La exposición al glifosato, el herbicida de amplio espectro más utilizado del mundo y el ingrediente principal en el herbicida Roundup, aumenta el riesgo de algunos tipos de cáncer en más del 40 por ciento, según una nueva investigación de la Universidad de Washington.
Varias revisiones y evaluaciones internacionales han llegado a
diferentes conclusiones sobre si el glifosato conduce al cáncer en los
seres humanos.
El equipo de investigación realizó un metanálisis actualizado, una
revisión exhaustiva de la literatura existente, y se centró en los
grupos más expuestos en cada estudio. Encontraron que el vínculo entre
el glifosato y el linfoma no Hodgkin es más fuerte de lo que se informó
anteriormente. Sus hallazgos fueron publicados este mes en la revista en
línea Mutation Research / Reviews in Mutation Research .
“Nuestro análisis se centró en proporcionar la mejor respuesta
posible a la pregunta de si el glifosato es carcinógeno o no”, dijo la
autora principal Lianne Sheppard
, profesora de los departamentos de Ciencias Ambientales y Ciencias de
la Salud Ocupacional y Bioestadística de la UW. “Como resultado de esta
investigación, estoy aún más convencido de que lo es”.
Al examinar los estudios epidemiológicos publicados entre 2001 y
2018, el equipo determinó que la exposición al glifosato puede aumentar
el riesgo de linfoma no Hodgkin hasta en un 41 por ciento. Los autores
centraron su revisión en la investigación epidemiológica en humanos,
pero también consideraron la evidencia de animales de laboratorio.
“Esta investigación proporciona el análisis más actualizado del
glifosato y su relación con el linfoma no Hodgkin, incorporando un
estudio de 2018 a más de 54,000 personas que trabajan como aplicadores
de pesticidas con licencia”, dijo la coautora Rachel Shaffer, doctora de
la Universidad de Washington. Estudiante en el Departamento de Ciencias
Ambientales y de Salud Ocupacional.
“Estos hallazgos están alineados con una evaluación previa de la
Agencia Internacional para la Investigación del Cáncer, que clasificó al
glifosato como un” probable carcinógeno humano “en 2015”, dijo Shaffer.
El glifosato se introdujo por primera vez como herbicida en 1974. El
uso en la industria agrícola se ha disparado, especialmente desde
mediados de la década de 2000, cuando se introdujo la práctica de la
“quema verde”, en la que se aplican herbicidas a base de glifosato a los
cultivos poco antes de la cosecha. Como consecuencia, es probable que
los cultivos ahora tengan residuos más altos de glifosato.
Los investigadores dicen que se necesitan más estudios para explicar
los efectos del aumento de la exposición a causa de la quema verde, que
puede que no esté totalmente plasmada en los estudios existentes
revisados en esta nueva publicación.
Los coautores incluyen a Luoping
Zhang e Iemaan Rana en la División de Ciencias de la Salud Ambiental de
la Universidad de California, Berkeley, y Emanuela Taioli en la Escuela
de Medicina de Icahn en Mount Sinai, Nueva York.
Los fondos fueron proporcionados por el premio T32ES015459 de los
Institutos Nacionales de Ciencias de la Salud Ambiental y la Beca para
el Envejecimiento de la Asociación de Retiro de la Universidad de
Washington.-
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Carbono Negro – Uma equipe internacional conduziu o estudo em locais
na Rússia, Canadá, Suécia e Noruega, com pesquisadores da Universidade
de Baylor contribuindo com medições para o Alasca.
Por Terry Goodrich*, Baylor University
Combustão de combustíveis fósseis é o principal contribuinte para o
carbono negro coletado em cinco locais ao redor do Ártico, o que tem
implicações para o aquecimento global, de acordo com um estudo de um
grupo internacional de cientistas que incluiu uma equipe da Baylor
University.
