sexta-feira, 31 de julho de 2015

Crise do Brasil preocupa vizinhos da América do Sul



A crise política e econômica brasileira tem sido acompanhada com preocupação pelos países da América do Sul. O grau de inquietude muda de acordo com a intensidade da relação de cada país da região com o Brasil, segundo analistas ouvidos pela BBC Brasil.


Três motivos justificam a apreensão: a incerteza política; o fato de a Petrobras e empreiteiras investigadas na Lava Jato terem investimentos na região; e os possíveis efeitos da recessão econômica brasileira.


Maior economia regional, o Brasil costuma ser chamado pelos vizinhos de "gigante da América do Sul" - um gigante que tanto pode influenciar sua vizinhança por sua "saúde" ou "por seus problemas".
"Parece que estamos vendo o fim do ciclo" de influência do Brasil em países como Bolívia, Argentina e Venezuela, opinou o analista político e econômico boliviano Javier Gómez, do Centro de Estudos para o Desenvolvimento Trabalhista e Agrário (CEDLA, na sigla em espanhol), em La Paz.
Na Argentina, a maior preocupação atual é com a desvalorização do real, que poderia afetar a economia do país e o comércio bilateral, de acordo com economistas.


Ao mesmo tempo, analistas argentinos estão atentos aos fatos políticos, "como o risco de impeachment" e seu possível efeito nos investimentos internacionais.

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Nos países com menor vinculo econômico e comercial com o Brasil, as preocupações são outras. No Chile, a expectativa é se a situação política chegará a comprometer a esperança de que o Brasil se aproximará da Aliança do Pacífico (Chile, Colômbia, Peru e México).

"(A presidente) Dilma enfraquecida afeta interna e externamente", disse o professor de Ciências Política Guillermo Holzmann, da Universidade de Valparaíso.

No Peru, na Colômbia e no Equador, as atenções se voltam sobretudo ao desenrolar das investigações da operação Lava Jato envolvendo as empreiteiras brasileiras com obras milionárias em seus territórios.

Confira as principais preocupações de nossos vizinhos.
Foto: Thinkstock



Na Argentina, maior preocupação é com a desvalorização do real e seus efeitos no comércio bilateral

Argentina

Em função dos fortes vínculos econômicos e comerciais com a Argentina, o Brasil tem sido citado nas conversas de políticos e empresários argentinos que temem que a crise política complique ainda mais o governo de Dilma Rousseff e que a desvalorização do real afete a economia vizinha.
Nos últimos dias, a Lava Jato e os possíveis efeitos cambiais têm sido destaque na imprensa argentina.

"O Brasil preocupa muito. Primeiro pela recessão, porque um Brasil que retrocede afeta diretamente a Argentina", disse o economista Marcelo Elizondo, da consultoria econômica DNI, de Buenos Aires. Segundo ele, 50% das exportações industriais argentinas são enviadas ao Brasil e a retração econômica brasileira significa menos compras externas.

Além disso, a desvalorização do real torna os produtos argentinos mais caros ao mercado brasileiro.
"Em relação ao âmbito político, existe inquietude entre setores empresariais daqui porque o governo brasileiro realiza reformas econômicas que perdem vigor em função da crise política", disse.
Nos bastidores de alguns setores políticos e entre analistas comenta-se em Buenos Aires que, se a crise política brasileira continuar, pode "ter eco" na política da Argentina, que elege o sucessor de Cristina Kirchner em outubro.

"O próximo governo (argentino) não terá o poder que tem o de Cristina. E se o risco de impeachment de Dilma aumentar, poderá ter eco aqui", disse um dos analistas, pedindo anonimato. "Um Brasil fraco não é bom para a Argentina. Investidores que esperam o novo governo para investir, pensando em exportar ao Brasil a partir do ano que vem, podem acabar revendo seus planos, infelizmente."


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Bolívia

A Bolívia tem percebido três efeitos econômicos ligados ao Brasil, segundo o analista político e econômico Javier Gómez, da CEDLA: "Retração nos investimentos da Petrobras no país, desvalorização do real (o que facilita as importações de produtos brasileiros já realizadas pelo país andino) e a queda no preço do gás exportado para o Brasil, em função do recuo do preço internacional do petróleo".




