terça-feira, 22 de novembro de 2016

Ibama faz resgate e multa empresas de turismo que mantinham animais em cativeiro

Meio Ambiente


A equipe se infiltrou em uma excursão turística e conseguiu fazer o flagrante.
8 de novembro de 2016 • Atualizado às 11 : 39
Ibama faz resgate e multa empresas de turismo que mantinham animais em cativeiro
Duas sucuris, uma jiboia e dois jacarés foram resgatados e devolvidos à natureza. | Foto: iStock by Getty Images
Seis empresas de turismo e a organizadora do concurso Miss Brasil Be Emotion foram autuadas pela Operação Teia, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), por crimes contra a fauna no Amazonas.


A ação teve o objetivo de identificar e punir a utilização ilegal de animais silvestres em publicações nas redes sociais e em anúncios publicitários para vendas de pacotes turísticos ligadas ao evento.


Uma equipe do Ibama, em conjunto com o Batalhão de Policiamento Ambiental do estado, infiltrou-se em uma excursão turística ao Lago Janauari, no município de Iranduba, e conseguiu flagrar um cativeiro com seis animais silvestres. O instituto informou que já havia recebido denúncias de crime contra a fauna em atividades realizadas no local.


Duas sucuris, uma jiboia e dois jacarés foram resgatados e devolvidos à natureza. Um filhote de bicho-preguiça passará por reabilitação no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama.


A fiscalização aplicou, no total, 22 autos de infração e duas multas, que ultrapassam R$ 1,3 milhão.


“Essas atividades desrespeitam a legislação ambiental. Os animais são capturados na natureza e mantidos em cativeiro ilegalmente, onde sofrem maus tratos para serem expostos aos turistas”, disse o coordenador da operação, Geandro Pantoja.


De acordo com Ibama, a pena para esses crimes varia de seis meses a um ano de detenção, além de multa por animal mantido ilegalmente, no valor de R$ 500 até R$ 5 mil, caso a espécie esteja ameaçada de extinção.


A reportagem não conseguiu contato com os alvos da operação do Ibama.



Por Bianca Paiva – Agência Brasil


Médicos usam pele de tilápia para curar queimaduras

Desenvolvimento


O curativo de pele de tilápia não precisa ser trocado diariamente e pode ser retirado somente no fim do tratamento.
21 de novembro de 2016 • Atualizado às 09 : 26
Médicos usam pele de tilápia para curar queimaduras
A pele do peixe pretende ser uma alternativa ao uso da pomada de sulfadizina de prata. | Foto: iStock by Getty Images
A tilápia, um dos peixes mais produzidos e consumidos no Brasil, agora faz parte do tratamento de queimados do Instituto Dr. José Frota (IJF), principal unidade terciária de Fortaleza (CE). Há dois anos e meio, pesquisadores do hospital começaram a desenvolver um curativo usando a pele da tilápia para melhorar a cicatrização de queimaduras.


De lá para cá, foram 11 etapas pré-clínicas. Em julho deste ano, 30 pacientes com queimaduras de segundo grau superficiais e graves receberam o curativo. A fase clínica teve 94% de sucesso. Atualmente, 58 pacientes são voluntários na pesquisa, mas o tratamento será expandido para alcançar 100 pessoas.


“A pele da tilápia ajuda no processo de cicatrização, tamponando a ferida. Evita contaminação e perdas líquidas, diminui o número de troca de curativos e, consequentemente, diminui também a dor e o sofrimento do paciente”, afirmou o cirurgião plástico Edmar Maciel, coordenador da pesquisa e presidente do Instituto de Apoio ao Queimado (IAQ).


A pesquisa do IJF é a primeira no mundo a usar a pele de um animal aquático. A tilápia foi escolhida por ser um peixe criado em água doce, de rápida reprodução e por disseminar menos doenças. A pele do peixe pretende ser uma alternativa ao uso da pomada de sulfadizina de prata, utilizada no tratamento convencional de queimados.


Enquanto o medicamento requer que o curativo da queimadura seja renovado diariamente, o curativo de pele de tilápia, por exemplo, pode ser retirado somente no fim do tratamento de uma queimadura de segundo grau. Além disso, o novo tratamento não pede o uso de analgésicos e anestesias e o tempo de cicatrização é reduzido entre um e dois dias.



A rapidez do tratamento inovador está na pele da garçonete Maria Inês Cândido. Há cerca de um mês, ela teve queimaduras na mão, braço, rosto e pescoço em um acidente no restaurante em que trabalha na cidade de Russas, a 150 quilômetros de Fortaleza.



Transferida para a capital para fazer o tratamento, Maria Inês conta que percebeu a pele de tilápia secando sobre as queimaduras à medida que os ferimentos cicatrizavam. “Quando eu cheguei de Russas, minha pele estava horrível. O tratamento foi rápido. Após um mês e cinco dias, já estou aqui contando a história”, comemorou.



Diminuir o tempo de tratamento dos pacientes também reflete na gestão do Núcleo de Queimados do IJF, que viu esse tipo de atendimento crescer 13% nos últimos dois anos. “Essa nova tecnologia nos permite manter um atendimento com qualidade, mais humanizando, e suportar fisicamente a demanda. A gente passa menos tempo com o paciente internado”, disse o coordenador do núcleo, João Neto.


Prevista para terminar em julho de 2018, a pesquisa é realizada em parceria com o Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos da Universidade Federal do Ceará (UFC) e é financiada pela Enel, multinacional do setor de energia.


Em 2017, os pesquisadores planejam um estudo multicêntrico no Brasil, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Goiânia, Rio de Janeiro e Pernambuco. Após essa etapa, será realizado um estudo fora do Brasil. Ainda não há previsão de quando o tratamento estará disponível nos hospitais públicos e privados.



Por Edwirges Nogueira – Agência Brasil

Educação para o desenvolvimento sustentável

22/02/2016


Unesco1
Foto: Unesco



Projeto da Unesco encoraja a educação sobre temas como mudança climática, redução do risco de desastres, promoção da diversidade cultural, igualdade de gênero e saúde.


Laura Gelbert, da Rádio ONU –


Uma exposição da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, presta homenagem a homens e mulheres que dão vida a projetos educacionais para o desenvolvimento sustentável em todo o mundo.


A mostra “Cidadãos Verdes da Unesco: Desbravadores para Mudança”, em tradução livre, será inaugurada na sede da ONU, em Nova York, nesta segunda-feira com a presença da chefe da agência, Irina Bokova.


Educação
Segundo a agência, a educação para o desenvolvimento sustentável é a “força motor” por trás do projeto Unesco Green Citizens.


Um dos principais objetivos é mostrar “o quão crucial o desenvolvimento sustentável é” para o futuro das sociedades.


Exposição Itinerante
A iniciativa encoraja a educação sobre temas como mudança climática, redução do risco de desastres, promoção da diversidade cultural, igualdade de gênero e saúde.
Outros tópicos ressaltados são a redução da pobreza, o aumento da biodiversidade e a promoção da paz.


Ainda de acordo a Unesco, ao destacar as histórias de pessoas em todo o mundo através de uma exposição itinerante, todos podem aprender sobre ações e oportunidades nesta área. (Rádio ONU/ #Envolverde)



* Publicado originalmente no site Rádio ONU.

