segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

NUEVO ESTUDIO: La exposición a sustancias químicas del Roundup aumenta el riesgo de cáncer




NUEVO ESTUDIO: La exposición a sustancias químicas del Roundup aumenta el riesgo de cáncer



pulverização aérea de agrotóxicos

Por Graciela Vizcay Gomez

La exposición al glifosato, el herbicida de amplio espectro más utilizado del mundo y el ingrediente principal en el herbicida
Roundup, aumenta el riesgo de algunos tipos de cáncer en más del 40 por ciento, según una  nueva investigación  de la Universidad de Washington.

Varias revisiones y evaluaciones internacionales han llegado a diferentes conclusiones sobre si el glifosato conduce al cáncer en los seres humanos.


El equipo de investigación realizó un metanálisis actualizado, una revisión exhaustiva de la literatura existente, y se centró en los grupos más expuestos en cada estudio. Encontraron que el vínculo entre el glifosato y el linfoma no Hodgkin es más fuerte de lo que se informó anteriormente. Sus hallazgos fueron publicados este mes en la revista en línea  Mutation Research / Reviews in Mutation Research .


“Nuestro análisis se centró en proporcionar la mejor respuesta posible a la pregunta de si el glifosato es carcinógeno o no”, dijo la autora principal  Lianne Sheppard , profesora de los departamentos de Ciencias Ambientales y Ciencias de la Salud Ocupacional y Bioestadística de la UW. “Como resultado de esta investigación, estoy aún más convencido de que lo es”.

Al examinar los estudios epidemiológicos publicados entre 2001 y 2018, el equipo determinó que la exposición al glifosato puede aumentar el riesgo de linfoma no Hodgkin hasta en un 41 por ciento. Los autores centraron su revisión en la investigación epidemiológica en humanos, pero también consideraron la evidencia de animales de laboratorio.

“Esta investigación proporciona el análisis más actualizado del glifosato y su relación con el linfoma no Hodgkin, incorporando un estudio de 2018 a más de 54,000 personas que trabajan como aplicadores de pesticidas con licencia”, dijo la coautora Rachel Shaffer, doctora de la Universidad de Washington. Estudiante en el Departamento de Ciencias Ambientales y de Salud Ocupacional.

“Estos hallazgos están alineados con una evaluación previa de la Agencia Internacional para la Investigación del Cáncer, que clasificó al glifosato como un” probable carcinógeno humano “en 2015”, dijo Shaffer.

El glifosato se introdujo por primera vez como herbicida en 1974. El uso en la industria agrícola se ha disparado, especialmente desde mediados de la década de 2000, cuando se introdujo la práctica de la “quema verde”, en la que se aplican herbicidas a base de glifosato a los cultivos poco antes de la cosecha. Como consecuencia, es probable que los cultivos ahora tengan residuos más altos de glifosato.

Los investigadores dicen que se necesitan más estudios para explicar los efectos del aumento de la exposición a causa de la quema verde, que puede que no esté totalmente plasmada en los estudios existentes revisados en esta nueva publicación.

Los coautores incluyen a Luoping Zhang e Iemaan Rana en la División de Ciencias de la Salud Ambiental de la Universidad de California, Berkeley, y Emanuela Taioli en la Escuela de Medicina de Icahn en Mount Sinai, Nueva York.

Los fondos fueron proporcionados por el premio T32ES015459 de los Institutos Nacionales de Ciencias de la Salud Ambiental   y la Beca para el Envejecimiento de la Asociación de Retiro de la Universidad de Washington.-

Fuente ZERO BIOCIDAS 

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 22/02/2019

"NUEVO ESTUDIO: La exposición a sustancias químicas del Roundup aumenta el riesgo de cáncer," in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 22/02/2019, https://www.ecodebate.com.br/2019/02/22/nuevo-estudio-la-exposicion-a-sustancias-quimicas-del-roundup-aumenta-el-riesgo-de-cancer/.

