Entre as novidades estão a F-150 e o Mustang híbridos, além de um elétrico com autonomia de 480 km.
A Ford confirmou seu plano de lançar 13 novos veículos elétricos globais
nos próximos cinco anos, incluindo versões híbridas da F-150 e do
Mustang nos Estados Unidos, uma van Transit Custom híbrida “plug-in” na
Europa e um utilitário esportivo totalmente elétrico com uma autonomia
estimada de pelo menos 480 km para o mercado global.
A montadora anunciou também o plano de investir US$ 700 milhões na
expansão da sua fábrica de Flat Rock, em Michigan, para a produção de
veículos autônomos e elétricos de alta tecnologia, juntamente com o
Mustang e o Lincoln Continental, criando 700 novos empregos diretos.
Essas ações são parte do investimento de US$ 4,5 bilhões que a marca
fará em veículos elétricos até 2020, para oferecer aos clientes maior
economia de combustível, capacidade e potência em toda a sua linha
global.
“À medida que mais e mais consumidores em todo o mundo se interessam por
veículos elétricos, a Ford está empenhada em ser líder no fornecimento
de uma ampla gama de veículos, serviços e soluções que tornem a vida das
pessoas melhor”, disse Mark Fields, presidente da Ford mundial. “Os
investimentos e a expansão da nossa linha refletem nossa visão de que a
oferta global de veículos elétricos excederá os veículos a gasolina nos
próximos 15 anos”.
A marca está concentrando o plano de veículos elétricos em suas áreas
fortes — eletrificando seus veículos comerciais, caminhões, SUVs e
esportivos mais populares e de alto volume para torná-los ainda mais
eficientes, econômicos e divertidos de dirigir.
A construção utilizou 1,5 milhão de tijolos feitos de garradas PET recicladas.
Um edifício feito com garrafas PET conquistou o mais alto grau de
certificação ambiental do mundo. O Ecoark, localizado em Taipei, Taiwan,
recebeu o selo LEED Platinum por toda a sua eficiência em todas as
etapas do processo de construção.
O projeto é assinado pelo arquiteto chinês Arthur Huang, diretor da
empresa Miniwiz – Sustainable Energy Development, e, como é de se
esperar, tem premissas sustentáveis em cada detalhe de seu planejamento.
No lugar dos tijolos tradicionais, foram usados tijolos feitos de
garrafa PET. Essa mudança deixou a estrutura com metade do peso e
resistente a fenômenos naturais, como furacões e terremotos.
O edifício, inaugurado em 2010, ocupa uma área de 2.186 metros
quadrados. Considerado um pavilhão, ele possui três pavimentos
equivalente a nove andares, onde estão abrigados: anfiteatro, salão de
exposições e espaços para museus.
A construção utilizou 1,5 milhão de tijolos feitos de garradas PET
recicladas, conhecidos como Polli-Bricks. A estrutura é presa por uma
malha metálica e uma peça de acrílico, revestida com uma substância não
inflamáveis, que protege a estrutura. Os tijolos, que mantém o formado
das garrafas, são vazios, para ajudar no isolamento térmico e na
passagem da luminosidade natural.
Além deste diferencial na construção, o pavilhão usa água da chuva para o
resfriamento, é equipado com placas solares e possui iluminação de LED
em toda a sua fachada.
Os visitantes podem fazer mergulhos livres, passear de caiaque, conhecer espécies marinhas, entre outras coisas.
De 8 a 14 de janeiro, das 10h às 16h, o Parque Estadual Ilha Anchieta
(PEIA), situado em Ubatuba, em parceria com o Instituto de Biociências
da Universidade de São Paulo (USP), realiza a 16ª edição de suas
refrescantes Trilhas Subaquáticas. As inscrições podem ser feitas na
hora, no stand montado pelos voluntários do Projeto. Todas as atividades
são realizadas com a presença de monitores treinados e com equipamentos
de segurança.
Durante este período, os visitantes do PEIA poderão passar pela incrível
experiência de realizar mergulhos livres, passear de caiaque, conhecer
espécies marinhas e entender um pouco mais sobre as mudanças climáticas e
os ecossistemas existentes na Ilha.
Segundo o coordenador do projeto, Ricardo Mazzaro, o Projeto Trilha
Subaquática visa promover transformação e enriquecimento pessoal dos
participantes. “Esta é uma experiência única em termos de conhecimentos,
afetividade e capacidades, que leva o participante a uma mudança de
visão do mundo. Muitas vezes, despertamos aquela pessoa para o universo
de atividades recreativas e profissionais relacionadas ao ambiente
marinho e para a importância dos seus ecossistemas.”
Modalidades das trilhas
Trilha de mergulho livre – Nado equipado ao longo de 350m de costão, com
paradas nos pontos de treinamento e de interpretação ambiental. É
acompanhada por balsa de apoio e segurança. Ideal para grupos de até
quatro pessoas. Todo o percurso é supervisionado a partir de um bote que
permanece estacionado.
