sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

IRRESPONSÁVEIS 1 – A delinquência intelectual na entrevista de um chefete do PSTU- Reinaldo Azevedo

14/02/2014
às 17:43


Um festival de boçalidade, covardia e prevaricação toma conta do país. Aconteceu o que parecia impossível. Agora estamos discutindo se sair quebrando e incendiando tudo por aí é ou não, em alguma medida, aceitável. Há estupidez em todo canto: na imprensa, no governo, nos partidos de esquerda…

O presidente do PSTU do Rio de Janeiro, por exemplo, um certo Ciro Garcia, resolveu conceder uma entrevista coletiva para negar que o partido tenha vínculos com a violência de rua. Muito bem! Então não tem. Mas o que ele pensa a respeito parece dar pistas do que a sua turma anda a fazer nos bastidores. 

Garcia diz que, se existe financiamento para os black blocs, ele “vem da direita”. É mesmo? Qual direita? Na única lista que veio a público até agora com doações àqueles patriotas, só há esquerdistas. Ou o PSOL se situa à direita no espectro político?

Mas essa ainda uma abjeção leve deste senhor. Referindo-se ao assassinato do cinegrafista Santiago Andrade, afirmou:

“Foi uma ação inconsequente de consequências desastrosas. Não temos nenhuma relação com esses meninos. Não concordamos com a metodologia por acreditarmos que ela serve a própria burguesia, que não quer as pessoas nas ruas. Essa criminalização das pessoas que estão protestando, porém, é intencional para esvaziar as ruas às vésperas da Copa do Mundo”.

Então vou decupar a fala desse valente:

1: para ele, a estratégia só é ruim porque, a seu juízo, serve à burguesia. Não fosse isso, infere-se, seria boa. Não se trata de um repúdio à violência como princípio. Ele só acha que não atende a bons fins. Um gigante moral!

2: Não são meninos.

3: Qual criminalização? Quem está criminalizando o quê? O que é intencional? Será que Santiago Andrade se deixou assassinar apenas para esvaziar as ruas?

A delinquência intelectual dessa gente não tem limites. Segundo esse cara, “a linha editorial da grande mídia é a da espetacularização da violência. Deu-se importância maior ao quebra-quebra do que às reivindicações dos trabalhadores e da juventude”.

Decupo de novo:

1: Ainda que tudo tivesse se resumido ao quebra-quebra, note-se: ele sempre será mais importante do que as reivindicações — já que a imprensa atende aos interesses coletivos, não os de grupos minoritários.

2: Quebra-quebra uma ova! Um homem foi morto, sujeito! Um pai de família teve os miolos estourados por delinquentes disfarçados de manifestantes.

3: Quem é o PSTU para falar em nome “dos trabalhadores e da juventude”? Esse partido não conseguiu até hoje eleger um único representante no Congresso porque se sustenta aparelhando alguns sindicatos e algumas entidades estudantis — e nada mais. 

O povo mesmo nem sabe que existe;  não saberia distinguir o partido de um rato morto.

Por Reinaldo Azevedo

GDF decreta ponto facultativo em seis dias durante a Copa do Mundo


14/2/2014 às 12h59


Expediente termina ao meio dia e serviços de atendimento ao público devem ser mantidos

Do R7
 
 
Estádio Nacional de Brasília vai receber sete jogos durante a Copa do Mundo 
 
O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, decretou nesta quinta-feira (13) seis dias do mês de junho como ponto facultativo para os órgãos da administração direta, autárquica, e fundacional do DF. 

As datas correspondem aos jogos do Brasil durante a Copa do Mundo e as disputas sediadas no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. 

Nestes dias, o expediente será até às 12h.   

O encerramento do expediente será mais cedo nos três dias em que o Brasil entra em campo pela primeira fase contra a Croácia (12 de junho) em São Paulo; México (17 de junho) em Fortaleza; e Camarões (23 de junho) em Brasília.   

Será ponto facultativo também nos dias de partidas realizadas durante a semana na capital: (19 de junho) Colômbia X Costa do Marfim; (26 de junho) Portugal X Gana; e (30 de junho) uma disputa da fase oitavas de final. Brasília vai receber também no domingo as partidas entre Suíça e Equador no dia (15 de junho); um dos jogos das quartas de final (sábado 5 de julho) e a definição pelo terceiro lugar no (sábado 12 de junho).  

Leia mais notícias no R7 DF  

Estádio Nacional de Brasília está em perfeitas condições para receber a Copa, diz FIFA  

Nesses dias, deverão ser mantidas escalas de plantão nos setores de atendimento à comunidade de modo a garantir a prestação ininterrupta dos serviços. 

As instituições educacionais da Rede Pública de Ensino do Distrito Federal deverão seguir o contido no Calendário Escolar aprovado para o ano de 2014.  

Em 2014, ao todo, serão oito dias de ponto facultativo, e os primeiros estão previstos para o carnaval, em 3 e 4 de março. Na quarta-feira de cinzas (5/3) é ponto facultativo até às 14h.  