Acre foi primeiro a receber certificado por reduzir emissão de carbono

20/11/2016


Por Notícias do Acre – 
O acordo sobre mudanças climáticas, ratificado pelos líderes mundiais durante a 21ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP21), em 2015, entrou em vigor no início deste mês. O pacto estabelece mecanismos para que todos os países limitem o aumento da temperatura global e fortaleçam a defesa contra os impactos inevitáveis da mudança climática.
Reconhecimento das iniciativas acreanas foi feito durante a COP 21, em Paris. Foto: Gleilson Miranda/Secom
Reconhecimento das iniciativas acreanas foi feito durante a COP 21, em Paris. Foto: Gleilson Miranda/Secom



Reconhecido por suas políticas de preservação e uso sustentável dos recursos naturais, o Acre foi o primeiro governo subnacional a receber compensação por resultados na redução de emissões pelo desmatamento.


A entrega da certificação REDD+SES (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal com Benefícios Socioambientais) foi feita em Paris, durante a 21ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 21).
acre2“O acordo de país assinado pelos líderes nacionais. O Acre não participa diretamente desse compromisso, mas nós temos o compartilhamento e pacto, entre os governos do estado e federal, de colaboração das metas”, explicou a diretora-presidente do Instituto de Mudanças Climáticas, Magaly Medeiros.


A gestora observa ainda que o estado tem obtido êxito na execução as políticas de baixa emissão de carabono, por meio da taxa de redução do desmatamento ilegal.


“Nós estamos contribuindo para essas reduções no Amazônia e mantido as nossas taxas. Nos últimos dez anos, reduzimos em 64% o desmatamento ilegal no estado e em 2015 esse percentual foi de 15%”, frisou.


Os indicativos são fruto das políticas públicas de baixa emissão de carbono adotadas pelo governo do Estado. (Notícias do Acre/ #Envolverde)


* Publicado originalmente no site Notícias do Acre.

Mineradoras de olho no fosfato do mar

18/11/2016


O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, responde perguntas no Conselho Nacional das Províncias, no dia 25 de outubro de 2016. Foto: Cortesia da República da África do Sul
O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, responde perguntas no Conselho Nacional das Províncias, no dia 25 de outubro de 2016. Foto: Cortesia da República da África do Sul



Por Mark Olalde, da IPS – 
Johannesburgo, África do Sul, 18/11/2016 – O temor pela contínua redução das reservas de fósforo lançou as mineradoras em uma busca desenfreada, que as levou a identificar novos depósitos de fosfato no leito marinho, e agora lutam para obter direitos de exploração em várias partes do mundo. Países da África austral poderiam estabelecer um precedente internacional se concederem permissões para o início das primeiras operações submarinas.



A África do Sul, em especial, é um dos primeiros a legislar sua economia marítima a fim de promover o desenvolvimento sustentável, embora ainda haja dúvidas sobre o lugar que a mineração ocupará nessa nova economia.Entre abril de 2007 e agosto de 2008, o preço do fosfato, ingrediente necessário para os fertilizantes, aumentou quase 950%, em parte pela ideia de que a produção alcançou seu máximo e agora começará a diminuir.



Antes que os preços baixassem, já haviam sido feitas prospecções buscando reservas de fosfato no mar profundo em diferentes partes do mundo.Desde então, a nova indústria do fosfato de leito marinho teve pouco êxito. Há várias operações propostas nas ilhas do Oceano Pacífico, mas Nova Zelândia e México rechaçaram a exploração em suas águas territoriais. Por isso, as reservas da África austral, criadas por correntes de água procedentes da Antártida, que possuem alto conteúdo de fosfato, estão no centro do debate.



A Namíbia tem depósitos de fosfato identificados em seu leito marinho, e há pouco esteve prestes a conceder autorização de exploração. Embora exista uma moratória desde 2013, em setembro o ministro de Ambiente tomou a controvertida decisão de conceder as licenças necessárias para a exploração. Mas os consequentes protestos populares o obrigaram a voltar atrás.
A maioria das explorações marinhas em busca de fosfato enfrentou moratórias e outros obstáculos. Foto: Cortesia do Centro pelo Direito Ambiental
A maioria das explorações marinhas em busca de fosfato enfrentou moratórias e outros obstáculos. Foto: Cortesia do Centro pelo Direito Ambiental



Um ex-gerente-geral de projetos da companhia Namibian Marine Phosphate (Pty), que solicitou autorização para explorar nesse país, disse à IPS que as organizações ambientalistas e de pesca foram uma força de oposição bem organizada, e estimou que na África do Sul também será muito difícil devido à falta de precedentes na matéria.




De fato, o diretor para a África do Instituto Internacional do Oceano, Adnan Awad, disse que “se prevê que os processos sul-africanos em matéria de mineração e políticas relacionadas com algumas dessas atividades criem certos precedentes e determinado modelo de como poderia ser em outras áreas”.



Três empresas, Green Flash Trading 251 (Pty) Ltd., Green Flash 257 (Pty) Ltd. e Diamond Fields International Ltd., têm direitos de prospecção em 150 mil quilômetros quadrados, cerca de 10% da zona econômica exclusiva da África do Sul.



Os direitos de prospecção da companhia Diamond Fields International, em 47.468 quilômetros quadrados do Oceano Índico, estão ao lado de zonas de exploração e produção de petróleo. Foto: Diamond Fields International Ltd.
Os direitos de prospecção da companhia Diamond Fields International, em 47.468 quilômetros quadrados do Oceano Índico, estão ao lado de zonas de exploração e produção de petróleo. Foto: Diamond Fields International Ltd.



“Atualmente não parece que haverá avanços e, definitivamente, não será feita nenhuma solicitação de direitos de mineração”, afirmou Wynand Venter, advogado do escritório Steyn Kinnear Inc., que representa a Green Flash 251 e a Green Flash 257. “O projeto não é econômico”, indicou, explicando que as companhias Green Flash receberam amostras de perfurações indicando que, com os atuais preços, não seria sustentável a exploração de fosfato no leito marinho.



Isso deixa a Diamond Fields como única companhia que poderia explorar as águas sul-africanas. Na verdade, anunciou em um comunicado de imprensa, em janeiro de 2014, que conseguiu direitos de prospecção em 47.468 quilômetros quadrados para buscar fosfato.Segundo informação publicada pela empresa e na qual resume seu plano de gestão ambiental, as prospecções usarão ondas sísmicas para determinar a geologia da zona bentônica (região do ambiente marinho situada próxima do fundo oceânico) ou do leito marinho. Iniciada a exploração, esta aconteceria entre 180 e 250 metros abaixo da superfície oceânica.



“Existe um vínculo vital e indiscutível entre a rocha de fosfato e o fornecimento mundial de alimentos”, afirmou a companhia, ao mencionar as minguantes reservas de fosfato.No entanto,a Diamond Fields não respondeu aos reiterados pedidos da IPS para que fizesse comentários a respeito.



Ambientalistas alertam que a exploração do fosfato marinho não só destruirá ecossistemas, como promoverá o uso excessivo de fertilizantes, com o consequente risco de contaminação. Por outro lado, propõem aumentar a pesquisa sobre tecnologias para recapturar o fosfato em lugar de seguir com sua exploração.“Poderíamos estar resolvendo o problema do excesso de fosfato em nossas águas e recapturá-lo. Porém, vamos destruir os ecossistemas de nossos oceanos”, lamentou John Duncan, do Fundo Mundial para a Natureza da África do Sul.



