quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

EXCLUSIVO! UNASUL, A ENTIDADE MÁXIMA DO FORO DE SÃO PAULO, ENVOLVERÁ MILITARES EM 'ESCOLA DE DEFESA' E TAMBÉM COORDENARÁ PROCESSOS ELEITORAIS NA AMÉRICA DO SUL.


quarta-feira, dezembro 10, 2014


Acima a foto da fachada do novo prédio da sede da Unasul. Abaixo os tiranetes latino-americanos confraternizam. No meio, o defunto tiranete Hugo Chávez, em forma de 'pajarito',  se faz presente abrindo suas asas sobre a trupe bolivarina. 
 
 
Na última sexta-feira um convescote bolivariano no Equador reuniu todos os tiranetes comunistas latino-americano para inaugurar a sede da UNASUL - União das Nações Sul-Americanas. A obra, que segundo foi noticiado, custou R$ 43 milhões e foi edificada em solo equatoriano. 
 
 
O portentoso edifício leva o nome do defunto tiranete argentino Nestor Kirchner, imortalizado numa estátua gigantesca que decora esse novo circo bolivariano. Já a bibilioteca da Unasul leva o nome do defunto escritor comunista colombiano Garcia Marques, amigo íntimo de Fidel Castro, a quem visitava com frequência e desfrutava dos aposentos especiais numa mansão no “Laguito”, denominada “Casa de Protocolo”, à qual Fidel Castro reservou para receber tipos como Lula, Dilma e também artistas e jornalistas da esquerda caviar, como Chico Buarque e outros do mesmo quilate.
 
 
Quem está razoavelmente informado sabe que a Unasul foi criada como forma de isolar a OEA - Organização dos Estados Americanos, entidade multilateral tracicional que une as Américas. Neste caso é membro os Estados Unidos, razão pela qual os bolivarianos decidiram criar outra entidade com jurisdição apenas na América do Sul. 
 
 
O objetivo é marginalizar os Estados Unidos, para negociar apenas com a ditadura russa de Putin, com a camarilha comunista chinesa assassina e com mais uma penca de ditaduras africanas, bem como as islâmicas encravadas no Oriente Médio. 
 
 
O objetivo comum de todos é a destruição dos Estados Unidos e de Israel, ou seja, dos pilares da civilização ocidental
 
 
A imprensa brasileira, como sempre acontece nesses casos, noticiou apenas pela metade o que ocorreu na inauguração da UNASUl. Os descolados rapazes da imprensa ficaram apenas no aspecto, vamos dizer assim, carnavalesco da coisa, com a Dilma abraçando criancinhas indígenas e coisa do gênero.
 
 
A oposição no Brasil sequer quis saber até agora com quantos milhões de reais o Brasil, como Estado-membro dessa organização comunista, contribuiu para construir esse monstrengo bolivariano. Supõe-se que, como fez com o generoso ‘empréstimo’ do BNDES à Cuba, para construção do portentoso Porto de Mariel, edificado pela empresa do Marcelo Odebrecht, o repasse à Unasul possa também ter sido concretizado com o carimbo de ‘secreto’. Isso quer dizer que não passou pelo crivo do Congresso Nacional. Quem sabe disso são os Senadores. Ou, no mínimo, deveriam saber.
 
 
Um guarda com uma lança de bambu anti-americana acima, cuida de uma tela mostrando Lula sorridente. Abaixo, uma das escadas rolantes que ficilitam o trânsito de pessoas dentro do opulento e modernoso prédio que abriga a sede dos bolivarianos da América do Sul.
 
 
FORÇAS ARMADAS E ELEIÇÕES
De tudo que aconteceu nesse evento que inaugurou a sede da Unasul, deve-se destacar dois itens que são cruciais para o Foro de São Paulo dar prosseguimento à comunização de todo o continente Sul-Americano. 
 
 
O Brasil, pela sua importância geopolítica é a cereja do bolo. Tanto é, vejam só, que a Unasul definiu entre diversas propostas que envolvem providências de ação da entidade duas como mais importantes: a criação de uma Unidade Técnica de Coordenação Eleitoral e a criação da Escola Sul-Americana de Defesa.
 
 
Segundo o Blog do Planalto, portanto fonte oficial do Governo do PT, a Unidade Técnica de Coordenação Eleitoral concentraria as atividades de observação de processos eleitorais na América do Sul. O objetivo é criar uma profissionalização das missões da Unasul, estabelecendo um padrão de observação. 
 
 
 
Dado ao fato de que há sérias denúncias sobre a empresa de voto eletrônico venezuelana Smartmatic, formuladas pelo próprio Congresso norte-americano e amplamente abordadas pelas gande mídia americana, sobram interrogações sobre essa lacônica alusão à interferência da Unsaul no que concerne aos pleitos eleitorais dos países membros. Cumpre notar que o TSE contratou a Smartmatic para operar os pleitos eleitorais no Brasil. O caso da Smartmatic abordei aqui no blog.
 
 
Já, a Escola Sul-Americana de Defesa se trata de um centro articulado de altos estudos para formação de civis e militares, com cursos compartilhados e troca de experiências de defesa. 
 
 
Como se pode depreender dessas iniciativas da Unasul, a soberania das Nações que integram a essa organização pode sofrer um desgaste já a médio prazo, pela interferência direta dessa entidade bolivariana nos assuntos internos dos países membros, principalmente quando essas iniciativas estejam, como de fato estão, contempladas pelo Foro de São Paulo.
 
 
Estátua gigante de Néstor Kirchner, o defunto tiranete da Argentina. A sede da Unasul leva o nome dele.   
 
 
 
Para presidente da Unasul foi eleito o atual presidente do Uruguai em fim de mandato, o tupamaro Pepe Mujica, o homem que se tem notabilizado por ter transformado o Uruguai numa espécie de “paraíso das drogas”. O certo seria o inferno. 
 
 
“Paraíso” é um termo utilizado pelos alegres rapazes da grande mídia, os maiores entusiastas de qualquer iniciativa que atenda os ditames do Foro de São Paulo e aos esquemas de “engenharia social” difundidos pela ONU que terão agora a Unasul como “entidade parceira” nessa cruzada contra a civilização ocidental. A ordem é sexo, drogas e rock and roll. Ou de acordo com a cultura local, pode ser a “salsa da maconha” ou então o “sertanejo universitário bundalelê”. 
O último feito do presidente tupamaro uruguaio foi acolher meia dúzia de terroristas islâmicos que estavam presos em Guantanamo. Segundo o tupamaro, “injustamente presos”. Bom, mas isso é outra história.
 
 
MAIS MISTÉRIOS
Para secretário-geral da Unasul foi eleito o ex-presidente colombiano Ernesto Samper [vejam o vídeo acima] que governou aqueles país no período de 1994-1998. Samper tem uma biografia, como diria, um tanto controvertida. 
 
 
 
A campanha eleitoral de Samper que o levou à presidência foi acusada de haver recebido dinheiro do Cartel de Cali, organização criminosa dedicada ao tráfico de drogas. Por causa disso foi aberto processo ao nível do parlamento tendo em mira cassar o mandato de Samper, todavia o então presidente escapou e o processo restou precluso, ou seja, não foi nem condenado e nem absolvido.
 