[CC BY-NC-SA 3.0][ O conteúdo da EcoDebate pode ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, à EcoDebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]

Combustão de combustíveis fósseis é o principal contribuinte para o carbono negro em todo o Ártico



Combustão de combustíveis fósseis é o principal contribuinte para o carbono negro em todo o Ártico



Carbono Negro – Uma equipe internacional conduziu o estudo em locais na Rússia, Canadá, Suécia e Noruega, com pesquisadores da Universidade de Baylor contribuindo com medições para o Alasca.
Por Terry Goodrich*, Baylor University

Combustão de combustíveis fósseis é o principal contribuinte para o carbono negro coletado em cinco locais ao redor do Ártico, o que tem implicações para o aquecimento global, de acordo com um estudo de um grupo internacional de cientistas que incluiu uma equipe da Baylor University.
O estudo de cinco anos, para descobrir fontes de carbono negro, foi feito em cinco locais remotos ao redor do Ártico e foi publicado na revista Science Advances , uma publicação da Associação Americana para o Avanço da Ciência.

A equipe de Baylor usou radiocarbono para determinar as contribuições de queima de fósseis e biomassa para o carbono negro em Barrow, no Alasca, enquanto seus colaboradores usaram a mesma técnica para locais na Rússia, Canadá, Suécia e Noruega.

A pesquisa de Baylor foi liderada por Rebecca Sheesley, Ph.D., professora associada de ciência ambiental na Faculdade de Artes e Ciências, e Tate Barrett, Ph.D., ex-aluna de Sheesley e agora pesquisadora de pós-doutorado na Universidade do Norte do Texas. Seu interesse pela pesquisa resultou de um desejo de entender por que o Ártico está mudando e quais poluentes devem ser controlados para mitigar essa mudança.

“O Ártico está aquecendo a uma taxa muito maior do que o resto do globo”, disse Sheesley. “Essa mudança climática está sendo impulsionada por poluentes atmosféricos, como gases de efeito estufa e partículas na atmosfera. Um dos componentes mais importantes deste material particulado atmosférico é o carbono preto, ou fuligem. O carbono negro absorve diretamente a luz do sol e aquece a atmosfera. Em locais nevados, também pode se depositar na superfície, onde aquece a superfície e aumenta a taxa de derretimento ”.

Os resultados mostraram que a combustão de combustíveis fósseis (carvão, gasolina ou diesel) é responsável pela maior parte do carbono negro no Ártico (cerca de 60% ao ano), mas que a queima de biomassa (incluindo incêndios florestais e madeira) se torna mais importante no verão.
O local, em Barrow, no Alasca, que era o foco da equipe de Baylor, diferia de outros locais, pois tinha maior contribuição de combustível fóssil para o carbono negro e era mais impactado pelas fontes norte-americanas de carbono negro do que o resto do Ártico.

Desde 2012, Sheesley vem expandindo este trabalho para investigar como as fontes de combustão e não-combustão impactam diferentes tipos de partículas atmosféricas em todo o Ártico do Alasca.



Medição de Radiação Atmosférica em Barrow, Alasca
Medição de Radiação Atmosférica em Barrow, Alasca, local de pesquisa da equipe 
Baylor em estudo internacional de carbono negro dentro e ao redor do Ártico.

Referência:
Source apportionment of circum-Arctic atmospheric black carbon from isotopes and modeling
BY P. WINIGER, T. E. BARRETT, R. J. SHEESLEY, L. HUANG, S. SHARMA, L. A. BARRIE, K. E. YTTRI, N. EVANGELIOU, S. ECKHARDT, A. STOHL, Z. KLIMONT, C. HEYES, I. P. SEMILETOV, O. V. DUDAREV, A. CHARKIN, N. SHAKHOVA, H. HOLMSTRAND, A. ANDERSSON, Ö. GUSTAFSSON

Science Advances 13 Feb 2019: Vol. 5, no. 2, eaau8052

DOI: 10.1126/sciadv.aau8052
http://advances.sciencemag.org/content/5/2/eaau8052

* Tradução e edição de Henrique Cortez, EcoDebate.