Confira as datas:

- 3, março, segunda-feira, carnaval, ponto facultativo;
- 4, março, terça-feira, carnaval, ponto facultativo;
- 5, março, quarta-feira, Cinzas, ponto facultativo até às 14 horas;

- 18, abril, sexta-feira, Paixão de Cristo, feriado nacional;
- 21, abril, segunda-feira, aniversário de Brasília e Tiradentes, feriado local e nacional;

- 1º, maio, quinta-feira, Dia Mundial do Trabalho, feriado nacional;
- 2, maio, sexta-feira, Dia Mundial do Trabalho, ponto facultativo;

- 19, junho, quinta-feira, Corpus Christi, ponto facultativo;
- 20, junho, sexta-feira, Corpus Christi, ponto facultativo;

- 7, setembro, domingo, Independência do Brasil, feriado nacional;

- 12, outubro, domingo, Nossa Senhora Aparecida, feriado nacional;
- 27, outubro, segunda-feira, Dia do Servidor Público 
(comemoração do dia 28 de outubro), ponto facultativo;

- 2, novembro, domingo, Finados, feriado nacional;
- 15, novembro, sábado, Proclamação da República, feriado nacional;
- 30, novembro, domingo, Dia do Evangélico, feriado local;

- 24, dezembro, quarta-feira, véspera de Natal, expediente até às 14 horas;
- 25, dezembro, quinta-feira, Natal, feriado nacional;
- 26, dezembro, sexta-feira, Natal, ponto facultativo; 
- 31, dezembro, quarta-feira, véspera de Ano Novo, expediente até às 14 horas.  

Copa do Mundo 2014

- 12, junho, quinta-feira, jogo Brasil e Croácia, a ser realizado no Ceará;
- 17, junho, terça-feira, jogo Brasil e México, a ser realizado no Ceará;
- 19, junho, quinta-feira, jogo Colômbia e Costa do Marfim, a ser realizado em Brasília;
- 23, junho, segunda-feira, jogo Brasil e Camarões, a ser realizado em Brasília;
- 26, junho, quinta-feira, jogo Portugal e Gana, a ser realizado em Brasília;
- 30, junho, segunda-feira, jogo a ser definido, a ser realizado em Brasília.
 
 

Vamos votar nessa enquete?Sou a favor da familia tradicional e voces?


Volume de acessos derruba enquete sobre família no site da Câmara


Com 175 mil votos, consulta que pergunta aos brasileiros se a família só pode ser iniciada por casais héteros sofre com horários de pico e ação de 'robôs'; resultado segue parelho.


por Diego Sartorato, da RBA publicado 14/02/2014 12:45 
 



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A pesquisa é motivada por projeto que entende que família é apenas a união entre homem e mulher


São Paulo – Desde terça-feira (11), uma enquete no site da Câmara dos Deputados que pergunta aos brasileiros se a família é o núcleo exclusivamente formado pela união entre homem e mulher mobilizou as redes sociais: 175 mil votos foram registrados até o momento, mas lentidão e quedas de página estão dificultando a participação de quem tenta dar opinião sobre o assunto. 

Entre as 11h30 e as 12h20 de hoje (14), tentamos acessar a página diversas vezes, mas recebemos apenas a mensagem de "Erro 503", que aponta indisponibilidade do servidor.

Segundo a assessoria de imprensa da Câmara, o problema é que o tema se popularizou nas redes sociais e causou excesso de tráfego na página. 

Os piores horários seriam os da hora do almoço e pouco antes ou logo depois do horário de expediente, quando mais pessoas acessam páginas de interesse pessoal. 

A possibilidade de interferência de hackers foi descartada pela Câmara, mas o excesso de tráfego na rede pode estar sendo causado também pela ação de aplicativos que registram votos com grande velocidade, sequencialmente.

Ontem, o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) e movimentos pelos direitos LGBTT comemoravam o resultado favorável aos casais homoafetivos: até então com 114 mil votos contabilizados, 52,1% das respostas indicavam que a família não precisa ser formada necessariamente pela união de homem e mulher, contra 47,9% que defendem a união hétero como única capaz de dar início a um núcleo familiar.

Hoje, com 175 mil votos, o resultado virou, mas continua parelho: 53% dos votantes afirmam que a família só é formada pela união entre homem e mulher, contra 47% que defendem o direito de casais homoafetivos de serem considerados famílias.

A enquete baseia-se no projeto de lei do deputado Anderson Ferreira (PR-PE), integrante da bancada evangélica, que busca criar o Estatuto da Família. O texto propõe que o governo tome postura ativa em defesa das "condições mínimas para a sobrevivência da família formada a partir da união entre homem e mulher".

Cubana que deixou o Mais Médicos quer R$ 149 mil de indenização




A médica cubana Ramona Rodriguez, que abandonou o programa Mais Médicos, quer uma indenização do governo brasileiro de R$149 mil. 

