quarta-feira, 7 de maio de 2014

Hilario 3. Gastos com a Copa não prejudicaram investimentos em saúde e educação", diz Gilberto Carvalho. "Perto do PT o Pinóquio tem NARIZINHO ARREBITADO !" , diz população.




Gilberto Carvalho

Gilberto Carvalho

Especial para o UOL

Uma das maiores paixões do Brasil é o futebol. Por isso, é natural que a realização da Copa do Mundo em nosso país desperte fortes emoções. E é com muita emoção que o significado desse grande evento tem sido analisado. 

Infelizmente, porém, tem faltado informação. É exatamente para levar informações precisas e ouvir um amplo leque de opiniões que tenho ido, como representante do governo brasileiro, a todas as cidades-sede para debater com os representantes dos movimentos sociais a importância e as repercussões da Copa para o Brasil.

A "crítica" que mais ouvi até agora é que os gastos do governo federal com a Copa do Mundo prejudicaram os investimentos do país em saúde e educação. Entretanto, esse é um mito que não tem lógica nem fundamento. Não houve gastos do orçamento da União diretamente com a Copa.

Geraldo Magella/Agência Senado Não dá para aceitar que, por causa de investimentos ligados à Copa, a educação e a saúde estejam em péssima situação, como dizem alguns críticos mais exaltados Gilberto Carvalho, ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, sobre críticas aos gastos com a Copa

Nos 12 estádios, que custaram R$ 8 bilhões, o governo federal entrou com R$ 3,9 bilhões de financiamento do BNDES. Mas esses financiamentos serão pagos. Nas obras ligadas à Copa, realizadas nas cidades-sedes, o governo investiu R$ 17,6 bilhões, principalmente nos aeroportos, no transporte público de massa e nas telecomunicações. E essas obras permanecerão como benefícios permanentes para nosso país.

Não dá para aceitar que, por causa desses investimentos, a educação e a saúde estejam em péssima situação, como dizem alguns críticos mais exaltados. Em primeiro lugar, porque os R$ 25,6 bilhões gastos com estádios e obras ligados à Copa, desde 2010, não são comparáveis aos R$ 825,3 bilhões que o governo federal investiu em educação e saúde nesse mesmo período.

Em segundo lugar, porque − ainda que tenhamos muito a melhorar − esses investimentos têm trazido avanços muito importantes. Na educação, basta perguntar a quem teve acesso à universidade graças ao Reuni e ao Prouni, aos milhares de formados pelo Pronatec, aos alunos de tempo integral do Mais Educação, ou aos jovens que estão estudando no exterior pelo Ciência Sem Fronteiras.

Os movimentos sociais estão aproveitando a oportunidade da Copa para fazer manifestações e reivindicações, e esse é o papel deles Gilberto Carvalho, ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, sobre protestos contra o Mundial
O mesmo vale para os milhões de usuários do SUS, o maior sistema público de saúde do mundo, para os beneficiários das novas UPAS e para aqueles atendidos pelos mais de 14 mil profissionais contratados pelo Mais Médicos. Um exemplo importante da melhoria na saúde é o fato de que nos últimos dez anos o Brasil reduziu em 40% a taxa de mortalidade infantil.

Ainda assim, os movimentos sociais querem mais e estão aproveitando a oportunidade da Copa do Mundo para fazer manifestações e reivindicações. Esse é o papel deles. E esse também é o principal significado da Copa: ela traz amplas oportunidades e é uma conquista para nosso país.

Legado

Não é por acaso que o Brasil tem hoje uma das menores taxas de desemprego do planeta. O processo de preparação para a Copa contribuiu para isso, pois gerou centenas de milhares de novos postos de trabalho, principalmente nas áreas da construção civil e do turismo. Segundo a Fundação de Estudos e Pesquisas Econômicas da USP, só a Copa das Confederações, em 2013, gerou 303 mil empregos. E a Copa do Mundo como um todo vai gerar três vezes mais, acrescentando cerca de R$ 30 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 2014.

A Copa do Mundo também trouxe a possibilidade de ações de inclusão social e de sustentabilidade ambiental. Serão destinados 50 mil ingressos gratuitos a beneficiários do Bolsa Família e representantes dos povos indígenas.

Nas cidades-sede, haverá coleta seletiva de materiais recicláveis dentro e fora dos estádios, em parceria com cooperativas de catadores. O Pronatec Copa está capacitando milhares de trabalhadores para a recepção aos turistas.


Geraldo Magella/Agência Senado O governo federal não está tomando nenhuma iniciativa para inibir críticas ou protestos, o Brasil é um país democrático e as manifestações populares são essenciais para nossa democracia Gilberto Carvalho, ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, sobre possíveis manifestações durante a Copa
A previsão, no setor de turismo, é de que se abram cerca de 50 mil novos empregos no período da Copa, para atender os 600 mil turistas estrangeiros (o dobro da África do Sul) e os 3 milhões de turistas brasileiros que vão viajar pelo país para acompanhar os jogos. E a ampliação do turismo, com a divulgação da imagem do país no exterior, é um ganho que vai permanecer por muitos anos.

A Copa só veio para o Brasil, depois de uma grande disputa internacional, porque antes nós vencemos a batalha contra a miséria e a batalha da inclusão social. Mas há muitas outras batalhas a vencer. E estamos dispostos a caminhar juntos nessa perspectiva. O governo federal não está tomando nenhuma iniciativa para inibir críticas ou protestos. O Brasil é um país democrático e as manifestações populares são essenciais para nossa democracia.

Os turistas que presenciarem essas manifestações durante a Copa vão testemunhar que o Brasil é um país livre, onde a cidadania se manifesta, protesta e expressa seus anseios. Nós só temos a preocupação de que as manifestações, seja em relação à Copa ou aos temas sociais, ocorram sem violência, a partir de informações corretas, completas e sem distorções.