 
Atualmente, Ernesto Samper é um apoiador do governo do atual presidente Manuel Santos, um ex-ministro do governo de Álvaro Uribe. Em razão das controvertidas políticas de Santos, os dois estão brigados. Manuel Santos é o arquiteto de uma rocambolesca tramóia cognominada de “acordo de paz” com os terroristas das Farc e que tem a colaboração direta da ditadura comunista cubana.
 
 
Depois de sair da presidência, Samper praticamente sumiu do mapa, tendo ido viver na Espanha onde foi embaixador. Dedica-se atualmente à área acadêmica e, de forma surpreendente foi guindado ao cargo de secretário geral da Unasul.
 
 
 
EPÍLOGO
O que acabei de escrever são os fatos que se relacionam com a Unasul e que, como se vê, são fatos misteriosos e coincidentes demais com o que respeita ao projeto do Foro de São Paulo e do próprio PT que, aliás, é quem dirige o Foro que tem como presidente vitalício o Lula. Sim, porque foram Lula e Fidel Castro os fundadores do Foro de São Paulo cujo objetivo é transformar todos os países da América do Sul em repúblicas comunistas de viés cubano.
 
 
 
Enquanto isso, os alegres rapazes da grande mídia brasileira dão destaque para abobrinhas, quando não mentem de forma descarada. Em jornalismo a pior mentira é ignorar os fatos ou distorcê-los. Com se viu ao longo deste post há inúmeros fatos que se relacionam diretamente com o Brasil e que estão imbricados nos âmbitos do Foro de São Paulo e da Unasul.

PT implantou roubalheira de R$ 20 bilhões na Petrobras, segundo as investigações.



 
O esquema de corrupção na Petrobras pode ter atingido pelo menos R$ 20 bilhões, informaram ao Valor fontes de diferentes procedências envolvidas na operação Lava-Jato, que investiga desvios de recursos na estatal. Sabe-se que ao menos R$ 11,5 bilhões foram identificados como "movimentação financeira atípica" pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Fazenda. 
 
"Certamente esse valor é maior. Pelo menos o dobro, na casa de uns R$ 20 bilhões", disse uma fonte diretamente ligada à investigação. A reportagem apurou que os investigadores ainda não dispõem de dados para calcular o total desviado da estatal, porque precisam analisar extratos coletados na Suíça e aguardam a chegada de documentação sobre os titulares de contas no exterior. Os procuradores seguem a trilha de saques e depósitos ocorridos em vários países. 
 
O tamanho do rombo ficou reconhecidamente maior a partir do momento em que o ex-gerente da Petrobras, Pedro Barusco, falou em seu termo de delação premiada sobre os contratos de aquisição de navios-plataforma e a construção de estaleiros. "Braço direito" de Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras, Barusco também forneceu informações sobre negócios na Transpetro, subsidiária da estatal petrolífera, apurou o Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor.
 
A Lava-Jato já trabalha com a perspectiva de que os desvios em contratos supostamente superfaturados em refinarias e na área de navios ultrapassem R$ 20 bilhões. A diferença entre o que foi divulgado e as estimativas das investigações tem pelo menos três motivos. O primeiro é que nem toda a "movimentação atípica" nas transações bancárias foi comunicada ao Coaf pelos gerentes dos bancos; o esquema contava com participação de funcionários cooptados por Youssef, que omitiam as informações em troca do pagamento de comissões, segundo apurou a Polícia Federal (PF).
 
"Com certeza o valor não comunicado [pelo Coaf] é muito grande também. Contratos para aquisição de navios-plataforma, por exemplo, dão outro horizonte financeiro ao esquema. Plataformas e navios envolvem cifras bilionárias", diz uma fonte a par do assunto. Outra razão é que uma parte significativa dos pagamentos de propina era feita no exterior. Na diretoria de Abastecimento, comandada por Paulo Roberto Costa, a proporção era de 70% no Brasil e 30% em outros países, segundo relatou o ex-executivo da Petrobras. 
 
O terceiro - e talvez mais importante - motivo para a disparidade de valores é o grande volume de dinheiro em espécie, impossível de ser rastreado, que circulava nas mãos dos envolvidos no esquema. O doleiro Alberto Youssef, um dos delatores da suposta corrupção com dinheiro público, movimentava de R$ 20 milhões a R$ 50 milhões por mês em espécie em seu esquema com o PP na Petrobras, apurou a reportagem. O valor considera movimentações feitas em dólares, euros e reais. A amplitude se justifica pelo fato de que a propina nem sempre era fixa e variava de acordo com o tamanho dos contratos. 
 
Vários funcionários de Youssef transportavam dinheiro no corpo, segundo a PF, entre os quais Adarico Negromonte Filho (irmão do ex-ministro das Cidades Mário Negromonte, do PP), Jayme Alves de Oliveira Filho, o "Careca" (agente da PF responsável por fiscalizar passageiros e bagagens no aeroporto do Galeão, no RJ), Rafael Ângulo (espanhol, com passaporte europeu) e João Procópio de Almeida Prado.
 
A investigação revelou que eles faziam viagens domésticas em voos comerciais com as notas presas ao corpo e conseguiam levar até R$ 500 mil ou alguns milhões em cédulas de € 500. O transportador enrolava as notas em papel filme, utilizado normalmente para embalar alimentos, apurou a reportagem. Elas então eram afixadas às pernas e coxas do "courier", deixando os joelhos livres para movimentação. O dinheiro também era escondido em coletes ortopédicos, usados no tronco das "mulas" de dinheiro.De tal modo, era possível carregar até R$ 500 mil por pessoa.
 
A "vestimenta" da dinheirama no corpo mescla plástico, papel e tecido; ou seja, materiais que não acionam o detector de metais. Os aeroportos brasileiros utilizam raio-x em esteiras para bagagem, não para pessoas. O valor total transportado pelos portadores de Youssef não está, obviamente, incluído na contabilização realizada pelo Coaf. 
 
Em trajetos curtos, o dinheiro viajava em caixas de arquivo de escritório (até R$ 200 mil) e sacos de lixo - que não despertavam suspeitas, segundo uma fonte. Existem dezenas de portadores, "couriers" de Youssef e de políticos, além de executivos que iam com frequência ao escritório do doleiro no bairro do Itaim, zona sul da capital paulista, para fazer retiradas em espécie. Quando os pagamentos a políticos e executivos de empreiteiras eram acima de R$ 6 milhões, apurou o Valor, Youssef alugava jatos. As operações no exterior, que também não foram captadas pelo Coaf, eram compensadas via "dólar-cabo" - troca de posições entre doleiros. 
 
Youssef trabalhava bastante com "as contas da 25 de Março", de comerciantes do centro de São Paulo que forneciam sua contas correntes para o doleiro receber pagamentos. Em troca, recebiam percentuais sobre os depósitos bancários, apurou o Valor PRO. Para enviar o dinheiro ao exterior, Youssef contava com um sistema que incluía offshores, contratação de serviços de consultoria, empresas de fachada e fraudes em importação, que eram apenas simuladas, para justificar a remessa de valores ao exterior. O doleiro contava ainda com "brechas" identificadas no Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex), que reduziram a fiscalização sobre contratos de câmbio. 
Youssef não operava contas em seu nome. No exterior a função era desempenhada por Leonardo Meirelles, um dos sócios do Labogen, laboratório que era uma das fachadas usadas pelo doleiro. Entre os expedientes utilizados por Youssef para a lavagem de dinheiro e evasão de divisas, um é destacado pelos investigadores como sua principal inovação criminosa: o fato de usar empresas fictícias, que só existiam no papel, para simular importações e mandar dinheiro supostamente desviado da Petrobras ao exterior em operações aparentemente lícitas. 
 