O estudo de cinco anos, para descobrir fontes de carbono negro, foi
feito em cinco locais remotos ao redor do Ártico e foi publicado na
revista Science Advances , uma publicação da Associação Americana para o
Avanço da Ciência.
A equipe de Baylor usou radiocarbono para determinar as contribuições
de queima de fósseis e biomassa para o carbono negro em Barrow, no
Alasca, enquanto seus colaboradores usaram a mesma técnica para locais
na Rússia, Canadá, Suécia e Noruega.
A pesquisa de Baylor foi liderada por Rebecca Sheesley, Ph.D.,
professora associada de ciência ambiental na Faculdade de Artes e
Ciências, e Tate Barrett, Ph.D., ex-aluna de Sheesley e agora
pesquisadora de pós-doutorado na Universidade do Norte do Texas. Seu
interesse pela pesquisa resultou de um desejo de entender por que o
Ártico está mudando e quais poluentes devem ser controlados para mitigar
essa mudança.
“O Ártico está aquecendo a uma taxa muito maior do que o resto do
globo”, disse Sheesley. “Essa mudança climática está sendo impulsionada
por poluentes atmosféricos, como gases de efeito estufa e partículas na
atmosfera. Um dos componentes mais importantes deste material
particulado atmosférico é o carbono preto, ou fuligem. O carbono negro
absorve diretamente a luz do sol e aquece a atmosfera. Em locais
nevados, também pode se depositar na superfície, onde aquece a
superfície e aumenta a taxa de derretimento ”.
Os resultados mostraram que a combustão de combustíveis fósseis
(carvão, gasolina ou diesel) é responsável pela maior parte do carbono
negro no Ártico (cerca de 60% ao ano), mas que a queima de biomassa
(incluindo incêndios florestais e madeira) se torna mais importante no
verão.
O local, em Barrow, no Alasca, que era o foco da equipe de Baylor,
diferia de outros locais, pois tinha maior contribuição de combustível
fóssil para o carbono negro e era mais impactado pelas fontes
norte-americanas de carbono negro do que o resto do Ártico.
Desde 2012, Sheesley vem expandindo este trabalho para investigar
como as fontes de combustão e não-combustão impactam diferentes tipos de
partículas atmosféricas em todo o Ártico do Alasca.
Medição
de Radiação Atmosférica em Barrow, Alasca, local de pesquisa da equipe Baylor em estudo internacional de carbono negro dentro e ao redor do
Ártico.
Referência: Source apportionment of circum-Arctic atmospheric black carbon from isotopes and modeling
BY P. WINIGER, T. E. BARRETT, R. J. SHEESLEY, L. HUANG, S. SHARMA, L. A.
BARRIE, K. E. YTTRI, N. EVANGELIOU, S. ECKHARDT, A. STOHL, Z. KLIMONT,
C. HEYES, I. P. SEMILETOV, O. V. DUDAREV, A. CHARKIN, N. SHAKHOVA, H.
HOLMSTRAND, A. ANDERSSON, Ö. GUSTAFSSON
Science Advances 13 Feb 2019: Vol. 5, no. 2, eaau8052
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Mudança climática em curso pode alterar interação ecológica entre espécies
Por Peter Moon | Agência FAPESP
foto: Mythili Badam/Wikimedia Commons
Herbívoros, onívoros, carnívoros, insetívoros, frugívoros,
carniceiros e decompositores. Os ecossistemas da Terra funcionam em uma
formidável teia de interações entre plantas, animais, insetos, fungos e
microrganismos. Uma parte fundamental dessas interações reside no
equilíbrio da cadeia alimentar entre predadores e herbívoros, que regula
a produção vegetal do planeta.
Esse equilíbrio entre predadores e presas que se alimentam de plantas
pode ser alterado em decorrência das futuras mudanças climáticas. A
conclusão é de uma pesquisa apoiada pela FAPESP e publicada na revista Nature Climate Change.