Aquário natural – Ideal para quem quer conhecer a biodiversidade
marinha, sem precisar mergulhar. Protegida das ondas e com profundidade
inferior a um metro, a piscina situada na Praia do Engenho possui pontos
de interpretação para observar organismos, usando observadores ao invés
de máscaras. Ideal para grupos de até cinco pessoas.
Trilha em caiaques – Este passeio é feito ao longo de 350m de costão,
com paradas em pontos para interpretação do ecossistema. Prevista para
grupos de duas. Inclui o uso de colete salva-vidas além dos demais
equipamentos de segurança.
Trilha dos Ecossistemas – Consiste em caminhada terrestre ao longo de
300m, cortando região com diversidade de ecossistemas, enfatizando sua
formação, evolução e idade geológica e suas características peculiares e
sensibilidade. Trilha para grupos de até cinco pessoas acompanhadas por
um monitor.
Trilha do Engenho e parte histórica – Até o dia 26, outro grupo de
voluntários conduzirão os visitantes na trilha do Engenho e
compartilharão informações sobre a história da Ilha Anchieta.
Parque Estadual Ilha Anchieta
Com 828 hectares de extensão, sete praias, natureza exuberante e uma
grande biodiversidade, o Parque Estadual Ilha Anchieta é a segunda maior
ilha do Estado e um dos principais atrativos turísticos de Ubatuba.
Administrado pela Fundação Florestal, o PEIA proporciona aos visitantes,
um passeio cheio de encantos, mesclando o mar, a Mata Atlântica, a
cultura e a história. Praias belíssimas, trilhas ecológicas, passeios
pelas ruínas do antigo presídio e um dos melhores pontos para mergulho
do Brasil são alguns dos atrativos oferecidos pelo PEIA.
Serviço:
Endereço Sede Administrativa: Avenida Plínio de França, Nº 85 – Saco da Ribeira – Ubatuba-SP (Píer Saco da Ribeira)
Telefone: (12) 3842-1241
Email: pe.ilhaanchieta@fflorestal.sp.gov.br
Ingresso: As atividades são grátis, mas a entrada no parque é R$ 13,00 por pessoa.
Isentos: Crianças de até 12 anos, adultos com mais de 60 e pessoas com
deficiência não pagam. Estudantes pagam meia entrada, mediante
apresentação de documento.
A opção atrai cada vez mais arquitetos e empreiteiras, interessadas nos benefícios econômicos e ambientais.
Além de alegrarem o cenário predominantemente cinza dos centros urbanos,
os telhados verdes auxiliam na drenagem da água da chuva, proporcionam
isolamento térmico e acústico e ainda ajudam a reduzir as ilhas de calor
das cidades. A opção atrai cada vez mais arquitetos e empreiteiras,
interessadas nos benefícios econômicos e ambientais que este tipo de
estrutura pode oferecer.
O empreendimento Green Center, localizado em Curitiba e entregue pelo
Grupo Thá, é um desses projetos que conta com telhado verde em suas duas
torres: Office e Residence. O conjunto está localizado no centro
histórico da capital paranaense, agregando um pouco mais de verde ao
meio urbano.
De acordo com o engenheiro responsável pela obra, Cesar Pompeu, o
objetivo do telhado verde é promover benefício aos moradores e
transformar o espaço em área de interação. “Além dos benefícios
ambientais e ao próprio imóvel, as áreas verdes vão funcionar como
também como espaços de convivência e lazer”, diz. O engenheiro destaca,
também, a importância de ter um projeto bem estruturado para poder
oferecer esse diferencial. “É necessário ter um projeto que atenda às
necessidades da implantação de um telhado verde, verificar quanto a
estrutura suporta de peso para evitar rachaduras”.
Este, inclusive, foi um ponto que recebeu bastante atenção durante todo o
projeto e a construção do Green Center. Na torre residencial, por
exemplo, os espaços de convivência que receberam os telhados verdes
estão localizados no 5° e no 23° andar do empreendimento de 23
pavimentos, vizinho ao empreendimento empresarial, que abriga o telhado
verde no seu último piso, o 15°.
Benefícios
Os benefícios da implantação dos telhados verdes são diversos e não
estão restritos somente aos moradores e frequentadores dos
empreendimentos, mas sim a toda a cidade, entre eles estão: a diminuição
da temperatura, que em um empreendimento de telhado comum chega a ser
5°C maior, e a umidade relativa do ar, que aumenta em 15% em torno dos
empreendimentos que adotam esse tipo de vegetação.
Além disso, a implantação do telhado verde traz outras vantagens:
drenagem da água da chuva; absorção de poeira e poluição; filtragem das
partículas suspensas no ar, como a fuligem expelida pela queima de
combustíveis fósseis; diminuição do efeito “ilha de calor”; reciclagem
dos gases tóxicos do ar por meio da fotossíntese; e a possibilidade de
reutilizar a água da chuva ou irrigação, economizando recursos. “Os
telhados verdes têm a capacidade de inserir novas áreas verdes onde
antes eram impossíveis, melhorando a vida de toda a população urbana”,
conclui Pompeu.