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 22/02/2019

"Combustão de combustíveis fósseis é o principal contribuinte para o carbono negro em todo o Ártico," in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 22/02/2019, https://www.ecodebate.com.br/2019/02/22/combustao-de-combustiveis-fosseis-e-o-principal-contribuinte-para-o-carbono-negro-em-todo-o-artico/.

[CC BY-NC-SA 3.0][ O conteúdo da EcoDebate pode ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, à EcoDebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]

Mudanças Climáticas: Equilíbrio entre predadores e presas será afetado pela temperatura, com consequências desastrosas para os ecossistemas


Mudanças Climáticas: Equilíbrio entre predadores e presas será afetado pela temperatura, com consequências desastrosas para os ecossistemas



Mudança climática em curso pode alterar interação ecológica entre espécies

Por Peter Moon | Agência FAPESP


Tigre e caça
foto: Mythili Badam/Wikimedia Commons

Herbívoros, onívoros, carnívoros, insetívoros, frugívoros, carniceiros e decompositores. Os ecossistemas da Terra funcionam em uma formidável teia de interações entre plantas, animais, insetos, fungos e microrganismos. Uma parte fundamental dessas interações reside no equilíbrio da cadeia alimentar entre predadores e herbívoros, que regula a produção vegetal do planeta.

Esse equilíbrio entre predadores e presas que se alimentam de plantas pode ser alterado em decorrência das futuras mudanças climáticas. A conclusão é de uma pesquisa apoiada pela FAPESP e publicada na revista Nature Climate Change.

“No estudo, traçamos as causas dessas mudanças e demonstramos que elas são explicadas por componentes do clima, especialmente da temperatura, que serão alterados no futuro”, disse Gustavo Quevedo Romero, professor do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e autor principal do artigo.

Segundo pesquisador, as mudanças climáticas podem redistribuir a força das interações ecológicas entre as espécies de presas e predadores. Os resultados mostram que temperaturas mais altas e um clima mais estável e menos sazonal levam a uma maior pressão de predação. Porém, a maior instabilidade no clima que acompanha as mudanças climáticas em curso, especialmente nas regiões tropicais, levará a uma diminuição geral na pressão de predação nos trópicos. Em contraste, algumas regiões de zonas temperadas sofrerão aumento da pressão de predação.

“Essa reorganização das forças de interação entre espécies poderá ter consequências desastrosas para o funcionamento dos ecossistemas terrestres e afetar os serviços ecossistêmicos que eles oferecem, como o controle biológico e o ciclo de nutrientes”, disse Romero.

Os agricultores orgânicos nos trópicos, por exemplo, dependem do controle biológico exercido pelos inimigos naturais das pragas de lavoura. No entanto, as mudanças climáticas previstas poderão diminuir a efetividade desses predadores no controle de pragas.

O novo estudo se baseou em dados previamente coletados em uma pesquisa publicada na revista Science em 2017, sob a coordenação de Tomas Roslin, da Universidade Sueca de Ciências da Agricultura, de Uppsala, na Suécia, e também da Universidade de Helsinque, na Finlândia.

Nesse trabalho anterior, os pesquisadores avaliaram a impressão de mordidas em lagartas artificiais para mostrar que, quanto mais aumenta o gradiente latitudinal dos ecossistemas (em direção às regiões temperadas e polares), a probabilidade de um herbívoro ser comido por um predador é apenas uma fração do que ocorre nas regiões equatoriais.