O mecanismo, que segundo a PF contou com dezenas de operadoras de câmbio e bancos brasileiros, garantiu a evasão de valores para o exterior - principalmente para bancos em Hong Kong, na China, que não é signatária de acordo de cooperação jurídica com o Brasil para fins de colaboração judicial em casos de evasão de divisas.
 
As investigações da Lava-Jato apontam que uma das empreiteiras investigadas na operação fazia pagamentos apenas no exterior, e outra, apenas em dinheiro em espécie no Brasil. Na conta do esquema de corrupção também entram as retiradas ocorridas no Posto da Torre, em Brasília, que pertencia ao doleiro Carlos Habib Chater e gerenciava 375 contas bancárias, segundo laudo da PF. A perícia constatou que R$ 11 milhões passaram pelas contas entre 2007 e 2014. Sócio de Chater, o também réu Ediel Viana da Silva disse em juízo que o ex-deputado do PP, Pedro Corrêa, buscou dinheiro enviado por Youssef nas ocasiões em que esteve no posto de gasolina. (Valor Econômico)

8 comentários:

Anônimo disse...
O PT institucionalizou o GOLPE homeopático. Ninguém entende como esse partido quadrilha ainda não foi cassado. Se chegar no BNDES será bem mais que 20 bilhões.
É o maior roubo da história do mundo.
Anônimo disse...
Coronel, a hora é essa!

Sábabo, 13/12, o Brasil inteiro nas ruas clamando pelo IMPEACHMENT da 'chefa' da quadrilha.

A mãe do PETROLÃO, comandou o maior escândalo de Corrupção da História Moderna!

COMPAREÇAM!!!!!!!!!!!!!

SE MANIFESTEM!!!!!!!!!!!

IMPEACHMENT JÁ!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Anônimo disse...

A primeira providencia, é se desfazer da montoeira de prédios suntuosos, que construiu pelo Brasil afora. Só no Rio de Janeiro, construiu mais de 10 gigantescos....Sem obra, não tem roubo....Vamos obrar....malditos gatunos
Anônimo disse...
Gilmar Mendes tem razão: mensalão é caso para tribunal de pequenas causas, diante do estrondoso escândalo do PETROLÃO!

E, com todas as provas apuradas, o Sr. Eduardo Cardoso teve coragem de dizer ontem em entrevista que "há indícios de corrução". Precisa ser muito safado para dizer isto.


Chris/SP
Anônimo disse...
Coronel,

Este é o verdadeiro legado do Lula para o Brasil.

Corrupção generalizada e incompetência em todos os níveis.
Anônimo disse...
A PTRoubrás vai quebrar. Isso é inevitável. Quem tem ações venda já. Os processos nos EUA vão gerar especulações e manter as ações desvalorizadas por anos. Sem capacidade de captação, com o petróleo em baixa, e produção se movendo para o Pré-sal, a empresa já era. É lamentável, pois os prejuízos ao país são irreparáveis.
J.C.MACIEL disse...
Já li e ouvi muito sobre crime organizado.Em matéria de organização nada se iguala ao PT.Eles têm sede, assessorias, cnpj, logomarca, representações, departamentos, correspondentes,representantes e olhe lá se já não estão vendendo franquias.Nos seus quadros dispõem de promotores, ministros,procuradores,jornalistas...vigaristas para todos os gostos.
Anônimo disse...
E a fabrica de offshores do clube do bilhão, continua em funcionamento???
Seu presidente está soltissimo e nada o intimida...

Crise de Dilma é mais grave que a de Collor no pré-impeachment, diz Ronaldo Caiado


Fernando Rodrigues
Do UOL, em Brasília

O líder da oposição no Congresso, deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), considera a situação política atual da presidente Dilma Rousseff pior do que a enfrentada em 1992 pelo então presidente Fernando Collor de Mello, que acabou depois sofrendo um processo de impeachment.


"Esse é um momento muito mais grave do que a época do governo Collor (...) Você acha que é fácil remontar um país? Quando todos os ministérios estão contaminados, fundos de pensão, bancos oficiais, BNDES. Essa é uma tarefa extremamente árdua, difícil", declarou Caiado, que está concluindo 5 mandatos de deputado federal e se prepara para assumir uma vaga no Senado, a partir do ano que vem, pelo Democratas de Goiás.

Ronaldo Caiado no Poder e Política - 

Em entrevista ao programa "Poder e Política", do UOL, Caiado, que é médico e tem 65 anos, recomenda à oposição usar o tom usado por Carlos Lacerda (1914-1977), jornalista e político do Rio de Janeiro que ficou famoso por sua retórica dura contra vários governos. Filiado à UDN (União Democrática Nacional), foi um dos responsáveis pela consolidação do termo "udenismo", sinônimo de defesa da moralidade, muitas vezes também associado no passado a tentativas de golpe de Estado.


"O tom que [a oposição] deve ter é aquele que Carlos Lacerda nos ensinou. Você não deve apelidar as palavras. Você não tem que falar que corrupção é 'desvio de dinheiro'. É corrupção, é roubo, uma estrutura que se beneficia exatamente de todo um caixa dois da Petrobras, escândalo de Pasadena, distribuição de dinheiro de todas as obras da Petrobras, do PAC. Isso é organização criminosa. Não é partido político", declara Caiado.


Indagado sobre se a "organização criminosa" seria o Partido dos Trabalhadores, o futuro senador por Goiás diz que "não generalizaria", pois todos os partidos têm muitas seções. Mas afirma que Aécio Neves (PSDB), candidato derrotado na eleição presidencial deste ano, "não está pesando em nada na palavra" ao ter dito recentemente que Dilma Rousseff foi eleita por uma "organização criminosa" em outubro. "Ele se expressou corretamente. Isso é uma organização criminosa".


Os cerca de 70 políticos que deverão ser formalmente citados por algum envolvimento nos escândalos da Petrobras terão como consequência paralisar os trabalhos no Poder Legislativo em 2015. "Isso realmente inviabiliza completamente o funcionamento do Congresso Nacional, tendo que ficar tempo integral dedicado a essa matéria".


Inflexível e às vezes minoritário dentro da oposição, Caiado defende que partidos anti-Planalto tenham candidatos para disputar as presidências da Câmara e do Senado, em fevereiro. "Mesmo sem chance [de vencer]. Você não pode perder o discurso. Você não pode perder a coerência. A popularidade ela é relativa, mas a coerência é vital", raciocina.


Pela mesma razão, faz uma recomendação à senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), que é também presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária) e está prestes a ser nomeada ministra da Agricultura por Dilma Rousseff:
"Kátia, permaneça senadora e presidente da CNA. Não assuma isso, porque você sabe que hoje o Ministério da Agricultura é muito mais uma partilha de uma estrutura que não tem nada a ver com o setor rural, e, ao mesmo tempo, a base política e sustentação não lhe dará apoio para as mudanças que são necessárias".