O desmatamento na Amazônia em 2016 foi o maior registrado
nos últimos quatro anos, mas o perfil fundiário de onde ele aconteceu
permaneceu o mesmo – incluindo propriedades privadas, onde mais houve
derrubada, apesar do avanço do Cadastro Ambiental Rural (CAR). Além
disso, o ranking dos dez municípios que mais desmataram mudou pouco nos
últimos anos.
Esse são alguns dos resultados de uma análise feita pelo IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) sobre os dados oficiais divulgados pelo governo federal no fim de 2016.
“Depois de se conseguir reduzir o desmatamento para um patamar médio
de 6 mil quilômetros quadrados por ano, observamos primeiro uma
estagnação e, agora, uma explosão de 29% em 2016. Isso mostra que o
Brasil precisa melhorar as estratégias de responsabilização de quem
desmata ilegalmente, mas também estimular e premiar quem faz direito”,
explica a diretora de políticas públicas do IPAM, Andrea Azevedo.
Entre agosto de 2015 a julho de 2016, foram desmatados 7.989 km2,
segundo o Prodes. Isso é equivalente a 128 campos de futebol do Maracanã
por hora. Esta é a maior taxa registrada desde 2008.
De acordo com a análise, houve pouca variação na contribuição do
desmatamento por categoria fundiária nos últimos anos: a maior derrubada
aconteceu nas propriedades privadas (35,4% do registrado, seguidas por
assentamentos (28,6%) e terras públicas não destinadas mais áreas sem
informação cadastral (24%).
Com relação aos polígonos, em 2016 continuou predominando o
desmatamento em áreas de até 30 hectares em terras privadas, responsável
por aproximadamente 60% na média geral. Isso indica a tendência do
“puxadinho”, ou seja, pequena área desmatada anexa a uma propriedade.
A predominância do desmatamento em áreas privadas mostra a
importância da implementação do Código Florestal. “O CAR é um
instrumento de baixo custo de monitoramento de desmatamento, mesmo
pequeno, nas propriedades. Com emissões de notificações, pode
desestimular a prática”, diz Azevedo.
Nos assentamentos, o processo de revisão ocupacional precisa ser
fortalecido pelos órgãos públicos de comando e controle, para que seja
possível diferenciar beneficiários da reforma agrária de atores
externos. Já nas unidades de conservação, o aumento do desmatamento
mostra a necessidade de melhor gestão e governança para manter seu
propósito de conservação dos serviços ecossistêmicos, da biodiversidade e
do modo de vida das populações locais.
“Numa noite eu cheguei a ouvir uma bomba lançada perto da
minha casa. Nós estávamos apavorados – minha família, meus irmão,
minhas irmãs. Sentia pânico e medo de morrer.” – Tahiri Zohra– Professora Afegã.
“Olá; sofro de síndrome do pânico já tem uns 10 meses ,
as sensações são horríveis, sensação de estar fora da realidade, mãos
frias e suadas , falta de ar , sensação de sufocamento, pensamentos
rápidos , sempre acho que vou morrer , já não aguento essas sensações
ruins. Parece que a morte vai ocorrer a qualquer minuto, o medo é uma
coisa terrível. ” – Tatiana – 12 anos
Pânico; uma sensação horrível que leva a dor e ao
desespero. O corpo reagindo sem controle levando a sensações ruins que o
cérebro relaciona com o perigo real de morte, sendo a causa
verdadeiramente letal; como em guerras e assaltos, ou uma causa aparente
e inofensiva, como no caso da “Síndrome do Pânico” a sensação do perigo
de morte é vivida sem diferença alguma.
Mesmo que nós, ditos “seres racionais” tenhamos a certeza de que o
perigo não existe, nosso corpo, por vezes, reage de forma instintiva
levando-nos a enfrentar a morte e causando sensações horríveis. Isso em
nós, humanos, que nos consideramos “racionais” e donos de um
entendimento grande de nossas próprias vidas e emoções, agora imaginem o
que ocorre com nossos irmãos animais.
Você está dormindo e desperta com um estrondo enorme, que faz os
vidros de sua janela tremer. O susto é grande, você passa em instantes
de uma situação de relaxamento a uma de estresse supremo, sua adrenalina
sobe, você sente que sua vida está em perigo, mas mais que isso, seu
corpo sente o perigo e começa a trabalhar para tentar reagir a essa
agressão. Seu coração dispara, o estômago revira, a respiração fica
ofegante, mas o pior e que os estrondos não param. Começam barulhos
estranhos como assovios grossos e finos, barulhos que nunca ouvimos se
espalham no ar, parecem alienígenas invadindo a Terra. Ao longe se houve
gritos, risadas e buzinas tocando. Uma zoeira infernal invade os
ouvidos sem parar.
O corpo cada vez mais reagindo ao medo e ao desespero a sensação de
sufocamento vai aumentando, o coração se acelera cada vez mais e uma
vontade incrível de fugir e sair correndo escapando desse barulho que
invade todo ser.
Tudo isso pode parecer uma cena de filme de guerra, mas nada mais é
do que como se sentem vários animais na época das festas de final de
ano.
