sexta-feira, 5 de abril de 2019

Credibilidade jogada na lama

Credibilidade jogada na lama-por Greenpeace





Falta de transparencia no licenciamento e fiscalização de barragens faz aumentar medo de pessoas que vivem próximas a empreendimentos minerários como o de Brumadinho
Barragem desativada na comunidade de Casa Branca, em Brumadinho.
Barragem desativada na comunidade de Casa Branca, em Brumadinho, provoca medo na população 
do entorno. © Nilmar Lage/ Greenpeace

Dois meses se passaram desde o rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, deixando mais de 300 pessoas mortas. Dois meses em que a população de Minas Gerais convive com o medo de que outras barragens se rompam a qualquer momento. 

A tragédia em Brumadinho nos mostra que a forma como as barragens de mineração vêm sendo licenciadas e fiscalizadas é extremamente frágil e equivocada no país, fazendo aumentar a desconfiança e o medo das populações que vivem próximas a esses empreendimentos.

A professora e ambientalista Vera Baumfeld é uma das pessoas que se sentem ameaçadas. Moradora de Brumadinho, ela tem participado desde o ano passado das discussões sobre licenciamento e fiscalização das barragens no estado, e atesta: há um acordo de cavalheiros entre os políticos locais e as mineradoras, impedindo a participação da sociedade no processo e garantindo a manutenção de um sistema assassino, pouco preocupado com a segurança da população.  

Como membro do Movimento Águas e Serras de Casa Branca, Vera participou ativamente dos capítulos que precederam o fatídico 25 de janeiro de 2019, na tentativa de evitar o pior — sem sucesso. Mesmo com diversos grupos alertando para os riscos, o Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam), a pedido da Vale, aprovou em dezembro licença para que as minas Córrego do Feijão e Jangada, estruturas vizinhas, tivessem sua capacidade produtiva ampliada. Além disso, a classificação de risco do empreendimento foi rebaixada de 6 para 4 e o licenciamento foi autorizado em uma só fase, quando o correto é que seja realizado em três fases. “Nos vimos absolutamente oprimidos pelas mineradoras que atuam aqui”, ela diz.
A professora Vera Baumfeld, moradora de Brumadinho, no Parque Estadual da Serra do Rola-Moça
A professora Vera Baumfeld, moradora de Brumadinho: “É possível não ter esse passivo, esse rejeito 
para nós? Sim, mas isso custa um pouco mais caro, diminui o lucro da empresa, e eles não querem”. 
© Nilmar Lage/ Greenpeace

Vera conta que, em uma das audiências na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, foi dito que a barragem de Córrego do Feijão romperia cedo ou tarde. “Não é uma questão assim, ‘pode ser que’. Pela forma como são feitas, o resultado é que, em algum momento, as barragens de rejeito irão romper”, ela diz. “A tristeza é saber que a gente pode estar prestes a enfrentar tudo isso de novo. A gente sente que a sociedade civil não tem voz, não tem vez. Nós falamos, escrevemos, pedimos, gritamos e não fomos ouvidos”. 

Para piorar a vida da população de Brumadinho, a mineradora MGB vem tentando reativar a Mina Casa Branca, também situada na zona de amortecimento do Parque Estadual da Serra do Rola Moça, entre Brumadinho, Nova Lima e Belo Horizonte. O parque garante 40% do abastecimento hídrico da capital mineira e é refúgio de vida silvestre de muitas espécies ameaçadas do Cerrado. Se as duas barragens dessa mina romperem, Casa Branca, a comunidade que mais recebe turistas na região, será totalmente consumida, e a bacia do Rio Paraopeba será novamente afetada, com a lama invadindo os ribeirões Casa Branca e Catarina. 

O comerciante Wander Alves, morador de Casa Branca, também está preocupado com essas barragens. “Meu medo é de ser atingido também, pego de surpresa. A lama que descer vai pegar nossos dois córregos, que é a parte mais baixa da nossa comunidade. É onde tenho meu comércio. Assim como pegaram gente almoçando em Córrego do Feijão, pode pegar pessoas se divertindo, turistas dentro do meu estabelecimento”.
Wander Alves na frente da Barragem da Mina Casa Branca.
Wander Alves, comerciante de Casa Branca, teme uma nova tragédia em Brumadinho. 
© Nilmar Lage/ Greenpeace

Lucro acima de tudo
Após o rompimento da barragem da Vale em Mariana, em 2015, a sociedade civil se mobilizou e apresentou o projeto de iniciativa popular Mar de Lama Nunca Mais (PL nº 5.316/2018), que prevê o descomissionamento (fechamento) de barragens de forma segura para a população do entorno. As organizações locais batalharam junto a deputados para que o projeto fosse aprovado. “A  gente vem trabalhando muito para que o fechamento de minas seja feito responsavelmente, ou seja, para que a gente não fique com uma barragem de rejeitos sobre nossas cabeças”, ela conta. “Mas nos deparamos com o engavetamento e desconstrução desse projeto por parte de alguns deputados, que parece que trabalham para as mineradoras de uma forma irresponsável”. 

Embora evidências provem o contrário, a Vale segue afirmando que não havia nada de errado com a barragem de Córrego do Feijão, e manipula as informações para que o que aconteceu seja entendido como um “acidente”. Ao lavar suas mãos para esse crime, prova que o lucro vem em primeiro lugar. Agindo assim, como podemos confiar que outras barragens não tirarão mais vidas?