A seguir, trechos da entrevista com Ronaldo Caiado, realizada no estúdio do UOL, em Brasília, na última sexta-feira (5.dez.2014):


O Congresso deve concluir na 3ª feira [9.dez.2014] a votação de projeto de lei que desobriga o governo a ter superávit primário neste ano de 2014. Por que a presidente Dilma Rousseff, com uma coalizão tão ampla, passa tanto sufoco para encaminhar essa alteração?
Porque essa matéria agride não só a Constituição Brasileira, ela revoga a Lei de Responsabilidade Fiscal, desautoriza o Congresso Nacional ao baixar um decreto que antecipa uma lei –um decreto que, resumidamente, é um decreto delação premiada.

Por quê?
Esse decreto específica até o valor da emenda para cada deputado e senador. É uma verdadeira afronta, além de ser inconstitucional. Já recorremos ao Supremo Tribunal Federal. É um precedente gravíssimo que você cria neste momento, porque a partir de agora...

Oficializa a troca de favores?
A troca de favores...
A troca de favores até então existia. Mas agora você tem uma troca de favores por decreto, ou seja, uma delação premiada. E cria um precedente. Governadores e prefeitos vão ter que seguir a Lei de Responsabilidade Fiscal? Anteontem [3.dez.2014] o governador de Goiás [Marconi Perillo, do PSDB] mandou um projeto de lei para a Assembleia Legislativa dizendo: "Olha, não vou cumprir o superávit. Pelo contrário, vou apresentar um déficit de R$ 650 milhões".

O senador Aécio Neves, do PSDB de Minas, disse que a presidente com esse decreto colocava o Congresso "de cócoras". O sr. concorda com essa avaliação?
Não é só colocar o Congresso de cócoras. Acho que é o Congresso, que nada tem a ver com o crime praticado pela presidente da República, entrar no processo para apagar as digitais da utilização indevida da máquina do governo, do Orçamento, às vésperas das eleições.

Todos os gráficos mostram que em agosto e setembro a presidente extrapolou o déficit primário em R$ 30 bilhões, injetando no processo que daria retorno na campanha eleitoral. E o Congresso Nacional vem e diz: "Tudo bem, passamos a borracha. Ela não tem que responder mais por crime de responsabilidade". O Congresso está legalizando um processo praticado pela presidente que é, dentro da norma constitucional, ilegal.


Há um argumento que o Planalto tem apresentado. Em 2001, o governo de Fernando Henrique Cardoso, então presidente da República, conseguiu aprovar uma lei para reduzir a meta de superávit primário, naquela oportunidade, e mesmo assim não cumpriu a meta. Qual á a diferença entre a conjuntura de hoje, 2014, e aquela de 2001?
Em primeiro lugar, ele [FHC] não estava em campanha eleitoral. Segundo lugar: [o projeto de alteração] foi apresentado no mês de março. O que mostra que já tinha uma previsão. Então ele realmente não traiu a expectativa do brasileiro. Já sinalizou o que aconteceria até o final do ano.


O que acontece agora é totalmente diferente. Durante todo o período da campanha eleitoral ela [Dilma Rousseff] várias vezes foi aos debates dizendo que tudo estava em ordem, que iam cumprir a meta do superávit e que a economia estava estabilizada. Terminada a campanha eleitoral, demite-se o [ministro da Fazenda] Guido Mantega, busca-se um banqueiro para dizer que agora vamos reordenar e a partir de hoje nós vamos aumentar a taxa de juros, a partir de agora nós não vamos cumprir o superávit, e, além do mais, avança agora nas contas do Tesouro Nacional para poder arcar com custos e pagamento de funcionários.


Mas no caso de Fernando Henrique em 2001 a meta acabou não sendo cumprida. Não houve ninguém apresentando a denúncia para que ele fosse processado por crime de responsabilidade pelo fato de a meta não ter sido cumprida. Agora, em 2014, é comum ouvir que a presidente –se não conseguir aprovar essa lei no Congresso– terá descumprido a meta e poderá ter incorrido em crime de responsabilidade. Tem diferença nesse caso também?
Enorme, por uma coisa só.
Ficou extremamente caraterizado que a utilização do Orçamento foi uma utilização para a campanha eleitoral. Essa é a diferença, o descumprimento foi porque ela foi deficitária em R$ 30 bilhões nos meses de agosto e setembro deste ano. Ela dizia uma coisa à população brasileira e fazia exatamente a outra. Usou essa aparelhagem da máquina do governo para a sua reeleição. No momento em que terminou a campanha eleitoral, o brasileiro passou a ter a verdadeira radiografia do Brasil. Ou seja, aquilo que foi dito anteriormente não reproduzia a realidade. Ela iludiu, ela enganou, ela descreveu um cenário totalmente diferente daquele que está sendo vivido hoje a 30 dias do fim do ano.


Mas por que a oposição teve tanta dificuldade, durante o processo eleitoral, de explicar tudo isso que o sr. está dizendo para os eleitores?
Você há de convir que esta campanha foi feita de uma maneira a criar quase que uma barreira com todos os parlamentares ou candidatos da oposição, que seria a tese maniqueísta de dizer: "Se a oposição for eleita, todos esses benefícios sociais serão retirados".
O autor da frase do "bolsa miséria" é o próprio Lula. Está gravado, divulgado. Mas é interessante que você divulga e o cidadão acha que não, que ele vai manter, que ele vai preservar e que ele vai ampliar essa bolsa.


Em Goiás, o governador Marconi Perillo, que é do PSDB e aliado do Democratas no plano nacional, encaminhou um projeto de lei para a Assembleia Legislativa para abandonar a meta do superávit primário. No Congresso, o PSDB ataca a tentativa da presidente Dilma de fazer o mesmo. Existe incoerência entre o que se faz em Goiás e aqui no plano federal em Brasília?
Vamos corrigir essa tese do aliado. Fui candidato e a posição nossa não foi na chapa do Marconi Perillo.
Mas quando você dá o mau exemplo, se pode o mais, pode o menos. Acredito que todos os governadores estarão encaminhado uma lei semelhante a essa para as Assembleias Legislativas. Os prefeitos do Brasil todo vão estar encaminhando a mesma coisa.
Agora você não controla mais contas públicas. É um grande desserviço que essa presidente está prestando.


Li uma declaração sua sobre a decisão de Marconi Perillo dizendo que ele copiou a "fraude fiscal" da presidente Dilma. É isso?
Exatamente. Perfeito. É a fraude fiscal que foi utilizada por ela, está sendo utilizado pelo governador.


A administração federal do Partido dos Trabalhadores já tem 12 anos. Que reparos o sr. faria à atuação da oposição nesses 12 anos?
[Não] ter coragem de fazer oposição durante todo o tempo e todo o período legislativo. É inaceitável essa tese de querer ser oposição em período pré-eleitoral. Não precisaria adjetivar a oposição. Tem que ser um fiscal e um crítico daquilo que o governo está cumprindo. Do contrário, se ficar na tese do mais ou menos, nem carne nem peixe, o eleitor vai falar: "Entre o genérico e o principal, fico com o principal".


E por que foi assim em 12 anos?
A oposição não tinha muito hábito de fazer oposição. Não tínhamos esse estilo. Não foi criado dentro dessa base parlamentar que durante muito tempo foi o governo. Eu que, na maioria do meu período de vida eleitoral sempre fui oposição, estou habituado a essa rotina. Estou habituado a conviver no sol e na chuva. Mas nem todos estão ali com aquela ideia.


