terça-feira, 7 de janeiro de 2014

"Democracia participativa " estilo PT ( Ou como o PT faz para fraudar as audiencias publicas).

MENSAGEM ENCAMINHADA AO DEPUTADO ROBERIO NEGREIROS

Senhor,


Sou moradora do Park Way desde 2002. Escolhi morar nesse local para usufruir das características dessa região com muita área verde, baixa densidade habitacional e ausência de comércio. 

Nesse sentido, quero me posicionar VEEMENTEMENTE CONTRA  a autorização de comércio ou quaisquer outras atividades que não sejam estritamente residenciais para essa região. 
 
Além disso, quero registrar meu descontentamento em relação à condução da questão.
Por ocasião das conferências das cidade etapas locais, fiquei revoltada ao descobrir que qualquer pessoa poderia se inscrever para participar do processo e deliberar. Nesse sentido, o que assisti na ocasião do PDL do Park Way foi uma palhaçada. 

A esmagadora maioria dos presentes, trazidos em ônibus (contei 3!)  pelos pseudo empresários que atuam no Park Way, uma verdadeira claque, deliberou em detrimento dos moradores.  

A meu ver, apenas os moradores poderiam ter poder de decisão e em nenhum momento os empregados desses que atuam ilegalmente nessa área, poderiam participar. 


Muito menos com poder de voto. Não é de se estranhar a baixa adesão da comunidade, revoltada diante dessa esculhambação chamada de democrática e participativa. 

Não dá para ter seriedade quando inexistem critérios de legitimidade nos processos de participação. E o pior, na última quinta feira, dia de semana à noite, foram deliberadas questões pautadas nos interesses dos ilegais que se fizerem presentes, em detrimento dos interesses dos próprios moradores!!!!!!(Viva a ilegalidade!). 
Posso afirmar que a maioria dos moradores não quer a alteração dos padrões pré existentes, a despeito daqueles que alardeiam o contrário, aos gritos e se dizem do Park Way. 


Apenas os moradores definitivos representam o PW. 

Esses que estão aí no grito impondo seus interesses, representam, tão somente, os interesses da atuação ilegal desses que se declaram empresários e ainda, os invasores de terra e os aspirantes a políticos, que veem na região uma mina de ouro.


Então, como moradora efetiva e proprietária LEGAL de lote no PW, há mais de dez anos, manifesto-me contrariamente à adoção de quaisquer medidas que venham tirar o caráter estritamente residencial do PW.

NÃO AO COMÉRCIO!
NÃO À PERMISSÃO DE USO COMERCIAL DENTRO DOS LOTES!
NÃO À FRAGMENTAÇÃO DESSA ÁREA!
NÃO À ALTERAÇÃO DOS GABARITOS!

Moradora do Park Way

Sobre as Audiencias Publicas organizadas pela SEDHAB para destruir o Park Way.Ou "O Circo da SEDHAB".

"Colegas

Acredito que essas coisas são mesmo propositais. Penso que a estratégia é que a gente canse e vá embora ou fique indignado e se retire do recinto.

Em ambas as situações deixaremos espaço livre para a legitimação de interesses escusos e pouco representativos da comunidade, mas aprovados (e legitimados!) de forma "democrática" por aqueles que não tem nada a perder.

Ao contrário, tem a ganhar com a fragmentação da imensa área do PW, com a implementação de todo o tipo de atividade pseudo disfarçada de empresarial. O imbróglio da participação social e sua representatividade e legitimidade perante a comunidade que habita o PW já nasce errada.

 Desde os primórdios da articulação já se permitia a participação de qualquer um. Isso mesmo, qualquer um. E o que vimos no encontro da Vargem Bonita foi bem isso mesmo. A marginalidade,no sentido literal da palavra (afinal se a área é estritamente residencial, tudo o q não é residência, é marginal!), se articulou e bancou uma claque, que ganhou de modo vergonhoso um "assento formal" na conferência das cidades que , ao meu ver, é mais uma das palhaçadas que são feitas em nome de uma falsa democracia, sob a falsa ideia de mobilização e participação social, pela simples premissa de que o mecanismo de eleição dos participantes é ridiculamente absurdo.

Por outro lado nossa ausência favoreceria a atuação do capital imobiliário/especulativo, da indústria da construção civil, dos pseudo empresários, dos donos de casa de festas...então, temos que ser - pelo menos- uma pedra no sapato. E como dizia meu pai "vai q dá um azar e ganha"!

Brincadeiras à parte, essa minha manifestação (confesso q não tenho muita paciência p ficar escrevendo no forum, embora leia todas as mensagens) é de agradecimento àqueles que foram lá me representar. Aqueles que trabalharam e trabalham em prol dos interesses dos moradores do PW, da manutenção da qualidade de vida nesse lugar, da integridade física desse ambiente, frágil. E lembrar-lhes que não temos muita alternativa a não ser participar da luta.
Um abraço respeitoso"



Às vesperas da Copa pontes e viadutos do DF ameaçam desabar!Parabéns GDF!!!!

Pontes e viadutos: Dez anos à espera de uma atitude

Todas as edificações do tipo no DF precisam de reforma e manutenção preventiva, alerta especialista

Carla Rodrigues e Ludmila Rocha
redacao@jornaldebrasilia.com.br


O prazo de validade da  manutenção nas pontes e viadutos do Distrito Federal está vencido. A constatação foi feita após o susto na Ponte Costa e Silva, que teve suas placas de proteção rompidas supostamente após um acidente de trânsito. A pista já foi liberada pelo Detran, mas a  ruptura acendeu sinal de alerta no que diz respeito à conservação das edificações da cidade. Há pelo menos dez anos que as rachaduras, trincas e corrosões nas estruturas são de conhecimento da Secretaria de Obras. Porém, até hoje nada foi feito. 
 A constatação é do  professor da Faculdade de Engenharia da Universidade de Brasília (UnB) e especialista na área, Dickran Berberian.  

Segundo levantamento feito pelo docente, todas as pontes e viadutos do DF necessitam de reparos urgentes e, principalmente, de uma agenda de manutenção preventiva. “Apesar de as pessoas dizerem que essas estruturas podem cair de repente, todas elas dão sinais dos problemas. E, quando eles aparecem, é necessário consertá-las”, afirma. 

 O professor aponta que pelo menos 706 obras da capital, entre prédios, pontes, viadutos e marquises, estão “doentes”, necessitando de reparos há anos. A equipe do Jornal de Brasília acompanhou Dickran até a Ponte do Bragueto, construção que, segundo ele, está avisando: “estou mal”. “Essa é a obra em pior estado entre as pontes. Ela tem vários problemas visíveis, que não são estruturais, mas foram causados por colisões e pela ausência de reparos”, avalia. 

 Entre os problemas apontados na Ponte do Bragueto estão a corrosão das ferragens, tubos e as visíveis trincas, que, esclarece o docente, “são mais letais do que os buracos, pois a partir delas, toda a estrutura começa a se romper”.

Buracos

A via, que funciona como   ligação entre o Plano Piloto e outras regiões ao norte do DF, apresenta ainda buracos no teto, que a cada dia aumentam mais. “Há dois anos, uma equipe da Novacap veio avaliar o local. Acredito que  eles assumiram o risco de não iniciar as reformas imediatamente. Ou seja,  acham que a estrutura suporta mais tempo, mas, repito, isso faz dois anos”, diz.