A mineração submarina requer um navio com draga de sucção, que levanta sedimentos do leito marinho e descarrega os desperdícios em colunas de água.“Funciona como um trator operando no leito marinho e escavando sedimento à profundidade de dois ou três metros. Na área onde opera é como a mineração a céu aberto em terra. Remove o substrato inteiro, que fica inacessível para os pescadores durante anos, quando não para sempre”, explicou Johann Augustyn, secretário da Associação da Indústria de Arrasto do Mar Profundo da África do Sul.
Uma baleia franca austral nada diante da costa da província sul-africana de Cabo Ocidental, perto de Hermanus, cidade conhecida pelos avistamentos de cetáceos. O Departamento de Recursos Minerais concedeu três licenças de exploração que cobrem cerca de 150 mil quilômetros quadrados, 10% da área econômica exclusiva da África do Sul. Foto: Mark Olalde/IPS
Uma baleia franca austral nada diante da costa da província sul-africana de Cabo Ocidental, perto de Hermanus, cidade conhecida pelos avistamentos de cetáceos. 



O Departamento de Recursos Minerais concedeu três licenças de exploração que cobrem cerca de 150 mil quilômetros quadrados, 10% da área econômica exclusiva da África do Sul. Foto: Mark Olalde/IPS



 
Além da destruição direta de habitats, os ambientalistas afirmam que a coluna de sedimentos lançada no oceano pode se dispersar e tapar outras áreas prejudicando a vida silvestre. Também destacam que prejudicará a produção de alimentos e o crescimento econômico.Vários milhares de agricultores de subsistência vivem ao longo da costa sul-africana, e a indústria da pesca em grande escala captura aproximadamente 600 mil toneladas ao ano.



“A mineração submarina pode fazer com que vastas áreas fiquem desertas de peixes. Se não morrerem, não poderão encontrar alimentos e provavelmente migrarão”, pontuou Augustyn. A pesca e o turismo contribuem com pouco mais de US$ 1,4 bilhão para o produto interno bruto (PIB), enquanto os benefícios econômicos da mineração submarina ainda não estão claros. Não há estimativas sobre a criação de empregos, embora a proposta da Namibian Marine Phosphate indique que gerará 176, mas não serão todos ocupados com pessoal local.



A África do Sul é um dos três países africanos, junto com Namíbia e Ilhas Seychelles, a implantar o planejamento espacial marinho. O movimento para as economias marinhas equilibra outros usos que competem com ela, como exploração petroleira, pesca e áreas marinhas protegidas.No começo deste ano, o Departamento de Assuntos Ambientais (DEA) publicou um projeto de Planejamento Espacial Marinho, um primeiro passo para a criação de uma legislação especial.



Segundo projeções do governo, uma economia marinha bem administrada pode significar renda superior a US$ 12,5 bilhões no PIB da África do Sul até 2033. Resta saber qual será o papel da mineração. “Em escala internacional, a exploração submarina de minerais pesados aumenta, e espera-se que a exploração dos recursos marinhos não vivos da África do Sul também aumente”, diz o marco incluído no rascunho do DEA.



A IPS não conseguiu obter declarações do Departamento de Recursos Minerais nem do DEA para esta matéria. Envolverde/IPS



*As pesquisas sobre mineração de Mark Olalde contam com apoio econômico do Fundo para o Jornalismo de Investigação, do Fundo para o Jornalismo Ambiental e do Pulitzer Center on Crisis Reporting. Para este artigo recebeu apoio adicional de #Mine Alert e Code for Africa.


Especial África: a multinacional que veio do Brasil

02/03/2016


Vale conclui megaprojeto para exportação de carvão em Moçambique que expulsou mais de 10 mil pessoas e hoje emprega menos de 2 mil trabalhadores locais.



Por Marina Amaral, da Agência Pública –



“Para cada problema africano existe uma solução brasileira.” A frase do professor queniano Calestou Juma para celebrar a cooperação brasileira no governo Lula é lembrada com ironia pelo jornalista Jeremias Vunjanhe enquanto conversamos em um café no inverno ameno de Maputo.



O jovem ativista de direitos humanos faz um paralelo com a Amazônia para explicar a decepção dos movimentos sociais de seu país com as promessas brasileiras. Lá como cá, ele me diz, a receita de desenvolvimento à base da exploração dos recursos naturais e incentivo ao agronegócio desandou em degradação ambiental e expulsão das comunidades tradicionais. Um problema gigante em um país em que 67% da população de 27,2 milhões de habitantes vive em áreas rurais. “A terra é o legado da independência para os camponeses”, ressalta Vunjanhe.



Desde a expulsão dos colonizadores portugueses, que submeteram os camponeses a trabalhos forçados em pleno século 20, a terra é do Estado em Moçambique. Naquele mesmo ano de 1975, Samora Machel declarou o país socialista e se tornou seu primeiro presidente. Em 1987, um ano depois da morte de Samora, o país massacrado por uma década de guerra civil recorreu ao FMI e teve de se declarar uma democracia nos moldes ocidentais, mas a Constituição de 1990 continuou a impedir a comercialização da terra.



Legislação que se manteve depois da assinatura do acordo de paz entre a Frelimo (Frente da Libertação de Moçambique) e a Renamo (Resistência Nacional de Moçambique) em 1992.
Até hoje as duas forças políticas se enfrentam – no momento o país vive uma crise política e um surto de violência militar que geraram 6 mil refugiados no Malavi, mas se transformaram em partidos políticos bem diferentes de suas origens.



A Renamo, que nasceu como guerrilha anticomunista financiada pelos países vizinhos e seus aliados na guerra fria, foi ganhando apoio dos camponeses moçambicanos até se tornar a principal força de oposição aos ex-revolucionários da Frelimo, que estão no poder desde a independência. Estes, por sua vez, são os responsáveis pela entrada dos projetos de desenvolvimento dos investidores estrangeiros, baseados na exploração dos recursos naturais e na concessão de terras, que pressionam o território dos camponeses.



Toda a região de influência da Vale, incluindo o recém-inaugurado corredor logístico de exportação de carvão, fica no norte do país, área simpática a Renamo. As minas ficam em uma área de 220 km2, concessionada à mineradora desde 2004, na bacia carbonífera de Moatize. É dali que vem a maior parte dos refugiados do Malavi, não reconhecidos como tais pelo governo.



O distrito (município) de Moatize tem 80% das terras ocupadas pela mineração e fica na província (estado) de Tete, a mais atingida pelos atuais conflitos. Nas eleições passadas, mais uma vez vencidas pela Frelimo, a Renamo obteve a maior parte dos votos em Tete, gerando grande frustração na província – é o presidente eleito que indica os governadores em Moçambique.



O problema se repete nas províncias de Niassa e Nampula, atravessadas pela ferrovia controlada pela mineradora brasileira e por uma de suas acionistas, a japonesa Mitsui. Ali a inquietação dos camponeses também se deve à implantação de outro projeto polêmico, o ProSavana, em colaboração com os governos do Brasil e do Japão. A meta é “modernizar” a agricultura através da concessão de terras para a produção de commodities, tal como foi feito no cerrado brasileiro nos anos 1980, que resultou na expulsão da população tradicional. Uma história que eles temem que se repita em seu país.