O tom da oposição tem mudado. O senador Aécio Neves, que foi candidato a presidente, disse que a presidente Dilma Rousseff foi eleita por uma "organização criminosa". Essa expressão é apropriada?
O tom que deve ter é aquele que Carlos Lacerda [1914-1977] nos ensinou. Você não deve apelidar as palavras. Você não tem que falar que corrupção é "desvio de dinheiro". É corrupção, é roubo, uma estrutura que se beneficia exatamente de todo um caixa dois da Petrobras, escândalo de Pasadena, distribuição de dinheiro de todas as obras da Petrobras, do PAC. Isso é organização criminosa. Não é partido político. É desvio do dinheiro público. Isso é um desrespeito completo à população brasileira. Ele [Aécio] não está pesando em nada na palavra. A oposição tem que ter a capacidade de realmente poder mostrar para a sociedade brasileira com palavras que são palatáveis, que o cidadão entenda. Ele se expressou corretamente. Isso é uma organização criminosa. É um processo que hoje se estende a destruir fundos de pensão, a todas as estatais, a comprometer ministérios, onde ministérios são pastas entregues a partidos políticos e lá eles terão que garantir a candidatura daquela bancada.


O PT é uma organização criminosa?
Estou dizendo que a prática ali hoje estabelecida dentro, está certo?


Dentro do PT?
Para que as pessoas se beneficiem dentro daquele quadro partidário. É exatamente a utilização desse desvio do dinheiro público.


Mas o "quadro partidário" é o PT?
Não tem que generalizar. As pessoas estão muito bem identificadas e estão sendo julgadas. Toda a população brasileira conhece aqueles que estão utilizando essa prática indevida. Não generalizaria. Você tem as seções em todo e qualquer partido.


A direção partidária, no caso, a direção do Partido dos Trabalhadores foi leniente em relação a isso? Ou compactuou?
Posso responder pelas palavras do Paulo Roberto [Costa] e do [Alberto] Youssef, que todos tinham conhecimento do fato.


Todos da direção do PT e dos outros partidos?
Direção do PT e dos partidos que estão envolvidos na delação premiada. Então, isso não é uma afirmação da oposição. Isso é uma afirmação do Youssef e do Paulo Roberto.


Os candidatos a presidente pela oposição foram José Serra, em 2002, Geraldo Alckmin, 2006, José Serra, 2010, Aécio Neves, 2014. Quatro derrotas. Qual desses candidatos se aproximou mais do tom que deve ter um candidato a presidente de oposição?
O que mais se aproximou do tom, sem dúvida alguma, foi o Aécio [Neves]. Teve coragem de assumir que as privatizações foram feitas, teve a coragem de declarar o que é que realmente deve ser o modelo do Estado, teve a coragem de ir para o debate mais direto com a presidente da República, mostrando, nitidamente, o despreparo do atual governo e também da presidente da República em enfrentar os problemas existentes, o populismo criado e o modelito bolivariano que as pessoas hoje estão compreendendo a extensão.
Ele [Aécio] foi o que se aproximou do debate que a oposição deve fazer numa campanha eleitoral.


Aécio Neves deve ser novamente candidato da oposição a presidente em 2018?
Não cabe a mim interferir na decisão do PSDB. É lógico que cada partido de oposição vai buscar o seu candidato. Sou muito cauteloso. O Democratas também tem a mesma expectativa de poder lançar o seu candidato.


O sr. tem aspiração de ser candidato novamente, como já foi em 1989?
O senador José Agripino [DEM-RN] também foi citado. Jamais omiti essa vontade de poder um dia chegar ao Executivo. Tanto é que disputei a eleição em 1989. Nós éramos 22 candidatos naquela época. Se realmente o momento for esse, seja o José Agripino, ACM Neto, um dos grandes nomes do partido, aquele que se viabilizar deve ser o candidato. Sempre defendi essa tese.


O sr. é contra à fusão dos Democratas com outras siglas nesse momento?
Sabe por quê? Porque não podemos ser surpreendidos novamente. Anteriormente, um parlamentar era eleito por um partido, mudava para outro de acordo com quem ganhasse a eleição.


Essa regra mudou...
Bom, piorou. Achávamos que estávamos fazendo uma grande limpeza na política nacional ao fazer a fidelidade partidária. Aí vem uma decisão do Supremo dizendo: "Ao mudar de partido e criar o seu próprio partido, você leva o tempo de rádio e televisão e o fundo partidário".
Você deu a cada parlamentar a condição de ser um partido político. Passou a ser um grande balcão de negócio. Ele estava indo não só com o voto dele. Estava indo com tempo de rádio e televisão mais o Fundo Partidário. E o que eles fizeram? Desidrataram as oposições.


Mas isso agora também mudou...
Mas essa lei está em aberta na fusão [de partidos]. A fusão não tem uma interpretação definida. A fusão ainda tem uma porta aberta para aquele que sai num processo de fusão levar o tempo de rádio e televisão e o Fundo Partidário. Nós já consultamos o Tribunal Superior Eleitoral e não recebemos a reposta ainda.


O sr. enxerga o ex-presidente Lula voltando a ser candidato em 2018?
Não tem a menor chance.


Por quê?
Porque com todas essas denúncias que foram feitas... Tudo isso iniciou no governo Lula. Ali você teve a gestação de toda essa metodologia de assaltar o Estado brasileiro. A população vai tomar conhecimento. As delações premiadas levam aos que foram os verdadeiros mandantes.


Eles deram conta de interromper o mensalão na figura do José Dirceu. Mas agora, não. O Youssef e o Paulo Roberto afirmam que tanto o ex-presidente, quanto a presidente tinham conhecimento do fato. E como é que eles vão dizer que desconhecem o fato? A presidente foi presidente do conselho da Petrobras durante 8 anos e é presidente da República. Não tem como.


Que tipo de evidência ou indício seria necessário para que a oposição afirme que houve crime de responsabilidade por parte da atual presidente da República no âmbito desse escândalo envolvendo a Petrobras?
No momento em que nós tivermos acesso a tudo aquilo que já vazou para a imprensa.


Existe a declaração do doleiro sobre o ex-presidente Lula e a atual presidente da República Dilma Rousseff terem conhecimento. Isso basta como elemento de prova para configurar um crime de responsabilidade?
Não é só a palavra deles. São documentos também que os empresários estão dizendo que têm e que fizeram o depósito da propina na conta da campanha. Isso tudo tem como se levantar. Então, se tudo isso aí estiver identificado, está configurado.


Isso levaria a um processo de impeachment?
Tem que ter responsabilidade. Eu não vou por aí.


Como assim?
Não vou suprimir etapas. Não vou entrar nessa tese antes que possamos confirmar os passos todos. Vamos, gradualmente, fazendo passo a passo para que aí sim nós possamos chegar a um segundo momento dessa discussão.


E o segundo momento?
E o segundo momento é depois de atravessamos o primeiro momento.


Que vem a ser a comprovação dessas declarações que têm sido publicadas?
Documentadas, com todo o direito da ampla defesa. Ninguém vai aqui fazer o julgamento inquisitivo, ninguém aqui vai prejulgar quem quer que seja, mas o que nós vamos exigir é exatamente a transparência do processo da campanha eleitoral e do período da gestão à frente da presidência da República.


Mas uma vez comprovado, o resultado disso é um processo de impeachment?
Uma vez comprovado, nós vamos ver qual é a ação que podemos tomar.