O estudo foi feito a partir da mensuração do risco de predação de 2.879 lagartas artificiais moldadas com massa de modelar verde. Elas foram monitoradas em 31 locais do planeta ao longo de um gradiente latitudinal que se estendeu desde o paralelo 30,4° sul, na altura do Rio Grande do Sul, da África do Sul e do centro da Austrália, até o paralelo 74,3° norte, na altura do Ártico canadense, da Groenlândia e do extremo norte da Sibéria.

Os 31 locais estavam distribuídos em um gradiente de elevação que ia desde o nível do mar até 2.100 metros de altitude, ou seja, pouco abaixo da altitude da Cidade do México (2.240 metros).

As lagartas artificiais foram coladas na parte superior de folhas inteiras em plântulas ou arbustos com no máximo 1 metro de altura. Com base na análise das marcas de dentadas e bicadas preservadas na massa de modelar, os pesquisadores avaliaram que seis grupos de predadores foram afetados: aves, lagartos, mamíferos, artrópodes e gastrópodes (caracóis ou lesmas).

Ajuste climático
No artigo da Science, os autores confirmaram a hipótese de que a pressão de interação biótica aumenta em direção ao Equador e diminui em direção aos polos. No trabalho agora publicado na Nature Climate Change, o que se fez foi confrontar os dados de predação das lagartas e suas localizações com dados bioclimáticos do presente e do futuro, com base em diversos modelos climáticos que preveem as alterações no clima a partir das emissões de dióxido de carbono.


“Utilizamos modelagem de nicho para estudar interações bióticas, método originalmente desenvolvido para prever a distribuição espacial de espécies”, disse.

Para o novo estudo, os autores usaram a WorldClim 2, uma base de dados de 19 variáveis bioclimáticas aplicadas globalmente em uma grade com resolução espacial de 1 quilômetro quadrado.
Em seguida, foi aplicado o método de modelagem de equações estruturais para determinar a importância relativa dos efeitos diretos e indiretos da latitude absoluta, elevação e do clima local subjacente (incluindo componentes climáticos da precipitação e temperatura) na pressão de predação.

Segundo Romero, esses modelos revelaram que os dados de predação foram mais explicados pelas variações nos componentes da temperatura.

Projeções futuras
Os pesquisadores foram capazes de prever a redistribuição da pressão de predação em todo o globo, projetada para o cenário climático de 2070. “De maneira geral, o que pudemos constatar foi que, para 2070, a pressão de predação poderá ser sensivelmente afetada pela variação de temperatura, mas possivelmente não será afetada pelas mudanças na precipitação”, disse Romero.

Segundo ele, a pressão de predação será afetada tanto pelo aumento quanto pela instabilidade da temperatura (elevações e reduções bruscas) em determinados ecossistemas.

“A instabilidade de temperatura, mais do que o seu aumento, diminuirá a pressão de predação. E esse impacto será exacerbado em regiões tropicais, onde se prevê que o clima se tornará mais instável”, disse Romero.

Os dados sugerem que, com a elevação das temperaturas, o nível de pressão de predação se elevará moderadamente nas regiões temperadas, que se espalham por América do Norte e Ásia. Nos países escandinavos, no Reino Unido e no Alasca, o aumento da pressão de predação entre artrópodes será maior.

A pressão de predação será reduzida justamente nas regiões equatoriais, que concentram os ecossistemas mais biodiversos do planeta, ou seja, a África equatorial, o Sudeste Asiático, a Indonésia e as regiões tropicais da América do Sul, América Central e Caribe.

Os dados sugerem que, juntamente com a Colômbia, o Brasil será particularmente afetado. Talvez o Brasil seja o país mais afetado, devido à sua posição nos trópicos e à grande extensão da Floresta Amazônica.

“A mudança climática não se reflete apenas nas mudanças de distribuição das espécies, mas também nas mudanças de interação entre elas”, disse Romero. “Nos trópicos poderá surtir efeitos sobre o rendimento da agricultura tropical, com o consequente aumento das ameaças à segurança alimentar, devido a uma diminuição na eficiência do controle biológico em áreas mais vulneráveis às mudanças climáticas”, disse.