Condição das estruturas
Ponte Costa e Silva 
 Trincas e rachaduras na base. Fissuras com mais de 3 cm de espessura na  estrutura de apoio em uma das margens. Solapamento parcial de aterro, o que pode ocasionar descalçamento da laje de transição.
Ponte das Garças   
 Pilares de apoio com segregação. A ponte apresenta desplacamento do concreto entre as pistas.
Ponte do Bragueto 
 Ponte com alto volume de tráfego apresenta pontos de carbonatação, armaduras expostas e buraco provocado por batida de caminhão.
Ponte JK 
 Rachaduras e trincas. Em 2011 a Ponte JK também foi interditada. Na época, a falha não foi confirmada, mas em nota, a  Novacap afirmou que o desnível foi constatado na região da junta de dilatação.
Cabos cedem aos poucos
Outro cartão-postal da cidade, a Ponte JK, que chegou a ser interditada em 2011 devido a um desnível no piso, ainda apresenta problemas aparentes, diz o professor Dickran Berberian, da UnB. “Não é nada grave, que seja um risco à população, mas insisto na questão dos cabos de aço, que não estão mais suportando o peso, eles estão cedendo aos poucos”, alerta. Além disso, a estrutura sofre com o desplacamento do concreto e alguns pontos de infiltração. Por dia,  trafegam no ponto mais de 20 mil veículos. 
 A Costa e Silva, que assustou  a população no fim de semana com a ruptura das placas de proteção, tem fissuras, trincas e rachaduras. “Problemas que podem ser solucionados com uma manutenção corretiva”, constata Dickran. Os 400 metros de extensão  têm estrutura metálica, o que indica, segundo o docente, necessidade de reforços com intervalos de três a cinco anos. 
Garças
 A mais antiga das obras, a Ponte das Garças, também está na lista das obras abandonadas pelo governo. Em 2005, uma pesquisa do Sindicato dos Arquitetos do DF  destacou as reformas necessárias no local, que, além de tudo, sofre com a sujeira na parte inferior da estrutura. Em 2011, novamente, a entidade reiterou os problemas nesta   e em outras vias. “Agora, a ponte apresenta desplacamento do concreto, sujeito a acidentes com pedestres”, expõe o documento. 
 
Não há calendário para reforma
 Em resposta aos questionamentos sobre a manutenção preventiva e corretiva das pontes e marquises da cidade, a Companhia Urbanizado da Nova Capital do Brasil (Novacap) enviou nota informando a conclusão do serviço de reparo nas barreiras de proteção lateral da Ponte Costa e Silva. Além disso, em resposta sucinta, a assessoria de imprensa do órgão afirmou que “a Ponte JK tem contrato de monitoramento há cinco anos. Já a Costa e Silva e a Ponte das Garças aguardam a criação de uma comissão para recuperação estrutural delas”.
 A nova comissão, que chegou a ser anunciada também pelo docente Dickran Berberian, deve, inclusive, fazer a vistoria técnica das  Galeria dos Estados e do Trabalhador, e de outras importantes obras da cidade, que há tempos aguardam por atenção. O órgão disse ainda que é “o pedreiro das reformas. Boa parte das reformas depende, principalmente, da Secretaria de Obras”. O valor aproximado para os reparos é de R$ 90 milhões. 
Sem datas
 Procurado, o secretário de Obras, David José de Matos, reconheceu a falta de calendário para as manutenções, tanto preventivas quanto corretivas. “Não tem calendário. Fazemos conforme a necessidade. À  medida em que a gente percebe os desgastes, fazemos a manutenção”, explicou. Entretanto, não ficaram claras as razões que levam o órgão a não ter uma agenda permanente de reparos.
 “O DF passou muito tempo sem fazer reparos sistêmicos nessas obras. Agora que começamos a ter isso, por isso essas obras necessitam de corretivos agora”, completou o responsável pela pasta. Ainda de acordo com Matos, há, hoje, 22 locais com previsão de manutenções preventivas ou corretivas. 
 Sobre o atual estado da Ponte do Bragueto, o secretário apenas informou que “o DER já havia anunciado, no ano passado, a construção de uma ponte paralela à obra, para depois recuperá-la”. Contudo,  a licitação para a reforma ainda não foi concluída e o  projeto continua parado, sem expectativas de início e conclusão. O Departamento de Estradas de Rodagem não retornou o contato da equipe do JBr. até o fechamento desta edição.  
Costa e Silva
Técnicos da  Novacap  fizeram reparos na Ponte Costa e Silva. Durante toda a manhã, eles guincharam as placas que haviam sido deslocadas, retiraram pedras e outros resíduos e as recolocaram no lugar. 
 No domingo, o rompimento das placas - que cobrem a tubulação de água que passa pela passarela da ponte - fez com que o Corpo de Bombeiros fosse chamado para isolar a faixa próxima ao local afetado. 
Ponto de Vista
Docente do Departamento de Engenharia Civil da UnB, Guilherme Sales Melo avalia que “dentre os principais problemas das pontes está a durabilidade das estruturas, que requerem manutenção preventiva, para que pequenos problemas não se tornem grandes problemas”. “Manter as estruturas assim é um risco”, completa o colega   Dickran Berberian.
Novacap minimiza incidente
Segundo o presidente da Novacap, Nilson Martorelli, somente laudos técnicos irão comprovar a origem do problema na Ponte Costa e Silva, mas,  ao que tudo indica, o deslocamento das placas de proteção da tubulação da ponte foi causado pelo choque de um veículo.
De acordo com Martorelli, porém, o problema foi simples e não comprometeu a estrutura. “Moro perto daqui, passei pelo local no domingo e identifiquei o problema. Só não tomamos medidas durante o final de semana porque precisávamos de um caminhão muque (com guincho acoplado) que só estaria à disposição na segunda-feira”, disse.
Ele explicou  que não é possível prever problemas deste tipo e que não acredita que a situação tenha sido ocasionada pelo rompimento de juntas de dilatação, que oscilam de acordo com a temperatura, como havia sido sondado anteriormente. Isso porque, segundo Martorelli, “a dilatação causa outros danos. Se fosse isso, o asfalto e os arredores também teriam sido afetados”.
Ele garantiu que a companhia já está contratando   empresas para monitorar as condições das pontes. 
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília


Diga não ao COMÉRCIO no Park Way!



Prezados,

As propagandas sub- reptícias sobre comércio já começaram! O Governo, os especuladores imobiliários, alguns poucos habitantes mal intencionados, querem convencer a população a implantar comercio no Park Way a tempo de incluir na Lei de Uso e Ocupação do Solo- LUOS.

Além disso, daqui a 2 anos será época de revisão do PDOT- Plano de Desenvolvimento Territorial e eu soube-- por fonte segura-- que o Governo quer separar as quadras de 01 a 05 do Park Way e transformar o local em Águas Claras. Ou em Arniqueira. Parece até que as plantas de prédios de 22 andares já estão sendo elaboradas! Para tanto precisa de votos, mas, como morador dificilmente vai votar pela construção de prédios e pelo conseqüente  adensamento populacional do Park Way, precisa do voto dos comerciantes.

A propaganda é sub-reptícia.