Finalmente, a Copa do Mundo será também uma oportunidade de reflexão, pois o tema da disputa no Brasil será "Pela paz e contra o racismo". Em todos os jogos haverá ações nesse sentido. O povo brasileiro vai receber os turistas com sua alegria e hospitalidade e vai celebrar a Copa como um momento de festa e congraçamento entre os países que aqui estarão representados. É assim que vamos fazer a Copa das Copas.


 COMENTARIOS
  1. Avatar de danielhddanielhd


    MENTIRA!
  2. Avatar de Littlepaul

    Littlepaul


    Perto do PT o Pinóquio tem NARIZINHO ARREBITADO !
  3. Avatar de Littlepaul

    Littlepaul


    A Dilma, como o PT gostam de falar mal do governo anterior ( FHC ). Tudo agora tem mais investimento que na época do FHC. Fez mais investimentos que na época das capitanias hereditárias . Que sucesso hein! Se não for pra fazer melhor, para que serve o governo ? Chega de falatório, papagaiada PT. Pare de falar bobagens Sr. Gilberto
  4. Avatar de Littlepaul

    Littlepaul


    Já falei...Vamos despachar o PT pra governar Marte. É o mundo onde o PT vive. Chega de PT aqui no Brasil. Sou a favor do PT em Marte FOREVER ! Assim nossos ouvidos não sofrerão por ouvir besteiras dos mensaleiros, Lula, Gilberto carvalho e todos CUMPANHEIROS

  5. Avatar de GetulioC

    GetulioC


    Por falar em saúde, lembram da CPMF, que LULA e o PT tanto abominaram no tempo de FHC? Ela continuou, ainda, por alguns anos, na péssima gestão Lula. Perguntem, como Lula usou tal dinheiro. Mais: Quanto do orçamento para a saúde o PT, efetivamente "utiliza" no ano? Gilberto, quando o PT da Mentira, "acabará" com o Fator Previdenciário? Odeio o PT! Mentiu para mim! Enganou-me!

  6. Avatar de janeitzke

    janeitzke


    Mas que artigozinho enfadonho. Caro "ministro", o Brasil precisa é de Educação, Segurança e Saúda. Qualquer coisa fora disso é dinheiro jogado fora, sejam 25 bilhões, seja 1 real. Você acha que a gente é otário? A resposta será dada nas urnas, pode esperar.
  7. Avatar de Marcos A.

    Marcos A.


    Nesses cálculos aí que os políticos se baseiam para praticar sua corrupção. Afinal, em um universo tão grande de recursos arrecadados através de impostos, o que são alguns milhõezinhos ou bilhõezinhos a menos?

‘Com Alckmin eu não sento’,diz Viana a Cardozo



Josias de Souza

Antonio Cruz/ABr


O ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) programara-se para coordenar uma reunião sobre a crise dos refugiados haitianos com os governadores Tião Viana, do Acre, e Geraldo Alckmin, de São Paulo. Ao tocar o telefone para o correligionário Viana, seu companheiro de PT, o ministro se deu conta de que chegou à encrenca um lance atrasado: “Com o Alckmin, eu não sento”, disse-lhe o governador acriano.

O telefonema ocorreu nesta terça (6). O ministro pretendia marcar a reunião para sexta-feira (9). Teve de dar meia-volta. Viana julga-se desrespeitado por Alckmin, que o chamou de “irresponsável” por enviar imigrantes haitianos para a capital paulista sem aviso prévio. Os dois trocaram insultos na semana passada.

Na conversa com Cardozo, Viana revelou-se desapontado também com o ministro, que o criticara por ter fechado “unilateralmente” um abrigo de imigrantes na cidade de Brasiléia. Recordou-lhe que a pasta da Justiça fora avisada por escrito. As cheias do Rio Madeira forçaram a transferência do abrigo para a capital, Rio Branco.

Quanto ao entra e sai de haitianos, Viana disse que o Acre não fez nada de diferente em relação ao que vem sendo feito nos últimos três anos. Acha que seu governo foi metido numa encrenca que é federal, não estadual. Chateou-se por avaliar que Brasília não reconhece o seu esforço nem assume adequadamente responsabilidades que são da União.

Viana disse a Cardozo que o governo federal não tem noção da encrenca que está se formando com a chegada desordenada de imigrantes, que já vêm apenas do Haiti. De viagem marcada para São Paulo, nesta quarta, Viana se dispôs a fazer escala em Brasília na volta. Sem Alckmin, topa conversar.

 Comentarios

Zico tricolor


Mais uma deste governo corruPTo!! As fronteiras não têm a mínima proteção contra a entrada irregular de imigrantes, que vêm ao Brasil simplesmente porque não têm para onde ir. E pensar que no último ENEM, cingia-se a redação ao seguinte tema: "desde a entrada do Lula no Poder, o Brasil atrai mão-de-obra estrangeira". DOCE ILUSÃO! E digo mais: estou longe de resguardar o PSDB, mas quando os esquerdistas metidos a intelectuais que defendem o PT falam mal daquele partido, esquecem-se, por exemplo, que os vagabundos que se sustentam por meio do Bolsa-Família só o fazem por conta da estabilidade da moeda trazida pelo FHC. Cômico, não?! FORA PT!
  1. DRGCOSTA


    Claro que ele não se senta com o Alckmin, ta com medo , ne governador coiote , traficante de pessoas , abençoado pela Presidanta ? . Pq voce não faz trafico para algum estado governado pelo PT ?
  2. Avatar de HUGE

    HUGE


    Ele não sentas com o governador de São Paulo, mas seu Estado vive do dinheiro de São Paulo... Dinheiro federal é sinônimo de dinheiro advindo do Estado que mais gera riquezas no Brasil... E esse lixo não pensou nisso?
  3. Avatar de manning89

    manning89


    40 milhões de paulistas que produzem metade da riqueza do pais estão chorando.....................mas quem é viana?
  4. Avatar de wallop

    wallop


    Nos EUA os coiotes são presos por tráfico humano.
  5. Avatar de cortese

    cortese


    Fica em pé, Tião!
  6. Avatar de juninho1976

    juninho1976


    Parece com a conduta do prefeito da capital de São Paulo, deve ser o padrão do partido. A tirania
  7. Avatar de BRANCÃO SJC

