terça-feira, 9 de agosto de 2022

Macacos não transmitem varíola! Mas podem ter sido mortos por medo da doença, como ocorreu no interior de São Paulo

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Macacos não transmitem varíola! Mas podem ter sido mortos por medo da doença, como ocorreu no interior de São Paulo

Macacos não transmitem varíola! Mas podem estar sendo mortos por medo da doença, como ocorreu em São José do Rio Preto, em SP

Em meados de junho a OMS declarou que ia alterar o nome da nova varíola denominada varíola dos macacos, infecção causada pelo vírus Monkeypox (do gênero Orthopoxivírusvariolae), que se espalhou rapidamente por diversos países, entre eles o Brasil. 

A iniciativa da OMS surgiu a partir da solicitação de mais de 30 cientistas, que estão trabalhando com o órgão da ONU para alterar a nomenclatura com o intuito de evitar a discriminação e o estigma contra os primatas

A ‘nova varíola’ tem esse nome infeliz porque o vírus causador foi identificado, nos anos 60, em macacos de laboratório. No entanto, sua transmissão acontece apenas entre humanos, quando uma pessoa entra em contato com lesões na pele, secreções ou objetos usados por alguém infectado.

Por isso, é absurdo que essa nomenclatura perdure já que pode levar ao entendimento de que a doença se origina dos macacos, ainda mais depois da covid-19.

Até agora, a OMS não adotou nem sugeriu outro nome. A Sociedade Brasileira de Primatologia (que reproduzo no final deste texto) divulgou nota de alerta em maio, mas a ignorância e a crueldade humanas já começaram a produzir crimes contra macacos, como ocorreu com os bugios no início de 2017, durante a epidemia de febre amarela (contamos aqui).

É o que tem acontecido desde 3 de agosto, em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, onde já foram resgatados onze macacos das espécies sagui e prego.

Macacos não transmitem varíola! Mas podem estar sendo mortos por medo da doença, como ocorreu em São José do Rio Preto, em SP
Profissionais do zoológico de São José do Rio Preto e da prefeitura resgatam macacos intoxicados e agredidos / Foto: Flávia Alonso/CCZ/Prefeitura de São José do Rio Preto

Todos foram encontrados com sinais de intoxicação e de agressão. Um deles, já estava morto; os demais foram levados para o zoológico municipal para tratamento. Um deles passou por duas cirurgias e se recupera, mas cinco morreram. 

Próximo deles, também foram encontradas armadilhas. Em nota, a prefeitura declarou que suspeita que os macacos tenham sido atacados por visitantes por medo da ‘varíola dos macacos’, devido ao registro de três casos na cidade. 

“Os indícios apontam para uma possível ação deliberada, envolvendo hipóteses como tráfico de animais e atentados relacionados aos recentes casos de varíola dos macacos registrados”.

Desde o primeiro caso de agressão aos macacos, a prefeitura tem pedido aos moradores para que não agridam os macacos, visto que eles não são transmissores da doença.

A prefeitura deveria avisá-los, também, que mau-tratar ou matar animais silvestres é crime!

De acordo com o artigo 32 da Lei nº 9.605, de 1998, conhecida como Lei dos Crimes Ambientais, a pena para quem “praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos”, é de 3 meses a um ano de prisão e multa, aumentada de 1/6 a 1/3 se ocorrer a morte do animal”.

A prefeitura também enfatizou que “é importante destacar que os macacos não fazem parte da cadeia de transmissão da doença”. Sem dúvida! Falta um plano de campanhas educativas – em todos os níveis: federal, estadual e municipal! -, que poderia ter sido implantado assim que a doença surgiu no mundo. Essa medida certamente teria evitado as mortes dos macacos em São José do Rio Preto. Que esse crime sirva de alerta para o país!

Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo solicitou reforço da vigilância em áreas de mata – como a Mata dos Macacos e o Parque Ecológico -, à Polícia Ambiental para rastrear e identificar possíveis alimentos envenenados e tentar inibir novos ataques. A ação foi iniciada hoje. 

Assista, no final deste post, ao vídeo produzido pelo Fórum de Proteção Animal com base no alerta da Sociedade Brasileira de Primatologia, que reproduzo a seguir.

O alerta dos especialistas em primatas 

Macacos não transmitem varíola! Mas podem estar sendo mortos por medo da doença, como ocorreu em São José do Rio Preto, em SP
Foto: Sociedade Brasileira de Primatologia/divulgação

Em 31 de maio deste ano, a Sociedade Brasileira de Primatologia (SPB) divulgou nota para esclarecer sobre a transmissão da doença causada pelo vírus chamado de Monkeypox, pertencente ao gênero Orthopoxivírus.