Assessorada pelo DEM, ela entrou nesta sexta-feira (14) com uma ação na Justiça do Trabalho do Pará pedindo R$ 69 mil por questões trabalhistas e mais R$ 80 mil por danos morais. 

Se o pedido for acolhido, pode abrir brecha para outros médicos cubanos questionem na Justiça o programa, uma das principais vitrines da presidente Dilma Rousseff. 

A ação leva em consideração ainda a posição preliminar do Ministério Público do Trabalho de que o Mais Médicos institui uma relação de trabalho –e, não, uma bolsa de especialização– e que é necessário equiparar o salário dos médicos cubanos ao dos demais profissionais (R$ 10 mil mensais). 

Atualmente, 7.400 médicos cubanos foram selecionados para o programa. A indicação é que os cubanos recebem apenas 10% da bolsa paga aos outros médicos estrangeiros. 

"Essa ação tem potencial para provocar um rombo nas contas do governo. É preciso reconhecer os direitos desses médicos cubanos", afirmou o líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE). 

Segundo relato de Ramona, os cubanos recebem US$ 400 em sua conta e outros US$ 600 seriam depositados em uma conta em Cuba. 

O governo cubano recebe R$ 10 mil por mês (cerca de US$ 4.170), por médico que está no Brasil trabalhando no programa, mesmo valor pago individualmente aos profissionais de outros países no Mais Médicos. 

A Opas (Organização Pan-Americana de Saúde) intermedeia o acordo com Cuba. O salário pago efetivamente aos médicos cubanos era um mistério até o caso de Ramona vir a público. 

Falava-se em um pagamento de 25% a 40% do total repassado pelo Brasil ao governo cubano. 

De acordo com o Ministério da Saúde, 22 cubanos deixaram o Mais Médicos formalmente e voltaram para Cuba. 

Além deles, o ministério admite que outros cinco cubanos abandonaram o programa, dentre eles Ramona, que está em Brasília, e Ortelio Jaime Guerra, que já está morando nos Estados Unidos. 

A pasta não tem informações sobre os outros três profissionais. 

Diante da polêmica, o Planalto avalia negociar com o governo cubano um aumento no salário pago aos médicos do país que estão no Brasil participando do Mais Médicos. 

O objetivo do reajuste seria evitar novas debandadas de profissionais do programa que possam comprometer não só a sua execução como também gerar prejuízos políticos para a presidente Dilma Rousseff, que tentará se reeleger no pleito de outubro. 

O valor do reajuste para os médicos cubanos ainda não foi definido e depende de a presidente aprovar a ideia.

Diga NÃO à doutrinação politica de nossas crianças nas escolas!

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Flagrante de doutrinação ideológica em livro didático


Atenção: clique nas imagens para ampliá-las

Apresento aqui um livro escolar com alguns flagrantes de doutrinação ideológica - Todos os leitores podem ajudar- me enviando o material dos seus filhos para serem publicados aqui, no site do Escola sem Partido e em todos os blogs liberal-conservadores que se dispuserem a ajudar.

Rogo a máxima atenção ao presente artigo, especialmente por parte dos pais e mães, bem como dos professores sérios e honestos.

Vou falar da doutrinação ideológica presente na educação escolar, a partir da análise do livro de Geografia intitulado Geografia  - Espaço e Vivência, 7º ano (6ª série) da Atual Editora, de autoria dos professores Levon Boligian, Wanessa Garcia, Rogério Martinez e Andressa Alves – 3º ed. - 2009.

Trata-se de uma obra de doutrinação, digamos assim, “light”, porque tem coisa muito pior rodando aí, e com a chancela do MEC!

Falo aqui de um livro que está sendo utilizado por uma escola particular e religiosa bem conceituada em Belém, e reconhecida por sua tradição e rigor no ensino. 

Ao passear pelas folhas, o leitor há de se deparar com inúmeras bandeiras que constam da agenda dos partidos de esquerda, tais como desigualdades de renda geral, desigualdades de salários entre homens e mulheres, trabalho infantil e povos indígenas. 

Peço a licença de declinar-me quanto a uma análise desses temas, para não estender demais a crítica e bem porque também de tal forma estão disseminados na cultura brasileira que fica difícil separar o que seja uma apologia política consciente de um mero mito arraigado.

Assim sendo, faço uso apenas dos assuntos notoriamente visíveis, para destacar neles duas formas principais de foco didático enviesado: nos dois primeiros temas a serem apresentados, os autores enumeram problemas brasileiros e oferecem a solução estatal como se esta fosse a única e indeclinavelmente possível; já no terceiro tema, dedicam uma página inteira do livro à mais franca apologia do MST e da reforma agrária.