É ruim para o Brasil um processo de impeachment?
O que é ruim para o país é o processo de perda da credibilidade do cenário internacional. Do Brasil ter hoje o primeiro lugar no maior escândalo já relatado na história do mundo contemporâneo. É realmente ruim vermos hoje o quanto foi descredenciada a política perante a população.


Há uma perspectiva que a Operação Lava Jato leve à implicação de cerca de 70 congressistas. Qual vai ser o impacto no Congresso a partir de 2015?
Esse número oscila de 30 a 70 deputados, senadores, governadores de Estado. É algo jamais visto. Já convivi naquela casa na época da CPI dos Anões do Orçamento. Depois, Valdomiro, Vampiro, Sanguessuga, Mensalão. Agora, chegamos ao "Petrolão". Isso realmente inviabiliza completamente o funcionamento do Congresso Nacional. Chegando a uma proporção como essa.


Para o Congresso?
Seria o Congresso Nacional tendo que ficar tempo integral dedicado a essa matéria.


O que fazer?
Tenho algumas ideias.


Quais?
Espero, numa situação como essa, que cada parlamentar, diante das provas contundentes existentes, que tenha o gesto maior de abrir mão desse período para que o seu suplente possa assumir, até que esse processo seja julgado.


Mas isso não vai acontecer...
Vai então se abrir um outro precedente. Qual vai ser? As turmas no Supremo vão começar a julgar esses fatos. Vão tomar as decisões se o Congresso Nacional não tiver a competência de achar uma alternativa o mais rapidamente possível.


Mas o que acontece com o Congresso? Fica paralisado?
O processo não vai avançar no Congresso. Diante de um número como esse que está sendo previsto, qual é a condição de funcionamento do Conselho de Ética? Teremos uma prorrogação de decisões.

Apenas um deputado do PT, que é o caso do deputado André Vargas, até hoje se arrasta no Congresso Nacional para ser colocado em apreciação no plenário para a sua cassação. Um caso apenas.

Veja você se nós tivermos que enfrentar aí 40, 50 casos...


Qual é a posição do Democratas sobre a eleição dos novos presidentes da Câmara e do Senado?
Nós temos que priorizar os nossos candidatos de oposição. Independente de ter chance ou não da eleição.
Tem que firmar posição neste momento.
Acho isso fundamental. Nós não temos que correr para quem vai ganhar. Nós não temos porque fazer esse tipo de composição. Vou defender, posso ser voto vencido, mas acho que é desde agora que nós temos que caminhar para nos diferenciarmos nesse processo.


Um candidato de oposição na Câmara e outro no Senado?
Na Câmara e um candidato de oposição do Senado.


Mesmo sem chance de vencer pelo fato de ter bancada pequena?
Mesmo sem chance. Por um motivo só: você não pode perder o discurso. Você não pode perder a coerência. A popularidade é relativa, mas a coerência é vital. Se você manter uma postura de coerência, você passa a ter o respeito da população. Se começar a configurar que houve o ajeitamento porque ficou melhor aqui para um, ficou melhor com outro, isso aí vai tirando cada vez mais o brilho da oposição. Nós temos que ter agora uma postura que seja a postura da coerência.


Colocará seu nome para concorrer à Presidência do Senado?
Não. Até porque estou chegando agora.


Quem seria o nome de oposição para disputar no Senado?
Temos vários. José Agripino, no meu partido. No PSDB, [Antonio] Anastasia, [José] Serra, Aloysio Nunes. São nomes que hoje têm toda a condição de disputar e de assumir a Presidência daquela Casa.


A presidente Dilma Rousseff deve, tudo indica, nomear a senadora Kátia Abreu, do PMDB-TO, ministra da Agricultura. Qual é a sua opinião sobre essa nomeação?
Se a senadora Kátia Abreu me consultar, eu vou desaconselhar.
Por vários motivos. Primeiro, porque o governo vai tomar atitudes na área econômica e o setor mais penalizado será o agropecuário. E, segundo, a vida nos ensina que não são os nossos opositores os nossos maiores adversários. Nosso maior adversário é o fogo amigo.
Ela [Kátia Abreu] sabe muito bem que, com  a estrutura dentro do Ministério da Agricultura hoje e dentro da base do seu próprio partido, ela não terá sustentação para fazer nenhuma alavancagem ou mudança substantiva em relação ao setor rural –com aquilo que se espera de uma política de infraestrutura para o país, de uma política de capacidade de renda para o setor primário, diminuição da carga tributaria imposta à cesta básica.
Todas essas políticas seriam fundamentais para que o setor se tornasse competitivo internacionalmente.


Mas o sr. considera Kátia Abreu qualificada para ser ministra da Agricultura?
Não tiro o mérito dela. Não existe, por parte da classe, esse apoio a nenhuma representante da Confederação Nacional da Agricultura, para assumir essa função como sendo porta-voz desse setor junto à presidente da República, porque esse governo tem voltado as costas em todos itens.


Mas Kátia Abreu é uma pessoa qualificada para ser ministra?
Você não tenha dúvidas disso. Eu não estou tirando o mérito dela. Estou dizendo que o momento em que ela está sendo colocada é algo que realmente desmonta o discurso da classe e até o próprio discurso da senadora Kátia.


Seria um passo errado na carreira dela?
É o que eu estou dizendo. É lógico que você toma sua decisão de acordo com a sua consciência. Se eu for consultado, vou dizer a ela: "Kátia, permaneça senadora e presidente da CNA. Não assuma isso, porque você sabe que hoje o Ministério da Agricultura é muito mais uma partilha de uma estrutura que não tem nada a ver com o setor rural e, ao mesmo tempo, a base política e sustentação não lhe dará apoio para as mudanças que são necessárias".


O sr. inicia em 2015 um mandato de senador, de 8 anos. Pretende ser candidato a um cargo executivo em 2018, na metade de seu mandato de senador?
Aprendi muito em 5 mandatos como deputado federal. Em 1989, inverti completamente a lógica: comecei como candidato a presidente da República, com 39 anos de idade. Aprendi que o tempo é que faz com que você possa consolidar ou não a sua expectativa.
Essa tese de dizer "vou ser candidato a presidente da República, vou ser candidato a governador do Estado"... Isso depende de como exercerei o mandato de senador da República.
É isso que me credenciou hoje a ser senador. Durante 5 mandatos como deputado federal, sempre lutei pelo meu Estado, sempre tive uma posição muito clara no Congresso Nacional. Colhi tudo o que plantei nesta eleição [2014]. Contra a máquina de governo. Quebrei um tabu no meu Estado, o de que ninguém ganha uma eleição para o Senado sem apoio de governador. Fui mais votado que o atual governador eleito. Isso é sinal daquilo que você constrói com o seu mandato.
Durante esse tempo todo [os próximos 8 anos], vou me dedicar 100% ao Senado Federal. Dedicação exclusiva. Tempo integral. Vou atuar ali talvez num dos momentos mais lindos da política brasileira –para manter e preservar a democracia diante da maior crise que o país já assistiu.


O momento atual é mais dramático do que durante o governo do então presidente Fernando Collor, em 1992, que sofreu Impeachment?
Muito mais. Não compare uma Elba com a Petrobras.