“A Vale é uma empresa poderosa, emprega um número de pessoas muito grande. Gera recursos, trabalho, emprego e renda, mas ao mesmo tempo destrói o meio ambiente, traz um passivo horroroso, termina com os lugares de moradia e deixa as cidades sem alternativa de sobrevivência quando vai embora”, lamenta Vera. “O lucro vai embora e a gente fica com os buracos, as barragens, a dor e a lama”. 

Wander concorda: “Valeu tirar o minério daqui? Será que vale a pena fazer esse estrago todo?  Eu acho que não vale não.”

Participando do abaixo-assinado: https://act.gp/2SU3Eip
#ParemAVale

Liberação de agrotóxicos em ritmo inédito mantém país na trilha do veneno

Três meses de veneno-por Greenpeace



Liberação de agrotóxicos em ritmo inédito mantém país na trilha do veneno

Em menos de 100 dias do novo governo, a liberação de agrotóxicos já têm espaço garantido e inédito no executivo brasileiro. Até o momento, 121 novos produtos foram aprovados e 241 novos pedidos de registro acatados. Apesar de se apoiar em um discurso de que o setor busca modernidade e priorização da segurança, os fatos mostram o contrário: cerca de 41% dos novos produtos são classificados como altamente ou extremamente tóxicos.

Em apenas 3 meses, o governo Bolsonaro libera mais agrotóxicos do que qualquer outro na última década, como mostra a comparação abaixo apurada pelo Greenpeace:

Apesar de pouca novidade no cardápio dos novos produtos, ele é vasto, bem como os impactos que pode causar. Há novos produtos contendo glifosato, que segue como o veneno mais utilizado no país e que tem sido ligado à casos de câncer na Corte Americana. O glufosinato de amônio também é um dos ingredientes presentes em alguns dos novos produtos e e em alguns países é considerado como tóxico para reprodução humana.

Atrazina e acefato, que são banidos na Europa, também estão entre as autorizações – o primeiro foi associado a impactos no sistema reprodutivo em população de sapos, e o segundo foi associado à impactos na fertilidade masculina. Ingredientes que podem ameaçar as abelhas, como o Sulfoxaflor, Fipronil e neonicotinóides, também fazem parte do pacote.  

Nomear como Ministra da Agricultura Tereza Cristina, antiga presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, membro da Bancada Ruralista e conhecida como “musa do veneno” por ter liderado a aprovação do chamado Pacote do Veneno (PL nº 6.299/2002) na Comissão Especial da Câmara dos Deputados, mostra que o novo governo fez sua escolha: envenenar mais ainda o Brasil e nos deixar cada vez mais distantes de uma agricultura mais saudável e sustentável para as pessoas e para o país, como provam os números.

Ao invés de intoxicar ainda mais a população brasileira, o governo deveria ouvi-la. Em 2018, a sociedade se mobilizou contra o Pacote do Veneno. Com a impopularidade do projeto, a hoje ministra da Agricultura tem encontrado outros caminhos, via Poder Executivo, para enfiar goela abaixo o PL, repartindo-o em “pílulas”. Atualmente, são mais de 1,5 milhão de pessoas dizendo não ao PL e apoiando a Política Nacional de Redução dos Agrotóxicos (PNaRA, PL nº 6.670/2016). A PNaRA, que também tramita na casa, pode ser entendida como um primeiro passo de uma transição para uma agricultura mais saudável, diminuindo a quantidade de veneno no campo de forma gradual e responsável, promovendo uma agricultura mais justa pra quem planta e para quem consome e democratizando o acesso à alimentação saudável.

#ChegaDeAgrotóxicos

Amazônia: a maior riqueza do Brasil está por um fio

Amazônia: a maior riqueza do Brasil está por um fio-por Greenpeace


A Amazônia é um ecossistema fundamental para o planeta e para o clima e está sob grave ameaça. Nos últimos anos, o desmatamento e a destruição da floresta continuam acontecendo de forma criminosa. Uma área correspondente a dois campos de futebol da floresta amazônica brasileira é desmatada a cada minuto.

Trata-se de um patrimônio de todos os brasileiros que está sendo destruído. Apenas entre agosto de 2017 a julho de 2018, foram derrubadas cerca de 1.185.000.000 (um bilhão, centro e oitenta e cinco milhões) de árvores.

Por isso, no início desta semana, ativistas do Greenpeace recepcionaram o presidente Jair Bolsonaro, durante sua primeira visita a Israel, com um grande banner de 140 m², em frente ao hotel onde ele estava hospedado, com a mensagem, em inglês: “Bolsonaro, pare com a destruição da Amazônia”.

A proteção da Amazônia é urgente e nós vamos lembrar o atual presidente da importância da floresta amazônica a todo momento, onde ele estiver. Trata-se de um patrimônio de todos os brasileiros que está sendo destruído.

Exigimos que o Governo Bolsonaro assegure a proteção da Amazônia, pois ela é fundamental não só para o equilíbrio climático global, assegurando as chuvas que garantem a produção de alimentos, como também é importante para nossa economia. Consumidores de todo o mundo, empresas e governos já deixaram bem claro que não querem produtos contaminados por desmatamento.
Proteger a floresta, portanto, é proteger a vida, o clima, a economia e o emprego de milhões de pessoas. Por isso, o Greenpeace sempre protestou contra todos os governos para pressioná-los a adotar políticas que preservem a Amazônia, um dos maiores patrimônios dos brasileiros.