“Esse gênero é o mesmo da varíola humana, erradicada mundialmente desde a década de 1980. O Monkeypox tem taxa de transmissão menor e severidade muito mais branda”, relata a instituição.

Abaixo, reproduzo o alerta da SBP, que pode servir para ajudar a conscientizar nossos leitores a cerca da verdade sobre a doença que é transmitida apenas de humanos para humanos. 

Desde o início de maio, segundo a OMS, pessoas com essa enfermidade foram identificadas em 22 países fora da África: Alemanha, Argentina, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Emirados Árabes, Eslovênia, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Holanda, Israel, Itália, México, Portugal, Reino Unido, República Tcheca, Suécia, Suíça, e com casos em investigação no Brasil. 

Até o momento, não foi identificado um animal considerado reservatório na natureza, ou seja, aquele que carrega o vírus sem apresentar sinais clínicos. Entretanto, pesquisas realizadas em 1950, identificaram a infecção em primatas-não-humanos e roedores (fig 1). A doença está presente na forma endêmica (esporádica ocorrência de casos), em países da África Central e Ocidental. 

Em 2003, foi registrado um surto nos Estados Unidos da América, considerado o primeiro surto deste vírus fora da África, após roedores serem importados daquele continente como animais de estimação (pets), disseminando o vírus para uma espécie de roedor nativo da América do Norte, conhecidos como cães-da-pradaria (Família Sciuridae), e depois destes para as pessoas. 

Em 2017-2018, houve um surto na Nigéria, com relatos de casos suspeitos e confirmados em mais de 100 pessoas, com suspeitas de transmissão humano-humano. 

Nos casos relatados neste momento, não foi possível identificar um animal ou local de origem da transmissão da doença, o que torna nesse momento sua origem quase um fator irrelevante, tendo em vista que a transmissão também tem ocorrido de pessoas para pessoas (transmissão comunitária de humano-humano) sendo essa forma de contágio o fator relevante para o estabelecimento de medidas de controle. 

Assim, as instituições signatárias deste informe vêm esclarecer que, apesar do vírus receber a nomenclatura de varíola dos macacos, o atual surto não tem a participação de macacos na transmissão para seres humanos. 

Todas as transmissões identificadas até o momento pelas agências de saúde no mundo foram atribuídas à contaminação por transmissão entre pessoas. 

É importante ressaltar que os macacos (primatas não-humanos) não são os “vilões”, e sim vítimas como nós (humanos), e não devem sofrer nenhuma retaliação, tais como agressões, mortes, afugentamento, ou quaisquer tipos de maus-tratos por parte da população. 

O receio de contágio por transmissão desta e de outras doenças, como a febre amarela, pela proximidade com os macacos, não se justifica. Muitos microrganismos afetam a saúde de primatas humanos e não-humanos, sendo que muitas vezes os primatas adoecem antes e isto nos alerta antecipadamente sobre a presença de uma doença que pode causar impacto sobre a saúde das pessoas. Ou seja, os macacos servem como animais sentinela sobre o risco de estarmos expostos a doenças. 

Os primatas fazem parte da nossa biodiversidade, têm importante papel na manutenção das florestas e auxiliam nos serviços ecossistêmicos – serviços reguladores que a natureza nos presta, como na polinização, dispersão de sementes nativas, controle de pragas, etc. Com isso, os primatas contribuem com a manutenção da saúde ambiental e humana. 

Caso você possua algum primata não-humano e por receio dessa virose não se sinta confortável em mantê-lo, deve entrega-lo aos órgãos competentes, IBAMA ou Centro de Triagem de Animais Silvestres – CETAS, mesmo que o animal não seja de origem legal. Nunca o solte na natureza! Ao avistar algum macaco doente ou morto, avise os órgãos de saúde de seu município. Preserve os primatas!”.