Fotos de vovós boazinhas, meigas, que afirmam à imprensa que adoram o Park Way, mas que gostariam de poder contar com um comerciozinho pequeno, básico, pertinho da casa delas, onde elas pudessem ir a pé comprar o leitinho dos netinhos, o lanchinho das criancinhas (vocês conhecem o engodo, a ladainha), já começaram a circular.

Um pãozinho, fresco, uma padaria pequena, limpinha, que mal pode fazer?

Se vocês procurarem na memória vão se recordar que as grandes destruições feitas pelo Governo começaram assim. No diminutivo.No eufemismo: um pedacinho da Amazônia, um cantinho da Floresta Atlântica, um matinho do Cerrado, um prediozinho de poucos andares no Guará, ou em Águas Claras, uma invasãozinha apenas de catadores de lixo no Parque Nacional...

Comerciozinho, leitinho, lanchinho para as criancinhas, invasãozinha, e assim o monstro começa a ser gerado. A padaria se multiplica, seus donos querem mais lucro para tanto precisam de mais clientes, mas como fazer? As frações são poucas, os lotes gigantescos mas pouco habitados em nome da preservação ambiental.Mas comerciante não quer saber de preservação ambiental e pleiteiam, junto ao Governo, o adensamento populacional do Park Way! 

Votam, com a ajuda do Sindicato da categoria, na Conferencia das Cidades, a SEDHAB conforme o hábito, ajuda a manipular o resultado das votações permitindo que tragam ônibus cheios de representantes da classe para votar, para burlar os moradores, fraudar as eleições, superando, em número, os votos dos moradores contrários ao adensamento populacional, à construção de prédios, à licitação das areas verdes.

Denunciados pelos moradores escandalizados com o engodo, os comerciantes se fazem de vítimas, justificam a fraude sob a alegação de que precisam sustentar suas famílias, reclamam para o Governador..."afinal pagamos impostos!"

E não adianta querer “amarrar”, controlar o comercio. Moradores ingênuos, mal informados, ludibriados por aqueles que querem obter vantagens econômicas à custa da qualidade de vida no Park Way, insistem que o problema poderá ser resolvido através da imposição de normas, regulamentos, restrições, proibindo a mudança de destinação, proibindo a futura padaria de virar Casa de Chope, a farmácia de virar motel ou proibindo a construção de quitinetes sobre a futura pet shop.

Ora, o Lago Sul não conseguiu controlar o comercio, nem o Lago Norte. Tampouco o Plano Piloto, apesar de ter sua área tombada pela UNESCO. Vejam a briga pelas pousadas nas 700!!

Ouvi recentemente na CBN que a presidente da Associação Comercial-DF apresentou um projeto na CL-DF apontando, como sugestão de estacionamentos, as áreas verdes das 100, 200 300 e 400, desocupadas para facilitar o acesso aos usuários do comércio local. Já imaginaram a Ilha de Calor que essa iniciativa irá gerar?


Não existe no DF atualmente comercio controlado!Que obedeça aos regulamentos!. Sem Plano Diretor Local que o Governo Arruda nos tirou. Com a falta de fiscalização que existe. Sem participação ativa da sociedade no processo de governança. Sem haver um conselho da APA Gama Cabeça-de-Veado que seja deliberativo e não consultivo, quem de fato acredita em Comércio Organizado??? Parece até o termo usado pelo GDF quando fez o PDOT de 1997 e criou a pérola de "área prioritária para monitoramento". Como se apenas aquelas áreas precisassem ser monitoradas. Sabe o que ocorreu??? As áreas monitoradas são, hoje, ...os condomínios do Colorado!!!

Todos vocês estão cientes, as leis, as restrições, as normas, no Brasil, só servem para serem descumpridas. Violadas. E o exemplo é dado pelo próprio Governo, através de sua grileira oficial, a TERRACAP, que desmatou a área verde do conjunto 01, da quadra 14, apesar de decisão contraria do MP e do TJDFT.

Se leis, determinações, regulamentos no Brasil fossem levados a sério, fossem obedecidos, aquele boteco que vende bebida alcoólica para menores de idade, localizado ao lado da feirinha da Quadra 14, já teria sido retirado. As invasões já teriam sido expulsas, o Setor Noroeste não existiria, na 901 não seriam construídos hotéis e os corruptos do Governo já teriam perdido o mandato. Mas não é isso que acontece, não é?

Infelizmente existem também os moradores mal intencionados, aqueles que querem lucrar com um eventual adensamento do Park Way, como os especuladores imobiliários que compraram vários lotes no Park Way não para morar, mas para especular, os proprietários de Casas de Festas e; --essa é a parte mais triste-- alguns arquitetos- urbanistas que gostariam de vender projetos arquitetônicos de centros comerciais à SEDHAB:” projetos arquitetônicos para realizar intervenções de infraestrutura na dinâmica urbana do Park Way”.  Fui abordada por um deles durante a Conferencia das Cidades.Esses são, em minha opinião, os mais cruéis pois, como urbanistas, sabem que a implantação de comercio significa o fim da qualidade de vida no Park Way, o fim do Park Way como conhecemos agora, mas insistem na implantação de um “comercio pequeno, fácil de ser controlado”, como se isso fosse possível, simplesmente por estarem interessados no lucro da venda de seus projetos ao Governo.

Amigos,

A SEDHAB está querendo adensar o Park Way, incluir nossa RA no seu Plano de Desenvolvimento de Habitações Populares. Seus representantes ficam com água na boca quando pensam nos milhares de casas populares que poderão implantar nas nossas enormes e perfeitas áreas verdes que, mesmo sendo queimadas anualmente, conseguem se recuperar.

E comércio, então? Quantas centenas de lojinhas estilo W3 não poderão ser construídas aqui? Quanto imposto para enriquecer o governo e os governantes não poderá ser recolhido?

E quando tudo isso acontecer será que algum morador do Park Way ficará feliz? O que aconteceu com a vovó que queria uma padaria pertinho de casa para comprar  leitinho para os netinhos?

Ela não sai mais de casa porque ficou muito perigoso sair sozinha pelo Park Way. Sobretudo a pé. Afinal a média de assaltos a estabelecimentos comerciais no DF aumentou em 25%, agora é de 20 por dia!

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2012/04/28/i,300053/medo-ronda-os-comercios-de-todo-o-df-apos-aumento-de-roubos-e-furtos.shtml

Assim, no final, quem saiu ganhando?O Governo.

Quem saiu perdendo? Os moradores. Nós!

Pensem nisso!


Flavia Ribeiro da Luz
Presidente da Associação Park Way Residencial

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

O que o brasileiro tem (tinha?) realmente de bom.

Os dois tabus - JOSÉ HORTA MANZANO

CORREIO BRAZILIENSE - 04/01

Desde que o mundo é mundo, a humanidade cultiva dois temas sensíveis: raça e religião. Lidar com eles requer prudência e tato. Evitar acidentes é dever de todos.

Embora a razão de ser de toda religião seja a crença na continuação da vida após a morte física, a diversidade de ritos, dogmas, preceitos, obrigações, proibições é notável. Cada credo tem seu catálogo de regras. O assunto, delicado, é daqueles que se há de tratar com luvas e pinça. Muita guerra já se travou e muita gente já morreu por divergências religiosas.