Comunidade na estrada entre Lichinga e o Lago Niassa. Foto: Alexandre Campbell
Comunidade na estrada entre Lichinga e o Lago Niassa. Foto: Alexandre Campbell

Longe dos centros urbanos como a capital Maputo, no sul do país, a terra em Moçambique continua a ser um bem compartilhado nas aldeias, que vivem da agricultura familiar e mantêm os costumes e a língua de sua etnia há gerações. “Nos fóruns mundiais, os companheiros latino-americanos sempre questionam: por que vocês não assumem a identidade indígena como nós?




Mas, respondemos, se dizer indígena significa que se é indígena em relação a alguém. Nós somos os donos do nosso país”, explica Vunjanhe, 31 anos, que nasceu em uma aldeia de Sofala e é um dos fundadores da Acção Académica para o Desenvolvimento das Comunidades Rurais (Adrecu).



Formada por jovens de origem rural como Vunjanhe, graduado na Universidade Eduardo Mondlane, a Adecru promove os direitos humanos levando informação à parcela mais pobre do país – com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,393 em 2013, um dos mais baixos do mundo e inferior à média da África subsaariana, de acordo com o Banco Mundial. Conforme o relatório da FAO, divulgado em outubro do ano passado, 25% dos moçambicanos passam fome, e a desnutrição crônica atinge 40% das crianças menores de 5 anos de idade. Na área rural, dois terços dos habitantes vivem abaixo da linha da pobreza e mais de 60% são analfabetos, segundo o relatório.




Jeremias Filipe Vunjanhe, oficial de advocacia e comunicação da UNAC – União Nacional de Camponeses, caminha pelas ruas de Maputo. Foto: Alexandre Campbell
Jeremias Filipe Vunjanhe, oficial de advocacia e comunicação da UNAC – União Nacional de Camponeses, caminha pelas ruas de Maputo. Foto: Alexandre Campbell




Vunjanhe conhece a rotina de trabalho com a enxada de cabo curto na machamba (roça) para garantir a chima, a papa de milho branco que é a base da alimentação moçambicana, e as hortaliças vendidas no mercado para completar a renda. Foi assim que conseguiu estudar – as escolas só são gratuitas até o fim do 7o ano e o material escolar é por conta do aluno. Ele também é funcionário da União Nacional de Camponeses (Unac) – que congrega mais de 100 mil agricultores familiares moçambicanos e vem constatando que as promessas de desenvolvimento podem trazer ainda mais pobreza para os que vivem da terra. Mesmo quando o PIB cresce mais de 7% ao ano, como acontece em Moçambique desde 2001.




Com investimento total de US$ 8,5 bilhões, equivalentes a 60% do PIB do país africano, o projeto Carvão Moatize, da mineradora Vale, é visto hoje como uma grande promessa frustrada de melhoria de vida da população. De 2009, quando a primeira mina de carvão a céu aberto começou a ser construída, à recente inauguração do Corredor Logístico de Nacala, com potencial para exportar entre 30 a 40 milhões de toneladas de carvão por ano, 3.165 famílias foram expulsas de suas terras pela companhia brasileira (1365 em Moatize e 1800 no corredor de Nacala). Outras 10 mil famílias “foram impactadas de outras formas, e as indenizações estão sendo realizadas de acordo com o que estabelece as leis vigentes em Moçambique e no Malavi”, conforme e-mail da assessoria de imprensa da Vale.



Do lado da geração de empregos, porém, a conta do megaprojeto é modesta. Com a conclusão das obras de ampliação das minas, que elevaram o potencial anual de produção de 11 milhões para 22 milhões de toneladas de carvão por ano, e do corredor logístico que atravessa o norte do país (e o vizinho Malavi) até o porto de Nacala-a-Velha no Índico, a companhia tem hoje apenas 2 mil trabalhadores próprios no país – 1.860 deles, ou 93%, moçambicanos – e cerca de 9 mil trabalhadores terceirizados, segundo sua assessoria de imprensa. De acordo com o Relatório de Sustentabilidade da Vale de 2013, porém, apenas 35% dos cargos de liderança são ocupados por moçambicanos. (Agência Pública/ #Envolverde)



* Leia a reportagem completa no site Agência Pública.

Mina de carvão ameaça paraíso ecológico

21/11/2016


Por Orlando Milesi, da IPS – 
Santiago, Chile, 21/11/2016 – A exploração de uma mina de carvão a céu aberto na austral ilha de Riesco, um paraíso de diversidade biológica localizado na Patagônia do Chile, se converteu em exemplo da debilidade da legislação ambiental, criticada por moradores, ativistas, cientistas e parlamentares. Riesco, a quarta maior ilha do país, no extremo meridional da América do Sul, possui um ecossistema marinho e terrestre onde convivem espécies como a baleia jubarte, quatro tipos de golfinhos, elefantes marinhos e pinguins. Também conta com pelo menos 24 espécies de mamíferos e 136 de aves.



 Baleias jubarte e golfinhos são parte do rico habitat no golfo de Otway no estreito de Magalhães, em frente à mina Invierno na ilha de Riesco, na Patagônia chilena, no extremo meridional da América do Sul. Foto: José Antonio de Pablo/Alerta Isla Riesco

Baleias jubarte e golfinhos são parte do rico habitat no golfo de Otway no estreito de Magalhães, em frente à mina Invierno na ilha de Riesco, na Patagônia chilena, no extremo meridional da América do Sul. Foto: José Antonio de Pablo/Alerta Isla Riesco



“Eu não saio daqui, mas vejo as drásticas mudanças”, contou, preocupado, à IPS um dos 150 habitantes da ilha, Gregor Stipicic, por telefone, de Riesco. Com 36 anos, é o mais novo dos três irmãos Stipicic, donos de uma fazenda de 750 hectares, onde pastam cerca de seis mil ovelhas que estão ameaçadas pelas explosões com dinamite. Médico cirurgião de profissão, ele vive na fazenda agropecuária desde 2006, quando assumiu a propriedade após a morte de seu pai. O avô, imigrante croata, foi o primeiro da família que chegou à ilha, em 1956, atraído pela rica qualidade da terra.




A ilha Riesco tem cinco mil quilômetros quadrados e fica três mil quilômetros ao sul de Santiago, na localidade de Rio Verde, na região de Magalhães, a mais austral do país. Seus habitantes se distribuem em 30 fazendas e se dedicam principalmente à criação de ovelhas. Um terço da superfície da ilha forma a Reserva Nacional Alacalufe, uma das maiores do Chile, com cerca de 2,6 milhões de hectares de terras virgens, que faz parte do sistema de áreas protegidas do país.



A mina Invierno, a maior de carvão a céu aberto do Chile, pertence à Sociedade Mineradora Isla Riesco, propriedade das companhias chilenas Copec e Ultramar, que investiram US$ 600 milhões na exploração e possuem outras quatro minas na ilha, até agora inativas. O objetivo é explorar, por 12 anos, reservas de 73 milhões de toneladas de carvão sub-betuminoso B e C de baixíssimo poder calorífico (4.100 quilocalorias por quilo) e alto teor de metais pesados.