“No estudo, traçamos as causas dessas mudanças e demonstramos que
elas são explicadas por componentes do clima, especialmente da
temperatura, que serão alterados no futuro”, disse Gustavo Quevedo Romero, professor do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e autor principal do artigo.
Segundo pesquisador, as mudanças climáticas podem redistribuir a
força das interações ecológicas entre as espécies de presas e
predadores. Os resultados mostram que temperaturas mais altas e um clima
mais estável e menos sazonal levam a uma maior pressão de predação.
Porém, a maior instabilidade no clima que acompanha as mudanças
climáticas em curso, especialmente nas regiões tropicais, levará a uma
diminuição geral na pressão de predação nos trópicos. Em contraste,
algumas regiões de zonas temperadas sofrerão aumento da pressão de
predação.
“Essa reorganização das forças de interação entre espécies poderá ter
consequências desastrosas para o funcionamento dos ecossistemas
terrestres e afetar os serviços ecossistêmicos que eles oferecem, como o
controle biológico e o ciclo de nutrientes”, disse Romero.
Os agricultores orgânicos nos trópicos, por exemplo, dependem do
controle biológico exercido pelos inimigos naturais das pragas de
lavoura. No entanto, as mudanças climáticas previstas poderão diminuir a
efetividade desses predadores no controle de pragas.
O novo estudo se baseou em dados previamente coletados em uma pesquisa publicada na revista Science em
2017, sob a coordenação de Tomas Roslin, da Universidade Sueca de
Ciências da Agricultura, de Uppsala, na Suécia, e também da Universidade
de Helsinque, na Finlândia.
Nesse trabalho anterior, os pesquisadores avaliaram a impressão de
mordidas em lagartas artificiais para mostrar que, quanto mais aumenta o
gradiente latitudinal dos ecossistemas (em direção às regiões
temperadas e polares), a probabilidade de um herbívoro ser comido por um
predador é apenas uma fração do que ocorre nas regiões equatoriais.
O estudo foi feito a partir da mensuração do risco de predação de
2.879 lagartas artificiais moldadas com massa de modelar verde. Elas
foram monitoradas em 31 locais do planeta ao longo de um gradiente
latitudinal que se estendeu desde o paralelo 30,4° sul, na altura do Rio
Grande do Sul, da África do Sul e do centro da Austrália, até o
paralelo 74,3° norte, na altura do Ártico canadense, da Groenlândia e do
extremo norte da Sibéria.
Os 31 locais estavam distribuídos em um
gradiente de elevação que ia desde o nível do mar até 2.100 metros de
altitude, ou seja, pouco abaixo da altitude da Cidade do México (2.240
metros).
As lagartas artificiais foram coladas na parte superior de folhas
inteiras em plântulas ou arbustos com no máximo 1 metro de altura. Com
base na análise das marcas de dentadas e bicadas preservadas na massa de
modelar, os pesquisadores avaliaram que seis grupos de predadores foram
afetados: aves, lagartos, mamíferos, artrópodes e gastrópodes (caracóis
ou lesmas).
Ajuste climático
No artigo da Science, os autores confirmaram a hipótese de que
a pressão de interação biótica aumenta em direção ao Equador e diminui
em direção aos polos. No trabalho agora publicado na Nature Climate Change,
o que se fez foi confrontar os dados de predação das lagartas e suas
localizações com dados bioclimáticos do presente e do futuro, com base
em diversos modelos climáticos que preveem as alterações no clima a
partir das emissões de dióxido de carbono.
“Utilizamos modelagem de nicho para estudar interações bióticas,
método originalmente desenvolvido para prever a distribuição espacial de
espécies”, disse.
Para o novo estudo, os autores usaram a WorldClim 2, uma base de
dados de 19 variáveis bioclimáticas aplicadas globalmente em uma grade
com resolução espacial de 1 quilômetro quadrado.