Manejo florestal

Manejo florestal


Ao contrário da crença popular, a floresta francesa está crescendo a 0,7% a cada ano desde 1985. Se a floresta pode viver sem intervenção humana, o trabalho dos silvicultores é permitir que ela se expanda, para conservar sua biodiversidade e para armazenar carbono enquanto produz os recursos necessários para o setor. Muitas vezes criticada, a colheita de madeira é, no entanto, um ato primordial no manejo florestal. De fato, quando a floresta envelhece, torna-se frágil e se torna mais sensível às doenças e ao mau tempo. Quando uma árvore morre, ela rejeita o carbono armazenado por toda a sua vida. O corte de madeira é um processo necessário , pois permite que a floresta mantenha suas características ambientais. Se a floresta se regenera naturalmente, o reflorestamento realizado pelos silvicultores aumenta sua velocidade de extensão e perpetua o recurso florestal.
Entre as missões dos engenheiros florestais, o desbaste é uma operação importante porque permite que árvores de melhor qualidade se desenvolvam sem estar em competição com outras.
O trabalho de marcação antes da limpeza é realizado na presença do proprietário ou gerente do estande.

I - A floresta privada

Para serem auxiliados no manejo sustentável de suas florestas, os proprietários de florestas privadas podem se beneficiar da experiência dos Centros Regionais de Propriedade Florestal (CRPF).
O Estado tornou obrigatório que os engenheiros florestais implementem um plano de manejo simples para parcelas florestais com uma área superior a 25 hectares. O objetivo do plano de manejo simples é permitir que o proprietário conheça melhor sua madeira ou floresta, defina os objetivos da floresta e planeje um programa específico de colheita e trabalho florestal.
O CRPF (ou CNPF, no nível nacional) tem três missões principais:
  • orientar a gestão de florestas privadas através da produção de documentos de gestão sustentáveis ​​ao longo de 10 a 20 anos;
  • aconselhar e treinar realizando estudos e experimentos na floresta;
  • agrupar a propriedade privada, que é muito fragmentada, para realizar projetos de serviços, mobilizar a madeira e reagrupar os locais de exploração.
Para saber mais sobre o National Forest Ownership Center, visite www.cnpf.fr
Os proprietários de florestas também têm a possibilidade de convocar especialistas em florestas, que fornecem gerenciamento independente de ativos florestais, realizam avaliações de especialistas e auditorias. Eles realizam estudos sobre as políticas setoriais e florestais.
 
Para saber mais sobre a rede Forest Experts of France, visite foret-bois.com
O território francês conta com 19 cooperativas florestais que reúnem 120 mil proprietários florestais para 2 milhões de hectares de florestas manejadas. A cooperativa florestal é formada por iniciativa dos proprietários florestais que desejam reunir seus recursos. O objetivo dos ativos e técnicas comuns é otimizar e melhorar o manejo florestal, a fim de promover as florestas dos membros da cooperativa. O agrupamento também permite que eles acessem mercados de massa, como recuperação de energia em papel, painel, serraria ou madeira.
 
Para saber mais sobre a União da Cooperação Florestal Francesa (UCFF), visite ucff.asso.fr
Os silvicultores privados são representados pela "Fédération Forestiers Privés de France". Fransylva defende os proprietários e a floresta privada junto das autoridades públicas francesas e europeias. Fransylva reúne 17 sindicatos regionais, 78 sindicatos departamentais e interdepartamentais, ou seja, 40.000 membros e 2 milhões de hectares de floresta. Fransylva está a serviço dos sindicatos e seus membros para conscientizar e reconhecer as questões florestais e promover uma política florestal ao longo de quatro eixos:
  • Promover o patrimônio florestal
  • Aumentar o número de membros, fortalecer a rede de sindicatos e sindicatos regionais
  • Evolua a imagem do silviculturista
  • Fortalecer a Federação internacionalmente, na Europa e além.
Para saber mais sobre Fransylva, visite fransylva.fr

II - A floresta pública

As florestas públicas cobrem 4,2 milhões de hectares. Eles são divididos em dois tipos: florestas estaduais e outras florestas públicas. As florestas do estado são florestas no domínio privado do estado. Eles representam 1,5 milhão de hectares, ou 9% da área metropolitana, administrada pelo Escritório Nacional de Silvicultura (ONF), de acordo com o Código Florestal.
As quatro principais funções atribuídas a essas florestas são:
  • produção de madeira serrada, madeira industrial e madeira;
  • proteção da biodiversidade e funções ecológicas;
  • a função social (paisagem e recepção pública, recursos hídricos);
  • proteção contra riscos naturais.
Cada floresta estadual está sujeita a um "manejo florestal" que garante seu manejo sustentável e define os objetivos ao longo de 15 a 20 anos. Define, por exemplo, empregos e cortes.
As florestas também podem pertencer a municípios e comunidades. Eles representam 2,7 milhões de hectares, ou 16% da área florestal nacional.
Os agentes do Escritório Nacional de Silvicultura (ONF) asseguram a manutenção, o desenvolvimento e a renovação de florestas comunais de acordo com três objetivos:
  • satisfazer as necessidades dos homens através da produção e colheita de madeira;
  • preservar o meio ambiente;
  • Bem-vindo ao público.
Para saber mais sobre o National Forest Office, visite onf.fr