Esse carvão é vendido às centrais termoelétricas de Huasco, Tocopilla, Mejillones e Ventanas, no norte e centro do Chile. Também é exportado para China, Índia, Brasil e outros países. A firme baixa no preço internacional do carvão afetou os planos da companhia, que reduziu temporariamente a produção e também seu pessoal. A instalação da mina Invierno significou cortar 400 hectares de floresta nativa, secar uma lagoa e modificar todo o funcionamento hídrico próximo ao seu entorno. Hoje conta com três depósitos de material estéril de 60 metros de altura cada um.
Lengas e ñirres (espécies nativas do sul do Chile) são os destaques da exuberante flora da ilha de Riesco, na Patagônia chilena, ameaçada pela exploração carbonífera. Foto: Claudio Magallanes Velazco/Alerta Isla Riesco
Lengas e ñirres (espécies nativas do sul do Chile) são os destaques da exuberante flora da ilha de Riesco, na Patagônia chilena, ameaçada pela exploração carbonífera. Foto: Claudio Magallanes Velazco/Alerta Isla Riesco




“Tudo está sendo contaminado. Há 1.500 hectares afetados diretamente, que incluem 400 com um buraco que é a fenda de exploração, que já atingiu 100 dos 180 metros de profundidade projetados”, explicou Ana Stipicic, porta-voz do movimento social e ecológico Alerta Isla Riesco. “A última denúncia de contaminação que geramos foi a do rio Chorrillo Invierno Dos. Agora soubemos que também foram contaminados os rios Cañadón e Chorrillo Los Coipos. Existem piscinas de decantação para separar o material sólido, mas não funcionam”, disse à IPS, em Santiago, a ativista irmã de Gregor.



Ana Stipicic destacou que os rios contaminados afetaram um mangue e que “há pedaços enormes de carvão ao longo da margem costeira. O porto da mina e as trituradoras que moem o mineral lançam pó de carvão no mar. Isso ninguém estuda”. Ela afirmou que a dispersão de material em partículas “cai nos campos de pastoreio, nas florestas e em corpos de água vizinhos, onde há uma fauna riquíssima”, ressaltando que a exploração da mina provocou “enorme deslocamento de fauna, desde pássaros carpinteiros até o ratão do banhado e o cervo sul-andino”.



Por sua vez, o biólogo Juan Capella, da Fundação Jubarte, denunciou que o transporte de carvão em barcos pelo golfo de Otway, canal Gerónimo e estreito de Magalhães, afeta as baleias jubarte e os golfinhos que ocupam essa área, onde fica o Parque Marinho Francisco Coloane. “Há casos registrados de choques de cargueiros com baleias. Quanto mais carvão e mais tráfego de embarcações por um canal tão estreito, maior a probabilidade de choques e morte de baleias. Em março, um barco chocou-se com uma baleia e a matou”, apontou o especialista à IPS,de Punta Arenas, capital da região de Magalhães.



Mapa da localização das minas de carvão na ilha de Riesco, na região de Magalhães, no extremo sul do Chile. Foto: Alerta isla Riesco
Mapa da localização das minas de carvão na ilha de Riesco, na região de Magalhães, no extremo sul do Chile. Foto: Alerta isla Riesco




O especialista em clima Nicolás Butorovic acrescentou que, durante o Estudo de Impacto Ambiental da mina Invierno, “provamos que o projeto era ruim com relação ao material particulado sedimentar. Eles previram 60 microgramas por dia, mas as estações mediram até 158”. A companhia declarou, então, que não usaria explosões de dinamite, pois buscava uma mineração sustentável e que os ventos na região tinha média de 39 quilômetros por hora, quando, na realidade, às vezes superavam os 180 km/h.



Fernando Dougnac, presidente da organização de advogados ambientalistas Fima, apresentou um recurso no tribunal de Punta Arenas para frear as detonações e anexou uma ordem de não renová-las, que o tribunal acolheu, paralisando as explosões.Em seu recurso, Dougnac disse à IPS, em Santiago, que incluiu uma série de informes veterinários de 1998, que demonstram que as ovelhas em períodos de cruzamento, acasalamento e desmame – de quatro a cinco meses em diferentes períodos – são muito suscetíveis ao ruído, a ponto de se pedir que os trabalhadores não entrem onde há animais.


“Temos esperanças de que as explosões sejam suspensas nesses meses. A mina Invierno necessita reduzir os custos de operação, por isso insistirá em detonar quatro vezes na semana, que é o que está aprovado”, explicou Ana Stipicic.



O diretor nacional do Greenpeace Chile, Matías Asún, assegurou à IPS que a mineradora “enganou a população e abusou com relação às normas para permitir depois um sistema de exploração por meio de explosões de dinamite”. A seu ver, “a autoridade ambiental do Chile opera com critérios econômicos e comerciais. Seu discurso oficial não é a proteção do ambiente, mas a proteção dos investimentos”.



Asún pontuou que “é anacrônico um país em que as energias renováveis estão vivendo um crescimento com altas mundiais e o carvão está francamente de saída, também associado a múltiplos conflitos territoriais, dar um subsídio violando a normativa ambiental de fato e os compromissos que a própria empresa manteve com a comunidade”. Ressaltou que “Isla Riesco não é sustentável, mesmo barateando os custos com consequências ambientais”.



O deputado independente Gabriel Boric, representante da região de Magalhães, disse à IPS que a companhia fragmentou seu projeto de exploração do carvão de Riesco para conseguir sua aprovação. “Permitir que um projeto seja apresentado fragmentado, e desta maneira seu impacto ambiental nunca ser avaliado integralmente, é uma das principais debilidades que tem a institucionalidade ambiental, o que deve ser reparado em uma próxima reforma do sistema”, enfatizou. Envolverde/IPS


Trump e o negacionismo climático: Polêmica só para confundir, artigo de Montserrat Martins

EcoDebate] Quando você vê o derretimento das calotas polares, tem alguma dúvida sobre o aquecimento global ? Pois Trump, eleito Presidente, nega essa comprovação científica e avisa que tão logo empossado vai cancelar os acordos climáticos que os Estados Unidos assinaram.


Alguns cientistas “dissidentes” negam a crise climática, isso significa que pode haver alguma dúvida séria, mesmo, a respeito? Uma das alegações é que o Sol está reduzindo seu nível de atividade, porém esquecem de dizer que a medida de tempo desse fenômeno é em milhares de anos, enquanto o desequilíbrio climático pode inviabilizar a vida humana em algumas décadas.



Al Gore, ex-Vice Presidente americano, descreve em seus livros o modo como tais dissidentes são incentivados pela indústria petrolífera para produzir dúvidas sobre o trabalho dos cientistas do IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change), órgão da ONU, situado em Genebra. Com dúvidas, as pessoas não reagem.



Quando os invernos são mais rigorosos alguns questionam “a tese do aquecimento” e de fato esse nome não é o mais adequado, pois o que ocorre é uma maior amplitude térmica, gerando fenômenos extremos, que também implicam em mais ciclones, além do aumento da temperatura média.


“A Amazônia não é o pulmão, é o ar condicionado do planeta”, já alertava José Lutzemberger em seu Manifesto Ecológico em 1970. Os mais jovens não sabem, mas no Rio Grande do Sul, por exemplo, não havia ciclones até o ano 2000. As novas gerações já conheceram o mundo assim, repleto de eventos decorrentes do desequilíbrio, o que talvez também ajude a explicar a apatia de protestos contra a destruição ambiental.



Trump é o mais perigoso dos ignorantes, porque é o irresponsável mais poderoso do mundo, capaz de destruir as condições de sobrevivência humana na Terra, ao colocar o país mais poluidor do mundo em rota de colisão com os esforços para diminuir a emissão de gases efeito estufa.