Em seguida, foi aplicado o método de modelagem de equações
estruturais para determinar a importância relativa dos efeitos diretos e
indiretos da latitude absoluta, elevação e do clima local subjacente
(incluindo componentes climáticos da precipitação e temperatura) na
pressão de predação.
Segundo Romero, esses modelos revelaram que os
dados de predação foram mais explicados pelas variações nos componentes
da temperatura.
Projeções futuras
Os pesquisadores foram capazes de prever a redistribuição da pressão
de predação em todo o globo, projetada para o cenário climático de 2070.
“De maneira geral, o que pudemos constatar foi que, para 2070, a
pressão de predação poderá ser sensivelmente afetada pela variação de
temperatura, mas possivelmente não será afetada pelas mudanças na
precipitação”, disse Romero.
Segundo ele, a pressão de predação será afetada tanto pelo aumento
quanto pela instabilidade da temperatura (elevações e reduções bruscas)
em determinados ecossistemas.
“A instabilidade de temperatura, mais do que o seu aumento, diminuirá
a pressão de predação. E esse impacto será exacerbado em regiões
tropicais, onde se prevê que o clima se tornará mais instável”, disse
Romero.
Os dados sugerem que, com a elevação das temperaturas, o nível de
pressão de predação se elevará moderadamente nas regiões temperadas, que
se espalham por América do Norte e Ásia. Nos países escandinavos, no
Reino Unido e no Alasca, o aumento da pressão de predação entre
artrópodes será maior.
A pressão de predação será reduzida justamente nas regiões
equatoriais, que concentram os ecossistemas mais biodiversos do planeta,
ou seja, a África equatorial, o Sudeste Asiático, a Indonésia e as
regiões tropicais da América do Sul, América Central e Caribe.
Os dados sugerem que, juntamente com a Colômbia, o Brasil será
particularmente afetado. Talvez o Brasil seja o país mais afetado,
devido à sua posição nos trópicos e à grande extensão da Floresta
Amazônica.
“A mudança climática não se reflete apenas nas mudanças de
distribuição das espécies, mas também nas mudanças de interação entre
elas”, disse Romero. “Nos trópicos poderá surtir efeitos sobre o
rendimento da agricultura tropical, com o consequente aumento das
ameaças à segurança alimentar, devido a uma diminuição na eficiência do
controle biológico em áreas mais vulneráveis às mudanças climáticas”,
disse.
Além de Romero e de Roslin, também participaram do trabalho o biólogo
Thadeu Sobral-Souza, do Instituto de Biociências da Universidade
Estadual Paulista (Unesp) em Rio Claro; Thiago Gonçalves-Souza, da
Universidade Federal Rural de Pernambuco; Nicholas Marino, da
Universidade Federal do Rio de Janeiro; Pavel Kratina, da Queen Mary
University of London, no Reino Unido, e William Petry, do Institute of
Integrative Biology, na Suíça.
O estudo também contou com apoio do Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Financiadora de
Inovação e Pesquisa (Finep).
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O problema são os interesses….é a forma como algumas pessoas envolvidas na cadeia
do licenciamento atuam (desde o responsável técnico, consultor, empreendedor,
servidor, advogados, políticos, cidadãos, etc.): desde a omissão até à
ganância…o problema é a FALTA DE ÉTICA!
De forma
muitíssimo simplificada, desde o responsável técnico que omite informações,
atende dezenas de empresas sem ao menos conhecer e visitar seus processos;
consultor que ingenuamente preenche os dados com “algum errinho”; empreendedor
que “justificadamente” quer diminuir custos, e que nunca sabe das implicações
socioambientais – mas, das tributárias sabe bem; servidor que está
sobrecarregado com centenas de processos e acaba não podendo investir o tempo e
dedicação devidos; fiscais que nem sempre têm viaturas e autonomia e/ou vontade
para efetivamente exercerem seu poder de polícia; advogados que usam do direito
ambiental para que seus representados não cumpram a legislação ambiental e não
assumam as multas de suas infrações; políticos, etc.)……as enumerações não
acabariam.