    BRANCÃO SJC

    23 minutos atrás
    ESSE PETISTA INCOMPETENTE ENVIA SEUS PROBLEMAS PARA O GOVERNADOR DE SÃO PAULO RESOLVER. É SEMPRE ASSIM! A ÚNICA CIDADE QUE FUNCIONA NO BRASIL, É SÃO PAULO OU VOCÊ ACHA QUE SE FOSSE RUIM TODO MUNDO NÃO VIRIA PARA CÁ, HEIN? Por sua atitude esse Petista Tião Viana é medío cre.

Presos cavam túnel e cinco fogem de penitenciária (do PT )localizada em Pedrinhas

Honório Moreira/O IMP

Aliny Gama
Do UOL, em Maceió

Cinco presos conseguiram fugir por um túnel aberto no Presídio São Luís I, no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, nesta quarta-feira (7).

Segundo a Sejap (Secretaria de Estado de Justiça e Administração Penitenciária), quatro dos cinco fugitivos foram recapturados no início desta tarde -- Antonio Cesar Pereira, Anderson Clayton Silva, Luis César Rodrigues e Sidney Silva.

Uma operação conjunta realizada por policiais civis e militares, além de equipes do GTA (Grupo Tático Aéreo) e do Geop (Grupo Especial de Operações Penitenciárias) continua em busca do quinto fugitivo, identificado como Flávio Barros de Oliveira.

A Sejap informou que o chefe de segurança do Presídio São Luís I foi exonerado do cargo e foi determinada a abertura de sindicância para apurar as responsabilidades pela fuga.

Outras fugas

Esta é a terceira fuga de presos por túnel nos últimos 40 dias em unidades prisionais que compõem o Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

Na madrugada do dia 30 de março, quatro presos conseguiram fugir por um túnel aberto na Penitenciária São Luís I. O túnel foi escavado da cela 14 do bloco B até o pátio da unidade prisional.
Em 21 de abril, três presos do CDP (Centro de Detenção Provisória) conseguiram fugir durante o banho de sol. O túnel foi escavado na cela de número 13, do pavilhão Delta.

O Maranhão vem enfrentando uma crise na segurança, associada ao domínio de facções criminosas que atuam nas unidades prisionais, de acordo com um relatório do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

No dia 3 de janeiro, chefes da facção Bonde dos 40 --nome em alusão à pistola .40-- ordenaram a integrantes fora dos presídios que colocassem fogo em vários ônibus na capital maranhense.
Quatro ônibus foram atacados, sendo três deles incendiados, e cinco pessoas foram queimadas --uma criança morreu com 95% do corpo queimado.

A rivalidade entre grupos dentro dos presídios tem tornado as unidades prisionais extremamente violentas. Somente em 2013, foram 60 presos assassinados --em alguns casos houve decapitações. Há também constantes denúncias de presos de violações de direitos humanos.

Em 2014, 13 presos morreram em unidades prisionais do Maranhão. A última morte ocorreu no dia 29 de abril, no Centro de Ressocialização Jorge Vieira, em Timon (a 428 km de São Luís).
Superlotado, o Complexo Penitenciário de Pedrinhas é o foco da crise, com 2.200 presos onde deveriam estar 1.700, no máximo.

O complexo está sob segurança da Polícia Militar e da Força de Segurança Nacional desde 27 de dezembro.

Metade dos indicados para CPI da Petrobras é investigada no STF



Cinco dos dez indicados até agora para a comissão de inquérito no Senado enfrentam investigações ou ações criminais no Supremo. Lista inclui o “quase presidente” e Gim Argello, já condenado em primeira instância
Cotado para presidir CPI, Vital é investigado por supostos crimes eleitorais


Dos dez senadores indicados, até agora, pela base governista para a CPI da Petrobras no Senado, cinco têm pendências no Supremo Tribunal Federal (STF). São alvos de investigações ou ações penais, segundo levantamento do Congresso em Foco. 

Os nomes dos parlamentares que poderão integrar a comissão, com o objetivo de apurar supostas irregularidades na estatal, foram anunciados na terça-feira (6). Ainda não foram indicados membros pela oposição e nem para a CPI mista.

Principal aliado do Planalto, o PMDB indicou o senador Vital do Rêgo (PB) para presidir a CPI. Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), ele responde ao inquérito 3506 por suspeita de crimes eleitorais.

Valdir Raupp (PMDB-RO), Acir Gurgacz (PDT-RO), Gim Argello (PTB-DF), Ciro Nogueira (PP-PI), João Alberto de Souza (PMDB-MA), José Pimentel (PT-CE), Aníbal Diniz (PT-AC), Humberto Costa (PT-PE) e Antonio Carlos Rodrigues (PR-CE) também foram indicados como membros titulares da CPI, ainda não instalada.

Raupp responde a quatro ações penais (358, 383, 554 e 577) por peculato, crimes contra o sistema financeiro nacional e crimes eleitorais. No inquérito 2442, é investigado por supostos crimes contra a administração em geral.

Gurgacz é alvo dos inquéritos 3689 e 3348, instaurados para apurar a ocorrência de crimes de responsabilidade e previstos na lei de licitações.

Recentemente indicado para o Tribunal de Contas da União (TCU), Gim Argello desistiu da candidatura ao posto de ministro porque foi pressionado por servidores e até pela presidência do órgão, que defenderam que o ocupante do cargo precisa ter reputação ilibada e idoneidade moral. 