III - A floresta, um patrimônio a ser valorizado

Muitos profissionais trabalham para promover o patrimônio florestal francês. A Federação Nacional das Comunidades Florestais (FNCOFOR) melhora, desenvolve e melhora a área florestal das 5.000 comunidades que representa para promover uma gestão sustentável e multifuncional. Destina-se a destacar entre os funcionários eleitos locais a importância econômica e societária de suas florestas.
Para saber mais sobre a Federação Nacional de Comuns Florestais, visite fncofor.fr

  IV - Da semente ao uso da terra

O manejo florestal reúne outros profissionais, como empresários locais, viveiros florestais e o Seeds Enhanced Economic Interest Group. Eles intervêm da semente ao trabalho de desenvolvimento florestal.
O Sindicato Nacional de Viveiros Florestais (SNPF) intervém durante as operações de reflorestamento na floresta e fora da floresta. Florestas maiores ou iguais a 25 ha estão sujeitas a um plano de manejo controlado pelo governo que garante sua sustentabilidade. O florestamento e o reflorestamento estão programados após cada colheita de madeira. Os viveiros florestais trabalham desde a semente até as jovens mudas. Eles antecipam as necessidades dos proprietários florestais.
 
Para saber mais sobre o National Union of Nurseries, acesse pepiniereforestiere.com
 
Grupo de Interesse Econômico (EIG) Melhoramento da Semente da Floresta - Vilmorin & ONF
Eles fornecem viveiros florestais com sementes produzidas em seus pomares de sementes para gerar estandes de alta qualidade. O GIE promove o uso de variedades florestais melhoradas e apóia o sistema de controle e rastreabilidade implementado pelas autoridades públicas francesa e européia.
O grupo Reboiseurs, do Sindicato Nacional dos Empreiteiros Paisagistas (Unep), prossegue com o desenvolvimento de estandes seguindo regras específicas.
 
Para saber mais sobre o Agrupamento de Interesse Econômico de Semente Melhorado ( EIG), visite paysdageages.org
 
A Federação Nacional dos Empreendedores do Território (FNEDT) tem 8.400 empresas. Os empreiteiros florestais realizam todos os tipos de trabalho:
  • silvicultura, reflorestamento, poda de árvores;
  • aplicação fitossanitária;
  • abate;
  • derrapando;
  • trituração e venda de aparas de madeira;
  • produção e venda de lenha;
  • manejo florestal.
Para mais informações, visite o site da FNEDT, www.fnedt.org>
Viveiros florestais
Sementes florestais
Empreiteiros florestais
Plantas da floresta

V - certificação PEFC

A certificação do PEFC criada desde 1999 certifica o manejo florestal sustentável. Uma floresta manejada sustentavelmente é aquela cuja biodiversidade é respeitada e mantida, cujos solos e águas são respeitados, que é naturalmente renovado ou plantado e que produz madeira. O PEFC define as regras e critérios de manejo florestal aplicáveis ​​àqueles que cultivam, colhem, processam e comercializam madeira. O PEFC monitora e verifica a aplicação dessas regras.
Alguns compromissos do PEFC na floresta:
  • promover a diversidade de espécies;
  • garantir a renovação regular da floresta por meio de regeneração natural e / ou plantio;
  • preservar solos, vida selvagem, flora, habitats e zonas húmidas;
  • não use fertilizantes ou fitofármacos;
  • não use OGMs;
  • monitorar a saúde e a vitalidade da floresta;
  • durante os cortes e obras, para informar e informar seus prestadores de serviços sobre a sensibilidade dos motivos e tomar as medidas necessárias para preservá-los.
Primeira certificação florestal na França, o PEFC representa mais de 8,2 milhões de hectares de florestas certificadas na França metropolitana e na Guiana, mais de 69.000 proprietários, mais de 3.000 empresas no setor de papel-madeira e 1/3 das a floresta francesa certificada.
A força do PEFC depende, tanto internacionalmente quanto localmente, do envolvimento de todas as partes envolvidas no manejo florestal sustentável: do proprietário da floresta ao distribuidor, aos processadores e usuários florestais. ou as ONGs de proteção da natureza

 
Para saber mais sobre a certificação PEFC, visite pefc-france.org
O Centro Nacional de Propriedade Florestal é uma instituição pública estatal a serviço dos proprietários florestais. Colocado sob a supervisão do Ministério da Agricultura e Alimentação, suas principais missões são: orientar a gestão das florestas privadas / aconselhar e treinar os proprietários / grupo de propriedade privada. O CNPF é sócio da France Bois Forêt . Vá para www.cnpf.fr >