O Brasil teve sorte. As práticas animistas dos habitantes originários e o aporte de tradições africanas atenuaram a rigidez e o dogmatismo de colonizadores e de imigrantes. Embora nem sempre nos apercebamos disso, é de reconhecer que não padecemos de conflitos religiosos. Vão longe os tempos da Controvérsia de Valladolid, da Inquisição e das conversões forçadas. O afluxo de gente de vários quadrantes incutiu tolerância à índole nacional.

Visto assim do alto, esse traço de nosso caráter pode até parecer banal. Pois não é. Há pontos no globo onde ainda se luta por divergências de fé. Como prova, estão aí a Irlanda do Norte, o Egito, o Sudão, o Tibete.Até na Europa Ocidental, fricções de ordem religiosa obrigam parlamentos a legislar sobre vestimenta feminina - o porte da burca ou do véu islâmico, por exemplo. Em nossas terras, a sunga e o fio dental já cuidaram de banir esses rigores. Nosso problema está resolvido.

O racismo, outro tema sensível, planta raízes nos estratos mais primitivos do subconsciente. É a manifestação da desconfiança que dedicamos aos que não pertencem a nosso clã. Na prática, esse sentimento se exprime por meio da repulsa aos que têm cor de pele diferente da nossa, que não falam nossa língua, que não se comportam como nós. Em resumo: rejeitamos o que foge à norma.

Países onde coexistem etnias diferentes costumam ser palco de fricções. Um nada pode provocar conflitos. Essa intolerância está na raiz de atritos crônicos na Palestina, na Síria, no Iraque, na Índia, na Rússia. Na mesma linha, rebeliões nas periferias francesas e surtos de violência nos EUA nos lembram que a paz racial está longe de ser conquista planetária.

Múltiplos fatores forjaram o Brasil. Temos qualidades de fazer inveja: clima agradável, gente afável, ambiente tolerante, povo acolhedor. Mas arrastamos problemas pesados: corrupção, paternalismo, baixa instrução crônica, gritantes disparidades econômicas.

"Deus é brasileiro", dizemos às vezes. Pois olhe, ainda que não passe de um dito jocoso, o fato é que, até hoje, conseguimos escapar da armadilha dos dois grandes tabus. Costumamos encarar com bonomia a diversidade religiosa de nosso povo. Tem até gente que professa duas religiões! A fé - ou a descrença - de cada um não constitui obstáculo à convivência. Na esfera racial, a intensa miscigenação do povo é a prova maior de que a tolerância e a flexibilidade são a regra, não a exceção. E é melhor assim.

Sabe-se lá por que, de uns anos para cá, o ideal de igualdade e de unidade que alicerça nossa sociedade vem sendo artificialmente solapado. O elenco de normas oficiais passou a dispensar tratamento diferente a determinadas categorias de cidadãos segundo critérios raciais. Cotas e quilombos - noções inexistentes até há pouco tempo - entraram na pauta da modernidade brasileira.

A intenção, apesar de leviana, foi nobre. Já o resultado, a médio prazo, pode escorregar para ladeira perigosa e não prevista. "Discriminação positiva" é conceito ambíguo: positiva ou negativa, discriminação será sempre discriminação. Para subir de um lado, a gangorra tem de descer do outro. A cada vez que um grupo de cidadãos for privilegiado, a lógica elementar ensina que outro grupo será obrigatoriamente defraudado.

Políticas desse jaez trafegam na contramão do processo civilizatório - são danosas para a consolidação de um sentimento de unidade nacional. Pelo contrário, podem atiçar melindres raciais, semear ressentimentos e abalar a concórdia que costumava reinar entre nós.

Se o nível de instrução pública é baixo, que se faça o necessário para elevá-lo. Dar como favas contadas que alguns são menos instruídos que outros unicamente por terem cor de pele diferente é generalização barata, uma falácia, uma ofensa. Estamos cutucando a onça com vara curta. Cuidado, ela pode se enervar! Que a aragem leve do novo ano sopre sabedoria a nosso legislador. Mais vale recuar enquanto é tempo.

Vai ser "divertido" viver no Brasil em 2014!

André Gustavo Stumpf

Vai ser divertido viver no Brasil em 2014. As previsões chamadas sérias antecipam o pior dos mundos; inflação elevada, contas nacionais em situação difícil, até o emprego pode sofrer. Os videntes também não se entendem. Um deles garante que a presidente Dilma não será reeleita de maneira nenhuma. Outro afirma que ela está reeleita. O fato é que a primeira notícia da área econômica é pesada. A balança comercial teve resultado pavoroso, caiu 86% em relação ao ano passado. O superavit foi de apenas US$ 2,561 bilhões.

O primeiro sinal foi, portanto, revelado. A situação econômica não é nada boa. O governo passou o ano inteiro prometendo melhores números e atacando os críticos que teriam produzido algo parecido com guerra psicológica adversa — expressão muito comum no país dos militares. Contudo, os números insistem em desafiar as projeções. Aliás, as estimativas dos profissionais da economia foram majoritariamente erradas. Eles previam, no início do ano passado, um 2013 muito melhor do que, afinal, aconteceu.

A presidente Dilma Rousseff pode comemorar a ação de seu recentíssimo ministro dos Transportes, César Borges. Ele conseguiu tirar da gaveta cinco leilões de rodovias, realizou as licitações, conseguiu deságios impressionantes e colocou sua experiência de político baiano na rua. Seus conhecimentos de engenharia podem ter auxiliado e também o fato de ter sido um dos membros da famosa equipe de técnicos que trabalhou junto com Antonio Carlos Magalhães. Cesar Borges é, de longe, dentro do governo, a melhor surpresa no quesito concessões rodoviárias. Ele foi além do esperado.

No setor ferrovias, a novela se arrasta porque o sistema encontrado pelos técnicos é surrealista. Não há como atrair investidores que terão que, durante 30 anos, receber pagamentos de uma única fonte do governo. É evidente que o receio de corrupção, atrasos e outros desmandos inviabilizam o modelo. Será necessário repensar tudo. Não valeu o que se produziu por inexperiência, falta de contato com a realidade e desconexão com o interesse dos investidores. Afinal de contas, até as concessões de aeroportos, muito mais complicadas, caminharam por arrancos, mas chegaram ao final do ano com resultados positivos.

Os desafios são magníficos. As eleições presidenciais, se analisadas pelo lado do Partido dos Trabalhadores, são resolvidas no segundo turno. Lula foi aos dois turnos. Dilma também. Então é razoável esperar que, neste ano, em que a disputa será mais apertada, os brasileiros só vão conhecer o novo ou a nova presidente na segunda rodada. Os candidatos estão cautelosos. Eles sabem que o cenário é enganoso. Há uma calma aparente. Mas, depois da tempestade, vem a enchente. Há algo em ebulição e não são apenas os tamborins que estão esquentando. O carnaval cai no início de março. Escolas e universidades já se prepararam para suspender os trabalhos durante a Copa do Mundo. Haverá mais gente disponível para organizar e participar das manifestações de protesto, capazes de desmontar governos e reputações.