Além de Romero e de Roslin, também participaram do trabalho o biólogo Thadeu Sobral-Souza, do Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Rio Claro; Thiago Gonçalves-Souza, da Universidade Federal Rural de Pernambuco; Nicholas Marino, da Universidade Federal do Rio de Janeiro; Pavel Kratina, da Queen Mary University of London, no Reino Unido, e William Petry, do Institute of Integrative Biology, na Suíça.

O estudo também contou com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep).

O artigo Global predation pressure redistribution under future climate change (doi: https://doi.org/10.1038/s41558-018-0347-y) pode ser lido em www.nature.com/articles/s41558-018-0347-y.

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 22/02/2019

"Mudanças Climáticas: Equilíbrio entre predadores e presas será afetado pela temperatura, com consequências desastrosas para os ecossistemas," in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 22/02/2019, https://www.ecodebate.com.br/2019/02/22/mudancas-climaticas-equilibrio-entre-predadores-e-presas-sera-afetado-pela-temperatura-com-consequencias-desastrosas-para-os-ecossistemas/.

[CC BY-NC-SA 3.0][ O conteúdo da EcoDebate pode ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, à EcoDebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]

O LUCRO NÃO PODE CONTINUAR DITANDO AS REGRAS. Flexibilizar as regulações envolvidas nas temáticas ambientais atenta contra a vida de todos.



O problema não é o licenciamento ambiental: O PROBLEMA É FAZER LICENCIAMENTO DE FACHADA! artigo de Roberta Pohren



artigo de opinião


[EcoDebate] O problema são os interesses….é a forma como algumas pessoas envolvidas na cadeia do licenciamento atuam (desde o responsável técnico, consultor, empreendedor, servidor, advogados, políticos, cidadãos, etc.): desde a omissão até à ganância…o problema é a FALTA DE ÉTICA!

De forma muitíssimo simplificada, desde o responsável técnico que omite informações, atende dezenas de empresas sem ao menos conhecer e visitar seus processos; consultor que ingenuamente preenche os dados com “algum errinho”; empreendedor que “justificadamente” quer diminuir custos, e que nunca sabe das implicações socioambientais – mas, das tributárias sabe bem; servidor que está sobrecarregado com centenas de processos e acaba não podendo investir o tempo e dedicação devidos; fiscais que nem sempre têm viaturas e autonomia e/ou vontade para efetivamente exercerem seu poder de polícia; advogados que usam do direito ambiental para que seus representados não cumpram a legislação ambiental e não assumam as multas de suas infrações; políticos, etc.)……as enumerações não acabariam.

O LICENCIAMENTO É SIM A FERRAMENTA QUE MAIS ASSEGURA ALGUM NÍVEL DE PROTEÇÃO E CONTROLE AMBIENTAL DENTRO DA NOSSA TÃO DESRESPEITADA POLÍTICA AMBIENTAL!

Será que adianta mudar o nome do instrumento, criar uma “nova modalidade de autorização”, copiar protocolos europeus de controle e concessão de uso de recursos ambientais? 

Não é enfraquecendo essa importante conquista das ultimas décadas que iremos avançar: há sim que se atuar no fluxo envolvido!

A expedição de uma licença não é um simples ato burocrático/documental!

Não pode simplesmente ser apressada e simplificada: avaliar a complexidade do ambiente requer sim estudos qualificados e pode implicar em tempo maior, em complementação de dados – entregues muitas vezes propositalmente incompletos e falhos!

Não há que se falar em celeridade quando implica ignorar potenciais custos ambientais e sociais!
Sim, nem todas as atividades podem ser realizadas em quaisquer lugares: uma licença pode e deverá ser negada quando não houver viabilidade ambiental para realização da atividade!