Silvicultores da França (EFF anteriormente CNIEFEB) Associação sindical de especialistas em silvicultura. O especialista florestal, especialista em florestas e árvores: fornece gerenciamento independente do patrimônio florestal, conduz perícias, auditorias e avaliações, conduz estudos sobre o setor florestal e políticas, é mandatado na França e no exterior, independência garantida para proteção perfeita do consumidor, profissionalismo garantido por obrigações de treinamento, responsabilidade coberta por seguro específico. Vá para www.foret-bois.com >
A União da Cooperação Florestal Francesa (UCFF) Assume um papel de representação das cooperativas florestais que intervêm no manejo sustentável das florestas e na valorização dos produtos florestais dos silvicultores em direção a diversos estabelecimentos: madeira serrada, madeira de esmagamento e energia de madeira. Vá para www.ucff.asso.fr >
Representa e defende os proprietários florestais e a floresta privada junto das autoridades públicas francesas e europeias, parceiros do setor florestal madeireiro e organizações não-governamentais envolvidas no setor florestal madeireiro. A federação reúne: 18 sindicatos regionais, 78 sindicatos departamentais ou interdepartamentais ou 40.000 membros e 2,5 milhões de hectares (1/5 da superfície de florestas privadas). Vá para www.fransylva.fr>

O Escritório Nacional de Florestas, um importante participante do setor de madeira e florestas, reúne cerca de 10.000 profissionais que trabalham na gestão de 11 milhões de hectares de florestas públicas, tanto na França continental quanto no exterior. Diariamente, os engenheiros florestais cuidam da manutenção, desenvolvimento e renovação desses espaços. Sua gestão permite conciliar três objetivos inseparáveis: atender às necessidades dos homens através da produção e colheita de madeira, preservando o meio ambiente e acolhendo o público. O NFB é um membro da France Bois Forêt.
Vá para www.onf.fr >
Federação Nacional das Comunidades Florestais da França (FNCOFOR) Com 6.000 comunidades associadas, uma rede de 50 associações departamentais e 11 sindicatos regionais, a Federação Nacional de Municípios Florestais está se mobilizando para o reconhecimento de territórios na política florestal nacional. Criado em 1933, seus objetivos são melhorar, desenvolver e melhorar o patrimônio florestal das comunidades para promover o manejo sustentável multifuncional e colocar a floresta no coração do desenvolvimento local. Além do treinamento de funcionários eleitos, ele implementa políticas específicas para reconhecer o papel dos eleitos como promotor da terra e prescritor público. Vá para www.fncofor.fr >
Sindicato Nacional de Viveiros Florestais (SNPF), filiado ao FNB
Os viveiros florestais franceses estão reunidos no SNPF (National Union of Forest Nurseries). Esta associação do tipo "lei 1901" reúne viveiros que produzem mudas florestais (com raizes nuas ou em baldes), bem como produtores de álamos. Globalmente, essas empresas representam 80% da produção francesa de mudas florestais (71 milhões em 2012-2013). Sua missão, estritamente supervisionada pelo Código Florestal, e controlada pelo serviço florestal da floresta e DRAF dependente de madeira. Agricultura e Silvicultura), consiste na disseminação de material de reprodução florestal (MFR) que são mudas florestais, sendo o SNPF filiado à Federação Nacional da Madeira (FNB). Vá para www.pepiniereforestiere.fr >
Grupo de Interesse Econômico - Divisão Árvore de Sementes
Criado em 1998, o Grupo de Interesse Econômico "Improved Forest Seeds" (GIE SFA) reúne os dois operadores franceses de sementes envolvidos no setor florestal: a FLORESTAS NACIONAIS (La Joux) e a empresa VILMORIN. A principal missão da GIE SFA é a gestão de pomares de sementes, colheita e comercialização de produtos desses pomares.
União Nacional dos Empreiteiros da Paisagem - UNEP Reboiseur
A Unep é a única organização profissional que representa as 28.000 empresas paisagistas reconhecidas pelo poder público. Suas missões são defender e promover os interesses da profissão, e informar e ajudar seus membros (70% deles têm menos de 10 empregados) em sua vida empresarial. Sua organização em sindicatos regionais permite manter relações estreitas com seus membros. Assim, a Unep representa tanto empresas de paisagismo especializadas em florestamento e atividades florestais correlatas, quanto outras que realizam essa atividade mais ocasionalmente. Um Grupo Técnico de Profissão Existem ambientes naturais e florestais dentro do Unep, compostos por dois grupos distintos: Reboiseur e Génie Végétal. Reúne-se duas vezes por ano e trabalha nas ações a serem realizadas, nos tópicos de notícias relacionados à profissão e organiza uma reunião anual de consulta com as partes interessadas da floresta. Vá para www.softwearcompanies.org >
A Federação Nacional dos Empreiteiros Territoriais (FNEDT) é a organização profissional que representa os 21.000 negócios agrícolas, florestais e rurais, empregando 81.000 funcionários permanentes e sazonais. Defende os interesses dessas empresas prestadoras de serviços para autoridades públicas, instituições e atores profissionais no setor de madeira-floresta. Com base em suas comissões, incluindo a Comissão Florestal e seus três grupos de trabalho (lenha, derrapagem por cabos aéreos, florestamento e reflorestamento), a Federação também apóia seus membros desenvolvendo serviços adaptados a suas empresas.
As 8000 empresas madeireiras realizam em nível nacional 70% do trabalho de silvicultura-reflorestamento e 80% do trabalho em favor dos proprietários florestais, indústria da madeira, municípios, cooperativas ... Alguns empresários também oferecem serviços de manejo florestal e de lascas de madeira. Vá para www.fnedt.org >
PEFC France
Pioneira na certificação florestal na França, onde foi criada em 1999, a PEFC France agora representa mais de 7,6 milhões de hectares de florestas certificadas. A PEFC France tem entre seus membros 52.000 proprietários de florestas e cerca de 3.000 empresas no setor de papel para madeira (agricultores, serrarias, processadores, construtores, comerciantes, artesãos, distribuidores, fabricantes de papel, impressores, editores ...). Juntos, eles fornecem ao consumidor a garantia de que um produto com a marca PEFC faz parte de uma abordagem responsável para o manejo sustentável da floresta. Vá para www.pefc-france.org >