O tempero de toda essa massa política será o final do julgamento do mensalão. Vai rolar durante o primeiro semestre. Os jogos da Copa do Mundo vão paralisar o país. Se, ao final, o Brasil for campeão, os políticos deverão fazer de tudo para aparecer bem na foto. Se não, eles desaparecem com a maior naturalidade. O problema é que, logo após o final do campeonato, começa o período da propaganda eleitoral obrigatória. Não há muito tempo para explicações nem considerações. O ano, portanto, começa depois do carnaval e termina em algum momento em maio. Só reaparece, já com ar cansado, em novembro quando o novo tempo na política, qualquer que seja o resultado, vai mostrar a face.

Os tempos estão mudando com tanta velocidade que as pessoas não percebem que o Uruguai liberou o uso da maconha para os cidadãos. O estado norte-americano do Colorado também abriu. Lá todo mundo pode dar um tapa na marijuana sem problemas. Vai custar US$ 12 o cigarro. Outro sinal de mudança é que o The Guardian, de Londres, e vetusto The New York Times, de Nova York, pediram em editorial que Edward Snowden seja anistiado pelo governo norte-americano. Os dois tradicionalíssimos jornais afirmam que o ex-espião não prejudicou ninguém, não revelou assuntos secretos, nem colocou os Estados Unidos em perigo. Ao contrário, ele apenas alertou aos cidadãos que não existe mais neste mundo o conceito de privacidade.

Correio Braziliense

Novo balão do aeroporto deverá ficar pronto até 30 de abril.

Metro Brasilia -3 de janeiro de 2014.

Mobilidade. Novo balão do aeroporto deve ficar pronto até 30 de abril. (Será??)


A obra do balão do aeroporto, que dificulta o trânsito na região desde janeiro de 2013, deverá ser concluída até o final de abril, segundo o GDF.
| HMENON OLIVEIRA/AGÊNCIA BRASÍLIA Obras estão 70% concluídas
 
 
Quando for entregue, o novo complexo viário terá, além do balão principal, duas vias marginais e uma passagem subterrânea.

“É uma obra que faz parte do pacto da Copa do Mundo”, disse ontem o governador em exercício, Tadeu Filippelli, que vistoriou o andamento da construção que vai custar R$ 43 milhões. O mundial começa em junho, mas o governo prevê um aumento no fluxo de turistas e executivos desde o início de maio.

Pelo local, além dos atuais 80 mil veículos que circulam por ali diariamente, vai passar a via exclusiva do Veículo Leve sobre Pneus, que vai ligar a região de Gama e Santa Maria ao Plano Piloto em um corredor expresso.

Criminalidade fora de controle! Bandidos armados fazem arrastão até em hospital particular!!

Criminalidade toma conta de Brasília

11:19:55
Blog do Sombra

Brasiliense vive dias de horror devido ao aumento nos casos de assassinatos, roubos e tráfico de drogas




Carlos Magno

carlosmagno@odistrital.com.br

A crescente onda de criminalidade e violência que assola a Asa Norte e região central de Brasília tem deixado o brasiliense com medo. A recorrência nos casos de assassinatos, roubos à luz do dia, tráfico de drogas próximo às áreas residenciais e prostituição nas vias comerciais tomam conta da cidade e pouca ou nenhuma providência prática tem sido tomada pelo governo até o momento. Desde o início do ano, uma “rotina de violência” levou medo e insegurança aos moradores daquela que já foi uma das áreas mais nobres do Plano Piloto. Nas últimas semanas, o assassinato de um comerciante a sangue frio por menores de idade fugitivos de um centro de semiliberdade foi o estopim para o pedido de socorro daqueles que moram e trabalham na região.

Figurando entre as oito unidades da Federação com maior número de homicídios, latrocínios e lesões seguidas de morte, segundo dados do IBGE e das secretarias de Segurança Pública, o Distrito Federal passa por um momento de perplexidade nesse setor. São assassinatos praticados por menores de idade, crimes resultantes da prostituição e do tráfico de drogas, latrocínio (roubo seguido de morte), e até ocorrência de arrastão em restaurantes durante a noite. A gravidade das ocorrências vem aumentando progressivamente com o passar do tempo.

No dia 29 de março último, Thiago de Almeida Martins, 29 anos, levou dois tiros ao tentar impedir o roubo de um malote de dinheiro. O homem, que trabalhava como segurança de uma loja da quadra 306 Norte, morreu antes de receber socorro. Cerca de dois meses depois, no dia 28 de maio, uma mulher foi encontrada morta com as mãos atadas em um apartamento da quadra 308 Norte. As investigações apontam que Ana Maria Pinto da Costa, 23 anos, seria garota de programa e usava o local do crime para atender clientes.

Pouco mais de um mês depois, no dia 7 de julho, três homens com os rostos cobertos invadiram uma pizzaria da quadra 214 Norte. Armados, eles levaram dinheiro e objetos pessoais dos clientes. Durante o arrastão, os criminosos trancaram as pessoas em uma sala do estabelecimento. No mesmo dia, o canteiro de obras da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Ciência da Informação e Documentação (Face) foi assaltado. Dois homens roubaram aparelhos eletrônicos, quatro cartões de crédito, documentos e cerca de R$ 160.

Os episódios são dignos de filme de terror e não param por aí. No dia 10 de julho, um casal de adolescentes foi baleado depois de um assalto na quadra 706 Norte. Os jovens de 16 anos entregaram o que tinham nos bolsos ao assaltante. Insatisfeito, o bandido efetuou os disparos. Após cirurgias e contando com a ajuda da sorte, os dois tiveram alta médica e não apresentaram sequelas. No dia seguinte, 11 de julho, três homens armados invadiram as portarias de dois blocos residenciais da quadra 109 Norte, renderam os porteiros e levaram aparelhos eletrônicos, celulares e dinheiro. O trio ainda assaltou o posto de gasolina da mesma quadra.

O grito de socorro da população, no entanto, ecoou após os acontecimentos da última semana. Na terça-feira (24) dois bandidos entraram em um laboratório dentro do Brasília Shopping, na Asa Norte, e limparam o cofre. Toda a ação durou menos de três minutos e os ladrões fugiram com R$ 100 mil. A polícia diz que os dois bandidos tinham crachás de acesso ao prédio comercial. Como a recepção não tem detector de metais, os assaltantes passaram pela entrada armados e subiram para o laboratório, que fica localizado no terceiro andar. Imagens do circuito interno mostraram que o ladrão entrou no escritório onde está o cofre, tirou o paletó e esperou uma funcionária colocar os maços de dinheiro em um saco.

Outro crime que chamou a atenção da população foi o praticado no último dia 21, quando o comerciante Sebastião Carneiro de Souza, 52 anos, foi assassinado de forma brutal, em frente ao seu estabelecimento, na quadra 710 Norte, por três adolescentes que, horas antes, tinham deixado uma instituição de semiliberdade para menores infratores, no Gama. Todos esses delitos foram praticados no intervalo de apenas seis meses, de março a agosto deste ano, numa escala crescente de violência.
Levantamento sobre índice de criminalidade por região não é divulgado

A Secretaria de Segurança Pública do DF, por meio de sua assessoria de comunicação, declarou que existe um levantamento sobre o índice de criminalidade por região no DF, mas que o mesmo não pode ser divulgado(!!!)

