sábado, 27 de maio de 2023

Por que Nova York está afundando

 

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Por que Nova York está afundando

Nova York

CRÉDITO,GETTY IMAGES

  • Author,Tom Ough
  • Role,BBC Future

O solo sob a cidade de Nova York está afundando, em parte devido à massa de todos os seus edifícios - e essa não é a única cidade costeira a ser impactada por esse problema.

À medida que o nível do mar sobe nas regiões dessas selvas de concreto, elas ainda podem ser salvas?

Em 27 de setembro de 1889, os trabalhadores deram os últimos retoques no Tower Building. Era um edifício de 11 andares que, com sua estrutura de aço, é considerado o primeiro arranha-céu da cidade de Nova York.

A construção marcou o início de uma onda que ainda não parou.

Nos 777 km² que compreendem a cidade de Nova York, encontram-se 762 milhões de toneladas de concreto, vidro e aço, de acordo com estimativas de pesquisadores do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, por sua sigla em inglês).

Embora esse número inclua algumas generalizações sobre materiais de construção, essa tonelagem não inclui as luminárias, acessórios e móveis que estão nesses prédios.

Também não inclui a infraestrutura de transporte que os conecta, nem 8,5 milhões de pessoas que os habitam.

Todo esse peso está causando um efeito extraordinário no terreno em que foi construído. Esse solo, de acordo com um estudo publicado em maio, está afundando de 1 a 2 mm por ano, em parte devido à pressão exercida sobre ele pelos prédios da cidade. E isso é preocupante para os especialistas.

Isso pode não parecer muito, mas ao longo de alguns anos se soma a problemas significativos para uma cidade costeira.

Nova York já vem sofrendo o afundamento desde o fim da última era glacial.

Aliviadas do peso das camadas de gelo, algumas terras na costa leste estão se expandindo, enquanto outras partes da zona costeira, incluindo o pedaço onde fica a cidade de Nova York, parecem estar se acomodando.

"Esse relaxamento causa subsidência", diz Tom Parsons, geofísico de pesquisa do Pacific Coastal and Marine Science Center do USGS em Moffett Field, Califórnia e um dos quatro autores do estudo.

Mas o enorme peso do ambiente construído na cidade piora esse afundamento, diz Parsons.

E este é um fenômeno global. A cidade de Nova York, diz Parsons, "pode ser vista como um exemplo para outras cidades costeiras nos Estados Unidos e no mundo, que têm populações crescentes de pessoas que migram para elas, que têm urbanização associada e que enfrentam o aumento do nível do mar".

Há uma ampla gama de razões pelas quais as cidades costeiras estão afundando, mas a massa de infraestrutura humana pressionando a terra está desempenhando um papel importante.

A escala dessa infraestrutura é vasta: em 2020, a massa de objetos feitos pelo homem ultrapassou a de toda a biomassa viva.

Algo pode ser feito para impedir que essas cidades – algumas com centenas de milhões de habitantes – afundem no mar?

Homem empurrando moto em alagamento em Jacarta

CRÉDITO,GETTY IMAGES

Legenda da foto,

A capital indonésia, Jacarta, está cada vez mais propensa a inundações devido à ação combinada de subsidência e aumento do nível do mar

Algumas cidades ao redor do mundo – como Jacarta, capital da Indonésia – estão afundando muito mais rápido do que outras.

"Em algumas cidades, estamos vendo subsidência de alguns centímetros por ano", diz Steven D'Hondt, professor de oceanografia da Universidade de Rhode Island em Narragansett.

Nesse ritmo, a cidade está afundando muito mais rápido do que o nível do mar está subindo.

"Teria que ocorrer um aumento significativo do derretimento do gelo para corresponder a isso."

Além de ser coautor do estudo de Nova York, D'Hondt é um dos três autores de um estudo feito em 2022 que usou imagens de satélite para medir as taxas de subsidência em 99 municípios costeiros ao redor do mundo.

"Se a subsidência continuar nas taxas recentes, elas serão desafiadas por graves inundações muito mais cedo do que o projetado", escreveram D'Hondt e seus colegas Pei-Chin Wu e Matt Wei, ambos da Universidade de Rhode Island.

O Sudeste Asiático apareceu fortemente na lista de cidades que sofreram a subsidência mais rápida. Partes de Jacarta estão afundando entre 2 e 5 cm por ano.

Ao lado de Jacarta, que está sendo substituída como capital por uma cidade construída a 1.996 km de distância, estavam Manila (Filipinas), Chittagong (Bangladesh), Karachi (Paquistão) e Tianjin (China). Essas cidades já estão sofrendo danos à infraestrutura e inundações frequentes.