A doutrinação camuflada

Vamos aos trechos, começando à página 50, do Capítulo 5 – A distribuição da população brasileira - Entendendo a pirâmide etária brasileira, donde se lê, com grifos de minha parte:

Analisar e extrair dados da pirâmide etária é fundamental para compreendermos melhor a nossa sociedade. As informações extraídas podem auxiliar o governo dos municípios, dos estados e da União a executar melhor suas ações sociais e a planejar suas ações futuras. Veja o quadro que se segue:

1 – Base larga

Indica um elevado percentual de jovens no total da população, fato que indica a necessidade de o governo fazer grandes investimentos na construção de postos de saúde, hospitais, creches, escolas e universidades, e também na geração de empregos. Na realidade brasileira, porém, os setores da saúde e educação não recebem quantidade suficiente de recursos. Um grande número de crianças e adolescentes não frequenta a escola e vive em condições precárias de saúde e alimentação. Além disso, muitos jovens começam a trabalhar prematuramente para ajudar na renda da família, prejudicando os estudos.

2- Corpo Afunilado

(...)
3- Ápice estreito

Indica um percentual ainda reduzido de idosos (cerca de 10%) no total da população. Isto revela que a expectativa de vida do brasileiro é relativamente baixa: em torno de 72 anos. Em países como Suécia, Bélgica, e Holanda, a expectativa de vida está acima dos 78 anos. A longevidade nesses países se deve, principalmente, à elevada qualidade de vida da maioria da população, que, ao atingir a terceira idade, recebe amparo do governo, com bons planos de aposentadoria, assistência médico-hospitalar de boa qualidade, entre outros benefícios, o que não ocorre no Brasil.

(Clique na imagem para ampliá-la)

Como os leitores podem perceber, os autores incorrem em um fatalismo estatólatra, atribuindo ao estado todas as responsabilidades pela provisão de toda a sorte de facilidades e benefícios, como se se tratasse de uma mera questão de conveniência e arbítrio, e não da arrecadação que este obtém com os tributos e das suas crônicas deficiências em aplicar os recursos públicos. 

Com isto, liminarmente afastam dos estudantes – crianças de 10 a 13 anos - a opção de criticar os problemas sociais brasileiros com base em uma ética pautada pelas liberdades individuais  e pela iniciativa privada.

Vamos adiante, agora visitando as páginas 58 e 59, já no Capítulo 6  - O espaço rural brasileiro:

P. 58 - A expansão da produção de gêneros agrícolas para a indústria e para a exportação
Entretanto, grande parte dos agricultores proprietários de pequenos e médios estabelecimentos rurais recebem do governo recursos técnicos e financeiros insuficientes para atender às suas necessidades. 

Tal fato tem dificultado a modernização dessas propriedades, que, em grande parte estão voltadas para a produção de culturas alimentares, como o feijão, a mandioca e o arroz.
P. 59 - Cooperativas, agroindústrias e a modernização do campo.
Uma das principais formas encontradas pelos pequenos e médios agricultores para superar os problemas causados principalmente pela falta de apoio financeiro do governo é a formação de cooperativas.

Uma economia de mercado, a princípio, não deve necessitar de financiamentos externos de origem estatal para a produção, a não ser por razões muito especiais. 

Em uma autêntica economia de mercado, a poupança própria é a primeira responsável pelo financiamento da produção. Quanto ao financiamento privado, se necessário ou viável, este pode ser obtido por meio da rede bancária privada, da bolsa de futuros ou até por meio da captação no mercado de capitais. 

Quando o governo se põe a emprestar dinheiro para a produção agrícola, isto não significa outra coisa que um encarecimento de todo o processo produtivo, eis que o capital original foi captado de forma “gratuita” por meio da tributação, este que agora é oferecido a juros a quem foi confiscada parte de sua poupança que bem poderia ter sido aplicada na produção.

Muito menos há de se falar em fornecimento estatal de recursos técnicos, pois o aprimoramento técnico faz parte natural do processo de especialização dos meios de produção. É o produtor quem precisa buscar desenvolver-se tecnologicamente, seja por meios próprios, seja por meio da aquisição comercial de tecnologia, da mesma forma como uma empresa urbana contrata firmas de consultoria para diversos fins, e não o governo que precisa manter uma estrutura com tal finalidade.

A doutrinação ostensiva

Conforme visto nos parágrafos acima, os autores fizeram uso de uma linguagem sutil, que não se reporta à defesa direta de partidos e ideologias, mas que prega melifluamente aos alunos em tenra idade a solução estatal para os problemas sociais apontados, de forma a parecerem naturais e inquestionáveis as suas conclusões. A injeção do veneno estatólatra foi feita, de modo que dali a alguns anos os alunos, então tornados  cidadãos, prosseguirão a raciocinar e a tomar decisões com base nas plataformas de pensamento adquiridas na pré-adolescência.

Este tipo de abordagem é a mais difícil de ser avaliada por uma pessoa sem visão de maldade, razão pela qual é a que mais passa despercebida. 

