abastecer a população até o fi nal do ano.


É uma crise anunciada”, afirma a promotora de Justiça de Defesa do Meio Ambiente Marta Eliana de Oliveira, do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), à Revista Congresso em Foco.


O brasileiro gasta mais água que a média mundial, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

De acordo com a entidade, uma pessoa precisa de cerca de 110 litros de água por dia para higiene pessoal e consumo geral. Segundo levantamento do Ministério das Cidades, o DF é a quinta unidade da federação em gasto médio de água por pessoa: um morador do Distrito Federal consome 189,91 litros de água por dia, quase o dobro da média recomendada pela OMS. O Rio de Janeiro encabeça a lista com 253,08 litros/dia, seguido do Maranhão (230,80 litros/dia), do Amapá (194,88 litros por dia) e do Espírito Santo (191,14 litros/dia).


Desigualdade no consumo
Dona do maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e do quarto maior índice de desigualdade social do Brasil, Brasília também reflete suas contradições no uso dos recursos hídricos. Segundo a Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), um morador do Lago  Sul, considerado o bairro mais nobre da capital, consome 384 litros/dia, enquanto um morador da Itapoã, uma das cidades mais pobres do DF, consome 96 litros/dia, abaixo do recomendado pela OMS.



“As diferenças são espantosas. Pesquisa que fi­z com meus alunos mostra que um morador do Plano Piloto chega a consumir 500 litros por dia, enquanto um do Park Way [outro bairro nobre de Brasília] pode consumir até 1.000 litros por pessoa por dia. A população precisa se conscientizar disso”, alerta a geógrafa Mônica Veríssimo, representante do Conselho de Meio Ambiente e do Conselho de Recurso Hídricos do DF e integrante do Fórum das ONGs Ambientalistas.



 “O de­ficit de água para abastecimento em Brasília já existe, buscamos água fora do DF, em Corumbá (GO). Não vamos tapar o sol com a peneira: existe um estado de escassez e o período de estiagem está ­ficando longo por conta de mudanças climáticas. Temos de levar isso para a sociedade”, acrescenta.



A Agência Nacional de Água (ANA) classi­fica o Distrito Federal como uma região de “baixa garantia hídrica” e suas bacias como “trechos críticos”. No DF, o consumo para abastecimento urbano representa a maior parte da vazão de água captada (80%), seguido de irrigação (16,2%), animal (2,0%) e rural (1,5%). Os números destoam da média nacional, na qual 72% vão para o consumo do setor agrícola.



Mudança de cultura
Para evitar a repetição das graves consequências políticas da crise da água em São Paulo – a maior da história do país –, o Governo do Distrito Federal (GDF) decidiu se antecipar diante do risco de um colapso hídrico. A Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) lançou uma campanha de conscientização da população. A intenção é mobilizar a população para o uso consciente da água. O Lago Sul, o Lago Norte e o Park Way são as localidades com o maior gasto, por conta da irrigação de áreas verdes.




Para a assessora de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Caesb Raquel Brostel, a população dessas áreas precisa repensar os seus próprios sistemas. “Há outros tipos de solução como reuso da água e captação e uso de água da chuva para a irrigação. É preciso uma mudança de cultura. A crise vem para repensar como usar nosso recurso hídrico”, afi­rma.



Perdas do sistema com vazamentos e ligações clandestinas e fraudes também ameaçam o abastecimento. De acordo com Raquel, o índice de perda por vazamento na rede da Caesb chega a 35%. No Japão, por exemplo, o índice é de 2%. Ainda assim, no ano passado, a Caesb apresentou o menor índice de perda de água entre as companhias estaduais de saneamento do país, segundo o Ministério das Cidades. “Estamos com um fi­nanciamento do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) para garantir o controle dessas perdas, especialmente em regiões de invasão em São Sebastião e Sol Nascente. Mas os resultados efetivos vão levar três anos”, diz a assessora da Caesb.


Medidas emergenciais
A preocupação com uma crise de água ainda em 2016 levou a Agência Reguladora das Águas do Distrito Federal (Adasa) a apresentar uma resolução com medidas de ação em caso de falta d’água nos principais reservatórios que abastecem a capital do país: o de Santa Maria, que abastece 75% da população do Plano Piloto, e o do rio Descoberto, que serve 65% dos moradores do Distrito Federal. A medida foi tomada devido ao cenário climático que aponta para um período longo de estiagem este ano.