O petebista, além de já ter sido condenado em primeira e segunda instâncias pela Justiça do Distrito Federal, responde a seis inquéritos (3059, 3570, 3592, 2724, 3723 e 3746) no STF por crimes como apropriação indébita, lavagem de dinheiro, peculato, corrupção passiva e ativa e crimes eleitorais e da lei de licitações.

No STF, há ainda uma investigação (5020) em andamento contra Ciro Nogueira para apuração de crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e tráfico de influência. O Congresso em Foco contatou as assessorias dos cinco parlamentares que têm pendências no Supremo. Apenas a assessoria de Valdir Raupp retornou. Disse que ele não comenta pendências judiciais. O site ainda aguarda os esclarecimentos dos outros senadores.

Lista de parlamentares com processos

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), convocou para esta quarta-feira (7), a partir das 20 horas, uma sessão do Congresso para definição sobre a CPI mista. A oposição insiste que seja instalada uma comissão com deputados e senadores e não apenas no Senado. Os governistas defendem que apenas a CPI do Senado investigue a estatal porque considera que tem maiores chances de controlar as atividades.

"Protesto" de teatro



Folha


RIO DE JANEIRO - Apesar dos anos de treinamento no quartel e de exercícios de tiro ao alvo com milhares de disparos, fica combinado que, nos tiroteios entre polícia e bandidos nas favelas cariocas, qualquer bala que atinja alguém –idosos, mulheres, crianças ou mesmo policiais– terá sido disparada pela polícia. 

São os policiais que, equipados com mira telescópica, acertam a cabeça das velhinhas na porta do barraco. Ou, apatetados como os das comédias de Buster Keaton, matam-se uns aos outros.


Supondo que os policiais sejam melhores atiradores do que os traficantes –se não forem, algo está errado–, não se entende que não saibam contra quem estão atirando. Os paisanos tombados nos combates, por exemplo, nunca pertencem às hostes do crime. 

São moradores a caminho da igreja ou rapazes em visita à avó. Como os bandidos não matam ninguém e também não estão entre os mortos, a violência no morro deve ser causada por uma guerra entre facções da polícia. 

Tudo isso indica também um grave desperdício. Imagine o que não se investe em contingente, tempo e dinheiro na captura de traficantes carimbados –às vezes, com o sacrifício de inocentes– para que eles sejam logo libertados por um juiz zeloso da "progressão da pena" ou da "falta de provas". 


Sem falar nos bem-comportados que saem para gozar o Natal em família, esquecem-se de voltar e retomam seus hábitos de ordenar execuções e atacar as UPPs. Donde, para que prendê-los? 


Só se sabe que, com ou sem motivo e pelo menos uma vez por semana, um grupo de "moradores" –atenção às aspas– sairá por alguma comunidade depredando postos de atendimento médico, agredindo enfermeiros, botando médicos para correr e destruindo benfeitorias a custo implantadas ali. 

No passado, havia o teatro de protesto. Hoje, o "protesto" é um teatro. 




ruy castro Ruy Castro, escritor e jornalista, já trabalhou nos jornais e nas revistas mais importantes do Rio e de São Paulo. Considerado um dos maiores biógrafos brasileiros, escreveu sobre Nelson Rodrigues, Garrincha e Carmen Miranda. Escreve às segundas, quarta


Comentários


Schultz (1341)


Carcará, O que considero pior é que a mídia é a primeira a afiançar e divulgar essa verdade dita por Ruy. Veja no caso dos protestos quebra-quebra, foi preciso morrer um jornalista para que a mídia parasse de chamar os baderneiros de herois, de justos e de trabalhadores reivindicando justiça. e como voce pode ver a moda agora é queimar onibus.

Luiz Canedo (757)

A turma hipócrita dos Direitos Humanos não irá gostar nem um pouco deste texto. Parabéns ao colunista por expressar a opinião de milhões de brasileiros que vivem em uma guerra civil não declarada...

Alexfi (1)

Finalmente alguém fala o que realmente acontece nesse Brasil. Parabéns ao colunista.


Editorial: Pior que eleitoreiro

Folha




Aumentos de despesas públicas são proverbiais em anos de eleição. O que se passa na administração de Dilma Rousseff (PT), no entanto, vai além do costumeiro oportunismo político. 

O Tesouro Nacional divulgou desembolsos de R$ 235,3 bilhões no primeiro trimestre, expansão de 8,8% sobre o mesmo período de 2013. A taxa é insustentável para uma economia cujo crescimento não deve chegar a 2% neste ano. 

Sem o necessário impulso da renda e do consumo, a arrecadação tributária não atinge o desempenho esperado para equilibrar o Orçamento e produzir o saldo prometido para o abatimento da dívida pública e o controle da inflação. 

Resultante da diferença entre as receitas e os gastos não financeiros, o superavit primário somou R$ 13 bilhões de janeiro a março, bem abaixo dos R$ 20 bilhões do mesmo período do ano passado.
Boa parte da elevação das despesas deste ano –a mais aguda do mandato da presidente– decorre do pagamento de compromissos remanescentes de Orçamentos anteriores, cujo atraso permitiu o cumprimento, ainda que precário, da meta fiscal do ano passado. 

Esse adiamento de despesas, que o governo petista diz não ter sido intencional, legou recordes inusitados ao custeio do período seguinte. Os pagamentos de seguro-desemprego e abono salarial, por exemplo, cresceram mais de 50% acima da inflação em janeiro. 

Os dados mostram que o acúmulo de improvisos e artifícios de contabilidade criativa cobra um preço que tende a ser crescente. 

Embora de difícil mensuração, uma conta certa –herança para o próximo governo– virá de subsídios ao programa habitacional Minha Casa Minha Vida, aos financiamentos do BNDES e à redução das tarifas de energia elétrica. 

Decisão politicamente delicada, ademais, terá de ser tomada a respeito da política de valorização do salário mínimo, que afeta quase metade do gasto federal e terá de ser revista em 2015 por determinação de lei. Com a regra atual, que vincula os reajustes anuais à variação do PIB, os programas de Previdência, assistência social e amparo ao trabalhador elevaram seus dispêndios de 7,8% do PIB, em 2008, para os atuais 9%. 