Enquanto isso, embora não esteja na costa, a Cidade do México está afundando a impressionantes 50 centímetros por ano, graças à drenagem dos aquíferos subterrâneos pelos espanhóis quando a ocuparam como colônia.

A pesquisa sugere que pode levar mais 150 anos até que o afundamento pare.

Mas são as cidades costeiras o foco do estudo de D'Hondt e seus colegas. Uma grande parte de Semarang na Indonésia, por exemplo, está afundando de 2 a 3 cm por ano, enquanto uma área significativa no norte de Tampa Bay, na Flórida, está afundando 6 mm anualmente.

Algum nível dessa subsidência acontece naturalmente, diz Wei. No entanto, pode ser muito acelerado pelos humanos – não apenas pela carga de nossos edifícios, mas também pela nossa extração de água subterrânea e nossa produção de petróleo e gás em profundidade.

A contribuição relativa de cada um desses fenômenos, diz Wei, "varia de lugar para lugar, tornando uma tarefa desafiadora entender e abordar a subsidência costeira".

Vista aérea da Cidade do México

CRÉDITO,GETTY IMAGES

Legenda da foto,

À medida que o ambiente construído pelo homem continua crescendo, ele adiciona pressão ao solo e à rocha abaixo, o que pode levar à subsidência

Mas devemos lidar com isso. A subida da água causa estragos muito antes de começar a bater nas barreiras contra as cheias: é uma maré alta que afunda todos os barcos.

Os primeiros efeitos de uma elevação relativa do nível do mar, diz D'Hondt, ocorrem abaixo da superfície.

"Você tem linhas de serviço enterradas, infraestrutura enterrada, fundações para edifícios e, em seguida, a água do mar começa a trabalhar com essas coisas muito antes de você vê-las acima do solo." À medida que isso acontece, as tempestades levam a água cada vez mais para dentro das cidades.

As soluções variam de acordo com as causas locais de subsidência.

Uma abordagem óbvia, embora com seus próprios problemas, é parar de construir. Como explica Parsons, o assentamento do solo sob os edifícios "geralmente é concluído um ou dois anos após a construção". Embora grande parte da cidade de Nova York tenha um leito rochoso de xisto, mármore e gnaisse, essas rochas têm um grau de elasticidade e fraturas que respondem por parte da subsidência. Mas o solo rico em argila e os materiais de preenchimento artificial que são particularmente predominantes na parte baixa de Manhattan podem causar algumas das maiores quantidades de subsidência, dizem Parsons e seus colegas. Portanto, garantir que os maiores edifícios estejam posicionados no leito rochoso mais sólido pode ajudar a reduzir a tendência de queda.

Outra solução, pelo menos para alguns lugares, é retardar a retirada de água subterrânea e a extração de aquíferos. Parsons e seus colegas alertam que o aumento da urbanização provavelmente aumentará a quantidade de água subterrânea sendo extraída, além de estar combinada com ainda mais construções para lidar com o crescimento da população. Encontrar formas mais sustentáveis de suprir as necessidades de água da cidade e manter os níveis dos lençóis freáticos pode ajudar.

No entanto, a abordagem mais comum é um programa confuso e imperfeito de construção e manutenção de defesas contra inundações, como paredes marítimas. A adaptação de Tóquio à subsidência de terras tem duas vertentes. A cidade construiu estruturas físicas como diques de concreto, paredões, estações de bombeamento e comportas. Esses são combinados com medidas sociais como ensaios de evacuação e um sistema de alerta.

Algum nível dessa subsidência ocorre naturalmente, mas pode ser bastante acelerado pelos seres humanos – não apenas pela carga de nossos edifícios, mas também pela extração de águas subterrâneas e nossa produção de petróleo e gás em camadas profundas.

Às vezes, são os próprios moradores que intervêm. Um estudo de 2021 documentou como os residentes de Jacarta, Manila e Ho Chi Minh City tomaram suas próprias medidas informais. Isso inclui elevar pisos, mover eletrodomésticos e, em Manila, construir pontes improvisadas entre casas em áreas pantanosas.

Outras ferramentas úteis incluem tanques de atenuação: grandes reservatórios que ficam no subsolo e liberam águas pluviais em uma taxa controlada e lenta. Martin Lambley, um especialista em drenagem da fabricante de tubos Wavin, diz que os tanques de atenuação devem ser combinados com elementos naturais como lagoas, sumidouros (poços de cascalho dos quais a água escoa lentamente) e valas (bacias pantanosas).

"Os desafios que enfrentamos hoje diferem drasticamente de quando os esgotos urbanos e sistemas de drenagem foram introduzidos pela primeira vez", diz ele.

Podemos ver soluções mais inovadoras à medida que as águas sobem. Em 2019, a ONU realizou uma mesa redonda sobre cidades sobre as águas, que podem assumir a forma de estruturas flutuantes.