O sr. se refere à compra de um automóvel Fiat Elba, que foi uma das provas usadas à época...
Não compare uma Elba com a Eletrobrás, portos, rodovias. A extensão é muito maior. Você recompor o governo, reestruturar a maior empresa do país, a quarta maior do mundo, que era orgulho nacional e que hoje foi rebaixada internacionalmente. Hoje não tem mais nem acesso a crédito, só em bancos de quinta categoria com taxas de juros elevadíssimas.
Você acha que é fácil remontar um país? Quando todos os ministérios estão contaminados, fundos de pensão, bancos oficiais, BNDES. Essa é uma tarefa extremamente árdua, difícil. E para isso você terá que ter um homem com espírito público e com uma vida pregressa que o credencie para fazer isso nacionalmente. Esse é um momento muito mais grave do que a época do governo Collor.


Acesse a transcrição completa da entrevista.


A seguir, os vídeos da entrevista (rodam em smartphones e tablets, com opção de assistir em HD):
1) Principais trechos da entrevista com Ronaldo Caiado (7:37)
2) Crise de Dilma é pior que a de Collor no pré-impeachment, diz Caiado (2:25)
3) Oposição deve usar o tom de Carlos Lacerda, diz Caiado (1:31)
4) Em Goiás, Perillo comete fraude fiscal, diz Caiado (1:38)
5) Não há menor chance de Lula voltar em 2018, diz Caiado (2:04)
6) Lava Jato inviabiliza Congresso em 2015, diz Caiado (1:32)
7) Oposição deve ter candidato para presidir Câmara e Senado, diz Caiado (1:19)
8) Kátia Abreu não tem apoio e deveria recusar ministério, diz Caiado (2:28)
9) Quem é Ronaldo Caiado? (1:24)
10) Íntegra da entrevista com Ronaldo Caiado (57 min.)

José Dirceu, o fora da lei, não se emenda. No contrato suspeito com a OAS, pratica crime de exercício ilegal de profissão.


Mesmo sendo ele réu do Mensalão, a OAS firmou um contrato de consultoria com José Dirceu, por um valor astronômico: R$ 886 mil, algo como R$ 75 mil mensais. Agora olhem o objeto do contrato. Entre outras atividades, o advogado José Dirceu deveria realizar "análises sociológicas". Ora, a profissão de sociólogo é regulamentada desde 1980. Com isso, José Dirceu firmou um contrato onde se compromete com o exercício ilegal de uma profissão. Não adianta! Fora da lei é fora da lei. 
 
 

Dilma nunca derramou lágrimas pelos mais de 800 brasileiros assassinados ou desaparecidos de cada dia em nosso país.



 
 
Hoje a Comissão Nacional da Verdade entregou o relatório final para Dilma Rousseff. A ex-guerrilheira, que pegou em armas junto com companheiros que mataram dezenas de inocentes, chorou de emoção. Foram contabilizadas 434 mortes durante os 21 anos do regime militar. Segundo o relatório da CNV, 191 pessoas foram assassinadas, 210 tidas como desaparecidas e 33 foram listadas como desaparecidas, mas depois seus corpos foram encontrados. Se todos os desaparecidos forem considerados como assassinados pela "repressão", a média de mortes por ano de "ditadura" é de pouco mais de 20 vítimas.
 
 
A Comissão Nacional da Verdade, obviamente, não investigou o assassinato de 119 pessoas que morreram pelas mãos assassinas das organizações de esquerda. A primeira vítima foi Paulo Macena, morto na explosão de uma bomba deixada por uma organização comunista nunca identificada, em protesto contra a aprovação da Lei Suplicy, que extinguiu a UNE e a UBES. O atentado terrorista aconteceu em 1964, no Cine Bruni, Flamengo, Rio de Janeiro, e além do morto deixou outros seis feridos graves. O último registro de assassinato cometido pela guerrilha foi o de Vagner Lúcio Vitorino da Silva, guarda de segurança, que foi morto pelo MR-8, durante assalto ao Banco Nacional de Minas Gerais, no bairro de Ramos, Rio de Janeiro, em agosto de 1970. 
 
 
Nenhum brasileiro viu Dilma Rousseff chorar por números que aterrorizam muito mais o nosso país. Por ano, desaparecem 250 mil pessoas no Brasil. Destas, 45 mil são crianças. A cada 45 minutos, 22 pessoas desaparecem para desespero de amigos e familiares. O número de homicídios ultrapassa 52 mil por ano, sem que sejam tomadas medidas pela Presidente da República na área de segurança pública. Além disso, segundo o IPEA, 130 mil assassinatos não foram contabilizados como tal, nos últimos 15 anos. O Brasil ocupa o sétimo lugar no mundo em número de assassinatos! Vamos fechar esta década com 500.000 assassinatos! Meio milhão de pessoas. Choro? Só dos familiares. Justiça? Apenas 8% destas mortes são punidas.
 
 
Ao fim e cabo do regime militar, a democracia venceu o comunismo e o preço pago pela sociedade brasileira foi de 554 mortos ou desaparecidos, computados na conta das varias facções terroristas e das organizações militares ou paramilitares. Trinta anos depois, o assunto é revirado e remexido pela esquerda com um único motivo: manter a direita contra a parede, impedindo que ela se manifeste. Há pouquíssimos pobres e miseráveis entre os mortos da esquerda. A maioria fazia parte de uma elite intelectual, com origem em classes abastadas. Hoje seus descendentes, regiamente indenizados, ocupam altos postos no governo, nas organizações e movimentos sociais e na imprensa. A famosa Comissão da Anistia analisou mais de 40.000 pedidos de indenizações. Os valores pagos ultrapassam R$ 3,4 bilhões. Mesmo assim, os indenizados da esquerda ( as vítimas dos terroristas não receberam um mísero tostão) preferem a revanche pessoal, fechando os olhos secos para os mais de 800 brasileiros assassinados ou desaparecidos por dia no Brasil. 
 

Alckmin diz que governo é vítima do cartel de metrô


Jornal GGN - Depois de a PF indiciar o presidente da CPTM atual e de 2005, Mário Bandeira, e o Ministério Público pedir seu afastamento, Geraldo Alckmin disse ao Estadão: “o doutor Mário Bandeira é pessoa extremamente respeitada” e que é é preciso “cuidado para não fazer injustiça com as pessoas”. O governador também disse que, no caso do cartel, o governo de São Paulo “é vítima”.


Enviado por Webster Franklin

Do VIOMUNDO


CPTM: Alckmin se diz “vítima” de ação pela qual também é responsável
CPTM e Alckmin
Mário Bandeira, presidente atual da CPTM e também em 2005, quando o aditivo foi fraudado. Alckmin era governador naquela época
2 - 12440 foto alstom trem
Em 6 de fevereiro de 2006, Alckmin foi à Alstom para autorizar o início da fabricação de 12 trens da CPTM

Por Conceição Lemes


Há um ano o Viomundo denunciou: O dia em que Alckmin foi à Alstom e autorizou trens que seriam superfaturados.  


A reportagem referia-se ao fraudulento aditivo do contrato 00/95 celebrado entre Cofesbra  – o Consórcio Ferroviário Espanhol-Brasileiro, integrado pela Alstom Brasil, Bombardier e CAF Brasil e respectivas matrizes –, e CPTM — Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.  Ele visava à compra de 12 trens por R$ 223,5 milhões.


alston e alckmin3
O aditivo foi publicado no Diário  Oficial do Estado de São Paulo em 28 de dezembro de 2005.


Só que, segundo o Tribunal de Contas do Estado (TCESP), houve superfaturamento. A decisão foi tomada em 2 de outubro de 2007 no processo nº TCE 5408/026/1995.