O
LICENCIAMENTO É SIM A FERRAMENTA QUE MAIS ASSEGURA ALGUM NÍVEL DE PROTEÇÃO E
CONTROLE AMBIENTAL DENTRO DA NOSSA TÃO DESRESPEITADA POLÍTICA AMBIENTAL!
Será que
adianta mudar o nome do instrumento, criar uma “nova modalidade de
autorização”, copiar protocolos europeus de controle e concessão de uso de
recursos ambientais?
Não é
enfraquecendo essa importante conquista das ultimas décadas que iremos avançar:
há sim que se atuar no fluxo envolvido!
A expedição
de uma licença não é um simples ato burocrático/documental!
Não pode
simplesmente ser apressada e simplificada: avaliar a complexidade do ambiente
requer sim estudos qualificados e pode implicar em tempo maior, em
complementação de dados – entregues muitas vezes propositalmente incompletos e
falhos!
Não há que
se falar em celeridade quando implica ignorar potenciais custos ambientais e
sociais!
Sim, nem
todas as atividades podem ser realizadas em quaisquer lugares: uma licença pode
e deverá ser negada quando não houver viabilidade ambiental para realização da
atividade!
Sim, não é o
mercado e suas pressões políticas que deve regular essas decisões: QUALQUER
MOTIVAÇÃO PARA EMISSÃO DE UMA LICENÇA AMBIENTAL REQUER PARECER TÉCNICO
QUALIFICADO E IMPARCIAL! E que deverá ser respeitado – não desqualificado.
E o
LICENCIAMENTO há que ser sustentado pelo MONITORAMENTO das condições de
operação dos empreendimentos e a FISCALIZAÇÃO periódica.
Esse ciclo
tem que ser mantido – mesmo que implicando em eventuais suspensão de
atividades, embargos, etc.
Temos todo o
aporte jurídico necessário, falta que se cumpram suas implicações, que todos
órgãos assumam efetivamente suas responsabilidades, que as administrações
públicas não descredibilizem seus órgãos ambientais, mas, sim, INVISTAM NA SUA
ESTRUTURA e QUEIRAM QUE AS FISCALIZAÇÕES, EXIGÊNCIAS E APLICAÇÃO de MULTAS
SEJAM DE FATO REALIZADAS, e que ALGUMAS EMPRESAS ACEITEM QUE SIM OS CUSTOS
AMBIENTAIS DEVEM SER INCORPORADOS POR ELAS, SIM PRECISAM REDUZIR SUAS MARGENS
DE LUCROS!]
Sim, isso
pode ir contra toda perspectiva de modelo econômico que existe! E ESTE É O
PONTO: HÁ QUE SE ASSUMIR QUE O ATUAL MODELO ECONÔMICO NÃO SE SUSTENTA!
Sim, muitos
podem dizer que é discurso de ambientalista…não importa.
Sim, isso
tudo é óbvio! Sim, muitos podem não gostar disso.
Não se trata
de gostar disso ou não, de concordar ou não: tecnicamente e termodinamicamente
é um fato.
Nada muda o
fato de que explorar recursos neste planeta não pode seguir uma ótica capitalista,
predatória, egoísta e mercantilista. Precisamos aprender a produzir, a
sobreviver com uma nova perspectiva.
Temos que
assumir a centralidade das questões ambientais em todas decisões atuais, e
treinar o olhar e os punhos para exigir a implementação de políticas públicas
que promovam proteção ambiental e qualidade de vida:
Qual valor de todas vidas
perdidas? De todo sofrimento e desespero das famílias?
Qual o preço de um rio inteiro
morto? De todos animais e plantas morrendo aos poucos?
Como compensar os danos de toda
uma bacia hidrográfica multidiversa?
Como afrouxar as leis do
licenciamento ambiental?