De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a tendência é que chova menos do que o esperado na região até dezembro. Com a falta de chuva no ano passado, os reservatórios já começaram 2016 com menos água. “Se a chuva não estiver dentro do esperado até o ­final de setembro, é possível que os moradores do DF sofram restrições no uso da água”, afi­rma o superintendente de  Recursos Hídrico da Adasa, Rafael Mello. “É uma resolução que esperamos não adotar este ano. Mas não podemos deixar acontecer o que aconteceu em São Paulo, em que a população foi pega de surpresa”, complementa.


Diante da reclamação de gestores da área de que não foram ouvidos na elaboração da primeira minuta da resolução, o Ministério Público do DF recomendou formalmente que o texto fosse revisto e os procedimentos de consulta pública, readequados. Para o MPDFT, o critério adotado pela Adasa para estabelecer alertas de escassez – o volume de água útil dos reservatórios – é insu­ficiente.


“Levar em consideração apenas se o nível da água está abaixo ou acima é bastante restrito. Outros critérios são importantes”, defende a promotora Marta Eliana. O Ministério Público recomenda que o governo implante postos de monitoramento da vazão dos rios, bem como campanhas educativas para a população, e melhore as estruturas hidráulicas existentes, para reduzir vazamentos de água.


“Monitorar a vazão dos rios que enchem os reservatórios é fundamental. E, além das campanhas educativas, podemos também lançar mão de outras medidas como captação de água da chuva, uso de água cinza para irrigação e lavagem de quintais e calçadas”, sugere Eliana.



Crise anunciada
Em 1892, quando a Missão Cruls passou pelo Planalto Central fazendo suas investigações exploratórias para a mudança da capital do Rio para o centro do país, cientistas e técnicos identifi­caram uma vazão de 9 mil litros por segundo na bacia do Pipiripau, ribeirão que abastece as atuais cidades de Planaltina (DF) e Sobradinho (DF). Passados 124 anos, a vazão desse mesmo rio está em 900 litros por segundo: uma perda de 90%. A medição é uma prática fundamental para avaliar a quantidade de água disponível tanto para abastecimento humano, quanto para atividades de irrigação.


 A região do Pipiripau já teve racionamento de água decretado em períodos de seca.


“Dizer que a crise vai chegar em 2018, calma lá! O Pipiripau já está em crise e talvez outras bacias também estejam. Estamos num limite de oferta e demanda”, afirma o pesquisador do Centro de Desenvolvimento Sustentável da UnB (CDS) Osmar Coelho. Em sua dissertação, Céu de Pipiripau: da tragédia dos comuns à sustentabilidade hídrica, Coelho questiona a lógica por trás da gestão pública da água no país. “Hoje se planeja o desenvolvimento e depois se buscam os recursos ambientais e as mitigações. Constrói-se o planejamento em cima da demanda, e não da oferta. Precisamos de novos instrumentos de gestão e planejamento”, defende.


Ação humana
A ocupação desordenada é apontada como uma das principais causas da escassez de água no DF. Construções em áreas de nascentes, veredas, além da retirada indiscriminada de vegetação nativa, assim como a impermeabilização do solo com adensamento demográ­fico, são fatores que comprometem a recarga dos lençóis freáticos.


Uma das maiores preocupações de especialistas é com a região conhecida como Serrinha do Paranoá, área de alta sensibilidade ambiental responsável por cerca de 40% da água limpa do Lago Paranoá. O GDF prevê a expansão urbana na região, com o adensamento do condomínio Taquari e a construção de novos condôminos.


“É uma região de recarga de aquíferos. Ao construir um bairro de alta densidade, a região passa a ­ficar impermeabilizada, o que vai di­ficultar a infi­ltração da água no solo e aumentar riscos de erosão”, afi­rma José Roberto Furquim, presidente do Conselho Regional de Desenvolvimento Rural Sustentável do DF e morador da região. “A renovação da água do Lago Paranoá vai ­ficar comprometida e aumentará o custo de tratamento”, acrescenta. O governo pretende utilizar o Paranoá como uma das fontes de abastecimento de água potável no DF.