 Questionado sobre o índice de criminalidade na região da Asa Norte, o assessor do órgão declarou que o cuidado com a não exposição é para evitar qualquer tipo de estigma que possa ser vinculado a logradouros dentro do Plano Piloto, o que poderia desvalorizar imóveis da localidade, por exemplo.  

Contudo, áreas comerciais na Asa Norte continuam sendo usadas como redutos de tráfico e consumo de drogas. Quadras como a 314/315, bem como a 710, são pontos de intensa movimentação, onde usuários e traficantes se concentram entre a comercial e as casas e prédios residenciais. Quase todos os imóveis têm muros altos, alarmes e cercas eletrificadas.

No último mês, policiais militares encontraram, de uma só vez, cerca de 200 pedras de crack em poder de dois adolescentes. O flagrante ocorreu quando a dupla descia de um ônibus e ficou a perambular entre as quadras comerciais e residenciais. A inquietação deles chamou a atenção da Polícia Militar, que os surpreendeu em flagrante.

O tenente Jerônimo Araújo, do Batalhão da Polícia Militar da Asa Norte, admitiu dificuldades no combate à escalada do crack na Asa Norte, mas, segundo ele, a localização da Asa Norte contribui para a proliferação de traficantes e usuários das mais diversas drogas. “O bairro fica próximo ao Varjão do Torto, que recebe muita droga da Bahia, do Nordeste. São fatores como esses que contribuem para o maior número de pontos de tráfico no fim da Asa Norte”, acredita.

Os guardadores de carros que trabalham no local precisam ficar de olhos atentos aos veículos, porque os usuários e mendigos que usam a droga costumam riscar o fósforo para acender o cachimbo da droga na lataria dos carros. “Muitos donos de carros vem nos reclamar que os carros estão arranhados. São eles que acendem o fósforo do cachimbo na lataria”, afirmou Derlânio Farias, um dos guardadores.

Efetivo da Polícia Militar responsável pela Asa Norte é insuficiente

Para os moradores e comerciários da Asa Norte, a preocupação é crescente devido ao quadro de violência e também à quantidade de ocorrências no local. Segundo eles, o efetivo da polícia reservado para a área não tem como fazer um policiamento ostensivo. A segurança compete ao 3º Batalhão de Polícia Militar. A unidade, no entanto, está sobrecarregada, já que também é responsável pelo patrulhamento de outros logradouros dentro do Plano Piloto, como a Vila Planalto, a Granja do Torto, o Setor Militar Urbano e os pontos centrais do lado norte do Plano Piloto. Ao todo, 360 policiais percorrem toda a região.

Os moradores já fizeram abaixo-assinado para o governo, mas nunca são atendidos, segundo eles próprios declaram. O subcomandante do 3º Batalhão da PM, major Giuliano Costa de Oliveira, conta que o quadro organizacional da unidade prevê 600 policiais. “A população da Asa Norte é muito grande. O ideal seria trabalhar com todo o efetivo. Mas nós nos desdobramos para atender a demanda.” Segundo ele, 15 viaturas servem ao 3º BPM.

Para a delegada-chefe da 2ª Delegacia de Polícia da Asa Norte, Mônica Loureiro, o policiamento faz sua parte, mas ela critica a legislação vigente: “As pessoas e a mídia reclamam da falta de policiamento. A PM e a Polícia Civil têm feito um excelente trabalho na Asa Norte, tanto que o número de crimes diminuiu bastante, mas, infelizmente, muitas vezes nós enxugamos gelo, pois apreendemos hoje e, amanhã, eles já estão nas ruas”, afirmou.(!!!)

São muitas as causas apontadas para a violência na Asa Norte. O tráfico e o uso de drogas em invasões estão entre as principais. Segundo o agente de fiscalização da Subsecretaria de Defesa do Solo e da Água (Sudesa), subtenente da Polícia Militar Jorge de Oliveira Braga, é grande o número de entorpecentes apreendidos em operações de retiradas de barracos na região. As áreas descampadas do bairro, preferidas dos mendigos, são alvo de fiscalização toda semana, garante o agente. “Já encontramos cachimbos de crack, maconha, cocaína, entre outras drogas. O problema dos viciados moradores de rua é que eles têm que roubar para sustentar o vício”, afirmou.

Comércio em situação de risco frequente

 Medo e angústia são o que resta para os comerciantes e clientes das comerciais da Asa Norte. A negligência da polícia e a ausência de policiamento nas ruas durante a noite estão entre as principais reclamações. Gerente de panificadora na quadra 307 Norte, Junimar Soares da Cruz, 36 anos, teme ser vítima a qualquer momento dos bandidos. “Se eu reagir, ainda acabo como aquele último”, frisou, se referindo ao comerciante morto por menores dias atrás. Os funcionários de uma padaria na quadra 407 Norte viveram o drama de ter que se jogarem no chão para não serem baleados, em abril último. 

Eles temem a visita desses bandidos a qualquer momento. Na segunda-feira (23), cinco adolescentes do Centro de Atendimento Juvenil Especializado (Caje) fugiram do prédio da unidade de ressocialização, localizado na 916 Norte. Apenas dois dias depois quatro deles tinham sido encontrados e um ainda continuava foragido.

Outra preocupação é o crescimento do número de moradores de rua. A esmola e a caridade alheia é uma das razões para a permanência dessas pessoas nas avenidas mais movimentadas do DF. Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest) existem no DF cerca de duas mil pessoas nessa situação. A quantidade é 40% maior que no mesmo período do ano passado. “A condição de vida que os moradores de rua buscam é baseada no dinheiro recebido por vigiar carro, por exemplo, que é um dinheiro mais fácil, além das doações da população, que acabam incentivando a mendicância”, explica o coordenador de Ações Especiais, Ivanildo Sales.

A chefe do Núcleo Especializado de Abordagem Social em Espaços Públicos da Sedest, Marcela Alcântara, reforça o discurso de Ivanildo. “É preciso que haja uma mudança de cultura por parte da sociedade”, disse.

Resposta do Governo foi dada com a nomeação de policiais concursados

Devido ao clamor popular, a cúpula de segurança foi convocada no início da semana pelo governador Rogério Rosso na residência oficial de Águas Claras. O encontro durou mais de três horas. Desse encontro saiu o anúncio de que o GDF convocaria cerca de 1.350 policiais concursados para trabalhar. A previsão, segundo coletiva após o encontro, é de que o início seja até o fim deste ano. A primeira turma deve ser chamada no decorrer do mês de setembro para participar do curso de treinamento e de capacitação. 

Outra ação do governo foi de reavaliar a escala dos policiais militares. Atualmente, os PMs trabalham um dia e folgam três. Com isso, apenas um quarto do efetivo de cada região fica nas ruas. Outro problema é a grande quantidade de praças e oficiais dentro dos órgãos públicos, fazendo serviços burocráticos. Rosso prometeu estudar cuidadosamente a situação. Além disso, afirmou que pode autorizar novo concurso público para a PMDF nos próximos dias. O efetivo da Polícia Militar é o mesmo desde 2001.