E em 2008,  a bancada do PT entrou com representação contra este superfaturamento e a prorrogação ilegal do contrato.


Em 2013, o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE-SP) identificou “grave irregularidade no sexto aditamento, verdadeira fraude à licitação e desvirtuamento total do contrato inicial”.



alston e alkmin 2


Relembrando, já que há leitores novos chegando ao Viomundo.


A concorrência foi feita em 1995 e o contrato fechado no mesmo ano por Mário Covas (PSDB), o governador à época.


O aditamento foi considerado ilegal, pois havia sido assinado quase 10anos  depois do contrato original. Era o sexto do contrato 00/95!


A investigação mostrou aumento de 73,69% no valor da compra dos trens. Ou seja, superfaturamento de R$ 160 milhões, que em valores corrigidos chegam a  R$ 430 milhões. Isto foi possível descobrir devido a uma proposta mais barata da  Mitsui, que se encontra em poder do Ministério Público do Estado de São Paulo.

O presidente da CPTM em 2005 era o mesmo dos dias atuais: Mário Manuel Seabra Bandeira.


Ele é um dos 33 indiciados pela Polícia Federal (PF) no inquérito que investigou o cartel metroferroviário paulista, entre 1998 e 2008, nos governos de Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, todos do PSDB. A CPTM tem outro diretor indiciado: José Luiz Lavorente.


O inquérito da PF sobre a ação do cartel – conhecido como trensalão, ou propinoduto tucano — foi presidido pelo delegado Mílton Fornazari Júnior.
Em seu relatório final, Fornazari afirma que Mário Bandeira cometeu fraude; ele deveria ter aberto nova licitação já que tinham se  passado quase 10 anos da celebração do contrato inicial; e que ele foi o principal idealizador do sexto aditivo.
CPTM 1
cptm3
cptm4-001
Na sexta-feira, 5 de dezembro, o promotor Marcelo Milani, do Ministério Público do Estado de São Paulo  (MPE-SP), defendeu o afastamento de Mário Bandeira:


“Eu não acho, eu tenho certeza (de que Bandeira deveria ser afastado). Mas eu não sou o governador do Estado. Eu sou promotor”. Milani é o autor da ação que pede a dissolução de 11 empresas sob suspeita de cartel e o ressarcimento de R$ 418,3 milhões aos cofres públicos.


Apesar de a PF indiciar Bandeira e o MP pedir o seu afastamento, Alckmin saiu em defesa do presidente da CPTM.


O governador disse ao Estadão que “o doutor Mário Bandeira é pessoa extremamente respeitada” e que é é preciso “cuidado para não fazer injustiça com as pessoas”.


Alckmin disse ainda que, no caso do cartel, o governo de São Paulo “é vítima”.


CPTM 5
Já os diretores da CPTM, segundo nota da estatal,  “não irão se manifestar, uma vez que não tiveram acesso ao conteúdo do processo em razão do segredo de Justiça.”


Além disso, os “executivos negam veementemente qualquer prática irregular na condução dos processos licitatórios, desconhecendo completamente qualquer acusação”.


Viveriam Bandeira e Lavorente em Marte, já que dizem desconhecer completamente qualquer acusação?


Ou estaria faltando óleo de peroba para ambos, assim como para o governador?
Aparentemente Alckmin quer tirar do foco Mário Bandeira e seus subordinados diretos, que são os diretores. E de quebra esconder nomes como  Mário Covas, José Serra e dele próprio, Geraldo Alckmin.


Dizer que o governo é “vítima” do cartel é muita desfaçatez.


Em fevereiro de 2006, antes de se desincompatibilizar para disputar a Presidência da República, o então governador  Alckmin (PSDB) foi à  sede da Alstom, no bairro da Lapa, na capital,  para autorizar o  Consórcio Cofesbra a dar início à fabricação dos 12 trens contemplados no sexto aditivo com a CPTM.


 Teve até plateia de funcionários, empresários e executivos.


4 - 12442 foto visita fabrica alstom
1 - 12439 foto alstom geraldo 2006
O evento foi notícia no portal do governo paulista.
alckmin na alston
Ou será que um clone do governador  Alckmin foi à Alstom?



Como em 20 anos de governos tucanos de Covas, Alckmin e Serra nunca perceberam a ação dos cartéis ?


Como explicar os corruptores sem corrompidos no alto escalão? Não cola colocar barnabés bagrinhos no papel de bodes expiatórios.


Como explicar que as empresas do cartel deram milhões de reais para as campanhas de todos esses governos do PSDB paulista?


E mais ainda. Como essas empresas do cartel continuam tendo contratos e ganhando licitações no governo paulista,  como já começa a mostrar a Operação Lava Jato ao revelar que elas atuaram também no Metrô de São Paulo e na Sabesp?


Muitas perguntas e nenhuma resposta convincente de Geraldo Alckmin.

Cetesb vai autuar autarquia por morte de peixes em Araras


Em Sorocaba

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) vai autuar o Serviço de Água e Esgoto do Município de Araras (Saema) pela mortandade de peixes ocorrida nesta segunda-feira (8), na Represa Água Boa, utilizada para abastecimento da cidade. O valor da multa ainda foi definido.

De acordo com o órgão, um técnico da agência ambiental da Cetesb em Mogi-Guaçu esteve no local nesta terça-feira (9) e constatou que a morte dos peixes foi decorrente de um problema operacional do Saema que, ao retirar água da represa para encher outro reservatório, deixou o primeiro lago quase sem água.

"Dessa maneira, embora boa parte dos peixes tivesse seguido para o segundo lago, os que permaneceram no primeiro lago não encontraram condições de sobrevivência", informou a Cetesb.

A agência ambiental vai definir nos próximos dias, com base em parâmetros legais, a penalidade a ser aplicada à autarquia municipal de água e esgoto de Araras. O Saema informou que vai aguardar a notificação para fazer nova manifestação sobre o caso.

Notícias relacionadas

Israel enfrenta maior desastre ecológico de sua história


Em Jerusalém


  • Yehuda Bem-Itah/ AFP
Israel enfrenta o pior desastre ecológico de sua história, após o vazamento de milhares de metros cúbicos de petróleo de um oleoduto no deserto israelense na quarta-feira passada, avaliou um especialista nesta segunda-feira.

O escapamento, que ocorreu bem ao lado da cidade costeira de Eilat (sul), foi rapidamente controlado, embora pelo menos um milhão de litros de petróleo já tenham sido lançados na área, uma reserva natural protegida.

"É o maior desastre ecológico ocorrido em Israel", tanto pela dificuldade para limpar o petróleo como pela localização do escapamento, afirmou à AFP Guilad Golub, diretor adjunto da agência israelense para a proteção do meio ambiente.

Golub também teme que o petróleo acabe finalmente no Golfo de Eilat, arrastado pelas próximas chuvas.

Um porta-voz da empresa encarregada da exploração do oleoduto, a Eilat Ashkelon Pipeline Company (EAPC), afirmou à AFP que o vazamento foi rapidamente controlado, mas recusou-se a detalhar a quantidade exata de petróleo que vazou.

Segundo meios de comunicação israelenses, o vazamento provocou a colisão de um veículo contra o oleoduto.

O jornal Haaretz citou uma carta da EAPC, destinada ao ministério de Meio Ambiente, que informa um vazamento de 3 milhões de litros.