Não obstante, não se contentaram os responsáveis pelo conteúdo do livro didático em pauta, eis que partiram para a franca propaganda da reforma agrária e do MST, conforme veremos em trechos do Capítulo 7 – O trabalho e a terra no espaço rural brasileiro.

A desonestidade intelectual despudorada começa ao afirmarem, à página 65, um flagrante desvirtuamento da palavra “expropriação”, a ver, com grifos dos autores:

Uma das principais causas da concentração fundiária no Brasil é a expropriação, ou seja,   a perda da propriedade rural pelos pequenos agricultores que, endividados, acabam utilizando suas terras como pagamento de dívidas contraídas em bancos, ou vendendo-as para empresas e grandes fazendeiros. Sem terra para trabalhar, muitos desses agricultores migram para as cidades.

Ora, em hipótese nenhuma há de se falar em “expropriação” segundo os fatos apontados no livro, isto é, a entrega de terras dadas em garantia por empréstimos bancários e a venda a terceiros. 

Expropriação é confisco de terras, sem direito sequer a uma indenização, assim como o STF fez com os arrozeiros da região da Reserva Raposa Serra do Sol e como o Incra tem feito a partir de sua nova e peculiar interpretação das terras quilombolas.

Vamos agora à página 66, cujo inteiro teor foi transmitido na íntegra, a seguir, com comentários de minha parte em destaque:

(Clique na imagem para ampliá-la)
Reforma Agrária: a reorganização do espaço rural

De acordo com vários especialistas, muitos dos problemas existentes no espaço rural brasileiro poderiam ser resolvidos caso o país promovesse uma ampla reforma agrária, isto é, uma reorganização da estrutura fundiária com o objetivo de promover a distribuição mais justa das terras. 

Para tanto, seria necessário desapropriar grandes áreas improdutivas, como as existentes em muitas fazendas. As terras desapropriadas seriam então subdivididas em lotes e distribuídas entre os agricultores e trabalhadores rurais sem terra, formando os chamados assentamentos rurais.

No Brasil, a implantação de uma reforma agrária mais ampla vem sendo adiada há décadas. Tal demora obriga milhares de trabalhadores rurais a viver em condições desumanas. 

Essa situação gera grande tensão no campo, o que, muitas vezes, provoca conflitos entre trabalhadores sem terra e fazendeiros.
A implantação efetiva da reforma agrária traria muitas transformações ao espaço rural do país, como a redução da migração de trabalhadores rurais para as cidades, fixando-os no campo, a melhoria das condições de vida dos pequenos agricultores e de suas famílias, o aumento da produção de alimentos básicos para a população e a diminuição da violência gerada nos conflitos pela posse de terras.

Comentário: Os autores levantam a alegada problemática de uma concentração de terras e da corrente migratória para os centros urbanos omitindo nesta linha de raciocínio o notório fato de o Brasil se destacar mundialmente com um dos maiores produtores de alimentos do mundo, fornecendo-os aos preços mais baixos aos seus cidadãos, bem como pelo fato de que em economias mais adiantadas a população rural ser ainda muito mais reduzida que a brasileira. 

A pergunta primeira que fica, portanto, é esta: a quem a organização do sistema agropecuário deve servir: à população – os consumidores - ou ao assentamento de agricultores despreparados e incompetentes? Além disso, em nenhuma grande potência agrícola mundial jamais houve nenhuma reforma agrária. Pelo contrário, onde houve, verificou-se um verdadeiro desastre na produção e a geração de desastrosos quadros de violência e até de revoltas e revoluções.

Quadro em destaque nº 1:

A simples redistribuição de terras não garante o sucesso de uma reforma agrária. É necessário que sejam tomadas, principalmente por parte do governo, medidas de apoio aos pequenos produtores rurais, tais como:

- facilidades na obtenção e pagamento de financiamentos bancários, para que os agricultores possam adquirir máquinas, implementos agrícolas, adubos e sementes, entre outros elementos necessários à produção;
- garantia de preços na comercialização da safra;
- condições de transporte e armazenamento da produção;
- orientação técnica de agrônomos e veterinários, possibilitando uma maior rentabilidade das lavouras e criações;
- criação de infraestrutura nos assentamentos como a construção e a manutenção de escolas, postos de saúde, e sistema de transporte.
- Logo, uma reforma agrária deve garantir melhores condições de trabalho e de vida aos pequenos produtores rurais e suas famílias.

Comentário: Aí está um flagrante de economia planejada ao modo socialista de produção: juros diferentes dos que seriam balizados pelos riscos e preferências do mercado; 

preços mínimos subsidiados pelo estado que significam não outra coisa que a ineficiência paga com o dinheiro arrancado à força da população, com o empobrecimento de toda a sociedade; 

orientação técnica estatal que pode ser oferecida de forma mais eficiente pela iniciativa privada, bem como toda a infraestrutura de produção, transporte e comercialização. 

Seria interessante que os doutos professores que afirmaram tamanha estultice mostrassem os prodígios realizados pelas nações socialistas, a começar pela URSS, que de maior exportadora mundial de grãos, veio a se tornar importadora, ou por Cuba, que se gaba por uma produtividade inferior a um décimo da brasileira.