Para a alta contribuem o envelhecimento da população e a ampliação do mercado formal de trabalho, além das normas notoriamente permissivas para a concessão de benefícios como o seguro-desemprego e a pensão por morte. 

Reformas e ajustes têm sido negligenciados pelo governo Dilma Rousseff, que teima em aguardar uma recuperação redentora do crescimento econômico e da arrecadação. A campanha eleitoral é mais um agravante na deterioração estrutural das contas públicas. 



STF retoma no dia 21 julgamento sobre correção da poupança por planos econômicos

Folha




O STF (Supremo Tribunal Federal) retoma no próximo dia 21 o julgamento das ações que questionam o índice de correção das cadernetas de poupança devido aos planos econômicos. 

O julgamento foi iniciado em novembro do ano passado. O caso foi apresentado pelos ministros e advogados que representam bancos, e poupadores foram ouvidos.
Por um lado, os bancos alegam que o pagamento pedido pelos poupadores resultaria em perdas potenciais de R$ 150 bilhões. 

A defesa dos poupadores, por outro lado, diz que os valores, na verdade, somam cerca R$ 18 bilhões, uma vez que esse montante é o que teria sido preparado pelos bancos para uma eventual derrota na Justiça. 

O julgamento ocorrerá sem três dos 11 ministros da Corte, já que Cármen Lúcia, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso se declararam impedidos de participar. 

Após a ação será analisado um recurso de poupadores que questionam especificamente a correção de poupanças dos Planos Bresser, Verão e Collor 1, que está sob a relatoria do ministro Dias Toffoli, e um outro que trata somente dos planos Collor 1 e 2 e tem Gilmar Mendes como relator. 

Segundo dados da Justiça, quase 400 mil processos sobre planos econômicos estão com a tramitação suspensa em diversos tribunais, desde 2010, aguardando uma definição do Supremo. Os autores das ações argumentam que tiveram perdas e querem receber os valores corrigidos com base na inflação.



Brasil tem hoje 5,2 mil refugiados de 79 nacionalidades


  24/04/2014 11h27


Colombianos e angolanos são quase metade; mapa revela origem de todos.


Pedidos de refúgio têm crescido exponencialmente nos últimos anos.

Thiago Reis Do G1, em São Paulo
Congolês Al, de 18 anos, aguarda em São Paulo ter o pedido de reúgio aceito pelo Conare (Foto: Caio Kenji/G1)Congolês Al, de 18 anos, aguarda em SP ter seu pedido de refúgio aceito por comitê

O Brasil abriga hoje 5.208 refugiados, sendo os colombianos e os angolanos quase metade dos estrangeiros com o status. É o que mostram dados atualizados do Comitê Nacional de Refugiados (Conare), do Ministério da Justiça, obtidos pelo G1 (veja o mapa com todas as nacionalidades).
Os números revelam que os pedidos de refúgio no país têm crescido exponencialmente ao longo dos anos. Em 2013, foram 5.256, ante 566 em 2010. As solicitações aceitas também aumentaram: de 126, em 2010, para 649 no ano passado.

Para o secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão, o aumento é decorrente exclusivamente das condições internacionais. "Isso acontece devido ao agravamento da crise no Oriente Médio e dos conflitos nos países africanos e também no nosso continente", diz.

O representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) no Brasil, Andrés Ramirez, concorda que o acirramento de conflitos, como a guerra civil na Síria, é fator fundamental para esse fluxo, mas ressalta também uma presença maior do Brasil no cenário internacional. "As solicitações aumentaram no mundo todo. Além das crises humanitárias antigas, como a do Iraque e a do Afeganistão, em 2011 houve a Primavera Árabe. Problemas na Costa do Marfim, no Mali, na Somália e no Sudão do Sul também foram registrados", afirma.

O refúgio é um direito de estrangeiros garantido por uma convenção da Organização das Nações Unidas (ONU) de 1951 e ratificada por lei no Brasil em 1997. Segundo o Ministério da Justiça, o refúgio pode ser solicitado por "qualquer estrangeiro que possua fundado temor de perseguição por motivos de raça, religião, opinião pública, nacionalidade ou por pertencer a grupo social específico e também por aqueles que tenham sido obrigados a deixar seu país de origem devido a uma grave e generalizada violação de direitos humanos". Com esse status, as pessoas passam a ter os mesmos direitos dos habitantes do país.

As entrevistas com os estrangeiros são feitas por técnicos, que fazem um relatório atestando ou não sua elegibilidade. A decisão final é tomada em reunião plenária do Conare. Em 2013, pela primeira vez o número de solicitações aprovadas foi maior que o de negadas – 649 contra 636.

Nacionalidades

Atualmente, há refugiados de 79 nacionalidades vivendo no Brasil. O maior grupo é formado por colombianos: 1.154 no total. Desses, 360 são reassentados, isto é, estrangeiros que conseguiram refúgio em um país e, por alguma circunstância, precisaram migrar para um terceiro.

Alunos na aula de português (Foto: Gabriel Chaim/G1) 
 
Refugiados sírios fazem aula de português em
São Paulo
 
O Brasil é uma das poucas nações que participam do programa de reassentamento do Acnur. Segundo o Ministério da Justiça, no caso dos colombianos, o objetivo é cooperar com o Equador na busca por uma solução para os mais de 55 mil colombianos refugiados naquele país. O compromisso de ajuda foi assumido pelo Brasil diante de organismos internacionais.

O representante do Acnur afirma que houve mudanças importantes na Colômbia recentemente, com o reconhecimento por parte do governo da responsabilidade em crimes cometidos nos últimos 50 anos de conflito, a reparação das vítimas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e a restituição de terras. "O início do diálogo de paz é importante, mas os colombianos continuam deixando o país porque não têm confiança de que o processo vai dar certo. Há muito ceticismo e a maioria acha que a situação não vai mudar radicalmente", diz Ramirez.