Todo ano muitos animais se machucam na tentativa de “fugir” desse
“barulho infernal” causado pelos fogos, outros escapam e são atropelados
ou nunca mais retornam ao lar. Muitos outros se tornam agressivos e
atacam outros animais ou seus tutores. E ainda existem aqueles que no
desespero acabam tendo problemas cardíacos como infartos ou
circulatórios como derrames ou AVC.
Comemorar é uma coisa boa, mas não podemos esquecer de nossos mascotes nessas festas de final de ano.
Quando chegar perto da hora dos fogos, e da maior algazarra, procure
ficar com seu animal no colo para que ele se sinta protegido e cubra
suas orelhas com uma toalha embrulhada na cabeça para diminuir o som.
O certo é ficar com seu mascote nessas horas para lhe passar
segurança, mas se você tiver de deixa-lo sozinho procure ligar a
televisão com o som alto para disfarçar o barulho e retire do ambiente
tudo o que possa machuca-lo. Verifique também se não existe nenhuma
maneira dele fugir.
Você pode ainda procurar um veterinário para lhe
receitar um calmante para que seja dado algum tempo antes da queima de fogos. Os animais não são humanos, mas são membros importantes de nossa
família e merecem também ter um : “FELIZ NATAL!” e um “PROSPERO ANO
NOVO!”
Debate ganhou força no Brasil após caso
envolvendo cães da raça beagle. Só na Europa estima-se que 3 milhões de
bichos morrem anualmente em testes científicos, mas ONG alerta que
números podem ser ainda maiores
21 out 201318h09
atualizado às 18h09
Todos os anos, 115 milhões de animais são usados em pesquisa em todo o
mundo. Embora não existam dados oficiais – muitos países não mantêm
registros –, a estimativa foi feita pela diretora de ciências da
Coligação Europeia para o Fim das Experiências em Animais, Katy Taylor,
com base em modelos matemáticos.
Segundo relatos, ao menos de 200 cães foram retirados do instituto e páginas na internet foram criadas para adoção
Foto: Edison Temoteo / Futura Press
Na União Europeia, a burocracia para pesquisa com animais é extensa e,
por isso, segundo a ativista, os números refletem melhor a situação. Por
ano, 12 milhões de animais – especialmente ratos e outros de pequeno
porte – são usados em pesquisas na Europa.
A ONG Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais (PeTA) estima que,
desse total, 3 milhões acabam mortos por ano. Mas o consultor da
entidade na Alemanha, Edmund Haferbeck, estima que os registros podem
não ser tão precisos e que esse total pode ser ainda maior.
O debate ganhou força no Brasil nesta semana, depois que grupos de
defesa dos animais invadiram o Instituto de Pesquisa Royal e resgataram
cachorros da raça beagle usados em testes. O site do instituto saiu do
ar, mas a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)
publicou uma nota criticando a ação dos ativistas e destacando "a
importância da utilização de animais para o desenvolvimento de novos
medicamentos e tratamentos para o ser humano bem como de outras espécies
animais".
A nota não especifica se os animais eram usados para a pesquisa
cosmética, mas menciona a produção de "produtos farmacêuticos, produtos
para a saúde, dispositivos médicos, agrotóxicos, produtos químicos e
veterinários, aditivos para rações e alimentos, entre outros". Em casos
semelhantes, a legislação europeia recomenda o uso de um número mínimo
de animais, e prevê um controle rígido das condições em que vivem.
Europa proibiu testes para cosméticos
A venda de cosméticos testados em animais foi proibida na Europa em
março deste ano. Taylor explica que existem alternativas bastante
eficazes para esse tipo de experimento, como o uso de tecido humano
descartado em cirurgias plásticas. Além disso, de acordo com a
pesquisadora, esse tipo de material oferece resultados muito mais
precisos do que testes em animais, que têm anatomia e fisiologia
distintas.
Com a nova regra, não podem ser vendidos nos países europeus cosméticos
que tenham elementos testados em animais. Antes da proibição, um
extenso relatório foi encomendado pela Comissão Europeia. Representantes
de diferentes áreas do setor trabalharam no documento e apresentaram
alternativas viáveis para suspensão dos testes com animais, passiveis de
implementação em um prazo de cinco a sete anos.
Além dos testes em si, que ambientalistas rotulam como crueldade, a
própria manutenção dos animais em ambiente laboratorial motiva
resistências. Taylor explica que, para que os resultados possam ser
aferidos, os animais permanecem em isolamento, e muitos nunca chegam a
ver a luz do dia. Para ela, pesquisas psicológicas – que testam a reação
de animais a diferentes situações de estresse ou privações – podem ser
ainda mais prejudiciais do que testes químicos.
Apesar da proibição para uso cosméticos, a PeTA aponta que na pesquisa
de medicamentos não existem alternativas. No entanto, dados publicados
pelo órgão regulador de medicamentos dos Estados Unidos (FDA) dão conta
que 92% de todas as drogas aprovadas em testes clínicos realizados com
animais falharam em testes clínicos.
"Mas vai levar ainda muito tempo para que sejam proibidos também os
testes em pequenos animais como primatas e ainda mais tempo para que não
se usem mais camundongos", afirma Taylor.
Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais
Foto: Shutterstock
As galinhas não são desinteressantes ou tolas como a maioria das
pessoas acredita, de acordo com Lori Marino, cientista sênior do Someone
Project- um esforço de pesquisa focado na psicologia, comportamento e
emoções de animais criados em fazendas.
Em seu novo estudo, publicado nesta semana na revista Animal
Cognition, Marino argumenta que as aves são mais inteligentes e
complexas do que se imagina.
“Elas não possuem a maioria das características psicológicas que
reconhecemos em outros animais inteligentes e normalmente são vistas
como se tivessem um baixo nível de inteligência em comparação com outros
animais. A ideia de psicologia das galinhas é estranha para a maior
parte das pessoas”, disse Marino em um comunicado para a imprensa.
Uma pesquisa da literatura científica revelou uma série de
descobertas surpreendentes relacionadas com as capacidades mentais e
emocionais das aves.
Pintinhos de apenas cinco dias podem diferenciar entre quantidades
menores e maiores. As galinhas percebem períodos de tempo, antecipam o
futuro, mostram sinais de autoconsciência, e uma compreensão de seu
lugar na ordem social, além de também exibirem autodomínio.
Estudos também mostraram que galinhas possuem personalidades
distintas e expressam uma variedade de emoções, incluindo medo,
ansiedade e níveis básicos de empatia, segundo informações da UPI.
“Uma mudança na forma como fazemos perguntas sobre psicologia e
comportamento de galinhas, sem dúvida, levará a dados ainda mais
precisos e mais ricos e uma compreensão mais autêntica de quem elas
realmente são”, acrescentou Marino.
Difícil acreditar que uma tartaruga seja a responsável por salvar a vida de 800
filhotes ameaçados de extinção, não é mesmo?
Mas Diego, uma tartaruga macho com mais de 100 anos
que vive em Galápagos, arquipélago localizado no oceano Pacífico e que
se tornou famoso por ter sido estudado pelo naturalista inglês Charles
Darwin, conseguiu a proeza de salvar a sua própria espécie, a Chelonoidis hoodensis, de entrar em extinção.
Há 50 anos, somente dois machos e 12
fêmeas da espécie viviam espelhados pela ilha de Española, fator que
dificultava a reprodução da espécie, segundo informa a BBC. Além disso, a Chelonoidis hoodensis era encontrada, apenas, nessa parte sul do arquipélago.
Os hábitos sexuais de Diego, segundo os cientistas, salvaram a população de tartarugas, ao se tornar pai de cerca de 800 filhotes da espécie. De acordo com Washington Tapia, especialista em preservação de tartarugas do Parque Nacional de Galápagos, Diego é um macho reprodutor muito ativo e, devido a essa capacidade, ele foi responsável por superpovoar a ilha.
O garanhão, que pesa 80 kg, 1,5 m de
altura e 90 cm de comprimento, foi o eleito entre três machos para
salvar a sua espécie. Ele foi levado de um zoológico de San Diego (EUA)
para a ilha, onde convive com seis fêmeas em um centro de reprodução.
Os cientistas não sabem como Diego foi
parar nos Estados Unidos. A hipótese é que ele tenha sido removido
de Española entre 1900 e 1959, provavelmente por conta de alguma expedição científica. Em 1976, Diego regressou ao seu hábitat natural e foi incluído em um programa de reprodução.
Até agora os cientistas não sabiam ao
certo qual havia sido a contribuição de Diego para o salvamento de sua
espécie. Até que foi feita uma análise genética, há seis anos, que comprovou ser ele o pai de 40% dos filhotes nascidos na ilha e liberados pelo projeto para viverem na natureza.
No total, 2 mil indivíduos da espécie,
que não está mais ameaçada de extinção, foram distribuídos pela ilha.
Embora essa informação seja positiva, Tapia diz que a espécie não está,
ainda, em plenas condições, porque já houve cerca de 5 mil tartarugas na
ilha, de acordo com registros históricos.
Infelizmente, das quinze espécies de
tartarugas gigantes oriundas de Galápagos, três foram extintas após
piratas, no século XVIII, afetarem o seu já frágil ecossistema.
A boa notícia é que a população de tartarugas da espécie Chelonoidis hoodensis só vem aumentando em Galápagos. Graças à "desenvoltura" de Diego.
Todos nós já sabemos que a agropecuária, no Brasil, causa muitos danos ao meio ambiente. Problemas que vão desde a devastação florestal até a emissão de gás metano bovino, que contribui para o aquecimento global.
A novidade, agora, sobre os males provocados pela atividade agropecuária no país foi divulgada na nova edição do Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção,
que conta, pela primeira vez, com uma avaliação sobre quase todas as
espécies de vertebrados habitantes dos biomas terrestres e marinhos do
Brasil, além de trazer uma parte inédita sobre os invertebrados, segundo
informa o UOL.
Foram analisados o estado de conservação de 12.254 espécies, o risco de extinção e suas causas. A conclusão é que a perda de hábitat dos animais é ameaçada pela agropecuária em 5%.