Sim, não é o mercado e suas pressões políticas que deve regular essas decisões: QUALQUER MOTIVAÇÃO PARA EMISSÃO DE UMA LICENÇA AMBIENTAL REQUER PARECER TÉCNICO QUALIFICADO E IMPARCIAL! E que deverá ser respeitado – não desqualificado.

E o LICENCIAMENTO há que ser sustentado pelo MONITORAMENTO das condições de operação dos empreendimentos e a FISCALIZAÇÃO periódica. 

Esse ciclo tem que ser mantido – mesmo que implicando em eventuais suspensão de atividades, embargos, etc.

Temos todo o aporte jurídico necessário, falta que se cumpram suas implicações, que todos órgãos assumam efetivamente suas responsabilidades, que as administrações públicas não descredibilizem seus órgãos ambientais, mas, sim, INVISTAM NA SUA ESTRUTURA e QUEIRAM QUE AS FISCALIZAÇÕES, EXIGÊNCIAS E APLICAÇÃO de MULTAS SEJAM DE FATO REALIZADAS, e que ALGUMAS EMPRESAS ACEITEM QUE SIM OS CUSTOS AMBIENTAIS DEVEM SER INCORPORADOS POR ELAS, SIM PRECISAM REDUZIR SUAS MARGENS DE LUCROS!]


Sim, isso pode ir contra toda perspectiva de modelo econômico que existe! E ESTE É O PONTO: HÁ QUE SE ASSUMIR QUE O ATUAL MODELO ECONÔMICO NÃO SE SUSTENTA!

Sim, muitos podem dizer que é discurso de ambientalista…não importa.

Sim, isso tudo é óbvio! Sim, muitos podem não gostar disso.

Não se trata de gostar disso ou não, de concordar ou não: tecnicamente e termodinamicamente é um fato.

Nada muda o fato de que explorar recursos neste planeta não pode seguir uma ótica capitalista, predatória, egoísta e mercantilista. Precisamos aprender a produzir, a sobreviver com uma nova perspectiva.

Temos que assumir a centralidade das questões ambientais em todas decisões atuais, e treinar o olhar e os punhos para exigir a implementação de políticas públicas que promovam proteção ambiental e qualidade de vida:
  • Qual valor de todas vidas perdidas? De todo sofrimento e desespero das famílias?
  • Qual o preço de um rio inteiro morto? De todos animais e plantas morrendo aos poucos?
  • Como compensar os danos de toda uma bacia hidrográfica multidiversa?
  • Como afrouxar as leis do licenciamento ambiental?
  • Como permitir auto-licenciamento?
  • Como aceitar a impunidade diante de tantos crimes ambientais?
  • Como aceitar que todos esses danos ambientais não sejam evitados nem reparados?
  • Como conviver com todos os passivos ambientais pós-exploração sem garantia de segurança nenhuma?
  • Como liberar mais agrotóxicos perigosos em nosso território?
  • Como ignorar a gravidade do aquecimento global?
  • Como cogitar liberar a caça?
  • Como desrespeitar direitos adquiridos de todas as minorias?
O LUCRO NÃO PODE CONTINUAR DITANDO AS REGRAS.

Flexibilizar as regulações envolvidas nas temáticas ambientais atenta contra a vida de todos.

É PRECISO REVER, FREAR, PROCURAR CONVERGÊNCIAS, COOPERAR.

Há limites pra se respeitar!! E já deveríamos estar fazendo isso há séculos.
ÉTICA E RESPEITO, é simples.

Roberta Pohren
Professora universitária federal – Dra. em Ecologia

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 22/02/2019

"O problema não é o licenciamento ambiental: O PROBLEMA É FAZER LICENCIAMENTO DE FACHADA! artigo de Roberta Pohren," in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 22/02/2019, https://www.ecodebate.com.br/2019/02/22/o-problema-nao-e-o-licenciamento-ambiental-o-problema-e-fazer-licenciamento-de-fachada-artigo-de-roberta-pohren/.

[CC BY-NC-SA 3.0][ O conteúdo da EcoDebate pode ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, à EcoDebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]

Redução do déficit ambiental da Ucrânia via decrescimento demoeconômico, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

Redução do déficit ambiental da Ucrânia via decrescimento demoeconômico, artigo de José Eustáquio Diniz Alves


[EcoDebate] A Ucrânia tinha um déficit ambiental de 129% em 1995, que foi reduzido para 11% em 2014. A pegada ecológica per capita que era de 3,9 gha em 1995, caiu para 2,96 gha em 2014, enquanto, no mesmo período, a biocapacidade per capita subiu de 1,7 gha para 2,67 gha, conforme os últimos dados da Global Footprint Network.

pegada ecológica e biocapacidade - Ucrânia

O gráfico abaixo, da Divisão de População da ONU (revisão 2017), mostra que a população da Ucrânia era de 37,3 milhões de habitantes em 1950, subiu até o pico de 51,5 milhões de habitantes em 1990, caiu para 50,9 milhões em 1995 e chegou a 44,9 milhões de habitantes em 2014. Ou seja, a população da Ucrânia atual é menor do que aquela de 1990 e menor do que a de 1995. No cenário de projeção médio, a população ucraniana pode ficar com menos de 30 milhões de habitantes em 2100.
O impacto positivo do decrescimento demográfico sobre o meio ambiente já se faz sentir com muita clareza, pois a redução do número de habitantes possibilitou o aumento da biocapacidade per capita. Como houve também redução do padrão de consumo, a Ucrânia está no caminho para se tornar um país com superávit ambiental.

população da Ucrânia

O gráfico abaixo, com dados do FMI, mostra que a população ucraniana diminui todos os anos, enquanto o PIB tem momentos de crescimento e queda. Na década de 1990 houve recessão da atividade econômica. Crescimento econômico na primeira década do século XXI e recessão novamente a partir de 2009. O último ano de crescimento econômico foi 2011. A partir de 2014, teve início a Guerra Civil no Leste da Ucrânia (ou Rebelião pró-russa na Ucrânia ou Guerra em Donbass) que tem contribuído para a recessão econômica no país.

população e PIB da Ucrânia

A renda per capita da Ucrânia (em poder de paridade de compra – ppp) caiu muito na década de 1990, após o fim da URSS, mas subiu nos anos 2000, até 2008, embora sem recuperar totalmente a renda per capita de 1991 que estava em torno de US$ 10 mil. A renda per capita atual da Ucrânia é menor do que aquela do início da década de 1990, uma estagnação de cerca de 25 anos. Ou seja, o decrescimento demoeconômico da Ucrânia ocorreu com piora do padrão de vida da população.


A Ucrânia é um país dividido entre a influência europeia no oeste e a influência russa no leste. Os conflitos militares e políticos tem prejudicado o desempenho econômico, o que provocou uma redução do padrão de consumo da população. Mas do ponto de vista ambiental, houve uma diminuição do déficit ambiental e a Ucrânia caminha para uma situação de superávit ambiental.


O desafio futuro da Ucrânia é resolver seus conflitos internos, retomar o crescimento da qualidade de vida da população e prosseguir no caminho de redução da pegada ecológica com aumento da biocapacidade. A sustentabilidade econômica e ecológica é a perspectiva a ser conquistada em um cenário de paz e prosperidade com decrescimento demoeconômico.

José Eustáquio Diniz Alves, Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor em demografia e professor titular do mestrado e doutorado em População, Território e Estatísticas Públicas da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE/IBGE; Apresenta seus pontos de vista em caráter pessoal. E-mail: jed_alves@yahoo.com.br

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 22/02/2019
"Redução do déficit ambiental da Ucrânia via decrescimento demoeconômico, artigo de José Eustáquio Diniz Alves," in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 22/02/2019, https://www.ecodebate.com.br/2019/02/22/reducao-do-deficit-ambiental-da-ucrania-via-decrescimento-demoeconomico-artigo-de-jose-eustaquio-diniz-alves/.

[CC BY-NC-SA 3.0][ O conteúdo da EcoDebate pode ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, à EcoDebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]

domingo, 24 de fevereiro de 2019

TEMPO DE PLANTAR


Paulo César Araújo da Silva <paulocesaraujo@gmail.com>
Para:Aliança Cerrado
24 de fev às 02:17
TEMPO DE PLANTAR
......
Plantar 1 milhão
de árvores  em um só dia.
🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳
...
O meu sonho é plantar 1 milhão de árvores nativas do cerrado em um só
dia em Brasília. 

No período das chuvas, num domingo, entre novembro a março, quando  "As águas de março estão fechando o verão" de cada ano. 

E assim, criando todo ano a cultura, a consciência do "Tempo de Plantar", realizando um grande mutirão verde,
uma gincana verde, uma competição colaborativa, envolvendo toda a sociedade, em todas as cidades do DF, com as escolas, as igrejas, e organizações públicas e privadas da sociedade.

Ao longo de um ano, que ações 
práticas a sociedade é mobilizada
a fazer de concreto  para Regenerar 
a Terra?.

O que fazemos de concreto para  devolver a Terra o que ela nos da incondicionalmete todos os anos, durante toda a nossa vida, o ar que respiramos, a água que bebemos, o solo que nos alimenta, sem que ela nos peça nada em troca?. 

Quantas árvores você já plantou
em sua vida? Como elas se encontram?

Uma sociedade consumista  que só consomem o planeta, como se ele fosse infinito, que deixa milhões de resíduos plásticos em nossos rios e praias, que desmata as florestas, para expandir o agronegócio, que usa veneno para produzir alimentos. 

Uma sociedade que é incapaz 
de fazer um gesto concreto para minimizar a sua própria extinção nesse planeta. Demostra ainda não ter uma consciência ambiental, uma consciência  sustentável. 
Muita vez fica só num discurso 
retórico do "marketing verde".

A consciência ambiental  não virá só por uma lei, por decretos e normas. 
Ela virá sobretudo de uma experiência concreta,  um gesto real de cuidado de amor.

Agora, imagine que num único domingo, milhares de pessoas,  toda a família, amigos, seguirão juntos até as margens de rios, córregos, de áreas degradadas, de uma nascente de água, de locais sujos, uma praça, um parque, etc.

E movidos por um sentimento de gratidão, de amor incondicional a natureza, vão plantar àrvores, semear sementes, limpar rios, tirar lixo, colocar a mão na terra, abraçar uma árvores, respirar e se reconectar com a natureza, com as pessoas, num evento de celebração da vida, nos reconhecendo também que nós somos natureza, que nós dependemos dela. Imagine um dia sem shopping, sem compra, sem resíduo...

Imagine um pai, uma mãe, um avó  uma avô, um tio, uma tia, que  todos os anos, levam seus filhos, netos e sobrinhos,  desede criancinhas, para viver a experiência de plantar uma árvores, a cuidar da natureza. Ao longo de toda uma vida, eles terão uma memória de que nós também somos natureza, que dependemos dela.

Isso é Ecológia Profunda, reconhecer a sacralidade da Mãe Terra, a espiritualidade da terra, que somos filhos dela, pois o mal que fazemos a ela, também fazemos a nós mesmos.

Se você quer que seus sonhos se realizem, você precisa compartilhar eles, semear eles, para ele renascer, não como  um sonho só seu, mas com um sonho de todos.

Se você sentiu que esse sonho tambem pode ser seu, entre contato mande um e-mail para: paulocesaraujo@gmail.com
Entre no Grupo WattApp


Vamos juntos fazer ele uma realidade.
Reunião em Brasília  dia 13/03 19h, Escola da Natureza, Parque da Cidade.

🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳plantar 1 milhão de árvores em um dia.