1.154
é o total de colombianos refugiados, o maior grupo no país
 
Segundo ele, um acordo firmado entre países do Mercosul possibilita que colombianos – e também argentinos, paraguaios, uruguaios, chilenos e peruanos – solicitem residência permanente no Brasil. Por essa razão, muitos optam por não pedir o refúgio, já que existe essa possibilidade.

Os angolanos aparecem na segunda posição do ranking de refugiados no Brasil, com 1.062 pessoas. Esse número, no entanto, deve diminuir gradativamente, pois houve um pedido do Acnur para que fosse cessada a condição de refugiados aos habitantes que deixaram o país africano durante a guerra civil (que durou quase três décadas e foi encerrada em 2002), em razão de a situação já ter sido estabilizada. O processo ainda está em curso.

"Como medida complementar, foi oferecida a possibilidade de eles continuarem no território nacional como residentes permanentes, por cumprirem todos os requisitos legais. Isso foi feito para que aqueles indivíduos que possuíam suficiente integração cultural e econômica por longos anos pudessem receber uma solução duradoura. E foi dada a oportunidade para os que tinham interesse em voltar fazerem isso, a partir do exercício de sua própria autonomia", afirma o secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão.


Soldados da ONU patrulham a cidade de Goma, no leste da República Democrática do Congo. O prefeito da cidade impôs um toque de recolher para moto-táxis um dia depois de um ataque que matou um e deixou 22 feridos. (Foto: Junior D.Kannah/AFP) 
 
Soldados da ONU patrulham a cidade de Goma,
no leste da República Democrática do Congo, após
ataque com um morto e vários feridos, em 2012


No caso de novas solicitações de angolanos, Abrão diz que o Conare faz uma análise "criteriosa e individualizada" para identificar se há um fundado temor de perseguição particular.

O terceiro maior grupo de refugiados no Brasil é formado por congoleses, que ainda convivem com uma crise humanitária em consequência de embates entre governo e opositores do presidente Joseph Kaliba. Ao todo, são 617 indivíduos com esse status reconhecido em território nacional.

Já os sírios ocupam a quarta posição do ranking. Dos 333 refugiados, 284 conseguiram o status no ano passado, após uma escalada da violência no país árabe, que registra em três anos mais de 150 mil mortos nos conflitos entre rebeldes e forças do regime do presidente Bashar al-Assad.

Pedidos

Do total de pedidos de refúgio feitos ao Brasil no ano passado, 2.242 (43%) foram de africanos. Outras 2.039 solicitações (39%) partiram de asiáticos. A maioria ainda não foi analisada.
Bangladesh lidera a lista de nacionalidades com o maior número de pedidos de refúgio em 2013, com 1.837. Apenas uma pessoa proveniente do país, no entanto, teve a condição reconhecida no ano passado. O Senegal aparece logo atrás, com 961 pedidos, sendo que apenas quatro habitantes conseguiram o status em 2013.

No sábado (11), 11 bengaleses foram encontrados com documentação ilegal no noroeste do Paraná (Foto: Polícia Rodoviária Estadual/Divulgação) 
 
Bengalis sem documentação no Paraná; esses estrangeiros são líderes em pedidos de refúgio,mas a maioria não se enquadra no status

De acordo com o secretário nacional de Justiça, a maioria dos bengalis e senegaleses entra no Brasil por razões econômicas, que não se enquadram no refúgio. "Eles têm utilizado o expediente do refúgio porque têm encontrado excesso de burocracia na solicitação de visto prévio como imigrantes comuns. Quando é feita essa solicitação de refúgio, as convenções internacionais estabelecem que é preciso conceder a autorização provisória de permanência. Isso porque há um princípio da proteção imediata, até o julgamento do mérito", explica Abrão.

Apesar de a entrada de haitianos ter triplicado na fronteira, eles também não são reconhecidos, em sua maioria, como refugiados. Para eles, há um visto especial humanitário, que permite que os habitantes do país, assolado por um terremoto em 2010, permaneçam no Brasil.

Entre as cidades do país que mais receberam pedidos de refúgio em 2013, São Paulo é a campeã, com 1.092 solicitações. Brasília recebeu 745, Guaíra (PR) – na fronteira com o Paraguai – teve 487 e Epitaciolândia (AC) – na fronteira da Bolívia e também perto do Peru –, 367.

Entre os estados, São Paulo também lidera, com 1.204 pedidos. O Paraná é o segundo com mais solicitações: 1.088.

Comparações

Apesar do aumento de concessões de refúgio no Brasil, o número de estrangeiros reconhecidos ainda é pequeno se comparado ao de outros países.
O Paquistão, que tem atualmente a maior população de refugiados do mundo, abriga cerca de 1,6 milhão de estrangeiros. E, no Líbano, quase um quarto da população é formada por refugiados sírios (1 milhão dos 4,4 milhões de habitantes).

Agentes da Polícia Federal fazem paralisação em vários estados


  07/05/2014 16h14


Categoria reivindica aumento de salário e plano de carreira.
Escrivães, papiloscopistas e agentes participam da mobilização.

Do G1, em São Paulo

Policiais federais, mascarados, protestam na casa de festa onde Felipão anuncia seleção (Foto: Gabriel Barreira/ G1)Policiais federais, mascarados, protestam na casa de festa onde Felipão anuncia seleção, no Rio de Janeiro
 
 
Agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Federal iniciaram uma paralisação de 24 horas, em vários estados do país, nesta quarta-feira (7). A categoria pede a reestruturação da carreira, reajuste salarial, novas contratações e mudanças nos processos de investigações criminais.

Alagoas
Os agentes montaram uma tenda em frente à sede da PF no bairro do Jaraguá, em Maceió, com várias faixas contra o governo federal e um elefante branco inflável representando a ineficiência dos inquéritos policiais.