Risco de extinção
1.173 de todas as espécies investigadas sofrem algum nível de risco de extinção (vulnerável, em perigo ou criticamente em perigo), e a agropecuária interfere sobre cerca de 600 delas, configurando-se como a principal causa de ameaça.
Para os animais terrestres, em segundo lugar, os riscos vêm da expansão urbana e das ações relacionadas à geração e à transmissão de energia (na Amazônia a ameaça maior vem da construção de hidrelétricas). Já as espécies marinhas sofrem com a pesca predatória.
O Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção
foi apresentado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da
Biodiversidade (ICMBio) na 13.ª Conferência de Biodiversidade da ONU,
realizada em Cancún (México). Claudio Maretti, do ICMBio, responsável
por apresentar o estudo na cidade mexicana, defendeu a importância das
análises para avaliar o que está acontecendo com as espécies, e o Livro configura-se como um importante conteúdo sobre o qual as políticas públicas de conservação
podem se basear. "É a avaliação que permite entender o que está
acontecendo e quais espécies têm de ter restrição de uso e de captura ou
que precisam de nova áreas protegidas", explica Maretti.
Os pesquisadores ouviram as comunidadeslocais onde há animais ameaçados de extinção o que está acontecendo. O caranguejo guaiamum (Cardisoma guanhumi), por exemplo, não está desaparecendo por causa da captura, mas pela perda de seu hábitat, cuja destruição do mangue é causada pelas fazendas de camarão.
Segundo Maretti, "um processo extrativista controlado pode até ajudar a
proteger a espécie e a repovoar esses locais. Então precisamos fazer
essas adequações".
Confira aqui, na íntegra, o Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção.
Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais
Foto: Sascha Camilli, Twitter
Defensores de animais em todo o mundo comemoraram quando souberam que
a Croácia decidiu proibir fazendas de peles a partir de 1º de janeiro
deste ano, após um período de eliminação gradual de 10 anos.
A proibição foi consistentemente ameaçada pela indústria de peles,
que não queria que a lei entrasse em vigor. Em última análise, o
Ministério da Agricultura da Croácia ouviu os grupos de direitos humanos
e de direitos animais e decidiu dar este grande passo.
Sharon Osbourne também merece um grande agradecimento devido às suas
manifestações contra esta terrível indústria. Quando a proibição estava
sendo criticada na Croácia, ela pediu ao ministro da Agricultura do país
para confirmar a medida definitiva e enviou-lhe um vídeo da PETA
revelando como as chinchilas sofrem e morrem em fazendas de peles.
A demanda por peles de chinchilas resultou na quase extinção dos
roedores. Originalmente encontrada apenas na América do Sul em
comunidades de até 100 membros, as chinchilas são agora criadas em todo o
mundo por fazendeiros de peles ou distribuidores de lojas de animais
que as comercializam.
Durante anos, ativistas testemunharam a tortura que esses animais
suportam. Em muitas fazendas de peles, eles sofrem de convulsões
dolorosas após serem eletrocutados ou seus pescoços são quebrados
enquanto eles ainda estão conscientes.
Em uma fazenda de peles em Vista, na Califórnia (EUA), um dos
proprietários admitiu entalar os ossos quebrados, assim como a amputar
membros com arame farpado e seis gotas de conhaque, informou a PETA.
Comentário:
Receio que com a proibição de utilização de peles de chinchilas para fazer casacos, os proprietarios de chinchilas vão matar todos os animais quepossuem uma vez que, por não serem mais lucrativos, não compensam o custo de sua alimentação.
El lujo y la basura suelen ir de la mano en Nueva York.
Gerardo Lissardy/BBC Mundo, Nueva York 06/01/2017
Los camiones de la basura trituran todo...hasta los muebles de oficina.
Apenas
me mudé con mi familia de Río de Janeiro a New York unos meses atrás,
mi hijo de siete años me sorprendió con una pregunta caminando por
Manhattan: “¿Por qué los pobres acá son más ricos?”
Traté de
explicarle que los pobres son pobres en cualquier lugar, porque les
falta lo básico que necesitamos para vivir, como comida o techo.
Pero
él replicó que un mendigo que acabábamos de cruzarnos en Midtown vestía
tenis, jeans y “hasta un cinturón”, mientras en Río solía ver pobres
descalzos y en harapos.Entonces percibí que era hora de que habláramos también de la contracara de la pobreza: la opulencia y la cultura de consumo y derroche que caracteriza a la Gran Manzana, quizá como ninguna otra ciudad en el mundo.
Más caro repararlo que comprarlo
El lujo y la basura suelen ir de la mano en Nueva York.
En las calles de Nueva York se pueden encontrar electrodomésticos en buen estado esperando al camión de la basura.