quinta-feira, 4 de abril de 2019

União Europeia aprova lei que proíbe produtos plásticos

União Europeia aprova lei que proíbe produtos plásticos

Medida entrará em vigor a partir de 2021

28/03/2019 - 11h12 - Atualizada às 11h18 - POR AGÊNCIA ANSA
bandeira união europeia (Foto: Carl Court/Getty Images)
O Parlamento Europeu aprovou nesta quinta-feira (28/03) uma nova legislação que proibirá a comercialização de produtos plásticos em todos os países da União Europeia (UE).

Com 560 votos favoráveis, 35 contrários e 28 abstenções, o texto foi aprovado durante reunião em Estrasburgo. A medida entrará em vigor a partir de 2021. O objetivo é ajudar a conter as quantidades astronômicas de lixo plástico que sempre acabam poluindo o meio ambiente e os oceanos. O projeto foi apresentado pela Comissão Europeia e já havia sido aprovado no ano passado.

A nova lei abrange o banimento dos chamados plásticos oxidegradáveis – que se dividem em minúsculas partículas ao se degradar – e produtos feitos de poliestireno expandido. Entre os produtos banidos estão pratos, talheres, cotonetes, canudos, copos, entre outros.
A medida também estabelece que os Estados-membros terão de garantir a reciclagem de 90% das garrafas de plástico até 2029, e exigir que a composição contenha 25% de obra-prima reciclada até 2025 e 30% até 2030. Além disso, o documento tem como objetivo forças produtores de alguns utensílios a se responsabilizarem quanto aos custos de limpeza, coleta e reciclagem.


Desta forma, principalmente a indústria do tabaco será atingida. A aprovação no Parlamento Europeu é o penúltimo passo para reduzir o consumo de plásticos descartáveis. Os Estados-membros devem ratificá-lo nos próximos dias, mas é apenas uma formalidade porque já deram luz verde ao texto.

Baleia grávida é encontrada morta na Itália com 22 kg de plástico no estômago

Baleia grávida é encontrada morta na Itália com 22 kg de plástico no estômago

O mamífero foi localizado na costa da Sardenha. Além do plástico, animal de oito metros também estava com um feto morto dentro de seu corpo

01/04/2019 - 18h29 - Atualizada às 18h29 - POR ÉPOCA NEGÓCIOS ONLINE
Baleia morta na costa italiana foi encontrada com 22 kg de plástico no estômago (Foto: Cortesia/Seame Sardinia)


Uma baleia cachalote grávida foi encontrada morta na manhã desta segunda-feira (01/04), na costa da Sardenha, na Itália. O animal foi achado com um feto morto e 22 kg de plástico no seu estômago.

Luca Bittau, presidente SeaMe, uma organização sem fins lucrativos em prol da vida marinha, contou à CNN que dentro do animal foram encontrados sacos de lixo, redes de pesca, linhas, garrafas e até embalagens de sabão em pó. “Além de muitos outros produtos que não conseguimos identificar”, afirmou Bittau ao jornal.

“Temos certeza que ela abortou antes mesmo de encalhar. O feto estava em um estado avançado de decomposição”, diz. O animal morto, que tinha oito metros de comprimento, encalhou em Porto Cervo, uma praia turística da costa italiana.

Baleia foi achada em Porto Cervo, uma praia turística da costa italiana (Foto: Cortesia/Seame Sardinia)

Sergio Costa, ministro italiano do meio ambiente, escreveu em uma publicação no Facebook: “Ainda há quem fale que esses não são problemas importantes? Para mim, eles são. E são prioridade”, afirmou. Costa ainda comentou a lei que vai banir o uso de produtos plásticos na Europa até 2021. “A Itália será um dos primeiros países a implementar as mudanças”, disse.

“Nós nos acostumamos a jogar o lixo de forma despreocupada no mar e agora estamos pagando por isso. Na verdade, são os animais que estão pagando por nós. A guerra contra o plástico começou e nós não vamos parar”.

Relatório alerta que 10% do lixo plástico nos oceanos vêm de equipamentos de pesca abandonados (pesca fantasma)


Relatório alerta que 10% do lixo plástico nos oceanos vêm de equipamentos de pesca abandonados (pesca fantasma)



Quando um filé de peixe chega na mesa de um cliente no restaurante ou quando alguém compra uma lata de atum no mercado, não é difícil de imaginar que antes daquele momento toda uma cadeia de produção entrou em cena, desde o pescador artesanal ou um navio pesqueiro, até o preparo final para o consumo. O que poucos sabem é que existem muitos equipamentos de pesca abandonados no oceano ameaçando várias espécies da vida marinha. A isso se dá o nome de pesca fantasma.