Ceará
Apenas 30% permaneceram trabalhando em Fortaleza. Os servidores se concentraram em frente ao prédio anexo à Superintendência do Ceará. O setor de emissão de passaportes também funciona normalmente.


Distrito Federal
Servidores públicos federais cercaram o prédio por volta de 5 horas da manhã e impediram a entrada dos funcionários que chegavam para o trabalho, em Brasília. Representantes da categoria foram recebidos no ministério para apresentar a pauta de reivindicações.


Mato Grosso
Policiais federais paralisaram as atividades no estado. Os servidores pretendem se concentrar em frente ao diretório estadual do PT, no Centro de Cuiabá, no período da tarde. Conforme o Sindicato dos Policiais Federais de Mato Grosso (Sinpef-MT), as reivindicações da categoria são as mesmas desde 2012. Entre as cobranças estão reajuste salarial, reestruturação de carreira e novo concurso para contratação de mais profissionais.


Pará
Policiais federais estão reunidos em Belém, em apoio à paralisação o nacional da categoria, que realiza um protesto para chamar atenção da população sobre a crise que o órgão enfrenta.

Servidores se concentraram na sede da Polícia Federal em Teresina (Foto: Gilcilene Araújo/G1) 
 
Servidores se concentraram na sede da Polícia
Federal em Teresina 
 
 
Piauí
Com vendas nos olhos, servidores se concentraram em frente à sede da Polícia Federal em Teresina. A venda nos olhos seria uma crítica às autoridades, que, segundo os servidores, não enxergam a atual situação da instituição. Os manifestantes também voltaram a usar um elefante branco de aproximadamente três metros de altura para simbolizar a ineficiência nos processos de investigações criminais.


Rio de Janeiro
Dezenas de policiais federais — alguns usando máscaras — realizaram uma manifestação pacífica na porta da casa de festas onde foram confirmados os nomes dos jogadores brasileiros que vão disputar a Copa do Mundo, no Centro do Rio. Alheios à convocação dos atletas do lado de dentro da casa de festas, eles ignoraram também a lei estadual que proíbe o uso de máscaras, já que alguns chegaram a usar o disfarce e outros cobriram o rosto parcialmente com os panos vermelhos.


Protesto dos policiais federais acontece em frente à sede da superintendência, em Natal (Foto: Divulgação/Sindef) 
 
Protesto dos policiais federais acontece em Natal

Rio Grande do Norte
Agentes também usaram vendas nos olhos para protestar em frente à sede da superintendência em Natal. Apesar da paralisação de 24h, o sindicato afirma que o atendimento ao público não será afetado. Serviços como emissão de passaportes e fiscalização nos aeroportos seguem normalmente. Apenas as investigações de longo prazo não serão realizadas nesta terça, quarta e quinta.


Rio Grande do Sul
Com 24 horas de duração, a paralisação atinge as 13 delegacias da PF no estado. Em Porto Alegre, um ato público ocorre na sede da superintendência regional da corporação. Com um elefante branco inflável, servidores protestam e usam faixas pretas para cobrir a boca. Apenas serviços urgentes serão realizados.


Roraima
Com roupas pretas, agentes, escrivães e papiloscopistas se reuniram no centro de Boa Vista para uma manifestação de advertência com entrega de panfletos à poulação. O ato aconteceu na frente da Assembleia Legislativa de Roraima (Ale/RR).  O presidente do Sindicato dos Policiais Federais de Roraima (Sinpofer) Luis Barroso ressaltou a importância da PF no Estado, devido à atuação nas fronteiras com a Venezuela e a Guiana. 


Sergipe
A Polícia Federal volta a protestar com um elefante branco em frente à Superintendência Regional, em Aracaju. Durvalino Xavier Nascimento Filho, presidente do Sindicato dos Policiais Federais de Sergipe (Sinpef), afirma que somente em Sergipe há um déficit de 50 policiais.


Poupança tem 1ª retirada de recursos em 26 meses em abril


  07/05/2014 15h36


Em abril, R$ 1,27 bilhão saíram da poupança; e, no ano, ingresso caiu 68%.


Alta da inflação e menor atratividade da poupança influenciam resultado.

Alexandro Martello Do G1, em Brasília

Uma parte das pessoas, por ser um ano difícil, está com a renda mais contida. Com o bolso mais apertado"
 
Miguel Ribeiro de Oliveira, vice-presidente da Anefac
 
Com o aumento da inflação e da taxa básica de juros, que diminuiu a atratividade da caderneta de poupança, a modalidade de investimentos mais tradicional do país teve a primeira saída líquida de recursos em 26 meses, em abril, segundo números divulgados nesta quarta-feira (7) pelo Banco Central.

As retiradas superaram os depósitos na caderneta em R$ 1,27 bilhão no mês passado - o que não acontecia desde fevereiro de 2012, quando as saídas líquidas de recursos somaram R$ 412 milhões, de acordo com o BC.

O resultado de abril também foi o pior, para este mês, desde 2011 - quando os saques de recursos na poupança superaram os depósitos em R$ 1,76 bilhão.

Quatro primeiros meses do ano
 
No acumulado dos quatro primeiros meses deste ano, houve mais depósitos do que retiradas de recursos da poupança – mas o valor caiu em relação a 2013.

De janeiro a abril, a caderneta captou R$ 4,12 bilhões, uma queda de 68,7% em relação ao mesmo período de 2013, quando entraram R$ 13,19 bilhões em recursos.

Depósitos, retiradas e saldo da poupança
 
Em abril deste ano, os depósitos na caderneta de poupança somaram R$ 122,83 bilhões e as retiradas de recursos totalizaram R$ 124,10 bilhões. Já o volume dos rendimentos creditados nas contas dos investidores alcançou R$ 3,34 bilhões no mês passado.