Quadro em destaque nº 2:

Nos últimos anos, os trabalhadores sem terra no Brasil vêm atuando de forma organizada, por meio do Movimento dos Trabalhadores rurais Sem Terra (MST). 

Esse movimento atua na maioria dos estados brasileiros, com o apoio de várias entidades religiosas, sociais e políticas. O MST promove ocupações provisórias em fazendas improdutivas, como forma de pressão para que o governo acelere o processo de reforma agrária no país. 

Contudo, na maioria das vezes, as ocupações causam conflitos entre os lavradores sem terra, os jagunços contratados pelos donos das fazendas e os policiais que, normalmente, atuam com o objetivo de impedir as ocupações ou de retirar os sem terra da área ocupada, por ordem da justiça. Estes conflitos têm gerado grandes tragédias no campo, causando a morte de centenas de trabalhadores rurais.

Comentário: Note-se como os autores pintam de rosa a ações do Movimento dos Sem Terra - MST, usando de termos tais como “ocupações provisórias” o que são invasões de propriedade com o uso frequente da força e da violência, amiúde com o sequestro dos proprietários ou senão de seus funcionários, com destruição de benfeitorias, máquinas e equipamentos, bem como com o esbulho de culturas e criações, enquanto usam de uma linguagem acusatória para com os funcionários encarregados de proteger as propriedades, a quem chamam pejorativamente de “jagunços” e até mesmo usam de um tom a deslegitimar a função da polícia, como se não fosse seu dever  - em tempo, tantas vezes descumprido – de proteger a propriedade e obedecer aos mandados de reintegração de pose. 

Não obstante, segundo pesquisa levada a cabo pelo próprio Incra, o quase um milhão de famílias que já recebeu títulos de terras torrou seus empréstimos a juros privilegiados, fez nenhum ou pouco uso dos recursos técnicos oferecidos e destes quase a metade mal consegue produzir o mínimo para sobreviver, permanecendo ainda pendurados em cestas básicas pagas pelos cidadãos por via do estado.

Conclusão

Aqui estão alguns exemplos flagrantes de doutrinação político-ideológica aplicada aos alunos de dez a treze anos, e olhem só, no caso concreto, de uma escola particular! Pais! Mães! Mestres honestos! Precisamos dar um basta, e isto se faz pela cobrança de todos nós.

Como sempre digo, a opinião pertence a cada um, mas os fatos, estes não podem servir de reféns da ideologia. 

Se vocês não quiserem ver seus filhos molestados por militantes de plantão, averiguem os livros escolares de seus filhos, cobrem de suas escolas e mandem para mim, que os publicarei para amplo conhecimento público. 

Vocês podem escanear as folhas sobre as quais têm dúvidas ou certeza de incidência de doutrinação político-ideológica e enviar para o meu e-mail.

Publicado no blog do autor em 1º de maio de 2012.








Caesb irá interromper o abastecimento de água na Asa Norte

O abastecimento de água será interrompido das 9h às 20h.
 
Alessandra Santos
alessandra.santos@jornaldebrasilia.com


Na próxima terça-feira (18) a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) irá interromper o abastecimento de água 9h às 20h na seguinte localidade:

ASA NORTE:

SQN 409 a 412 (residência)
SCLN 409 a 413 (comércio)
SGAN 611 a 612 (áreas norte)
Setor de Clube Esportivo Norte (SCEN) Trecho 03
ETE Norte

A Caesb informou que o motivo para essa interrupção será para realizará melhorias no sistema de abastecimento de água.

A Companhia informa, ainda, que de acordo com o artigo 66 do Decreto nº 26.590, de 23 de fevereiro de 2006, que regulamenta a Lei Nº. 442, de 10 de maio de 1993, que dispõe sobre a classificação de tarifas dos serviços de água e esgotos do Distrito Federal, todo imóvel com ligação de água deve ser dotado de reservatório com capacidade para um dia de consumo, ou seja, 24 horas. 

Com isso, os usuários não deverão ser afetados pela interrupção no fornecimento de água.

Mais informações ligue no 115


Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

Tenente é esfaqueado na porta de casa na Asa Norte

A polícia ainda desconhece as motivações do crime e o caso foi encaminhado para 2ª DP.
 
Alessandra Santos
alessandra.santos@jornaldebrasilia.com


Na madrugada desta sexta-feira (14), um tenente, de 25 anos, foi esfaqueado na 710 Norte. De acordo com o 3º Batalhão da PM, a vítima voltava do trabalho e foi surpreendido por Edilson Marques Oliveira, de 23 anos, na porta de casa. 
 
Segundo a Polícia Civil, o tenente foi atingido no pulmão e foi levado ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). 
 
O suspeito tentou fugir, mas foi preso em flagrante pela PM.
 