Oportunidade de mudança
Um dos critérios para a escolha de Brasília como a cidade-sede do Fórum Mundial da Água foi o reconhecimento de esforços do Brasil na administração dos recursos hídricos. Para especialistas, o encontro será uma grande oportunidade para dar um salto de qualidade na gestão da água. Mas é preciso considerar a realidade que o país está vivendo. “É uma oportunidade de intensi­ficar o debate com a sociedade, discutindo temas como a despoluição de rios e lagos e bons programas como o Cultivando Água Boa. Mas o governo tem de ter humildade. Os especialistas não virão para uma região confortável com os recursos hídricos. Não somos exemplo”, a­firma Osmar Coelho.




O Fórum Mundial da Água é o maior evento global a tratar sobre a temática dos recursos hídricos. Brasília derrotou Copenhague na disputa para sediar o encontro com o tema “Compartilhando Água”. Esta será a primeira vez que um país no Hemisfério Sul sediará o evento, promovido pelo Conselho Mundial da Água (WWC, sigla em inglês).



O fórum, que chega à sua oitava edição, é realizado a cada três anos. Pela relevância, o evento se tornou um marco no processo decisório sobre a água em nível global, com abrangência política, técnica e institucional. Na pauta do próximo encontro, estão a Agenda para o Desenvolvimento Sustentável 2030 e o Relatório Global de Riscos.


 Comentário:

Pedem para a população economizar agua enquanto o governo continua desmatando nossas florestas, incentivando grileiros e invasores (vide as ocupações de Mestre D´Armas) pois sempre acaba regularizando as areas invadidas mesmo que sejam APPs.

A esse respeito leiam a matéria abaixo e constatem o quanto o GDF é irresponsável!

http://associacaoparkwayresidencial.blogspot.com.ar/2016/08/inframerica-e-e-gdf-pretendem-destruir.html

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Para conter caçadores, Zimbábue retira chifres de rinocerontes

Plano é realizar procedimento com os 700 animais da espécie que vivem no país.
Zimbabue cacadores chifres rinocerontesAnimais são sedados e têm seus chifres retirados por veterinários. (Fotos: Aware Trust Zimbabwe/Divulgação)
Numa iniciativa controversa para conter a caça ilegal, o governo do Zimbábue iniciou nesta semana o projeto de retirar os chifres de todos os rinocerontes adultos que vivem no país. A previsão é que o procedimento seja realizado em aproximadamente 700 animais.

— Nosso objetivo é tirar os chifres de todos os rinocerontes adultos e marcar os jovens para a manutenção de registros — disse Lisa Marabini, diretora da organização ativista Aware Trust Zimbabwe (ATZ), em entrevista à AFP. — A caça é um problema sério neste país. Isso deve agir como uma medida dissuasiva ao reduzir o prêmio potencial para os caçadores.

Os rinocerontes estão entre as maiores vítimas da caça ilegal no Zimbábue, e, por esse motivo, sua população vem diminuindo ao longo dos anos. Segundo Lisa, estimativas indicam que ao menos 50 animais da espécie foram mortos por caçadores dentro de reservas no ano passado.

Os caçadores abatem os animais e retiram apenas os chifres, abandonando a carcaça. Os chifres dos animais são contrabandeados para países asiáticos, onde eles são apreciados por supostas qualidades medicinais.
Zimbabue cacadores chifres rinocerontes2Os chifres crescem cerca de 6 centímetros por ano e, por isso, o procedimento deve ser repetido a cada dois anos.
Em comunicado, a ATZ informou que o projeto está sendo realizado em três parques nacionais, que cobrem aproximadamente metade da população de rinocerontes no país. Os rinocerontes, diz a organização, não possuem predadores naturais e, por esse motivo, não precisam dos chifres para se defenderem.

Os chifres crescem cerca de 6 centímetros por ano nos animais mais jovens, sendo que o ritmo diminui com o avanço da idade. Por isso, o procedimento deve ser repetido a cada dois anos. Todos os chifres retirados são marcados com microchips e entregues ao governo, para evitar que eles alimentem o comércio ilegal.

Fonte: O Globo