Por conta do rendimento creditado na conta dos poupadores, o volume total de recursos aplicados na caderneta subiu em abril, apesar dos saques terem superado os depósitos. No fim do mês passado, o saldo da poupança atingiu R$ 614,98 bilhões. No fechamento de 2013, o estoque de recursos na poupança totalizava R$ 597 bilhões e, em março, atingiu a marca dos R$ 612,91 bilhões.

Menor atratividade e inflação alta
 
Segundo o vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel Ribeiro de Oliveira, os resultados da poupança neste ano estão relacionados com a alta da inflação e, também, com a perda de atratividade da aplicação em relação aos fundos de renda fixa.


De acordo com a Anefac, com a alta da taxa Selic para 11% ao ano no mês passado, as aplicações em renda fixa como fundos de investimento obtêm mais atratividade e "ganham da poupança na maioria das situações".

Isso ocorre porque o rendimento dos fundos de renda fixa sobe junto com a Selic. Já o rendimento das cadernetas, quando a taxa de juros está acima de 8,5% (o que acontece desde agosto), é fixo em 6,17% ao ano mais a variação da TR.

Segundo cálculos da Anefac, as cadernetas de poupança vão continuar mais interessantes frente aos fundos de renda fixa quando a taxa de administração cobrada nestas aplicações financeiras forem superiores a 2,5% ao ano.

Além disso, o próprio crescimento da inflação tem dificultado a vida dos brasileiros. "O ambiente de inflação mais alta corrói a renda. As pessoas têm menos dinheiro disponível para poupar. Estão gastando mais com alimentos, por exemplo. Uma parte das pessoas, por ser um ano difícil, está com a renda mais contida. Com o bolso mais apertado", declarou ele ao G1.

Fundo de reserva
 
Especialistas avaliam que, independentemente do rendimento, a caderneta de poupança ainda é uma boa opção de investimento para pequenos poupadores, para pessoas que buscam aplicações de curto prazo ou que procuram formar um "fundo de reserva" para emergências – uma vez que não há incidência do Imposto de Renda.


Nos fundos de investimento, ou até mesmo no Tesouro Direto (programa do governo de compra de títulos públicos pela internet) há cobrança do IR e, na maior parte dos casos, de taxa de administração. 

Nos fundos de investimento e no Tesouro Direto, o IR incide com alíquota regressiva, ou seja, quanto mais tempo os recursos ficarem aplicados, menor é o valor da alíquota incidente no resgate.

Porco petista, ex-assessor da deputada PT-DF Erica Kokay, que desacatou ministro Barbosa é preso por agressão a senador

Blog Prontidão

 

Ex-assessor de deputada petista é preso no Senado por insultar Aloysio Nunes

Conhecido como Pilha, militante é o mesmo que agrediu o presidente do STF, Joaquim Barbosa, na saída de um restaurante no mês passado

Ex-assessor de deputada petista é preso no Senado por insultar Aloysio Nunes no Senado André Coelho/ O Globo 


Este é o vagabundo petista, encrenqueiro, ex-aspone da deputada petista Érica Kokay. Quem o encontrar se cuide, ele é covarde, encrenqueiro, gosta de agredir pessoas mais velhas e agora é também um vagabundo processado, desempregado.


Está preso na Policia do Senado o militante petista e ex-assessor da deputada Erica Kokay (PT-DF), Rodrigo Grassi, depois de quase se atracar com o líder do PSDB, Aloysio Nunes Ferreira (SP), na saída do plenário. Conhecido como Pilha, o militante é o mesmo que agrediu o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, na saída de um restaurante no mês passado. 


Ele se identificou para Aloysio como dono de blog. Quando o tucano parou para conversar, ele o questionou sobre porque o PSDB não deixava instalar em São Paulo uma CPI para investigar o caso Alstom. Aloysio respondeu até então, calmo. 


Mas quando ele perguntou o que tinha a dizer sobre seu "envolvimento" no escândalo do cartel do metrô em São Paulo, Aloysio partiu para cima do militante para lhe bater. Rodrigo saiu correndo de costas e filmando a investida do senador, avisando que o vídeo estaria em seu blog logo em seguida. 


Foi alcançado pelos seguranças do Senado antes que conseguisse entrar em um carro na saída. - Eu não tinha outra atitude que não partir para cima dele para lhe dar um pescoção. Eu fui agredido! Não tenho envolvimento em caso nenhum de metrô. É assessor da deputada Érica Kokay que agrediu o ministro Joaquim Barbosa? É um bando de vagabundos, cafajestes! Só não dei um pescoção nele porque ele correu mais do que eu! - disse o senador.



Nas dependências da polícia legislativa, a primeira providência de Rodrigo Pilha foi ligar para a deputada Érica Kokay. Na época da agressão a Joaquim Barbosa na porta da restaurante, a deputada petista o defendeu, dizendo que não estava a serviço e tinha o direito de livre manifestação. Mas pressionada pelos líderes da oposição, acabou exonerando o funcionário. - Aconteceu uma agressão a um senador da República. Estamos investigando como ele entrou nas dependências do Senado - disse o chefe da Polícia Legislativa do Senado, Pedro Araújo Carvalho.

 

Segundo Pedro, até as 21h30min a deputada não tinha ligado para interferir em defesa de Rodrigo Pilha. O senador Aloysio Nunes foi um dos líderes da oposição a pedir à Mesa da Câmara a punição do assessor da deputada petista pelas agressões a Joaquim Barbosa.



Depois da agressão a Joaquim Barbosa com um grupo de militantes na saída de um restaurante, Rodrigo Pilha postou um vídeo em seu blog onde, sem camisa e de óculos escuros, chama o ministro do Supremo de covarde, autoritário e coxinha. "Tá nervoso ministro, tá brabinho? Pega uma daquelas máscaras suas que estão encalhadas e vai pular carnaval". 




Fonte: O Globo   BLOG Prontidão