Que o povo americano queira por fim ao “Obamacare”, seu sistema de saúde pública, é problema deles, se querem acreditar no mito do “voltar a ser grande” pela prepotência é problema deles, mas se querem poluir mais o planeta, é problema nosso. Pela falta de carisma da Hillary, entre outros de seus muitos defeitos, várias pessoas chegaram a dizer que “Trump ou Hillary são a mesma coisa”, o que não é verdade. Nem mesmo os líderes do Partido Republicano concordam com Trump, nem mesmo a liberal imprensa norte-americana, que não o apoiou.



Só os ingênuos e os desinformados podem relativizar os danos que sofreremos com Trump no poder.



Montserrat Martins, Colunista do Portal EcoDebate, é médico psiquiatra, bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais e ex-presidente do IGS – Instituto Gaúcho da Sustentabilidade

in EcoDebate, 21/11/2016


"Trump e o negacionismo climático: Polêmica só para confundir, artigo de Montserrat Martins," in Portal EcoDebate, ISSN 2446-9394, 21/11/2016, 
 

[CC BY-NC-SA 3.0][ O conteúdo da EcoDebate pode ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, à EcoDebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]


segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Apesar da crise hídrica Governador pretende desmatar nova área de cerrado inteiro!!











Reunião morna termina quente em Marrakesh

Reunião morna termina quente em Marrakesh

Por Claudio Angelo e Camila Faria, do Observatório do Clima
Negociadores tentam resolver diferenças no final da COP de Marrakesh. Foto: Claudio Angelo/OC.
Negociadores tentam resolver diferenças no final da COP de Marrakesh. 
Foto: Claudio Angelo/OC.


Era para ser uma reunião sem emoções e dominada por advogados, para entregar avanços burocráticos discretos. Mas a COP22, a conferência do clima de Marrakesh, terminou à zero hora deste sábado (19) marcada por eventos de alta temperatura, dentro e fora da plenária.



A conferência tinha objetivos modestos: começar a encaminhar a produção do “manual de instruções” do Acordo de Paris, fechado em 2015 e posto em vigor apenas 11 meses depois por um movimento político sem precedentes na história das Nações Unidas. O grande desafio de Marrakesh era antecipar a data de conclusão desse manual, prevista inicialmente para 2020 – quando formalmente o tratado passaria a vigorar.



Sua grande polêmica era algo difícil de entender se você não fosse diplomata: a primeira reunião das partes do Acordo de Paris, que aconteceria na COP22, deveria ser suspensa e retomada em 2017 ou suspensa e retomada em 2018?



A conferência resolveu a questão salomonicamente: decidiu reabrir a reunião das partes em dois momentos: em 2017, como queria o Brasil, e em 2018, como queriam a União Europeia e outros países. E marcou para 2018 a data de finalização do livro de regras. É um avanço importante, já que esperar até 2020 para botar mãos à obra em Paris pode fechar de vez a janela para estabilizar o aquecimento global em 1,5oC, objetivo que muitos cientistas consideram inviável já hoje.



“A melhor coisa que esse processo faria agora era sair da mídia”, disse ao OC um negociador de um país em desenvolvimento nos primeiros dias de reunião, resumindo a vontade de alguns diplomatas de tirar as conferências do clima dos holofotes, a fim facilitar o trabalho técnico sem a interferência dos políticos.



Mas, se houve uma coisa que ocorreu em Marrakesh, foi interferência dos políticos.
Ela se abateu no terceiro dia de COP sobre os negociadores de 196 nações reunidos no Bab Ighli, o centro de conferências com vista para cordilheira do Atlas. Veio com a fúria de um vento do deserto, mas soprando dos Estados Unidos: Donald Trump fora eleito presidente.



A eleição americana era uma sombra constantemente projetada sobre a COP22. No entanto, pouca gente no Bab Ighli acreditava – ou queria acreditar – que o bilionário do cabelo laranja, que já disse que o aquecimento global era uma “invenção dos chineses” e que jurou cancelar a participação americana no Acordo de Paris, pudesse de fato ganhar a Casa Branca.



A partir do dia 9, as conversas que ninguém ousava ter em público versavam sobre cenários de saída dos Estados Unidos do acordo ou da própria Convenção do Clima, o que no momento em que este texto é escrito parece a opção mais provável, por ser a mais rápida.



A defecção americana seria um baque para o acordo, já que o país detém quase 18% das emissões do mundo e é um dos principais contribuintes de financiamento climático aos países pobres. Temia-se, e ainda se teme, que ao pular fora do barco climático Trump pudesse deixar os países pobres sem dinheiro para combater e se adaptar às mudanças do clima, e estimular outros emissores a fazer a mesma coisa.



Ao menos em Marrakesh, porém, o que se verificou foi exatamente o contrário. “O efeito aqui, se houve algum, foi o de aproximar as pessoas”, disse o negociador-chefe de um país do G20. Vários países, como o Brasil e os da União Europeia, reafirmaram seu compromisso em levar Paris adiante. A China fez o mesmo. E um de seus negociadores declarou numa entrevista coletiva, com o melhor sarcasmo sínico, que seu país não havia inventado o aquecimento global.



No segmento de alto nível, aberto no dia 15 com a presença de 80 chefes de Estado, a tônica dos discursos foi a de reforçar a união em torno da implementação do acordo. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em sua última COP, disse que a luta contra a mudança climática é “irrefreável”; o presidente da França, François Hollande, declarou que o




Acordo de Paris é “irreversível de fato e de direito”; e o secretário de Estado americano demissionário, John Kerry, elegantemente sugeriu a Trump que fosse estudar um pouco sobre aquecimento global antes de barbarizar com a vida de bilhões de pessoas.




Como resposta a Trump, a COP22 produziu uma declaração política, a Proclamação de Marrakesh, que de início estava fora do script da COP. O texto é fraco, mas pede aos países o “mais alto comprometimento político para combater a mudança climática”.



Mas, talvez o mais importante, Marrakesh viu uma miríade de anúncios de ação climática no mundo real: por países, grupos de países, organizações e empresas. EUA e Alemanha anunciaram seus planos de descarbonização de longo prazo, para 2050 – um dos requerimentos do acordo do clima é que todos os países façam isso. Uma plataforma para ajudar as nações a traçar seus planos foi lançada.



No último dia de COP, os 48 países-membros do CVF (Fórum de Vulnerabilidade Climática) anunciaram compromisso com a meta de produção de 100% de energia renovável assim que possível e revisão e aumento de ambição de suas NDCs (Contribuições Nacionalmente Determinadas) antes de 2020.



“Nós estamos unidos e iremos sobreviver e ser vitoriosos”, disse a poeta Kathy Jetnil-Kijiner, das ilhas Marshall, que leu o manifesto do CVF para os presentes na reunião. “A ação climática não limita o desenvolvimento, e sim o fortalece. Temos apenas uma chance e precisamos de grandes ambições prontamente. Batalharemos para liderar e preparar um caminho para o futuro”, diz o manifesto. Após o anúncio, centenas de pessoas foram para o lado de fora do Bab Ighli posar para uma foto, organizada pelo Greenpeace, em volta de um banner gigante que dizia “we will move ahead” (“nós vamos avançar”).




 

SUSPENSE
A plenária final, aberta após as 21h para adotar as decisões da COP22, esquentou a noite gelada de Marrakesh. E tudo graças ao Brasil – e a um certo déficit de habilidade do presidente da conferência, o chanceler marroquino Salaheddine Mezouar.