“Dez por cento do lixo plástico marinho que entra nos oceanos todos os anos é equipamento de pesca perdido ou abandonado nos mares. E esses materiais, por terem sido desenhados para fazer captura, eles têm uma capacidade de capturar e gerar um sofrimento nos animais, com impacto em conservação”, explica o gerente de vida silvestre da organização não governamental (ONG) Proteção Animal Mundial, João Almeida.

A ONG lançou este mês a segunda edição do relatório Fantasma sob as Ondas. O estudo mostra que a cada ano 800 mil toneladas de equipamentos ou fragmentos de equipamentos de pesca, chamados de petrechos, são perdidos ou descartados nos oceanos de todo o planeta. Essa quantidade representa 10% de todo o plástico que entra no oceano. No Brasil, estima-se que 580 quilos desse tipo de material seja perdido ou descartado no mar todos os dias.

Dentre os petrechos mais comuns estão as redes de arrasto, linhas, anzóis, linhéis, potes e gaiolas. Esses petrechos podem matar de várias formas. Os animais podem ficar feridos ou mutilados na tentativa de escaparem, presos e vulneráveis a predadores ou não conseguem se alimentar e morrem de fome.

O estudo avalia a atuação das grandes empresas pescado e as providências que tomam – ou não tomam – para evitar a morte desnecessária de peixes. A versão internacional do relatório elencou 25 empresas de pescado em cinco níveis, sendo o nível 1 representando a aplicação das melhores práticas e o nível 5 com empresas não engajadas com a solução do problema.

A pesca fantasma acontece quando o material dos pescadores fica perdido no mar
A pesca fantasma ocorre quando equipamentos dos pescadores 
fica perdido no mar – ONU/Martine Perret/Direitos reservados

Brasil

Nenhuma das 25 empresas atingiu o nível 1, embora três grandes empresas do mercado mundial (Thai Union, TriMarine, Bolton Group) tenham entrado no nível 2 pela primeira vez. O estudo inclui duas empresas com atuação no Brasil, o Grupo Calvo, produtor da marca Gomes da Costa, e Camil, produtora das marcas O Pescador e Coqueiro.

O Grupo Calvo foi classificado no nível 4. Significa que, apesar do tema estar previsto nas ações da empresa, as evidências de implementação são limitadas. Já a Camil foi colocada no nível 5. Segundo relatório, a empresa “não prevê soluções para o problema em sua agenda de negócios”.

Procurado, o Grupo Calvo, cuja matriz é espanhola, afirmou que os produtos Gomes da Costa são fabricados a partir de material comprado de pescadores locais, que utilizam métodos de pesca artesanal. A empresa também informou que reconhece o problema de abandono de objetos e tem tomado providências a respeito.

“[A empresa] conta, entre outras medidas, com observadores científicos independentes a bordo de todos os seus atuneiros, além de observadores eletrônicos em embarcações de apoio, controle constante por satélite, técnicas para reduzir capturas acessórias, proibição de transbordos no alto-mar e de devoluções”.

Procurada, a Camil informou que não iria se manifestar a respeito dos resultados da pesquisa e sobre pesca fantasma.

De acordo com o gerente da Proteção Animal Mundial, uma das principais metas do estudo é fazer os governos enxergarem cada vez mais a pesca fantasma como um problema relevante e carente de políticas públicas eficientes.

“Como uma das principais recomendações, a gente identificou a necessidade dos governos absorverem para a sua agenda a questão da pesca fantasma para, então, criar as estruturas necessárias, criar um diagnóstico e a gente começar a entender o problema. E, em um segundo momento, criar condições para combatê-lo efetivamente”.

*Colaborou Renata Martins, da Rádio Nacional

Por Marcelo Brandão, da Agência Brasil*, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 01/04/2019
"Relatório alerta que 10% do lixo plástico nos oceanos vêm de equipamentos de pesca abandonados (pesca fantasma)," in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 1/04/2019, https://www.ecodebate.com.br/2019/04/01/relatorio-alerta-que-10-do-lixo-plastico-nos-oceanos-vem-de-equipamentos-de-pesca-abandonados-pesca-fantasma/.
Nota da redação: sobre o mesmo tema, leia, também, a matéria

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A sobrepesca e a falta de gestão pesqueira são os principais problemas da atividade pesqueira no país

A sobrepesca e a falta de gestão pesqueira são os principais problemas da atividade pesqueira no país


A sobrepesca e a falta de gestão pesqueira são os principais problemas da atividade pesqueira no país

Essa é a conclusão do Guia de Consumo Responsável de Pescado, lançado ontem (2), pela seção brasileira do Fundo Mundial para a Natureza (WWF-Brasil). O estudo inédito foi produzido pela entidade em parceria com mais de 20 pesquisadores de todo o mundo.

Guia de Consumo Consciente de Pescado Brasil

A sobrepesca ocorre quando os estoques pesqueiros são explorados além da sua capacidade natural de reprodução. Muitos pescadores não respeitam a época de defeso ou reprodução de algumas espécies. Nesse período, as atividades de caça, coleta e pesca esportivas e comerciais ficam vetadas ou controladas.

Segundo a gerente do Programa Marinho da WWF, Anna Carolina Lobo, após a extinção do Ministério da Pesca, no governo passado, muitas políticas públicas voltadas para a gestão pesqueira e a aquicultura ficaram descentralizadas, incluindo o próprio pagamento do seguro defeso, feito aos pescadores de pequena escala para que possam manter sua condição de vida enquanto as espécies se reproduzem. A isso tudo se soma a falta de monitoramento e fiscalização, segundo ela.