O caso foi encaminhado para a 2ª Delegacia de Polícia da Asa Norte e configurado como tentativa de homicídio.

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

Contra enchentes e acúmulo de lixo na rua, São Paulo terá coleta mecanizada



Caminhões com braços mecânicos irão atuar em 9.600 pontos de coleta com contêineres para armazenamento de lixo até 2022. Sindicato diz que não haverá dispensa de coletores

por Diego Sartorato, da RBA publicado 14/02/2014 08:31 
 

Ecourbis / Divulgação

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Concessionária testa sistema mecanizado de coleta de lixo residencial em bairro da zona sul de São Paulo


São Paulo – As empresas Loga e Ecourbs, que dividem o serviço de coleta de resíduos sólidos na capital paulista, começam neste ano a implementar o sistema mecanizado. A instalação de contêineres para armazenar o lixo e o uso de caminhões com braços mecânicos, que independem de coletores, já estavam previstos no contrato das empresas e foram regulamentados em decreto do prefeito Fernando Haddad (PT) na semana passada, com previsão de conclusão para 2022

"Fixamos o conjunto de regramentos, a posição que tem de estar na rua, o espaço para a aproximação dos veículos coletores dos contêineres, como eles têm de ficar na calçada sem criar dificuldade para a mobilidade urbana. 

Agora, começamos os estudos sobre os tipos de contêineres que poderão ser utilizados em cada parte da cidade; a quantidade de lixo gerada por bairro, a verticalização das moradias, tudo isso conta", explica o presidente da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb), Silvano Silvério.

Testes-piloto já estão em andamento em Pinheiros, Butantã, Santo Amaro e Planalto Paulista e, segundo Silvério, revelaram eficácia do sistema para reduzir a quantidade de lixo "desgarrado", que acaba entupindo bocas de lobo e outras vias para escoamento de água, além de melhorar a qualidade do espaço público. 

"Com os contêineres, restringimos o acúmulo de lixo a céu aberto e melhoramos o paisagismo da cidade, além de reduzirmos significativamente a quantidade de lixo que acaba sendo arrastado e agrava as enchentes", afirma Silvério.

O plano é instalar 1.200 contêineres por ano até 2022, igualmente divididos entre as áreas sob responsabilidade da Loga e da Ecourbs. No total, serão 9.600 contêineres em oito anos. Ainda não há definição sobre os locais onde os contêineres serão instalados, mas a tendência é que se localizem mais próximos do centro expandido. 

"Nesses locais, o caminhão mecanizado representa maior benefício em comparação com o caminhão compressor, já que são mais verticalizados. Além disso, o caminhão normal para de porta em porta e causa problemas no trânsito, enquanto o mecanizado coleta uma quantidade maior de lixo com menos paradas", explica Silvério.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio, Conservação e Limpeza Urbana de São Paulo, José Moacyr, prevê que o serviço não deve chegar à periferia. "Na periferia não dá para colocar contêiner. Começa pela análise do subsolo: antes de implantar, tem de saber que tubulações e cabos passam por baixo do chão e, para ser bem sincero, ninguém sabe exatamente o que passa por baixo, e onde", resume.

De acordo com a Amlurb, apenas uma pequena parte dos contêineres será subterrânea. O presidente do sindicato aponta, porém, que a utilização das calçadas exige essa informação. "Lá na Faria Lima, onde já fizeram o teste, foi uma burocracia danada. Para um único ponto de coleta, a prefeitura teve de colher informações com 11 empresas", conta Moacyr. 

Ele diz ainda que o novo sistema não oferece risco aos trabalhadores da Loga e da Ecourbs, uma vez que se trata de uma expansão do serviço, e não uma substituição.

MST: democratização do conhecimento é mais importante que reforma agrária



Sem-terra reúnem parlamentares, representantes de entidades da sociedade civil e intelectuais em evento que consolida congresso do movimento e atualiza agenda da reforma agrária

por Hylda Cavalcanti, da RBA publicado 14/02/2014 11:46, última modificação 14/02/2014 12:30


 
Marcelo Camargo/Agência Brasil

Sem-terrinha
Crianças participam de ato que pede ao Ministério da Educação políticas públicas para os assentamentos


Brasília – O Movimento Nacional dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) encerra hoje (14) seu 6º congresso nacional na capital do país. Ontem, no fim do dia, reuniu políticos, representantes de outras entidades organizadas da sociedade civil e trabalhadores no Ginásio Nilson Nelson. 

O ato marcou o encontro de forças partidárias e sociais que possuem, muitas vezes, pensamentos divergentes, mas carregam em comum o apoio ao movimento. E acolheu o sentido de atualização da bandeira da reforma agrária, em sintonia com a realidade econômica, social e institucional do país – 30 anos depois da criação do MST. 

A atenção a programas que levem a mais políticas públicas voltadas para a educação nos assentamentos, por exemplo, ganha destaque entre as reivindicações da organização.