Crise coloca em xeque a atuação da Petrobras na exploração de combustíveis na Bolívia (acima)
Porém, o que tem intrigado analistas bolivianos é a política brasileira. "Nos últimos anos, o Brasil foi um modelo (político, econômico e social) que influenciou outros países como a Bolívia, a Argentina e a Venezuela. Mas parece que estamos vendo o fim desse ciclo", disse Gómez.



Quando Luiz Inácio Lula da Silva assumiu a Presidência, em 2003, foram intensificadas as viagens presidenciais aos países da América do Sul – o que não ocorreu na gestão Dilma. Nas viagens de Lula, principalmente, foram anunciados diferentes acordos bilaterais e regionais e obras de empreiteiras brasileiras na região.


O período coincidiu ainda com a maior presença da Petrobras na região, incluindo na Bolívia.
"As coisas estão mudando. A Petrobras tem o direito de produzir 70% da produção do gás do país, mas, com os investimentos da empresa estancados, o país já busca outros parceiros", agregou Gómez.

 

Chile

No Chile, analistas entendem que o quadro atual da política e da economia brasileira preocupa não somente a América do Sul, mas "ao mundo", afirmou por e-mail o professor de Ciências Política da Universidade de Valparaíso, Guillermo Holzmann.

"O impacto (no Chile) do quadro atual brasileiro parece mínimo devido ao contexto (de recuo) na China e (crise) na Grécia, mas sem dúvida é um caso de preocupação mundial", afirmou.

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Segundo ele, a principal preocupação no Chile hoje é que a situação no Brasil "afete os planos de incorporação (do país) na Aliança do Pacífico e aos investimentos ligados às exportações (brasileiras) através de portos chilenos para o Pacífico".

Outro analista chileno, Ricardo Israel, da Universidade Autônoma do Chile, foi mais direto ao dizer que o quadro atual mostra novamente o "Brasil como o eterno país do futuro".

"Quando parece que vai decolar como potência e chegar ao desenvolvimento, algo acontece. Normalmente uma ferida autoprovocada que o faz retroceder."

 

Peru, Equador e Colômbia

Empreiteiras brasileiras investigadas na Lava Jato têm diferentes projetos nesses três países. Os empreendimentos incluem obras de infraestrutura, irrigação e mineração, entre outros.









Empreiteiras como a Odebrecht têm contratos de obras em países da região
No Peru, muitos dos acordos foram assinados nos governos de Alejandro Toledo (2001-2006) e Alan García (presidente pela última vez entre 2006 e 2011).

Os dois planejariam ser candidatos à sucessão do atual presidente Ollanta Humala, em 2016, e especula-se que, dependendo do andar das investigações da Lava Jato no Brasil, a operação poderia "atingir a campanha presidencial" e operações anticorrupção semelhantes no Peru.

Especialista em Economia, o professor da Universidade de San Marco, Carlos Aquino, disse que em termos econômicos a crise brasileira não afetaria os peruanos. Quando perguntado sobre as empreiteiras disse que "até agora são especulações".

Na Colômbia, segundo o jornal El Tiempo, o governo estaria "ativando os controles" para evitar problemas nos contratos assinados com a Odebrecht. "O vice-presidente Germán Vargas Lleras disse que o estatuto anticorrupção prevê que qualquer condenação internacional em termos de subornos inabilitará uma empresa por 20 anos para contratos com o Estado", informou.

 

Paraguai e Uruguai

Nos dois menores países do Mercosul, a crise brasileira também tem sido destaque diário na imprensa e tema nas conversas de autoridades locais.

No entanto, no caso do Paraguai, o analista político e econômico Fernando Masi, do Centro de Análise e Difusão da Economia Paraguaia, disse que a percepção é que o Brasil vai sair "rápido" da crise por ter "poder político" e "instituições fortes". Ele admitiu, porém, que o Paraguai deverá crescer menos que o esperado neste ano, em função da recessão brasileira.

 

Venezuela

Por estar tão atolada em sua própria crise, a Venezuela tem olhado pouco para o que acontece no Brasil, segundo o analista venezuelano Luis Vicente León, da consultoria Datanalisis, de Caracas.
"São tantos problemas aqui que o Brasil tem surgido de forma muito paralela em algumas conversas, mas não é o que preocupa nesse momento", disse.

Segundo ele, além das incertezas no governo de Nicolás Maduro, existe preocupação com a queda no preço internacional do petróleo – essencial para o país.