Algunas
zonas comerciales o residenciales caras de Manhattan se erigen
básicamente sobre desechos: una porción de la isla son ampliaciones
artificiales, que se lograron tirando escombros y desperdicios donde
había agua.Actualmente en Nueva York se generan más de 14 millones de toneladas de basura por año, según datos oficiales de la ciudad, considerada una de las más fecundas del planeta también en este sentido.La cuestión es que mucho de eso que acaba en vertederos o plantas de reciclaje podría aprovecharse perfectamente.En
las calles de Nueva York he visto en la basura sofás, sillas, camas,
colchones, cómodas, televisores, cocinas, microondas, aparatos para
hacer ejercicios, persianas, fotografías enmarcadas…Todo lucía en muy buen estado. A veces, impecable.
Más de un residente de Nueva York se encuentra con piezas de mobiliario en la acera que luego terminan en la sala de su casa.
Nunca probé si los electrodomésticos funcionaban, pero sospecho que en América Latina habrían sabido darles uso.En
cambio, nada de eso fue considerado valioso en esta ciudad de consumo
frenético, donde intentan venderte algo a cada instante y mandar a reparar un producto suele ser más caro que comprar otro nuevo.
“Nos pagan para botar”
“Mira, esta silla en Colombia está buena“,
me dijo hace poco un colombiano empleado de una empresa privada de
recolección de residuos en Nueva York, alzando una impecable butaca de
escritorio.“Pero (en) este país, la malgastan”, agregó
mientras la tiraba a un camión que trituraba todo sin piedad, como si
estuviera hambriento.
Los desperdicios de unos pueden ser el tesoro de otros en la ciudad de Nueva York.
Luego lanzó más sillas, estanterías, cajoneras de madera y de metal, y hasta una caja fuerte: pertenencias de una empresa financiera que simplemente decidió cambiar el mobiliario.Le
pregunté al colombiano, que evitó dar su nombre porque no estaba
autorizado por su empresa a hablar con periodistas, si no podían
aprovechar mejor aquello.Me respondió que les “pagan para botar“.Luego
me contó una anécdota del día en que cargaba el camión de basura con
objetos del lujoso y emblemático Plaza Hotel de Manhattan.
“Pasó uno y le gustó una lámpara que estaba botando. Le dije que se la quedara”, relató.Pero
un guardia del hotel detuvo al transeúnte 15 metros más allá y le
interrogó a dónde iba con esa lámpara, que arrebató de sus manos.“El guardia dijo que era propiedad del hotel: se podía tirar a la basura, sí, pero si se lo llevaba alguien era robo“, recordó.
Monumento a la basura
Recoger objetos de la basura puede estar mal visto en Nueva York, pero confieso que yo mismo lo he hecho.Lo hice por ejemplo el día que encontré por azar cajas repletas de libros en la acera, listas para que se las llevara el basurero.
En Nueva York se generan más de 14 millones de toneladas de basura al año.
Hurgué y descubrí algunos tesoros: una recopilación de historias de la ciudad publicadas por la revista The New Yorker,
una crónica de Javier Moro sobre el emperador independentista Pedro I
de Brasil, un estudio de Pavel Gregoric sobre Aristóteles y el sentido
común…
Me fui cargando cuantos libros pude. Me
pregunté quién los habría descartado. Y deseé que alguien más pudiera
aprovechar los que quedaron. Pero esta esperanza se esfumó instantes
después, con un diluvio que cayó y los arruinó.He conocido
otras personas que me contaron sin rubor sobre objetos que han recogido
de la basura neoyorquina, como una francesa que cargó una bonita silla
de madera hasta su apartamento, en una zona exclusiva de la ciudad.
También hay algunos esfuerzos para reducir el derroche en un país rico pero con unos 43 millones de pobres oficialmente, donde 40% de la comida termina en la basura sin haber sido consumida, según el Consejo de Defensa de Recursos Naturales.La
ciudad de Nueva York decidió este año obligar a grandes empresas detrás
de parte del desperdicio de comida, desde supermercados hasta hoteles, a separar sus desechos orgánicos para procesarlos y evitar que vayan a vertederos.Sin embargo, parece evidente que atenuar este enorme dispendio requiere un cambio cultural profundo.“Nueva York es un monumento en EE.UU. sobre la basura“, me dijo el activista medioambiental Rob Greenfield.
Hace
unas semanas, Greenfield se paseó durante un mes por la ciudad cargando
en un traje especial transparente la basura que él mismo generaba:
llegó a 38 kilos, con desperdicios como vasos de cartón, envases
plásticos, cajas de pizza…Lo hizo buscando llamar la atención sobre el fenómeno, aunque admite que “es algo que no va a cambiar de la noche a la mañana”.Y cuando le conté la pregunta de mi hijo acerca de los pobres en Nueva York, reflexionó: “Hay mucho de ilusión en EE.UU., tenemos cosas que nos hacen parecer felices, nos hacen parecer que nos va bien”.“Pero en varios sentidos”, continuó, “tenemos más problemas serios que otros países”.
Apesar
de ser maior do que os outros gatos selvagens, jaguatirica não afasta
outros felinos.
Crédito: Tom Smylie, US Fish & Wildlife Service.
Se no lugar tem jaguatirica, pode sim ter outros felinos selvagens
menores, como o maracajá ou o gato-selvagem-pequeno. São espécies
parecidas mas que podem ocorrer na mesma área, dependendo é claro do
estado de conservação da floresta. A novidade foi apresentada esta
semana pela biólogo Mariana Baldy Nagy-Reys, da Universidade Estadual de
Campinas, São Paulo (Unicamp), no jornal de acesso aberto PLOS ONE.