O texto final oferecido por Mezouar no começo da noite deixou de lado alguns pontos que o Brasil considera críticos para o bom funcionamento do acordo do clima, como a definição de prazos comuns para a realização e fiscalização das metas nacionais. Mezouar abriu os trabalhos pedindo pressa aos delegados, porque tinha um avião para pegar no dia seguinte. Os brasileiros meteram o pé no freio.




“Tivemos uma posição legalista”, disse o negociador-chefe do Brasil, José Antonio Marcondes, após a conclusão da reunião. “Não queremos que a regulamentação signifique uma reinterpretação ou uma releitura do acordo. E o acordo diz que esse tema tinha de ser tratado na primeira reunião.”




Do alto do palco da plenária, chefe da Divisão de Clima e Ozônio do Itamaraty, Felipe Ferreira, discutia com a presidência da mesa para pedir mudanças no texto. Conseguiu. A sessão foi retomada para a adoção do documento mas, às 22h50, a Bolívia, que também queria inserir temas de seu interesse no texto, levantou uma objeção.




Na ONU, o veto de um único país pode botar um acordo internacional abaixo – foi o que aconteceu em 2009 em Copenhague, quando uma pantomima da Venezuela impediu a adoção oficial do texto.



Mezouar consultou a chefe da Convenção do Clima, Patricia Espinosa, que em 2010, na COP de Cancún, bateu o martelo no acordo que salvou a convenção apesar de uma oposição veemente da mesma Bolívia. O marroquino fez o mesmo e decretou adotado o texto. A sala aplaudiu. Mas a confusão estava longe do fim.




O embaixador malês Seyni Nafo pediu o microfone para expressar apoio ao documento. Aproveitou para anunciar que era seu aniversário. Ganhou de presente da presidência uma caixa de docinhos marroquinos e um coro de “parabéns para você” puxado por Mezouar e cantado por representantes de 196 países.



Marcondes falou na seguida – e passou uma descompostura no embaixador boliviano, que chamava de “meu bom amigo da Bolívia”: “Nem um ano se passou desde a adoção do Acordo de Paris e uma delegação já quer se desviar da letra do acordo”, disse Marcondes. A Bolívia retrucou que a mudança de última hora no texto era “a expressão particular dos interesses de um país”.



Vários outros tomaram o microfone para expressar apoio ao texto e à posição brasileira. Foi quando a Índia surpreendeu e declarou apoio à Bolívia. Mezouar suspendeu a sessão. O que se seguiu foi um debate nervoso entre Brasil, EUA, Europa e Bolívia, no qual em um momento pareceu se encaminhar para um rompimento e um possível adiamento do final da COP: às 23h40 Mezouar declarou que não havia acordo, e mais um intervalo foi feito. Foi quando Ferreira pediu “humildemente” mais tempo para debater e o Brasil sugeriu que a alteração no texto para tratar dos prazos comuns fosse feita separadamente. A Índia e a Bolívia enfim aquiesceram.


“Poderíamos ter decidido isso antes”, bufou Mezouar, bem-humorado, encerrando o debate à meia-noite e cinco com a adoção do resultado.


A manobra de Marcondes salvou a COP, como aconteceu em 2011, também na África, quando Luiz Figueiredo destravou a conferência de Durban em seus momentos finais. Na saída da Plenária Marrakesh, o embaixador gaúcho, visivelmente aliviado e fumando um cigarro, foi efusivamente cumprimentado por diversos negociadores.

Republicado do Observatório do Clima através de parceria de conteúdo. logo-observatorio-clima

domingo, 20 de novembro de 2016

Brasilia CONTRA a vaquejada!


É chegada a hora da capital federal, demonstrar a força de seu ativismo contra essa prática cruel chamada vaquejada. Unidos aos movimentos de todo país, veganos, protetores, ativistas e defensores ou simpatizantes da causa animal, no dia 27 de novembro (domingo), partirão às 15 horas da rodoviária do Plano Piloto, saída do metrô, em direção ao Eixo Sul, munidos de cartazes, faixas e muita disposição para lutar pelo Direito daqueles que não tem voz.

" Nenhum animal deve ser explorado para divertimento do homem. As exibições de animais e os espetáculos que utilizem animais são incompatíveis com a dignidade do animal.
(Declaração Universal dos Direitos dos Animais - DUDA)".

Recomendamos preferencialmente camiseta preta ativista ou branca relacionada ao tema. Fantasias e adereços relacionados ao tema vaquejada são muito bem vindos pelo impacto e visibilidade. Façamos dessa marcha um marco para a luta pelo Direito dos Animais.

Economia no uso de água dá a Bombeiros do DF prêmio nacional de sustentabilidade

RB AMBIENTAL




Posted: 16 Nov 2016 05:38 AM PST
Um sistema inovador, capaz de economizar até seis vezes o gasto de água no combate a incêndios urbanos, levou o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal a ganhar prêmio nacional de sustentabilidade e se tornar referência no País em uso racional de recursos hídricos.

A redução de consumo se dá mediante o emprego de espuma, por ar comprimido, no combate a incêndios das classes A (sólidos comuns) e B (líquidos combustíveis). “Esse sistema é eficiente, pois traz avanço significativo no uso racional da água. A cada litro de água, ele gera seis de espuma”, explica o tenente-coronel George Cajaty Braga.

Desse modo, uma viatura com capacidade média de 3.750 litros de água gera quase 24 mil litros de espuma, ampliando o potencial de contenção do fogo. “Assim, o sistema tem um poder operacional muito maior”, destaca o militar, que coordenou o projeto de pesquisa na Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

A pesquisa existe desde 2007 e já contou com vários parceiros, como a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Entre outras vantagens, esse método produz melhor resfriamento de materiais, já que a temperatura cai seis vezes mais rápido em ambiente confinado. Gera ainda menor poluição atmosférica, na medida em que o composto cobre a área incendiada e impede a liberação de gases tóxicos.

A poluição pluvial também é atenuada. No combate tradicional aos incêndios, a água em excesso escorre para a rede de galerias, carreando materiais contaminados para os mananciais. O uso da espuma evita esse efeito, pois ela se fixa ao material e é contida no local onde foi lançada.

Além disso, o produto é 100% biodegradável e se dissolve em menos de 30 dias. O tempo de combate ao incêndio é mais rápido, e o material apagado não reacende. A utilização da espuma aumenta a chance de sobrevivência das pessoas no ambiente e protege os bombeiros que atuam na operação.

O modelo brasiliense ficou em 1º lugar na sexta edição do Prêmio de Boas Práticas de Sustentabilidade A3P, do Ministério do Meio Ambiente, na categoria uso/manejo sustentável dos recursos naturais.

A premiação acontece a cada dois anos e conta com seis eixos: Uso racional dos recursos naturais e bens públicos; Gestão adequada dos resíduos gerados; Qualidade de vida no ambiente de trabalho; Sensibilização e capacitação dos servidores; Licitações sustentáveis e Construções sustentáveis.

O coronel Rogério de Assunção Cruvinel explica que, para participar, a corporação fez a adesão ao programa de agenda ambiental do Ministério do Meio Ambiente e, com isso, obteve um plano de trabalho de cinco anos.

Ele presidia a Comissão de Sustentabilidade Agenda Ambiental na Administração Pública do Corpo de Bombeiros, criada em 2015. Desde então pratica ações com esse perfil na corporação.