"Lula foi muito próximo de Chávez e Dilma é muito cordial com Maduro, mas hoje Cuba tem maior influência aqui do que o Brasil", disse.

Segundo ele, porém, a oposição venezuelana poderia chegar a incluir os casos de corrupção envolvendo empreiteiras brasileiras na campanha para a eleição legislativa de dezembro.

Natureza maravilhosa! Contra predadores, mamãe peixe esconde filhotes na boca


Contra predadores, peixe esconde filhotes na boca

30 julho 2015  BBC


Imagens impressionantes mostram o momento em que um peixe da espécie Tyrannochromis macrostoma, natural da África, "engole" seus filhotes para protegê-los de predadores.
A mãe solta os peixinhos quando o perigo passa.

Delator diz que 'poderosos e partido do governo' se beneficiavam de esquema

Em sua delação premiada, o lobista Mário Góes disse à Polícia Federal que achava que nunca teria problemas decorrentes da atividade ilícita que confessou ter praticado porque "pessoas poderosas e até o partido do governo" estariam sendo beneficiados do esquema. O delator não especificou quem seriam os "poderosos".
 
Góes é apontado pela força-tarefa da Operação Lava Jato como operador de propinas de empreiteiras junto à Diretoria de Serviços da Petrobras, cujos beneficiários finais eram o diretor Renato Duque e o gerente Pedro Barusco, segundo os investigadores.

A afirmação foi feita quando Góes explicava por que havia envolvido o filho, que aparece como sócio de uma das empresas usadas pelo lobista no esquema de negócios ilícitos.

Ele afirma que "nunca imaginou que pudesse ocorrer algum problema quanto a essa atividade ligada a Pedro Barusco, uma vez que segundo ele pessoas poderosas e até o partido do próprio governo estariam sendo beneficiados por esse esquema".

Mário Góes está preso desde fevereiro de 2015. Os termos da sua delação premiada foram homologados na quinta-feira, 30, pelo juiz federal Sérgio Moro, que conduz as ações penais da Operação Lava Jato.

O novo delator da Lava Jato já prestou 13 depoimentos, nos quais apontou valores pagos por empreiteiras ao gerente da diretoria de Serviços da Petrobras e indicou os caminhos do dinheiro ilícito.

Ele admitiu que usou suas empresas, a RioMarine e a Phad Corporation, para repasse de propinas e lavagem de dinheiro da empreiteira Andrade Gutierrez para a Diretoria de Serviços da Petrobras.

Fonte: Estadao Conteudo

Jornal de Brasilia

Força-tarefa do MPDFT cria página para divulgar ações contra a má gestão de recursos públicos


A partir deste mês, os brasilienses poderão acompanhar o trabalho da força-tarefa do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), que apura a responsabilidade de gestores públicos pela prática de atos que levaram ao descontrole nas contas do Distrito Federal. As ações civis públicas e outras medidas estão concentradas em página no site do MPDFT.

Desde janeiro de 2015, o grupo composto por procuradores e promotores de Justiça do MPDFT atua em conjunto com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Ministério Público do Tribunal de Contas do DF (MPC/DF) nas investigações. O trabalho já alcançou resultados significativos. Até o momento, três ações de improbidade foram recebidas pela Justiça, ou seja, os gestores que cometeram irregularidades agora figuram como réus nos processos.

Após envio da Recomendação nº 1/2015, em janeiro deste ano, aos presidentes da Terracap e da Novacap para que se abstivessem de custear a realização da Fórmula Indy em Brasília, e de outras quatro ações que apontaram irregularidades nos atos administrativos relacionados ao evento, a Justiça decidiu pela interrupção da reforma do Autódromo Nelson Piquet e pela suspensão liminar do uso de verba pública para a Fórmula Indy, entre outras medidas. Os responsáveis pelos atos ilícitos na autorização de despesas tiveram seus bens bloqueados a pedido do MPDFT.

Outras ações civis públicas ajuizadas pelos integrantes da força-tarefa impediram o repasse financeiro às empresas responsáveis pela construção do Centro Administrativo do Distrito Federal (Centrad) e levaram à anulação do habite-se que permitia o funcionamento do empreendimento. Outros bloqueios de bens também foram decretados pela Justiça do DF.