Como permitir
auto-licenciamento?
Como aceitar a impunidade diante
de tantos crimes ambientais?
Como aceitar que todos esses
danos ambientais não sejam evitados nem reparados?
Como conviver com todos os
passivos ambientais pós-exploração sem garantia de segurança nenhuma?
Como liberar mais agrotóxicos
perigosos em nosso território?
Como ignorar a gravidade do
aquecimento global?
Como cogitar liberar a caça?
Como desrespeitar direitos
adquiridos de todas as minorias?
O LUCRO
NÃO PODE CONTINUAR DITANDO AS REGRAS.
Flexibilizar
as regulações envolvidas nas temáticas ambientais atenta contra a vida de
todos.
É PRECISO
REVER, FREAR, PROCURAR CONVERGÊNCIAS, COOPERAR.
Há limites
pra se respeitar!! E já deveríamos estar fazendo isso há séculos.
ÉTICA E
RESPEITO, é simples.
Roberta
Pohren
Professora
universitária federal – Dra. em Ecologia
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[EcoDebate]
A Ucrânia tinha um déficit ambiental de 129% em 1995, que foi reduzido
para 11% em 2014. A pegada ecológica per capita que era de 3,9 gha em
1995, caiu para 2,96 gha em 2014, enquanto, no mesmo período, a
biocapacidade per capita subiu de 1,7 gha para 2,67 gha, conforme os
últimos dados da Global Footprint Network.
O gráfico abaixo, da Divisão de População da ONU (revisão 2017),
mostra que a população da Ucrânia era de 37,3 milhões de habitantes em
1950, subiu até o pico de 51,5 milhões de habitantes em 1990, caiu para
50,9 milhões em 1995 e chegou a 44,9 milhões de habitantes em 2014. Ou
seja, a população da Ucrânia atual é menor do que aquela de 1990 e menor
do que a de 1995. No cenário de projeção médio, a população ucraniana
pode ficar com menos de 30 milhões de habitantes em 2100.
O impacto positivo do decrescimento demográfico sobre o meio ambiente
já se faz sentir com muita clareza, pois a redução do número de
habitantes possibilitou o aumento da biocapacidade per capita. Como
houve também redução do padrão de consumo, a Ucrânia está no caminho
para se tornar um país com superávit ambiental.
O gráfico abaixo, com dados do FMI, mostra que a população ucraniana
diminui todos os anos, enquanto o PIB tem momentos de crescimento e
queda. Na década de 1990 houve recessão da atividade econômica.
Crescimento econômico na primeira década do século XXI e recessão
novamente a partir de 2009. O último ano de crescimento econômico foi
2011. A partir de 2014, teve início a Guerra Civil no Leste da Ucrânia
(ou Rebelião pró-russa na Ucrânia ou Guerra em Donbass) que tem
contribuído para a recessão econômica no país.
A renda per capita da Ucrânia (em poder de paridade de compra – ppp)
caiu muito na década de 1990, após o fim da URSS, mas subiu nos anos
2000, até 2008, embora sem recuperar totalmente a renda per capita de
1991 que estava em torno de US$ 10 mil. A renda per capita atual da
Ucrânia é menor do que aquela do início da década de 1990, uma
estagnação de cerca de 25 anos. Ou seja, o decrescimento demoeconômico
da Ucrânia ocorreu com piora do padrão de vida da população.
A Ucrânia é um país dividido entre a influência europeia no oeste e a
influência russa no leste. Os conflitos militares e políticos tem
prejudicado o desempenho econômico, o que provocou uma redução do padrão
de consumo da população. Mas do ponto de vista ambiental, houve uma
diminuição do déficit ambiental e a Ucrânia caminha para uma situação de
superávit ambiental.