“Pela literatura, devido à semelhança morfológica e de tamanho, eles
estariam competindo por comida e habitat”, afirma a bióloga Mariana
Baldy Nagy-Reys, da Universidade Estadual de Campinas, São Paulo
(Unicamp). “A ideia era que onde tivesse jaguatirica não teria os
menores. Meu estudo mostrou que não há competição, o que regula é o grau
de conservação da área”, conclui.
São três espécies do mesmo gênero e que possuem uma pelagem bastante
parecida, com rosetas escuras sobre um amarelo escuro predominante.
Entre elas, a jaguatirica (Leopardus pardalis) é a maior e pode chegar a mais de 15 quilos.
Já os gatos-do-mato (L. guttulus), com peso entre 2 e 4 quilos, têm o tamanho de um gato doméstico e são um pouco menores do que os gatos-maracajás (L. wiedii).
Para encontrá-los, a bióloga instalou armadilhas fotográficas e foi em
busca de amostras de fezes na Serra do Japi, um remanescente de Mata
Atlântica no interior paulista com diferentes graus de proteção.
No interior de uma área total de 35 mil hectares tombados, um pouco
menor do que a Baía da Guanabara, existe uma reserva biológica de uso
restrito, onde uma das poucas atividades permitidas é a pesquisa
científica, com cerca de 2 mil hectares. Essa pequena área é cercada uma
zona de amortecimento de aproximadamente 11 mil hectares. Por lá, foram
encontrados animais como tatus e veados, mais abundantes do que
felinos, e até suçuaranas foram encontradas. Mas pára por aí. Apesar de
antigos registros, atualmente não se tem mais notícia de onças-pintadas
na região.
Além da redução de seus habitat, os felinos estudados são animais
ameaçados pela caça. O estudo sugere que os gatos selvagens são muito
sensíveis ao estado de conservação da área, por isso criar e manter
áreas de proteção e a conexão entre elas são ações importantes. Mas é
preciso também ações para evitar a ação de caçadores, como campanhas
educativas.
O próximo passo da pesquisadora é comparar alimentação dos felinos,
quais presas eles buscam, para saber se este é um fator que contribui
para que compartilhem o mesmo habitat. Outra possibilidade apontada para
coexistência das espécies são hábitos diferentes, como horários de
caça. “Por enquanto o único fator conhecido que determina a presença
deles é o grau de proteção. E o grau de proteção influencia a presença
dos três”, afirma Mariana Nagy-Reis.
Registro
anual de temperaturas da Terra desde 1800 até 2016 mostra o aquecimento
sem precedentes deste século. Fonte: ECMWF, Copernicus Climate Change
Service.
O Serviço Copernicus de Mudança Climática, um órgão da União Europeia, publicou nesta quinta-feira
a primeira de várias análises que virão nos próximos dias confirmando
que 2016 foi de fato, e de longe, o ano mais quente da história.
Segundo a agência europeia, a média de temperatura do ano passado foi de 14,8o C. Ela foi 0,2oC mais alta do que a de 2015, até então o recordista absoluto de calor. No total, a Terra chegou a 1,3oC acima da média da era pré-industrial.
É um valor perigosamente próximo do limite de 1,5o C que
os países se comprometeram a tentar atingir no Acordo de Paris, de 2015.
Este limite pode ser chamado de “centro da meta” da inflação climática
da humanidade: acima dele, eventos como a elevação do nível do mar no
longo prazo decretariam a extinção de pequenas nações insulares no mundo
inteiro.
O “teto da meta” de Paris é evitar que o aquecimento chegue aos 2oC em relação à era pré-industrial. Uma grande quantidade de evidências científicas aponta que um aquecimento de 2oC em diante colocaria a Terra em um território climático desconhecido e sujeito a eventos extemos devastadores.
Ambas as metas são consideradas muito difíceis de alcançar. Hoje,
segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, mesmo se
todas as emissões do mundo parassem agora, nós teríamos apenas 50% de
chance de evitar um aquecimento de 1,5oC. Segundo o Copernicus, o mês de fevereiro de 2016 chegou a tocar o 1,5oC,
devido à forte influência do fenômeno El Niño no começo do ano. Mesmo
após a dissipação do El Niño, no meio do ano, as temperaturas seguiram
excepcionalmente altas em 2016. O serviço europeu associa essa
continuidade à perda de gelo marinho no Ártico e na Antártida.
Espera-se que durante este mês a Nasa e a Noaa, dos Estados Unidos, o
Met Office, do Reino Unido, e a Agência Meteorológica do Japão
divulguem seus balanços de temperatura do ano. Esses organismos
apresentarão dados diferentes, pois usam bases de dados diferentes.
Embora a margem de diferença entre uns e outros seja de apenas 0,1oC,
ela tende a ser maior em 2016 devido a medições distintas de
temperatura da superfície do mar associadas com o degelo em ambos os
polos.