São duas as formas de produção de pescados. Uma é a pesca comum, que se baseia na retirada de recursos pesqueiros do ambiente natural. A outra é a aquicultura, baseada no cultivo de organismos aquáticos geralmente em um espaço confinado e controlado.

Estudos da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) apontam que até 2030, quase 60% da proteína de peixe consumidas pela sociedade virão da aquicultura, em todo o mundo e no Brasil não será diferente. As espécies que apresentam maior valor comercial, como o atum, por exemplo, já têm grande impacto populacional. Acima de 80% dos estoques estão reduzidos, o que é um impacto muito grande.

Monitoramento
Os últimos dados de monitoramento da pesca no Brasil são de 2011 e utilizaram números coletados em 2008. “Na prática, são 11 anos de um país que não monitora a quantidade de desembarque, o tamanho dos estoques, o que está sendo pescado. Corre o risco de a gente estar chegando próximo a um cenário de colapso das principais espécies sem saber, sem a sociedade ter noção do tamanho do problema”, lamentou Anna Carolina.

Certificação
Outros problemas levantados pelo guia da WWF-Brasil é a falta de certificação do pescado e da regulamentação setor pesqueiro no Brasil. Com a criação de políticas públicas adequadas, vários países que estavam com seus estoques de peixe quase em extinção, como o bacalhau da Noruega, com a mudança de política pública, os estoques voltaram. Agora, os países estão suprindo a demanda interna e exportando para outros destinos, como o Brasil.

“É possível a gente chegar em uma equação em que as pessoas que dependem dessa atividade para o seu sustento de vida vão continuar com seu ganha pão. É possível virar o jogo”, apostou a especialista em gestão ambiental da WWF-Brasil.

Gestão pesqueira
Procurada pela Agência Brasil, a Secretaria de Aquicultura e Pesca (SAP) do Ministério da Agricultura informou que a gestão pesqueira no Brasil é feita de maneira compartilhada entre as diversas esferas do governo, sociedade civil e organizações não governamentais. A secretaria está elaborando um novo decreto para fortificar esse sistema.

Nove Comitês Permanentes de Gestão (CPGs) fazem o assessoramento para a definição de normas, critérios e padrões relativos ao ordenamento do uso sustentável dos recursos pesqueiros, nas respectivas unidades de gestão. Todos os CPGs têm um subcomitê científico que presta assessoramento técnico e científico a esses grupos de trabalho.

A SAP revelou ainda que 50% das receitas das taxas arrecadadas pelo órgão são destinadas ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para o custeio das atividades de fiscalização da pesca e da aquicultura. Em relação aos investimentos públicos na gestão da pesca no Brasil, a secretaria informou que o governo federal financia vários projetos com esse objetivo.

Por Alana Gandra, da Agência Brasil, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 03/04/2019

"A sobrepesca e a falta de gestão pesqueira são os principais problemas da atividade pesqueira no país," in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 3/04/2019, https://www.ecodebate.com.br/2019/04/03/a-sobrepesca-e-a-falta-de-gestao-pesqueira-sao-os-principais-problemas-da-atividade-pesqueira-no-pais/.

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Agricultura irrigada consome mais da metade da água usada no país

Agricultura irrigada consome mais da metade da água usada no país


O consumo de água no Brasil deve crescer 24% até o ano de 2030 superando a marca de 2,5 milhões de litros por segundo.

Cem anos antes – de 2030 -, em 1931, o Brasil só consumia 6% deste total. O dado está no estudo da ANA, a Agência Nacional de Águas, que traça um panorama das demandas pelos recursos hídricos em todos os municípios do país.

Por Lucas Pordeus León, Radioagência Nacional

irrigação
Foto: EBC

A agricultura irrigada gasta mais da metade da água retirada do meio ambiente, 52% do total, que é de cerca de 2 milhões de litros por segundo.

A água para abastecimento urbano vem em segundo lugar, com 23% do total de água consumida no país.

Em seguida vem a indústria, que consome 9% da água retirada do meio ambiente.

O estudo avalia que todos os tipos de uso vão demandar mais água nos próximos anos, com exceção do abastecimento humano rural, que deve cair por causa da redução da população no meio rural.

O estudo da Agência Nacional de Águas ainda lista os dez municípios brasileiros que mais usam água.

As maiores consumidoras são as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, com uso predominante voltado para o abastecimento humano.

Em terceiro lugar está o município de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, que consome a maior parte da água para a agricultura irrigada.

Os demais sete dos dez municípios que mais consomem água usam a maior parte na irrigação.
A agência ainda contabiliza a evaporação líquida em reservatórios artificiais, como hidrelétricas e açudes.

Segundo dados de 2017, a evaporação desses reservatórios era aproximadamente 35% maior do que o retirado para abastecimento urbano.

A evaporação só não é maior que o consumo de água pela irrigação.


in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 02/04/2019

"Agricultura irrigada consome mais da metade da água usada no país," in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 3/04/2019, https://www.ecodebate.com.br/2019/04/03/agricultura-irrigada-consome-mais-da-metade-da-agua-usada-no-pais/.

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