Todas as ações da força-tarefa estarão reunidas em espaço próprio do site do MPDFT. O objetivo é informar a sociedade a respeito do andamento das ações que tramitam no Tribunal de Justiça e sobre novas medidas.

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

Deputado quer obrigar usuários da internet a informar CPF para postar nas redes sociais




O projeto é do deputado federal Silvio Costa, do Partido Social Cristão de Pernambuco.
O PL 1879/2015 altera o Marco Civil da Internet para obrigar o usuário da rede mundial de computadores a cadastrar seu CPF e nome completo para que só então seja autorizado a fazer qualquer publicação na rede.


Qualquer site que permita a exposição de ideias teria de armazenar essas informações de seus usuários. A obrigação seria estipulada pelo acréscimo de um parágrafo ao Marco Civil em que se leria: “O provedor de aplicações de internet previsto no caput, sempre que permitir a postagem de informações públicas por terceiros, na forma de comentários em blogs, postagens em fúruns, atualizações de status em redes sociais ou qualquer outra forma de inserção de informações na internet, deverá manter, adicionalmente, registro de dados desses usuários que contenha, no mínimo, seu nome completo e seu número de Cadastro de Pessoa Física (CPF).”

Para o deputado,
“essa simples exigência irá, por certo, coibir bastante as atitudes daqueles que, covardemente, se escondem atrás do anonimato para disseminarem mensagens criminosas na rede”
O projeto aguarda análise de diversas comissões da casa para só então, mediante um possível parecer favorável, ir para a pauta de votações do plenário. (Com informações: Olhar Digital)

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Seja feminina e não feminista.Voce terá muito a ganhar!

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Outra atividade HORRIVELMENTE OPRESSORA!!!

SEXTA FEIRA! Dia de se reunir com a familia e os amigos e viver momentos opressores!



FACE BOOK: Mulheres contra o feminismo

Do FACE BOOK (Mulheres contra o Feminismo) Eu poderia estar em casa brincando, mas como minha mãe é uma feminista veja o que estou fazendo...

Os paulistanos estão nas mãos de loucos.Os brasileiros estão nas mãos de loucos.

O ANTAGONISTA

Perdoem-nos os leitores que não moram em São Paulo, mas vamos tratar de um assunto local.


Fernando Haddad, na sua ojeriza de carros, agora quer fechar as vias expressas das Marginais durante a madrugada -- as pistas mais largas dessas avenidas que, sem semáforos, deixam os cidadãos menos suscetíveis a sofrer assaltos e dão acesso direto às estradas que saem da cidade e a ela servem como porta de entrada.


Justificativa do secretário dos Transportes: na madrugada não tem demanda e os motoristas correm mais, causando mais acidentes.


Não tem demanda? Mentira. Qual é o critério para estabelecer a demanda justa de avenidas como as Marginais? Congestionamento?


Os motoristas correm mais? Mas Fernando Haddad acabou de baixar a velocidade máxima nas pistas expressas para ridículos 70 km por hora!


Mais acidentes? Mentira. Mais de 80% dos acidentes ocorrem fora da madrugada.
É insensato, é paternalista e, tendemos a crer, anticonstitucional, visto que limita o direito de ir e vir dos cidadãos.


Os paulistanos estão nas mãos de loucos.


Pensando bem, os brasileiros estão nas mãos de loucos.

Dirceu queria mais privilégios. Justiça nega.


Prisão é prisão, mesmo domiciliar. Entenda de uma vez por todas, mensaleiro:


O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, condenado no processo do mensalão e investigado na Lava-Jato, teve negado o pedido para ir a Vinhedo, em São Paulo, para visitar a família no Dia dos Pais. Ele cumpre pena em regime domiciliar. Segundo o juiz Ângelo Pinheiro Fernandes de Oliveira, da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, autor da decisão, um preso não pode viajar sempre, para não banalizar o regime de prisão.

O juiz lembrou que, nas últimas festas de fim de ano, Dirceu foi a Passa Quatro, em Minas Gerais, para visitar a mãe e os irmãos. Em maio, o petista voltou à cidade mineira para passar o Dia das Mães. Diante do novo pedido, o juiz explicou que a pena domiciliar deve ser cumprida em casa, e que viagens podem ser autorizadas apenas em situações excepcionais. Para o magistrado, a ocasião não é excepcional. (Continua no jornal O Globo).
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