Ideia é trazer mais recursos para ações de sustentabilidade
Com o resultado, segundo o coronel, houve “economia gigantesca de água” nas operações dos Bombeiros. O ministério definiu o projeto como inovador. “Com essa valorização, a ideia é trazer mais financiamento e recursos para ações na área de sustentabilidade e novas pesquisas. Em breve vamos colocar em prática um projeto de bicicletário para a corporação”. Completa.

A corporação tem hoje 60 equipamentos de geração de espuma por ar comprimido, instalados em viaturas de combate a incêndio, kits de salvamento e escadas mecânicas.

No próximo ano, será iniciada pesquisa para a utilização desse sistema também nos incêndios florestais. O projeto já está aprovado pela FAP-DF e será desenvolvido em parceria com o instituto de Biologia da Universidade de Brasília (UnB).

Fonte: Agência Brasília

APP permite monitorar a situação da Água no DF. E um app para monitorar as loucuras do Governo do DF ??

RB AMBIENTAL



Posted: 16 Nov 2016 08:06 AM PST
Desde setembro de 2016, os níveis dos reservatórios de água do Distrito Federal podem ser monitorados por qualquer cidadão por meio do aplicativo de celular Água e Tempo. Além de trazer informações sobre temperatura e possibilidade de chuva, o sistema é o único do país que destaca o monitoramento das reservas de água da cidade.


O programa é iniciativa do engenheiro mecatrônico Daniel Kunzler, de 36 anos, que trabalha com desenvolvimento de softwares e aplicativos. Daniel nasceu em Brasília, mas mora em São José dos Campos, interior de São Paulo, onde viveu os efeitos da crise hídrica que atingiu o estado em 2014. “O objetivo era levar informação para as pessoas, pois havia uma preocupação geral com a situação. Na época, o problema foi noticiado no país inteiro, então, essa foi a primeira motivação” disse.

Atualmente, o sistema abrange todas as cidades do Brasil. Por meio do programa, as pessoas podem acessar informações gerais sobre o abastecimento, a demanda e a oferta de água para todas as cidades. Nas capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, e suas respectivas áreas metropolitanas, o sistema fornece a possibilidade de identificar o nível percentual dos reservatórios de água do município.

“As informações são buscadas de forma sistemática, de hora em hora, direto das fontes oficiais. É uma forma fácil e prática de a pessoa monitorar os aspectos relativos à água e chuva de sua localidade", explicou.

No caso de Brasília, os níveis de abastecimento foram incluídos recentemente, devido à crise hídrica que se agravou na cidade desde o último período da seca. Mas, os dados da capital federal disponíveis no programa não são estáveis. “O maior desafio tem sido colocar as informações de Brasília de forma atualizada, porque os dados estão variando muito a fonte”, relata o engenheiro.

Daniel acredita que serão superadas a dificuldade para acessar a informação da capital e aumentar o número de usuários do sistema. Desde 2014, já ocorreram 30 mil downloads do aplicativo. “Considero a busca tímida diante da capacidade do programa. Não tenho uma meta, mas espero que aumente a utilização”, declara.

O engenheiro trabalha com o apoio de uma rede de colaboradores no exterior, onde o aplicativo funciona apenas para acesso à previsão do tempo. Pelas redes sociais, o retorno dos usuários tem sido positivo. Alguns órgãos oficiais que gerenciam os dados sobre água também já se manifestaram em apoio à iniciativa. “Os órgãos consideraram interessante: elogiaram e propuseram parceria. Mas, o sistema não tem nenhum tipo de financiamento externo, apenas coletamos informações”, esclarece Daniel.

A principal base de dados do aplicativo é o Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos (SNIR), administrados pela Agência Nacional de Águas (ANA). A assessoria da Agência reconhece a importância dos aplicativos para disseminar informação e ressalta que os dados de volume de rios e chuvas também são abertos para qualquer cidadão na página do sistema.

Risco de racionamento no DF
A Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) divulgou no último dia (7/11) uma resolução em que declara o estado de restrição de uso dos recursos hídricos e estabelece o regime de racionamento do serviço de abastecimento de água nas localidades atendidas pelos reservatórios do Descoberto e Santa Maria. A resolução estabelece que o racionamento deve entrar vigor caso os reservatórios atinjam 20% de seu volume útil. Apesar das fortes chuvas ocorridas no DF nos últimos dias, o reservatório do descoberto apontou nesta segunda-feira (14/11) o nível de 19,73%.

A situação dos reservatórios de Brasília entraram em estado de atenção em agosto, quando atingiram 60% do volume total. Em setembro, os níveis caíram para 40%, estado de alerta, quando foi declarada situação de escassez hídrica, até que, em outubro, os reservatórios atingiram níveis bem próximos a 20% da capacidade, estado de restrição do uso. Segundo a Adasa, até o momento, nenhuma Região Administrativa do Distrito Federal está com o serviço de abastecimento de água suspenso.

Fonte: Agência Brasil

Comentario

Temos de criar um app para monitorar as loucuras do Governo do DF  que só pensa em desmatar o cerrado apesar das promessas de campanha de que iria tornar o cerrado Patrimonio Nacional. Proteger o Cerrado é proteger nossa fonte de agua, Governador!!

Anonimo 

MME inaugura 1ª usina solar em prédio do governo federal

RB AMBIENTAL




Posted: 18 Nov 2016 04:37 AM PST
O prédio do Ministério de Minas e Energia (MME) é o primeiro órgão do governo federal na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, a contar com sistema de geração de energia solar fotovoltaica conectado à rede de distribuição.

Com o sistema, inaugurado nesta quinta-feira (17/11), o local deixará de emitir 6,4 toneladas de CO2 na atmosfera e economizará cerca de R$ 70 mil ao ano. 

O projeto é fruto de um acordo de cooperação técnica entre o MME e a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) para a instalação do primeiro sistema da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, conectado à rede de distribuição. 

Funcionamento 
O sistema de geração distribuída solar fotovoltaica está instalado no telhado do edifício-sede do MME, dessa forma, será possível compensar parte da eletricidade consumida por meio de geração própria.

Foram instalados 154 painéis solares (1,0 x 1,64 m), sem a alocação de recursos do orçamento do governo federal. O investimento, estimado em de R$ 400 mil, foi viabilizado pela Absolar e seus associados.

Considerando a vida útil do sistema, superior a 25 anos, um total de 161 toneladas de CO2 deixará de ser emitido pelo sistema. Isso equivale a uma área de floresta de 3 mil m² ou cerca de 900 mil quilômetros rodados por carros de passeio das ruas do País.

A energia que venha a sobrar (por exemplo, o que for gerado nos finais de semana e feriados) será entregue à Companhia Energética de Brasília (CEB), e esse crédito poderá ser utilizado em até 60 meses.

Incentivo
A geração distribuída já é regulada no País, e o consumidor de energia elétrica pode fazer essa opção e solicitar a sua conexão à rede. A energia gerada pelo sistema fotovoltaico é de 20% a 30% mais econômica que a comprada em baixa tensão do sistema elétrico.

“É uma tendência natural no mundo todo. A instalação no ministério dá ao consumidor a confiança e o conhecimento necessários para que ele possa também adotar o mesmo tipo de sistema na sua casa ou na sua empresa”, declarou o presidente da Absolar.



Fonte: MME / Portal Brasil