Prostituição e viciados dividem espaço no Plano Piloto 

A prostituição também é uma constante nas madrugadas da Asa Norte, Setor Comercial Sul, Setor Hoteleiro Sul e nos arredores do Conic. A maior parte da concentração de profissionais do sexo na Asa Norte fica na extensão da W3 Norte e nas entrequadras que vão da 310 à 316 Norte. Além disso, é possível ver prostitutas até durante o dia, especificamente depois do almoço, pelo Eixão. Dados da Polícia Civil apontam que o perfil delas é de jovens que residem em quitinetes, três a quatro garotas abrigadas em cada imóvel. Elas são aliciadas nas boates que frequentam.
A equipe de O Distrital visitou a área de prostituição na comercial da quadra 315 Norte. A partir das 21horas, o movimento de mulheres é intenso. Travestis e garotos de programa preferem a madrugada para ocupar as esquinas. As garotas de programa ficam à beira da via, aguardando as abordagens. Algumas recebem chamadas pelo celular. A maioria é jovem, bem trajada e, junto delas, alguns moradores de rua e menores de idade fumam cachimbos de crack.

Estatísticas confirmam caos na segurança pública do DF

 A estatística para a área central de Brasília é assustadora. As asas Sul e Norte concentram quase um quarto do total de roubos e furtos registrados no Distrito Federal entre janeiro e julho deste ano. Das 53.107 ocorrências, o centro de Brasília é o local onde 12.406 casos aconteceram. São 59 crimes desta natureza por dia, o equivalente a cerca de 2,5 por hora. O mais assustador de tudo é que este quadro é de melhoria, ou seja, segundo levantamento da Polícia Civil houve queda de 6% nas infrações registradas no Plano Piloto em relação ao mesmo período do ano passado, que chegou à marca de 13.199 episódios de furto ou roubo. Em todo o DF, a redução atingiu os 13%. Em 2009, 60.711 ocorrências foram abertas até julho.

O pico de crimes notificados no Plano Piloto aconteceu em abril, com 2.115 registros. A Asa Norte, em particular, vem sendo palco desta onda de violência. Em maio e junho, os números baixaram quase 50%, mas voltaram a preocupar em julho, que fechou com 1.815 ocorrências, ou seja, quase 59 furtos ou roubos por dia. Em sete meses, o principal alvo dos bandidos do centro de Brasília foram os pedestres. Desde o início do ano, 5.105 pessoas foram vítimas de furtos e 1.302 tiveram seus pertences tomados por assaltantes armados. Somados, os pedestres correspondem à metade dos registros policiais no período. Os carros também são alvos comuns no Plano Piloto, que é o local mais propenso do DF a esse tipo de crime: já são 1.211 ocorrências, mais que o dobro dos registros em Taguatinga, onde houve 564 furtos. (C.M.)
 

PMs destacam a falta de efetivo para manter policiais nas unidades A depredação de unidades comunitárias de segurança demonstra o abandono da iniciativa criada para dar maior eficiência no combate ao crime


Kelly Almeida-Correio Braziliense

Publicação: 06/01/2014
Dois PCS de Santa Maria foram apedrejados na madrugada de sexta-feira em Santa Maria: um na Quadra 417. (Fotos: Breno Fortes/CB/D.A Press)
Dois PCS de Santa Maria foram apedrejados na madrugada de sexta-feira em Santa Maria: um na Quadra 417.
Se a proposta inicial dos Postos Comunitários de Segurança (PCS), da Polícia Militar, era inibir e coibir a ação de vândalos e bandidos no Distrito Federal, o tempo mostrou que as instalações pouco intimidam os mais ousados. Nos últimos dias, pelo menos quatro unidades foram depredadas e tiveram portas e janelas quebradas. Propostos pelo governo passado e criados em 2008, muitos dos PCS estão abandonados e sucateados. Na semana passada, o Correio percorreu vários deles e detectou o descaso dos locais que deveriam oferecer mais segurança à população. No Guará, por exemplo, o espaço está fechado com correntes e cheio de pichações. Ninguém vê policiais lá dentro há muito tempo.

Armados com pedras e até bombas, vândalos danificam constantemente os postos comunitários. No Riacho Fundo 2, na semana do Natal, pessoas não identificadas picharam o local e direcionaram xingamentos aos policiais militares. No momento da ação, os PMs haviam saído para fazer patrulhamento na região. A tinta preta foi retirada pelos próprios policiais. “É complicado. Se a gente fica dentro do posto, a população fica sem reforço no policiamento. Se a gente vai para o patrulhamento, fazem isso. E com o efetivo que a PM tem hoje, não dá para colocar mais policiais na rua”, conta um militar, que preferiu não ter o nome divulgado.



Se, no Riacho Fundo 2, os policiais conseguiram limpar as marcas dos vândalos, em Santa Maria PMs trabalham ao lado de vidros estilhaçados e de uma rampa quebrada. Na madrugada de sexta-feira, dois PCS foram alvos de vândalos, nas quadras 203 e 417 da região administrativa. Com pedras e uma bomba, quebraram as portas, o corrimão e a rampa de acesso. Em seguida, saíram sem que fossem identificados. Dias antes, outra unidade na mesma região foi danificada. “Quem perde com isso é a população. Agora, com os vidros quebrados, temos que ficar cuidando do posto e não podemos sair para fazer ronda”, disse um policial, que também prefere manter o anonimato. Somente em Santa Maria, pelo menos três unidades estão depredadas. Até o fechamento desta edição, nenhum suspeito havia sido preso.

Precauções contra violência mudam hábitos de moradores do Plano Piloto O assalto que terminou com a morte de bandido na Asa Norte levanta a questão: no Plano Piloto, é preciso ter tanta atenção quanto em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo. A Asa Sul também não escapa dos crimes recorrentes


Correio Braziliense

Amanda Maia
Thiago Soares

Publicação: 06/12/2013 06:00
 
Parar na vaga mais próxima deixou de ser a única preocupação de quem estaciona o carro em Brasília. Encontrar um local movimentado e com boa iluminação é pré-requisito. Procurar por pessoas suspeitas antes de retornar ao veículo, esconder os pertences de valor e evitar andar sozinho tornaram-se hábitos obrigatórios para quem sai de casa.

O Correio mostrou, na edição de ontem, que, de janeiro a outubro de 2013, houve 484 roubos a pedestres e 34 a comércio somente na Asa Norte, onde, na noite de terça-feira, um assaltante tentou render um policial civil no estacionamento da 309 Norte e acabou morto a tiros. Nas lojas do bairro, os furtos também são comuns: foram 224 no mesmo período. Pesquisa da Secretaria Nacional da Segurança Pública do Ministério da Justiça (Senasp/MJ) realizada nas capitais e divulgada ontem revela que 9,3% dos entrevistados do DF foram vítimas de furto de carro, caminhão ou caminhonete. O índice é considerado alto e fica atrás apenas de São Paulo (10,7%) e Rio de Janeiro (11,3%).

Nos 12 meses anteriores à entrevista, 3,1% dos moradores da capital haviam sido alvo de roubo de moto, motocicleta ou lambreta — a taxa mais alta do país. Além disso, o percentual de vítimas de qualquer tipo de roubo no DF (9,07%) é muito próximo ao da capital paulista (9,31%) e de Alagoas (10,46%). A confiança na Polícia Civil está expressa na quantidade de pessoas roubadas que registraram queixa na polícia (54,30%). Na Paraíba, cuja taxa é a menor do país, esse índice cai para 18,4%.