O desafio futuro da Ucrânia é resolver seus conflitos internos,
retomar o crescimento da qualidade de vida da população e prosseguir no
caminho de redução da pegada ecológica com aumento da biocapacidade. A
sustentabilidade econômica e ecológica é a perspectiva a ser conquistada
em um cenário de paz e prosperidade com decrescimento demoeconômico.
José Eustáquio Diniz Alves,
Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor em demografia e professor
titular do mestrado e doutorado em População, Território e Estatísticas
Públicas da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE/IBGE;
Apresenta seus pontos de vista em caráter pessoal. E-mail:
jed_alves@yahoo.com.br
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Paulo César Araújo da Silva <paulocesaraujo@gmail.com>
Para:Aliança Cerrado
24 de fev às 02:17
TEMPO DE PLANTAR
......
Plantar 1 milhão
de árvores em um só dia.
🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳🌳
...
O meu sonho é plantar 1 milhão de árvores nativas do cerrado em um só
dia em Brasília.
No período das chuvas, num domingo, entre novembro a março, quando "As águas de março estão fechando o verão" de cada ano.
E assim, criando todo ano a cultura, a consciência do "Tempo de Plantar", realizando um grande mutirão verde,
uma
gincana verde, uma competição colaborativa, envolvendo toda a
sociedade, em todas as cidades do DF, com as escolas, as igrejas, e
organizações públicas e privadas da sociedade.
Ao longo de um ano, que ações
práticas a sociedade é mobilizada
a fazer de concreto para Regenerar
a Terra?.
O
que fazemos de concreto para devolver a Terra o que ela nos da
incondicionalmete todos os anos, durante toda a nossa vida, o ar que
respiramos, a água que bebemos, o solo que nos alimenta, sem que ela nos
peça nada em troca?.
Quantas árvores você já plantou
em sua vida? Como elas se encontram?
Uma
sociedade consumista que só consomem o planeta, como se ele fosse
infinito, que deixa milhões de resíduos plásticos em nossos rios e
praias, que desmata as florestas, para expandir o agronegócio, que usa
veneno para produzir alimentos.
Uma sociedade que é incapaz
de
fazer um gesto concreto para minimizar a sua própria extinção nesse
planeta. Demostra ainda não ter uma consciência ambiental, uma
consciência sustentável.
Muita vez fica só num discurso
retórico do "marketing verde".
A consciência ambiental não virá só por uma lei, por decretos e normas.
Ela virá sobretudo de uma experiência concreta, um gesto real de cuidado de amor.
Agora,
imagine que num único domingo, milhares de pessoas, toda a família,
amigos, seguirão juntos até as margens de rios, córregos, de áreas
degradadas, de uma nascente de água, de locais sujos, uma praça, um
parque, etc.
E movidos por um sentimento de
gratidão, de amor incondicional a natureza, vão plantar àrvores, semear
sementes, limpar rios, tirar lixo, colocar a mão na terra, abraçar uma
árvores, respirar e se reconectar com a natureza, com as pessoas, num
evento de celebração da vida, nos reconhecendo também que nós somos
natureza, que nós dependemos dela. Imagine um dia sem shopping, sem
compra, sem resíduo...
Imagine um pai, uma mãe,
um avó uma avô, um tio, uma tia, que todos os anos, levam seus
filhos, netos e sobrinhos, desede criancinhas, para viver a experiência
de plantar uma árvores, a cuidar da natureza. Ao longo de toda uma
vida, eles terão uma memória de que nós também somos natureza, que
dependemos dela.
Isso é Ecológia Profunda,
reconhecer a sacralidade da Mãe Terra, a espiritualidade da terra, que
somos filhos dela, pois o mal que fazemos a ela, também fazemos a nós
mesmos.
Se você quer que seus sonhos se
realizem, você precisa compartilhar eles, semear eles, para ele
renascer, não como um sonho só seu, mas com um sonho de todos.
Se você sentiu que esse sonho tambem pode ser seu, entre contato mande um e-mail para: paulocesaraujo@gmail.com