Finalmente, interromper a mudança climática eliminando as emissões de gases de efeito estufa impediria ou retardaria pelo menos parte do derretimento das calotas polares, retardando o aumento do nível do mar.

"Acho que os governos precisam se preocupar", diz D'Hondt. "Se eles não querem ter uma perda maciça de infraestrutura e capacidade econômica em algumas décadas, precisam começar a planejar agora."

Nascimento de três fêmeas de leão da montanha renova esperança para sobrevivência da espécie

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Nascimento de três fêmeas de leão da montanha renova esperança para sobrevivência da espécie

Nascimento de três fêmeas de leão da montanha renova esperança para sobrevivência da espécie

O ano passado foi trágico para a população de leões da montanha (Puma concolor) na região de Santa Mônica, em Los Angeles, na Califórnia. Quinze indivíduos morreram, a maioria deles em colisões com veículos. E no final de 2022, autoridades locais decidiram sacrificar P-22, o macho que era um símbolo da preservação da espécie no estado.

Mas a descoberta de três filhotes fêmeas numa toca em Simi Hills renova as esperanças de biólogos, que há anos monitoram a espécie nessa área, cortada por diversas rodovias, com tráfego intenso.

As pequenas leões da montanha são filhas de P-77 (todos os animais são identificados através da letra P e um número). As fêmeas têm cerca de um mês de vida e parecem bem de saúde.

“Será interessante ver como essas filhotes irão explorar esse ambiente quando ficarem mais velhas e se dispersarem, principalmente se decidirem ficar em Simi Hills ou atravessar rodovias para entrar em áreas naturais maiores”, diz Jeff Sikich, biólogo chefe dos estudos de campo do leão da montanha do Serviço Nacional de Parques dos Estados Unidos. “É encorajador ver a reprodução em nossa pequena população de leões da montanha, especialmente depois de todas as mortes que documentamos no ano passado”.

A visita à toca é feita pelos biólogos sempre que a mãe sai em busca de alimentos ou para descansar. Um profissional fica monitorando a localização da fêmea através de sinais de rádio – P-77 ganhou um deles quando foi capturada no passado -, enquanto os demais conferem os filhotes.

Em menos de uma hora, a saúde, peso e tamanho dos animais são checados e se faz a confirmação do sexo de cada um. Os filhotes recebem ainda uma espécie de etiqueta colorida e com número, na orelha, para facilitar sua identificação futura, seja através de captura, ou imagens obtidas com armadilhas fotográficas.

Desde 2002, o Serviço Nacional de Parques estuda o leão das montanha de Santa Mônica e arredores para determinar como ele sobrevive em um ambiente fragmentado e urbanizado.

Nascimento de três fêmeas de leão da montanha renova esperança para sobrevivência da espécie

As filhotes são todas fêmeas
(Foto: divulgação National Park Service)

Espécie nativa das Américas, o leão da montanha também é chamado de puma e no Brasil é mais conhecido como onça-parda ou suçuarana. É o mamífero terrestre com a distribuição geográfica mais ampla no continente. Vai do Canadá até o sul do Chile. Seu tamanho varia muito conforme a região onde é encontrado. Machos podem pesar entre 50 e 100 kg. Além de montanhas, podem ser observados em florestas, desertos e planícies.

Esses felinos buscam suas presas durante o período da noite, quando geralmente atacam veados e animais de porte menor. As fêmeas procriam, em geral, a cada dois anos, quando têm entre um e seis filhotes, e ficam ao lado deles por cerca de um ano e meio.

A maior passarela do mundo para travessia de animais

Em abril de 2022 começou a construção do viaduto que passará sobre dez pistas de uma rodovia, por onde passam, diariamente cerca de 300 mil veículos. A obra gigantesca, que garantirá a travessia de animais sobre uma das estradas mais movimentadas da Califórnia, deve ficar pronta este ano.

A passarela está sendo erguida sobre a US Highway 101, na região de Agoura Hills, em Santa Monica, terá quase 65 metros e será coberta com vegetação e árvores nativas.

Batizada de Wallis Annenberg Wildlife Crossing, a travessia será importantíssima não apenas para a proteção do leão da montanha, mas também gatos-selvagens, coiotes, veados e uma série de outros animais (leia mais aqui).

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Foto de abertura: divulgação National Park Service

sexta-feira, 26 de maio de 2023

“Esquartejamento do meio ambiente é tiro no pé” declaram quase 800 entidades em manifesto contra a boiada da MP 1154

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“Esquartejamento do meio ambiente é tiro no pé” declaram quase 800 entidades em manifesto contra a boiada da MP 1154

Na tarde desta quinta-feira, 25/5, representantes de organizações da sociedade civil enviaram a lideranças do Congresso Nacional um manifesto assinado por 790 entidades contra o substitutivo para a Medida Provisória (MP) 1.154aprovado ontem pela Comissão Mista.