Para o membro da direção nacional do MST, João Pedro Stédile, a reforma agrária precisará atuar de forma mais vinculada, daqui por diante, à educação no Brasil. "Não vamos admitir o fechamento de uma única escola no meio rural. 

Nem que para isso seja preciso repetir a marcha de ontem", afirmou. "Descobrimos que a educação, como um processo de democratização do conhecimento, é mais importante que a terra."

O dirigente acentuou, também, que o fechamento de escolas no campo, nos últimos anos, terminou se tornando um problema para os trabalhadores rurais. 

Por conta disso, horas antes da realização do ato, um grupo de crianças filhas de trabalhadores rurais realizou um ato pacífico em frente ao Ministério da Educação, ocasião em que "carimbaram" suas pequenas mãos nos vidros do prédio e pediram por melhores políticas do setor para os assentamentos.

"Estamos todos satisfeitos aqui, numa festa de união, troca de ideias e de reflexão. Avaliamos com companheiros de todo o país os pontos em que é preciso lutar mais para resolver nossos problemas", afirmou a coordenadora do movimento Fátima Arruda, de Alagoas.


O evento contou com a participação de várias autoridades e parlamentares, como o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República, a secretária Nacional de Juventude do governo federal, Severine Macedo, o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), o presidente nacional do PT, Rui Falcão, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Vinícius Coelho, religiosos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e parlamentares.

Na plateia, fizeram parte da festa perto de 16 mil trabalhadores rurais, que desde segunda-feira (10) estão em Brasília e realizaram manifestações pela, como passeatas, visitas a ministérios e realização de performances em frente à rodoviária da cidade, na área central do Plano Piloto – destas, só uma resultou em princípio de conflito, segundo os organizadores, por ação desastrosa da Polícia Militar: a passeata da quarta-feira (12) pela Esplanada dos Ministérios e Praça dos Três Poderes.

O ministro Gilberto Carvalho destacou a importância das ações do MST, lembrou da reunião realizada durante o período da manhã no Palácio do Planalto, entre representantes da coordenadoria nacional do MST e a presidenta Dilma Rousseff (da qual participaram ele e o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas) e reiterou que é objetivo do governo trabalhar para que os pleitos dos assentados sejam atendidos, bem como implantar melhorias nos assentamentos, por meio de programas governamentais como o Minha Casa, Minha Vida e o Luz para Todos. 

Na véspera, Carvalho havia admitido que o governo deixou a desejar em relação a ações voltadas para a reforma agrária em 2013 e afirmou há expectativa de melhorar esse desempenho neste ano.

 

Permanência na terra

 

Severine Macedo chamou a atenção para a mobilização dos jovens do movimento. “Sei que vocês já fizeram bastante, mas é preciso ter em mente que esses 30 anos do MST servem para reflexão e para que, daqui por diante, o que foi conseguido seja mantido, para que possamos garantir o direito das pessoas a terras e, também, à permanência nestas terras.”

O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, acentuou que atos como aquele honram o Brasil. Segundo ele, o MST está atuando, hoje, num momento particular da vida nacional.

 "Na democracia, os movimentos que têm bandeira, direção, programa e rosto, são os que têm capacidade de mudar e aprofundar a revolução democrática de nosso país e o MST é assim", ressaltou o governador, um dos mais aplaudidos. 

De acordo com Genro, o congresso é digno de elogios, porque certamente levará a um novo modelo de reforma agrária, focado num novo sistema de distribuição de renda e combate às desigualdades sociais e regionais no país.

O bispo Guilherme Werlang, da CNBB, enfatizou que os movimentos sociais são importantes para que o Brasil passe a ter, um dia, um limite máximo de propriedade, que ainda é concentrada nas mãos de poucos. 

Segundo dom Guilherme, a questão ainda é uma "utopia", que só se concretizará por lei de iniciativa popular, motivo pelo qual ele conclamou a sociedade civil a ser atuante. "O trabalho dos movimentos sociais foi e é fundamental para ajudar a combater essas desigualdades", disse.

O presidente do PT, Rui Falcão, observou que os latifúndios brasileiros não se resumem em propriedade rurais. "O monopólio dos meios de comunicação, o controle da economia pelas multinacionais, pelo capital financeiro e o poder econômico sobre o sistema político também constituem latifúndios", afirmou.

A presença de vários parlamentares acentuou o respeito suprapartidário às causas do movimento. 

O senador Roberto Requião (PMDB-PR), que momentos antes manifestará apoio à luta dos sem-terra na tribuna do Senado, destacou a necessidade de revoluções sem violência. 

"As classes dominantes tentam aterrorizar e coagir especialmente a classe média e os setores mais atrasados buscando associar revolução com luta armada, violência, anarquia e desmando", criticou.

"A reforma agrária é uma luta que deve estar sempre presente em nossa atuação, de forma que possamos dar as condições para que os homens e mulheres do campo possam produzir e viver em suas terras com dignidade", ressaltou o deputado José Guimarães (CE).