Se a sensação de insegurança e de ausência do poder público ficou mais evidente após o assalto de terça-feira na 309 Norte, na vizinha Asa Sul, várias ocorrências têm mostrado como a população está refém dos bandidos. Ontem, na Quadra 513, uma lotérica foi assaltada no fim da tarde.


 Militar é baleado na cabeça após tentativa de assalto, na 112 Sul Três bandidos perseguiram a vítima que foi atingida quando tentou fugir


Mara Puljiz
Publicação: 04/01/2014 08:23 

Correio Braziliense

Imagem mostra o momento da perícia e a marca do tiro no veículo do militar (Mara Puljiz/CB/D.A.Press)
Imagem mostra o momento da perícia e a marca do tiro no veículo do militar


Um militar da reserva, de 66 anos, levou um tiro na cabeça no momento em que entrava na garagem do prédio onde mora, na 112 Sul. O crime ocorreu por volta das 22h30 dessa sexta-feira (03/1). Três bandidos, que estavam em um Gol vermelho, seguiram a vítima desde quando ela entrou na superquadra. Dois desceram do veículo e anunciaram o assalto assim que o militar acionou o controle para abrir o portão da garagem.

A vítima dirigia um carro modelo i30 e, ao ser atingida, perdeu o controle do automóvel que desceu pela rampa da garagem e atingiu a traseira de uma Sandero. Segundo a polícia, os criminosos queriam roubar o veículo, mas o militar tentou fugir e acelerou. Ele foi levado pelo Corpo de Bombeiros em estado grave ao Hospital de Base. De madrugada, o militar passou por uma cirurgia e os médicos tentavam estabilizá-lo.



O caso é investigado pela 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul). Moradores reclamaram da falta de policiamento ostensivo na região.

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Polícia - Segurança Pública

Domingo, 05 de Janeiro de 2014

Homens armados fazem arrastão em hospital particular do Rio

O Globo
Uma das mais populares redes de hospitais particulares do Rio, a D'Or sofreu um perigoso revés no fim da noite de sábado. Homens armados invadiram a unidade da Quinta, em São Cristóvão, e assaltaram cerca de 20 pessoas entre pacientes, parentes e funcionários. Dinheiro, cartões de crédito e principalmente celulares eram os alvos dos criminosos. Saiba mais.

Segundo testemunhas, os criminosos eram quatro homens. Armados fizeram um arrastão no Hospital Quinta D'Or, em São Cristóvão, na Zona Norte, no fim da noite de sábado. Cerca de 20 clientes e funcionários tiveram dinheiro, celulares e outros pertences roubados. O bando fugiu, levando também a féria do caixa do estacionamento da unidade e o carro de uma médica. Ninguém ficou ferido.

Segundo investigadores da 17ª DP (São Cristóvão), imagens do circuito interno de segurança do hospital já estão sendo analisadas para tentar identificar os criminosos. Na delegacia, funcionários não quiseram dar detalhes da ação por ordem da direção do hospital. O Quinta D'Or ainda não se pronunciou sobre o roubo.


05/01/2014 22h29 - Atualizado em 06/01/2014 13h36

Escutas mostram que ordem de ataques no Maranhão saiu de presídio

Em conversa gravada, preso avisa para a mãe não usar ônibus em São Luís.
Onda de violência teve veículos incendiados e ataques a delegacias.

G1 Maranhão

Escutas telefônicas gravadas com autorização da Justiça mostram que as ordens para os ataques ocorridos no Maranhão partiram de dentro do Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Segundo reportagem do Fantástico, Hilton John Alves Araújo, detido após os ataques, comandou as ações após o pedido de um preso.
A onda de ataques começou depois que uma operação da Tropa de Choque em Pedrinhas, na sexta-feira (3), buscou diminuir as mortes nas unidades prisionais do Maranhão. Até agora, quatro ônibus foram incendiados e duas delegacias foram alvo de tiros em São Luís.
A polícia fechou as saídas da cidade, e mil policias fizeram buscas por toda a capital. Ao todo, 11 pessoas suspeitas foram detidas. Entre elas, Hilton John Alves Araújo, que, segundo a polícia, comandou as ações.

Nas escutas gravadas com autorização judicial e exibidas no Fantástico deste domingo (5), Araújo conversa com um dos presos, identificado pela polícia como Jorge Henrique, que reclama da ocupação do presídio por parte da polícia e da Força Nacional de Segurança. Ele, então, ordena os ataques. "Nós tamos dando um alô geral aí pra todo mundo se organizar. Quando é mais tarde, horário daqueles ataques, novamente pra cima deles. É ônibus, é polícia, é bombeiro, é tudinho, tá ligado (sic)?".

Em seguida, segundo a polícia, Hilton John liga para a mãe dele para alertá-la. "Não vai pegar ônibus hoje nem amanhã. Vai rolar uma chacina em São Luís", diz.
Delegacia da Liberdade, alvejada por bandidos (Foto: Flora Dolores/O Estado)Delegacia da Liberdade, alvo dos criminosos
(Foto: Flora Dolores/O Estado)

O secretário da Segurança Pública do Maranhão, Aluísio Mendes, já havia dito que a ordem para os ataques partiu de presos. "O serviço de inteligência confirmou que esses ataques foram ordenados de dentro dos presídios, inclusive sabemos quem mandou e quem recebeu as ordens. Essa é, na verdade, uma resposta à moralização que estamos fazendo na segurança do sistema penitenciário", afirmou.
Quatro das cinco vítimas dos ataques a ônibus continuam internadas e três ainda correm risco de morte, entre elas a menina Ana Clara, de 6 anos, que teve 98% do corpo queimado. Ela está em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e respira com a ajuda de aparelhos. A irmã dela, Lohana, de 1 ano e meio, já está fora de perigo. O pai das meninas está inconformado.

Ajuda federal

Neste domingo, o Ministério da Justiça ofereceu ao governo do Maranhão vagas em presídios de segurança máxima para transferências de líderes das facções criminosas que estão no complexo de Pedrinhas.
A governadora do Maranhão, Roseana Sarney, ainda não respondeu à oferta do Executivo, o que deverá acontecer nos próximos dias. Se aceitar o auxílio federal, ela será responsável por apontar quais presos serão transferidos para outros locais.
Segundo o Ministério da Justiça, a estratégia que pode ser adotada no Maranhão já foi usada de forma eficaz anteriormente em Santa Catarina, quando foram transferidos vários presos, no início de 2012, justamente para tentar frear uma onda de violência que tomava conta do estado.
Em entrevista coletiva feita na manhã deste domingo, a cúpula da Segurança Pública do Maranhão apresentou dez suspeitos de participar dos ataques a quatro ônibus e à 9ª Delegacia de Polícia ocorridos na sexta-feira (3). No sábado (4), uma delegacia no bairro da Liberdade também foi atacada. O secretário Aluísio Mendes disse que o objetivo dos criminosos era queimar pelo menos 20 ônibus na região metropolitana de São Luís.

Sistema prisonal do Maranhão

Um relatório de inspeção sobre estabelecimentos prisionais do Maranhão, assinado pelo juiz Douglas de Melo Martins e enviado no fim do ano passado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), confirma a "precariedade do sistema prisional maranhense". O governo do estado, segundo o juiz, já recebeu várias indicações da necessidade de estruturar o sistema. O governo do Maranhão contestou parte do relatório.