– SBPC/MG (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – Regional Minas Gerais)
– Tríade (Instituto Brasileiro para Medicina da Conservação) 
– Projeto Bugio/Furb – Universidade de Blumenau 
– Centro Nacional de Primatas
– Laboratório de Primatologia 
– Gecas (Grupo de Ecologia Aplicada/UFMT)
– Pró-Primatas Paulistas
– CPB/ICMBio
– ICMBio/MMA

Agora, assista ao vídeo do Fórum de Proteção Animal:


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Foto (destaque): Flávia Alonso/CCZ/Prefeitura de São José do Rio Preto

Fontes: Sociedade Brasileira de Primatologia, G1

segunda-feira, 8 de agosto de 2022

CACIQUE RONALDO ZOKEZOMAIAKE DESABAFA: ‘PT PREJUDICOU A POPULAÇÃO INDÍGENA’. (VÍDEO)

 

CACIQUE RONALDO ZOKEZOMAIAKE DESABAFA: ‘PT PREJUDICOU A POPULAÇÃO INDÍGENA’. (VÍDEO)

Ele é líder do povo Háliti Paresi, que produz soja no interior de Mato Grosso


Em entrevista ao OesteCast, o cacique Ronaldo Zokezomaiake declarou que a reforma feita na Funai durante a gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, prejudicou os indígenas. A entrevista estreou no YouTube na quarta-feira 3.

“Quando criaram a reforma da Funai, desestruturam um sistema que já estava funcionando”, disse Ronaldo Zokezomaioke. “Ela retirou os indigenistas do trabalho na ponta e os levou para a cidade. As coisas ruim começaram aí.”

Ele é cacique do povo Háliti Paresi e ajudou a fundar a cooperativa agrícola Copihanama, que cultiva quase 20 mil hectares de terra no interior de Mato Grosso. Entre as principais culturas está a soja — carro-chefe do agronegócio brasileiro.

O cacique elogiou a estratégia do governo Bolsonaro, que procura promover condições para os indígenas se desenvolverem. “Isso é uma situação boa”, disse Zokezomaiake.

“Nós vimos isso como uma oportunidade. Nos governos passados, as propostas para o indígena se desenvolver eram ilegais.”

 

Assista o vídeo:

 FONTE/CRÉDITOS: Revista Oeste

Instrumentos para combater o desmatamento ilegal na Amazônia

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Instrumentos para combater o desmatamento ilegal na Amazônia

27.07.2022 • Notícias
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Por Sara R. Leal*

É possível combater o desmatamento ilegal na Amazônia com ferramentas digitais e estratégias já existentes. É o que afirmam o pesquisador sênior do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) Paulo Moutinho, o diretor de Políticas Públicas e Desenvolvimento Territorial do IPAM, Eugênio Pantoja, a pesquisadora no IPAM Lívia Laureto, e o coordenador do Portfólio de Uso da Terra do iCS (Instituto Clima e Sociedade), Gabriel Lui, no livro Combate aos Crimes Ambientais: orientações para atuação do Ministério Público na Amazônia Legal.

No capítulo oito da publicação, lançada neste mês de julho, os autores apresentam instrumentos que podem substanciar as ACPs (Ação Civil Pública) e outras ações judiciais dos MPFs (Ministérios Públicos Federais) no controle e combate ao desmatamento ilegal na Amazônia, em especial no que se refere ao controle de CARs (Cadastro Ambiental Rural) que, segundo eles, “estão sendo sobrepostos a florestas públicas, colocando em risco um patrimônio público dos brasileiros de inestimável valor”.

Os pesquisadores reforçam que a crescente derrubada ilegal na região poderá “inviabilizar a retomada do Brasil como liderança importante nas negociações sobre o clima no Acordo de Paris e afetar diretamente acordos futuros e relações de cooperação com outras nações”. De acordo com eles, os MPs “têm papel importante em buscar os meios de dar um basta à grilagem e ao desmatamento ilegal em terras públicas, representando um dos últimos muros de contenção contra uma perda socioeconômica e ambiental irreversível que poderá afetar enormemente as próximas gerações de brasileiros.”

O lançamento do livro faz parte do projeto “Amazônia em Foco: estratégias e ferramentas para o Ministério Público”, idealizado pela Abrampa (Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente) com o objetivo de apoiar o MP da Amazônia Legal no desafio de proteger o patrimônio natural e cultural brasileiro.

A publicação também discorre sobre: boas práticas e projeto do MP para combater o desmatamento ilegal na Amazônia Legal; a experiência da força-tarefa “Amazônia do MPF”; boas práticas de atuação nos procedimentos investigatórios criminais; a inaplicabilidade do princípio da insignificância em crimes ambientais; a análise ambiental, ética e filosófica sobre crimes praticados por agentes públicos; a individualização e aplicação da pena nos delitos ambientais; e a jurimetria e dificuldades na atuação do MP.

*Jornalista e analista de Comunicação no IPAM.

“Brasil tem potencial para conduzir transformação de paradigmas no campo”

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“Brasil tem potencial para conduzir transformação de paradigmas no campo”

03.08.2022 • Notícias



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André Guimarães no 21º Congresso Brasileiro do Agronegócio.

*Por Mariana Abuchain

“Acredito que o setor [agropecuário] deve se adaptar a um novo mercado que busca reduzir os impactos das mudanças climáticas. O Brasil tem potencial para conduzir essa transformação de paradigmas, garantindo mais produção e mais conservação e, ao mesmo tempo, atendendo às demandas do mercado moderno”, afirmou o diretor executivo do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), André Guimarães, durante a 21ª edição do Congresso Brasileiro do Agronegócio, que ocorreu nesta segunda-feira (1º/8), em São Paulo.

Guimarães participou do evento, organizado pela Abag (Associação Brasileira do Agronegócio), como moderador do painel “Agronegócio: Meio Ambiente e Mercados”, que concentrou as discussões em torno de um Brasil mais competitivo e, acima de tudo, mais sustentável. De acordo com os especialistas presentes, tal concorrência deve ser incentivada, obtendo apoio dos mercados globais que acompanham as políticas públicas relacionadas à proteção do meio ambiente.

Focar no que deu certo 

Na ocasião, Guimarães comentou acerca da produção agropecuária no Brasil. “Não há dúvidas sobre o êxito de um país que em 40, 50 anos passou de um importador de alimentos a um dos maiores exportadores de alimentos e de commodities agrícolas de fibras do mundo.”

O sucesso da agropecuária brasileira, explicou o diretor, se deve a uma série de fatores que englobam avanços na ciência; investimento; dedicação dos agricultores; e às condições ambientais privilegiadas do Brasil – chuvas, terras, solos. “Mas o processo que nos trouxe aos dias de hoje, que pressupôs a expansão da fronteira agrícola, deve ser substituído por outro, que se fundamenta na intensificação, na recuperação e na conservação ambiental”, sugeriu.

“O Brasil só tem a se beneficiar ao cumprir metas e objetivos estabelecidos pela agenda climática no que se refere ao combate ao desmatamento ilegal e às perdas dos biomas e ecossistemas”, complementa Guimarães. “É um diálogo que continua, pois o desafio de integrarmos esses olhares, é permanente. E temos tudo para fazê-lo: a ciência, a criatividade financeira, a liderança empresarial, a vocação para o diálogo. Precisamos encontrar caminhos e mostrar para o planeta que temos condições de fazer uma nova revolução no campo, assim como fizemos há anos atrás.”

Participaram do painel a superintendente de Relacionamento com Clientes da B3, Fabiana Perobelli; o professor-titular e coordenador do Laboratório de Genômica e Bioenergia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Gonçalo Pereira; o embaixador e cofaciliutadorda Coalizão Brasil – Clima, Florestas e Agricultura, José Carlos da Fonseca Júnior; e a diretora de Sustentabilidade da Friboi/JBS e vice-presidente da Abag, Liegé Vergili Correia; e o embaixador e cofacilitador da Coalizão Brasil – Clima, Florestas e Agricultura, José Carlos da Fonseca.

O embaixador afirmou durante o painel que o Congresso trouxe exemplos comprovados que colocam em xeque a ideia de que desenvolvimento e sustentabilidade são antagônicos e contraditórios. “O Brasil saiu da defensiva para se tornar o protagonista na elaboração de leis de sustentabilidade, em âmbito internacional. Esse movimento ajudou a escrever as regras do Sistema Internacional de Regime de Normas Sustentáveis, do qual falamos até hoje”, lembrou.

Liegé Correia, por sua vez, ressaltou que o desenvolvimento só existe se for sustentável, e que esse mote precisa ser levado aos parceiros. “Não precisamos apenas ser, precisamos demonstrar e trazer todos os outros, juntos como setor e como país”. Para a vice-presidente da Abag, é imprescindível ainda que o Código Florestal seja implementado: “Só assim poderemos resolver, em definitivo, a questão do desmatamento ilegal.”

Sobre o evento  

O evento foi dividido em quatro painéis referentes a: geopolítica; segurança alimentar e interesses; tecnologia e informação; e perspectivas 2023/2026. Neste ano, o tema central do Congresso foi “Integrar para fortalecer”.

Dentre os presentes, estiveram autoridades como os ministros do Meio Ambiente, Joaquim Leite, e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Marcos Montes; o governador do Estado de São Paulo, Rodrigo Garcia; o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Francisco Matturro; o presidente da Abag, Luiz Carlos Corrêa Carvalho; e o CEO da B3, Gilson Finkelsztain.

O objetivo foi reunir especialistas de diferentes setores para discutir questões econômicas, fiscais, jurídicas e políticas para a manutenção do agronegócio brasileiro.

*Estagiária sob supervisão de Natália Moura  

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Gata tingida de rosa é resgatada no interior de São Paulo e dono responderá a crime de maus-tratos

Gata tingida de rosa é resgatada no interior de São Paulo e dono responderá a crime de maus-tratos

Desde 2020, a Lei 14.064/20 prevê pena de um a cinco anos de prisão para maus-tratos contra cães e gatos. A chamada “Lei Sansão” – em homenagem a um pit bull que teve duas patas decepadas em Minas Gerais -, configura como maus-tratos a prática de abuso, ferimento ou mutilação a esses animais, além de multa e proibição de guarda. E como não considerar como maus-tratos tingir o pelo de uma gata de cor de rosa? Sim, é crime!

O caso aconteceu no interior de São Paulo, onde uma denúncia levou uma equipe da organização Cadeia Para Maus-Tratos a uma casa em Tatuí. Lá foi encontrada uma gata, de aproximadamente um ano, com o pelo totalmente tingido de rosa.

O animal foi resgatado e levado para um abrigo em Piracicaba. O agora ex-dono da gata afirmou que a pintou para “deixá-la mais bonita e combinar com a cor do cabelo dele”.

Integrantes da ONG registraram um boletim de ocorrência contra o tutor.

A preocupação dos veterinários é que a gata tivesse intoxicação com a tinta, já que ela deve ter ficado com a substância de tingimento durante uns 30 minutos e poderia ter lambido. Mas os primeiros exames revelaram que ela está bem. Foi dado um longo banho no animal e seu pelo foi tosado para tentar retirar a maior quantidade de resíduos químicos de seu corpo.

Recentemente também escrevi sobre um projeto de lei em tramitação no Senado que quer proibir as tatuagens e os piercings em animais, apesar de vários estados brasileiros já criminalizarem essa prática.

*Com informações do portal de notícias G1

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Foto: divulgação/Cadeia Para Maus-Tratos

sábado, 6 de agosto de 2022

Especialistas tentam de tudo para salvar baleia beluga que foi parar no rio Sena, na França

 Bichos  


Especialistas tentam de tudo para salvar baleia beluga que foi parar no rio Sena, na França

Especialistas tentam de tudo para salvar baleia beluga que foi parar no rio Sena, na França

beluga (Delphinapterus leucas), também chamada popularmente de baleia branca, é encontrada em altas latitudes, em torno do círculo polar Ártico, distribuindo-se desde a costa da Groenlândia até a região da Noruega. E como exatamente um animal dessa espécie foi parar no rio Sena, próximo a uma eclusa, entre as cidades de Paris e Rouen ninguém sabe.

O fato é que a baleia foi avistada nas águas do Sena na última quarta-feira (03/08) e desde então vem sendo monitorada atentamente, de longe e com a ajuda de drones, por diversas organizações de proteção ambiental, entre elas, a Sea Shepherd France.

Especialistas afirmam que o animal está muito magro e tem se movido muito pouco nos últimos dias, o que aumenta a suspeita de que ele esteja com problemas de saúde.

Hoje, ambientalistas tentaram oferecer peixes à beluga, que se encontra na região de Saint-Pierre-la-Garenne, ao oeste de Paris. Infelizmente, ela não quis se alimentar. Normalmente, a espécie consome lulas, polvos, camarões e caranguejos, o que não é encontrado em rios.

Em pequenas embarcações, a equipe da Sea Shepherd também tentou guiar a baleia para a direção de alto mar, mas sem sucesso.

“Estamos em uma corrida contra o relógio, claramente”, afirmou Lamya Essemlali, presidente da ONG. “Ela realmente está magérrima. Seus ossos estão salientes. Não sei se já é tarde demais”.

Especialistas tentam de tudo para salvar baleia beluga que foi parar no rio Sena, na França

Imagem aérea mostra um bote tentando se aproximar da beluga para oferecer alimento

Biólogos afirmam que uma operação de transporte da beluga para o oceano seria arriscada demais e com pouquíssima chance de dar certo.

Especialistas tentam de tudo para salvar baleia beluga que foi parar no rio Sena, na França

Até agora tentativas de alimentar a baleia foram frustradas

Há poucos meses, em maio, outro caso de uma baleia no Sena, completamente fora de seu habitat natural, mobilizou os francês. Na época, uma orca foi observada no rio, perto da Normandia. Tentou-se guiá-la de volta ao mar com estímulos sonoros, mas ela acabou morrendo. Uma necropsia mais tarde revelou que ela estava muito doente.

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Fotos: Sea Shepherd France