Entre as centenas de adesões, estão ONGs que trabalham com meio ambiente e clima, representações indígenasmovimentos sociaissociedades científicas, organizações corporativas e entidades do setor privado.

Veja aqui a íntegra do manifesto e a lista de apoiadores.

O documento aponta as alterações a serem feitas, de maneira a corrigir os efeitos devastadores do substitutivo no Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e no Ministério dos Povos Indígenas (MPI).

O propósito é sensibilizar deputados e senadores para que promovam as mudanças em plenário.

Essencialmente, são quatro os pontos que precisam voltar à redação original da MP:
– gestão do Cadastro Ambiental Rural (CAR) pelo MMA;
– coordenação pela pasta do Meio Ambiente do Sistema Nacional de Gestão de Recursos Hídricos (SIGRH) e da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA);
– manutenção do poder do MMA relativo aos sistemas de informações sobre os serviços públicos de saneamento básico, gestão de resíduos sólidos e gerenciamento de recursos hídricos; e
– competência do MPI para demarcação de Terras Indígenas.

O manifesto salienta: “Votar a favor desses equívocos significa apoiar a diminuição da capacidade de o Brasil combater o desmatamento, principal fonte nacional de emissões de Gases de Efeito Estufa – GEE, de assegurar o equilíbrio no uso múltiplo das águas e de garantir a efetividade dos direitos constitucionais dos povos indígenas e a tutela dos direitos humanos”.

E o texto finaliza: “Não há qualquer razão administrativa que justifique o esquartejamento do MMA e a redução de poder do MPI.”

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Este texto foi publicado originalmente no site do Observatório do Clima em 25/5/2023

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Castores serão reintroduzidos em parque de Londres após 400 anos

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Castores serão reintroduzidos em parque de Londres após 400 anos

Castores serão reintroduzidos em parque de Londres após 400 anos

Castores são grandes roedores semiaquáticos nativos do Hemisfério Norte. Encontrados em abundâncias no passado em países da Europa e Ásia, foram caçados até a extinção em muitos lugares para atender à demanda por sua pele e carne. No século XVI, eles já não eram mais avistados no Reino Unido.

Uma das principais características desses animais herbívoros é que, com seus grandes dentes laranjas que nunca param de crescer, eles comem cascas, galhos e folhas de árvores, e ao fazer isso, acabam criando pequenas represas e lagos em cursos d’água, o que oferece habitat para outras espécies e ainda, diminui a força do fluxo da água em rios e dessa maneira, controle enchentes.

Em um grande projeto de reintrodução de espécies no Reino Unido e também, em áreas urbanas de Londres, um casal de castores será solto em Paradise Fields, em Ealing, pela primeira vez, após não serem mais vistos nessa região há 400 anos.

A iniciativa Rewild London Fund foi aprovada no ano passado e prevê um investimento de £850 mil, mais de R$ 5 milhões, em projetos de reintrodução de espécies como o castor, mas também morcegos e abelhas, em diferentes áreas da capital inglesa.

No ano passado, castores foram declarados espécie protegida na Inglaterra, o que torna ilegal matá-los ou feri-los.

“Estamos enfrentando emergências climáticas e ecológicas em todo o mundo, que ameaçam ainda mais nossa capacidade de sobreviver em nosso planeta. Apesar dos danos infligidos ao mundo natural, temos o poder de fazer reparações e estou empenhado em garantir que Londres esteja na vanguarda dos esforços para reverter as tendências de declínio da biodiversidade e destruição da natureza”, afirmou o prefeito Sadiq Khan.

Ainda segundo ele, um investimento adicional de £1 milhão será feito ao fundo ambiental para estimular o desenvolvimento de mais iniciativas de recuperação de áreas degradas e reintrodução de novas espécies.

“É uma maneira de criar ecossistemas mais saudáveis e permitir que humanos e animais selvagens vivam juntos de forma mais harmoniosa”, diz Khan.

Os castores são considerados os segundos maiores roedores do mundo, ficando atrás apenas, em tamanho, das capivaras. Eles podem medir até 1 metro de comprimento e apenas o rabo possui entre 30 e 40 cm. Podem pesar até 30 kg.

Esses animais são exímios nadadores, conseguem percorrer até 8 km por hora, mais do que o dobro da velocidade atingida pelos seres humanos na água. Além disso ficam submersos por até 15 minutos, segurando a respiração. Castores têm uma terceira pálpebra, transparente, que protege seus olhos.

*Com informações do Natural History MuseumWWF e The Guardian

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Foto de abertura: